O concelho de Ansião encontra-se inserido no planalto do Maciço de Sicó entre Condeixa a Alvaiázere, a rocha predominante é o calcário, frágil, fractura com facilidade com a erosão do vento, calor e chuva criando muitas fissuras por onde a água das chuvas se infiltra em algares, galerias e grutas, percorre uma múltipla rede subterrânea a várias cotas para sair, normalmente na bordadura dos maciços, através das exsurgências em Ansião nos Olhosd' Água, na Redinha o Anços e o Olho do Dueça .
O Vale Aquífero do Nabão, Sicó e Alvaiázere com o principal curso de água da ribeira de Ansião, tendo como afluentes os Ribeiros; Sancha, Fundo da Rua, Vide, Albarrol , da ribeira de Almoster, ribeira de Pussos, da ribeira da Barroca e ribeira do Tordo . Por sua vez vai condicionar a aridez e secura das terras. As chuvas no inverno engrossam os vários aquíferos freáticos entalados entre camadas mais ou menos impermeáveis (margas e calcários margosos), que originam pequenas nascentes que drenam a área circundante.A mais interessante será, a já conhecida - o Olho da Sancha e o seu alinhamento com as nascentes do lado norte do IC8, mas até agora nada nos indica qualquer ligação com a Gruta do Nabão, segundo Sérgio Medeiros .Aquilo que procuramos são mesmo cavidades que nos possam dar acesso à Gruta do Nabão em Ansião. A gruta tem sido explorada alguns metros pelo poço sul na direção do poente do Alqueidão no seguimento das Alminhas para o Casal S Bras encontram-se vários poços que tem água todo o ano, segundo o Rogério Nunes e dizem os antigos que tinham, conexão com a nascente do rio Nabão. Não sei se assim será pois não tenho conhecimentos técnicos ou empíricos que o possam confirmar. Toda esta zona conheço muito bem portanto podem fazer perguntas que por certo saberei responder.Parece estar explicada a gruta a partir dos Olhos d'Agua no seguimento do Alqueidão ao endireito de Manguinhas onde logo acima se encontra a lagoa cársica - a Lagoinha a uma cota superior - o povo diz que aqui a água rebenta primeiro que nos Olhos de Agua e sensivelmente para poente a um Km outra lagoa, a da Ameixieira e logo depois também a poente ao limite da Rua da Gatina com Barreiros (?) no Carrascoso, viveu uma família cujos filhos foram para Tomar, um dia vieram com um amigo, seria espeleólogo pelos conhecimentos que na altura afirmou dizendo que havia muita água ao limite sul da Rua da Gatina onde depois da rotunda se segue para sul por uma estrada estreita que dá seguimento para o Casal Viegas e Carrascoso, julgo se chama Barreiros onde existe uma vivenda de alguém julgo ligado à Adega Típica, se não me engano, para melhor situar. O tamanho da gruta do Nabão será este cujo lençol freático continua para sul pela lagoa cársica do Ribeirinho e depois aparece em Pousaflores no quintal do que foi sacristão com poço sempre com muita água e continua para a Chousa onde a minha prima fez um poço e se dizia pela quantidade de água era um veio que ia para o Agroal. Agora o que falta saber é se no perímetro agora traçado existe alguma buraca ou gruta como há na Sarzedela, para se poder explorar.
Lagoa da Lagoinha
A lagoa seca de verão, a rebentar aqui primeiro a água do que nos Olhos d'Água explica-se pelos diferentes lençóis freáticos .
O Vale Aquífero do Nabão, Sicó e Alvaiázere com o principal curso de água da ribeira de Ansião, tendo como afluentes os Ribeiros; Sancha, Fundo da Rua, Vide, Albarrol , da ribeira de Almoster, ribeira de Pussos, da ribeira da Barroca e ribeira do Tordo . Por sua vez vai condicionar a aridez e secura das terras. As chuvas no inverno engrossam os vários aquíferos freáticos entalados entre camadas mais ou menos impermeáveis (margas e calcários margosos), que originam pequenas nascentes que drenam a área circundante.A mais interessante será, a já conhecida - o Olho da Sancha e o seu alinhamento com as nascentes do lado norte do IC8, mas até agora nada nos indica qualquer ligação com a Gruta do Nabão, segundo Sérgio Medeiros .Aquilo que procuramos são mesmo cavidades que nos possam dar acesso à Gruta do Nabão em Ansião. A gruta tem sido explorada alguns metros pelo poço sul na direção do poente do Alqueidão no seguimento das Alminhas para o Casal S Bras encontram-se vários poços que tem água todo o ano, segundo o Rogério Nunes e dizem os antigos que tinham, conexão com a nascente do rio Nabão. Não sei se assim será pois não tenho conhecimentos técnicos ou empíricos que o possam confirmar. Toda esta zona conheço muito bem portanto podem fazer perguntas que por certo saberei responder.Parece estar explicada a gruta a partir dos Olhos d'Agua no seguimento do Alqueidão ao endireito de Manguinhas onde logo acima se encontra a lagoa cársica - a Lagoinha a uma cota superior - o povo diz que aqui a água rebenta primeiro que nos Olhos de Agua e sensivelmente para poente a um Km outra lagoa, a da Ameixieira e logo depois também a poente ao limite da Rua da Gatina com Barreiros (?) no Carrascoso, viveu uma família cujos filhos foram para Tomar, um dia vieram com um amigo, seria espeleólogo pelos conhecimentos que na altura afirmou dizendo que havia muita água ao limite sul da Rua da Gatina onde depois da rotunda se segue para sul por uma estrada estreita que dá seguimento para o Casal Viegas e Carrascoso, julgo se chama Barreiros onde existe uma vivenda de alguém julgo ligado à Adega Típica, se não me engano, para melhor situar. O tamanho da gruta do Nabão será este cujo lençol freático continua para sul pela lagoa cársica do Ribeirinho e depois aparece em Pousaflores no quintal do que foi sacristão com poço sempre com muita água e continua para a Chousa onde a minha prima fez um poço e se dizia pela quantidade de água era um veio que ia para o Agroal. Agora o que falta saber é se no perímetro agora traçado existe alguma buraca ou gruta como há na Sarzedela, para se poder explorar.
Certas condições locais, como a altitude, a maior
ou menor exposição aos ventos e mesmo à natureza do solo e da sua cobertura,
proporcionam a criação de microclimas, na
região do “canhão” do vale do Nabão.
Além das séries de vegetação do carvalho-cerquinho
(ArisaroQuerceto broteroi S.) e do sobreiro (Asparago aphylli-Querceto suberis
S.) e uma série mesomediterrânica
sub-húmida encimada por bosques de azinheiras instaladas em solos derivados
de calcários cársicos .E ainda o vale Garcia encravado entre a serra de Ucha e o Castelo na Serra do Mouro a estudar.
Lagoa da Lagoinha
A lagoa seca de verão, a rebentar aqui primeiro a água do que nos Olhos d'Água explica-se pelos diferentes lençóis freáticos .
