Herança rica - a produção e comércio de pinhão desde 1697 atestada por alvará régio em Ansião, em viragem de maré alta, pese anos de letargia em demasia adormecido, acordado em boa hora o plantio de pinheiro manso em 2016 na Serra da Portela, a maior mancha, entre outras com incentivos autárquicos na doação de árvores de viveiro já superior a 20 hectares na propensão expectável à futura produção - venda da pinha na árvore, a colher e vender, ou a colher, processar e vender o pinhão, abrindo conjuntura favorável à criação de uma Confraria que incentive e valorize a riqueza exponencial do pinhão em Terras de Sicó, com objetivos claros - gerir o continuado plantio faseado, reposição de árvores mortas, monitorizado na poda, acautelado de pragas inovando em maquinaria para o processamento das pinhas, do pinhão e dos resíduos para blocos de empresado para lareiras – meta a concretizar - deixar em Ansião a totalidade da sua riqueza, abrindo perspetiva única na região com a implantação de uma fábrica, criação de novos postos de trabalho, além de tratar da produção local, acresce a das redondezas, Abiul, Soure e vinda de fora como Carregal do Sale no mesmo estar comum aos lagares de azeite que recebem produção de azeitona do Alentejo. Fundamental o controlo estatístico ao rendimento do pinhal pela diminuição da volatilidade no seu ciclo reprodutivo para não haver quebras na produção ou não se extinguir como foi no passado. A produção de pinhas cifra-se nos 15/ 20 anos com pico aos 40/50 anos, reduzida com a idade das pinheiras aos 80/100 anos. Em Ansião a mancha de pinheiro manso antiga, possivelmente já sem produção, pela idade, localiza-se na Constantina, Pinheiro, Costa do Escampado, Casal S Braz . Ao não se equacionar a totalidade desta dinâmica será o mesmo que ouvir na voz do povo – morrer na praia no adeus ao progresso, em terra do pinhal interior, quando pode almejar o todo se chamar a si justa revindicação, sem rival e jamais se contentar como até ao presente com migalhas do comércio do pinhão adquirido no distrito por revendedores apostando na mudança se investir até ao produto final, de alta qualidade, com rotulo de Sicó, a escoar no mercado nacional e exportação.O pinhão português de miolo estreito, mais comprido e de maior sabor e valor nutritivo aguarda certificação pela DOP desde 2015, tendo sido alterada para Indicação Geográfica Protegida. Itália e Espanha – países que mais compram pinhão nacional, os espanhóis optam por pinhão com casca para o processar e comercializar. Espanha também compra pinhão de inferior qualidade de origem asiática - China, Turquia e Paquistão para se compreender as estatísticas do INE onde aparece como principal fornecedor de pinhão no seu mercado, rotulado de origem espanhola em publicidade enganosa quanto à origem e à qualidade. No distrito de Leiria, em Marrazes concentram-se fábricas de negociantes de frutos secos, compram o pinhão em Alcácer do Sal, em fases distintas - já descascado e limpo, com a pele - o mais caro, ou com casca para o tratar manualmente, segundo inquérito realizado a vendedores na Feira dos Pinhões pelo conterrâneo Arqº José Freire Silva, em mais saber para escoar as suas pinhas. O panorama do negócio do pinhão a enriquecer quem não tem escrúpulos por vender alegado pinhão asiático como produto nacional no intuito de rentabilizar o produto seco, por ser de todos o mais caro no mercado, penalizando o cliente final, desconhecedor da sua verdadeira origem com o preço a disparar a cada ano, quando devia ser bem diferenciado a contento de todas as bolsas. Em 2018 Miguel Esteves Cardoso assim se referiu - Temos o direito de saber a procedência e o ano da colheita. Temos o direito de provar primeiro e de rejeitar o pinhão rançoso, seco ou com sabor a mofo. Temos o direito de exigir, pelo preço que pagamos, que o pinhão seja nacional e novo.
As Feiras francas da Constantina a 24 de janeiro e 2 de julho célebres, pela difusão na voz dos peregrinos do Caminho de Santiago de Compostela, dos que vinham ao chamamento de curas milagrosas nas águas da Fonte Santa, pela devoção a Nossa Senhora da Paz e de todos os viandantes desde o clero, nobres e povo que corriam na rede de estradas medievais - real e coimbrã, a cruzar Ansião.A Confraria de Nossa Senhora da Paz da Constantina da autoria do Dr Manuel Dias referencia vendedores e confrades vindos de Norte - Guimarães e Palheiros, Murça. Da Beira Baixa - Salvaterra do Extremo, Idanha-a-Nova. Do Centro Tomar, Condeixa, Pedrogão Grande e Pequeno, Minde, Lousã, Sertã, Mira d’Aire, Coimbra, Ceira, Cernache do Bonjardim, Abrantes, Golegã. Alto Alentejo - Reguengo, aldeia de Portalegre, Avis, Coruche e mais perto de Ansião, Arega, Pombal, Vala de Ourique e Soure, Condeixa. .A Confraria cobrava o terrádego aos feirantes e alugava tábuas, alpendres e ainda disponibilizava duas casas. Como havia alguns que não pagavam por não haver alvará régio, os oficiais o solicitaram, o tendo recebido em 1697. O terradégo estabelecia valores diferenciados - Mercadores 300 reis, Tendeiros, Sombreireiros, Cortidores e Ourivices, 100 reis, demenos conta cinquenta, unindo carros e cavalgaduras, e ainda a cabessa com as costas, 20 reis. Em termos estatísticos o autor confirma confrades fora de Ansião ao longo de 30 anos de Pedrogão 151 -Minde 149 -Lousã 81 - Sertã 63 - Mira d’Aire 54 - Pedrogão Pequeno 43 - Coimbra 40 - Pombal 26 - Palheiros 25 – Freguesia de Murça -S Fructuoso em Ceira e Cernache do Bonjardim 25 cada - Arega 22 -Almalagues, Aguas Belas 20 cada -Reguengo, aldeia de Portalegre, Estremoz, Avis, Abrantes, Coruche, Golegã, Lisboa . Além da venda e compra de pinhão, produtos novidade, baetas, panos de lã não pisoada, chapelaria, peles curtidas e objetos de ouro e prata, os ourives artesãos tinham nas feiras o seu principal mercado com a população rural e forasteiros para objetos de baixo preço e de uso pessoal e gente abastada encomendava peças mais requintadas - correntes de ouro, gargantilhas e quiçá o “Menino Jesus em ouro” ainda hoje o povo na Constantina diz ter sido enterrado na passagem dos invasores franceses em 1810...Existem alguns aforamentos entre 1815/8 de vendedores que se deslocavam de longe desde Tomar, chegavam de antevéspera ou véspera para arranjar melhores locais. Aforão nove lugares de Vala (de Ourique)- o autor não conseguiu decifrar , o que se depreende (?) Jozé da Cruz Marto; Manoel Marquez Loirenço e da outra banda Joze Marquez Loirenço; aforão José Pedro de Condeixa, em 1815 dois lugares pegados à capella; aforô Manoel António Roriz Guimaes o lugar pegado à loja de baetas de João Batista de Soire da parte de tras em 24 de janeiro de 1817; aforô Sr Joze Caetano de Soire hum alpender o de cima o Lugar do meio - 1.000 por cada um , 23 de janeiro de 1815.
