Entre o século XIX a meados do primeiro quartel do séc. XX Ansião viveu um período áureo de ricas individualidades, umas nascidas e outras aqui aportadas, todas merecedoras de reconhecida menção pública pela panóplia de funções sociais tidas no desenvolvimento do concelho a nível politica, médico, farmácia, empresarial e outras destacadas no " Livro Ansianenses Ilustres do Dr. Manuel Dias". Visualizei o seu Blog onde distingui dois apontamentos sobre o Dr. Domingos Botelho de Queiroz o eleito desta crónica no compromisso de fechar um círculo trazido da infância de apurar a razão do seu nome constar na placa toponímica na Rua onde todos os dias passava a caminho da escola, sem alguém que me ajudasse, apenas me diziam que tinha sido médico, e não conhecer na vila os seus apelidos, embora houvesse o "Botelho" em geração adiante da minha, com quem já não convivi, mas nem sabia, a morosidade de mais saber desta personagem, afinal minha morada, com orgulho em Ansião. Alguma ajuda documental para acontecer a correlação de factos e entender como seria Ansião no tempo que aqui aportou e viveu sabendo angariar as vantagens que usufruiu ao se filiar no partido republicano, a aquisição de de muita terra vendida em haste pública e ainda levantar o véu da razão da construção do novo hospital fora da vila, em detrimento do local do velho adoçado à Casa da Misericórdia junto da sua capela com terreno pelo tardoz de grande extensão, a quinta do Vale Mosteiro de Baixo ou de Nossa Senhora da Conceição. Até hoje não houve ninguém nesta temática a teorizar a razão da sua mudança.
As origens do Dr Domingos Botelho de Queiroz
As origens do Dr Domingos Botelho de Queiroz
Partilha do amigo genealogista das Cinco Vilas Henrique Dias
O Dr Domingos Botelho de Queiroz tenha por isso aportado a Ansião por motivo do costado familiar acima referenciado, das oportunidades criadas com as substanciais alterações politicas que então se viviam no país e nomeadamente em Ansião, onde de facto a migração de norte, do Minho e Trás os Montes, para esta região desde sempre evidentes pela via do casamento ou a trabalho, mas também pela vaga de médico do partido para o Hospital da Misericórdia de Ansião.
O Hospital da Misericórdia de Ansião
Qual a razão em mudar de lugar o novo hospital?
Empreendorismo
Sabe-se pouco das suas origens com laços familiares aos Fidalgos e Morgados de Vila Real e da Casa do Condado em Vila Pouca de Aguiar.
Na Wikipédia aparecem como seus pais Carolina Augusta Pereira de Eça de Queiroz (1826-1918)
e José Maria de Almeida Teixeira de Queiroz .
Na Wikipédia aparecem como seus pais Carolina Augusta Pereira de Eça de Queiroz (1826-1918)
e José Maria de Almeida Teixeira de Queiroz .
Excerto de https://geneall.net/pt/forum/2096/teixeira-de-castro-de-chao-de-couce/ "Em relação ao Dr. Botelho de Queirós, a primeira obra referida dedica-lhe cerca de dez páginas com a fotografia e biografia, onde se confirma aquilo que disse em relação a Vila Real e à Filoxera. Só não confirma a ligação ao Eça de Queiroz, mas também não estamos a falar de uma obra genealógica. Diz ainda que viuvou bastante cedo, tendo voltado a casar em segundas núpcias com a D. Matilde da Veiga Botelho. Creio que o "N" (desconhecido) do Geneall se aplicaria melhor ao primeiro casamento, pelo menos até ser conhecido o nome do cônjuge, pois não há dúvida nenhuma que esta Matilde que o livro fala, é a sogra do Dr. Adriano."