A notícia retiradas das Memórias Paroquiais de 1747
Sobre a serra de Ansião, extraída do Dicionário Geográfico, do Padre Luís Cardoso Anciam - não sigo o português da altura (...) tem poucos rios, e nenhum deles perene, pois apenas nos arrabaldes da vilça de Ansião nasce um junto ao povo, sem nome próprio, no sítio de vale do Buyo, o qual rebenta por dois grandes olhos no principio do inverno, e corre até ao fim do mês de junho, tempo, pouco mais, ou menos em que seca.Os olhos são notáveis, e há neles dois grandes poços, e no fim de cada um uma grande concavidade por onde se entra dentro pelo tempo do verão, o qual se vai dividindo em várias concavidades mais pequenas, e se julga que pelo interior corre algum rio, o qual quando enche por aqui rebenta, e transborda, e corre por terra áspera, e fragosa: corre em grande abundância, e traz peixe. A água destes 2 poços forma, e dá corpo a Duas Ribeiras, que unidas em uma só, se vão meter no rio Nabão junto à vila de Tomar a meia légua de Ansião, onde chamam Poço Minchinho, rebenta outro olho de água, que no inverno brota como os mencionados, e se junta com esta ribeira. A água deste não seca totalmente; dos lugares por onde passa para a rega dos seus campos, de suas hortas, e pomares. (...)Tem uma famosa lapa, a que chamam o Algar da Agua, aberta num penhasco, muito espaçosa, e capaz de recolher dentro em si 500 homens.»
Topografia Médica das Cinco Vilas e Arega
A. Costa Simões de 1860
«A ribeira de Ansião, tendo o seu princípio na Fonte do Carvalho, perto da Lagarteira, e recebendo mais abaixo, coisa de meia légua, a copiosa nascente do Olho do Vale do Buio, passa ao norte da vila de Ansião; e depois de ter formado uma grande curvatura ao poente desta vila, corre de norte a sul até ao rio Zêzere perto da sua entrada no Tejo, tendo tomado os nomes de ribeira de Ansião, rio Seco, Arneiro, e ultimamente rio Nabão, bem conhecido quando passa na cidade de Tomar.»
«Pescam-se nesta ribeira o barbo, a boga e a enguia.»
O mesmo autor referencia afluentes desta ribeira de Ansião, os ribeiros de Albarrol, Sarzeda, Valinhos, Pessegueiro e Macieira e a partir do Agroal, já no concelho de Ourém, que a referida ribeira se torna um verdadeiro rio.
O Prof Salvador Dias Arnaut
Aborda no seu Livro Ladeia, Ladera o Vale de Buyo a sul da Ladeia, logo o identifiquei como sendo este onde nasce o Nabão. Também tentou encontrar uma nascente/fonte a poente de Ansião, algures perto do leito da ribeira referenciada em escritos antigos , enviando carta ao Prof Carlos Reis do Pessegueiro para confirmar a sua existência.E sim ele menciona a referida fonte sem se saber se é o que o povo chama Rio do Pessegueiro, Rio do Jardim, junto ao Outeiro da Sarzeda ou foi outra que entretanto tenha secado(?).
São vários os olhos, nascentes ou fontes que fazem parte do Sistema Aquífero Sicó-Alvaiázere
No meu tempo de adolescente conheci nos Olhos d'Água além dos olhos a rebentar na Eira e no poço da nascente outros, na margem norte mais abaixo, hoje soterrados com a estrada do IC8. Faz sentido dizer que a actividade ligada ao nascer e morte de olhos ou nascentes de fontes em ambiente cársico tem várias cotas e depende da invernia, se grande ou menor para a água emergir e vir a rebentar onde encontra fissuras na rocha, ao jus de chaminé de vulcão, no meu entender.
Aborda no seu Livro Ladeia, Ladera o Vale de Buyo a sul da Ladeia, logo o identifiquei como sendo este onde nasce o Nabão. Também tentou encontrar uma nascente/fonte a poente de Ansião, algures perto do leito da ribeira referenciada em escritos antigos , enviando carta ao Prof Carlos Reis do Pessegueiro para confirmar a sua existência.E sim ele menciona a referida fonte sem se saber se é o que o povo chama Rio do Pessegueiro, Rio do Jardim, junto ao Outeiro da Sarzeda ou foi outra que entretanto tenha secado(?).
São vários os olhos, nascentes ou fontes que fazem parte do Sistema Aquífero Sicó-Alvaiázere
No meu tempo de adolescente conheci nos Olhos d'Água além dos olhos a rebentar na Eira e no poço da nascente outros, na margem norte mais abaixo, hoje soterrados com a estrada do IC8. Faz sentido dizer que a actividade ligada ao nascer e morte de olhos ou nascentes de fontes em ambiente cársico tem várias cotas e depende da invernia, se grande ou menor para a água emergir e vir a rebentar onde encontra fissuras na rocha, ao jus de chaminé de vulcão, no meu entender.
Os poços das nascentes cársicas dos Olhos d'Água
Os primeiros poços de chafurdo com escadaria teriam sido feitos pelos romanos, a Fonte do Alvorge é disso prova onde fizeram uma torre para o proteger, tal era a importância da água, e há anos requalificado, num olhar atento ainda se vislumbram pedras romanas. O Vale Aquífero do Nabão por certo se e estende do Alvorge, Lagarteira, Ansião, Ameixieira , Pousaflores e Almoster, omde existiram poços de chafurdo, restruturados anos 60 em fontes em que o poço do Alvorge não foi exceção, o da Granja e o do Carvalhal em Santiago da Guarda, em Ansião a fonte da Bica nas Lameiras, sem se saber se houve um poço feito nos Olhos d'Agua, atendendo que em 1747 o padre Serra fala de dois Olhos de água, e um desses poços é o que se encontra acima da estrada a nascente e o poço da nascente é artificial, e se sabendo que tinha 12 metros, é provável que fosse feito pela mão humana, com escadaria, por isso as estórias de gente que nele entrou, agora não sei o sitio dele, talvez no leito do rio mais a poente onde foi o lagar?
Na maioria estes poços cársicos secam de verão, outros mantém corrente como o da Fontinha em Almoster e o poço Minchincho, na Fonte Carvalho, também não secava, se não usassem a água para as culturas no passado, nem o da Ameixieira.
Excerto das Noticias Doutor Bertolameu de Macedo Malheiro
Provedor da Comarca de Coimbra, remeteo á Academia Real da Historia Portugueza no anno de 1721« Noticia da Villa de Ancião da Comarca de Coimbra, a qual deu o Juiz Ordinario della Manoel Roiz, sobscripta, e assinada tambem por Manoel Godinho da Silva, Escrivão daquella Camera, e não tem data. A Villa de Ancião està situada em huma planicie baixa, que do lado direito, e esquerdo tem outeiros asperos, e fragozos de pedras com muitos carvalhos, olivais, e pinhaes. Hà no principio della huma ponte de pedra por onde passa de Inverno hum rio. Ao pè desta Villa nasce de huma penha huma famosa leuada de agoa com que moem huñs moinhos, e hum lagar de azeite que ficão junto ao seu nascimento. Quando rebenta a agoa da dita penha lança de si peixes, que consigo tras das entranhas da mesma penha, e ha tradição vaga, e antiquissima ser fabrica de Mouros; e pondose alguñs curiosos com os ouuidos ao pè daquella penha por onde rebenta a dita agoa dizem que ouvem correr hum rio, e muitos affirmão que se houuesse braço real para as despezas, se podia tirar a dita agoa, e dar com ella muito proveito aos povos para regarem suas fazendas» O excerto refere a penha onde rebenta a água, vulgo poço, feito por mouros, dava peixe e junto da sua nascente havia um lagar de azeite e moinhos de água em 1721. Contudo a contenda arquivada no Arquivo do Tombo de 1359 entre o Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra e os almocatés de Ansião no uso de colheres menores na medição da farinha dos moinhos de água, ficando a demasia a seu proveito, com isso mais ganho. Esta contenda veio a originar o rei D Pedro implantasse a Metrologia, o uso igual das medidas .
