A Ponte da Cal em Ansião
No Séc. XX enegrecida sem vida, para rejubilar com a chegada da primavera de copa amarelo canário a fausta mimosa na frente da casa do Sr. Albertino, sem pedir licença se vestia resplandecente em cenário estonteante o brutal contraste, ao jus do meu regalo a enaltecer o olhar!
No Séc. XX enegrecida sem vida, para rejubilar com a chegada da primavera de copa amarelo canário a fausta mimosa na frente da casa do Sr. Albertino, sem pedir licença se vestia resplandecente em cenário estonteante o brutal contraste, ao jus do meu regalo a enaltecer o olhar!
A travessia do Nabão em Ansião
Sobre a datação do monumento histórico da Ponte da Cal em Ansião o Padre José Eduardo Reis Coutinho escreveu no seu Livro de 1986 « A ligar as duas margens do rio Nabão e no seguimento do troço viário, então reaproveitado (?) das Lagoas para o centro da vila, passando junto a edificações novas,em finais do séc. XVII foi construída a Ponte da Cal, de alvenaria, com dois arcos em cantaria siglada, sendo o do norte dividido por um estreito passeio que, ao centro, delimitado por dois tanques de banhos:um para homens, outro para mulheres, e este, com uma pia mais funda,onde, segundo a tradição lendária, a Rainha Santa Isabel banhou os pés». Até hoje sem mais historiadores e investigadores a se debruçar nesta temática o que se estranha, se atender ao seu valor patrimonial, a saber dos mais antigos que existem em Ansião; a porta ogival gótica no tardoz da Misericórdia a reportar ao séc. XII ou anterior, o Pelourinho de atribuição de Foral em 1514, a Igreja Matriz de 1593, a Casa e Albergaria da Misericórdia de 1652, a Igreja da Misericórdia ampliada em 1702, Padrão ao Senhor de Ansião Luís de Menezes em 1868 e a Ponte da Cal data de 1648 no total de sete testemunhos ainda vivos na vila de Ansião a merecer estudo, preservação e autenticação!
O governo do Rei Filipe IV de Espanha, III de Portugal
O governo do Rei Filipe IV de Espanha, III de Portugal
O seu governo durou até 1665 assumindo papel determinante o Compromisso da União Ibérica no melhoramento e rasgo de novas estradas e pontes. No verão a região de Sicó revela caudais quer no rio dos Mouros quer no Nabão de secura extrema. Desde miúda ouvia falar dum Rei filipino ter passado na Constantina...Apenas descobri uma viagem de Filipe III de Portugal a passar por Tomar na grande probabilidade da sua passagem por a Constantina, na ligação de Coimbra a Tomar por estradas romanas recalcadas com troços medievais e outros novos no uso cumulativo dos leitos secos ou com pouca água dos rios Mouros e Ribeira da Mata na lagarteira e o Nabão fosse a pé, cavalo, coches e carroças para o ser totalmente impossível no inverno pela fartura de águas a determinar a urgência da construção de uma Ponte na Fonte Coberta adjudicada em 1637 para outra a sul, a Ponte de Ansião mais conhecida por Ponte da Cal e outras na mesma centúria de 600 na região de Coimbra.
Solicitei parecer sobre a sua estada na Confraria da Constantina ao Padre Manuel Ventura Pinho que falou com o Ilídio Valente para confirmar a veracidade do que pensava « Sei que o alvará régio foi assinado pelo rei Filipe III de Portugal, IV de Espanha em Lisboa em 30 de Outubro 1624 no entanto não tenho conhecimento documental da sua vinda à Constantina.»
Mestre de Obras José da Fonseca
Natural de Ansião autor da Ponte na Fonte Coberta.
Investiguei o seu nome nos Livros de Óbitos e Casamentos desde 1578 a finais da centúria de 600 onde não encontrei este apelido em ninguém, pese embora seja difícil a sua análise por quem não domine a ortografia da época com uso e abuso de palavras reduzidas em caligrafias de vários padres, um verdadeiro desafio nem mesmo à lupa se mostrar trabalho demorado e exaustivo, apesar deste apelido ainda se manter vivo em Ansião, acabando por declinar a minha teoria em lhe atribuir o cunho da obra da Ponte da Cal para em melhor racionalização voltar o ano passado em caminhada até Além da Ponte para mais uma vez olhar mais de perto a graciosa e emblemática Ponte da Cal com os seus airosos bancos, os arcos esculpidos aqui e além com algarismos, os tanques lajeados de chafurdo cujos rebordos apresentam furos de encaixe a frágeis tabuados na proteção dos banhos em maior privacidade, a pia comprida atribuída erradamente à Rainha Santa Isabel, o seria para crianças, pormenores a não passarem despercebidos ao meu olhar atento, curioso e peculiar enxergados em bela manhã a ditar jamais outros lhe deram a mesma atenção, tão pouco alencar a razão da sua construção naquele local.A falta de prova documental esteja interligada ao incêndio no Tribunal em 1937 fatal para livros e demais documentação pelo que pouco mais me restava senão especular aflorando dados credíveis, pese embora sem prova documental vaticinei continuar ao que me tinha proposto há mais de dois anos para há dias graças à passeata pela Cova da Piedade a mirar o Tejo na praia da Mutela a saborear o sol soalheiro do adeus ao verão de S. Martinho despertei para uma nova perspectiva de mudar o rumo à pesquisa bajulada de teimosia bastante e persistência em descobrir o que realmente procurava em flash o meu golpe de sorte no meu papel de aprendiz em investigação de raiz histórica em descobrir a concessão da Ponte da Fonte Coberta que ostenta há uns anos um painel azulejar com essa menção que já conhecia, o ânimo de continuar para no final da listagem a menção da Ponte de Ansião, o verdadeiro pedreiro desta obra , a minha glória e o meu mérito!
