segunda-feira, 22 de julho de 2019

Ciência Viva, a Biodiversidade do Parque da Paz em Almada

De casa de Almada ao Parque da Paz para a hora do ponto de encontro observar a biodiversidade no âmbito da Ciência Viva, como na Costa de Caparica não apareceu o total de inscritos , ficou-se pela metade...Fui a última a preencher a 25ª vaga, está mal! Compareceram pessoas das Caldas da Rainha, Lisboa e Almada.
Ao longo da Avª Bento Gonçalves apreciei a falta de poda nas árvores na lateral a rondar a altura dos prédios, no inverno além da humidade, escuridão, lixo em hora de vendaval ramos partidos e estragos a denotar em Almada este pelouro das árvores e jardins, mal entregue. Ontem já era tarde para  fazer Workshop na aldeia de Santa Susana no Alentejo, onde sem dúvida cada um entenderia saber proceder em conformidade como se efectua uma poda em cada tipo de árvore, e plátanos a talão. 
Vergonha, a falta de estética, ordenação e cuidado nas podas em Almada em recintos escolares, jardins e ruas. O caos atingiu um  elevado estado só possível ser colmatado com articulação com os bombeiros, felizmente com pouca azáfama florestal em períodos após o maior tráfego entre as 10 H e as 5 procederem a grandes cortes nas árvores para as deixar ficar com copas redondas, airosas e não ramos esguios a direito sem estética e transporte dos inertes.Herança CDU continuada pelo PS sem ter sido ainda revista, bastava andar pela cidade e olhar para facilmente perceber que anda a ser mal executada, caos que não pode continuar no concelho, além da exigência de chefia com competências e perfil saber distribuir trabalho pelas equipas em que quem as chefia deve andar munido com aplicativo para registar as árvores secas que cortam e deixam o tronco pelo meio para depois mais tarde as virem  arrancar com a retro escavadora, sem perder a  sua referencia, e não sendo  jazem troncos mortos, secos, hirtos por toda a cidade, perdidos porque alguns quando os vem para cortar pese avisos para não se estacionar, debalde ninguém lhes deu atenção, o que falta? Fiscalização e multas, o respeito deve ser cumprido na cidade para colmatar o desempenho deficiente efectuado pela metade. Este pelouro deve ser suportado por software para saber o que está efectuado e o que falta executar.
Avª Bento Gonçalves
Árvores a rondar a altura dos prédios a caminho do céu...
O Parque da Paz
Nasce em 1975 depois do 25 de abril pela imensa terra deixada pelas expropriações levadas a cabo com a construção da ponte e suas acessibilidades, sendo então Almada uma cidade satélite de Lisboa, um dormitório, com carências habitacionais com muita gente a viver em barracas em muitas quintas em abandono. Vim para o Feijó morar em 1978, conheci o palco do que é hoje o Parque da Paz e as suas pequenas quintas dentro da grande o Chegadinho, ainda recordo a ruína da casa grande quadrada, os carreirinhos em argila e as raízes das pinheiras aéreas que serviam nas ribanceiras para se agarrar a subir ou descer, o cheiro a esteva de folhas luzidias a óleo, pegajosas,  desse chão de plantas autóctone a rondar os 60 hectares talvez tenha ficado menos de um hectare a sul.
O processo de planeamento urbanístico da Câmara Municipal de Almada  demorou porque os últimos a sair achavam que ali iam ser construídas vivendas  e no impasse urbanístico e decisão final de reserva natural intervencionada, venceu esta só em 1995. Valeu a pena a espera para o projecto ser  concebido pelo arquitecto paisagista Sidónio Pardal, o mesmo que  projectou o parque da cidade do Porto maior com 90 hectares , e claro também conheço onde distingui um recanto emblemático que me transportou à minha infância deleitada sobre um muro de granito no Parque da Cidade do Porto sob bordadura de rosinhas de Portugal em cerise, iguais às minhas da casa rural...herança trazida do  Minho até à região centro, a minha terra Ansião.