As Feiras francas da Constantina a 24 de janeiro e 2 de julho célebres, pela difusão na voz dos peregrinos do Caminho de Santiago de Compostela, dos que vinham ao chamamento de curas milagrosas nas águas da Fonte Santa, pela devoção a Nossa Senhora da Paz e de todos os viandantes desde o clero, nobres e povo que corriam na rede de estradas medievais - real e coimbrã, a cruzar Ansião.A Confraria de Nossa Senhora da Paz da Constantina da autoria do Dr Manuel Dias referencia vendedores e confrades vindos de Norte - Guimarães e Palheiros, Murça. Da Beira Baixa - Salvaterra do Extremo, Idanha-a-Nova. Do Centro Tomar, Condeixa, Pedrogão Grande e Pequeno, Minde, Lousã, Sertã, Mira d’Aire, Coimbra, Ceira, Cernache do Bonjardim, Abrantes, Golegã. Alto Alentejo - Reguengo, aldeia de Portalegre, Avis, Coruche e mais perto de Ansião, Arega, Pombal, Vala de Ourique e Soure, Condeixa. .A Confraria cobrava o terrádego aos feirantes e alugava tábuas, alpendres e ainda disponibilizava duas casas. Como havia alguns que não pagavam por não haver alvará régio, os oficiais o solicitaram, o tendo recebido em 1697. O terradégo estabelecia valores diferenciados - Mercadores 300 reis, Tendeiros, Sombreireiros, Cortidores e Ourivices, 100 reis, demenos conta cinquenta, unindo carros e cavalgaduras, e ainda a cabessa com as costas, 20 reis. Em termos estatísticos o autor confirma confrades fora de Ansião ao longo de 30 anos de Pedrogão 151 -Minde 149 -Lousã 81 - Sertã 63 - Mira d’Aire 54 - Pedrogão Pequeno 43 - Coimbra 40 - Pombal 26 - Palheiros 25 – Freguesia de Murça -S Fructuoso em Ceira e Cernache do Bonjardim 25 cada - Arega 22 -Almalagues, Aguas Belas 20 cada -Reguengo, aldeia de Portalegre, Estremoz, Avis, Abrantes, Coruche, Golegã, Lisboa . Além da venda e compra de pinhão, produtos novidade, baetas, panos de lã não pisoada, chapelaria, peles curtidas e objetos de ouro e prata, os ourives artesãos tinham nas feiras o seu principal mercado com a população rural e forasteiros para objetos de baixo preço e de uso pessoal e gente abastada encomendava peças mais requintadas - correntes de ouro, gargantilhas e quiçá o “Menino Jesus em ouro” ainda hoje o povo na Constantina diz ter sido enterrado na passagem dos invasores franceses em 1810...Existem alguns aforamentos entre 1815/8 de vendedores que se deslocavam de longe desde Tomar, chegavam de antevéspera ou véspera para arranjar melhores locais. Aforão nove lugares de Vala (de Ourique)- o autor não conseguiu decifrar , o que se depreende (?) Jozé da Cruz Marto; Manoel Marquez Loirenço e da outra banda Joze Marquez Loirenço; aforão José Pedro de Condeixa, em 1815 dois lugares pegados à capella; aforô Manoel António Roriz Guimaes o lugar pegado à loja de baetas de João Batista de Soire da parte de tras em 24 de janeiro de 1817; aforô Sr Joze Caetano de Soire hum alpender o de cima o Lugar do meio - 1.000 por cada um , 23 de janeiro de 1815.
Correlacionei confrades de Oliveira do Conde, nome que desconhecia e descobri ser hoje Carregal do Sal nos últimos anos a Autarquia também tem investido na reflorestação de pinheiro manso, por causa dos incêndios, com aposta na feira da Pinha e do Pinhão. Encontrei um trabalho sobre A agricultura da Beira Alta nos séculos XVIII e XIX de João Nunes de Oliveira que referencia a existência de pinhais (…) e a casca de algumas árvores (pinheira) fundamental para o curtimento de peles, pelo tanino que possuía, tornando-se um motor da actividade artesanal. O estudo não aborda em nenhum momento a produção ou comercialização de pinhão, para se instalar a premente dúvida, saber onde o pinhão foi primeiramente semeado - Carregal do Sal, Ansião ou Soure? Partindo do pressuposto quem o semeou em Ansião, no Pinheiro, lhe ganhou o topónimo para se alastrar ao Escampado da Costa e Constantina. O Tombo de 1508 de Sour, não refere a existência do pinheiro manso e pela falta de Tombos de Ansião, plausível afirmar o seu plantio tenha surgido com povoadores aportados por mar vindos do Mediterrâneo oriental da Turquia ou Grécia - gregos ou hebreus, conhecedores da riqueza do pinhão enquanto alimento, trazendo a semente em meados da centúria de 500 descidos por mar da Galiza a Buarcos com alguns a se encaminhar para o Maciço de Sicó, locais de passagem da rota antiga romana/ medieval. Ansião ganha a primazia por ser pioneira na comercialização do pinhão legalmente há 323 anos com escoamento da sua produção, sem se conhecer outra terra que a rivalize. Por volta de 800, os vendedores de Soure que vinham às feiras francas da Constantina, tenham levado a semente para Assamassa, onde com arte popular a trabalhar o pinhão na simbologia da fertilidade, a herança grega ainda hoje celebram o seu ritual no Ramo ao Divino Espírito Santo. No final da festa a recriação do conceito do Bodo aos Pobres, com a distribuição dos pinhões hoje pelos Mordomos. Sobre a produção de pinhão no passado de Carregal do Sal, nada se sabe. Curioso ter havido confrades que também vinham às feiras francas da Constantina, para terem igualmente levado a semente...
Em Ourém, em Vale Travesso na região de Tomar vinham vendedores à feira.Em Vale Travesso uma família processa o pinhão e o vende por altura da festa de Santo Amaro e outras feiras nas redondezas. Maria de Jesus com 87 anos disse na televisão que foi em 1957, que se meteu nisto pela mão do marido, para o comerem e mais tarde para vender o pinhão em medidas - pequenas caixinhas de madeira como as usadas para a venda dos tremoços. Perceberam o filão para a família percorrer a vizinhança a pedir pinhas, trabalham noite dentro a chamuscá -las com munha, ou caruma, depois em cima de um cepo dão-lhe marretadas para as fazer abrir e saltar os pinhões, e por fim em cima de outro cepo, já tem peças em ferro para assentar o pinhão e o partir sem o molestar, antigamente seria com martelo ou uma pedra. Segue-se o tostar no forno a lenha mantendo a tradição de venda que já está no sangue da família há mais ou menos 65 anos. Produto endógeno, caseiro de primeira qualidade, como o seria de antigamente e será difícil de encontrar outro assim melhor…A semente do pinhão podia ter sido levada de Ansião, ou disseminada pelo vento...
Os
povos da bacia mediterrânica – Líbano, Irão, Turquia e Grécia integravam o
pinhão na sua dieta alimentar, rico em nutrientes e durável, e Itália no Molho Pesto e foi afamado
nas rações das hostes dos exércitos romanos por fortalecer os músculos. O cultivo do pinhão estendeu-se na Península Ibérica, em Portugal abundante a sul do Tejo no distrito de Setúbal, em especial em Alcácer do Sal onde existe a maior concentração de pinhal manso, para se explicar na região abordada entre Ansião e Soure a mancha de pinhal - pinheiras, apreciar os mesmos terrenos de consolidação dunal, ácidos e pobres onde também se dão os abrunheiros, espécie de ameixeiro para produção de aguardente .A sua madeira também muito apreciada, a arca de enxoval do meu pai foi feita com pinheira do Escampado da Costa, ainda a guardo estimada. Muitas naus tiveram na sua construção Pinheiros Mansos de Alcácer do Sal , tendo o próprio Bartolomeu Dias escolhido as árvores , debalde desconhece-se o contributo do distrito de Leiria para a expansão portuguesa de onde provinha a madeira para as naus, apenas referido o Pinhal de Leiria. De todos os vendavais graves em Ansião temos conhecimento em 1706 o que destruiu a capela da Misericórdia e do ciclone em 1941 do século XX na Constantina derrubou muitas pinheiras de grande porte, na altura gente de Aveiro apareceu para comprar a madeira para fazer embarcações.Em Ourém, em Vale Travesso na região de Tomar vinham vendedores à feira.Em Vale Travesso uma família processa o pinhão e o vende por altura da festa de Santo Amaro e outras feiras nas redondezas. Maria de Jesus com 87 anos disse na televisão que foi em 1957, que se meteu nisto pela mão do marido, para o comerem e mais tarde para vender o pinhão em medidas - pequenas caixinhas de madeira como as usadas para a venda dos tremoços. Perceberam o filão para a família percorrer a vizinhança a pedir pinhas, trabalham noite dentro a chamuscá -las com munha, ou caruma, depois em cima de um cepo dão-lhe marretadas para as fazer abrir e saltar os pinhões, e por fim em cima de outro cepo, já tem peças em ferro para assentar o pinhão e o partir sem o molestar, antigamente seria com martelo ou uma pedra. Segue-se o tostar no forno a lenha mantendo a tradição de venda que já está no sangue da família há mais ou menos 65 anos. Produto endógeno, caseiro de primeira qualidade, como o seria de antigamente e será difícil de encontrar outro assim melhor…A semente do pinhão podia ter sido levada de Ansião, ou disseminada pelo vento...