Solicitei parecer sobre a sua estada na Confraria da Constantina ao Padre Manuel Ventura Pinho que falou com o Ilídio Valente para confirmar a veracidade do que pensava « Sei que o alvará régio foi assinado pelo rei Filipe III de Portugal, IV de Espanha em Lisboa em 30 de Outubro 1624 no entanto não tenho conhecimento documental da sua vinda à Constantina.»
Mestre de Obras José da Fonseca
Natural de Ansião autor da Ponte na Fonte Coberta.
Investiguei o seu nome nos Livros de Óbitos e Casamentos desde 1578 a finais da centúria de 600 onde não encontrei este apelido em ninguém, pese embora seja difícil a sua análise por quem não domine a ortografia da época com uso e abuso de palavras reduzidas em caligrafias de vários padres, um verdadeiro desafio nem mesmo à lupa se mostrar trabalho demorado e exaustivo, apesar deste apelido ainda se manter vivo em Ansião, acabando por declinar a minha teoria em lhe atribuir o cunho da obra da Ponte da Cal para em melhor racionalização voltar o ano passado em caminhada até Além da Ponte para mais uma vez olhar mais de perto a graciosa e emblemática Ponte da Cal com os seus airosos bancos, os arcos esculpidos aqui e além com algarismos, os tanques lajeados de chafurdo cujos rebordos apresentam furos de encaixe a frágeis tabuados na proteção dos banhos em maior privacidade, a pia comprida atribuída erradamente à Rainha Santa Isabel, o seria para crianças, pormenores a não passarem despercebidos ao meu olhar atento, curioso e peculiar enxergados em bela manhã a ditar jamais outros lhe deram a mesma atenção, tão pouco alencar a razão da sua construção naquele local.A falta de prova documental esteja interligada ao incêndio no Tribunal em 1937 fatal para livros e demais documentação pelo que pouco mais me restava senão especular aflorando dados credíveis, pese embora sem prova documental vaticinei continuar ao que me tinha proposto há mais de dois anos para há dias graças à passeata pela Cova da Piedade a mirar o Tejo na praia da Mutela a saborear o sol soalheiro do adeus ao verão de S. Martinho despertei para uma nova perspectiva de mudar o rumo à pesquisa bajulada de teimosia bastante e persistência em descobrir o que realmente procurava em flash o meu golpe de sorte no meu papel de aprendiz em investigação de raiz histórica em descobrir a concessão da Ponte da Fonte Coberta que ostenta há uns anos um painel azulejar com essa menção que já conhecia, o ânimo de continuar para no final da listagem a menção da Ponte de Ansião, o verdadeiro pedreiro desta obra , a minha glória e o meu mérito!
Brutal descoberta
A primeira a autenticar a data da sua construção.
Excerto de «https://www.cm-coimbra.pt Notas, nº 9, 1641-1648 Escrivães da Câmara: Diogo Soeiro de Azevedo Simão de Morais da Serra «Em 1648, Janeiro, 31, Coimbra. Obrigação e fiança de António João, pedreiro, morador em Fala, à obra da Ponte de Ansião, “em preço de 280 mil rs”, sendo seu fiador Manuel da Rocha, morador nos Silvais, termo da cidade de Coimbra. AHMC/Notas, nº 9, fl. 138v». Finalmente credenciar a minha inicial teoria sem base documental em a atribuir a meados do século XVII pelas evidencias acima enumeradas para agora com total propriedade atestar o começo da obra em 1648.Sou realmente uma Valente!
Contudo triste porque gostava que tivesse sido obra de um mestre de Ansião. A ter sido oriundo de Fala, nos arrabaldes de Coimbra reportou-me para um contínuo, o Sr Duarte dos Telefones em Coimbra onde trabalhei em 78/9.
Ligação da Constantina para Ansião
A via secundária romana vinda da Constantina para sul a passar pelos Netos , Lagoas e Ansião para ter surgido na época medieval um novo troço a passar pelo Moinho de Além da Ponte com capela a S. João Baptista referenciado nas Memórias Paroquiais Setecentistas « a capela foi mandada instituir por Joana Baustistae em 1696 sendo Manoel Matheus seu possuidor e administrado » evidencia a escolha do orago ao jus do seu apelido, e ainda a sua instituição aconteceu em tempo anterior à sua efectivação a ditar essa vontade anos antes por altura da construção da Ponte da Cal o que faz sentido dizer, encontrando-se hoje parte desse caminho estrangulado pelo IC8. Para concluir houve escolha do local para intercessão da Ponte da Cal na ribeira do Nabão cujo leito a montante e a jusante se mostra ainda hoje estreito em relação ao local escolhido mais largo no propósito espraiado sobretudo na margem a poente para a ponte abarcar dois arcos quando seguramente apenas um seria suficiente acima ou abaixo do seu leito a evidenciar ainda a lógica dos tanques de chafurdo por as águas naquele tempo serem consideradas milagrosas em afirmar o seu enquadramento foi pensado a preceito para ser executado naquele local escolhido de maior acessibilidade do povo aos banhos pelo lado poente em rampa.