Diz ainda o padre Serra
«A água dos dois poços dava corpo a 2 ribeiras, unidas numa só iam meter no rio Nabão em Tomar.» Sendo o actual poço da nascente dos meados do século XX, onde era o outro poço ou penha? Sabendo que outro é o acima junto da estrada.
Depois do documentário sobre a prospecção ao poço sul , primitivo, houve uma sessão de perguntas e respostas onde um dos elementos intervenientes, Sérgio Medeiros falou da existência de outro poço com 12 metros. Avento que este poço é no local da eira onde se vê borbulhar a água e hoje com um amontoado de pedras, possivelmente das azenhas que ali haviam na minha perspectiva E sim, é este poço, o segundo, que o padre se referia pela altura foi possível naquele tempo o povo nele entrar, seria um poço de chafurdo em pedra com escadaria como o da Ameixieira, fazendo jus ao mencionado pelo Doutor Bertolameu de Macedo Malheiro (...) e ha tradição vaga, e antiquissima ser fabrica de Mouros».« O rio em Ansião começou por não ter nome próprio. Apenas Ribeira e assim o conheci. O vale chamava-se Vale do Buyo. Dava peixe que vinha das entranhas. »
Instala-se a questão curiosa se Vale do Buyo, neste vale do Nabão se perdeu se não foi adaptado ao actual Vale de Boi a norte, embora no passado as quintas por aqui tiveram gado bobino.
E sobre das entranhas vir peixe, qual a ligação a algares d rios produtores de peixe?
Outros olhos d' Água
Na linha de seguimento dos Olhos d'Água para poente, no costado para o Casal das Sousas, e acima do Casal de S Bras a Lagoinha, no Moinho das Moutas, rebenta com as chuvas o Olho da Sancha, formando um ribeiro que desagua no Nabão. Houve uma nascente, fonte que deu origem ao milagre na Fonte Santa, entretanto secou. Existe outra nascente que abasteceu o fontanário da Bica tinha um enorme tanque de chafurdo, podia ser romano (?), na beira da estrada romana/medieval, no caminho dos Barreiros às Lameiras, hoje soterrada pelo nó do IC8, ainda jorra água a nascente.Nas Laoas as nascenets ditaram a fonte de chafurdo da bica, na quinta da Bica e havia outra fonte destas na Constantina.No costado nascente da Escarramoa, hoje Cavadas, nasce com as chuvas o Olho da Boxa, alimenta um ribeiro que vai desaguar no Nabão.Antes dos Formigais num vale a caminho do Agroal, existe uma fonte antiga que estará na linha do lençol freático do Agroal, em dizer que o mesmo vem de norte possivelmente da serra de Alvaiázere.
Conclui-se desde sempre houveram nascentes a nascer e a morrer e outras ainda em vigor até hoje.
Nos Olhos d'água rebenta primeiro a água na chamada Eira , segundo Sérgio Medeiros « A própria galeria que origina a saída dos Olhos de Agua, a dita Eira, é um caos de blocos naturais sem evidência alguma de toque humano.» Portanto não é aqui, possivelmente seria mais abaixo no leito do rio na imediação do Moinho e do Lagar, onde nos anos 40 o Mestre de Lagar Ti Carlos Parolo o ter descido e dizer que ao fundo havia uma grande gruta que ia quase ao Fundo da Rua...Na verdade nessa zona na margem norte no meu tempo de estudante junto a uma nascente, hoje soterrada debaixo da estrada do IC8 , precisamente debaixo da curva haviam as últimas nascentes de "Olhos de água"
O padre refere-se em 1747 a dois poços no Vale do Buyo.
Actualmente existem nos Olhos D'Agua que eu saiba, apenas dois poços
Segundo Sérgio Medeiros ainda não se encontraram os documentos da extinta DGSU na Câmara de Ansião
Relativos à campanha nacional de aproveitamentos hidráulicos de nascentes cársicas, captações para consumo humano. Casos de Nabão, Tordo, Dueça, Liz, etc...
As nascentes cársicas foram reestruturadas em forma de poço redondo, a cimento, sílex e degraus em ferro, todos iguais, construídos de raiz, o dos Olhos D'Agua com 30 metros , a actual nascente do Nabão, Poço Minchinho, Ameixieira, Ribeiro da Vide , Poço da Fontinha, Poço do Olho do Tordo apenas com aberturas no muro do rebordo para a saída da água os que formam rios os outros fechados.Na Ameixieira, existe um poço de chafurdo e no seu tardo descobri que o Ribeirinho a sua água se infiltra em dizer ali existe um algara a uma cota superior .
Poço natural dos Olhos d'Agua em Ansião
Encontra-se acima da estrada a sul, ao lado da Renaul
Apresenta-se ao jus de poço redondo corroído pela erosão da água em milhões de anos, por isso é que o padre Serra em 1747 lhe chamou poço, por ser vertical, redondo , com 45 metros.
No final dos anos 60, uma empresa alemã, fez dentro do poço um furo para captação de água para abastecer a vila, só aconteceu em 1972, sendo na altura feito o rebordo e tampa.Nos anos 80 foi descontinuado o abastecimento deste poço por falta de água, passando a ser usada água da Ribeira d'Alge.
Mais um passo para a exploração sub-áquatica . Ontem, (23 de Novembro) mais uma grande exploração no Maciço Sicó, desta feita nos Olhos d’Água de Ansião (Gruta da Nascente do Rio Nabão).Pela primeira vez foi possível explorar a seco a galeria freática que desce até aos 80 metros de profundidade (falta confirmar desnível com topografia!).Esta galeria apenas tinha sido visitada apenas uma vez, pelo espeleo-mergulhador João Neves (SAGA) em 2005.Muita, muita lama, tipo manteiga e muitos metros de corda e cabo eléctrico sujos, mas valeu a pena!
Depois de eu partilhar a informação da falta de documentação da DGSU
Na Pagina do Grupo de Ansião Henrique Dias partilha um pequeno opúsculo editado pela SPE em 1964 com uma publicação póstuma do Eng. de minas Vasco Mendes de Sousa intitulada "Casos de aplicação da Espeleologia ao estudo de águas subterrâneas e a problemas de Engenharia".Ele era Chefe dos Serviços de Hidrologia da Direcção-Geral dos Serviços de Urbanização, e esta publicação é uma síntese da conferência publicada na Revista Técnica nº 323 de Dezembro de 1962.»
Pela leitura pensaram fazer uma barragem no Agrol
Afinal os vários poços de nascentes cársicas foram intervencionados entre 55 e 57, e não na década de 40. De facto em Ansião a casa dos meus pais foi a primeira a ter placa em cimento, feita em 57.
