Em 15 de dezembro de 2016 recebi um comentário:"Muito bom dia, frequento actualmente o Mestrado de Arte e Património na Universidade de Coimbra. Estou a realizar um trabalho para a cadeira de seminário de Espaços do Sagrado à volta da lenda da passagem da Rainha Santa Isabel por Ansião, passo a nomear alguns dos tópicos: a tradição oral, os banhos santos, as festas em honra da santa, o nome "Ancião; e o painel de azulejo comemorativo da lenda. A informação é realmente muito pouca, e no seu Blog tenho encontrado algumas coisas, assim sendo se me pudesse ajudar mais dando informações sobre este assunto e aconselhar-me sobre livros ou pessoas como por exemplo moradores seniores, cuja experiência e histórias de vida com certeza me irão ajudar a descobrir melhor esta identidade cultural da vila de Ansião. Eu tenho família no concelho de Ansião, e do que pesquisei surgiu este interesse de haver algo escrito mais completo sobre estas tradições. Obrigada em Cortejo Alegórico das Festas do Povo em Ansião 2016"
Enviou nova mensagem de agradecimento via email com palavras de carinho.Para meu espanto mencionou pessoas a quem pediu a mesma ajuda em Ansião que se recusaram dizendo que não tinham disponibilidade deu-me o mote para fazer uma crónica deixada em rascunho desde dezembro para não colidir com o seu trabalho e só agora publicado.O meu bem haja
O meu bem haja à Dra Maria Castela Dias enviou-me a sua monografia onde consta em Webgrafia o meu nome e do blog. O certo, já outros roubam informação e a tomam como sua sem qualquer menção nas fontes.
A temática exarada neste ensaio
Em 1336, Afonso IV declarou guerra ao seu sobrinho, o rei D. Afonso XI de Castela, filho da infanta Constança de Portugal, e portanto neto materno de Isabel, pelos maus tratos que este infligia à sua esposa D. Maria, filha do rei português. E a Santa Isabel partiu para Estremoz como medianeira da paz, e por aqui passou novamente já defunta a caminho de Coimbra. Mas o mais provável é que tenha sempre passado pela estrada real que vinha de Santiago da Guarda e atravessava o Nabão pela Ponte Galiz. Afinal a vila no tempo da Rainha Santa ainda estava edificada na zona da Igreja Velha e a Ponte da Cal não existia, nem existiriam habitações no hoje chamado lugar de Além da Ponte, nem sequer no que hoje é a vila de Ansião . Mas a história contada de geração em geração vai-se adaptando. E assim os tanques do “banho santo” fizeram-se não onde a rainha se banhou, mas debaixo da nova ponte.
E o mesmo sucedeu com a construção da Capela em honra da mesma Santa.
Mas até teve uma vantagem: a Ponte Galiz ficava longe e a devoção à Rainha Santa era capaz de se perder."
Credível afirmar se refira à Capela entre Santiago e Rabaçal- na Junqueira , antes do limite norte do seu Morgadio, tendo no limite sul a margem da ribeira do Nabão onde erigiu outra igualmente dedicada ao mesmo orago da Rainha Santa Isabel entre 1696 e 1702 no tempo que esteve por Ansião, para em 1706 haver informação no Livro as Memórias Paroquiais Setecentistas " Porém o temporal de 1706 que arruinou a Misericórdia tendo sido a Imagem de Nossa Senhora da Graça recolhida na Matriz para mais tarde em finais de 800 ser reconstruída a Capela e mandada fazer a Imagem de Nossa Senhora do Pranto."O forte vendaval que veio a destruir a capela da Misericórdia para ter sido plausível afirmar que a capela na margem do Nabão por se encontrar na mesma direcção tenha igualmente sido destruída, por ser particular outra foi erguida em finais do século XIX mais perto da ribeira, o seria antes mais acima onde hoje é a casa do herdeiro do Dr Vitor Faveiro, por isso nada guarda do seu passado, enquanto que a capela da Junqueira com a extinção dos Morgadios e depois a implantação da Republica tenha sido decidido a sua permanência para o povo sendo alterada a sua frontaria para poente e hoje para sul. Desconhece-se a volumetria primitiva de ambas as capelas particulares que o Mestre António dos Santos Coutinho mandou erigir à Rainha Santa Isabel.
Na Junqueira foi nicialmente com frontaria para a estrada medieval e o novo traçado a nascente veio alterar orientação norte/sul , pouco habitual com alpendre e novo orago a Nossa Senhora do Desterro.Esta capela teve um sacerdote residente ao seu serviço em 1764 , as colunas iguais às que se encontram em varandas de antigos solares na região .
A escassos metros existe esta casa com duas belas janelas de avental esculpidas.
Aqui viveu gente no séc. XIX endinheirada com lagares que puseram os filhos a estudar em Coimbra. Possivelmente a primitiva capela arruinou-se para mais tarde no séc. XVIII ter sido alterada na volumetria d'hoje.
Deslindar pistas da passagem da Rainha Santa Isabel por Ansião
Excerto do Livro do Padre José Eduardo Coutinho
"Em março de 1175, Pedro Mendes vendeu, por cinco morabitinos, um quarto da Herdade da extensa Herdade de Ansiun..." Evidencia o nome Ansião já existir antes da Rainha Santa Isabel, caindo por terra a lenda da esmola dada a um ancião que lhe tenha originado o nome. (...) «Às portas de Ansião, chegada aos densos e frescos arvoredos, e à vista do Nabão, parou. Desceu a margem e, sob a ponte, tomou água e banhou os pés, refrescando-se na linfa pura e fresca, que abençoou.Revigorada, prosseguiu;pouco adiante, deu esmola ao ancião.
Primeira pista de Capela em memória da Rainha Santa Isabel!
Atual Capela do Senhor do Bonfim na quinta da Boa Vista
Enviou nova mensagem de agradecimento via email com palavras de carinho.Para meu espanto mencionou pessoas a quem pediu a mesma ajuda em Ansião que se recusaram dizendo que não tinham disponibilidade deu-me o mote para fazer uma crónica deixada em rascunho desde dezembro para não colidir com o seu trabalho e só agora publicado.O meu bem haja
O meu bem haja à Dra Maria Castela Dias enviou-me a sua monografia onde consta em Webgrafia o meu nome e do blog. O certo, já outros roubam informação e a tomam como sua sem qualquer menção nas fontes.
A temática exarada neste ensaio
Contém informação angariada em 50 anos.
Falar da Rainha Santa Isabel e da sua passagem por Ansião
Citar o Padre Manuel Pinho na Página Facebook
da Igreja de Ansião "Junto à Ponte da Cal está uma capelinha que se
pensa ser dos finais do século XVII e talvez tenha sido construída por ordem do
Dr. António dos Santos, cónego da Sé de Lamego, natural da vila de Ansião. Esta
capela tem as imagens de S. Pedro, Rainha Santa e S. João Baptista. A tradição diz que por aqui passou, em 1320, a Rainha Santa a caminho de Lisboa
para acalmar as fúrias do filho D. Duarte, o futuro rei de Portugal, que tinha
declarado guerra ao pai, por pensar que a sua sucessão ao trono estava ameaçada
pelo seu irmão bastardo, Afonso Sanches.Em 1336, Afonso IV declarou guerra ao seu sobrinho, o rei D. Afonso XI de Castela, filho da infanta Constança de Portugal, e portanto neto materno de Isabel, pelos maus tratos que este infligia à sua esposa D. Maria, filha do rei português. E a Santa Isabel partiu para Estremoz como medianeira da paz, e por aqui passou novamente já defunta a caminho de Coimbra. Mas o mais provável é que tenha sempre passado pela estrada real que vinha de Santiago da Guarda e atravessava o Nabão pela Ponte Galiz. Afinal a vila no tempo da Rainha Santa ainda estava edificada na zona da Igreja Velha e a Ponte da Cal não existia, nem existiriam habitações no hoje chamado lugar de Além da Ponte, nem sequer no que hoje é a vila de Ansião . Mas a história contada de geração em geração vai-se adaptando. E assim os tanques do “banho santo” fizeram-se não onde a rainha se banhou, mas debaixo da nova ponte.
E o mesmo sucedeu com a construção da Capela em honra da mesma Santa.
Mas até teve uma vantagem: a Ponte Galiz ficava longe e a devoção à Rainha Santa era capaz de se perder."
No concelho de Ansião o culto à Rainha Santa Isabel
Excertos do Livro das Memórias Paroquiais Setecentistas de Mário Rui Simões Rodrigues e Saul António Gomes "O Mestre jesuíta Dr. António dos Santos Coutinho, natural de Ansião veio da Sé de Lamego para ampliar a ermida de Nossa Senhora da Conceição de Ansião para a tornar maior e passar a ser a Capela da Misericórdia."
Excertos do Livro das Memórias Paroquiais Setecentistas de Mário Rui Simões Rodrigues e Saul António Gomes "O Mestre jesuíta Dr. António dos Santos Coutinho, natural de Ansião veio da Sé de Lamego para ampliar a ermida de Nossa Senhora da Conceição de Ansião para a tornar maior e passar a ser a Capela da Misericórdia."
" mandou erigir uma Capela entre Santiago e Rabaçal".
Capela da Junqueira Credível afirmar se refira à Capela entre Santiago e Rabaçal- na Junqueira , antes do limite norte do seu Morgadio, tendo no limite sul a margem da ribeira do Nabão onde erigiu outra igualmente dedicada ao mesmo orago da Rainha Santa Isabel entre 1696 e 1702 no tempo que esteve por Ansião, para em 1706 haver informação no Livro as Memórias Paroquiais Setecentistas " Porém o temporal de 1706 que arruinou a Misericórdia tendo sido a Imagem de Nossa Senhora da Graça recolhida na Matriz para mais tarde em finais de 800 ser reconstruída a Capela e mandada fazer a Imagem de Nossa Senhora do Pranto."O forte vendaval que veio a destruir a capela da Misericórdia para ter sido plausível afirmar que a capela na margem do Nabão por se encontrar na mesma direcção tenha igualmente sido destruída, por ser particular outra foi erguida em finais do século XIX mais perto da ribeira, o seria antes mais acima onde hoje é a casa do herdeiro do Dr Vitor Faveiro, por isso nada guarda do seu passado, enquanto que a capela da Junqueira com a extinção dos Morgadios e depois a implantação da Republica tenha sido decidido a sua permanência para o povo sendo alterada a sua frontaria para poente e hoje para sul. Desconhece-se a volumetria primitiva de ambas as capelas particulares que o Mestre António dos Santos Coutinho mandou erigir à Rainha Santa Isabel.
Na Junqueira foi nicialmente com frontaria para a estrada medieval e o novo traçado a nascente veio alterar orientação norte/sul , pouco habitual com alpendre e novo orago a Nossa Senhora do Desterro.Esta capela teve um sacerdote residente ao seu serviço em 1764 , as colunas iguais às que se encontram em varandas de antigos solares na região .
Imagem antiga coroada com aro de Santidade e no rodapé o seu brasão
Junqueira A escassos metros existe esta casa com duas belas janelas de avental esculpidas.
