quinta-feira, 19 de abril de 2018

Feira de velharias no Avelar no concelho de Ansião

Faiança de Coimbra em miniatura alusiva aos afectos - AMOR...
Na particularidade da palavra começar e acabar de igual maneira com a terra em foco - AVELAR!
No dia 31 de março em véspera do dia de Páscoa decorreu a I Feira de Antiquários, Velharias e Colecionismo na vila do Avelar,  no concelho de Ansião. Tomei conhecimento do evento através do Jornal Serras na casa da minha mãe, apesar da hora tardia e da farta chuva telefonei para um dos contactos a demonstrar o meu interesse em participar. Havia de me surpreender na capacidade de ultrapassar  alguns percalços; o meu marido teimou dizer que não me acompanhava por razões plausíveis, debalde sou mulher sem preconceitos nem clichés, quando faço uma feira, que é muito raro pelo cansaço das intémperis ( vento, chuva, frio e calor) mas também da maré do público ultimamente mal habituado pelo carisma dos vendedores emergentes que apenas pretendem facturar a qualquer custo, muitas vezes nem sabem o que vendem com consequentes dissabores causados aos outros ao vender ao desbarato o mesmo artigo que o colega do lado tem a preço justo, por exemplo um candeeiro a petróleo, já vi a ser vendido a 5 € quando o valor justo é no mínimo 25 € na soma do pé em vidro da Marinha Grande, do bocal em latão e da chaminé, já que os chineses hoje fazem replicas vendidas a mais de 30 €. As feiras para mim são sinónimo de prazer em estabelecer contactos anónimos na partilha do poder da passagem da informação da faiança portuguesa, correndo o risco do incauto-, dos ladrões, por levianamente julgar que as guardo em Ansião, e não é verdade, levei de Lisboa os caixotes que guardo num armazém de um amigo e ainda assim o meu marido contestou a minha decisão aflorando que disso eles , os ladrões, não sabem...Também o percalço com o carro da minha mãe que costumo usar estava semi avariado, ainda assim não impeditivo de fazer a viagem em segurança,  pior foi de manhã ao ter chegado mais cedo do que o previsto a sua casa, tomei um grande susto...Depois de piores momentos Deus emanou-me Luz e calma para rapidamente tudo se mostrar logo bem e enfim ainda dentro da hora prevista partir rumo ao Avelar onde cheguei em cima das 8 H. Estacionei e dirigi-me a um grupo de feirantes para saber se já se encontrava o staf da JFA,  segundo eles apenas havia um elemento que se encontrava no adro da Igreja...Deixei-os para descer à praça onde senti um primeiro imbróglio em desrespeito pela JFA e cumulativamente aos feirantes presentes, ao constatar antiquários precisamente do Avelar terem abancado estaminés sem aparente autorização (?) enquanto os demais a aguardavam .Gesto que considerei deselegante porque estas Feiras obrigam a direitos e deveres onde obviamente o Respeito é devido para não se colidir  mau estar com ninguém, já basta as fracas vendas...De imediato apareceu o Sr Presidente da Junta de Freguesia do Avelar na pessoa do Dr. Fernando Inácio, além de um homem de silhueta bem enxuto, carisma distinto, denotou perfil para o contacto humano,  sobretudo no papel de ouvinte pelo que gostei francamente de o conhecer, além de bem falante, simpático se revelou de grande abertura à cidadania. Com agrado constatei a escolha da praça para se realizar o certame, da animação musical e da oferta do almoço, pelo que seja de esperar outras credíveis iniciativas de valor no desempenho do seu mandato.
Com autorização para abancar  cada feirante habituado a estas lides imediatamente utilizou os espaços sem problemas de maior apenas ouvi mexericos com os que levaram os veículos para dentro da praça, os incitando na pressa dos retirar antes da montagem das mesas para que não ficassem bloqueados.
De realçar esta boa iniciativa de âmbito cultural na vila do Avelar abençoada  pela escolha do 5º sábado, sendo parco quase nulo em certames de Velharias,  não havendo nas redondezas outra feira a que acresceu a novidade e ainda porque daqui muitos seguiam para a feira mensal de Miranda do Corvo no dia seguinte e outros para feira anual em Figueiró dos Vinhos, factores abonatórios a originar forte adesão de participantes neste primeiro certame.