O jardim  ao estilo francês com a introdução de falsas ruínas com portas abertas divide-se em percursos vários entre clareiras de relva e espécies florestais seleccionadas, no respeito pela vegetação natural, com criação de espaços denominados de estadias, que chamo recantos em granito vindo de Marco de Canaveses com placas de xisto, em contraste com o chão do parque sedimentar, saibro com calhaus rolados do que resta do grande delta que aqui houve à 3 milhões de anos entre o que hoje é o Sado e o Tejo. A paz com silêncios interrompidos pelo chilreio dos pássaros e das aves levam o caminhante a sonhar estar numa quintinha com árvores de fruto, num jardim com flores com riacho a ouvir a água, a sentir aromas silvestres reportam para a vegetação das serras com vistas para norte da cidade de Almada e para nascente Alfeite, com  locais para meditar, relaxar, fazer desporto apenas contemplação e piquenicar na relva ou dormitar e ainda desafiara quem é observador em encontrar pedras aqui foram revitalizadas com uma história para contar, fizeram parte de uma ombreira de uma porta, de uma janela, tem uma Cruz, tem orifícios que foram de fechaduras e absides de concavidade e,... A criação do lago artificial com várias espécies de aves migratórias e ainda outras que foram colocadas neste habitat  como a tartaruga da Califórnia e o ganso egípcio e lagostim todos espécies invasoras que destroem e destronam os animais naturais do habitat do parque.
Monumento ao parque da Paz
 Circuito das estações da biodiversidade
   Aves urbanas de zonas húmidas
 Lago artificial
 Lagartixa
 Pombo no poleiro a olhar para as pombas...
Junco
Patos

Gansos egípcios
 Gaio, que a teleobjectiva do monitor apanhou
 Galinha de água
 Carvalho com bolotas
 Nesta altura do ano as poucas flores no Parque da Paz
 Com gotículas da rega
Canas foguete
 Pega

 Outra lagartixa de outra espécie


Tivemos a companhia de um aluna de Mestrado da Universidade de Aveiro para interagir com pessoas de Almada sobre a segurança e rede viária se satisfaz as necessidades e se aqui vem habitualmente sozinhas ou  em família, se gostam das aves, das plantas etc...
O Parque da Paz há anos que deixou de ter segurança paga...
O problema que sinto neste parque é o mesmo que sinto no concelho a falta técnica e qualidade nas podas das árvores, aliás não tem nenhuma. Um desastre antes no CDU e continua no PS...
Hoje no Parque da Paz encontrei muita herbácea alta seca sem ter sido ainda cortada.Quem é o curador deste Parque? Quais os objectivos mensais?As árvores de fruto rodeadas de erva e sem rega...eucaliptos com muita ramagem, já deviam há muito ter sido cortados, estão à espera que uma pernada caia e mate alguém como já aconteceu em Sintra.As pinheiras jovens devem ser cortados os ramos de baixo para abertura da copa e clareza do espaço que se torna em circuitos medonho e fechado. 
A madeira das podas devia ser cortada e vendida para as lareiras no inverno.
O parque devia ser em parte sustentável com venda de fruta  e horta biológica. 
Terreno não falta.Adubo natural , compostagem de folhas, ramos e flores.
Falta planeamento com criação de novos empregos.



 No verão as cigarras são um tormento...
Observou-se a vegetação autóctone 
Pinheiro manso e bravo, sobreiro, azinheira, medronheiro e carrasco.
Trepadeira salsaparilha,  amor do hortelão ou agarra saias, a aroeira, a estevinha, rosmaninho, mato e silvas.
 Na vinda as flores que encontrei a caminho de casa
Hibiscus
 Rosas
 Dente de leão
 Folha de plátano
Será uma espécie de goivo (?)
 A graciosidade da rega ao jus do orvalho...