Nabão a montante da Ponte da Cal, estreito
O primeiro burgo de Ansião
A aguarela de Pier Baldi de 1669 retrata uma panorâmica de Ansião, jamais interpretada, para mim evidencia três núcleos distintos. A comitiva do Príncipe Cosme de Médicis III vinda de sul entrou na Cabeça da Vintena sediada no Largo do Bairro onde pernoitaram. Porque afirmo isto? Porque Pier Baldi deixou retratada a Estalagem em destaque na frente da aguarela, foram horas à lupa para a desmistificar. Conheço bem o Largo do Bairro, as suas ruínas e as estórias com história para finalmente a ter identificado, o que resta dela onde foi o seu palco.A comitiva partiu no dia seguinte 22 de fevereiro em dia pequeno a caminho da estalagem da Fonte Coberta. Suposto dizer que só há noite nas estalagens o aguarelista as pintaria com as notas recolhidas durante a viagem, se atender que viajavam em carros ao género de diligências, Pier Baldi na saída da Cabeça do Bairro se teria sentado na esquerda da mesma, privilegiando o poente onde lhe foi fácil observar a paisagem deixando a direita mais desfalcada de observação, mas também denotar mente de artista, misteriosa em só registar o que lhe dava na realgana sem explicação aparente ao não deixar retratada a capela de Santo António implantada em pequeno promontório pelo menos desde 1647 a escassos metros ao deixar o Bairro, tão pouco a nova Matriz de Ansião por onde a comitiva passou a caminho da Ponte da Cal, nem na esquerda deu importância à ermida de NS Conceição e à Casa e Albergaria da Misericórdia para se exclamar a razão da ruína com 106 anos do primitivo burgo em total abandono a ser imortalizando com o tardoz do corpo da primitiva igreja com o óculo de iluminação e torre com duas aberturas avistada 200 metros a poente sendo proferida a frase desabonatória « infelice burgo».
A primeira a autenticar a data da sua construção.
Excerto de «https://www.cm-coimbra.pt Notas, nº 9, 1641-1648 Escrivães da Câmara: Diogo Soeiro de Azevedo Simão de Morais da Serra «Em 1648, Janeiro, 31, Coimbra. Obrigação e fiança de António João, pedreiro, morador em Fala, à obra da Ponte de Ansião, “em preço de 280 mil rs”, sendo seu fiador Manuel da Rocha, morador nos Silvais, termo da cidade de Coimbra. AHMC/Notas, nº 9, fl. 138v». Finalmente credenciar a minha inicial teoria sem base documental em a atribuir a meados do século XVII pelas evidencias acima enumeradas para agora com total propriedade atestar o começo da obra em 1648.Sou realmente uma Valente!
Contudo triste porque gostava que tivesse sido obra de um mestre de Ansião. A ter sido oriundo de Fala, nos arrabaldes de Coimbra reportou-me para um contínuo, o Sr Duarte dos Telefones em Coimbra onde trabalhei em 78/9.
Ligação da Constantina para Ansião
A via secundária romana vinda da Constantina para sul a passar pelos Netos , Lagoas e Ansião para ter surgido na época medieval um novo troço a passar pelo Moinho de Além da Ponte com capela a S. João Baptista referenciado nas Memórias Paroquiais Setecentistas « a capela foi mandada instituir por Joana Baustistae em 1696 sendo Manoel Matheus seu possuidor e administrado » evidencia a escolha do orago ao jus do seu apelido, e ainda a sua instituição aconteceu em tempo anterior à sua efectivação a ditar essa vontade anos antes por altura da construção da Ponte da Cal o que faz sentido dizer, encontrando-se hoje parte desse caminho estrangulado pelo IC8. Para concluir houve escolha do local para intercessão da Ponte da Cal na ribeira do Nabão cujo leito a montante e a jusante se mostra ainda hoje estreito em relação ao local escolhido mais largo no propósito espraiado sobretudo na margem a poente para a ponte abarcar dois arcos quando seguramente apenas um seria suficiente acima ou abaixo do seu leito a evidenciar ainda a lógica dos tanques de chafurdo por as águas naquele tempo serem consideradas milagrosas em afirmar o seu enquadramento foi pensado a preceito para ser executado naquele local escolhido de maior acessibilidade do povo aos banhos pelo lado poente em rampa.
