quinta-feira, 14 de junho de 2018

Lisboa a caminho da Rua do Ferragial, Victor Cordon , Ivens e Capelo no Chiado

Na agenda a boa prenda da companhia dos netos , em os ir buscar ao infantário para os pais livres gozarem a noite de Santo António. Ao meio da manhã em vésperas de Santo António mal chegados a Cacilhas ambiente outonal fresco para chegados ao Cais do Sodré sentir melhoras que nos conduziu a seguir pela Rua do Alecrim onde logo na primeira rua à direita demos conta de tanta obra que teimei redescobrir...
Saia um casal jovem cada um com a sua criança ao colo deste prédio que foi uma antiga fábrica para entrarem na garagem...
Rua do Ferragial 
Ferragial dá nome a esta Rua, Calçada e também a uma Travessa ,um topónimo que deriva do quinhentista Sítio do Ferragial, onde se cultivava cereais ceifados verdes.
Outra fábrica ainda por reabilitar. Desconheço a natureza destas fábricas.
 Os azulejos das fachadas
Rua do Ferragial, próximos do antigo palácio da Corte Real que aqui existiu até ao terramoto de 1755. A história deste edifício está ligada ao vultoso Palácio Corte-Real que outrora se erguia nesta zona, localizado junto à Cerca Fernandina, muralha mandada construir por D. Fernando em 1373. 
Edifício da Corte  - Almaria
 
Calçada do Ferragial apresenta um prédio muito antigo, resistiu ao terramoto, desde sempre me fascinou pela marquise em madeira ao género do uso de Espanha onde funciona um atelier de moda.
Storytailors
«João Branco e Luís Sanchez criam a Storytailors em 2001, após concluírem os estudos em design de moda na Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa. Juntam esforços, amadurecem ideias e decidem criar um projeto com um nome-conceito que refletisse internacionalmente a sua forma de ver e trabalhar a moda.»
 
A copa da olaia a fechar as escadinhas...
 A singularidade do algeroz ao jus do vaso em faiança que decora o remate do terraço.
 Obras sem fim por toda a Lisboa....Travessa do Ferragial
 
 Azulejos pombalinos...seriam de um anterior jardim que dele ainda resta parte confinante.
Quiçá  trabalhadores em horas de descanso  que os consigam retirar inteiros para aparecer supostamente na feira da ladra...
Rua Victor Cordon com alterações arquitectónicas nos prédios no acrescento de telhados diferenciados e na parte antiga janelas fechadas.
 As mansardas em cinzento, um uso neste quotidiano nas requalificações.
Edifício do meu tempo de empregada bancária no BPSM na Rua do Ouro aqui vinha almoçar à FNAT, hoje INATEL instalado no Palácio dos Condes da Ribeira, danificado pelo Terramoto de 1755, reconstruído em 1760,  e mais tarde transformado no Palacete Bessone de um negociante genovês.
 O que me custava subir a ladeira...
Ao Largo das Belas Artes a tentar espreitar de soslaio o sol debalde teimoso em não se mostrar...
Rua Ivens a requalificação do edifício do séc.XIX onde funcionou durante 79 anos a Rádio Renascença e há 38 anos fui buscar uns discos de oferta, um deles da Moura Guedes, por ter ganho o concurso de pessoa com um nome grande. Vai aqui nascer um hotel de charme .
Rua Capelo com fachada revestida a azulejos da Fábrica do Desterro em Lisboa
A quinhentista Rua da Parreirinha, que também foi  Travessa da Parreirinha, onde seria a parreirinha airosa que teu lhe ditou o topónimo? Foi alterada para  Rua Capelo pelo Edital municipal de 7 de setembro de 1885. Para festejar a chegada a Lisboa dos exploradores Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens a 16 de setembro,  após o desembarque no Arsenal da Marinha.
Aqui foi o Convento de S.Francisco com claustro, já foi serviço de incêndios, Conservatória do Registo Civil e Comando da PSP onde ainda continua uma dependência até ser transformado  no Museu da PSP compartilhando a parte do espaço conventual na ligação com o Museu de Arte Contemporânea, que supostamente julgava vir a ser senhoria da totalidade do convento...
Espreitava os belos azulejos quando a Sra Agente me interpela sorridente e se dirige até nós em franca conversa, e ainda agradece pela rotina de 6 horas sem quase falar com ninguém, apenas o comissário e pouco mais, dizia -nos " gosto mais de andar pelas ruas"...mulher do Porto, alegre, bem disposta, com sotaque, irrompi em conversas que remata "ainda vai ser professora de historia"...
 Belas grades de uma portada noutra edifício bem restaurado
 
Descida das Escadinhas da Rua  Ivens . As descobri e subi para fazer análises da minha primeira gravidez.Mal chegada ao local de trabalho estavam afixadas as promoções por mérito. Ninguém dizia nada até que me apercebi da sua afixação na porta e assim desta forma aterradora me apercebi dos seus  meandros obscuros ao ver que tinha sido promovida uma colega sem perfil de mente limitada, e há somente 6 meses tinha passado de escalão, quando eu a ajudava e salvava de brutais erros...Literalmente a deixei pendurada para os chefes se aperceberem da sua real valia,  e se capacitarem que cegaram com a sua lábia de genes mouros!
 A caminho da Sé será outra crónica!

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