Património Natural da Costa de Caparica, Ciência Viva

Visita ao património natural no âmbito Ciência Viva no Verão com ponto de encontro no Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental da Costa da Caparica .
Para pensar- Das inscrições não compareceu a totalidade dos inscritos - 25, menos de metade, o que deixa qualquer um a pensar, pela falta de respeito a todos os intervenientes e ainda daqueles que por estar esgotado o limite de participantes vem-se incapacitados...
A cidade da Costa da Caparica recebe anualmente 8 milhões de visitas!
Objectos feitos de cartão na decoração
Caminhada até à praia de S. João
 Ao varandim para avistamento do cordão dunal que sofreu intervenção humana na sua consolidação com plantio de vegetação para fixação.
Pontão mais pequeno para observação da vida animal

Penedos cobertos de verde indiciam que em maré cheia estão submersos
Visão de invertebrados
Dali partimos para observação da vida marinha entre marés junto a um pontão - lapas, cracas, mexilhão, caranguejos, búzios, burriés, labumjinha, anémonas, os que encontramos e devolvemos ao seu habitat natural. 
Búzio laranja vulgarmente chamado caramujo.
O monitor tirou foto com o telemóvel e rapidamente num aplicativo teve resposta do nome da espécie, uma grande ajuda para mais se saber no momento.
Seek By iNaturalist, o app grátis pode dar informações sobre fotos que você tira com a sua câmara.
                         
Mexilhão e lambujinha
 Caranguejo
Lapas
Alguns segundos fazendo pressão no corpo da lapa ela fica segura
                                
Reposição no habitat na pedra junto da linha de água

Lapas, cracas altas com orifício e na base rosadas e mexilhão
Concavidades aparentemente feitas pela erosão a lembrar as pedras parideiras, aqui feitas pelos animais que se vão entranhando e acabam por morrer porque são maiores que o buraco que escavaram
 Anémonas...parecem bolinhas de mouse
Tufos de habitats em suporte de areia e algas dando parecença a rendilhado
Burrié
A destacar duas mães com filhos pequenos que denotaram grande sensibilidade ambiental, mal entrámos na praia de sacos de plástico nas mãos para apanhar lixo , no final outra senhora apanhou beatas nas escadas para pôr no saco.Mais descansada com a nova geração que vai ser a dos meus netos, no caminho certo Educação Ambiental. A contrariar  alguma geração d'hoje que destrói e vandaliza património urbano como a escultura Polvo de Bordalo II...
Pese conhecer bem o percurso interpretativo, hoje na vantagem do acompanhamento por técnico camarário, de conversa fluída, e perfil dando uma noção histórica do nascimento da Costa de Caparica surge com o terramoto de 1755 em que o chão a poente da arriba fóssil se eleva e o mar se afasta, há volta de 250 anos procedeu-se à secagem pantanal com abertura de valas, hoje ainda existem algumas e plantio de acácias, hoje uma praga pela disseminação das sementes e pinheiro para segurar as areias. Os primeiros povoadores foram pescadores de Ílhavo vinham sazonalmente depois da Páscoa e partiam em setembro, com as algas, restos de peixes e mariscos adubavam as terras que cultivavam, ainda hoje férteis as terras da Costa. Viviam no areal em casas de madeira cobertas de colmo e antes de partir as queimavam para os pescadores de Olhão não as habitarem...Tenho uma amiga descendente deste povo , a sua beleza de belos e grandes olhos escuros como os belos cabelos a indiciar origem fenícia, os seus ascendentes de Ílhavo onde parece houve uma comunidade .
Dessa Costa da Caparica dos anos 30, hoje  resta a igreja
Juntou-se ao grupo uma aluna de Mestrado da Universidade de Aveiro, entrevistou o grupo sobre tópicos em Almada a nível de segurança e rede de transportes em passeios em contexto familiar em âmbito religioso, lazer, desporto, natureza, histórico, etc para constar na sua tese.
Falta o Metro até à Costa de Caparica com revitalização moderna do onda parque.
Em termos de segurança existe, todo o concelho  tem muitos pontos de interesse a todos os níveis para redescobrir. Menos bem? As podas de árvores e de arbustos deficitária sem gente com competência para esta valência estética, harmoniosa e de segurança em caso de vendaval ,  colmatar estragos e prejuízos.
O pelouro dos parques de merendas igualmente deficitário com falta de manutenção dos equipamentos sendo poucos deviam haver mais com  estacionamento.