Parentes próximos – Ansião
e Soure a sugerir união com selo em Terras de Sicó na premissa manter vivas as
ancestrais tradições do pinhão e unir o comum passado e pujança da riqueza, contando a sua história !
Os registos da Confraria transcritos pelo Dr Manuel Dias, importantes para conseguir correlacionar mais sobre este passado que agora partilho e lamentavelmente o autor nada correlacionou.
Ambição o abraço de terras do interior em singrar mais progresso valorizando o passado e o presente, dando a conhecer ao Mundo, como ferozes embaixadores.
Debalde em Ansião a mágoa pese tanta partilha e ensinamento cultural deixar transparecer a falta de leitura e de suposto interesse para vir a ditar Depois, Vai-se a Ver e Nada...O mesmo e Soure com a cronica publicada em junho de 2019...Vamos Crer estou enganada!
As minhas memórias da década de 60/70 em Ansião
Recordo as vendedeiras de enfiadas de pinhões presas nas mãos que aportavam à Feira dos Pinhões em Ansião a 24 de Janeiro, vestidas de traje regional usavam um tradicional chapelinho na cabeça em veludo preto ornado com pena e enfeitado com lenço bordado.
Encontrei um estudo de 2018 em Mestrado em Engenharia Florestal e dos Recursos Naturais - Instituto Superior de Agronomia com utilização do raio-X para estimativa do rendimento em miolo de pinhão no pinheiro manso (Pinus pinea L.) Autor:Silva, Maria da Conceição Matos dos Santos.No presente trabalho foi analisada a possibilidade de modelação do peso do miolo de pinhão de pinheiro manso, a partir de parâmetros biométricos e morfológicos do pinhão negro, recolhidos através de análise de imagens obtidas por raio-X.
Pinheiras altivas em Ansião da Mata Municipal
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https://books.google.pt/ encontrei referencia a «donzela Espírito Santo» - Donzela a Mãe da Sabedoria e Espírito Santo venerado como Figura feminina na oração eucaristica nos Actos A S Tomé surge quando este liberta uma bela mulher de um demónio impudico que a atormentava durante anos.O hino tem o significado terapêutico da transformação de uma obsessão sexual num reconhecimento das qualidades positivas do espírito feminino..
O Bodo aos pobres https://quintaisisa.blogspot.com/2019/06/ramo-de-pinhoes-ao-espirito-santo.html
"Há historiadores que tem opinião que os cristãos-novos eram judeus recém-batizados, nem sempre convictos e sinceros". Na minha perspectiva gente com talentos e malícia em profanar a religião cristã para dela tirar proveito de riqueza à custa de gente de fraco raciocínio !
Falta dissecar as Memórias Paroquiais de Soure para mais se saber do seu orago -Divino Espírito Santo de Assamassa e se existe informação sobre a tradição .
A casca grossa das pinheiras, rica em taninos foi usada para curtir couros. De Oliveira do Conde, hoje Carregal do Sal, vinham à feira curtidores de peles. Também de Guimarães viriam compradores de peles curtidas para a industria chapeleira, e algum tenha ficado em Ansião. O apelido Gameiro, julgo desaparecido referenciado no Escampado nas Memórias Paroquiais tendo uma capela com administrador por ter ido para Torres Novas, apelido que continua na família de curtumes em Pernes. O apelido - Guimarães, em Ansião foi vivo com um exposto na Roda de Guimarães - António José Bastos Guimarães, meu ascendente, foi vivo até meados do século XX , um registo da Confraria menciona em 1815 um vendedor Manoel António Roriz Guimaes - o autor não relacionou o apelido como o local de origem como o fez nos outros, dando azo na minha investigação encetado há muito sobre este apelido em Ansião hoje desaparecido e à pouco tempo na cortesia de Henrique Dias saber que faz parte da minha árvore genealógica paterna se mostrar claro que Manoel António Roriz de Guimaes teve um filho ilegítimo de mãe em Ansião, nas suas vindas às feiras francas que chamou António José Bastos Guimarães, com apelido da terra do progenitor que levou para a Roda em Guimarães, onde ele era morador, sendo privilegiado com estudos para mais tarde aparecer em Ansião a trabalhar na Casa da Câmara na Cabeça do Bairro, no Tribunal, onde se casa e constitui família.
No meu tempo havia uma ligação rodoviária de Ansião a Soure com placa toponímica - Soure, ao Fundo da Rua em Ansião e outra na ramal para o Alvorge, muita era a dificuldade naquele tempo em atravessar a estrada nº 1 para a festa de S. Mateus, das nozes e da cebola e da exposição de azulejos e mosaicos João Chula, apelido com origem no Minho, em Guimarães, a Festa do Pinheiro onde os bombos brincam com os ritmos do folclore Chule , a incitar estudo da linhagem aqui aportada. A minha primeira vez na vila de Soure fiquei de boca aberta com o castelo implantado em chão plano ao invés de o ser em local altaneiro, deambulei pelas ruas e descobri solares- Freitas, Dr. Mourão de Paiva, dos Melos- apelidos igualmente vivos no concelho de Ansião e ainda os Sás, mais tarde a minha despedida de solteira aconteceu em Vila Nova de Anços onde enxerguei a extensa campesina de arrozais, introduzido pelos mouros, rasgada pelos rios Anços e Arrunca adornada por ulmeiros, salgueiros e freixos.
Jamais foi entrave a serra das Degracias a casamento, vendedores na feira da Constantina e a trabalho.
A riqueza do pinhão originou os topónimos - Pinhal e Pinheiro em Ansião e em Soure, Pinheiro, também uso em apelidos na região.
Há necessidade em aprofundar as raízes se o Ramo não foi inicialmente ligado ao ritual do Ramadão só se alimentam depois do pôr o sol, no tempo do pinhão os da casa , grandes e pequenos, ocupavam-se todos em redor da fogueira munidos de pedra nas mãos a partir a casca do pinhão, os esmigalhados matavam a fome e os sãos para venda na feira. Não sei quando surgiu a arte de trabalhar o pinhão e do chamamento - Ramo, em vez de altar, na interligação a legado de gregos na região, ainda visível os genes de aspecto e de sobrancelhas grossas e resquícios no estilo em engalanar o andor com cordões de pinhões e enfeites ao gosto dos Mordomes - Cruzes, S revirados, flores com pétalas a jus de corações, a ligação aos afectos, resplendores, pombas, roscas estreladas, espirais ao jus de cornucópia a imitar folhos para deambular em graça com a oscilação do andor - a cornucópia simbólica da fertilidade, riqueza e abundância.Na mitologia greco-romana era representada por um vaso em forma de chifre, com uma abundância de frutas e flores irradiando do mesmo, em simbolizar a agricultura como alimento rico e o comércio.
Nasceu o desafio de lançar despique aos Pelouros da Cultura
Ambos os Concelhos - Ansião e Soure acordar na Ambição maior em se classificar a Feira dos Pinhões em Ansião e o Ramo ao Divino Espírito Santo, em Assamassa, como Património Imaterial em Terras de Sicó, na categoria Mística-Religiosa onde ambos foram concebidos, além dos saberes, celebrações, danças, músicas, costumes, lendas, rituais, e a feira todos se englobam pelo valor histórico e sentimental para os habitantes da região por se referirem às suas origens e à forma escolhida para as terras de Sicó serem lembradas.