A minha resposta- a documentação que fala ter, engloba o Nabão de certeza, o Estado mandou-a elaborar, além disso eu que nem sabia da sua existência, percebi que o poço do Minchinho, Olhos dÁgua , Tordo e julgo Fontinha, andei à procura dele em Almoster, não o encontrei, seria outro caminho ao lado da fonte na direção do Vale da Couda, todos os poços foram feitos ou requalificados na mesma altura em cimento e sílex com degraus em ferro com a mesma abertura para saída de águas quando a cota soube ao máximo . Se conseguir encontrar essa documentação é uma meta fantástica para a equipa que fez a prospeção, mais avançar. Falaram ainda que os especialistas que estudam o meio, não gostam de ambientes cársicos, por se dividirem e subdividirem perdendo-se o rasto dos lençóis freáticos, sendo melhores os ambientes graníticos e de xisto.
Partilha de Henrique DiasAfinal os vários poços de nascentes cársicas foram intervencionados entre 55 e 57, e não na década de 40. De facto em Ansião a casa dos meus pais foi a primeira a ter placa em cimento, feita em 57.
Poço primitivo da Ameixieira
O padre Serra e 1747 fala destes poços fábrica de árabes, o seja mais antigo feito pelos romanos
O padre Serra e 1747 fala destes poços fábrica de árabes, o seja mais antigo feito pelos romanos
O poço artificial na Ameixieira anos 60
O poço do Ribeiro da Vide
Não sei se artificial ou se aqui já havia algum poço, a metros para poente existe outro poço da nascente da actual fonte de 1897.
Filme de 2019 da prospeção ao poço sul
O poço do Ribeiro da Vide
Não sei se artificial ou se aqui já havia algum poço, a metros para poente existe outro poço da nascente da actual fonte de 1897.
Filme de 2019 da prospeção ao poço sul
Fotos do Dr Leonel Morgado
As fotos que captei
Parte do Lençol da gruta e o poço com a tubagem ainda da captação de água
Gostei do documentário.O que me parece falou? Antes da apresentação devia ter sido feito um introdutório a explicar o que é o Vale aquífero do Nabão Sicó Alvaiázere. Afinal segundo o que foi dito, o Agrol é um rio que nada tem com o Nabão, apenas seu afluente.Não explicaram a razão do poço da Ameixieira estar a uma cota superior sempre com água. Continuo com dúvidas ao conceito de nascentes e lençóis freáticos em ambiente cársico . Não fiquei convencida do Nabão nascer em Ansião. Até porque o padre refere em 1747 o rio em Ansião não tem nome próprio, e assim no meu tempo de adolescente era chamado - Ribeira.O termo Nabão o conheci em Ansião numa pequena tabuleta na ponte do Marquinho, quando ali passava para estudar em Pombal.
O Agrol conheço desde sempre onde quase todos os anos vou a banhos.
O mesmo da cidade de Tomar onde durante a minha adolescência ia todos os anos à feira de Santa Iria com passeio de barco a remos pelo rio até ao dia a puxá-lo para o atracar fiquei sem uma unha...
Páscoa de 2019 em nova rota vinda do Suímo, o que encontrei?
Deparar com o rio seco, repleto de flores altas amarelas
Tinha sido uma semana de chuva, a sul sem pinga de água e a norte a partir daqui muita água junto a uma fila de poldras já descarriladas, em minutos a água atinge a cota máxima para de repente entrar pelo canal estreito da brecha da poldra descendo em pressa se inclinando para poente onde fui atrás dela evidenciando ser ali uma gruta onde desapareceu para se instalar a dúvida, afinal a água que passa em Tomar não é a do Nabão de Ansião, mas somente do afluente o Agroal -, então onde fica a água do Nabão? Será ali na imediação do Deserto, onde o Prof Salvador Dias Arnaut referenciou uma fonte, nascente, algures na imediação da gruta onde vi a água desaparecer para alimentar a ribeira de Abiul e,...
O rio vindo de norte antes das poldras
Açude
Olhos dÁgia junto a uma nascente hoje soterrada com o IC 8 com os meus colegas do Externato António Soares Barbosa no ano 1973 nos fizemos à foto junto a um "olhinho de água do Nabão"
Almoster - Maria Marques, Luís Costa
Gramatinha - Fernando Ribeiro Marques
Anacos - Fátima Simões
Mogadouro - Isabel
Pessegueiro -João Carlos
Casal de S.Bras - Silvestre
Ansião - Euzinha, Fátima Duarte, Alfredo Lourenço,Maria João Valente, José Carlos Simões
Lurdes Carvalho - Sarzedela
Pobral -Vitor
A razão de ser chamado Nabão?
O povo no meu tempo o imortalizava dizendo que o nome lhe advinha por começar a correr no tempo dos nabos...Mas por certo pode ter reminiscências ancestrais do tempo romano, que se perderam. No tempo dos romanos o rio chamou-se Nabanus. Na Idade Média o rio era conhecido por Tomar na cidade e Tomarel na parte superior. No século XII em documentação do Bispo de Lisboa D. Gilberto, referem-se a um "Portus de Thomar", na definição dos limites territoriais do Castelo de Cera - hoje Ceras, para poente e bem longe onde o Nabão seria navegável da foz até à imediação de Formigais. Hoje chama-se Porto Velho. Em 1542 o "Tombo dos Bens e Direitos da Mesa Mestral", com data de 6 de Maio, por Pedro Álvares, é perfeitamente claro relativamente a esta designação de rio Tomar, ainda em uso na época. O rio seria mais caudaloso.Amorim Rosa fala de registos históricos de grandes cheias em 1550, na segunda metade do século XVII, no final do século XVIII, em 1852 e em 1909.
Temática discutida na Pagina de Ansião em setembro de 2019 iniciada com Whild de Oliveira muito bem corroborada pelo Dr Bruno Martins e Fernanda Rosa Silva Mouro, a quem agradeço a partilha de mais informação, que acresce valor à crónica
«A história do nome do rio é uma homenagem à deusa Nabia ( romano), no entanto a deusa em questão não faz parte do panteão romano tampouco do Celta e sim há uma deusa Navia, que tem três aspectos, 1- a guerreira , 2- a senhora das águas, 3- a senhora da fertilidade. A época em que a deusa era celebrada é de abril a maio, próximo da primavera e suas folhagens e leguminosas que são colhidas neste período também recebem nome em homenagem a esta deusa, como nabo, nabiças.»
«O que me intriga é saber se houve algum culto pagão Celta desta deusa aqui nos arredores de Ansião, pois como se sabe o império romano absorveu muito da religiosidade do local conquistado.»
A questão que levanta pode ter fundamento sim. Em verdade o sul da Galiza veio a ser o começo de Portugal e tomou a forma que hoje tem com a reconquista de terras aos mouros , nesse pressuposto os povos que viviam na então Galiza - Celtas, Judeus Sefarditas , povo franco, entre outros, souberam aproveitar a única estrada que havia, romana, na ligação do norte ao sul, para se deslocarem e fixar na sua beira, com estalagens e tabernas, para dar de comida, bebida , alojamento e apoio na doença a toda a estirpe de viandantes desde o clero, nobreza, povo e malfeitores. A região de Ansião e circundantes por essa via romana a privilegiar também aqui aportaram povoadores vindos da Galiza, com nomes espanhóis, na minha investigação com origem judaica, povo franco e celtas- deles ainda hoje há genes no povo.Das tradições celtas persiste ainda o culto das Maias que se punham nos currais para proteger os animais e os espantalhos que se punham nas terras para terem boas sementeiras, no 1º de maio, o uso da gaita de foles, o folclore, o jogo do pau que se perdeu anos 30/40, o entrudo com as Sachas, as bruxarias e mezinhas entre outras.