Aqui viveu gente no séc. XIX endinheirada com lagares que puseram os filhos a estudar em Coimbra. Possivelmente a primitiva capela arruinou-se para mais tarde no séc. XVIII ter sido alterada na volumetria d'hoje.
Capela do Curcialinho
Capela da Sarzeda em Pousaflores
Pereira, em Pousaflores
A dúvida se apenas existe uma Imagem na Sarzeda que registei por altura da festa em maio, mas num site aparece como sendo de Pereira, que lhe fica ao lado, olhando as Imagens parecem ser diferentes.
Igreja da Misericórdia de Ansião
O primeiro orago desta Ermida de Nossa Senhora da Conceição e depois da ampliação em Capela da Misericórdia, o orago passou a ser a Nossa Senhora da Graça. Um bispo de Coimbra por achar a capela grandiosa lhe atribuiu o nome de Igreja .
Altar da Misericórdia
Ao centro Nossa Senhora do Pranto, na esquerda a Rainha Santa Isabel e na direita S. Francisco Xavier .Evidencia esta clarividência que o culto à Rainha Santa Isabel se fidelizou ao longo da rota da estrada medieval ou estrada real por onde passou para na tradição o povo a homenagear desde a Junqueira, Curcialinho, Ansião, Sarzeda e Pereira.
Capela da Sarzeda em Pousaflores
Pereira, em Pousaflores
A dúvida se apenas existe uma Imagem na Sarzeda que registei por altura da festa em maio, mas num site aparece como sendo de Pereira, que lhe fica ao lado, olhando as Imagens parecem ser diferentes.
Capelinha de Além da Ponte em Ansião
Igreja da Misericórdia de Ansião
O primeiro orago desta Ermida de Nossa Senhora da Conceição e depois da ampliação em Capela da Misericórdia, o orago passou a ser a Nossa Senhora da Graça. Um bispo de Coimbra por achar a capela grandiosa lhe atribuiu o nome de Igreja .
Altar da Misericórdia
Ao centro Nossa Senhora do Pranto, na esquerda a Rainha Santa Isabel e na direita S. Francisco Xavier .Evidencia esta clarividência que o culto à Rainha Santa Isabel se fidelizou ao longo da rota da estrada medieval ou estrada real por onde passou para na tradição o povo a homenagear desde a Junqueira, Curcialinho, Ansião, Sarzeda e Pereira.
Lendas de séculos perduram na tradição oral da passagem da Rainha Santa Isabel
Excerto de Cidraes, M. Lourdes . O Mito da Rainha Santa -uma tradição popular e religiosa . Revista Lusitana "Os itinerários percorridos pela rainha D. Isabel foram muitos, desde acompanhar o esposo nas suas jornadas até a intervenção no apaziguamento de conflitos, principalmente entre Castela e Portugal, cujo encontro se deu no Sabugal. Para tanto, D.Dinis e D. Isabel partiram de Lisboa em finais de maio, tendo passado por Alenquer, Torres Vedras, Moita, Óbidos, Alfeizerão, Alcobaça, Leiria, Coimbra, Gouveia e Guarda. Maria de Lurdes Cidraes revela que “como estes, outros nomes de povoações são associados à presença ou a memórias de D. Isabel: Ansião, Almoster (Santarém), Sangalhos, Cartaxo, Vila Flor, Pataias e também esta cidade de Odivelas (...)"
Ansião "(...) Povoações associadas à presença ou às memórias de D. Isabel de Aragão/ sem data) Vila das Dores (Nossa Senhora do Pranto - Dornes) (Lenda/ sem data certa), Ansião, Almoster, Sangalhos, Cartaxo, Vila Flor, Pataias e também esta cidade de Odivelas. Ansião recorda um velho ancião protegido pela rainha (...)”
Pombal
Não é referenciado a vila de Pombal onde na Igreja matriz de São Martinho existe um painel azulejar com a dedicatória Rainha Santa Isabel Medianeira da Paz.
Excerto de Pero Sanz José Miguel Santa Isabel Rainha de Portugal p.41
"Pero Sanz esclarece que “desde os finais de 1284 o nome de Isabel começará a aparecer em documentos assinados pelo rei. Há historiadores que veem nisso um indício de que já teriam coabitado especificamente como marido e mulher, quando esta completou catorze anos. A menção da rainha em tais escritos não exigia forçosamente a sua presença pessoal na localidade em que D. Dinis outorgava cada documento. Pelo contrário, as cartas pessoais da própria Rainha Santa são inequívocas. Não são muitas as que chegaram até nós, pouco mais de cinquenta. Mas, dado o caráter aleatório da sua conservação, talvez sirvam para quantificar proporcionalmente as estadias de Isabel"
Ansião "(...) Povoações associadas à presença ou às memórias de D. Isabel de Aragão/ sem data) Vila das Dores (Nossa Senhora do Pranto - Dornes) (Lenda/ sem data certa), Ansião, Almoster, Sangalhos, Cartaxo, Vila Flor, Pataias e também esta cidade de Odivelas. Ansião recorda um velho ancião protegido pela rainha (...)”
Pombal
Não é referenciado a vila de Pombal onde na Igreja matriz de São Martinho existe um painel azulejar com a dedicatória Rainha Santa Isabel Medianeira da Paz.
Excerto de Pero Sanz José Miguel Santa Isabel Rainha de Portugal p.41
"Pero Sanz esclarece que “desde os finais de 1284 o nome de Isabel começará a aparecer em documentos assinados pelo rei. Há historiadores que veem nisso um indício de que já teriam coabitado especificamente como marido e mulher, quando esta completou catorze anos. A menção da rainha em tais escritos não exigia forçosamente a sua presença pessoal na localidade em que D. Dinis outorgava cada documento. Pelo contrário, as cartas pessoais da própria Rainha Santa são inequívocas. Não são muitas as que chegaram até nós, pouco mais de cinquenta. Mas, dado o caráter aleatório da sua conservação, talvez sirvam para quantificar proporcionalmente as estadias de Isabel"
Excerto de Beirão José Joaquim Saleir nos caminhos de Compostela Santa Isabel peregrina de Santiago.Fragoso p 111.
" outro eixo maior que se estende de Lisboa a Valença passando por Coimbra e que pode se subdividido em dois segmentos: o primeiro, que vai de Lisboa a Coimbra segue o traçado da estrada régia medieval que diversas vezes D. Isabel teria percorrido; o segundo, que une Coimbra a Valença, coincide com a via principal do caminho jacobeu português, seguido na peregrinação a Santiago de Compostela"
Excerto de Maria de Lurdes. Isabel de Aragão p. 34
" Ansião é um concelho rural com relevante tradição histórica. Após a conquista de Leiria, Santarém e Lisboa, D. Dinis confere documento para legalizar a região povoada pelos primeiros habitantes cristãos. Reza a lenda que a Rainha Santa, ao se deslocar entre Coimbra e Leiria, percorria este trajeto acudindo-se de uma estrada real que unia o Norte ao Sul do País. Nos tempos de primavera e de verão descia de sua mula e desfrutava das águas do rio Nabão. Em uma dessas ocasiões, ao prosseguir a viagem, teria deparado com um ancião pedinte ordenando que a comitiva se detivesse para oferecer esmolas a esse senhor. Assim, surgiu o nome: Ansião.
Um painel em azulejos foi encomendado por Virgílio Rodrigues Valente, em 1937, reproduzindo esta cena. O painel é delimitado por cantarias e emoldura um antigo fontanário municipal. As águas que correm sob a Ponte santificaram se e práticas milagrosas ocorreram desde então. Nessa zona, foi praticado o "banho santo”, até poucos anos atrás, comumente entre os 29 de junho, dia de S. Pedro e 4 de julho, em que se presta homenagens à Rainha Santa Isabel, em dois tanques construídos para o efeito, um destinado às mulheres, e outro aos homens.“ O painel de facto foi encomendado por Virgílio Rodrigues Valente que deixou encastrar na parede norte do seu prédio, mas pago pela Câmara Municipal de Ansião.
" outro eixo maior que se estende de Lisboa a Valença passando por Coimbra e que pode se subdividido em dois segmentos: o primeiro, que vai de Lisboa a Coimbra segue o traçado da estrada régia medieval que diversas vezes D. Isabel teria percorrido; o segundo, que une Coimbra a Valença, coincide com a via principal do caminho jacobeu português, seguido na peregrinação a Santiago de Compostela"
Excerto de Maria de Lurdes. Isabel de Aragão p. 34
" Ansião é um concelho rural com relevante tradição histórica. Após a conquista de Leiria, Santarém e Lisboa, D. Dinis confere documento para legalizar a região povoada pelos primeiros habitantes cristãos. Reza a lenda que a Rainha Santa, ao se deslocar entre Coimbra e Leiria, percorria este trajeto acudindo-se de uma estrada real que unia o Norte ao Sul do País. Nos tempos de primavera e de verão descia de sua mula e desfrutava das águas do rio Nabão. Em uma dessas ocasiões, ao prosseguir a viagem, teria deparado com um ancião pedinte ordenando que a comitiva se detivesse para oferecer esmolas a esse senhor. Assim, surgiu o nome: Ansião.
Um painel em azulejos foi encomendado por Virgílio Rodrigues Valente, em 1937, reproduzindo esta cena. O painel é delimitado por cantarias e emoldura um antigo fontanário municipal. As águas que correm sob a Ponte santificaram se e práticas milagrosas ocorreram desde então. Nessa zona, foi praticado o "banho santo”, até poucos anos atrás, comumente entre os 29 de junho, dia de S. Pedro e 4 de julho, em que se presta homenagens à Rainha Santa Isabel, em dois tanques construídos para o efeito, um destinado às mulheres, e outro aos homens.“ O painel de facto foi encomendado por Virgílio Rodrigues Valente que deixou encastrar na parede norte do seu prédio, mas pago pela Câmara Municipal de Ansião.
Excerto do Livro Penela história e arte
do Dr. Salvador Dias Arnault e Pedro Dias
"A Rainha Santa Isabel, diz a lenda, indo de Coimbra para sul, parou, muitíssimo cansada, na margem de uma ribeira, onde lavou os pés. Era perto da morada de um ancião, a que a Rainha costumava dar esmola nas suas passagens por ali. As águas ficaram a ser consideradas santas ou milagrosas - e o banho santo na água da ribeira, em Ansião, surgiu naturalmente, praticado ainda neste século (XX)."