A Praça Costa Rego 
Ao fundo os prédios de arcadas que antes foram da família do Dr. Manso

O local escolhido a  Praça Costa Rego de abrangência tamanha no que foi o antigo terreiro da Feira do Avelar, se mostra de cara lavada, embelezado com espelho de água e jardim para as crianças, da parte da  tarde se mostrava em alvoroço com tanta criança e ainda a valência do café tendo no tardoz os WCs. Melhor local impossível, apresenta-se amplo, airoso ao jus de socalcos, o tempo manteve-se seco e soalheiro abrilhantado por trio de Gaiteiros, jovens da terra que além do bombo tocavam a gaita de foles, dando animação ao evento que sobretudo da parte da manhã recebeu grande moldura humana o que conotou esta inauguração de muito satisfatória que pelo que deve continuar a ser dinamizada.
O trio de gaiteiros da terra
Os feirantes tiveram direito a almoço gratuito servido no Mercado onde não faltou arroz de legumes, bem confeccionado , carnes de porco e enchidos grelhados. Fiquei a tomar conta do estaminé do meu vizinho enquanto foi almoçar, para o ver de volta de cariz amofinado a remoer palavras " não gosto de arroz seco nem de carnes grelhadas é tudo muito seco, não comi nada..." de facto é difícil agradar a todos, e nesta 1ª iniciativa que por ser inédita deve ser valorizada, além do arroz e das carnes e enchidos havia pão, vinho , laranjada, coca-cola, maçãs e tartes doces, portanto é vontade de dizer mal, porque também almocei e achei o repasto satisfatório.O que pode melhorar? As carnes podiam ter sido de melhor corte, mas isso é um mal dos talhantes do concelho, sem a experiência dos talhantes da cidade cortam grossas as febras e as entremeadas sendo bem melhor se forem mais finas, e o assador não as pode deixar assar em demasia, as deve regar com sumo de limão, para ficarem macias e saborosas, tudo tem segredos. O que faltou? Uma boa salada com alface, tomate, cebola, pepino, milho, pimento e pêra abacate, bem temperada com vinagrete e no final do repasto umas fatias de queijo, do nosso queijo do Rabaçal. Mas claro para isso era preciso ter alguém a tomar conta, enquanto os vendedores se serviam da comida, as bebidas deviam estar todas juntas e não como vi ao longo das mesas dispersas sumos e coca cola, quando o certo era estarem junto dos packs do vinho  porque veio a originar muito desperdício...Em repto a iniciativa é meritória e quem disse mal é suposta má pessoa ou chateado por não ter facturado de manhã, e ainda porque a "cavalo dado não se olha o dente"  reza o ditado popular. Contudo ainda reparei numas pessoas que vieram comer sem ser feirantes, sem saber se tinham ligação a algum elemento da JF (?), nomeadamente uma delas, senhora obesa que antes na feira me perguntou o preço de um prato da Fábrica de Sacavém para me dar em resposta "você é que sabe vender, vendi os meus a 5 euros cada um..." respondi para dentro com vontade de lhe falar bem alto - a senhora vendeu a esse preço e achou muito dinheiro, mas na verdade denota sobre os pratos pouco saber, desconhece o motivo - Buçaco e é bem antigo ainda da Real Fábrica de Sacavém,  raro , de valor superior a outros motivos e épocas que a fábrica laborou, porque não é tudo a mesma coisa, por isso tanta ignorância , falta de conhecimento e incapacidade em avaliar o que é faiança industrial...Nem sempre consigo engolir atrocidades de incultura, de um modo geral estou sempre aberta a ajudar, a explicar, a ensinar  e a partilhar, mas quando vejo burrice descarada  nem sempre me contenho!