Dr Bruno Martins « Aliás, disponibilizo-me para redigir de forma mais "interessante" com as referências históricas devidas (por via dos livros que tenho lido, tal não é o meu fascínio pela Ordem dos Templários e suas ligações ao físico, religioso, esotérico e místico) fundamentadas com textos e menções históricas : Disponha sempre que o entender! Toda a nossa região (Ansião e envolvente) é recheada de pequenas (grandes) curiosidades que passam despercebidas a (perdoem-me estes) 95% da população que aqui reside!(...) a origem deste nome vai muito além daquilo que aqui se tem escrito (mais ou menos verídico)!
O nome “Nabão” deriva de um evoluir histórico de largas centenas de anos! Existia uma pequena povoação pré-romana (quando aqui existia uma miscelânea de povos mais ou menos organizados) a sul de Tomar chamada de NABÂNCIA, cujo nome se atribuía a uma divindade feminina chamada de NABIA (havia sido assassinada de forma atroz e ganhou estatuto de deusa equiparável à Ísis)! A primeira referência a esta região enquanto povoação surge mais tarde pelo Rei visigótico VAMBA (687/688 d.c.) como Divisão de Wamba! A povoação praticamente vai desaparecendo (com os povos que por ali foram passando)! Muito mais tarde, em plena reconquista cristã por D. Afonso Henriques, e pelos préstimos da Ordem dos Templários na batalha que deu a conquistar Santarém, o Rei Afonso I doa o território de CERAS (região actual Tomar) aquela ordem pela mão do seu Mestre D. Fr Gualdim Pais! Mas tarde, este haveria de dar o nome daquele rio (Thamar, ou Thamas ou Thama) a Vila (Tomar) e ao rio, em memória e honra da povoação (Nabancia) haveria de lhe dar o nome de Naban (Nabão)! Isto ocorre porque a Ordem dos Templários venerava as divindades femininas que associa a Nossa Senhora e Virgem Maria!! Espero ter ajudado!
E portanto, este nome tem uma origem de vários séculos, antes até da presença romana (e não meia dúzia de anitos....)! Entretanto, apesar do povo dizer que é um rio seco...ele nunca o é! Atendendo a condição geomorfologica entre Ansião e zonas não carsicas mais a sul, o Rio leva sempre água mas encontra o seu caminho a vários metros de profundidade em galerias (grutas)...sempre com água! Apenas quando os lençóis freáticos estão sob pressão (por via de chuva) ele vem a superfície “rebentando” na sua 1a nascente - Olhos de Água (em Ansião». De facto uma maioria pensa que os olhos rebentam primeiro nos Olhos d'Água, e não sendo, onde rebentam Primeiro é na LAGOINHA, a uma cota superior.
Fernanda Rosa Silva Mouro
"Investigações arqueológicas concluíram que a designação romana de Tomar era Sélio e que Nabância se situava numa localidade mais a sul. Achados arqueológicos indicam que se tratava de uma vila romana e não uma povoação, como foi apresentada na tradição literária. (Almeida e Bello, 2007, p. 75)[1]
A primeira referência conhecida consta na "Divisão de Wamba", documento medieval, atribuído ao rei Vamba: "de Sala usque Navam, de Sena usque Muriellam".
"O seu nome parece estar relacionado com o Rio Nabão e com uma divindade pré-romana Nabia.""D. fr Gualdim País quem passa a chamar ao Rio de “Naban” em homenagem a essa figura...até aí o Rio chamava-se Thamar (ou Thama, entre outros nomes semelhantes)! Foi esse nome antigo do rio que originou o nome de Tomar"
Percurso do Rio Nabão
O rio Nabão tem um percurso da nascente à foz aproximado de 61 km.O algar em Ansião estende-se de nascente desde as Taliscas (Penela) onde nasce o rio Dueça , diz o povo que o lençol freático faz ligação com a nascente do rio Anços na Redinha, até se contam lendas de um rei mouro que roubou a água do Nabão para o Anços, enquanto a nascente do Nabão nos Olhos d'Água, segue orientação para sul, Lagoinha, poço de chafurdo árabe do Ribeirinho, vulgarmente chamado da Ameixieira , cujo lençol freático toma o caminho de Pousaflores, na baixa da vila há muita água nos furos e poços, segue não sei se o Olho da Boxa do outro lado da serr da Portela pertence ao mesmo lençol como do poço da Fontinha, em Almoster para nas Bouxinhas rebentar o o poço do Olho do Tordo.
A exsurgência dos Formigais e o Agroal, embora nascentes cársicas julgo ainda não se percebeu onde é o seu algar, se na serra de Alvaiázere ou...
O afluente do Nabão, o Agroal
A exsurgência dos Formigais e o Agroal, embora nascentes cársicas julgo ainda não se percebeu onde é o seu algar, se na serra de Alvaiázere ou...
Em abril de 2019 à procura do poço da Fontinha em Almoster
O maior afluente do Nabão sempre a brotar água de inverno e de verão, a rebentação ao limite do concelho de Ourém, o maior caudaloso afluente que banha a cidade de Tomar.Acredito que as gentes destas redondezas julguem que a nascente do rio Nabão seja no Agroal...mas não é!
Impacto no vale do Nabão com o terramoto de 1755
Memórias Paroquiais de Pelmá, Formigais e Penela
Retirei a explicação do brutal impacto que o terramoto de 1755 teve sobretudo no vale do Nabão, lamentavelmente não existem as Memórias de Ansião, perderam-se, seria interessante confrontar, por isso ao ler as Memórias de localidades a sul e a nascente «Referem os padres além do grande barulho no vale onde passa o rio rebentaram novas nascentes e algumas das fontes que haviam secaram, até o Agrol, as águas ficaram turvas, avermelhadas, demorando dias a ficarem claras» ...Para mim resulto do subsolo das Taliscas da mistura de barro vermelho visível nas suas grutas a mescla de pedra branca calcária salpicada de vermelho com a escorrência das chuvas numa zona de separação do maciço calcário com o xisto, havendo uma zona intermédia de barro grosso, em alguns locais existem lajes, como na zona do Portelinho, na Mouta Redonda, em Pousaflores, dando no passado origem a várias fábricas de telha na região no Avelar, Pontão, Almofala e Maças de D Maria. Mas também no Pessegueiro, Ansião há um filão que abasteceu uma fabriqueta de tijolo burro e telha Marselha e de canudo.
O padre Cura Manoel Caetano de Carvalho da Torre de Val de Todos na sua carta de 7 de maio de 1756 (...)« pessoa de crédito desta Freguesia me dice, que no dia de Todos os Sanctos primeyro de novembro, passando defronte de hum piqueno lago de agoa, que está nos confins da mesma Freguesia, pouco dipois do Terremoto, observara, que a agoa daquelle lago sahira da sua costumada ubicação por espaço de dezouto péz, cujo espaço medira, e delle deyxara signal a agoa no ambito, que humedecera.»
