Prefaciar excerto dos Cadernos de Estudos Leirienses de setembro do ano passado
" em 1630 ou pouco antes, um contratador de sabão, de Coimbra, instalou uma saboaria em Ansião. Por sentença deste ano, o Mosteiro de Santa Cruz embargou-lhe o intento, para evitar que, no fabrico deste produto, queimassem os carvalhos com cuja lande se criavam muitos porcos com os quais os caseiros da sua grande herdade lhe pagavam os foros das marrãs."
Facto interessante o indício de indústria de saboaria em que apenas dá nota que alguém se instalou em Ansião para fabrico de sabão, antes de 1630, sem especular o seu possível local, naturalmente junto de leitos de água - Nabão ou no Couto de Torre de Vale de Todos na ribeira da Mata, haja alguém mais a especular ou a encontrar documento de prova.Informação vaga e matéria insuficiente, deixa mais uma vez a história do passado de Ansião em continuado estado insípido!
" em 1630 ou pouco antes, um contratador de sabão, de Coimbra, instalou uma saboaria em Ansião. Por sentença deste ano, o Mosteiro de Santa Cruz embargou-lhe o intento, para evitar que, no fabrico deste produto, queimassem os carvalhos com cuja lande se criavam muitos porcos com os quais os caseiros da sua grande herdade lhe pagavam os foros das marrãs."
Facto interessante o indício de indústria de saboaria em que apenas dá nota que alguém se instalou em Ansião para fabrico de sabão, antes de 1630, sem especular o seu possível local, naturalmente junto de leitos de água - Nabão ou no Couto de Torre de Vale de Todos na ribeira da Mata, haja alguém mais a especular ou a encontrar documento de prova.Informação vaga e matéria insuficiente, deixa mais uma vez a história do passado de Ansião em continuado estado insípido!
O 1º Conde de Castelo Melhor - Rui Mendes de Vasconcelos foi mentor de saboarias em muitas terras; Porto, Lamego, Viseu, Guarda e,...para acreditar em Ansião também o tenha sido, tendo na região interesses, sobretudo em Santiago da Guarda. Contudo diz-nos que a arte do fabrico de sabão não foi avante em Ansião por os arrendatários apresentarem queixa ao Mosteiro de Santa Cruz, cujos arrendatários tinham de pagar foros (renda) tendo instaurado reclamação ao Mosteiro em virtude da produção de sabão se queimar muitos carvalhos, vitais para a alimentação da vara de porcos - a bolota ou lande , a fonte do seu rendimento para pagar o aforamento .A abundância de carvalhos e a prática de varas de de porcos em liberdade pelos campos continuou até à primeira década do séc. XX quando o Sr. Prudente de Oliveira aqui aporta vindo de uma aldeia do costado da serra da Estrela, dizia ser da Beira, de uma aldeia de Gouveia, falava-se para tomar conta de porcos, ainda o conheci na sua loja adoçada ao correio velho, homem de estatura baixa, segundo a oralidade o tenha sido abençoado de olhão para nesta terra vingar em riqueza alegadamente se falava passou a perna ao donatário da quinta onde foi trabalhador rural para virar empresário por conta própria, sendo nos anos 40 evocado em récita ao comércio de Ansião.
Recordo o meu avô Zé do Bairro criar porcos pretos em curral, seriam resquícios dessas varas trazidas do Alentejo?
Recordo o meu avô Zé do Bairro criar porcos pretos em curral, seriam resquícios dessas varas trazidas do Alentejo?
Récita ao Comércio de Ansião
Versos da lavra dos irmãos poetas João e Virgílio Rodrigues Valente do Fundo da Rua
cantados pela Sr D Piedade Lopes já em idade avançada, o possível, sem estar completa.
A quem agradeço a gentil cortesia
cantados pela Sr D Piedade Lopes já em idade avançada, o possível, sem estar completa.
A quem agradeço a gentil cortesia
Virgílio és cantador
Cantas bem ao coração, canta-me lá por favor
O Comércio de Ansião, o Comércio de Ansião
E o Comércio de Ansião, cantas tu, cantas eu
Cantas lá óh Fernanda, não digas que te esqueceu
Fernando José da Silva, Fernando José da Silva
O comerciante afamado, no armazém tudo é bom
E na loja tudo é do Melado
Ourives de profissão lá dos lados da Tojeira
É um grande calmeirão, o Diamantino Ferreira
José Maria dos Santos é da cor da chaminé
Barrigudo e come tanto, vende solas e caxinés
Comerciante afinado lá de cima da Beira
Também tem o seu pecado, também tem o seu pecado
O prudente do Oliveira, tem dinheirinho de sobra
Anastácio Gomes Monteiro
É direito, direitinho, que nem um fuso
Quando conserta um relógio, quando conserta um relógio
Sobra sempre um parafuso
Sr. Dr. António Amado de todos és estimado
Alegre sempre na sua chocolateira
Sr. Dr. Adriano irá o Dr. Botelho
Fazer em cima de um telho o campo de futebol?