Excerto do falecimento da Rainha Santa http://o-povo.blogspot.pt/2008/07/morte-trasladao-e-sepultura-da-rainha.html " no dia seguinte a 5 de Julho (sexta-feira) inicia-se a viagem para Coimbra, sob um calor abrasador, sendo o cortejo fúnebre acompanhado por muitos cavalheiros, damas da Corte e prelados, entre os quais se contava o bispo de Lamego, D. Frei Salvador. Apesar das medidas preventivas, a interrupção da viagem foi admitida devido à vacilação do cadáver provocada pelos movimentos dos transportadores, já que durante o primeiro dia de viagem algumas das tábuas do ataúde despregaram-se e pelas fendas começou a escorrer líquido. O desespero apossou-se da caravana, o corpo entrava em decomposição e em breve se iria produzir um cheiro intolerante. Mas a verdade é que o ataúde exalava cheiro agradável, uma situação devida às essências aromáticas usadas na preparação do corpo ou então devida a um fenómeno natural, o que levou os acompanhantes a proclamarem grande milagre. A 11 de Julho, ao princípio da tarde e após sete dias de viagem, o cortejo fúnebre chega a Coimbra e entra na igreja do Mosteiro de Santa Clara, ao som das harmonias plangentes das freiras clarissas, gritos e lágrimas do povo do burgo de Santa Clara.""A Rainha Santa Isabel, diz a lenda, indo de Coimbra para sul, parou, muitíssimo cansada, na margem de uma ribeira, onde lavou os pés. Era perto da morada de um ancião, a que a Rainha costumava dar esmola nas suas passagens por ali. As águas ficaram a ser consideradas santas ou milagrosas - e o banho santo na água da ribeira, em Ansião, surgiu naturalmente, praticado ainda neste século (XX)."
Deslindar pistas da passagem da Rainha Santa Isabel por Ansião
Excerto do Livro do Padre José Eduardo Coutinho
"Em março de 1175, Pedro Mendes vendeu, por cinco morabitinos, um quarto da Herdade da extensa Herdade de Ansiun..." Evidencia o nome Ansião já existir antes da Rainha Santa Isabel, caindo por terra a lenda da esmola dada a um ancião que lhe tenha originado o nome. (...) «Às portas de Ansião, chegada aos densos e frescos arvoredos, e à vista do Nabão, parou. Desceu a margem e, sob a ponte, tomou água e banhou os pés, refrescando-se na linfa pura e fresca, que abençoou.Revigorada, prosseguiu;pouco adiante, deu esmola ao ancião.
As águas ficaram com virtudes milagrosas e, consideradas santas, são objeto de uma prática ainda efectuada nos tanques da ponte.Até há anos havia o chamado "banho santo", ali praticado desde o dia de S.Pedro (29 de junho) ao dia da Rainha Santa Isabel (4 de julho).
Diz a lenda ser esta a causa da afluência aos banhos e a origem do nome da terra, tentando assim justificar, também, a errada grafia até há anos usada no nome da vila."
Diz a lenda ser esta a causa da afluência aos banhos e a origem do nome da terra, tentando assim justificar, também, a errada grafia até há anos usada no nome da vila."
(...) " A ligar as duas margens do rio Nabão e no seguimento do troço viário, então reaproveitado (?) das Lagoas para o centro da vila, passando junto a edificações novas,em finais do séc. XVII foi construída a Ponte da Cal, de alvenaria, com dois arcos em cantaria siglada, sendo o do norte dividido por um estreito passeio que, ao centro, delimitado por dois tanques de banhos:um para homens, outro para mulheres, e este, com uma pia mais funda, onde, segundo a tradição lendária, a Rainha Santa Isabel banhou nos pés» ...
Aqui onde veio mais tarde a ser construída a Ponte de Cal podia na altura existir algum tanque romano na ribeira do Nabão, porque aqui passou uma via romana vinda da Constantina na direção do Ribeirinho.Outra hipótese é o troço de ligação das Lagoas pelas Lameiras onde existiu um grande tanque de chafurdo ao meio ou o teria sido do tempo romano, um tanque ljeado de termas alimentado por fonte de boa água, uma nascente da mesma que nasce nos Olhos d'Água, que este ainda conheci e hoje soterrado no nó do IC8.
Aqui onde veio mais tarde a ser construída a Ponte de Cal podia na altura existir algum tanque romano na ribeira do Nabão, porque aqui passou uma via romana vinda da Constantina na direção do Ribeirinho.Outra hipótese é o troço de ligação das Lagoas pelas Lameiras onde existiu um grande tanque de chafurdo ao meio ou o teria sido do tempo romano, um tanque ljeado de termas alimentado por fonte de boa água, uma nascente da mesma que nasce nos Olhos d'Água, que este ainda conheci e hoje soterrado no nó do IC8.
Primeira pista de Capela em memória da Rainha Santa Isabel!
Mito ou verdade em tempos de cristandade ferranha seja razoável afirmar que o povo em memória da Rainha Santa Isabel lhe tivesse erigido uma Capela antes da era de 1627 (?), data mencionada nas Memórias Paroquiais numa relação de Capelas afetas à Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Ansião, contudo sem menção a nenhuma dedicada à Rainha Santa. Nesse pressuposto se a Rainha Santa Isabel ao fazer uso da primitiva via romana por Santiago da Guarda a caminho de Ansião, após a Ponte Galiz, a ter havido uma Capela em sua evocação, o mais provável teria sido localizada na meia encosta onde se encontra a Capela do Senhor do Bonfim, costado altaneiro sobranceiro ao Nabão com olho no limite do lombo a norte de Façalamim (r) sobranceira à Lagoa do Castelo onde lhe distingui lajeado...Teria sido o sítio primitivo para no século XVI sobre a sua ruína ter sido construída a que existe em honra do Senhor do Bonfim, privada afecta ao solar que foi o chão da Quinta da Boa Vista .
Atual Capela do Senhor do Bonfim na quinta da Boa Vista
Na lateral norte foi fechada uma porta de ligação privada à casa .
Incendiada pelos invasores franceses só reconstruída no séc. XX.
Postas estas considerações como se explica se existiu e se perdeu no longínquo tempo uma Capela dedicada à Rainha Santa em Ansião? Mote da primeira pista aqui ter existido uma capela anterior em honra da Rainha Santa Isabel!
Se foi usada a estrada romana de Santiago da Guarda, Vale de Boi e Ponte Galiz.
A fundação da primitiva villa de Ansião no Valle do Mosteiro
Excerto do Livro de Alberto Pimentel de 1903 A Extremadura Portugueza
O local do Esmoliadouro a poente da herdade de Ansião?
Cemitério atual
Implantado pela segunda vez aqui em 1875 onde se edificou a 1º Igreja matriz
Actual Lugar da Igreja Velha
Com o passar do tempo o povo acabou por atribuir o nome de "Igreja Velha" ao Lugar mais recente nascido junto do caminho da margem sul do Nabão onde numa ruína encontrei num lintel a data de 1784 (?) esculpida com uma pequena Cruz a evidenciar nesta data com gente aqui a morar na beira do trajeto antigo porque a Ponte de Cal já estava construída. Também a minha prima Júlia do Bairro em meados do séc. XX levava a ceia ao pai na sua arte de pedreiro na Sarzedela passando ao Vale do Mosteiro descia ao Nabão, atravessava a ribeira seguindo pela Fonte da Bica no caminho da antiga estrada medieval na direcção das Lagoas. Atualmente este troço do caminho medieval para norte na passagem da ribeira do Nabão foi suprimido pela nova acessibilidade do nó do IC 8 sendo que o da margem sul ainda existe, embora desativado pelo mesmo motivo, apenas com acesso a propriedades confinantes.
A designação "Igreja Velha" sita no chão do atual cemitério no tempo se deslocalizou para o casario que se aglomerou para norte uns 150 metros (?) do primitivo burgo, com gente sem imaginação para lhe ter dado um nome virgem!
Terceira hipótese para Capela em sua honra na beira do Nabão
Quinta das Lameiras, ou ?
O que resta da primitiva estrada medieval às Lagoas
Foto na região com origem da arquitectura visigótica do uso do V" invertido acima do
lintel da porta
O antigo matadouro dos finais do século XIX.
Sem descuidar a travessia do Nabão no atual núcleo de casario da Igreja Velha sem se conhecer que alguma vez aqui existiu uma ponte na acessão da palavra, apenas chegou ao meu tempo uma pedonal em laje estreita dando apenas para uma pessoa passar em virtude da ribeira de leito seco a maior parte do ano na comum serventia de caminho, à semelhança doutros ribeiros (Albarrol) como ainda hoje persiste essa comulatividade por Ansião dada pelas margens da ribeira abertas para a passarem de carroças e pessoas a cavalo, chegando ao meu tempo sitas uma aquém da outra com a da margem norte a entrar na ribeira em rampa larga a poente e ao seu lado corria a ponte pedonal seguindo para a outra margem por carreiro de pedra acompanhando o muro confinante da propriedade e no gaveto havia uma pequena casa que serviu de matadouro e depois canil e hoje sanitários o que clama a questão pertinente, o teria sido séculos anteriores uma Capela? E hoje requalificada com sanitários na envolvente do Nabão?Olhando ao tipo de janelas estreitas em todas as paredes teria sido construída de raiz para matadouro, atestado na atual toponímia.
Ponte da Cal Quarta hipótese e a mais consistente ao Culto em Além da Ponte à Rainha Santa Foto anos 30 do século XX (?) pelo uso de saias abaixo do joelho?
A fotografia mostra um postalete de ferro com o lampião a petróleo e três pilares ao alto que nada existe hoje, porventura fariam parte do cenário da festa a acontecer quando a foto foi captada anos 20/30(?). Deslumbro mancha escura na esquerda quiçá do telheiro da Capelinha de S.Pedro. A foto revela um parco casario, apenas uma casa na direita, outra na esquerda e ao fundo o primitiva casario da quinta de Além da Ponte.
Excerto do Livro do Padre José Eduardo Coutinho de 1986
O Mestre António dos Santos Coutinho
« (...) Segundo uma tradição familiarmente conservada, viveu na casa senhorial defronte à Igreja matriz e a ele também se deve a edificação da ermida da Rainha Santa Isabel, em Além da Ponte ».
Livro a Extremadura Portugueza de Alberto Pimentel de 1903
Capelinha de Além da Ponte
O local onde foi até 1702 construída pelo seu fervoroso devoto o Mestre Dr António dos Santoa Coutinho na extrema do seu Morgadio, para não se perderem as memórias e lendas .Antes outra não houve.
Não apresenta nenhum testemunho arquitectónico do seu passado.
Exterior da Capelinha de Além da Ponte sem qualquer vestígio de traça antiga (?)
O interior simplista e paupérrimo da Capelinha de Além da Ponte esbarra em total contraste ao seu espólio religioso com três belas Imagens de traça antiga; S. Pedro centrado no altar não deixa dúvidas do seu orago lhe pertencer, teria pertencido à Capela ou oratório da quinta de Além da Ponte atendendo a que esta família rica do Espinhal com quintas e capelas, ladeado na sua direta pela Imagem de S. João Baptista da Ermida do Moinho de Além da Ponte , descrito nas Memórias Paroquiais e a Imagem da Rainha Santa Isabel que estava dentro de um
oratório em madeira tenha sido guardada pelos familiares do Mestre jesuíta António Santos Coutinho,
e após a última reconstrução a doaram à Capela onde pertenceu desde o inicio,
sendo certo que a Imagem me parece mais recente, podia ter-se perdido e outra
compraram para manter a tradição, a minha explicação!