O Padre de Penela « Alguns dias antes do dito dia 1.º de Novembro estando o ceo sereno, e sem nuvens se escurecia o Sol, e quando se queria pôr se vião do Poente para o Sul humas fayxas de nuvens muito emcarnadas, que depois de posto se fazião pardas. Tremeo a terra na manha do dito dia 1.º de Novembro e ouve mais sinais, a que se seguio o grande Terremoto das nove horas athe hum coarto, digo das 9. horas, e hum 4.º da manhaã athe as nove, e meya, o qual duraria outo, athe nove minutos percebendo sse por algumas pessoas hum insollito cheyro, que suprendia a respiração. Foy o Terremoto do dito dia de tres modos: pulsatorio, tremor, e inclinação. Foy pulsatorio porque se percebia levantar se a terra, e descer. Foy tremor subsecuto ao moto pulsatorio porque claramente se vião tremer os templos e edeficios, e logo a este instantaneamente se seguio o moto de inclinação, em que a terra deo o primeiro, e mais forte balanso para o Poente(...) Turbarão-se as agoas das fontes sahindo humas brancas e outras vermelhas. No lugar do Pastor, freguezia, e termo desta villa, em terra aonde nunca ouve sinal de agoa rebentarão dous olhos della negra, como agoa de polvora, e o barro que dellas se tirava hera da mesma cor, e no mesmo lugar, aonde nascião se tornavão a sumergir: e observando com huma vara o fundo do ducto della se não achava firmeza. Em outros sitios se achavão as fontes com o nascimento mudado do lugar bayxo para o alto, e com mais abundancia, e caudalloza corrente; outras fontes secarão; encherão alguns regatos mais; a agoa dos poços, e sisternas ondiava com força tanta, que em altura grande parecia querer sahir pellas bocas dos mesmos. Dous annos antes do Terremoto nas vizinhanças do lugar chamado Povoa de Pegas freguezia do Zambujal termo da Cidade de Coimbra se abrio huma boca na terra de altura de mais de sincoenta braças em cuia profundidade se via grande altura de agoas»
Memórias Paroquiais de Pelmá, Formigais e Penela
Retirei a explicação do brutal impacto que o terramoto de 1755 teve sobretudo no vale do Nabão, lamentavelmente não existem as Memórias de Ansião, perderam-se, seria interessante confrontar, por isso ao ler as Memórias de localidades a sul e a nascente «Referem os padres além do grande barulho no vale onde passa o rio rebentaram novas nascentes e algumas das fontes que haviam secaram, até o Agrol, as águas ficaram turvas, avermelhadas, demorando dias a ficarem claras» ...Para mim resulto do subsolo das Taliscas da mistura de barro vermelho visível nas suas grutas a mescla de pedra branca calcária salpicada de vermelho com a escorrência das chuvas numa zona de separação do maciço calcário com o xisto, havendo uma zona intermédia de barro grosso, em alguns locais existem lajes, como na zona do Portelinho, na Mouta Redonda, em Pousaflores, dando no passado origem a várias fábricas de telha na região no Avelar, Pontão, Almofala e Maças de D Maria. Mas também no Pessegueiro, Ansião há um filão que abasteceu uma fabriqueta de tijolo burro e telha Marselha e de canudo.
O padre Cura Manoel Caetano de Carvalho da Torre de Val de Todos na sua carta de 7 de maio de 1756 (...)« pessoa de crédito desta Freguesia me dice, que no dia de Todos os Sanctos primeyro de novembro, passando defronte de hum piqueno lago de agoa, que está nos confins da mesma Freguesia, pouco dipois do Terremoto, observara, que a agoa daquelle lago sahira da sua costumada ubicação por espaço de dezouto péz, cujo espaço medira, e delle deyxara signal a agoa no ambito, que humedecera.»
O Padre de Penela « Alguns dias antes do dito dia 1.º de Novembro estando o ceo sereno, e sem nuvens se escurecia o Sol, e quando se queria pôr se vião do Poente para o Sul humas fayxas de nuvens muito emcarnadas, que depois de posto se fazião pardas. Tremeo a terra na manha do dito dia 1.º de Novembro e ouve mais sinais, a que se seguio o grande Terremoto das nove horas athe hum coarto, digo das 9. horas, e hum 4.º da manhaã athe as nove, e meya, o qual duraria outo, athe nove minutos percebendo sse por algumas pessoas hum insollito cheyro, que suprendia a respiração. Foy o Terremoto do dito dia de tres modos: pulsatorio, tremor, e inclinação. Foy pulsatorio porque se percebia levantar se a terra, e descer. Foy tremor subsecuto ao moto pulsatorio porque claramente se vião tremer os templos e edeficios, e logo a este instantaneamente se seguio o moto de inclinação, em que a terra deo o primeiro, e mais forte balanso para o Poente(...) Turbarão-se as agoas das fontes sahindo humas brancas e outras vermelhas. No lugar do Pastor, freguezia, e termo desta villa, em terra aonde nunca ouve sinal de agoa rebentarão dous olhos della negra, como agoa de polvora, e o barro que dellas se tirava hera da mesma cor, e no mesmo lugar, aonde nascião se tornavão a sumergir: e observando com huma vara o fundo do ducto della se não achava firmeza. Em outros sitios se achavão as fontes com o nascimento mudado do lugar bayxo para o alto, e com mais abundancia, e caudalloza corrente; outras fontes secarão; encherão alguns regatos mais; a agoa dos poços, e sisternas ondiava com força tanta, que em altura grande parecia querer sahir pellas bocas dos mesmos. Dous annos antes do Terremoto nas vizinhanças do lugar chamado Povoa de Pegas freguezia do Zambujal termo da Cidade de Coimbra se abrio huma boca na terra de altura de mais de sincoenta braças em cuia profundidade se via grande altura de agoas»
O antes e o depois da nascente artificial dos Olhos d Água e sua requalificação
Fotos do álbum da Genealogia das Cinco Vilas de Henrique Dias
Pouca profundidade
O poço artificial aberto entre os anos 55/57 em cimento e silex com escadaria, por isso os estudantes alguns se atreveram a entrar e dizer que no fundo havia erva...com o fundo cheio de lixo...
Ponte em pedra
Euzinha com o meu marido anos 90

Ponte de pedra e a eira
Euzinha com a minha filha
Na década de 90 numa tarde de Natal, a forte chuvada deu mote de ir ver águas no Nabão, ainda havia a ponte em pedra, a eira, muros de pedra seca e claro muita água, a destoar as grandes massas de pedregulhos que as obras do IC 8 deixaram ficar na paisagem...

Foto de 1970 da coleção de Américo Antunes do Nabão ao Porto Largo

Requalificação do poço da nascente do Nabão
Obras da requalificação
A requalificação foi de mal a pior...sem qualquer preservação dos testemunhos de pedra do passado, embora requalificados em pedra, sem estética, nem encanto, perdendo a graça do que foi , sobretudo o bucolismo!
O moinho grande em pedra o último moleiro o Sr Eduardo Dias, podia ter sido revitalizado, era imponente com cave e r/c todo em pedra, onde se entrava e era só pó de farinha com as Mós - a de cima e a de baixo, a rodar, foi uma perda de um marco histórico do que foi esta actividade em Ansião, por fatal desconhecimento cultural . Podiam ter feito melhor? Podiam!
Ter a ousadia de manter a eira redonda , a ponte de pedra , as levadas ou ribeiros pequenos dos munhos abertos à força de mãos!