Um bom e fiel amigo
Ao chegar antes da hora numa voltinha encontrei numa vivenda um belo cão preto onde me deixei ficar junto dele com outra senhora em troca de caricias e mimos até que chega outra trazendo o seu animal pela trela e saca do bolso dois biscoitos- que ele se lambe e agradece. Em verdade o cão foi para ali porque sabia estava na hora dela aparecer. Grande instinto animal, fiquei pasma! Amei.
Encontrei junto ao ponto de rega de um jardim uma beldroega
O que destaco de menos bem?
A rua a sul do ponto de encontro da biodiversidade , estreita para rua mista com três árvores no asfalto e não no passeio e ainda zona de residentes - um caos e ainda uma espia de um poste sem estar assinalada de amarelo para nela não se esbarrar

A limpeza, plásticos, latas etc que se embrenham nas acácias ao longo dos passeios de calçada, outro factor que é preciso estar na ordem do dia nesta cidade!

terça-feira, 16 de julho de 2019

Quando a riqueza do associativismo falha em Ansião!

Artigo de opinião  no Jornal Serras de Ansião do Dr Rui Rocha
 
Pertinência, revolta e legitimidade em vir questionar  o tema do artigo pela surpresa de  teor por mim levantado em primeira mão a 28 de junho de 2017 https://quintaisisa.blogspot.com/2017/06/festa-em-honra-do-santo-antonio-no.html. No meu direito de cidadania confesso que este tipo de festa popular é bem vindo e agradável pela grande vantagem do amplo adro e do jardim do Ribeiro da Vide pela moldura fresca desta sala de visitas da entrada sul da vila de Ansião, factores a ter em conta também pela tradição, jamais devia cair em saco roto, embora pese o facto lamentável desta capela não constar nos vídeos publicitários da vila de Ansião...Tema interessante para a próxima campanha das autárquicas prevalecer este tipo de festa em todos os Lugares do concelho, para não se perderem as tradições, em muitas ainda se mantém por carolice de meia dúzia de interessados.Este ano o S. Brás não vai ter festa...e não sei d'outras!
A meu ver todas as capelas deviam ter uma Confraria com Compromissos dos seus Irmãos, estando a Câmara e a Junta de Freguesia recetivas em colaborar na interajuda ; limpeza dos espaços, poda de árvores, empréstimo de mobiliário e sua montagem; mesas, cadeiras, stands e palco, logo após a festa devem desmontar levando de volta ao estaleiro.Assim só com esta união e parceria as festas populares dos Lugares do concelho não se perderão. Em plena festa no primeiro dia quando me dirigi ao balcão para petiscar dei conta de uma falha (?) a merecer ser colmatada no futuro que afloro ao jus de critica construtiva - o cliente ao se dirigir ao caixa para fazer o pagamento do que pretende adquirir se deve de imediato encaminhar para o balcão seguinte e pela mesma ordem receber o que comprou, só depois se deve dirigir para as mesas livres e escolher onde se senta. Paguei e assim fiz, contudo fartei-me de assistir de ver elementos do staf às mesas trazer as encomendas e perguntar com demasia cordialidade se queriam mais alguma coisa, nem sei se todos pagaram o que consumiram a mais (?), porque é fácil na prática esta maneira simpática de acolher trazendo às mesas o que o cliente solicita sem prévio pagamento, se perder o fio à meada...Ora a festa é para ter rentabilidade!
Não é a primeira vez que sinto temática do meu blog servir a iniciativa inspiradora e aprendizado a outros de ideias minhas literalmente "roubadas" sem menção na Fonte, com consequente  impressão incorrecta transmitida ao público alvo na finalidade e proveito próprio. Abuso e falta de respeito publicar uma opinião sobre associativismo cujo teor de raciocínio a tinha sido por mim há dois anos já idealizada e noutras aflorada a valia de se manterem as festas populares pelo que representam para quem vive fora  enquanto ponto de encontro nas raízes, as leu  ou delas tomou conhecimento por terceiros, sabendo retirar proveito genial das dicas para as destacar as tomando como suas dando azo a novo conceito emoldurado ao gosto de graxa politica dizendo por outras palavras o que eu já tinha ressaltado em crónica neste