O Dr. Vitor Duarte Faveiro
Quando procedeu à ampliação da casa herdada do pai por volta dos anos 40/50 veio-lhe a acrescentar uma linda fachada virada a sul com arcadas em que as cantarias do portão do seu quintal são iguais às da Capelinha; frestas laterais, Cruz, campanário do sino, porta e os pináculos a evidenciar terem sido construção da mesma altura a pressupor a sua intervenção na sua requalificação. Havendo gente que ainda se lembra do tempo de se passar pelo seu tardoz porque o quintal não era murado e quando o fez com remate a tijoleira a capelinha ficou em parte dentro da sua propriedade que se explica por a mesma ter sido ali construída no início do Morgadio do Mestre jesuíta Dr António dos Santos Coutinho uma vez extinto foi vendido o lote de gaveto à margem da ribeira cuja capelinha indiscutivelmente fazia parte pese embora com frontaria para o largo. A capelinha mostra-se ao género das "Alminhas" semeadas por vários Lugares do concelho, sem qualquer vestígio arquitectónico a testemunhar o seu passado por volta de 1700, tão pouco saber se primitivamente o foi maior .Não existe qualquer placa a referir o nome do Dr. Vitor Duarte Faveiro como benemérito da obra o que não invalida que não tenha sido o seu financiador , o seria homem de caráter modesto não querendo deixar perpetuar essa ação benemérita.
O ritual do "Banho Santo"
Incendiada pelos invasores franceses só reconstruída no séc. XX.
Postas estas considerações como se explica se existiu e se perdeu no longínquo tempo uma Capela dedicada à Rainha Santa em Ansião? Mote da primeira pista aqui ter existido uma capela anterior em honra da Rainha Santa Isabel!
Se foi usada a estrada romana de Santiago da Guarda, Vale de Boi e Ponte Galiz.
A fundação da primitiva villa de Ansião no Valle do Mosteiro
Excerto do Livro de Alberto Pimentel de 1903 A Extremadura Portugueza
"Fundação distante cerca de 200 metros da villa actual, parece haver sido muito antiga. Os autores que reputam a villa de Ansião fundada no século XIII, não tem melhor fundamento do que uma lenda relacionada com a Rainha Santa e a origem do onomástico da povoação"
Vejamos a ortografia em 1903 - Vale do Mosteiro, seja diferente d'hoje Vale Mosteiro
Segundo o Padre José Eduardo Reis Coutinho este nome advém do vale pertença ao Mosteiro não havendo qualquer documentação a mencionar que aqui existiu um pequeno mosteiro.
O que aqui existiu foi importante pela escolha do local estratégico junto da via medieval inserido em pequeno promontório a poente onde houve uma capela ou igreja que dela ainda conheci resquícios. Pode aventar ter sido do tempo visigótico (?) e mais tarde reaproveitada pelo povo franco que veio povoar a região e lhe tenha acrescentado a adega, pela existência dos arcos de volta perfeita e da pedra de fuso.
Vale do Mosteiro
Vejamos a ortografia em 1903 - Vale do Mosteiro, seja diferente d'hoje Vale Mosteiro
Segundo o Padre José Eduardo Reis Coutinho este nome advém do vale pertença ao Mosteiro não havendo qualquer documentação a mencionar que aqui existiu um pequeno mosteiro.
O que aqui existiu foi importante pela escolha do local estratégico junto da via medieval inserido em pequeno promontório a poente onde houve uma capela ou igreja que dela ainda conheci resquícios. Pode aventar ter sido do tempo visigótico (?) e mais tarde reaproveitada pelo povo franco que veio povoar a região e lhe tenha acrescentado a adega, pela existência dos arcos de volta perfeita e da pedra de fuso.
Excerto do Padre José Eduardo Coutinho "seria uma filial do mosteiro de Santa Cruz com frades e serviçais para receber rendas e proclamar a fé católica afastando os mouros resistentes (?) para ter ficado atestado o seu registo na toponímia".
Para mim o que resta da Albergaria, estalagem, albergue, pousada, tantos nomes na boca dos viandantes de várias nacionalidades que existiu na quinta de S. Lourenço ao Vale Mosteiro de Cima desde o século XIII...

Aparece em documentos a poente de Ansião a referência " olival de S. Lourenço", o orago desta capela que dela conheci o portal gótico, pia de água benta e uma cruz alta, podia ter sido de um Cruzeiro que se tenha partido? Após a desativação da primitiva igreja matriz no chão do actual cemitério o povo passou a chamar adro velho onde seja plausível dizer que se continuou a enterrar mortos no mesmo espaço medieval a ser reconfirmado pela segunda vez como cemitério em 1875 para no início do século XIX ter sido adquirida uma faixa de terreno a poente onde veio a ser construída a capela do cemitério engrandecida com a Imagem do S. Lourenço que teria pertencido à referida capela da Albergaria e anos mais tarde o descobri assente ao fundo do altar, em pedra, pedi informação ao Padre Manuel Ventura Pinho, gentilmente se dignou visitar o local e depois disso confirmou se tratar de facto de S. Lourenço.
Com a instauração da Comarca de Ansião depois de 1875 procedeu-se à venda em haste pública dos bens afectos ao Mosteiro como este que foi vendido a vários particulares- a denotar a pobreza, em que cada um fez no seu quinhão uma casa nas ruínas do que havia para viver.Conheci o local na década de 60 onde ainda havia o portal de arco quebrado da capela de S. Lourenço,era ao fundo onde se encontra a chaminé da casa azul com varanda e parabólica e a vivenda que lhe confina à direita foi o corpo da capela.Na esquerda ao fundo que agora foi demolido no tardo foi a adega e a estalagem seria na direita a entestar a estrada com a capela.Em 1532 ainda estava activa com relatos de viandantes estrangeiros onde se alojaram e ouviram missa.Teria entrado em decadência com a transferência do burgo depois de 1593 para nascente e 3 novas estalagens depois de 1444 foram autorizadas.
O culto à Rainha Santa em Ansião teria tido inicio na sua passagem por Ansião por esta estalagem a entestar a estrada real onde seria suposto estar encastrado o Esmoliadouro referenciado a poente na extrema da antiga herdade de Ansião, para os viandantes e a Rainha deixarem esmolas, que o estalajadeiro teria missão de o proteger e com as esmolas distribuir pelos pobres que ali paravam e pediam ajuda. A cama de pedra, dela se fala na oralidade a ditar ali ao Vale do Mosteiro houve uma albergaria e durante anos achei ter sido um pequeno mosteiro com capela a reportar pelo portal de arco quebrado sem se saber se foi herança visigótica requalificada em albergaria, a que mais tarde acrescentaram adega , sem classificação os arcos de volta perfeita a reportar de época tardia séc. XVIII?Aparece em documentos a poente de Ansião a referência " olival de S. Lourenço", o orago desta capela que dela conheci o portal gótico, pia de água benta e uma cruz alta, podia ter sido de um Cruzeiro que se tenha partido? Após a desativação da primitiva igreja matriz no chão do actual cemitério o povo passou a chamar adro velho onde seja plausível dizer que se continuou a enterrar mortos no mesmo espaço medieval a ser reconfirmado pela segunda vez como cemitério em 1875 para no início do século XIX ter sido adquirida uma faixa de terreno a poente onde veio a ser construída a capela do cemitério engrandecida com a Imagem do S. Lourenço que teria pertencido à referida capela da Albergaria e anos mais tarde o descobri assente ao fundo do altar, em pedra, pedi informação ao Padre Manuel Ventura Pinho, gentilmente se dignou visitar o local e depois disso confirmou se tratar de facto de S. Lourenço.
Arcos de volta perfeita debaixo do casario
A sequência de arcos de volta perfeita e da pedra de fuso do lagar dão a dimensão do que foi uma adega.
Não existe documentação que prove a existência de um mosteiro em Ansião.
Arco entaipado e já limpo depois da venda do imóvel.
Teria sido uma albergaria que tomava conta dos foros das várias quintas da herdade de Ansião com capela dedicada a S. Lourenço e uma grande adega. A quinta do Vale do Mosteiro foi chão de vinhedos e vinhas naquele tempo uma referência na região até Coimbra e na zona onde a escassos metros a minha irmã tem a sua casa e se chama "Vinha".
"Em 1219 já aparece referência ao Espinhal uma herdade com uma vinha."
"O mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, em 1220, tinha em Podentes uma casa e uma vinha."
A sequência de arcos de volta perfeita e da pedra de fuso do lagar dão a dimensão do que foi uma adega.
Não existe documentação que prove a existência de um mosteiro em Ansião.
Arco entaipado e já limpo depois da venda do imóvel.
Teria sido uma albergaria que tomava conta dos foros das várias quintas da herdade de Ansião com capela dedicada a S. Lourenço e uma grande adega. A quinta do Vale do Mosteiro foi chão de vinhedos e vinhas naquele tempo uma referência na região até Coimbra e na zona onde a escassos metros a minha irmã tem a sua casa e se chama "Vinha".
"Em 1219 já aparece referência ao Espinhal uma herdade com uma vinha."
"O mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, em 1220, tinha em Podentes uma casa e uma vinha."
O que restava deste casario antigo e da adega foi recentemente vendido tendo começado a limpeza.

Escadaria com pedras reutilizadas viradas ao contrário
As pedras aqui postas ao contrario tendo o r/c dois arcos que mandou atascar de cimento. Não tendo espaço para fazer a cozinha, a Carmita dispensou o corredor com o portal gótico por onde anos antes tinha entrado com a minha irmã.
Passados muitos anos é que descobri o primeiro arco de volta perfeita a norte a descoberto do casario e uma pedra grande redonda que me parecia um miliário romano e uma coluna pequena partida ao meio, para mais tarde descobrir um segundo arco de pedra debaixo da casa que foi de António Serrador .Outra visita posterior ao local com o Padre José Eduardo Coutinho que ali me confirmou que a pedra era afinal uma pedra de fuso de lagar, que me veio mais tarde a ditar a existência de uma adega pelos arcos que já eram quatro que ainda persistem debaixo do casario existente e seria adoçada a norte da igreja/capela.Recordo ainda na entrada a norte na descida ao vale onde havia uma palmeira de caule fino, das primeiras a virem para Portugal, morreu há anos. Atrevi-me há anos sozinha a descer ao vale para avaliar o muro de sustentação a poente e a sul que me deu a aparência a um forte. A pia de água benta foi levada para Lisboa pelo Sr. Inácio do Bairro que a vendeu na feira da ladra e a Cruz alta foi vendida para o cemitério novo de Santiago da Guarda, apesar da versão que tinha sido para a Igreja do Alvorge.
Escadaria com pedras reutilizadas viradas ao contrário
As pedras aqui postas ao contrario tendo o r/c dois arcos que mandou atascar de cimento. Não tendo espaço para fazer a cozinha, a Carmita dispensou o corredor com o portal gótico por onde anos antes tinha entrado com a minha irmã.