Nabão a montante da Ponte da Cal, estreito

A aguarela de Pier Baldi de 1669 retrata uma panorâmica de Ansião, jamais interpretada, para mim evidencia três núcleos distintos. A comitiva do Príncipe Cosme de Médicis III vinda de sul entrou na Cabeça da Vintena sediada no Largo do Bairro onde pernoitaram. Porque afirmo isto? Porque Pier Baldi deixou retratada a Estalagem em destaque na frente da aguarela, foram horas à lupa para a desmistificar. Conheço bem o Largo do Bairro, as suas ruínas e as estórias com história para finalmente a ter identificado, o que resta dela onde foi o seu palco.A comitiva partiu no dia seguinte 22 de fevereiro em dia pequeno a caminho da estalagem da Fonte Coberta. Suposto dizer que só há noite nas estalagens o aguarelista as pintaria com as notas recolhidas durante a viagem, se atender que viajavam em carros ao género de diligências, Pier Baldi na saída da Cabeça do Bairro se teria sentado na esquerda da mesma, privilegiando o poente onde lhe foi fácil observar a paisagem deixando a direita mais desfalcada de observação, mas também denotar mente de artista, misteriosa em só registar o que lhe dava na realgana sem explicação aparente ao não deixar retratada a capela de Santo António implantada em pequeno promontório pelo menos desde 1647 a escassos metros ao deixar o Bairro, tão pouco a nova Matriz de Ansião por onde a comitiva passou a caminho da Ponte da Cal, nem na esquerda deu importância à ermida de NS Conceição e à Casa e Albergaria da Misericórdia para se exclamar a razão da ruína com 106 anos do primitivo burgo em total abandono a ser imortalizando com o tardoz do corpo da primitiva igreja com o óculo de iluminação e torre com duas aberturas avistada 200 metros a poente sendo proferida a frase desabonatória « infelice burgo».
A Casa e Albergaria da Misericórdia segundo a minha interpretação a correlacionar as notícias do Bispado de Coimbra de 1721 Memórias Paroquiais Setecentistas redigida pelo juiz Manuel Rodrigues "(...) fez o Dr António dos Santos (Coutinho) huma Igreja de Misericórdia que não tem rendas à qual se anexou huma Albergaria de Nossa Senhora da Conceição." e "A Casa da Misericórdia, e Hospital foram fundados pello povo haverá sincoenta annos" .
Se a igreja da Misericórdia ostenta estela com a data de 1702 se subtrairmos os 50 anos foram construídas em 1652, após a construção da Ponte da Cal tendo sido vendidos por volta de 1902 por altura da construção fora da vila ao Ribeiro da Vide, de um segundo Hospital. O sitio do primeiro Hospital é hoje a CGD. A Casa e Albergaria o edifício ainda existe, mantém uma janela de avental e uma cisterna na cozinha, mérito pessoal em os datar e os colocar nos seus palcos.
No mesmo modo sem explicação Pier Baldi ao passar na paisagem pelo vale do Rabaçal não deixou imortalizado os celebres montes em forma de cone, um ícone na paisagem cársica!
A comitiva pernoitou na Estalagem da Fonte Coberta onde apenas a deixou retratada.
Ponte da Cal anos 20 antes da luz eléctrica em 1938 (?)
Se a igreja da Misericórdia ostenta estela com a data de 1702 se subtrairmos os 50 anos foram construídas em 1652, após a construção da Ponte da Cal tendo sido vendidos por volta de 1902 por altura da construção fora da vila ao Ribeiro da Vide, de um segundo Hospital. O sitio do primeiro Hospital é hoje a CGD. A Casa e Albergaria o edifício ainda existe, mantém uma janela de avental e uma cisterna na cozinha, mérito pessoal em os datar e os colocar nos seus palcos.
No mesmo modo sem explicação Pier Baldi ao passar na paisagem pelo vale do Rabaçal não deixou imortalizado os celebres montes em forma de cone, um ícone na paisagem cársica!
A comitiva pernoitou na Estalagem da Fonte Coberta onde apenas a deixou retratada.
Ponte da Cal anos 20 antes da luz eléctrica em 1938 (?)
Quem sabe se não é a foto mais antiga deste local?
Onde hoje é a casa do herdeiro do Dr Vitor Duarte Faveiro vislumbra-se apenas o telhado de uma casa/barracão adoçada à casa alta .O muro da ponte a poente além do postalete do lampião de iluminação a petróleo apresenta três outros sem saber a que se destinavam.Não se vislumbra a Capelinha de Além da Ponte, segundo Alberto Pimentel no seu Livro a Extremadura já existia em 1902 mas no postal dos anos 20? Pelo traje das mulheres com as saias abaixo do joelho.
![]() |
| Lampião a petróleo e saias abaixo do joelho |
Analisei à lupa a foto sem saber se enxerguei o que podia ser o telhado da Capelinha, quem sabe se não foi inserida mais acima no terreno onde hoje é a casa (?) ...
| Euzinha no séc XXI sentada num belo banco de pedra |
No século XX uma nova estrada Pontão/Pombal veio cruzar a Rua Direita e originar os topónimos a norte Fundo da Rua e a sul Cimo da Rua (Direita) onde se veio a concentrar novo casario.
Ponte da Cal anos 70
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De onde lhe advêm o nome?
No querer em a alindar a branco, com cal. Na saída da Sarzedela ainda existe um forno de cal.
A ser removido e reposto um novo com a data da ponte ao jus do painel azulejar na Fonte Coberta. Letreiro publicitário da Ponte da Cal contém erros...
Partindo dos tópicos
"em finais do séc. XVII foi construída a Ponte da Cal"
Não sei as razões que levaram a teorizar "em finais do séc. XVII".
Comecei por equacionar a sua construção após a edificação da nova Igreja em 1593 em obrigar abertura de um novo troço medieval da vila para as Lagoas em que a construção da Ponte da Cal se revelava fundamental por fazer parte do eixo viário importante na ligação norte/sul.