Na verdade quando os compradores de velharias se chegam à porta das pessoas e lhes perguntam se tem alguma coisa velha para vender, em geral vão buscar alfaias, loiça etc, e ficam contentes com o que o comprador lhes oferece, porque desvaloriza tudo por estar gasto, velho e esbeiçado, e o vendedor o que gosta é de sentir o dinheiro a saltar na sua mão, sem saber se o que vendem tem efectivamente valo mesmo não estando totalmente impecável, para em repto dizer que vendem o que tem a qualquer preço e para mim tudo tem valor emocional na ligação dos objetos a quem os manuseou, e por contarem estórias com história, que para mim não tem preço...Nesse pressuposto detesto  palpites na boca de gente de parca cultura sem saber dar valor ao que tem efectivamente valor, além do desconhecimento acresce a falta de humildade, sem vontade de aprender! 
Os meus queridos netos -Vicente e Laura vaidosos com os óculos que a minha irmã lhes ofereceu...
Da parte da tarde não vendi rigorosamente nada, entretanto pelas 5 H  a minha irmã apareceu com a minha filha e netos para na frente da banca se deliciavam em correrias,  e antes que se partisse a loiça, e partiu-se uma grande bacia de lavatório pintada a volúpias de Coimbra, o melhor foi começar todos a arrumar os cacos para mais tarde os colar...Sentia-me muito cansada tinha levado umas botas um nadita apertadas e a minha vontade era de ir para casa, apesar do Sr PJFA  ter telefonado a um comum amigo JCMarques, um filho do Avelar, anunciando a minha presença no certame.Lamento o desencontro sobretudo na troca de um forte abraço, porque na verdade se tem revelado um grande amigo e mais do que isso um homem de cultura que não se inibe de me recomendar a quem de direito e essa virtude tenho de agradecer. Bem haja pelo apoio e incentivos que me tem deferido .
O que senti realmente falta foi sobretudo da visita dos ilustres da terra, senti ausência nesta terra em véspera da festa da Páscoa onde seria verossímil estarem presentes para além de revisitar a família, os defuntos e os amigos; o Sr. deputado Dr. Medeiros, o antigo presidente do Sporting aqui com raízes e julgo casa, o Pedro Tochas, o meu amigo virtual das Cinco Vilas um grande e fervoroso amante do Avelar, Rui Manuel Coelho e tantos outros que desconheço. Porque a verdade é só uma - se os da terra influentes não comparecem a este tipo de iniciativas a terra continua em impasse para caminhar para a frente. Também não dei conta da visita do Sr. Presidente da Câmara de Ansião, ao que parece tinha prometido (?)...Tive a sorte de reencontrar uma Senhora que foi uma grande modista que a conheci no meu tempo de criança quando a D. Preciosa dos CTT deu o contacto à minha mãe quando aqui ao Avelar se deslocava a trabalho, a sua casa fomos algumas vezes, recordo a estranheza da Rua onde morava se chamar Rua do Castelo e não encontrar no horizonte nem castelo, muito menos jeito dele, senhora bonita, desempenada e simpática acompanhada pelo marido me distinguiu com uma compra. Também estabeleci contacto de alegre cavaqueira com uma família de apelido "Coelho", oriundos da Covilhã na década de 40, moradores na entrada da nova variante antes do celeiro.De uma simpatia estonteante, no papel de anfitriões da dita elite da sociedade da vila do Avelar, por tão bem os terem representado na sua aparente e sentida ausência (?) apesar de estarem em cima da hora do almoço, sem tempo, se mostrarem atentos, carinhosos e bons ouvintes , estendendo convite para visitar a sua casa. Gente bonita, moderna que considerei  de alto valor e estirpe pelo que muito honram a vila onde residem e tem raízes, a quem desejo sinceros votos de Bem hajam!
O meu estaminé , ao fundo a bacia que se partiu...
Na voz de um homem o ritual de antanho alusivo ao prato pintado com o galo - "Oh mãe onde está a carne? Resposta na ponta da língua em casa de parca comida - no fundo do prato - e o era verdade, só que pintado!
O xaile bordado em rosa em seda com flores e aves ao jus do bordado de Castelo Branco.