Passados muitos anos é que descobri o primeiro arco de volta perfeita a norte a descoberto do casario e uma pedra grande redonda que me parecia um miliário romano e uma coluna pequena partida ao meio, para mais tarde descobrir um segundo arco de pedra debaixo da casa que foi de António Serrador .Outra visita posterior ao local com o Padre José Eduardo Coutinho que ali me confirmou que a pedra era afinal uma pedra de fuso de lagar, que me veio mais tarde a ditar a existência de uma adega pelos arcos que já eram quatro que ainda persistem debaixo do casario existente e seria adoçada a norte da igreja/capela.Recordo ainda na entrada a norte na descida ao vale onde havia uma palmeira de caule fino, das primeiras a virem para Portugal, morreu há anos. Atrevi-me há anos sozinha a descer ao vale para avaliar o muro de sustentação a poente e a sul que me deu a aparência a um forte. A pia de água benta foi levada para Lisboa pelo Sr. Inácio do Bairro que a vendeu na feira da ladra e a Cruz alta foi vendida para o cemitério novo de Santiago da Guarda, apesar da versão que tinha sido para a Igreja do Alvorge.
Implantado pela segunda vez aqui em 1875 onde se edificou a 1º Igreja matriz
Actual Lugar da Igreja Velha
Com o passar do tempo o povo acabou por atribuir o nome de "Igreja Velha" ao Lugar mais recente nascido junto do caminho da margem sul do Nabão onde numa ruína encontrei num lintel a data de 1784 (?) esculpida com uma pequena Cruz a evidenciar nesta data com gente aqui a morar na beira do trajeto antigo porque a Ponte de Cal já estava construída. Também a minha prima Júlia do Bairro em meados do séc. XX levava a ceia ao pai na sua arte de pedreiro na Sarzedela passando ao Vale do Mosteiro descia ao Nabão, atravessava a ribeira seguindo pela Fonte da Bica no caminho da antiga estrada medieval na direcção das Lagoas. Atualmente este troço do caminho medieval para norte na passagem da ribeira do Nabão foi suprimido pela nova acessibilidade do nó do IC 8 sendo que o da margem sul ainda existe, embora desativado pelo mesmo motivo, apenas com acesso a propriedades confinantes.
A designação "Igreja Velha" sita no chão do atual cemitério no tempo se deslocalizou para o casario que se aglomerou para norte uns 150 metros (?) do primitivo burgo, com gente sem imaginação para lhe ter dado um nome virgem!
Terceira hipótese para Capela em sua honra na beira do Nabão
Quinta das Lameiras, ou ?
O que resta da primitiva estrada medieval às Lagoas
Desconheço o seu nome primitivo com um lote sobrante resultante do nó do IC8 ainda com ruína do casario envolta em silvedo,
atualmente à venda com anúncio na Internet - "Terreno com poço,
árvores de fruto, olival, carvalhos e ribeira na proximidade, 2.825 m²
com paisagem magnifica, óptima exposição solar" sobre uma porta tinha o tradicional "V"
invertido de origem visigótica ainda comum no casario antigo da região. Não sei se é pertença da família dos Manguinhas (?).
Já não é visível na foto o tradicional "V" invertido acima do
lintel da porta, por ter ruído .
A estrada medieval das Lagoas às Lameiras a evidenciar uma Capela ou oratório em memória
da Rainha Santa Isabel na casa que existiu defronte ao Fontanário da Bica de água fresca por onde viandantes e comitivas reais saciavam a sede
se atender à sua nascente ainda hoje jorrar água e alimentar forte
canavial. Há muitos anos num filme passado na Bretanha distingui uma
construção igual a esta que outra jamais assim vi tão monumental que me
deixou a pensar como no passado foi possível em locais tão distantes se
fazerem construções semelhantes num tempo não globalizado, ou então tenha sido arte deixada pelos romanos que os
mouros souberam dar uso para aqui me questionar se acaso não começou por
ser um tanque de termas romano para mais tarde convertido em tanque de chafurdo para banhos
árabes onde seja plausível afirmar tenha sido aqui que a Rainha Santa Isabel alguma vez se apeou para se
refrescar e banhar os pés com dignidade a
metros da margem da ribeira do Nabão, essa sim nem sempre com água corrente...
Termas de Chaves Em Ansião o tanque era deste tamanho com dois degraus.
Para
mais se vir a saber dos primórdios de Ansião e das suas gentes este local agora
à venda deveria ser alvo de intervenção arqueológica na tentativa de
encontrar vestígios do que aqui se pretende especular: A origem desta
quinta se teve capela ou oratório dedicado à Rainha Santa Isabel,
antes de ser requalificado. Zona conhecida por Lameiras, a quinta teria
sido confinante à margem do Nabão a sul e a nascente com a Quinta de
Além da Ponte e a norte a quinta das Lagoas a ditarem a toponímia para se ter perdido o nome da quinta onde era a Fonte da Bica com o tanque de chafurdo?.Teria por aqui passado a Rainha Santa Isabel e nesse tanque que era grande serefresscou? Sem se saber, sendo contudo o mais provável do que no Nabão onde é a Ponte de Cal, ou seria que os romanos aqui também antes os fizeram?
Espaço requalificado do Nabão a poente da vilaO antigo matadouro dos finais do século XIX.
Sem descuidar a travessia do Nabão no atual núcleo de casario da Igreja Velha sem se conhecer que alguma vez aqui existiu uma ponte na acessão da palavra, apenas chegou ao meu tempo uma pedonal em laje estreita dando apenas para uma pessoa passar em virtude da ribeira de leito seco a maior parte do ano na comum serventia de caminho, à semelhança doutros ribeiros (Albarrol) como ainda hoje persiste essa comulatividade por Ansião dada pelas margens da ribeira abertas para a passarem de carroças e pessoas a cavalo, chegando ao meu tempo sitas uma aquém da outra com a da margem norte a entrar na ribeira em rampa larga a poente e ao seu lado corria a ponte pedonal seguindo para a outra margem por carreiro de pedra acompanhando o muro confinante da propriedade e no gaveto havia uma pequena casa que serviu de matadouro e depois canil e hoje sanitários o que clama a questão pertinente, o teria sido séculos anteriores uma Capela? E hoje requalificada com sanitários na envolvente do Nabão?Olhando ao tipo de janelas estreitas em todas as paredes teria sido construída de raiz para matadouro, atestado na atual toponímia.
Na margem norte da ribeira do Nabão existe uma casita com janela a nascente a evidenciar a hipótese de ter sido antes uma capela à Rainha Santa Isabel ? Ou um moinho de água com caneiro, ou da fábrica de produção de sabão que a reclamação de 1630 de um contratador de Coimbra pelos arrendatários do Mosteiro de Santa Cruz a quem se queixaram da lenha cortada (carvalhos) cuja lande era sustento dos porcos para chegar ao meu tempo serventia de apoio a arrumo de utensílios da quinta e hoje apoio para churrascos do parque de merendas.
Ponte da Cal Quarta hipótese e a mais consistente ao Culto em Além da Ponte à Rainha Santa Foto anos 30 do século XX (?) pelo uso de saias abaixo do joelho?
A fotografia mostra um postalete de ferro com o lampião a petróleo e três pilares ao alto que nada existe hoje, porventura fariam parte do cenário da festa a acontecer quando a foto foi captada anos 20/30(?). Deslumbro mancha escura na esquerda quiçá do telheiro da Capelinha de S.Pedro. A foto revela um parco casario, apenas uma casa na direita, outra na esquerda e ao fundo o primitiva casario da quinta de Além da Ponte.
Excerto do Livro do Padre José Eduardo Coutinho de 1986
O Mestre António dos Santos Coutinho
« (...) Segundo uma tradição familiarmente conservada, viveu na casa senhorial defronte à Igreja matriz e a ele também se deve a edificação da ermida da Rainha Santa Isabel, em Além da Ponte ».
Lamento discordar em parte com o mencionado, não por sua culpa antes da transmissão oral que ao não ser devidamente dissecada levou a gerar esta afirmação sobre o seu ascendente ao dizer que viveu na casa senhorial defronte à igreja da matriz, conhecida pela casa do Sr Franco, hoje pastelaria Diogo. O pai do Sr Franco foi emigrado ao Brasil de onde regressou com dinheiro em 1913 a mesma data que um dos irmãos "Maria Coutinho" alegadamente para angariação de dinheiro também para emigrar para o Brasil lhe vendeu o imóvel que tinha aqui na vila e julgo dois anos depois o outro irmão também emigra com a família. O Artur regressou vindo a construir uma bela casa no Cimo da Rua. Desconheço se o pai do Sr Franco demoliu alguma casa para construir a casa senhorial ao gosto dos novos ricos que o ouro verde do Brasil lhe proporcionou com loja no r/c para montar o negócio continuado por um filho, que ainda conheci.
O facto do Mestre jesuíta Dr António dos Santos Coutinho ter sido chamado da Sé de Lamego incumbido em ampliar a pequena Ermida de NS Conceição na Capela da Misericórdia com estela de 1702 havia de vir por esse motivo a instituir um Morgadio com início em parte do termo da vila de Ansião até ao Rabaçal, mencionado nas Memórias Paroquiais. Interessante entender que parte do seu chão era de uma das quintas da herdade do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra até à ribeira da Sarzedela e depois desta da herdade do Mosteiro de S. Jorge também de Coimbra. Atendendo ainda hoje haver seus descendentes a viver em Além da Ponte levou-me a conjecturar que o seu Morgadio tinha inicio precisamente a poente da Ponte de Cal desde a margem norte do Nabão onde aqui e na Junqueira mandou erigir capelas. A atribuição deste Morgadio neste local evidencia já a existência da Ponte de Cal, descobri mais tarde a obra de adjudicação de 1648, onde veio na margem norte na extrema erigir uma capela em honra da Rainha Santa Isabel, por ser jesuíta seu fervoroso devoto como todos os jesuítas do colégio de Coimbra. Em 1706 houve um grande e forte vendaval em Ansião que destruiu a capela da Misericórdia, e teria arruinado esta por estarem na mesma confluência para assim se explicar a actual modernidade sem qualquer traço de antiguidade. Em finais da centúria de 800 apenas foi reconstruida a capela da Misericórdia e nesta altura o decreto da lei da extinção dos Morgadios ditou que a capelinha de Além da Ponte arruinada se tenha perdido, apenas vivia na memoria do seu povo para entender que tenha sido de novo reerguida em finais do séc. XIX por Abel Falcão que comprou a quinta de Além da Ponte ao conterrâneo o nobre D José de Alarcão e para calar vozes do povo com o cliché dos supostos filhos mulatos trazidos de Moçâmedes que dizia serem afilhados e assim alegrar o povo com a festa e os banhos santos.