blog para se evidenciar em deliberado gozo  e arremesso da sua arma politica, alegadamente reconduzida e plagiada enquanto oposição dando aos leitores do jornal ser da sua lavra e em abono da verdade na sua vida de autarca jamais a implementou, para agora se servir do que não é seu, embora no direito de simpatizar com a mensagem, debalde usada em sábio proveito politico.Lamentável atitude.Cansada de coincidências, alegadamente falar da riqueza do associativismo na pretensa lavagem de imagem de alguém quiçá enxovalhado enquanto líder de associativismo popular este ano falhado (?) em pretenso gesto fraterno de pai da malha e estratégia politica reverter em exaltação, debalde se deixa ficar na mó de baixo...Já eu continuo na mó de cima !
O jornalismo regional deve pautar-se pela imparcialidade contemplado e exaltando o todo da região. Em Ansião rege-se desde algum tempo pela oposição no uso e abuso  em prol da dinamização politica, quando na prática os seus elementos parte deles uma vida no poder deixando  tudo pela metade, sobretudo na Cultura, um pelouro de grande lástima no tempo PSD a seu tempo mais se saberá, pior é beber informação de outrem sem a dignificar em gesto de justiça e transparência, o certo no carácter e  atitudes! Para pensar!
Pese a grande amplitude temática a muito se dizer e pouco dito num mensário distribuído em Portugal e no Mundo devia seguir linha e dever de maior rigor e investigação em  esclarecer os seus eleitores, sem menção às Associações de voluntariado que nada ganham e pretende atingir no destaque à riqueza pela prestação humana, a mais valia, porém as substanciais lacunas, a balizar o passado em vir contradizer quando a riqueza do associativismo em Ansião também falha... Ausente desta terra há mais de 40 anos  tomei conhecimento de uma associação de amigos, sem saber se chegaram a se vincular legalmente na sua pretensa revitalizar a festa de Santo António, ao Ribeiro da Vide onde dei conta do tremendo trabalho da equipa na limpeza e pintura da capela, adro e instalações do bar onde se movimentaram meses todos os seus cooperantes em várias áreas, azáfama que admirei e transmiti em  crónica, exaltando o mérito. Debalde fogo de pouca dura. Depois de 2 ou 3 anos, este ano sem ninguém se apresentar para dar a cara com capacidade para influenciar e liderar os demais em se continuar no propósito que os moveu no associativismo, fazer a festa a qualquer custo, depois de tanto gosto e trabalho. Debalde chegada a hora alguém pediu ao Sr presidente para se cortar a erva do adro, ainda o percalço na entrega da chave para abrir a capela para a celebração da missa, já antes para outras situações ...Factos tremendamente desabonatórios no associativismo de cariz popular em comissão alegadamente acabada sem interesse na continuidade da festa, a ser credeticio, o dever de se apresentar e fazer entrega da chave quem a foi pedir ao que parece sem modos... Em verdade o que ressalta neste tipo de associativismo festivo? Haver no colectivo indivíduo(s) que apresentam lacunas culturais, falta substancial de conhecimentos, valores de urbanidade e espírito de sacrifício em prol da defesa de causas  fundamentais para se viver em  sociedade. Relato um associativismo no meu ponto de vista o tenha sido de boa fé e concluso errado aconteceu com a mudança do sitio da capela de NS da Esperança na Sarzeda para nascente onde fizeram uma capela maior. Jamais se deve mexer em testemunhos do passado. Hoje não se sabe se o seu chão da primitiva era guardador do carneiro perpetuo da família nobre que ali morou.
No Escampado de Santa Marta levantei a questão de haver ombreiras de uma porta no seu tardoz a indiciar no passado foi virada a poente, como mandava a lei, na centúria de 700 requalificada com frontaria para nascente, o Sr Padre Manuel Ventura Pinho ao se aperceber não permitiu que fosse tapado o vestígio que legitimava o terreno que o donatário do casario adjacente reivindicava.
Na Fonte Galega puseram um poste de electricidade quase em cima da capela...