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Acredita-se que a descoberta do sabão aconteceu por acidente ao ferverem gordura animal contaminada com cinzas produzindo uma mistura - coalho branco a flutuar.Os vestígios mais antigos da produção de materiais semelhantes ao sabão datam de cerca de 2800 a.C., numa escavação na Babilónia foi encontrado um cilindro de argila com a descrição de um produto elaborado de gordura animal fervida com cinzas que se transformava em pasta usada como creme para pentear os cabelos. Conhece-se uma tábua de argila datada de 2200 a.C. na qual foi escrita uma fórmula de sabão contendo água, alcali e óleo de canela-da-china. O Papiro de Ebers (Egito, 1550 a.C.) indica que os antigos egípcios se banhavam regularmente numa combinação de óleos animais e vegetais com sais alcalinos para criar uma substância semelhante ao sabão. Os documentos egípcios mencionam o uso de uma substância saponácea na preparação da lã para a tecelagem. Os antigos egípcios e romanos em geral ignoravam as propriedades detergentes do sabão, quando queriam limpar-se, espalhavam azeite de oliva na pele misturado com cinzas e minerais, que depois eram raspados do corpo com uma lamina de metal chamada estrígil.
(sapo, em latim) aparece pela primeira vez com Plínio, o Velho(23-79 d.C.) que discutiu a produção de sabão duro e do mole, partir de sebo e cinzas de plantas, mas o único uso que regista para o produto é numa pomada para o cabelo; em tom de desaprovação, menciona que entre gauleses e germanos os homens costumavam utilizá-lo mais do que as mulheres. O óleo de azeite, como todos os óleos e gorduras, é transformado em sabão quando adicionado e misturado com cinza de salicornia ou soda cáustica. Ao longo dos séculos o processo de fabricação de sabão a partir de azeite foi sendo melhorado. A partir do século XIII o sabão era recomendado pelos médicos, como benéfico para a pele. Desta forma, a sua utilização no banho generalizou-se.
Foi introduzido pelos romanos e continuado pelos árabes nos banhos públicos.
O ancestral “pai e mãe” de todos os sabões históricos
O sabão de Alepo feito com azeite e óleo de bagas de louro.
A técnica de fazer sabão foi dominada por fenícios, celtas , romanos, e na Península Ibérica julga-se tenha sido trazido pelos mouros. Na Europa medieval as cidades de Marselha, Génova e Veneza se destacaram como centros de manufatura de sabão – até hoje o sabonete marselhês feito à base de óleo de oliveira, é considerado um dos melhores do mundo como o da Grécia que o meu marido me trouxe há uns 20 anos.
A técnica de fazer sabão foi dominada por fenícios, celtas , romanos, e na Península Ibérica julga-se tenha sido trazido pelos mouros. Na Europa medieval as cidades de Marselha, Génova e Veneza se destacaram como centros de manufatura de sabão – até hoje o sabonete marselhês feito à base de óleo de oliveira, é considerado um dos melhores do mundo como o da Grécia que o meu marido me trouxe há uns 20 anos.
O monopólio geral
das saboarias em Portugal pertenceu ao Rei D. Manuel
(1495 -1521). Desde o século XV, pelo menos, que o povo se manifestava
contra este monopólio que até impedia o fabrico caseiro para uso
doméstico. Na indústria dos lanifícios a importância das saboarias era
grande e por isso a existência do monopólio da fabricação e do comércio
do sabão na Covilhã. Em 1766, com as reformas políticas levadas a cabo
no reinado de D. José I a coroa incorpora no seu património todas as
saboarias.O Conde Castelo Melhor foi detentor do monopólio sendo
compensado com o título de Marquês e
importantes bens fundiários. O que levanta a questão se este Conde, ou
seus descendentes com solar em Santiago da Guarda e ligação à família da Quinta das Lagoas em Ansião é que trouxeram a
indústria da saboaria para Ansião que instalaram junto do
Nabão? O mais certo a poente da ponte de Cal construída em 1648 mais a poente junto da estrada real onde havia uma casita com janela, hoje requalificada para churrasco no jardim (?) .
Trata-se de um sal e resulta da reação química entre uma gordura e uma base alcalina cujo processo químico é chamado de saponificação. Enquanto produto artesanal é muito mais eficaz no ponto de vista cosmético, medicinal, por ser mais suave para a pele e biodegradável.