Fotos do álbum da Genealogia das Cinco Vilas de Henrique Dias
Pouca profundidade
O poço artificial aberto entre os anos 55/57 em cimento e silex com escadaria, por isso os estudantes alguns se atreveram a entrar e dizer que no fundo havia erva...com o fundo cheio de lixo...
Ponte em pedra
Euzinha com o meu marido anos 90

Ponte de pedra e a eira
Euzinha com a minha filha
Na década de 90 numa tarde de Natal, a forte chuvada deu mote de ir ver águas no Nabão, ainda havia a ponte em pedra, a eira, muros de pedra seca e claro muita água, a destoar as grandes massas de pedregulhos que as obras do IC 8 deixaram ficar na paisagem...

Foto de 1970 da coleção de Américo Antunes do Nabão ao Porto Largo
A mulher que lava roupa no rio é do Casal.

Requalificação do poço da nascente do Nabão
Obras da requalificação
A requalificação foi de mal a pior...sem qualquer preservação dos testemunhos de pedra do passado, embora requalificados em pedra, sem estética, nem encanto, perdendo a graça do que foi , sobretudo o bucolismo!
O moinho grande em pedra o último moleiro o Sr Eduardo Dias, podia ter sido revitalizado, era imponente com cave e r/c todo em pedra, onde se entrava e era só pó de farinha com as Mós - a de cima e a de baixo, a rodar, foi uma perda de um marco histórico do que foi esta actividade em Ansião, por fatal desconhecimento cultural . Podiam ter feito melhor? Podiam!
Ter a ousadia de manter a eira redonda , a ponte de pedra , as levadas ou ribeiros pequenos dos munhos abertos à força de mãos!
A razão de não se ter aproveitado a largura do términos da barreira em borracha para uma piscina? Falhou o bombeamento de água do poço sul para manter espelhos de água circulante em tempo de secura onde no verão em Ansião é abrasador!
O espaço enriquecia de gente nos dias tórridos de calor, a fazer lembrar tempos idos que eu e a minha irmã tomávamos banho mais abaixo junto às Lameiras por entre agriões amarelados escondidas entre os verdes e espigados milheirais das fazendas de extrema com a ribeira, assim por aqui era chamada - e jamais rio, tão pouco Nabão!
A requalificação com investimento e apoio comunitário em todo o país vingado e aqui falhado!
Poço artificial da nascente actual dos Olhos d'Água
O espaço enriquecia de gente nos dias tórridos de calor, a fazer lembrar tempos idos que eu e a minha irmã tomávamos banho mais abaixo junto às Lameiras por entre agriões amarelados escondidas entre os verdes e espigados milheirais das fazendas de extrema com a ribeira, assim por aqui era chamada - e jamais rio, tão pouco Nabão!
A requalificação com investimento e apoio comunitário em todo o país vingado e aqui falhado!
Onde está a água no verão? Há que a bombear!
Queria água, muita água em Ansião no verão para chafurdar!
Eira atual
Vocábulos com origem árabe a perdurar em Montalegre e Arouca trazidas por povoadores do norte para aqui que ainda persistem os testemunhos, as palavras é que se perderam!
As pedras de passagem de uma para outra margem de um ribeiro ou rio tem o nome de Poldra
Poldras
Nome que se dá á fila de pedras para atravessar o Nabão, derivam de Alpoldra, alpondra imagem sugerida pelo saltitar de pedra em pedra.Ainda muito caracteristicas no leito do rio.
O novo leito do Nabão
Actividades comerciais de antanho
Pese a condição de falta de água no verão este rio teve forte actividade de moendas- moinhos ou azenhas de água e lagares de azeite. Na centúria de 600 instalou-se uma saboaria que fechou por queixa dos foreiros ao mosteiro, a quantidade de carvalhos queimados havia menos lande para alimentar os porcos, mais tarde houve pisões para prensar a lã para a tecelagem.
Hoje ainda existem ruínas das azenhas e ribeiros artificiais abertos à força de mãos que canalizavam a água da ribeira principal , elevada por açudes, passava pelo rodízio da moenda para voltar de novo à ribeira.Jamais alguém abordou esta temática que explorei .
A nostálgica saudade dos Olhos de Água da minha meninice do idílico fugir da água de mansinho pela porta aberta da eira na visita anual em dia do entrudo onde ia em desfile da minha máscara carnavalesca até ao dia ao abaixar-me a picada num grande cato rasteiro tipo estrela...a beleza do desfile das águas em viagem por entre pedras grandes e pequenas, com muita espuma em cascatas brancas, em verdadeira melodia sinuosa e delicada, abismal o encanto e sedução!
Hoje ainda existem ruínas das azenhas e ribeiros artificiais abertos à força de mãos que canalizavam a água da ribeira principal , elevada por açudes, passava pelo rodízio da moenda para voltar de novo à ribeira.Jamais alguém abordou esta temática que explorei .
A nostálgica saudade dos Olhos de Água da minha meninice do idílico fugir da água de mansinho pela porta aberta da eira na visita anual em dia do entrudo onde ia em desfile da minha máscara carnavalesca até ao dia ao abaixar-me a picada num grande cato rasteiro tipo estrela...a beleza do desfile das águas em viagem por entre pedras grandes e pequenas, com muita espuma em cascatas brancas, em verdadeira melodia sinuosa e delicada, abismal o encanto e sedução!
Entrar no caminho do moinho na beira do frondoso eucalipto para ver grãos de milho a saltar da mó e dos taleigos enfarinhados dos fregueses entregues à porta de casa pelo moleiro Ti Eduardo Dias na companhia da sua carroça puxada pela mula - do alambique, o cheiro da aguardente a sair por tubinhos a escaldar, e no brasido as batatas roliças espetadas num arame em roda , da linda ponte debruada a grandes lajes, da eira repleta de agriões floridos , desde sempre ouvi falar da apanha de agriões na ribeira do Nabão, assim no meu tempo de infância se chamava, a Fátima Duarte do Moinho das Moutas os apanhava, mas não são agriões, antes ranúnculos aquáticos, de nome científico Ranunculus peltatus. Mantos floridos de branco como se fossem tapetes... Lembrança bucólica dos munhos, azenhas minúsculas serpenteadas ao longo de ribeiros estreitos, as levadas ou ribeiro do munho, ladeados por muros de pedra seca e no curso principal o moinho com uma enorme roda de madeira para a elevação da água, tradicional neste rio até Tomar. Na requalificação foi colocada uma réplica da roda de alcatruzes debalde não funciona...e o restaurante parece fechou...Tristeza!
Antigo o Lagar de Azeite que trabalhava com a força da água e depois com a falta desta foi apetrechado com a energia elétrica. E o alambique onde cheguei a ir com o meu pai e dei conta da labuta.E a roda de alcatruzes sedutora!
Tão entusiamada com tamanha beleza e magia deixava o local de coração cheio!
Ponte da Cal em Ansião
As águas foram exploradas neste rio Nabão desde o tempo dos romanos. No século XX ainda existia um tanque de chafurdo nas Lameiras, a poucos metros da margem norte da ribeira, cujo lençol cársico aflora em vários sítios nascentes, onde ainda se mantém a alimentar canavial. Tenha sido a razão da Ponte da Cal construída em 1648 ter debaixo de um dos arcos dois tanques para chafurdo - um para homens e outro para mulheres e dentro deste um muito estreito que atribuo ser para crianças.