« fez parte do antigo eixo que ligava Coimbra a Lisboa»
O primeiro eixo viário a passar por Ansião foi a via romana secundária de Santiago da Guarda , Lagoa do Castelo, Albarrol, Almoster... No tempo da Rainha Santa Isabel ou antes tenha surgido outro caminho medieval na derivação à Junqueira ao Freixo para entroncar com a via romana secundária vinda da Constantina aos Netos na direção das Lagoas onde descia ao Nabão às Lameiras para subir ao Vale do Mosteiro, Escarramoa onde se bifurcava para nascente para a Venda do Negro, Alvaiázere no Caminho de Santiago de Compostela e para poente pela Sarzeda, Macieira, Venda da Gaita, Pulga, Arneiro onde entroncava com a estrada real para Abiul e para Ourém. No Crucial existe uma Capela em homenagem à Rainha Santa Isabel e outras para sul no troço poente Macieira etc. O terceiro eixo viário a privilegiar a Ponte da Cal a entroncar no troço romano das Lagoas, foi utilizado desde a sua construção depois de 1648 na ligação de Coimbra a Lisboa.
«Ligada intrinsecamente à passagem da Rainha Santa D.Isabel de Aragão»
Segundo o Padre Manuel Ventura Pinho de Ansião «A tradição diz que por aqui passou, em 1320, a Rainha Santa a caminho de Lisboa para acalmar as fúrias do filho D. Duarte, o futuro rei de Portugal, que tinha declarado guerra ao pai, por pensar que a sua sucessão ao trono estava ameaçada pelo seu irmão bastardo, Afonso Sanches.Em 1336, Afonso IV declarou guerra ao seu sobrinho, o rei D. Afonso XI de Castela, filho da infanta Constança de Portugal, e portanto neto materno de Isabel, pelos maus tratos que este infligia à sua esposa D. Maria, filha do rei português. E a Santa Isabel lá partiu para Estremoz como medianeira da paz, tendo passado novamente por Ansião. Por aqui passou novamente já defunta a caminho de Coimbra.Mas o mais provável é que tenha sempre passado pela estrada real que vinha de Santiago da Guarda e atravessava o Nabão pela Ponte Galiz. Afinal a vila no tempo da Rainha Santa ainda estava edificada na zona da Igreja Velha e a Ponte da Cal não existia, nem existiriam habitações no hoje chamado lugar de Além da Ponte, nem sequer no que hoje é a vila de Ansião . Mas a história contada de geração em geração vai-se adaptando. E assim os tanques do “banho santo” fizeram-se não onde a rainha se banhou, mas debaixo da nova ponte.E o mesmo sucedeu com a construção da Capela em honra da mesma Santa. Mas até teve uma vantagem: a Ponte Galiz ficava longe e a devoção à Rainha Santa era capaz de se perder.»
A ligação da Ponte da Cal à Rainha Santa Isabel é mitológica porque viveu no séc. XIV em que esta Ponte da Cal ainda não se encontrava edificada. Em Ansião tenha passado como o Sr Padre Ventura diz pela Ponte Galiz ou mais a nascente na requalificação do Nabão no troço de ligação Lameiras às Lagoas onde não há vestígios de alguma vez ter existido uma Ponte, apenas pedonal em pedra para uma pessoa que ainda a conheci com as margens norte e sul da ribeira do Nabão estranguladas nos muros e ainda em pontos desencontradas, uma a montante e outra a jusante para passagem de carroças e cavalos.A Rainha Santa Isabel jamais por aqui passou porque este troço medieval nasceu na ligação com a Ponte da Cal depois de 1648. Em 1135 já se fala da " estrada de Coimbra" a passar pelo Rabaçal.
Debaixo de cada arco da Ponte da Cal existem dois tanques de pouca quase nenhuma profundidade a reverter para tanques de chafurdo no mesmo propósito de alguns poços de chafurdo que ainda existem na região, no verão à medida que a água se mostra escassa as pessoas entram neles por escadas no próprio poço para no fundo na sua mina apanhar água, chafurdando nas águas residuais. Os tanques debaixo do arco a norte era para homens e os tanques debaixo do arco a sul para as mulheres em que dentro do mais a sul existe uma pia estreita e comprida, erradamente se atribui à Rainha Santa Isabel, claro que a sua serventia seria para as crianças não se afogarem em que as mulheres no mesmo tanque delas tomavam conta.
Capela em honra da Rainha Santa Isabel
Memórias Paroquiais «Junto de uma margem do rio erigiu-se uma pequena capela em honra da Rainha Santa Isabel » não é explicita a informação quando foi construída e por quem. O Padre José Eduardo Coutinho diz no seu livro de 1986 que segundo uma tradição familiar foi obra do seu ascendente Mestre Jesuíta António dos Santos Coutinho»
"Esta ponte possui dois tanques de banhos, destinados às mulheres e aos homens" |
"Segundo a lenda a Rainha Santa na sua passagem por estas terras se refrescava as tornando milagrosas. Iniciou-se a tradição dos "banhos santos..."