Jamais tenha sido abordado a intenção de classificar a Feira dos Pinhões, por não constar em sites camarários de Ansião, tão pouco o Ramo em Soure, ambos a premiar o pinhão, a sua potencial riqueza tão adormecida, pese o primor da sua identidade - a feira na bonita idade mais de 323 anos e o Ramo mais de 200, para valorizar e defender enquanto valor herdado tão vivo nos usos e costumes.Ambos os Concelhos - Ansião e Soure acordar na Ambição maior em se classificar a Feira dos Pinhões em Ansião e o Ramo ao Divino Espírito Santo, em Assamassa, como Património Imaterial em Terras de Sicó, na categoria Mística-Religiosa onde ambos foram concebidos, além dos saberes, celebrações, danças, músicas, costumes, lendas, rituais, e a feira todos se englobam pelo valor histórico e sentimental para os habitantes da região por se referirem às suas origens e à forma escolhida para as terras de Sicó serem lembradas.
Os registos da Confraria transcritos pelo Dr Manuel Dias, importantes para conseguir correlacionar mais sobre este passado que agora partilho e lamentavelmente o autor nada correlacionou.
Parentes próximos - Ansião e Soure
Projectar Ansião e Soure no turismo no Maciço de Sicó
Pela ligação ao seu passado de parentes próximos com o emblemático vale e serranais cársicas desde as Degracias a Mocifas da Nazaré, Casas Novas, Buracas de Casmilo para amantes de caminhadas em trilhos, montanhismo e escalada , vale do Rabaçal, várzea da Ateanha , Aljazede e Lagarteira onde fulminada me sinto perdida em luxuria por ser em lugares guardadores de gratas emoções de tantas viagens sentidas na vastidão estranha que se entranha perdida em deslumbramento com Alminhas em pedra, de courelas arroteadas fechadas por frágeis cancelas de madeira, por todo o lado pequeninas almuinhas de oregãos sob vistas desafogadas para a serra do Maciço de Sicó, de todos os ângulos se respira literalmente beleza incomum com casario de balcão e estelas funerárias depois de Alcalamouque , hoje resta julgo uma, sem no tempo alguém lhe ter deferido merecida atenção. Há anos o plantio de cedros em chão de argila empedernida a lembrar aqui já foi o fundo do mar, prova disso os fósseis em desatino a rivalizar com a terra rossa a lembrar África em mais lançar convite a desfrute e deleite tamanha riqueza de fortes contrastes, ora a clamar deserto ora a clamar estepe russa aqui e ali emoldurada a idílicas dolinas cársicas guardadora de resquícios de esqueletos de madeira podre e ressequida de moinhos de vento, debruada a muros de pedra seca, lapiás, fósseis em uníssono convidem no mesmo marasmo de chão inóspito, cru e empedernido, recortado a courelas de sequeiro vestidas de vinhedos e salpico de olival, por todo o lado semeado a calhaus onde emergem dois montes a imitar cones, sem imortalização em 1669 na aguarela de Pier Baldi e dizer - jamais me canso, de te olhar...para acordar com aromas a erva de Santa Maria , travo do afamado queijo denominado Rabaçal, riqueza ímpar a sábia na mistura de leites - cabra e ovelha a pedir urgente certificação, se os municípios se envolverem, portanto são duas importantes apostas e como não há duas sem três juntar a doçaria ...
DOÇARIA
Pão de Ló, biscoitos de azeite, arroz doce, o Bolo de Noivos e Merendeiras de nozes e passas , Ferraduras de erva doce e Lesmas
Esqueci-me de registar foto o Pão de Ló na casa da minha amiga D Helena Silva da Lagoa da Ameixeira em Ansião , húmido e delicioso, como o da minha querida mãe.
Pela ligação ao seu passado de parentes próximos com o emblemático vale e serranais cársicas desde as Degracias a Mocifas da Nazaré, Casas Novas, Buracas de Casmilo para amantes de caminhadas em trilhos, montanhismo e escalada , vale do Rabaçal, várzea da Ateanha , Aljazede e Lagarteira onde fulminada me sinto perdida em luxuria por ser em lugares guardadores de gratas emoções de tantas viagens sentidas na vastidão estranha que se entranha perdida em deslumbramento com Alminhas em pedra, de courelas arroteadas fechadas por frágeis cancelas de madeira, por todo o lado pequeninas almuinhas de oregãos sob vistas desafogadas para a serra do Maciço de Sicó, de todos os ângulos se respira literalmente beleza incomum com casario de balcão e estelas funerárias depois de Alcalamouque , hoje resta julgo uma, sem no tempo alguém lhe ter deferido merecida atenção. Há anos o plantio de cedros em chão de argila empedernida a lembrar aqui já foi o fundo do mar, prova disso os fósseis em desatino a rivalizar com a terra rossa a lembrar África em mais lançar convite a desfrute e deleite tamanha riqueza de fortes contrastes, ora a clamar deserto ora a clamar estepe russa aqui e ali emoldurada a idílicas dolinas cársicas guardadora de resquícios de esqueletos de madeira podre e ressequida de moinhos de vento, debruada a muros de pedra seca, lapiás, fósseis em uníssono convidem no mesmo marasmo de chão inóspito, cru e empedernido, recortado a courelas de sequeiro vestidas de vinhedos e salpico de olival, por todo o lado semeado a calhaus onde emergem dois montes a imitar cones, sem imortalização em 1669 na aguarela de Pier Baldi e dizer - jamais me canso, de te olhar...para acordar com aromas a erva de Santa Maria , travo do afamado queijo denominado Rabaçal, riqueza ímpar a sábia na mistura de leites - cabra e ovelha a pedir urgente certificação, se os municípios se envolverem, portanto são duas importantes apostas e como não há duas sem três juntar a doçaria ...
DOÇARIA
Pão de Ló, biscoitos de azeite, arroz doce, o Bolo de Noivos e Merendeiras de nozes e passas , Ferraduras de erva doce e Lesmas
Esqueci-me de registar foto o Pão de Ló na casa da minha amiga D Helena Silva da Lagoa da Ameixeira em Ansião , húmido e delicioso, como o da minha querida mãe.
Biscoitos de azeite
Biscoitos de laranja da minha amiga Maria da Luz Simões
Foto retirada da página do facebook em que a semelhança do formato em que estes parecem mais fofos por serem de laranja, uma nova variante.
O novíssimo pastel de pinhão da ETP SICÓ
Para mim em demasia atulhado!
Esperava um doce como o chícharo embrulhado em massa filo finíssima e crocante ...

Parceria credível a coroar o produto endógeno regional a propor ao Ministério da Agricultura e Pescas Indicação Geográfica Protegida de Terras de Sicó e ainda submeter candidatura da Feira dos Pinhões de Ansião e do Ramo ao Divino Espírito Santo de Assamassa, Soure, a Património Imaterial de Terras de Sicó no slogan – Ambição a Materializar!Esperava um doce como o chícharo embrulhado em massa filo finíssima e crocante ...

Ambição o abraço de terras do interior em singrar mais progresso valorizando o passado e o presente, dando a conhecer ao Mundo, como ferozes embaixadores.
Debalde em Ansião a mágoa pese tanta partilha e ensinamento cultural deixar transparecer a falta de leitura e de suposto interesse para vir a ditar Depois, Vai-se a Ver e Nada...O mesmo e Soure com a cronica publicada em junho de 2019...Vamos Crer estou enganada!
As minhas memórias da década de 60/70 em Ansião
Ausente de Ansião há mais de 40 anos. Em miúda no Escampado da Costa, onde ia com a minha irmã às pinhas às pinheiras do lavrado do nosso pai trazidas às costas em saco de serapilheira pelo caminho arreliadas com a resina pegajosa nas mãos e nas pernas a coceira a tropeçar nas estevas também pegajosas na descida abrupta do carreiro , mal chegadas a casa as pinhas verdes, pesadas, eram postas na boca do forno que o nosso pai nos tinha feito com barro saído do poço, ateámos fogueira com munha para as fazer abrir e saltarem os pinhões, depois eram partidos no chão com o martelo até se apanhar o jeito da batida para o miolo sair ileso sem se esmigalhar... Nunca vi nem soube que em Ansião houvesse o ritual de partir pinhão nas noites de inverno à lareira como existe na Beira Alta . Pode ter existido a tradição e se perdeu a produção com a queda das árvores... Ouvia falar no Pinheiro roubavam pinhas, ao “Sr Júlio 29”.