Encontrei a sua matrícula no 1º ano de Medicina em Coimbra em 1870
Excerto de https://digitalis-dsp.uc.pt/html/10316.2/22956/Preview.pdf "No ano de 1870/71 matrículas em Medicina na Universidade de Coimbra 1º ano Domingos Botelho de Queiroz, filho de Henrique Manuel Ferreira Botelho, Natural de Villa Pouca de Aguiar, districto de Villa Real, morador na rua de S. João,n.°12.Quando o Domingos Botelho de Queiroz chega a Coimbra para estudar Medicina por certo encontrou colegas do 3º ano o Augusto José da Silva, filho de António José da Silva, natural de Ancião, districto de Leiria morador no Bairro de Sant'Anna e Augusto Lopes da Costa Rego, filho de Francisco Lopes do Rego, natural do Chão do Couce, districto de Leiria, morador na Rua da Ilha, n.°2." Este era da Quinta de Cima, seria parente afastado na ligação ancestral aos Duques de Vila Real que foram também seus donatários e com Augusto José da Silva de Ansião, o tio desempenhou um alto cargo como Conselheiro na Regeneração tendo criado a Comarca em Ansião por volta de 1875 , vir a ditar não tenha sido apenas a filoxera o motivo maior para o Dr Domingos Botelho de Queiroz deixar a sua amada terra, tenha também contribuído o facto de ter enviuvado, sem mais nada se saber como faleceu a esposa, e se teve filhos deste casamento, para vir aportar com a sua arte, a medicina, a Ansião. O seu pai bacharel em direito sem tempo para tratar dos vinhedos da Quinta do condado de S.Pedro em Vila Pouca de Aguiar de Vila Real, cuja praga os teria dizimado . Refazer as plantações de vinha só mesmo para agricultores de gema como a D Antónia, a Ferreirinha, alegadamente também de ascendência judaica, pelo cariz foi um povo que da agricultura soube retirar riqueza, talento e arte para vir a ser a primeira região demarcada no Mundo pelo Marquês de Pombal.
Excerto de https://digitalis-dsp.uc.pt/html/10316.2/22956/Preview.pdf "No ano de 1870/71 matrículas em Medicina na Universidade de Coimbra 1º ano Domingos Botelho de Queiroz, filho de Henrique Manuel Ferreira Botelho, Natural de Villa Pouca de Aguiar, districto de Villa Real, morador na rua de S. João,n.°12.Quando o Domingos Botelho de Queiroz chega a Coimbra para estudar Medicina por certo encontrou colegas do 3º ano o Augusto José da Silva, filho de António José da Silva, natural de Ancião, districto de Leiria morador no Bairro de Sant'Anna e Augusto Lopes da Costa Rego, filho de Francisco Lopes do Rego, natural do Chão do Couce, districto de Leiria, morador na Rua da Ilha, n.°2." Este era da Quinta de Cima, seria parente afastado na ligação ancestral aos Duques de Vila Real que foram também seus donatários e com Augusto José da Silva de Ansião, o tio desempenhou um alto cargo como Conselheiro na Regeneração tendo criado a Comarca em Ansião por volta de 1875 , vir a ditar não tenha sido apenas a filoxera o motivo maior para o Dr Domingos Botelho de Queiroz deixar a sua amada terra, tenha também contribuído o facto de ter enviuvado, sem mais nada se saber como faleceu a esposa, e se teve filhos deste casamento, para vir aportar com a sua arte, a medicina, a Ansião. O seu pai bacharel em direito sem tempo para tratar dos vinhedos da Quinta do condado de S.Pedro em Vila Pouca de Aguiar de Vila Real, cuja praga os teria dizimado . Refazer as plantações de vinha só mesmo para agricultores de gema como a D Antónia, a Ferreirinha, alegadamente também de ascendência judaica, pelo cariz foi um povo que da agricultura soube retirar riqueza, talento e arte para vir a ser a primeira região demarcada no Mundo pelo Marquês de Pombal.
O Hospital da Misericórdia de Ansião
Qual a razão em mudar de lugar o novo hospital?
Então sediado onde hoje é a CGD de Ansião, no meu tempo a casa comprida de sobrado onde vivia Alfredo Simões de bela escadaria ornada no varandim com antiquíssima glicinia de belos cachos lilazes aromatizavam a rua, mérito a minha lavra, em o correlacionar.
O enriquecimento do Dr Domingos Botelho de Queiroz aconteceu em contexto de oportunidades que então se viviam na vila com a venda em haste pública de muita terra do mosteiro e de morgadio, vindo a adquirir na vila e fora do seu termo grande quantidade de terra, entre as quais a quinta com limite na margem sul do Nabão e a Rua Direita vinda da Ponte da Cal e se estendia ao cemitério, o englobando. Esta quinta veio a ser cortada para rasgo da nova acessibilidade com a estrada Pombal/Pontão com cruzamento ao Fundo da Rua a que se seguiu a abertura da Rua Combatentes da Grande Guerra e mais tarde outra com o se nome , na ligação da vila ao Ribeiro da Vide para a Barreira, abertura da rua de acesso ao Hospital com entrada ao cimo da colina, o caminho para os Escampados, hoje Rua Cidade de Santos, e mais tarde a azinhaga entre quintas na ligação ao Canto, hoje Rua Polibio Gomes dos Santos.Estas expropriações deram-lhe novos ganhos com a venda de lotes , Café Valente, Escolas Primárias, Pensão, Casas dos Magistrados e lotes para construção de particulares.