Parto do pressuposto que no concelho todos conhecem exemplos de associativismos de boa fé, onde em alguns prevaleceu a falta de conhecimento cultural acabando por fazer o que não se deve , sem ter alguém que supervisionasse as suas iniciativas, para o bem e para o mal. Qualquer associativismo deve fazer menção ao clausulado escrito ou oral sobre a real intenção do que se pretende patrocinar, pilar basilar na defesa e proteção ao património histórico, vivo, natural e imaterial. Não basta a boa vontade de um grupo se manifestar por uma causa ou ideal comum- gosto de andar de motorizada, bicicleta, praticar caminhada, trails,  folclore, corais, etnografia integrando  ranchos, futebol, outros desportos e festas populares, cujos participantes aderem por gosto, tempo e disponibilidade. O problema reside na conduta integra que se deve reger toda e qualquer associação, sabendo que tem de  trabalhar no duro para se levantar uma festa com  exigência de todos os participantes serem de boas contas na gestão da tesouraria dos comes e bebes,  esmolas, venda de fogaças, quermesse, demais oferendas o rigor de qualquer festa de cariz popular organizada por associações se deve pautar e jamais levantar qualquer suspeita com gente credível com conhecimento básico de economia para fazer o balanço da despesa e da receita , esperando-se lucro cujo saldo deve ser creditado na conta bancária da respectiva capela, devidamente afixado, em regra de boa transparência. Óbvio aos dias d'hoje só concorre a este tipo de associação de cariz  festivo quem tenha predisposição, tempo, gosto e calculista para imprevistos como a imprevisibilidade do tempo e a falta de adesão de massas que  hoje se verifica, a se combater com criatividade bastante para se reverter a favor e mais facturar, sabendo de antemão a sua única recompensa se medeia apenas enquanto trabalhador cooperante da festa comer e beber gratuitamente. Os estatutos deviam fazer menção a uma parte dos lucros a ser dividida pelos associados, não me choca em nada - preto  no branco! 
Só deve aderir a uma associação, quem se sinta capacitado para cumprir deveres, esta deve ser certificada com confrades ou irmãos.Cuja fonte de rendimento são as quotas dos associados  e doações de benfeitores, sendo escassas, se devem lançar na criatividade para ganhos na ajuda da sua manutenção, fazendo uma boa gestão do passivo e do activo, com sentido de economia e contenção de gastos. Já antes o deixei claro que não podem nem devem esperar ser subsidiadas pela autarquia. Ainda assim a Câmara num registo de tradição tem ajudado associações na área social, humanitária, desporto e outras (?). Estou a lembrar-me dos Bombeiros Voluntários, desde sempre agraciados, pese nos anos de vida - donativos, doações e quotas de sócios .Sou a primeira a fomentar que as associações existentes se deviam abrir a iniciativas criativas de utilidade para obtenção de ganhos para equilíbrio das suas finanças. No caso dos Bombeiros do pessoal permanente em tempo de menos registo de ocorrências dispensar alguns elementos em sistema de rotação mensal em áreas diversas desde a  pintura; canalizador; electricista; polivalente no préstimo facilitado aos cidadãos sócios,em regime  mais barato e não sócio mais caro, cobrindo o concelho e ainda a limpeza de pequenos quintais e afins, mantendo equipas multidisciplinares suportadas com software para marcação dos trabalhos, sua conclusão e pagamento. É  preciso implementar, começar por saber o que cada um sabe fazer além de ser bombeiro e motorista para vir a receber formação extra para rentabilizar a associação, e assim não estar dependente de outros acrescentando mais valia ao seu currículo no caso de vir a sair da cooperação, estar habilitado com outra profissão.E o mesmo a todas as demais instituições e associações se devem reinventar para deixar de estar dependentes da autarquia.
Seria interessante vir à tona os valores que a autarquia de Ansião lhes doou após o 25 de abril, para cada um tomar  a real consciência do que efectivamente se fala em contrariar o autor do artigo de opinião!

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