O povo em tempos de antanho em casos de acidentes com carroças, queda de escadas, árvores, doenças e na vida doméstica era frequente pedir graças aos seus Santos devotos, quando recebiam essas graças, em geral faziam um ex voto, um pequeno quadro com uma pintura singela relativa ao caso de fé e milagre com umas palavras a explicar o acontecimento. Existe um ex voto de alguém que caiu numa panela quando se fazia sabão e ficou todo queimado...
Aproveitando a abundância das
matérias-primas necessárias para a produção do sabão, precisamente em Castelo Branco e concelhos limítrofes, desde a segunda metade do século XVI
tiveram decisiva importância nesta indústria saboeira nacional, ao ser criada a Real
Fábrica de Sabão em Belver, no concelho do Gavião. O monopólio do
fabrico e venda de sabões só terminou em 1858. Após o encerramento da
fábrica, muitos dos operários, os saboeiros, aproveitaram o
saber-fazer adquirido, o (Know how) do sabão criando as suas próprias indústrias artesanais, chamadas Casas de Sabão Mole, pequenas produções familiares que foram passando de geração em geração.A produção de sabão assumiu
uma inegável importância económica e social nesta vila e em toda a
região. A alcunha dos habitantes de Belver perdura até hoje – Saboeiros. A distribuição nacional do produto era feita por almocreves, acondicionado em sacas de sarja e serapilheira, transportado para fora do concelho em burros até ao rio Tejo onde era escoado para a capital e outras cidades do País em
barcas pelo Zêzere e Nabão. Uma prática que perdurou até à primeira metade do século XX.
Existe desde 2013 um Museu do Sabão em Belver.
No Lugar da Arrábida, em Palença, junto ao Tejo houve uma grande fábrica de sabão branco, fundada no tempo do Marquês de Pombal,, um dos patrões era de apelido Macedo, que também foi forte em Ansião.Ansião
Quem ainda se lembra do talhante o "Ti Tereso" que vivia ao cimo da quinta das Lagoas, no barracão ao lado da casa exalava um cheiro nauseabundo com mil moscas de roda do sebo que de tempos a tempos uma camioneta vinha buscar para fazer manteiga...mas também podia ser sabão!
Tudo o que se aprende a fazer significa economia para o bolso e prazer de sentir as o que nossas mãos podem produzir.
Recordar a minha avó materna Maria da Luz Ferreira no dis do meu batiizado
A arte de fazer sabão a recordar a minha avó Maria da Luz que viveu na Moita Redonda, freguesia de Pousaflores, no concelho de Ansião.
O sabão da minha avó Maria da Luz era assim escuro, porque não
peneirava a cinza.
A avó fazia o seu sabão rudimentar
Apesar de parca cultura tinha herança de um povo ancestral aportado ao concelho de Ansião que a sua mãe Brízida Ferreira falava tinha vindo do médio oriente com aprendizado em que o louro aqui abundante na serra de Nexebra no seu tempo já não utilizado o óleo das suas bagas em prol da borra do azeite que se juntava no fundo das pias de pedra e talhas de barro.
Em que o povo aprendeu a viver em terra difícil roteada à custa de mãos socalcos , terraços e aqui chamados - leirões com sabedoria no aproveitamento de água de minas, tenham sido herança dos romanos na exploração de ouro, aqui irrompe o xisto, para dessas minas nos costados da serra em queda livre a água deslizar por regos, levadas, aqui chamadas - regadas soltas que eram usadas com tempos definidos pelos habitantes, em a abrir ou fechar para outros. Então não me lembro de ver a água a correr de mansinho... aqui na aldeia o povo vivia em equilíbrio e sustentabilidade de economia, havia a tecedeira, outra herança do oriente, o sapateiro e a arte de cozer a broa.
Possivelmente o meu avô Zé Lucas que se deslocava sazonalmente na carroça uma vez por ano na volta ao Alentejo passando por Belver, Martinchel, Avis, Casa Branca a Sousel na arte de paneiro a vender fazenda que comprava em Coimbra, pelo meio fazia as feiras anuais em Oleiros, Castelo Branco, Abrantes e...e tenha trazido uma nova receita?
A avó fazia o seu sabão rudimentar
Apesar de parca cultura tinha herança de um povo ancestral aportado ao concelho de Ansião que a sua mãe Brízida Ferreira falava tinha vindo do médio oriente com aprendizado em que o louro aqui abundante na serra de Nexebra no seu tempo já não utilizado o óleo das suas bagas em prol da borra do azeite que se juntava no fundo das pias de pedra e talhas de barro.
Em que o povo aprendeu a viver em terra difícil roteada à custa de mãos socalcos , terraços e aqui chamados - leirões com sabedoria no aproveitamento de água de minas, tenham sido herança dos romanos na exploração de ouro, aqui irrompe o xisto, para dessas minas nos costados da serra em queda livre a água deslizar por regos, levadas, aqui chamadas - regadas soltas que eram usadas com tempos definidos pelos habitantes, em a abrir ou fechar para outros. Então não me lembro de ver a água a correr de mansinho... aqui na aldeia o povo vivia em equilíbrio e sustentabilidade de economia, havia a tecedeira, outra herança do oriente, o sapateiro e a arte de cozer a broa.