A decisão em vir a construir o segundo Hospital da Misericórdia de Ansião a meu ver nunca esclarecido o facto de o vir a instalar fora de portas do termo da vila, por o ser ao limite da quinta da Maria Francisca com o baldio do Ribeiro da Vide, a parte sul remanescente da quinta que já tinha a maior parte e hoje resta parte com a casa em ruínas e um grande cedro herança da sua neta Dra Isabel Faria.. No promontório a poente da Quinta do Bairro, inóspito, sitio ideal para o vir a instalar premeditando a abertura de novas acessibilidades, o que pretendia para maior ganho em vendas, como antes já acontecera Sendo por isso opção do contexto politico que se vivia para vir a usufruir vantagens porque o primeiro Hospital estava inserido em propriedade de grande extensão de terreno pelo tardoz da quinta do Vale do Mosteiro de Baixo ou de Nossa Senhora da Conceição onde a volumetria de uma nova construção seria perfeitamente comportável em detrimento da aposta em o situar naquele tempo fora do termo da vila pese embora com a vantagem invocada ao ar ouro dos pinheiros, uns 4 ou 5 raquíticos... As motivações de angariar mais riqueza aproveitando a onda politica do poder perdido sediado na Cabeça do Bairro de Santo António, ao Ribeiro da Vide ficando apenas a Estalagem da Ti Maria da Torre a funcionar em contrapartida o povo ganha o novo Hospital em conivência entre o Dr Domingos Botelho de Queiroz, o seu cunhado o Dr Alberto Lima e claro do administrador do concelho o correligionário (assim aparece em acta da câmara) o Visconde de Santiago da Guarda.
Para fazer face aos encargos do novo Hospital os bens afectos à Misericórdia são vendidos a vários particulares, apenas fica de fora a capela, tendo supostamente sido favorecidos onde se vieram a instalar. O Conselheiro António José da Silva deixou uma casa para o hospital em testamento em 1905.
Lamentavelmente na separação da Igreja do Estado a documentação da Misericórdia foi entregue e se perdeu num incêndio de 1937.Ao se acabar levianamente com a Casa da Misericórdia, a casa mãe para reuniões e arquivo do seu histórico passado da sua Irmandade, entrada de Irmãos e seus Provedores, e ainda das iniciativas feitas por altura da requalificação do hospital na década de 60 e depois mais tarde da decisão de ser encerrado.
Excertos do Livro Ansianenses Ilustres
«O sr Dr Domingos Botelho de Queiroz foi pela imprensa accusado de usurpar terrenos públicos e profanar sepulturas»Quando pretendeu murar a quinta com a estrada medieval a poente, por isso a Junta da Paroquia comprou a faixa de terra onde depois veio a construir a capela do cemitério.
«Em 1895 o padre José Rodrigues Portela relata «que a parte do dito terreno com que, ha annos, foi ampliado o cemitério, foi comprada pela Juncta da Parochia d'esta freguezia ao fallecido José Maria Pereira de Carvalho , que esse terreno é considerado profanado há mais de 40 annos.»
«Designação da propriedade - Um olival chamado O S. Lourenço. Antes tinha Foros e outros encargos . Foreiro em dois alqueires de azeite a Senhora da Conceição, computado em dois mil e trezentos e cincoenta réis.»
Nas actas da câmara dessa altura quanto a mim apenas ficou narrado o que quiseram deixar escrito para não chocar os demais, omitindo factos de testemunhos do passado, vivia-se um tempo de conflitos de ideias monárquicas e republicanas em que o " Dr Manuel Dias no Livro de Ilustres Ansianenses menciona o Visconde de Santiago da Guarda um correligionário ao se favorecer com bens na vila e presentear os amigos, em que o Dr Domingos de Queiroz também veio a adquirir muita terra dentro e fora da vila ( ainda hoje resta parte da quinta que adquiriu conhecida por quinta do Dr Faria, com limite a norte do cemitério, antes se chamou quinta da Maria Francisca, vinha da margem sul do Nabão) em modos e atitudes que inflamou alguns, nomeadamente um barbeiro que lhe instaurou uma ação judicial no Tribunal de Ansião que perdeu, sendo desterrado para Setúbal" .Está-se mesmo a ver a razão, naquele tempo como hoje fundamental para o ganho de uma ação judicial além das testemunhas abonatórias a defesa na barra do tribunal do advogado.