O ritual da comercialização, no meu tempo com vendedoras vindas da gândara, de terras de Leiria julgo jamais alguém se preocupou em saber de que localidade especifica provinham , por ser um território imenso abrange Marrazes, Figueira da Foz, Cantanhede, Montemor-o-Velho, até Mira terras de muitos pinhais, a Guilhermina Ladeira lembra-se de vendedoras de Abiul, e chamavam às fiadas - terços. Hoje os vendedores da terra adquirem o pinhão nos Marrazes em fábricas e negociantes que comercializam frutos secos, compram o pinhão em Alcácer do Sal já descascado e limpo nas fabricas de descasque, mais caro ou com a casca que depois, em Leiria, descascam manualmente como se faz em Soure, segundo testemunho de Jose Freire da Silva foi a Ansião e questionou vários vendedores para saber como escoar as suas pinhas .Recordo as vendedeiras de enfiadas de pinhões presas nas mãos que aportavam à Feira dos Pinhões em Ansião a 24 de Janeiro, vestidas de traje regional usavam um tradicional chapelinho na cabeça em veludo preto ornado com pena e enfeitado com lenço bordado.
Encontrei um estudo de 2018 em Mestrado em Engenharia Florestal e dos Recursos Naturais - Instituto Superior de Agronomia com utilização do raio-X para estimativa do rendimento em miolo de pinhão no pinheiro manso (Pinus pinea L.) Autor:Silva, Maria da Conceição Matos dos Santos.No presente trabalho foi analisada a possibilidade de modelação do peso do miolo de pinhão de pinheiro manso, a partir de parâmetros biométricos e morfológicos do pinhão negro, recolhidos através de análise de imagens obtidas por raio-X.
Trajes de mulheres da gândara

Apanha de Pinhas
Céus coroados em glória com pinheiras vaidosas de amplas cúpulas verdes, tanto me encantam o olhar no desafio sem medo ao infinito de altura descomunal, Rainhas do Rei - o Pinhão, na vila de Ansião e Assamassa em Soure!
Assim belas somente as vi num filme passado na ilha de Corfu, na Grécia!
O ciclo de produção de pinhas entre os 3/ 4 anos.
Por decreto lei a apanha de pinhas de pinheiro manso inicia-se a 1 de Dezembro até ao dia 31 de Março . Por condições climatéricas o prazo pode ser prorrogado.
O ICNF — Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas alerta que o regime jurídico aplicável à colheita, transporte, armazenamento, transformação, importação e exportação de pinhas da espécie Pinus pinea L. (pinheiro-manso) em território continental foi aprovado pelo Decreto-Lei n.º 77/2015, de 12 de Maio, e entrou em vigor a 10 de Agosto de 2015. Registo obrigatório. E relembra que a colheita, transporte, armazenamento, transformação, importação e exportação de pinhas de pinheiro-manso estão sujeitos à comunicação prévia obrigatória ao ICNF. A comunicação prévia é realizada através da “declaração de pinhas” e o registo de operador económico são submetidos por via electrónica, através do Sistema de Informação da Pinha de Pinheiro-manso (SiP).
Excepções - Estão dispensados da comunicação prévia a colheita, transporte, armazenamento, transformação, importação e exportação de pinhas de pinheiro-manso até ao limite de 10 quilogramas de peso, desde que exclusivamente destinadas a auto-consumo.
Céus coroados em glória com pinheiras vaidosas de amplas cúpulas verdes, tanto me encantam o olhar no desafio sem medo ao infinito de altura descomunal, Rainhas do Rei - o Pinhão, na vila de Ansião e Assamassa em Soure!
Assim belas somente as vi num filme passado na ilha de Corfu, na Grécia!
O ciclo de produção de pinhas entre os 3/ 4 anos.
Por decreto lei a apanha de pinhas de pinheiro manso inicia-se a 1 de Dezembro até ao dia 31 de Março . Por condições climatéricas o prazo pode ser prorrogado.
O ICNF — Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas alerta que o regime jurídico aplicável à colheita, transporte, armazenamento, transformação, importação e exportação de pinhas da espécie Pinus pinea L. (pinheiro-manso) em território continental foi aprovado pelo Decreto-Lei n.º 77/2015, de 12 de Maio, e entrou em vigor a 10 de Agosto de 2015. Registo obrigatório. E relembra que a colheita, transporte, armazenamento, transformação, importação e exportação de pinhas de pinheiro-manso estão sujeitos à comunicação prévia obrigatória ao ICNF. A comunicação prévia é realizada através da “declaração de pinhas” e o registo de operador económico são submetidos por via electrónica, através do Sistema de Informação da Pinha de Pinheiro-manso (SiP).
Excepções - Estão dispensados da comunicação prévia a colheita, transporte, armazenamento, transformação, importação e exportação de pinhas de pinheiro-manso até ao limite de 10 quilogramas de peso, desde que exclusivamente destinadas a auto-consumo.
Origem do povo povoador nesta região de Sicó?
Até hoje sem merecer correlação por parte de historiadores nem investigadores a mistura de povos aportados à região de Sicó, em várias fases. Após a consolidação do Condado Portucalense, o sul da Galiza veio a ser Portugal para logo povoadores se encaminharem para sul e se fixarem em quintas na beira da estrada norte/sul como estalajadeiros e taberneiros. Em Ansião eram 5 quintas que os donos venderam ao Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra entre 1175/6 onde teriam ficado como foreiros. Mais tarde o Mosteiro para as povoar chamou mais 30 famílias vindas de norte. Por altura do povoamento do concelho do Germanelo pela dificuldade de o povoar sobretudo a sul pelas constantes algaras mouras de Santarém que destruíam as colheitas e casas, o rei D Afonso Henriques beneficiou homiziados, pessoas fugidas à justiça com crimes cometidos, os livrando dos crimes desde que povoassem o sul do Germanelo, precisamente o limite na Herdade do Alvorge e a de Ansião para terem ficado alguns. Entre judeus sefarditas descidos da Galiza, berberes do norte de África, mouros e outras minorias- celtas e iberos tenham sido os primeiros povoadores na região. Na minha teoria quem introduziu a exploração da rede de água das ribeiras na actividade moenga foram os romanos, pela arquitectura adjacente com mestria na abertura de ribeiros artificiais no mesmo ciclo de engrenagem e demais infraestruturas associadas para maior rentabilidade da parca água na região que só corre de inverno e movimentava vários engenhos ao longo do seu percurso - moinhos de água também chamados azenhas e lagares de azeite para em 1359 estas actividades em Ansião se mostrarem grandes, atestada em contenda com os almocatés, na Torre do Tombo que correlacionei num trabalho sobre Metrologia- as mediads em Ansião eram mais pequenas que as de Santarém. A grande migração judaica em 1492 de Espanha determinou a sua massiva entrada pela raia espanhola com D Manuel I a obrigá-los a professar a fé católica, passando a ser cristãos novos. Em Belmonte, a comunidade judaica mais conhecida, proliferando pelas Beiras com famílias a se fixar em Arganil, Coja, Lousã, Espinhal, Pedrogão Grande e Figueiró dos Vinhos de onde se ramificaram ramos para casar ou a trabalho a Ansião - judeus asquenazes com genes do povo franco - alemão, francês e italiano em predominância. Deram continuidade à actividade moenga que alargaram a lagares de vinho e pisões para a tecelagem de lã e de linho. Também à Galiza por mar aportaram povos mercadores vindos do mar mediterrânico - Líbano, Irão, Turquia, Fenícia, Grécia. Alguns por mar descessem a Buarcos, onde encontraram boa pescaria, fizeram casas de brunhos, verossímil os que não quiseram viver do mar se encaminharam do litoral desde a Gândara a Terras de Sicó, olhando ao topónimo Mocifas da Nazaré, a reivindicar o nome da terra onde nasceu Jesus de Nazaré na Judeia? Se atendermos aos testemunhos na actividade moageira de moinhos de maré no Mondego e do legado na Gândara os comuns de vento, caracteristicos, pela fragilidade ainda perduram no Maciço de Sicó, pequenos de madeira em formato de triângulo irregular que rodam à força de um homem, sobre eira de pedra, herança trazida na Diáspora do Afeganistão, o que atesto como verossímil, porque desde pequena estranhava na região na Figueira da Foz a caminho da Tocha de os ver em local plano em grande contraste com os da Serra da Portela ,do Outeiro em Ansião e na Serra de Janeanes e em mais lado nenhum encontrei estes moinhos, todos em pedra e cal . Em Ansião mais tarde a estes moinhos de vento no Escampado da Costa, houveram dois atestado na toponímia numa extrema de uma propriedade minha - carreiro do Munho nome também dado aos moinhos de água nos Moinhos João da Serra.
