Espero que seja preservada em novas requalificações, as portas de madeira com tramelas, os tanques de pedra, as janelas de apenas um caixilho minúsculo, as escadas em pedra, os muros , as chaminés feitas pelo Ti António do Vale, as paredes de xisto com filas de buracos quadrados minúsculos , uma tradição judaica dos primitivos povos. Porque já muito se perdeu - as levadas ou regueiras das minas que secaram com os eucaliptos, os castanheiros seculares com a moléstia, estão de novo a medo a rebentar como o carvalho negrão.E paradoxalmente perdeu-se místico casario de xisto e outro alterado sem respeito pelo cunho histórico que carregava. Perderam-se os balcões, demolidos para alargamento de estradas.
Urge tempo de parar com aberrações!
As Juntas de Freguesia deviam ser as primeiras a dar as boas vindas a novos residentes, nacionais e estrangeiros fazendo entrega de memorando apelando à manutenção da traça ancestral do casario, não o descaracterizando , assim como normas para entulhos, animais de estimação presos, estacionamento dentro dos seus quintais e não nas estradas já por si estreitas, apenas em locais devidamente assinalados.
Uma aldeia deve prevalecer as suas marcas indeléveis do seu passado com estética, rigor e limpeza. Se cada um fizer a sua parte e a Junta o seu quinhão já que na toponímia foi um atropelo e devia ser rectificada - Travessa do Portelinho- sem o mínimo conhecimento em destrinçar travessa de rua, pior a rua principal chamada rua do lavadouro...Uma coisa é rua da Mouta Redonda de Cima e outra coisa é Rua da Mouta Redonda de Baixo, e outras... Ao Marco, logo na entrada para a aldeia a barreira do outeiro devia ser alargada para em caso de incêndio na serra os veículos ter espaço para manobras , o mesmo no ramal da estrada para a serra, abrir no bico entre estradas um largo.
A aldeia merece um espaço lúdico com bancos, flores e árvores, bem ficaria defronte das hortas, pese particular devia ser adquirido, hoje jaz nele uma lixeira a céu aberto arrematado por curva fechada que tem de ser rectificada.
Local altaneiro onde o pôr do sol se fina por último pelas ramagens altíssimas dos eucaliptos depois das Lages, oferecendo visão que se adensa em mil facetas idílicas tremendamente incandescente, em tons amarelo e carmesim, a imitar África! Um paraíso!
O futuro agenda-se no presente emendando erros do passado!

Entrada d para a serra
O certo era fazerem um largo no bico entre as duas estradas











Entrada d para a serra
O certo era fazerem um largo no bico entre as duas estradas





