Adesão ao Partido Republicano em Ansião
Excerto http://viajandonotempo.blogs.sapo.pt/20338.html " (...) Tendo o cidadão Doutor Domingos Botelho de Queiróz pedido a
palavra e concedida disse, que saudava o partido Republicano Portuguez
pelo brilho com que tornou verdadeiramente livre a nossa Pátria fazendo
votos por que todos agora cooperem para seu progresso, como elle fará
com as poucas forças de que dispõe (...) três novas adesões ao Partido Republicano, de Abílio da Costa
Duarte, e dos médicos Domingos Botelho de Queirós e Alberto Simões da
Costa Rego. "
Conhecedor da precariedade das instalações do pobre Hospital da Misericórdia de Ansião onde daria consultas com o seu cunhado o Dr Alberto Lima, por ser muito antigo, sem as fulcrais condições no apoio à população enferma e doentes viandantes foram os grandes impulsionadores na construção ao Ribeiro da Vide de um Novo Hospital, tendo procedido à angariação de donativos.Logicamente que reside uma questão pertinente a razão de não ter sido aposta a utilização dos ternos da Misericórdia foram vendidos para realizar dinheiro...
Excerto de http://viajandonotempo.blogs.sapo.pt/20338.html"Tenha tomado a iniciativa do empreendedorismo (Hospital) no papel de Presidente, coadjuvado por outro médico Alberto Mendes Lima, seu cunhado, o Secretário da comissão, e António Narciso da Costa Leitão como Tesoureiro entre outros demais concidadãos conceituados da vila. "
Livro de Alberto Pimentel que esteve em Ansião em 1903
" No momento que vos escrevo, está-se construindo o Hospital da Misericórdia junto ao Ribeiro da Vide, sob a invocação a Nossa Senhora do Pranto."
O inicio das obras do novo Hospital da Misericórdia ao Alto do Ribeiro da Vide acontece entre 1902/3 .

O Padre José Eduardo Reis Coutinho no seu Livro de Ansião de 1986 " Segundo a noticia O Concelho de Ancião de 1 de janeiro de 1896, e por iniciativa do Dr Domingos Botelho de Queiroz, começou-se naquela ocasião a angariação de fundos para a construção de um hospital em Ansião, o que se conseguiu graças aos contributos de particulares e aos muitos auxílios recebidos que, ao declinar do séc XIX, já tinham concretizado tal aspiração.
Construiu-se ao Ribeiro da Vide, no alto de uma elevação natural do terreno, em local tranquilo e de puros ares de pinheiros, e desde logo contou com a assistência médica do seu fundador, o qual lhe prestou todo o cuidado e dedicação.Foi o Hospital da Misericórdia.
Outra obra que se deve à iniciativa do mesmo médico, e no sentido de responder a necessidades sanitárias da vila, foi a captação de águas numa mina no Carrascoso, da filtração natural das mesmas e da sua canalização para o depósito acastelado ao Cimo da Rua, de onde foram distribuídas para alguns fontanários, onde se podia ter água tratada e corrente."
E ainda a iluminação a gás por candeeiros de braço foi sua obra.
O jornal O Concelho de Ancião de 1 de janeiro de 1896 não apurou a noticia para dar ênfase à construção do hospital da Misericórdia quando este foi o segundo, a explicitar o tempo que se vivia sem dar o verdadeiro significado dos testemunhos do passado e assim mostra-se mais difícil com tanta omissão apurar o verdadeiro passado de Ansião.
Foto do Dr. Domingos Botelho de Queiroz
Retirada https://www.geni.com/people/Domingos-Botelho-de-Queiroz
Cortesia de Renato PazFoto de 1902 em dia da festa da Padroeira Nossa Senhora da Conceição de Ansião do espólio do seu bisavô dono da primeira Casa Santos de Manuel Freire dos Santos descendente de Florêncio Freire dos Santos, Governador do Concelho de Ansião e o seu bisavô ilustre Juiz de Paz, em tempo da Monarquia. Com descendência de judeus vindos de Espanha, cristãos novos vieram a adoptar nas gerações seguintes o ramo "Freire da Paz".