Possivelmente o meu avô Zé Lucas que se deslocava sazonalmente na carroça uma vez por ano na volta ao Alentejo passando por Belver, Martinchel, Avis, Casa Branca a Sousel na arte de paneiro a vender fazenda que comprava em Coimbra, pelo meio fazia as feiras anuais em Oleiros, Castelo Branco, Abrantes e...e tenha trazido uma nova receita?
Sabão artesanal
1 kg de azeite,120 grs de soda caústica,315 grs de água e 5 ml óleo de alfazema.
1 kg de azeite,120 grs de soda caústica,315 grs de água e 5 ml óleo de alfazema.
Em outubro andei em sessões de fisioterapia, uma das técnicas - a Sandra ia fazer um workshop sobre sabão. Dei-lhe esta receita. Pelo Natal pensei fazer sabão pela primeira vez tinha a matéria prima- borras de azeite. Teimei fazer a produção de sabão a frio com receio da soda cáustica libertasse gazes irritantes e de poder respingar para a pele e me queimar. Armada de óculos de sol velhos no chão do terraço, ao ar livre, numa bacia fui juntando os ingredientes a olho, confesso que fui um pouco aldrabona nas medidas das borras de azeite a que fui juntando os demais ingredientes, não segui a receita à letra, lembrei-me da minha avó pôr cinzas, nessa excitação nem me lembrei que era a água das cinzas, fui à lareira, apenas penerei mal um pouco de cinzas... e como não tinha aroma nenhum para lhe juntar inventei raspa de limão e sumo... mexi com um pau , um ramo do plátano que tinha trazido do jardim do Ribeiro da Vide.A emulsão ficou com um aspeto escuro, feio. Depois de mexido o despejei para um tabuleiro de esmalte antigo que deixei a repousar no chão, resguardado. Passadas horas já estava a começar a solidificar, passados dias parecia sal grosso branco, afinal parece que não o mexi bem porque a solidificação não era homogénea, mais alta ao centro, sendo que o azeite se separou da gordura vindo ao de cima como se vê na foto, sendo que se notam os pontos negros da cinza e da borra do azeite.
O meu sabão feito em vésperas do Natal de 2016
O certo é o tempo de cura em local ventilado ser de 3 a 6 meses para o sabão de azeite.
Para neutralizar a ação da soda cáustica bastam 40 dias.
O sabão de cinzas é um sabão multiusos a usar tanto na cozinha para lavar panelas e superfícies inox, vidro e nos tecidos de grande eficácia para tirar nódoas sem deixar aureola em todo o tipo de tecidos e outras limpezas.
Cinzas
Numa panela colocar meio por meio de água com cinzas de vides ou de oliveira, as melhores para fazer sabão, previamente peneiradas para lhe retirar os carvões, de verão faz-se ao sol e de inverno no lume . Depois coa-se o líquido que fica de aspeto amarelado, por isso há gente que hoje lhe chama lixívia de cinzas. Para neutralizar a ação da soda cáustica bastam 40 dias.
O sabão de cinzas é um sabão multiusos a usar tanto na cozinha para lavar panelas e superfícies inox, vidro e nos tecidos de grande eficácia para tirar nódoas sem deixar aureola em todo o tipo de tecidos e outras limpezas.
Cinzas
Óleos
Colocar dentro de uma vasilha de plástico ou de vidro pedaços de plantas escolhidas;alecrim, salva, cascas de citrinos etc, para aromatizar cobrem-se completamente de óleo usado e decantado. Revestir o recipiente com papel ou plástico escuro, põe-se ao ar livre ao sol, à janela dentro de casa ou em banho maria umas horas, para que o óleo adquira os aromas e propriedades.
Então o meu sabão?
Pois "saiu-me o tiro pela culatra" até tinha comprado duas folhas de papel de seda em vermelho para fazer os embrulhos que imaginei cortar em quadrados para oferecer pelo Natal. Debalde só pelo Carnaval é que vou verificar o meu sabão!
Pois quando cheguei estava IMENSAMENTE BRANCO, contudo por baixo apresentava-se em líquido, o que revela ter sido a sua produção com os meus cálculos aldrabados resulto, lixo!
Os valores das receitas são para se respeitar e não fazer a olho!
FONTES
https://estudogeral.sib.uc.pt/jspui/bitstream/10316/32178/1/In%20perpetuam%20rei%20memoriam...pdf
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sab%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sab%C3%A3o






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