A Ponte da Cal anos 70O facto do Mestre jesuíta Dr António dos Santos Coutinho ter sido chamado da Sé de Lamego incumbido em ampliar a pequena Ermida de NS Conceição na Capela da Misericórdia com estela de 1702 havia de vir por esse motivo a instituir um Morgadio com início em parte do termo da vila de Ansião até ao Rabaçal, mencionado nas Memórias Paroquiais. Interessante entender que parte do seu chão era de uma das quintas da herdade do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra até à ribeira da Sarzedela e depois desta da herdade do Mosteiro de S. Jorge também de Coimbra. Atendendo ainda hoje haver seus descendentes a viver em Além da Ponte levou-me a conjecturar que o seu Morgadio tinha inicio precisamente a poente da Ponte de Cal desde a margem norte do Nabão onde aqui e na Junqueira mandou erigir capelas. A atribuição deste Morgadio neste local evidencia já a existência da Ponte de Cal, descobri mais tarde a obra de adjudicação de 1648, onde veio na margem norte na extrema erigir uma capela em honra da Rainha Santa Isabel, por ser jesuíta seu fervoroso devoto como todos os jesuítas do colégio de Coimbra. Em 1706 houve um grande e forte vendaval em Ansião que destruiu a capela da Misericórdia, e teria arruinado esta por estarem na mesma confluência para assim se explicar a actual modernidade sem qualquer traço de antiguidade. Em finais da centúria de 800 apenas foi reconstruida a capela da Misericórdia e nesta altura o decreto da lei da extinção dos Morgadios ditou que a capelinha de Além da Ponte arruinada se tenha perdido, apenas vivia na memoria do seu povo para entender que tenha sido de novo reerguida em finais do séc. XIX por Abel Falcão que comprou a quinta de Além da Ponte ao conterrâneo o nobre D José de Alarcão e para calar vozes do povo com o cliché dos supostos filhos mulatos trazidos de Moçâmedes que dizia serem afilhados e assim alegrar o povo com a festa e os banhos santos.
Livro a Extremadura Portugueza de Alberto Pimentel de 1903
Revela que já existia uma Capelinha antes de 1903.
Porém escreveu "com a invocação da Rainha Santa" e na realidade o orago seja S.Pedro.
" ...e para avivar a mesma tradição se edificou ali uma Capelinha - com a invocação da Rainha Santa- aonde convergem os povos circunvizinhos em romaria nos dias 28 e 29 de junho. anedota pitoresca refere que em determinado anno, por estar quasi secca, a ribeira, a engrossaram com algumas pipas de água para não se quebrar a tradição do banho"
Para não se perder a tradição da Rainha Santa , por a poente o troço da estrada real estar desativado, apenas a serviço de confinantes com propriedades e quem sabia do seu atalho às Lagoas.
Porém escreveu "com a invocação da Rainha Santa" e na realidade o orago seja S.Pedro.
" ...e para avivar a mesma tradição se edificou ali uma Capelinha - com a invocação da Rainha Santa- aonde convergem os povos circunvizinhos em romaria nos dias 28 e 29 de junho. anedota pitoresca refere que em determinado anno, por estar quasi secca, a ribeira, a engrossaram com algumas pipas de água para não se quebrar a tradição do banho"
Para não se perder a tradição da Rainha Santa , por a poente o troço da estrada real estar desativado, apenas a serviço de confinantes com propriedades e quem sabia do seu atalho às Lagoas.
Capelinha de Além da Ponte
O local onde foi até 1702 construída pelo seu fervoroso devoto o Mestre Dr António dos Santoa Coutinho na extrema do seu Morgadio, para não se perderem as memórias e lendas .Antes outra não houve.
Não apresenta nenhum testemunho arquitectónico do seu passado.
Exterior da Capelinha de Além da Ponte sem qualquer vestígio de traça antiga (?)
O Dr. Vitor Duarte Faveiro
Quando procedeu à ampliação da casa herdada do pai por volta dos anos 40/50 veio-lhe a acrescentar uma linda fachada virada a sul com arcadas em que as cantarias do portão do seu quintal são iguais às da Capelinha; frestas laterais, Cruz, campanário do sino, porta e os pináculos a evidenciar terem sido construção da mesma altura a pressupor a sua intervenção na sua requalificação. Havendo gente que ainda se lembra do tempo de se passar pelo seu tardoz porque o quintal não era murado e quando o fez com remate a tijoleira a capelinha ficou em parte dentro da sua propriedade que se explica por a mesma ter sido ali construída no início do Morgadio do Mestre jesuíta Dr António dos Santos Coutinho uma vez extinto foi vendido o lote de gaveto à margem da ribeira cuja capelinha indiscutivelmente fazia parte pese embora com frontaria para o largo. A capelinha mostra-se ao género das "Alminhas" semeadas por vários Lugares do concelho, sem qualquer vestígio arquitectónico a testemunhar o seu passado por volta de 1700, tão pouco saber se primitivamente o foi maior .Não existe qualquer placa a referir o nome do Dr. Vitor Duarte Faveiro como benemérito da obra o que não invalida que não tenha sido o seu financiador , o seria homem de caráter modesto não querendo deixar perpetuar essa ação benemérita.
O ritual do "Banho Santo"
Em 1903 no Livro de Alberto Pimentel narra que houve anos por altura da festa do S.Pedro se teve de despejar pipas de água nos tanques...
Se desvaneceu por um lado pela escassez de água com as grandes secas ocorridas em 1939 e na década de 40 quando já dava cartas o afluente do Agroal, cujas águas provem do mesmo algar cársico do Maciço de Sicó com as mesmas características químicas. Para atestar o que mencionei foi feita uma experiência nos anos 40 (?) no poço de chafurdo da Ameixieira onde meteram laranjas que vieram dar à nascente do Agroal.
O Agroal
A nova rota de cura para maleitas de pele onde veio de carroça o meu avô José Afonso Lucas a banhos para o eczema de pele, e onde efetivamente vi durante anos pessoas a tomar banho com sabão azul e branco, isso sim era banho anual para uma maioria. Na década de 60 tinham um serviço de aluguer de fatos de banho e até banhos quentes.Destronou o banho santo em Ansião.
Fundo da Rua Aquém da Ponte da Cal
Painel azulejar da Rainha Santa dando Esmola a um Ancião de 1937 da CMA
Se a Rainha Santa Isabel se dignou apear da liteira para dar esmolas diretamente a mendigos, o que acredito, contudo, não seja esta prática humana e caridosa na origem da lenda "esmola dada a um ancião". Segundo o Dr Vitor Faveiro, o ancião a quem a Rainha Santa Isabel dava esmolas morava no Ribeiro da Vide, no sentido oposto ao Fundo da Rua, local onde viria a ficar a lenda imortalizada com o painel azulejar, a dar mote a perceber a razão da mudança.
Imagem da Rainha Santa de maior grandeza atualmente no altar da Capela da Misericórdia
Teria sido espólio da Capelinha de Além da Ponte? «No livro de compromissos da Misericórdia de Ansião ficou atestada a obrigação de uma procissão à Capelinha de Além da Ponte. No início do séc XX foi encomendada a Imagem da Rainha Santa Isabel e outra de S. Francisco Xavier (jesuíta)»
Altar mor da Capela da Misericórdia de Ansião, quem serão os escultores das suas Imagens? Santeiros do norte ou de Coimbra (?).
Além da Ponte o Nabão no verão com regato de água
«Na verdade o sabão e os banhos públicos foram introduzidos por povos
que habitaram esta região- romanos (termas) e árabes ( hammams). A
partir do século XIII o sabão era recomendado pelos médicos, como
benéfico para a pele. Desta forma, a sua utilização no banho
generalizou-se.
No séc.XVII, a utilização regular do sabão constituía uma pista usada pela Inquisição espanhola para distinguir e localizar os muçulmanos convertidos.
Os Banhos eram praticados no âmbito de preceitos higiénicos de profunda influência muçulmana entre nós, para mais tarde terem sido condenados pela Igreja que os considerava perniciosos, por propiciarem práticas devassas e o "amolecimento" dos costumes... »
Os arcos da Ponte de Cal com os tanques de chafurdo
No início do seu Morgadio em Além da Ponte o Mestre jesuíta Dr António dos Santos Coutinho mandou erigir uma Capela em memória da Rainha Santa Isabel para perpetuar a sua memoria, por ser seu fervoroso devoto como toda a família jesuíta onde se pudesse orar e agradecer a cura das águas milagrosas da Ribeira do Nabão, pela tradição dos banhos que já vinham do tempo romano ali na ribeira , e por isso a ponte de Cal foi feitas com tanques debaixo dos arcos, e em tempo medieval ali acorria gente na procura de cura para as suas maleitas de pele onde também se identificavam com a lenda da Rainha Santa Isabel, apesar neste local sem se saber se aqui passou, Lameiras ou Ponte Galiz, sendo mais plausível dizer que se alguma vez se apeou para se refrescar a eleição do sitio tenha sido no tanque lajeado com bica nas Lameiras, hoje soterrado debaixo do IC 8!
O troço da via romana das Lagoas para a vila desativado para de novo revitalizado com a mudança do burgo de poente para nascente 200 metros depois de 1593 para o outro toço das Lagoas para as Lameiras na centúria de 300 ser o activo, na minha opinião.
O ritual pagão do banho santo na ponte de Cal No séc.XVII, a utilização regular do sabão constituía uma pista usada pela Inquisição espanhola para distinguir e localizar os muçulmanos convertidos.
Os Banhos eram praticados no âmbito de preceitos higiénicos de profunda influência muçulmana entre nós, para mais tarde terem sido condenados pela Igreja que os considerava perniciosos, por propiciarem práticas devassas e o "amolecimento" dos costumes... »
Os arcos da Ponte de Cal com os tanques de chafurdo
No início do seu Morgadio em Além da Ponte o Mestre jesuíta Dr António dos Santos Coutinho mandou erigir uma Capela em memória da Rainha Santa Isabel para perpetuar a sua memoria, por ser seu fervoroso devoto como toda a família jesuíta onde se pudesse orar e agradecer a cura das águas milagrosas da Ribeira do Nabão, pela tradição dos banhos que já vinham do tempo romano ali na ribeira , e por isso a ponte de Cal foi feitas com tanques debaixo dos arcos, e em tempo medieval ali acorria gente na procura de cura para as suas maleitas de pele onde também se identificavam com a lenda da Rainha Santa Isabel, apesar neste local sem se saber se aqui passou, Lameiras ou Ponte Galiz, sendo mais plausível dizer que se alguma vez se apeou para se refrescar a eleição do sitio tenha sido no tanque lajeado com bica nas Lameiras, hoje soterrado debaixo do IC 8!
O troço da via romana das Lagoas para a vila desativado para de novo revitalizado com a mudança do burgo de poente para nascente 200 metros depois de 1593 para o outro toço das Lagoas para as Lameiras na centúria de 300 ser o activo, na minha opinião.
Se desvaneceu por um lado pela escassez de água com as grandes secas ocorridas em 1939 e na década de 40 quando já dava cartas o afluente do Agroal, cujas águas provem do mesmo algar cársico do Maciço de Sicó com as mesmas características químicas. Para atestar o que mencionei foi feita uma experiência nos anos 40 (?) no poço de chafurdo da Ameixieira onde meteram laranjas que vieram dar à nascente do Agroal.
O Agroal
A nova rota de cura para maleitas de pele onde veio de carroça o meu avô José Afonso Lucas a banhos para o eczema de pele, e onde efetivamente vi durante anos pessoas a tomar banho com sabão azul e branco, isso sim era banho anual para uma maioria. Na década de 60 tinham um serviço de aluguer de fatos de banho e até banhos quentes.Destronou o banho santo em Ansião.