Até hoje sem se deslindar na foto a quem atribuir identificação à personagem distinta com porte e vestir abastado junto do irmão do seu bisavô com o estandarte na mão.Pesquisas sobre o passado aventam hipotéticos personagens para agora se fazer claro ser o Dr. Domingos Botelho de Queiroz no papel de mordomo da festa ou como irmão da Irmandade, além de prestigiado médico, um fervoroso motivador e angariador de donativos para a construção do novo Hospital da Misericórdia que estava a acontecer, na vila de Ansião?!

Rua Dr Domingos Botelho de Queiroz e m Ansião
Placas na toponímia
Em baixo a primitiva placa toponímica, nítida a falta de estética, sem cuidado na passagem dos cabos ...
A segunda placa mais recente foi aposta quando foi intervencionado ao Ribeiro da Vide o prédio de gaveto que foi do Sr. Zé André tendo sido retirado a placa antiga igual à primeira apresentada para terem feito duas novas estando a outra afixada na casa da D. Piedade Lopes.
Em baixo a primitiva placa toponímica, nítida a falta de estética, sem cuidado na passagem dos cabos ...
A segunda placa mais recente foi aposta quando foi intervencionado ao Ribeiro da Vide o prédio de gaveto que foi do Sr. Zé André tendo sido retirado a placa antiga igual à primeira apresentada para terem feito duas novas estando a outra afixada na casa da D. Piedade Lopes.
A expropriação amigável da quinta a cortando ficando uma parte remanescente a nascente que ficou designada por Canto - O canto da quinta inicial. A ligação da rua com o seu nome ao Canto, faz-se por serventia de pé direito . No meu tempo de criança contornava a casa da "Ti Albertina pau preto" passando-lhe pela frente, seguindo para poente a norte da casa da D. Piedade Lopes na direção do ribeiro (Vide) onde as mulheres lavavam a roupa.
Há anos o Sr. Diamantino Lopes na herança da esposa a nascente veio a abrir uma serventia de acesso para os cómodos herdados dos pais dela, como já havia no final da serventia onde moravam outros ascendentes.
De facto a quinta ao ser cortada, a nova rua veio proporcionar a venda de lotes para novas construções como a casa do Sr Casimiro Martins conhecido por " Casimiro do Canto" viria a ser comprada pelos meus tios António Freire da Paz e Maria da Luz. A casa da família "Lopes" a nascente da rua onde tinham um forno de cozer pão, uma das primeiras padarias no século XX na vila, antes foi no Bairro de Santo António, a primeira que se conhece. A a casa do "Ti Pau Preto", a casa a poente da rua a casa dos meus avós paternos e o lote da casa do Sr Diamantino Lopes. Em heranças a minha avó recebe um barracão a nascente da rua onde veio a ser construída a minha casa no gaveto com a nova serventia pública. A nascente do Canto nasceu o meu bisavô paterno Francisco Rodrigues Valente.
Entrada da serventia aberta pelo Sr Diamantino Lopes
Serventia de pé direito para o Canto
Entrada do quelho do Canto a nascente
Mostra-se larga para atrofiar depois da curva do casario antigo
Manhã de natal de 2017 com elementos da GNR a cavalo em patrulha
Aonde segue o antigo quelho do Canto a poente para o ribeiro, de pé direito entre as duas casas, a baixa da D. Piedade Lopes e a alta do seu filho Nécas.
Há anos o Sr. Diamantino Lopes na herança da esposa a nascente veio a abrir uma serventia de acesso para os cómodos herdados dos pais dela, como já havia no final da serventia onde moravam outros ascendentes.
De facto a quinta ao ser cortada, a nova rua veio proporcionar a venda de lotes para novas construções como a casa do Sr Casimiro Martins conhecido por " Casimiro do Canto" viria a ser comprada pelos meus tios António Freire da Paz e Maria da Luz. A casa da família "Lopes" a nascente da rua onde tinham um forno de cozer pão, uma das primeiras padarias no século XX na vila, antes foi no Bairro de Santo António, a primeira que se conhece. A a casa do "Ti Pau Preto", a casa a poente da rua a casa dos meus avós paternos e o lote da casa do Sr Diamantino Lopes. Em heranças a minha avó recebe um barracão a nascente da rua onde veio a ser construída a minha casa no gaveto com a nova serventia pública. A nascente do Canto nasceu o meu bisavô paterno Francisco Rodrigues Valente.
