Que me perdoe o dono, dele conheço a sua bela figura esbelta e bigode estilo monárquico...
Pela audácia de invadir a sua propriedade. Não tive como me conter, juro. Mais forte que a educação recebida pelos meus pais e no colégio religioso no Monte Estoril, as Salesianas. Mas que fazer se no momento se apoderou de mim um desejo incontrolável de conhecer aquela casa, melhor o que resta da sua faustidade. Que família abastada aqui habitou? Possivelmente a mesma que mandou construir a capela!
Pela audácia de invadir a sua propriedade. Não tive como me conter, juro. Mais forte que a educação recebida pelos meus pais e no colégio religioso no Monte Estoril, as Salesianas. Mas que fazer se no momento se apoderou de mim um desejo incontrolável de conhecer aquela casa, melhor o que resta da sua faustidade. Que família abastada aqui habitou? Possivelmente a mesma que mandou construir a capela!
Nesta janela com vista para a capela o pormenor do caixilho todo em
madeira, apenas de pequena abertura para a rua. Na região ainda existem
janelas de caixilho minúsculo, cortado a direito-, este, por a casa ser
abastada se mostra ligeiramente maior e circular na parte de cima.
Revivi a casa em todos os momentos entrando pelas portas abertas com vegetação e total abandono...
Belas janelas de avental em
pedra da região em calcário com bancos namoradeiros de frente para a
capela de S.José aos Netos.
Ruínas da casa solarenga nos Netos.
Fachada com varandim de colunas e lajes corridas no chão, de lado dois degraus.
Fachada com varandim de colunas e lajes corridas no chão, de lado dois degraus.

Ostenta a data 1716, inscrita na ombreira da primeira janela quando se entra no varandim.
Amei as janelas de avental, que as continuam a derrubar no concelho, sem alma nem piedade, no Alvorge mais uma...
Um ângulo do telhado nu despido de telhas mouriscas...



De saída senti-me deveras emocionada, feliz...
Porque a ruína a mim também me encanta, por nela distinguir beleza!
O passeio pelo Alvorge com passagem pela Torre Vale Todos, aqui na surpresa com este património em ruína, alem de agradável, pelo imprevisto se revelou, um gozo sem limites!




















Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirRealmente nós os portugueses somos uns cavalões que deixamos cair tudo o que é bonito e só queremos fazer casas novas, feias e horrendas.
ResponderExcluirGostei da sua reportagem. Será um bom testemunho daqui há uns anos, quanto já tudo tiver caido.
Beijos
Obrigado Luís pelo seu comentário.
ResponderExcluirDe facto a ideia é mesmo esse, registar.
Aqui hei-de fazer outro post sobre o Alvorge onde há três anos vi uma janela de avental com a inscrição 1709 e agora quando lá fui estava um prédio novo a desfiar na traça da vila mais castiça do concelho de Ansião.
Beijos
ISABEL
É sempre bom andar com a máquina fotográfica na mão e apanhar estas bonitas que vivem os seus últimos dias.
ResponderExcluirBeijos
Luís