Tavarede, foi habitada por colónia de mercadores fenícios, explorada arqueológicamente por Santos Rocha com muitos objectos expostos no Museu Municipal da Fogueira da Foz. Recordo uma peixeira de Buarcos, vendia no mercado de Coimbra, de alta silhueta entroncada, pele alva, neve, olhar escuro e cabelos asa de corvo, brilhantes, quando a distingui em 77, trabalhava em Coimbra, nos Correios em frente do mercado, e na hora do almoço dava uma voltinha só para a ver, dominada pela semelhança brutal com a minha avó paterna de Ansião- Piedade da Cruz, entretanto desaparecida e me fulminava por não ter uma irmã tão parecida como a peixeira se mostrava.
Soure, Herdade de Caramoa (hoje quinta da Madalena) em Samuel e em Ansião existe ainda na oralidade Escarramoa na bifurcação de duas estradas medievais às Cavadas .
Comuns topónimos : Ameixieira da Comenda de Soure no Termo de Penela , hoje de Condeixa , em Ansião também existe o Lugar e Serra da Ameixieira.

A Ti Júlia Peleira
Da quelha da Atafona, hoje Rua do Ribeiro da Vide em Ansião
O apelido do pai dela seria Martinho do Vale Mosteiro, ainda em investigação se fidelizou em Murtinho com irmãos Mortinho, erro crasso de quem fazia os registos, percebia mal o linguarejar do povo. Desconheço o apelido do marido que já não conheci, fui encontrar uma colega em Pombal, chamada Júlia, neta paterna desta avó de Ansião, cujo pai se casou em Soure para onde levou a arte de fazer pão, a Júlia deslumbrante a reivindicar genes fenícios vestida de cabelos asa de corvo, ao jus da beleza da rainha da Pérsia Farah Diba Pahlavi ...Talvez tenha sido o mote inspirador para querer perceber de onde viemos por o meu lado paterno ser semelhante e se apresentar com indivíduos de alta silhueta, pele muito branca, os mesmos cabelos negros e olhar escuro mortiço e o olhar da Júlia expressivo e dominante, em diferenciar a existência de vários clãs de judeus fixados na região- uns de cariz mais reservado e calculista, no costume se diz - a fazem pela calada, sem a certeza de serem descendentes de judeus Fariseus? Em prol de outros, amigos de folia, da festa, de folclore - Galileus ? Assim os diferenciava a minha bisavó materna Brízida Ferreira da Mouta Redonda, Pousaflores que o transmitiu ao seu neto Alberto Afonso Lucas que deixou esta memória imortalizada na Crónica Histórica de Pousaflores.
Houveram várias Diásporas vindas do médio oriente, que se fixaram na Europa oriental e central. Hoje, chamam-se Judeus Ashkenazi os que se fixaram na Europa central com predominância na Alemanha com indivíduos de alta silhueta, tronco entroncado e olhos azuis, e dos países mais a oriente das estepes russas e Afeganistão a descendência de gente de pele branca, cabelos louros oiro e olhos verdes.
Judeus Sefarditas ou ocidentais, os que se fixaram na Península Ibérica na Galiza, em Finisterra onde a terra acaba e começa o mar chegaram mercadores da Fenícia e Grécia, os Filisteus.
Ainda hoje existem casas de madeira no litoral com origem desse tempo remoto .
Apresento-me autodidata, além das minhas memórias, investiguei três dissertações em Mestrado sobre o concelho de Soure e um Livro sobre a Confraria de Nossa Senhora da Paz, Constantina, Ansião de 1996 do Dr Manuel Augusto Dias, para mais se entender a correlacionar tradições, usos e costumes de parentes próximos, a meu ver se interligam desde a Comenda de Soure e se mantém até ao presente com Ansião.
«Argumentou no século XIX que a grande religiosidade da Idade Média foi um dos factores para o desenvolvimento do carácter místico atribuído à batalha de Ourique – na crença que havia na existência de milagres interventivos na vida dos povos e neste caso colocando Portugal como país amparado pela vontade de Deus.»
A teoria de Alexandre Herculano vem credenciar o que aconteceu em Ansião e se estendeu a Soure na centúria de 600 com o fenómeno do pinhão a nascer na minha teoria no Pinheiro em Ansião, e com o Milagre da Fonte Santa em 11 de agosto de 1623 no nascimento de uma fonte em arnado, chão empedernido, explicada hoje por estar implantada a norte do vale aquífero do Nabão, para o povo com genes judaicos, de cariz interesseiro e com talento para enriquecer foi hábil em profanar o sagrado com o pagão a seu contento para fazer acreditar o milagre que logo correu na vantagem das estradas medievais real e coimbrã a privilegiar Ansião com peregrinos no Caminho de Santiago de Compostela e outros que logo acorreram ao chamamento de curas milagrosas nas águas da Fonte Santa a que acresceu o novo culto nascido a Nossa Senhora da Paz com ampliação da pequena ermida na capela actual, maior com alpendre, para acolher os peregrinos a que se seguiu a Feira Franca dos Pinhões que atraia gente para escoamento do produto endógeno e a transação de outros .
Interpretar o Tombo de Soure de 1508
Parente próximo analogia a Ansião
Com diversas indicações toponímicas apostas seguidas ao nome sugerindo deslocações/migrações que, em algum momento interagiram ou se fixaram nesse espaço sugerem em dado momento, saíram da sua terra natal para se fixarem na região sourense. Álvaro Pires de Buarcos, Foreiro de uma marinha de sal em Tavarede, termo de Soure. E outros vindos do estrangeiro e de outras terras - Francisco de Azambuja, Gil de Gante; João o Moço de Azambuja; Diogo Afonso Tem Vinha em conjunto com João de Ansião Perto de Soure; João de Lisboa; Martim da Covilhã. Tavarede, foi habitada por colónia de mercadores fenícios, explorada arqueológicamente por Santos Rocha com muitos objectos expostos no Museu Municipal da Fogueira da Foz. Recordo uma peixeira de Buarcos, vendia no mercado de Coimbra, de alta silhueta entroncada, pele alva, neve, olhar escuro e cabelos asa de corvo, brilhantes, quando a distingui em 77, trabalhava em Coimbra, nos Correios em frente do mercado, e na hora do almoço dava uma voltinha só para a ver, dominada pela semelhança brutal com a minha avó paterna de Ansião- Piedade da Cruz, entretanto desaparecida e me fulminava por não ter uma irmã tão parecida como a peixeira se mostrava.