Entrada da serventia aberta pelo Sr Diamantino Lopes
Entrada do quelho do Canto a nascente
Mostra-se larga para atrofiar depois da curva do casario antigo
Manhã de natal de 2017 com elementos da GNR a cavalo em patrulha
Aonde segue o antigo quelho do Canto a poente para o ribeiro, de pé direito entre as duas casas, a baixa da D. Piedade Lopes e a alta do seu filho Nécas.
A filha primogénita do Dr. Domingos Botelho de Queiroz
Recebeu o mesmo nome da mãe-, Matilde Veiga Botelho viria a casar com o Dr. Adriano Augusto de Barros e Rego, de Chão de Couce, médico que aporta a Ansião por volta de 1908, sendo construída outra casa adoçada à dos sogros.
A foto abaixo mostra a diferença da casa primitiva mais baixa e a mais alta do Dr. Adriano Rego com a parede revestida a placas de ardósia.
O Dr. Domingos Botelho de Queiroz faleceu em 1920, os seus restos mortais repousam no jazigo de família no cemitério de Ansião que se encontra ao lado esquerdo da Capela, apesar na sua frontaria nada dizer. Junto encontra-se o jazigo do seu cunhado o Dr Alberto Lima, quanto a mim ali construídos em terreno que pertenceu à quinta que comprou, quando a mandou delimitar com um muro foram profanadas ossadas humanas que desencadeou revolta e o padre Portela na altura as mandou trasladar para dentro do cemitério, a Junta da Paróquia veio a adquirir ao mesmo a faixa de terreno a poente onde veio a construir a capela do cemitério e ao lado os jazigos, menção do litígio nas actas da câmara.
Parentesco ou não com o escritor Eça de Queiroz?
Eça de Queiroz finalizou o curso de direito em 1866 em Coimbra antes de Domingos Botelho de Queiroz ter iniciado medicina em 1870. Ou não o conheceria, simpatizaria ou não queria rivalizar estrelato.
Na verdade o apelido Queiroz não se revela no nome de nenhuma das filhas, a que foi dado o apelido"Botelho", naturalmente porque pretendia dar o apelido Queiroz a um rapaz que não teve, na minha opinião.
FONTES
Dois esquemas e informação de Henrique Dias amigo das Cinco Vilas, a quem agradeço a extrema amabilidade
https://digitalis-dsp.uc.pt/html/10316.2/22956/Preview.pdf
Livro Topografia Médica das Cinco Vilas e Arega do Dr. António Augusto Costa Simões
Livro a Extremadura Portuguesa de Alberto Pimentel
Parentesco ou não com o escritor Eça de Queiroz?
Eça de Queiroz finalizou o curso de direito em 1866 em Coimbra antes de Domingos Botelho de Queiroz ter iniciado medicina em 1870. Ou não o conheceria, simpatizaria ou não queria rivalizar estrelato.
Na verdade o apelido Queiroz não se revela no nome de nenhuma das filhas, a que foi dado o apelido"Botelho", naturalmente porque pretendia dar o apelido Queiroz a um rapaz que não teve, na minha opinião.
FONTES
Dois esquemas e informação de Henrique Dias amigo das Cinco Vilas, a quem agradeço a extrema amabilidade
https://digitalis-dsp.uc.pt/html/10316.2/22956/Preview.pdf
Livro Topografia Médica das Cinco Vilas e Arega do Dr. António Augusto Costa Simões
Livro a Extremadura Portuguesa de Alberto Pimentel
http://viajandonotempo.blogs.sapo.pt/20338.html
https://books.google.pt
http://geneall.net/pt/forum/2096/teixeira-de-castro-de-chao-de-couce/
Livro do Padre José Eduardo Reis Coutinho no seu Livro de Ansião de 1986
Livro Ansianenses Ilustres do Dr. Manuel Dias
http://geneall.net/pt/forum/2096/teixeira-de-castro-de-chao-de-couce/
Livro do Padre José Eduardo Reis Coutinho no seu Livro de Ansião de 1986
Livro Ansianenses Ilustres do Dr. Manuel Dias




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