Fundo da Rua Aquém da Ponte da Cal
Painel azulejar da Rainha Santa dando Esmola a um Ancião de 1937 da CMA
Se a Rainha Santa Isabel se dignou apear da liteira para dar esmolas diretamente a mendigos, o que acredito, contudo, não seja esta prática humana e caridosa na origem da lenda "esmola dada a um ancião". Segundo o Dr Vitor Faveiro, o ancião a quem a Rainha Santa Isabel dava esmolas morava no Ribeiro da Vide, no sentido oposto ao Fundo da Rua, local onde viria a ficar a lenda imortalizada com o painel azulejar, a dar mote a perceber a razão da mudança.
Painel azulejar da Fábrica de J.G.Porto Irmãos de Coimbra
Fontanário de pedra com tanque encastrado na frontaria norte do prédio de herdeiros de Virgílio Rodrigues Valente em Ansião revestido pelo painel azulejar alusivo à lenda da Rainha Santa dando esmola a um ancião enquadrado em moldura de pedra.
Fontanário de pedra com tanque encastrado na frontaria norte do prédio de herdeiros de Virgílio Rodrigues Valente em Ansião revestido pelo painel azulejar alusivo à lenda da Rainha Santa dando esmola a um ancião enquadrado em moldura de pedra.
Imagem da Rainha Santa de maior grandeza atualmente no altar da Capela da Misericórdia
Teria sido espólio da Capelinha de Além da Ponte? «No livro de compromissos da Misericórdia de Ansião ficou atestada a obrigação de uma procissão à Capelinha de Além da Ponte. No início do séc XX foi encomendada a Imagem da Rainha Santa Isabel e outra de S. Francisco Xavier (jesuíta)»
Altar mor da Capela da Misericórdia de Ansião, quem serão os escultores das suas Imagens? Santeiros do norte ou de Coimbra (?).
A actual Misericórdia depois das invasões francesas e do grande vendaval a deixar a capela em mau estado tendo a Imagem de Nossa Senhora da Graça sido guardada na Matriz, para voltar em finais do séc XIX depois de obras. Foi encomendada uma nova Imagem de Nossa Senhora da Piedade, conhecia por Nossa Senhora do Pranto, atribuída ao escultor do Porto Teixeira Lopes, a quem também se
atribui a primeira Imagem da Nossa Senhora de Fátima, mas na verdade esta (Nossa Senhora de Fátima) foi
rejeitada, tendo sido escolhida a do cunho do santeiro de Trofa,
Thedim. Quem esculpiu a Imagem que se encontra junto do
túmulo da Rainha Santa Isabel no Convento de Santa Clara a Nova foi o
escultor Teixeira Lopes.
A toponímia em Além da Ponte
Contempla além da citada anteriormente a Rua de S.Pedro a contornar a antiga quinta de Além da Ponte e a Rua da Ponte da Cal designada por Rua da Rainha Santa Isabel. Lamentavelmente não existe em nenhum dos troços da antiga Estrada Coimbrã ou Real por onde passou a menção histórica que narre esse facto, o que francamente lamento!
Contempla além da citada anteriormente a Rua de S.Pedro a contornar a antiga quinta de Além da Ponte e a Rua da Ponte da Cal designada por Rua da Rainha Santa Isabel. Lamentavelmente não existe em nenhum dos troços da antiga Estrada Coimbrã ou Real por onde passou a menção histórica que narre esse facto, o que francamente lamento!
Como nasceu o culto à Rainha Santa Isabel?
«a Rainha Santa foi beatificada a 15 de abril de 1516 pelo papa Leão X, e, são instituídas por D. Manuel I as Festas em Louvor da Rainha Santa Isabel que se realizam em Coimbra. O seu túmulo foi aberto em 26 de março de 1612, tendo-se verificado que o seu corpo se encontrava incorrupto. A 25 de maio de 1625 é canonizada solenemente pelo papa Urbano VIII, que a considera «uma das mais perfeitas mulheres da Idade Média». Nesse mesmo ano (14 de Outubro) o rei Filipe III, II de Espanha de onde a Rainha Santa era natural de Aragão, a declara «Padroeira de Portugal». Porquanto o famoso milagre das rosas o seja devido atribuir à sua tia Isabel da Hungria, embora não tenha sido por acaso que seu avô Jaime I lhe chamava «a rosa da Casa de Aragão», ao jus do seu rosto de candura, abençoada de humanidade ao aceitar um marido de paixão fácil tendo criado filhos bastardos como se fossem seus, apaziguadora em guerrilhas no reinos de Portugal e Espanha, ainda a extrema bondade para com os mais necessitados, o seja para mim tanto predicado para verdadeiros milagres, acontecidos num tempo longínquo praticado por uma Rainha sem medo nem pudor se abeirar dignamente do seu povo empestado de doenças e pestilento de sujidade para com eles interagir e dar esmola».
Excertos https://digitalis-dsp.uc.pt/ « em 21 de Janeiro de 1556 o papa Paulo IV estende o seu culto a todo o País, determinou a realização de um conjunto de iniciativas nas dioceses do país, nos mosteiros, na Universidade e no Colégio das Artes; encomendou a elaboração de uma biografia de D. Isabel, que narrasse a sua vida, obras e milagres; solicitou cópias de documentos antigos relacionados com esta figura conservados no cartório do mosteiro de Santa Clara; mandou fazer estátuas da rainha e averiguar da veracidade dos milagres.
No espaço de quatro anos foram compostas três biografias
Com o objectivo de cumprir a solicitação régia de “auer em hum liuro toda a lenda da dita Rª E todos os milagres que deus por ella fez e faz de que ha memoria autentica no conuento de sta crara e faça treladar fielmente o liuro de sua historia por enteyro”
«a Rainha Santa foi beatificada a 15 de abril de 1516 pelo papa Leão X, e, são instituídas por D. Manuel I as Festas em Louvor da Rainha Santa Isabel que se realizam em Coimbra. O seu túmulo foi aberto em 26 de março de 1612, tendo-se verificado que o seu corpo se encontrava incorrupto. A 25 de maio de 1625 é canonizada solenemente pelo papa Urbano VIII, que a considera «uma das mais perfeitas mulheres da Idade Média». Nesse mesmo ano (14 de Outubro) o rei Filipe III, II de Espanha de onde a Rainha Santa era natural de Aragão, a declara «Padroeira de Portugal». Porquanto o famoso milagre das rosas o seja devido atribuir à sua tia Isabel da Hungria, embora não tenha sido por acaso que seu avô Jaime I lhe chamava «a rosa da Casa de Aragão», ao jus do seu rosto de candura, abençoada de humanidade ao aceitar um marido de paixão fácil tendo criado filhos bastardos como se fossem seus, apaziguadora em guerrilhas no reinos de Portugal e Espanha, ainda a extrema bondade para com os mais necessitados, o seja para mim tanto predicado para verdadeiros milagres, acontecidos num tempo longínquo praticado por uma Rainha sem medo nem pudor se abeirar dignamente do seu povo empestado de doenças e pestilento de sujidade para com eles interagir e dar esmola».
Excertos https://digitalis-dsp.uc.pt/ « em 21 de Janeiro de 1556 o papa Paulo IV estende o seu culto a todo o País, determinou a realização de um conjunto de iniciativas nas dioceses do país, nos mosteiros, na Universidade e no Colégio das Artes; encomendou a elaboração de uma biografia de D. Isabel, que narrasse a sua vida, obras e milagres; solicitou cópias de documentos antigos relacionados com esta figura conservados no cartório do mosteiro de Santa Clara; mandou fazer estátuas da rainha e averiguar da veracidade dos milagres.
Ao Colégio das Artes ou Colégio Real, que fundara em 1548, em Coimbra, e cuja orientação entregara em 1555 à Companhia de Jesus, ordenou, em 1556, que todos os anos a partir daí, um professor da instituição fizesse uma oração comemorativa no dia 4 de Julho, dia da morte da rainha; instituiu-se esta prática no Colégio e prolongou-se por tantos anos quantos os jesuítas estiveram à frente do seu destino.»
«ara o padre reitor do collegio das Artes em cada um anno,
no dia em que se celebra a festa da rainha sancta,
mandar um dos lentes fazer uma oração em louvor da sancta»
«Padre
reitor do collegio das Artes da cidade de Coimbra, eu el-rei vos envio muito
saudar. Encommendo-vos que ordeneis que daqui em deante, em cada um anno, no
dia em que se celebra a festa da rainha sancta, nessa cidade, haja uma oração
publica nesse collegio, a qual dirá um dos lentes delle em louvor da dicta
rainha sancta, e se fará nella menção da graça, que eu alcancei do sancto
padre, para se rezar della em todos meus reinos e senhorios, e para poder haver
altar e imagem della. E eu escrevo e mando ao reitor e Universidade, que no tal
dia estejam presentes á dicta oração; e esta minha carta mandareis registar no
livro, em que se registam as minhas provisões, para se saber como o assim tenho
mandado, e se cumprir inteiramente. Jorge da Costa a fez em Lisboa a 9 dias de
setembro 1556. Manuel da Costa a fez escrever. Rei.E o padre doutor Torres,
provincial, mandou que aos 4 de julho de cada anno, em que se celebra a festa
da rainha sancta, se façam no collegio orações, assim em verso como em prosa, a
louvor da dicta rainha sancta e del-rei D. Dinis, seu marido, e que isto se
escrevesse no livro do registo, para que ficasse por memoria”.João III mandou
também um ofício aos bispos e aos provinciais dos mosteiros a solicitar uma
biografia da rainha, referindo expressamente a fonte que deveria ser utilizada, a Lenda da Rainha Santa Isabel».no dia em que se celebra a festa da rainha sancta,
mandar um dos lentes fazer uma oração em louvor da sancta»
«Portaria ordenando em nome d’el-rey D. João III que se escrevam cartas aos bispos
do reino, ao provincial dos conventuaes e à abadessa de Santa Clara de Coimbra,
com instrucções minuciosas, a fim de se dar completa execução ao rescripto da
santa sé, que permittiu em todo Portugal o culto religioso da bemaventurada
rainha D. Isabel (Julho de
1556).
Sor – Manda
ElRey nosso sor que se escreua aos bispos como sua alteza ouue
dosancto
padre bulla pª se poder rezar em todos seus Regnos da Rª sancta Jsabel que esta
sepoltada em sta crara de coymbra e pª della poder auer em todas as igrejas e
most.ros deseus Regnos capella altar e jmagem dadita Rª como verão pollo
trelado da bulla que lhe envia que lhe encomenda em que a fação anoteficar e
guardar (...).