As águas dos algares cársicos, contém as mesmas propriedades químicas, mostram-se boas para doenças de pele. Em tempo de forte beatificação e analfabetismo com a herança romana dos banhos continuada pelos judeus até serem proibidas porque eram considerados indecorosos por aliciar a práticas sexuais.Em Ansião deram origem ao Banho Santo, as pessoas banhavam-se e curavam doenças de pele.Na verdde era o banho anual, se trabalhavam tanto nas sementeiras e colheitas, suavam sem hábitos de higiene, este ritual teve o seu apogeu com a festa popular a S Pedro e Rainha Santa Isabel, onde todos se banhavam e livraram de lêndeas, pulgas e claro a pele ficava mais limpa. Em anos de seca e falta de água no rio enchiam os tanques com pipas de água para os banhos.
Nem a propósito, uma estória verdadeira dos últimos banhos santos em Ansião
O meu tio Alberto Lucas era enfermo com uma doença de pele, foi pela sua mãe,minha avó tratado com as águas do rio Nabão em Ansião nos tanques que existem na década de 30.
O ritual e tradição do Banho Santo perdeu-se em Ansião. Desconheço como as águas no Agrol foram descobertas, se fazem parte do Aquilégio medicinal mandado fazer por D João V. Recordo o caminho terrível para se chegar ao Agroal, dos matraquilhos e do Galfúrria, um homem de aspecto grego, vestido de negro, dono da taberna, alugava os fatos de banho que tinha em cestos de ferro, descia-se por uma escada para se entrar por uma porta no buraco de água fria, também haviam banhos quentes .As propriedades das águas químicas são as mesmas, recomendadas para a cura de mazelas de pele, equezemas e outras moléstias da pele.
Em Ansião a lenda da Rainha Santa Isabel
«(...) se apeava da sua liteira para beber água fresca e banhar os pés e ainda dar esmola a um Ancião - Pois é lenda! A Rainha faleceu no inicio da centúria de 300, este troço romano esteve desativado até depois de 1593 com a deslocação do burgo de poente para nascente vindo em 1648 a ser construída a ponte, e reutilizado na minha teoria. Onde foi provável a Rainha ter passado foi mais abaixo. Nas Lagoas a via romana teve duas derivações- uma para poente pelas Lameiras na beira da estrada real havia um grande tanque lajeado com dois degraus em volta e na esquerda um chafariz que se chamava Bica - local onde o comodismo seria de longe melhor naquele tempo do que na ribeira...
As águas dos algares cársicos, contém as mesmas propriedades químicas, mostram-se boas para doenças de pele. Em tempo de forte beatificação e analfabetismo com a herança romana dos banhos continuada pelos judeus até serem proibidas porque eram considerados indecorosos por aliciar a práticas sexuais.Em Ansião deram origem ao Banho Santo, as pessoas banhavam-se e curavam doenças de pele.Na verdde era o banho anual, se trabalhavam tanto nas sementeiras e colheitas, suavam sem hábitos de higiene, este ritual teve o seu apogeu com a festa popular a S Pedro e Rainha Santa Isabel, onde todos se banhavam e livraram de lêndeas, pulgas e claro a pele ficava mais limpa. Em anos de seca e falta de água no rio enchiam os tanques com pipas de água para os banhos.
Nem a propósito, uma estória verdadeira dos últimos banhos santos em Ansião
O meu tio Alberto Lucas era enfermo com uma doença de pele, foi pela sua mãe,minha avó tratado com as águas do rio Nabão em Ansião nos tanques que existem na década de 30.
O ritual e tradição do Banho Santo perdeu-se em Ansião. Desconheço como as águas no Agrol foram descobertas, se fazem parte do Aquilégio medicinal mandado fazer por D João V. Recordo o caminho terrível para se chegar ao Agroal, dos matraquilhos e do Galfúrria, um homem de aspecto grego, vestido de negro, dono da taberna, alugava os fatos de banho que tinha em cestos de ferro, descia-se por uma escada para se entrar por uma porta no buraco de água fria, também haviam banhos quentes .As propriedades das águas químicas são as mesmas, recomendadas para a cura de mazelas de pele, equezemas e outras moléstias da pele.
Em Ansião a lenda da Rainha Santa Isabel
«(...) se apeava da sua liteira para beber água fresca e banhar os pés e ainda dar esmola a um Ancião - Pois é lenda! A Rainha faleceu no inicio da centúria de 300, este troço romano esteve desativado até depois de 1593 com a deslocação do burgo de poente para nascente vindo em 1648 a ser construída a ponte, e reutilizado na minha teoria. Onde foi provável a Rainha ter passado foi mais abaixo. Nas Lagoas a via romana teve duas derivações- uma para poente pelas Lameiras na beira da estrada real havia um grande tanque lajeado com dois degraus em volta e na esquerda um chafariz que se chamava Bica - local onde o comodismo seria de longe melhor naquele tempo do que na ribeira...
Foz da Ribeira do Açor no Nabão
Em Aljazede com a invernia as águas juntam-se e forma uma ribeira que passa pela Lagoa do Pito, Poço do Minchinho, Fonte Carvalho, Ribeira do Açor, Constantina, Alem da Ponte e foz no Nabão.
Segundo a minha amiga Silvina Gomes da Ribeira do Açor existe o poço, muito importante para a população de Ribeira do Açor e arredores que se chama poço Sobral, existiu aberto até mais ou menos 1965, era desse poço que as pessoas bebiam água pura, todo ano onde fui muitas vezes lá buscar água, com uma cantarinha de barro e os chamados barris de barro, que os trabalhadores do campo levavam para beber durante o dia, esse poço foi coberto pela câmara de Ansião depois de colocado uma bomba para tirar água com uma puxada para um fontaario na beira da estrada na Ribeira do Açor, onde a população mais próxima se abastecia, é de referir quem trabalhou a pedra desse fontanário,foi o meu querido Pai, hoje esse fontanário está desprezado,deixou de deitar água, já fizemos uma informação a esse respeito à câmara de Ansião, que respondeu que iam tratar do assunto, há um mês atrás estive lá, infelizmente estava tudo igual, sinto uma certa mágoa, quando vejo o desprezo das pessoas, por aquilo que os que partiram tanto se sacrificaram, para deixar o seu legado bonito!
Não sei onde o meu Pai foi buscar a referida pedra do fontanário,mas lembro- me muito bem de o ver a trabalhar a pedra na entrada do nosso quintal, fez por sua conta e risco , com muito prazer, não recebeu nada pelo trabalho, é de referir que na altura a câmara de Ansião só autorizou a colocação da pedra com a inscrição feita pelo meu Pai, que diz , câmara de Ansião- O meu pai trabalhou muitos anos em mármore, numa empresa de mármores em Porto de Mós, empresa essa que forneceu atualmente a campa da sua sepultura, também aproveito para dizer que o meu Pai antes de ir trabalhar para essa empresa andou a trabalhar a pedra dos marcos que marcavam os kilometros nas estradas.
Rio Nabão num adeus sereno na Igreja Velha
O fim da Requalificação do Nabão,o Parque Verde com parque de merendas. Falta alguma manutenção, debaixo da ponte de acesso ao nó do IC 8 encontra-se uma mesa do parque de merendas que já lá se encontra há anos...e continua, em 2019.












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