Pura lenda. Em verdade as águas sempre tiveram carateristicas medicinais para em séculos mais tarde terem sido apuradas, mas em tempo remoto em que o povo sentia que lhes fazia bem a maleitas e eczemas da pele ditar a facilidade em lhe atribuir curas milagrosas. "Na verdade o sabão e os banhos públicos foram introduzidos por povos que habitaram esta região, os romanos e as suas termas, e os árabes com os hammams a partir do século XIII em que o sabão era recomendado pelos médicos como benéfico para a pele. Desta forma a sua utilização no banho generalizou-se.No séc.XVII a utilização regular do sabão constituía uma pista usada pela Inquisição espanhola para distinguir e localizar os muçulmanos convertidos em cristãos novos.Os Banhos eram praticados no âmbito de preceitos higiénicos de profunda influência muçulmana entre nós, para mais tarde terem sido condenados pela Igreja que os considerava perniciosos, por propiciarem práticas devassas e o "amolecimento" dos costumes... "
Pura lenda. Em verdade as águas sempre tiveram carateristicas medicinais para em séculos mais tarde terem sido apuradas, mas em tempo remoto em que o povo sentia que lhes fazia bem a maleitas e eczemas da pele ditar a facilidade em lhe atribuir curas milagrosas. "Na verdade o sabão e os banhos públicos foram introduzidos por povos que habitaram esta região, os romanos e as suas termas, e os árabes com os hammams a partir do século XIII em que o sabão era recomendado pelos médicos como benéfico para a pele. Desta forma a sua utilização no banho generalizou-se.No séc.XVII a utilização regular do sabão constituía uma pista usada pela Inquisição espanhola para distinguir e localizar os muçulmanos convertidos em cristãos novos.Os Banhos eram praticados no âmbito de preceitos higiénicos de profunda influência muçulmana entre nós, para mais tarde terem sido condenados pela Igreja que os considerava perniciosos, por propiciarem práticas devassas e o "amolecimento" dos costumes... "
"Os banhos públicos devem ter desaparecido nos finais da Idade Média, em favor duma maior privacidade do acto de lavagem do corpo e da própria evolução das mentalidades que conduziram a práticas mais evidentes de pudor corporal e sexual".
«Há conhecimento de um contratador de sabão que se instalou em Ansião por volta de 1630, como queimava muita lenha de carvalho, os foreiros fizeram queixa dele ao Mosteiro de Santa Cruz, com menos bolota para alimento dos porcos não podiam suportar os foros e acabou a saboaria".
Tenha sido a herança deixada por estes povos na região a que acresce as grandes amplitudes térmicas com muito calor no verão para aposta da construção dos tanques na valia das pessoas chafurdarem e se refrescar do calor em águas que achavam milagrosas, sendo na verdade medicinais onde também se livravam dos cheiros do suor ressequido e da bichesa; lêndeas, piolhos e pulgas. Num tempo que só gente mais esclarecida tomava banho de quando em vez, outras de vez em quando, para após o 25 de abril se assistir a uma mudança neste hábito de higiene do banho diário trazido pelos retornados regressados de países mais quentes e húmidos
O Banho Santo
No Livro Penela História e Arte do Dr. Salvador Dias Arnault e Pedro Dias "A Rainha Santa Isabel, diz a lenda, indo de Coimbra para sul, parou, muitíssimo cansada, na margem de uma ribeira, onde lavou os pés. Era perto da morada de um ancião, a que a Rainha costumava dar esmola nas suas passagens por ali. As águas ficaram a ser consideradas santas ou milagrosas - e o banho santo na água da ribeira, em Ansião, surgiu naturalmente, praticado ainda neste século (XX)." Ritual pagão praticado na ribeira do Nabão em chafurdar de vestes arregaçadas nas águas milagrosas de facto as águas tem poderes curativos para maleitas da pele pelas propriedades químicas que desconheciam tenha começado por acontecer entre a atual Igreja Velha onde embocava a estrada real para se afirmar a nascente com a construção da Ponte da Cal com alteração da rota da estrada medieval onde peregrinos, viandantes e doentes se fariam chegar na procura de cura para as suas maleitas da pele. A minha avó Maria da Luz Ferreira da Moita Redonda aqui veio com o filho Alberto Lucas em meados dos anos 20 do séc. XX na procura de cura para as suas maleitas de pele, conta a minha mãe que era doença hereditária do seu pai que ela também foi enferma com excreção de pus nas feridas, antes de se curar usava vestidos de manga comprida para não mostrar as feridas, antes o seu pai foi a termas a Monfortinho para aqui se curar e depois passaram a ir ao Agroal. Para não se perder a tradição do banho santo foi ponderada a construção da Ponte da Cal com a decisão de terem sido feitos os tanques para os banhos. Este ritual veio a desvanecer por um lado pela escassez de água com as grandes secas ocorridas em 1939 e na década de 40 quando já dava cartas o afluente do Agroal, cujas águas provem do mesmo algar cársico do Maciço de Sicó com as mesmas carateristicas químicas. Em miúda ouvi falar de uma experiência nos anos 40 no poço de chafurdo da Ameixieira onde meteram laranjas tendo ir parar à nascente do buraco do Agroal, assim se chamava onde durante anos vi muita gente a se lavar com sabão azul e branco junto da roda tradicional do Nabão...
Milagres
Num tempo de forte beatização e analfabetismo qualquer fenómeno sem outra explicação pela incultura e falta de globalização em horas de aflição tudo valer para se acorrer onde for preciso sem questionar o certo e o errado se atribuía ao fenómeno milagre, nesta intemporalidade afirmar não acredito facilmente em Milagres!
«Há conhecimento de um contratador de sabão que se instalou em Ansião por volta de 1630, como queimava muita lenha de carvalho, os foreiros fizeram queixa dele ao Mosteiro de Santa Cruz, com menos bolota para alimento dos porcos não podiam suportar os foros e acabou a saboaria".