Item carta
ao provincial dos conventuais que se enforme das missas que se dizem
ordinariamte polla Rª sta E que ordene como se digão daqui em diãnte, della cõ
comemoração polla alma delRey dõ dinis e dos mays segdo ordenãça dadita Rª sta
(...). E que procure de auer em hum liuro toda a lenda da dita Rª E todos os
milagres que deus por ella fez e faz de que ha memoria autentica no conuento de
sta crara e faça treladar fielmente o liuro de sua historia por enteyro/. E se
ouuer alguma Imagem della que elle possa trazer e que já não faça falta pª por
ella mãdar ca fazer outras./ E assi se a alguma
relíquia della fora desua sepultura / E tudo isto cõ deligencia. / outra da
mesma matéria a abbª fazendo mencão do que escreue sobre o caso ao p.e
provincial (...)».
No espaço de quatro anos foram compostas três biografias
Com o objectivo de cumprir a solicitação régia de “auer em hum liuro toda a lenda da dita Rª E todos os milagres que deus por ella fez e faz de que ha memoria autentica no conuento de sta crara e faça treladar fielmente o liuro de sua historia por enteyro”
1- Vita et
Moribus Beatae Elisabethae Lusitaniae Reginae do padre
jesuíta Pedro João Perpinhão, redigida entre 1557-1561, mas só publicada em Colónia
em 1609.
2- Vida e
milagres da gloriosa Raynha sancta Ysabel, molher do catholico Rey dom
Dinis sexto de Portugal editada pelos mordomos da Confraria da Rainha Santa
Isabel, em 1560.
3-“Vida da
Bemaventurada sancta Isabel Raynha de Portugal” de Frei Marcos de Lisboa,
inclusa na Segunda Parte das suas Chronicas da Ordem dos Frades Menores,
obra publicada em Lisboa em 1562.
«Algumas
fontes utilizadas na composição destes relatos da vida e obra de Santa Isabel
são comuns aos três: a Lenda da Rainha Santa Isabel, a documentação da abadessa
de Santa Clara, com o relato dos milagres recentes, a tradição. Não foram
tratadas, no entanto, da mesma maneira pelos três: Perpinhão utilizou, de forma
exaustiva, toda a informação disponível, traduzindo-a para latim, nomeadamente
os decretos régios, as cartas da abadessa ou os relatos das testemunhas dos
milagres, complementando-a,ainda, com
crónicas de historiadores peninsulares e com a experiência pessoal, descrevendo
monumentos, cidades ou quadros. Os outros dois relatos condensaram a Lenda, no
caso de Fr. Marcos de Lisboa, reduzindo-a mesmo ao essencial.
Perpinhão
não leu as obras dos outros autores seus contemporâneos e estes não leram a
sua, pois só foi publicada em Colónia em 1609. Perpinhão consultou mais fontes,
acrescentou relatos de outros milagres e foi muito mais exaustivo, compondo, em
latim, a mais completa biografia da Rainha à época. Não há informação que
conste nos outros dois autores que Perpinhão não tenha; pelo contrário, numa
versão muito mais longa que as dos seus contemporâneos, Perpinhão aprofunda
muito mais a narrativa. Pelo rigor
com que escreveu, pela preferência por testemunhos escritos, pela transcrição
dos próprios documentos, pelo espírito crítico que fez transparecer na sua
pesquisa e selecção de informação, Perpinhão mostrou levar muito a sério não só
o propósito do rei, como também o desejo de deixar uma imagem de uma rainha
empenhada em causas sociais, políticas e religiosas, actuante, defensora dos
seus e dos mais desprotegidos, culta, de grande piedade e devoção esclarecida,
a quem os súbditos recorrem em busca de socorro, tanto durante a sua vida, como
após a sua morte, uma Rainha Santa».
A história narra que a Rainha Santa Isabel foi uma grande
senhora espanhola de nascimento e portuguesa pelas atitudes e coração para vir a ser tão reconhecidamente evocada até aos dias d’hoje em Portugal.
Tenha sido em meados da era de 600 que o seu culto em Ansião se adensou com a construção da Ponte da Cal com os seus tanques de chafurdo para o banho santo ao jus do grande tanque de chafurdo que existia na variante das Lagoas, agora desativado com a nova via onde seja suposto dizer a Rainha se tenha apeado da sua liteira para banhar os pés e refrescar. A sua beatização indicia a prática de santeiros de Coimbra onde está sepultada, os primeiros a esculpir a sua Imagem para venda para Igrejas e a senhores de quintas para as terem nas suas Capelas e oratórios, fazendo crer que a primeira a chegar a Ansião teria vindo pela mão do Mestre jesuíta António dos Santos Coutinho.
Existe uma Imagem em pedra com um metro de altura Nossa Senhora d'Ó em reservas que pertenceu à primitiva igreja de Ansião com data provável do século XII esculpida à semelhança dos retratos da Rainha Santa Isabel com as vestes cintadas com cinto cravado de pedrarias e nesta Imagem se apresenta de lado pela gravidez com o manto preso com pregadeira. Obra magnifica a merecer estudo pois todas as Imagens atribuídas à Rainha Santa são evocação desta que bem merecia estar visível para os ansianenses e o Mundo apreciar por se mostrar demais delicada que parece humana, só lhe falta obviamente a coroa!
Óleo do séc. XVI da Rainha Santa no Museu Machado de Castro em Coimbra
Excerto de http://www.museumachadocastro.pt/
«O pequeno retábulo da Rainha Santa Isabel, pode ser considerado o primeiro ex-voto português. Segundo documentos antigos, terá sido mandado fazer por Martin de Azpilcueta, o “Navarro”, professor de Cânones em Coimbra, entre 1538-1555, em ação de graças à Rainha por ter curado sua sobrinha Ana, freira de Celas, de uma paralisia dos membros inferiores. Na moldura, em forma de pórtico, louva-se Cristo pelo poder divino «muito benéfico» da Santa.
Estranho é não existir nenhum EX - VOTO em Ansião
No passado era frequente o povo pedir graças aos seus Santos devotos para a cura das suas maleitas e dos seus animais, proteção de acidentes nas carroças e outros motivos de preocupação, quando recebiam essas graças, em geral faziam um ex voto, um pequeno quadro com uma pintura singela relativa ao caso de fé e milagre com umas palavras a explicar o acontecimento. Ora jamais vi algum ex-voto, e se tanto se fala em milagres e de curas milagrosas na ribeira do Nabão em Ansião, no mínimo estranho não haver nenhum testemunho desse passado...
Estampa satírica sobre o envio de tropas francesas para Espanha. Gravura a buril e aguarela. 1808.
Testemunho oral Tenha sido em meados da era de 600 que o seu culto em Ansião se adensou com a construção da Ponte da Cal com os seus tanques de chafurdo para o banho santo ao jus do grande tanque de chafurdo que existia na variante das Lagoas, agora desativado com a nova via onde seja suposto dizer a Rainha se tenha apeado da sua liteira para banhar os pés e refrescar. A sua beatização indicia a prática de santeiros de Coimbra onde está sepultada, os primeiros a esculpir a sua Imagem para venda para Igrejas e a senhores de quintas para as terem nas suas Capelas e oratórios, fazendo crer que a primeira a chegar a Ansião teria vindo pela mão do Mestre jesuíta António dos Santos Coutinho.
Existe uma Imagem em pedra com um metro de altura Nossa Senhora d'Ó em reservas que pertenceu à primitiva igreja de Ansião com data provável do século XII esculpida à semelhança dos retratos da Rainha Santa Isabel com as vestes cintadas com cinto cravado de pedrarias e nesta Imagem se apresenta de lado pela gravidez com o manto preso com pregadeira. Obra magnifica a merecer estudo pois todas as Imagens atribuídas à Rainha Santa são evocação desta que bem merecia estar visível para os ansianenses e o Mundo apreciar por se mostrar demais delicada que parece humana, só lhe falta obviamente a coroa!
Óleo do séc. XVI da Rainha Santa no Museu Machado de Castro em Coimbra
Excerto de http://www.museumachadocastro.pt/
«O pequeno retábulo da Rainha Santa Isabel, pode ser considerado o primeiro ex-voto português. Segundo documentos antigos, terá sido mandado fazer por Martin de Azpilcueta, o “Navarro”, professor de Cânones em Coimbra, entre 1538-1555, em ação de graças à Rainha por ter curado sua sobrinha Ana, freira de Celas, de uma paralisia dos membros inferiores. Na moldura, em forma de pórtico, louva-se Cristo pelo poder divino «muito benéfico» da Santa.
Com a Rainha em primeiro plano,
representada de corpo inteiro, duas cenas de milagres à direita, e o
perfil da Coimbra renascentista à esquerda, esta pintura– que
estilisticamente se enquadra num período de transição entre o
Renascimento e o Maneirismo – assemelha-se mais a uma iluminura do que a
uma obra de cavalete.»
Estranho é não existir nenhum EX - VOTO em Ansião
No passado era frequente o povo pedir graças aos seus Santos devotos para a cura das suas maleitas e dos seus animais, proteção de acidentes nas carroças e outros motivos de preocupação, quando recebiam essas graças, em geral faziam um ex voto, um pequeno quadro com uma pintura singela relativa ao caso de fé e milagre com umas palavras a explicar o acontecimento. Ora jamais vi algum ex-voto, e se tanto se fala em milagres e de curas milagrosas na ribeira do Nabão em Ansião, no mínimo estranho não haver nenhum testemunho desse passado...
Estampa satírica sobre o envio de tropas francesas para Espanha. Gravura a buril e aguarela. 1808.
D.Piedade Lopes com mais de 90 anos
Sua sobrinha D.Helena com 80
Sr.Augusto Duarte da Paz na mesma faixa etária morador em Além da Ponte
Maria Neno e a filha Celeste Marques da Sarzedela
https://estudogeral.sib.uc.pt/bitstream/10316/30440/1/TRab%20final%20camila%203%20(1).pdf
Maria Neno e a filha Celeste Marques da Sarzedela
http://www.uc.pt/auc/fundos/ficheiros/GCC_RegistoVincularDistritoCoimbra
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Monografia do Padre José Eduardo Coutinho
https://pt.wikipedia.org/wiki/Louren%C3%A7o_de_Huesca
Crónica de Severim Faria de 1625
https://abaciente.blogspot.pt/2010/05/25-de-maio-de-1625-deu-se-canonizacao.html
http://o-povo.blogspot.pt/2008/07/morte-trasladao-e-sepultura-da-rainha.html
Livro Penela história e arte do Dr. Salvador
Dias Arnault e Pedro Dias
https://estudogeral.sib.uc.pt/jspui/bitstream/10316/32178/1/In%20perpetuam%20rei%20memoriam...pdfhttps://estudogeral.sib.uc.pt/bitstream/10316/30440/1/TRab%20final%20camila%203%20(1).pdf
https://abaciente.blogspot.pt/2010/05/25-de-maio-de-1625-deu-se-canonizacao.html
Arquivo distrital de Leiria, registos de casamentos era de 1600
http://pedraformosa.blogspot.pt/2007/10/
Livro das Notícias e Memórias Paroquiais Setecentistas de Mário Rui Simões Rodrigues e Saul António Gomes
http://pedraformosa.blogspot.pt/2007/10/
Livro das Notícias e Memórias Paroquiais Setecentistas de Mário Rui Simões Rodrigues e Saul António Gomes
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