Na verdade não seja apenas desta cidade, o foi também dos concelhos limítrofes que se estendeu a Ansião, a minha avó paterna tinha peças bordadas por ela com este bordado.Recordo umas almofadas em cetim vermelho bordadas com ramos de cravos, que tristeza a minha mãe não ter tido melhor cuidado com obras de arte popular, afinal pouco ou nada lhes confere de grandeza em constaste comigo que sou demais amante!
Pouco surdir a oferta do meu estaminé a preços diferenciados desde 1€ ;5 e 10 € 
Panorâmica geral do estaminé
A minha banca maioritariamente de loiças em faiança, vidros e cerâmica,  ainda levei um xaile em seda branco, bordado a seda, na cor monocromática  rosa com franjado grande em branco,  uma obra d'arte que lamentavelmente ninguém lhe deferiu um olhar atento, apenas uma miúda lhe bateu os olhos quando me viu em final de feira a colocá-lo numa caixa que logo me questiona se podia ver, confesso já cansada e chateada com o prejuízo da bacia partida sem vontade de o retirar para mostrar, eis no ápice que lho coloquei sobre as costas, momentos em que se sentiu a brilhar, afinal trata-se de um xaile de brilho, naquela idade adolescente encantamento tamanho quiçá a rivalizar orgasmo intelectual, por certo fabricado numa fábrica do Avelar...foi comprado a uma senhora acima de Coimbra , tinha sido de uma mulher que faleceu com mais de 90 anos, que o usou em solteira para brilhar ...Ouvi a estória do xaile deliciosamente para me transportar àquele tempo em que este xaile tão exuberante por ser branco e pela cor do bordado o atreveminto em o usar, das duas uma ou a mulher que o usou era muito feia e com ele brilhar e dar nas vistas, ou não, o foi bonita e com o xaile mais encanto e sedução quis imprimir aos rapazes e disputar boa conquista... A arte do fabrico de xailes nesta terra tão rica no passado, quem se lembra das tricanas de Coimbra com eles pelas costas? O que me pareceu a tradição desta arte não passou para as gerações seguintes como devia, isso francamente senti e assim  dela se perde muito do seu rasto....E não devia!
Também levei um pratinho ligado aos afectos que os rapazes ofereciam às noivas com dois corações entrelaçados numa chave, ninguém reparou nele, em qualquer feira quando levo um o vendo logo...Denota a falta de afectos, ou os tendo se inibem em os demonstrar, o povo precisa de desabrochar, ser mais aberto, dinâmico e interagir ...
De facto a selfie deixou-me com muito má cara... 
Em repto vendi umas coisas a um casal amante de velharias de Alcobaça aqui aportado pela publicidade alusiva ao evento, um típico casal varejador de feiras da especialidade, habituado a comprar ao desbarato a gente que vende espólios a 1 euro, e claro querem tudo ao preço da "uva mijona". No caso até eram cultos, mas de cariz avarento, sobretudo a esposa que ainda se revelou de boca descarada em estragar um suposto negócio de vidros... Haviam muitos mirandas- os vulgares mira e anda, e ainda os que gostam de apreciar com a retórica - não tem espaço, outros não tem sitio, os que se desculpam com as  mulheres que não gostam, e aqueles de fundilhos rotos, os mais numerosos...
Em final da Feira o Sr. PJFA fez uma última abordagem aos feirantes colhendo a opinião do panorama do certame, no básico prós e contras, para encerrar em mim a dissecar algumas alterações a tomar doravante como a marcação dos espaços, apesar de gratuitos, para optimizar a Praça esteticamente, e não como se mostrou a praça principal com grande lacuna sediada ao meio. Faltará confirmar se é autorizado a entrada de veículos e a hora limite da sua retirada, ou melhor  não, em virtude de não se estragar mais o piso da mesma, pois constatei que se encontra altamente destruído sobretudo as placas de limite do desenho central. Quanto ao futuro do certame? A maioria dos feirantes entendeu que o calendário mensal seria demasiado, que corroboro inteiramente. Este mês de abril por já estar anunciado se volta a realizar no 4º sábado para futuramente se fixar apenas aos 5º sábados, o que equivale a dizer com periodicidade de 3 em 3 meses. Medida que me parece correta, em detrimento de outra possível escolha por os feirantes já terem calendarizadas feiras nos 4  fins de semana habituais e o 5 por ser raro, menos utilizado.