Tenha sido a herança deixada por estes povos na região a que acresce as grandes amplitudes térmicas com muito calor no verão para aposta da construção dos tanques na valia das pessoas chafurdarem e se refrescar do calor em águas que achavam milagrosas, sendo na verdade medicinais onde também se livravam dos cheiros do suor ressequido e da bichesa; lêndeas, piolhos e pulgas. Num tempo que só gente mais esclarecida tomava banho de quando em vez, outras de vez em quando, para após o 25 de abril se assistir a uma mudança neste hábito de higiene do banho diário trazido pelos retornados regressados de países mais quentes e húmidos
O Banho Santo
No Livro Penela História e Arte do Dr. Salvador Dias Arnault e Pedro Dias "A Rainha Santa Isabel, diz a lenda, indo de Coimbra para sul, parou, muitíssimo cansada, na margem de uma ribeira, onde lavou os pés. Era perto da morada de um ancião, a que a Rainha costumava dar esmola nas suas passagens por ali. As águas ficaram a ser consideradas santas ou milagrosas - e o banho santo na água da ribeira, em Ansião, surgiu naturalmente, praticado ainda neste século (XX)." Ritual pagão praticado na ribeira do Nabão em chafurdar de vestes arregaçadas nas águas milagrosas de facto as águas tem poderes curativos para maleitas da pele pelas propriedades químicas que desconheciam tenha começado por acontecer entre a atual Igreja Velha onde embocava a estrada real para se afirmar a nascente com a construção da Ponte da Cal com alteração da rota da estrada medieval onde peregrinos, viandantes e doentes se fariam chegar na procura de cura para as suas maleitas da pele. A minha avó Maria da Luz Ferreira da Moita Redonda aqui veio com o filho Alberto Lucas em meados dos anos 20 do séc. XX na procura de cura para as suas maleitas de pele, conta a minha mãe que era doença hereditária do seu pai que ela também foi enferma com excreção de pus nas feridas, antes de se curar usava vestidos de manga comprida para não mostrar as feridas, antes o seu pai foi a termas a Monfortinho para aqui se curar e depois passaram a ir ao Agroal. Para não se perder a tradição do banho santo foi ponderada a construção da Ponte da Cal com a decisão de terem sido feitos os tanques para os banhos. Este ritual veio a desvanecer por um lado pela escassez de água com as grandes secas ocorridas em 1939 e na década de 40 quando já dava cartas o afluente do Agroal, cujas águas provem do mesmo algar cársico do Maciço de Sicó com as mesmas carateristicas químicas. Em miúda ouvi falar de uma experiência nos anos 40 no poço de chafurdo da Ameixieira onde meteram laranjas tendo ir parar à nascente do buraco do Agroal, assim se chamava onde durante anos vi muita gente a se lavar com sabão azul e branco junto da roda tradicional do Nabão...
Milagres
Num tempo de forte beatização e analfabetismo qualquer fenómeno sem outra explicação pela incultura e falta de globalização em horas de aflição tudo valer para se acorrer onde for preciso sem questionar o certo e o errado se atribuía ao fenómeno milagre, nesta intemporalidade afirmar não acredito facilmente em Milagres!
Em Ansião existe uma Imagem de Nossa Senhora d'Ó
Foi pertença da primeira Igreja provavelmente datada por volta de 1259 em pedra, para mim a sua bela fisionomia foi após o falecimento da Rainha Santa Isabel ocorrido em 1336 se vir a mostrar cópia esculpida à sua semelhança, dado pelo traje cintado com cinto a predarias e capa com pregadeira de lado a que juntaram a coroa e o brasão.E não o inverso.
Lástima é o povo viver e morrer sem conhecer esta magnífica Imagem pertença e tesouro desta terra de Ansião na continuidade com gente sem ação marcada em determinar fazer bem feito!
Ponte da Cal e os seus tanques de chafurdo para o banho santo
Água corrente do Nabão
Lástima é o povo viver e morrer sem conhecer esta magnífica Imagem pertença e tesouro desta terra de Ansião na continuidade com gente sem ação marcada em determinar fazer bem feito!
Ponte da Cal e os seus tanques de chafurdo para o banho santo

A falta de limpeza do rio e dos tanques...Em pleno 20 de abril de 2017 o pelouro da limpeza urbana mantinha o Nabão na Ponte da Cal assim como a foto documenta...Mas que grande lástima!
Os tanques debaixo dos arcos

Os tanques eram vedados por portadas de madeira que se enfiavam na pedra, cujos furos ainda visíveis.Segundo o Sr. Augusto Duarte da Paz com mais de 80 anos ainda se recorda de as guardas dos tanques serem em ferro que foram removidos aquando duma obra. Não me recordo de alguma vez as ter visto, nasci em 57.
A pia dentro do tanque das mulheres seria para as crianças
Que o povo atribui à Rainha Santa, dito que passou de boca em lenda e não é verdade!