Curiosidades dissecadas nas teses de Mestrado na correlação a ligar Soure e Ansião
Perdi-me na leitura de investigações abrangendo Soure, pela proximidade e por falta de congéneres na abordagem a Ansião - Dissertação De Mestre em História Arqueologia e Património de Carlos Manuel Simões Varela Gentes e Terras de Soure e Ega (1508). Dissertação de Doutoramento em História de Maria Isabel Rodrigues Ferreira - A Normativa das Ordens Militares Portuguesas ( sécs XII-XVI) Poderes, Sociedade, Espiritualidade e o Mestrado em: Ensino de Educação Musical no Ensino Básico - Em defesa do património tradicional do concelho de Soure de Maria de Fátima Marques Jorge Aires. Apresento em itálico excertos dos trabalhos.
Chousa de Afonso Chamorro em Montemor o Velho( antes foi da Comenda de Soure), em Ansião, existe o termo Chousa em Pousaflores.
Caparota em Soure sem saber se é referente a capa rota ou se deturpou de Carapota, Sarzeda (Pousaflores) termo com origem de gente povoadora vinda do Minho aqui aportada, a maior probabilidade ou tenha havido inversão "pa para ra" .
Vale de Paio em Soure e Vale de Paio em Ansião.
João Gonçalves de Alvorge Tem filhos Fora do termo da Comenda de Ega, limite com a de Soure em demonstrar a migração interna em que o apelido Gonçalves incita ser grego (?).
Nomes dados a terrenos de cultivo em Soure secos que foram uso em Ansião, alguns ainda perduram como : Almuinha (pequena horta) , cerrado, chão ( em Ansião também Chã), cortinhal, courelas, eira, folha, jeira, leira, lôngara, quintal, souto, talhos, terras , chousa, campo , quintã, jardim, relvas, valado, colada.
A transposição dos obstáculos fluviais na referência a pontes“Ponte da Azenha”, “Ponte Nova”, “Ponte Pedrinha”, “Ponte da Milhariça” e “Ponte da Cal”, em Ansião, existe também a Ponte da Cal, obra adjudicada em 1648 a um mestre de obras João de Fala, que o descobri, foi influência, ou também seu autor (?).
As azenhas, os moinhos e os munhos
«Trabalhavam sempre no inverno e a maior parte dos «moleiros» eram homens do campo que complementavam esta actividade com o trabalho agrícola para melhor assegurar a subsistência da sua família.»
«distinguimos as referências hidrográficas de origem natural, das que resultaram da intervenção da mão humana, com o objectivo de quantificar o esforço encetado pelas populações no aproveitamento deste recurso natural, concluindo que o labor no encaminhamento, acondicionamento é mais notório em Soure prenunciando aí uma maior dinâmica económica. Soure possuía abundância de água, identificando-se diversos rios, ribeiras, valas e particularmente à comenda de Soure a presença de canais e levadas».Em Ansião as levadas, ribeiros do munho ou valongueiros ,artificiais, abertos à força de mãos canalizavam a água elevada em açudes de pedras para abastecer o moinho, azenha ou munho. A Ribeira da Mata apanha águas ao limite norte da Lagarteira, dava movimento na moenga na Fonte Carvalho, Ribeira do Açor e a lagares, Constantina , sempre a voltar à ribeira alimentar o moinho de Além da Ponte, depois com a junção do Nabão, os Moinhos de João da Serra, Marquinho, Foz do Ribeiro de Albarrol no limite do Pessegueiro. Na nascente da ribeira do Nabão havia um grande moinho com roda e azenhas pequenas com levadas nos Olhos de Água e mais à frente dois moinhos que ditaram a toponímia - Moinhos das Moutas, ainda existem. Descobri outra azenha no Ribeirinho, na toponímia existem entre o Carrascoso e os Matos mais dois nomes que aventam a actividade moenga, podia ser de vento. E na Costa do Escampado houve dois munhos de vento assentes em morros, recordo de ver um morro sem o moinho em pequena e há anos decobri a era de outro, de onde roubaram as pedras. A actividade moenga movida pela água, a mais antiga em Ansião, atestada em 1359, porém nunca falada por historiadores e por isso esquecida, dando primazia aos moinhos de vento, que é muito mais tardia. A captação de água das minas nos costados da Nexebra servia para regar os leirões na Mouta Redonda, em Pousaflores, dava-se o nome de regadas soltas, sempre abertas para usufruto de quem tinha direito a ter uso da água; meio dia, um dia, horas.
«Trabalhavam sempre no inverno e a maior parte dos «moleiros» eram homens do campo que complementavam esta actividade com o trabalho agrícola para melhor assegurar a subsistência da sua família.»
«distinguimos as referências hidrográficas de origem natural, das que resultaram da intervenção da mão humana, com o objectivo de quantificar o esforço encetado pelas populações no aproveitamento deste recurso natural, concluindo que o labor no encaminhamento, acondicionamento é mais notório em Soure prenunciando aí uma maior dinâmica económica. Soure possuía abundância de água, identificando-se diversos rios, ribeiras, valas e particularmente à comenda de Soure a presença de canais e levadas».Em Ansião as levadas, ribeiros do munho ou valongueiros ,artificiais, abertos à força de mãos canalizavam a água elevada em açudes de pedras para abastecer o moinho, azenha ou munho. A Ribeira da Mata apanha águas ao limite norte da Lagarteira, dava movimento na moenga na Fonte Carvalho, Ribeira do Açor e a lagares, Constantina , sempre a voltar à ribeira alimentar o moinho de Além da Ponte, depois com a junção do Nabão, os Moinhos de João da Serra, Marquinho, Foz do Ribeiro de Albarrol no limite do Pessegueiro. Na nascente da ribeira do Nabão havia um grande moinho com roda e azenhas pequenas com levadas nos Olhos de Água e mais à frente dois moinhos que ditaram a toponímia - Moinhos das Moutas, ainda existem. Descobri outra azenha no Ribeirinho, na toponímia existem entre o Carrascoso e os Matos mais dois nomes que aventam a actividade moenga, podia ser de vento. E na Costa do Escampado houve dois munhos de vento assentes em morros, recordo de ver um morro sem o moinho em pequena e há anos decobri a era de outro, de onde roubaram as pedras. A actividade moenga movida pela água, a mais antiga em Ansião, atestada em 1359, porém nunca falada por historiadores e por isso esquecida, dando primazia aos moinhos de vento, que é muito mais tardia. A captação de água das minas nos costados da Nexebra servia para regar os leirões na Mouta Redonda, em Pousaflores, dava-se o nome de regadas soltas, sempre abertas para usufruto de quem tinha direito a ter uso da água; meio dia, um dia, horas.
Interligação de parentes próximos
Apelidos e na toponímia
Atestar esse passado judaico na origem dos povoadores
Soure -Casal dos Galegos, Gabrielos, Gabriéis, Samuel , Simões, Lourenços, Pinheiro, Leonel, Brunhós e,...
Ansião- Vale Judeu, Casal do Galego (hoje Pinhal), Galegas, Chã Galega, Fonte Galega, Serzedas (hoje Sarzeda) Escampado dos Calados (hoje em ruínas sem habitantes) etc.
Apelidos e na toponímia
Atestar esse passado judaico na origem dos povoadores
Soure -Casal dos Galegos, Gabrielos, Gabriéis, Samuel , Simões, Lourenços, Pinheiro, Leonel, Brunhós e,...
Ansião- Vale Judeu, Casal do Galego (hoje Pinhal), Galegas, Chã Galega, Fonte Galega, Serzedas (hoje Sarzeda) Escampado dos Calados (hoje em ruínas sem habitantes) etc.
Topónimo Tapéus
«Com o mesmo orago ao Espírito Santo que constitui a terceira pessoa da Santíssima Trindade cristã (Pai, Filho e Espírito Santo). Segundo a teologia católica, foi-nos dado por Deus para ser o elo de ligação entre o ser humano e o próprio Deus. É Ele que mantém viva a fé dos fiéis católicos e lhes dá o discernimento para os manter no caminho do Senhor. É Deus em nós, unindo-nos a Deus. Na Bíblia, encontra-mo-lo sob diversas formas, aquando das suas manifestações: pomba, vento, água, fogo. Em hebraico, o seu nome era “Ruah”, que significa vento, sopro, hálito. Seria beijada por este hálito de Deus que Maria conceberia Jesus, conforme anunciação do anjo. No Novo Testamento, o Espírito Santo surge directamente ligado ao Messias e às suas acções — de facto, foi Cristo quem O revelou como entidade divina e a terceira pessoa da Trindade.»