O que mais senti? Deus queira esteja enganada, a população não se mostra fiel aderente em aquisição de bens, pelo que pode ditar o hipotético fracasso do certame, ou pior uma feira da ladra em que todo e qualquer um aqui apareça para vender...Por isso a necessidade de haver regras. Não sou contra quem tenha artigos para venda a participar no certame onde deve ter além de ordenamento, harmonizidade onde os vendedores chamados emergentes devem reconhecer o valor certo dos artigos que vendem e não facturar ao desbarato, para não colidir com a venda dos colegas com os mesmos artigos e assim não dar azo ao descrédito do negócio e mau estar com colegas, o cliente é que tem de saber discernir os artigos e fazer a comparação justa dos preços, que devem ser justos, não é certo haver grandes discrepâncias no mesmo artigo. Compete a cada um o dever de saber estar no mercado de velharias, onde a lei da oferta e da procura se mostra interessante onde se pode ganhar , nada do que foi noutros tempos, em prol do interesse em facturar o que está no sótão a  qualquer custo.A meu ver faltou maior publicidade ao evento no IC8. Desde que seja  bem publicitada pode virar sucesso como é a de Miranda do Corvo, pela adesão dos novos habitantes estrangeiros e os de fora, quem diria!
O saldo da feira?Podia ter saído a zeros, já por mais de uma vez me aconteceu, mas não, facturei uma codorniz e um periquito, não cheguei à pombinha . No fiel da balança o prejuízo pela bacia partida e pelo salutar assalto consentido, não quis receber dinheiro, da minha irmã ao levar uma belíssima peça, uma bandeja em gradinha das Caldas da Rainha, e da minha filha que escolheu o pratinho dos afectos e mais dois bons pratos de faiança de Coimbra e ainda uma cafeteira de esmalte antiga para decorar o novo espaço em Lisboa...Numa feira tenho sempre de comprar algo para mim, é da praxe. Comprei um bule de caldo delicioso para a minha coleção. Ao não dar ouvidos ao meu marido fiz uma excelente aquisição além de ter gostado francamente de participar e ainda das escolhas delas da minha banca. Entende-se a razão de ter deixado o meu curso de Economia na prateleira precisamente pelo deficit na balança de pagamentos e recebimentos por dar sempre mais do que recebo, assim o tem sido toda a minha vida e teria por certo sido má gestora!
Por último este tipo de iniciativa cultural é bem vindo e só engrandece a vila e o concelho, a que deve comparecer a população da vila, arredores e vindos de fora, pelo que falta o Museu anunciado sobre a história da tecelagem na região, porque o terreiro do Pelourinho vai  em breve  finalmente merecer atenção de  dignificação pelos mais de 500 anos que encerra.Soube ainda com agrado que o embelezamento do último executivo de mau gosto não pelas fotografias do rico passado desta vila , mas pela estética ao terem sido assentes em alusivos fálicos pénis anões,  fatalmente o que salta ao mais incauto a rivalizar em marasmo na paria do Meco, quem teria sido o seu  mentor?
Porque o jardim do forno merece reconhecido valor credetício. Ainda não tinham sido retirados pelo tempo de chuva, mas vão ser! 
Distingui de bom gosto ao longe uns quadros alusivos à Via Sacra a imitar muitas das Bandeiras das Misericórdias encimados pela pequena Cruz e ainda do  pano em vermelho púrpura ao jus de cascol, de grande rigor e eloquente elegância.
Deparei de menos bem apenas três notas -  a estrutura de ferro apenas usada na festa de Nossa Senhora da Guia, requer um olhar atento e estético em ser retirada depois das festas e bem guardada para apenas ser reposta quando for necessária; os plátanos estavam por podar, felizmente ainda não abrolhavam, e por isso não senti alergias em ninguém, em último reparei a sul com um muro alto a ligar casario em mau estado com ervas a carecer urgente manutenção, seria bonito retirar o reboco e deixar a pedra brilhar.
A JFA está de Parabéns pelo brio e desempenho da Feira e das iniciativas tomadas.

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