Nem o Padre José Eduardo Coutinho nem o Dr Salvador Arnault equacionaram o tempo de forte beatização em que qualquer fenómeno sem outra explicação pela incultura e falta de globalização se atribuía a facilidade de milagre.Em que a palavra "banho" herança dos romanos continuada pelos árabes e judeus nesta terra de Ansião no hábito banhos a chafurdar nas aguas dos tanques nas águas com poderes curativos para maleitas da pele fidelizada na Ribeira do Nabão como prática antiga do seu povo em que com a minha irmã vínhamos de bicicleta para tomar banho na ribeira na frente da propriedade dos nossos pais logo abaixo da ponte da Cal junto da foz do Ribeiro da Vide escondidas pelos altos milheirais em aventuras de adolescentes...E que bem nos sabia!
Debaixo dos arcos da ponte letras e algarismos esculpidos
Não passa despercebido ao olhar atento como o meu a incisão de algarismos e letras nos arcos da ponte. Revela quanto a mim a marca do pedreiro que trabalhou e afeiçoou as pedras para no final do dia o Mestre da pedreira saber quantas tinha executado para efectuar o seu pagamento. O que faz sentido dizer, pela panóplia e diversidade simbólica - algarismos e letras.
Vista do acesso pedonal lateral à Ponte da Cal
A ponte apresenta-se alindada com bancos em cima que continuavam para sul na margem direita para em meados dos anos 50 haver necessidade de alargamento da entrada da ponte com a retirada de alguns alguns bancos e o coreto foi para o adro da Capela do S.Brás.
A ponte apresenta-se alindada com bancos em cima que continuavam para sul na margem direita para em meados dos anos 50 haver necessidade de alargamento da entrada da ponte com a retirada de alguns alguns bancos e o coreto foi para o adro da Capela do S.Brás.
Óleo 61cm x 47cm de Jorge Santos
Tributo a Vincent Van Gogh pintor pós impressionista na celebração do 125º aniversário da sua morte .
Foto retirado de http://tributoavincentvangogh.blogspot.com/2015/05/ponte-da-cal-ansiao.htm
Tributo a Vincent Van Gogh pintor pós impressionista na celebração do 125º aniversário da sua morte .
Foto retirado de http://tributoavincentvangogh.blogspot.com/2015/05/ponte-da-cal-ansiao.htm
Desde 2009 que a escrita me liberta e abre novos horizontes para nos últimos anos me ter aventurado num caminho quase desconhecido de investigação de raiz histórica, pese embora os vícios herdados na vida profissional em redigir contando caracteres para agora em área totalmente contrária, ainda assim sinto cumplicidade no desafio com a mesma teimosia, intensidade e determinação no empenho antes reconhecido a tratar e gerir reclamações, crédito mal parado e outras questões paralelas à concessão de crédito para aqui teimar em mais procurar até achar ou chegar mais perto, para sentir a cada dia substanciais melhorias, para isso muito contribuiu e fez a total diferença os muitos comentários a valorizar esta minha nova faceta neste gosto especial e da força para continuar apesar de se mostrar terreno pantanoso por a história não ser ciência totalmente exacta.No resulto a sapiência da troca de áreas sensíveis no mesmo prevalecer o mesmo sentido de rigor e intensidade a meta do sucesso a que por gozo chamava e continuo a sentir - Orgasmo Intelectual!
E ainda passível e susceptível em colidir com mentes credenciadas por me apresentar autodidata. Tamanha força a valorizar e capacitar as minhas faculdades propicias em análise e destreza a correlacionar em que o talento e a memorias se completam sem qualquer esforço sempre com muita paixão de mais apurar desta terra de Ansião sempre no prazer de mais partilhar as Coisas que Gosto pese o risco desta ingénua liberdade sem medo de coisa alguma e de ninguém, o constante desafio!
FONTES
Livro do Padre José Eduardo Reis Coutinho de 1986 e Numária do antigo cemitério de Ansião
Notícias do Bispado de Coimbra de 1721 nas Memórias Paroquiais Setecentistas do juiz Manuel Rodrigues
https://www.freguesia-pombal.pt/lenda-do-mouro-al-pal-omar-pombal
Testemunhos do Chico Serra, Augusto Duarte da Paz e Júlia Valente
Testemunhos do Padre Manuel Ventura Pinho e do Ilídio Valente
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/en/patrimonio/
http://www.castelosemuralhasdomondego.pt/website/personagens.php?p=sesnando_davidesE ainda passível e susceptível em colidir com mentes credenciadas por me apresentar autodidata. Tamanha força a valorizar e capacitar as minhas faculdades propicias em análise e destreza a correlacionar em que o talento e a memorias se completam sem qualquer esforço sempre com muita paixão de mais apurar desta terra de Ansião sempre no prazer de mais partilhar as Coisas que Gosto pese o risco desta ingénua liberdade sem medo de coisa alguma e de ninguém, o constante desafio!
FONTES
Livro do Padre José Eduardo Reis Coutinho de 1986 e Numária do antigo cemitério de Ansião
Notícias do Bispado de Coimbra de 1721 nas Memórias Paroquiais Setecentistas do juiz Manuel Rodrigues
https://www.freguesia-pombal.pt/lenda-do-mouro-al-pal-omar-pombal
Testemunhos do Chico Serra, Augusto Duarte da Paz e Júlia Valente
Testemunhos do Padre Manuel Ventura Pinho e do Ilídio Valente
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/en/patrimonio/
http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/12224/1/ulfl157009_tm.pdf
Livro de Memórias Paroquiais
http://tributoavincentvangogh.blogspot.com/2015/05/ponte-da-cal-ansiao.html



