Em Ansião, os romanos chamaram ás suas serras "Tapeius".
«Com o mesmo orago ao Espírito Santo que constitui a terceira pessoa da Santíssima Trindade cristã (Pai, Filho e Espírito Santo). Segundo a teologia católica, foi-nos dado por Deus para ser o elo de ligação entre o ser humano e o próprio Deus. É Ele que mantém viva a fé dos fiéis católicos e lhes dá o discernimento para os manter no caminho do Senhor. É Deus em nós, unindo-nos a Deus. Na Bíblia, encontra-mo-lo sob diversas formas, aquando das suas manifestações: pomba, vento, água, fogo. Em hebraico, o seu nome era “Ruah”, que significa vento, sopro, hálito. Seria beijada por este hálito de Deus que Maria conceberia Jesus, conforme anunciação do anjo. No Novo Testamento, o Espírito Santo surge directamente ligado ao Messias e às suas acções — de facto, foi Cristo quem O revelou como entidade divina e a terceira pessoa da Trindade.»
Em Ansião, os romanos chamaram ás suas serras "Tapeius".
Lugar de Simões em Soure
Onde se teriam fixado os primeiros indivíduos de apelido Simões? Em Soure ou Ansião? Em Ansião na aldeia dos Matos, hoje aldeia desertificada pela falta de água com ruínas de casario de sobrado pintada com faixas laterais e barra a ocre- a cor dos judeus. Por casamento partiram pessoas para sul - Outeiro do Forno. no Pessegueiro e Barreira, paneiros em rotas sazonais ao Alentejo, e não é por acaso a escolha desta parte em que cada um tinha a sua zona, se correlacionar confrades de Nossa Senhora da Paz na Constantina de - Estremoz, Avis,Abrantes, Coruche e Golegã. Alguns deixaram o negócio montado para um filho, foi o caso do meu avô José Lucas que deixou em Santo António de Alconrrego, debalde mal vendida a fazenda e em cada ano um filho deixaram tudo e voltaram à terra. Do Pessegueiro ainda vive em Arraiolos descendência de apelido Simões, outros vieram-se a estabelecer no comércio de venda de fazenda na vila de Ansião, dois irmãos apelido Simões, até década de 30 e outros se seguiram, também houve um padre na família, todos a contribuir para o progresso da vila em detrimento de outro qualquer do concelho. Conheci um Simões, natural de Romila, Alvaiázere, muito alto e entroncado de olhar negro forte, achei ser descendente de romanos, mas não, é fenício.
A falta de oportunidades abriu caminho no final do século XIX a meados do XX para o Brasil, uns voltaram outros não.
Onde se teriam fixado os primeiros indivíduos de apelido Simões? Em Soure ou Ansião? Em Ansião na aldeia dos Matos, hoje aldeia desertificada pela falta de água com ruínas de casario de sobrado pintada com faixas laterais e barra a ocre- a cor dos judeus. Por casamento partiram pessoas para sul - Outeiro do Forno. no Pessegueiro e Barreira, paneiros em rotas sazonais ao Alentejo, e não é por acaso a escolha desta parte em que cada um tinha a sua zona, se correlacionar confrades de Nossa Senhora da Paz na Constantina de - Estremoz, Avis,Abrantes, Coruche e Golegã. Alguns deixaram o negócio montado para um filho, foi o caso do meu avô José Lucas que deixou em Santo António de Alconrrego, debalde mal vendida a fazenda e em cada ano um filho deixaram tudo e voltaram à terra. Do Pessegueiro ainda vive em Arraiolos descendência de apelido Simões, outros vieram-se a estabelecer no comércio de venda de fazenda na vila de Ansião, dois irmãos apelido Simões, até década de 30 e outros se seguiram, também houve um padre na família, todos a contribuir para o progresso da vila em detrimento de outro qualquer do concelho. Conheci um Simões, natural de Romila, Alvaiázere, muito alto e entroncado de olhar negro forte, achei ser descendente de romanos, mas não, é fenício.
A falta de oportunidades abriu caminho no final do século XIX a meados do XX para o Brasil, uns voltaram outros não.
Apelidos e alcunhas do mesmo povo comum em Soure e Ansião
GALEGO
«João Afonso Galego e João Galego, detentores da mesma alcunha, cujo significado faz referência a trabalhos pesados, prenunciando que ambos teriam a cargo de forma frequente este género de trabalhos; o apodo pode também reportar a origem do indivíduo (Galiza)»Por certo a opção certa que não não feita correlação com Finisterra- o orago da igreja de Vila Nova de Anços, em desvendar tenha sido antes um templo romano pelo pórtico, reutilizado pelos visigodos pelas duas pedras encontradas a servir a um sarcófago, que galegos transformaram em igreja alusiva à terra de onde vieram - Finistera (?).
CALADO
«Alcunha enunciada em dois indivíduos, já falecidos em 1508 e que deixaram bens aos seus herdeiros; este onomato não possui sentido verdadeiramente malicioso, indicando alguém reservado ou parco em palavras, sendo um dos casos que se supõe ter passado a apelido com facilidade. »
A conclusão a que chego sobre esta alcunha em Ansião, existiu o Escampado dos Calados onde se refugiaram mais do que uma família de judeus - Varzes e Roriz, apelidos espanhóis, descendentes judaicos, de carácter muito reservado, de alcunha (Bicho) para não suscitar atenção sobretudo com a Inquisição.
VINAGRE
«Nos arredores de Soure em vale de Flores existiu um indivíduo conhecido unicamente por Vinagre, detentor de terra nesse local. A alcunha na nossa perspectiva estará relacionada com o “azedume” da pessoa; este apodo foi também utilizado como apelido na região de Lisboa. Acerca da actividade de alguns indivíduos mencionados no tombo da visitação de Soure encontrámos outras referências em documentação diversa, que nos permitem conhecer melhor aspectos da sua acção e do meio em que se inseriam e com o qual necessariamente se relacionavam.» Esta alcunha não sei se fidelizada em apelido existiu na Sarzedela, Ansião.
GRANDE
«João Grande foi nome de um porto nos arredores de Soure, subsistindo a dúvida acerca da existência de um indivíduo de nome João Grande, o significado da alcunha é de teor físico, fazendo referência ao tamanho da pessoa.» Em Ansião também existiu, ainda conheci o João Grande, homem descomunal em grandeza chamado pejorativamente João Pequeno, descendente de hebreus que vieram da Alemanha pelo corpanzil da mãe do Casal Soeiro e dele(?).
FRANCO
«Álvaro Franco , já falecido em 1508, foi em nossa opinião detentor da alcunha “embrião” posteriormente adoptada como apelido. O apodo o tenha sido relativo ao cariz franco (?)». Existiu em Ansião. Aparece a referencia em 1676, a um donativo de Domingos Franco, criado de um Coelho Azambuja . Ainda perdura em Ansião.
FREIRE
«Caracterizamos como alcunha o apodo Freire, justificando que o onomato surge a seguir ao nome próprio, sendo que para referir a pertença a uma ordem religiosa seria mais comum a utilização do título de Frade. Assim os casos de: Álvaro Freire, foreiro do casal da Maia no lugar de Cadaval, Comenda de Ega, Gonçalo Freire, casado e irmão de João Freire , João Freire, filho de Tomé Gonçalves, João Freire identificado no Freixial e João Freire pai de Álvaro Eanes, terão possuído a alcunha freire por motivos extra-religiosos, como por exemplo, o facto dos seus progenitores masculinos terem exercido nos ofícios da fé Cristã.»
« (...) confirmada a doação em 1129 ou 1130, do castelo de Soure e arredores, à Ordem dos Templários, englobando nesta concessão Ega, Pombal e Redinha. A intenção inseria-se no estabelecimento de uma linha defensiva que assentava sobre a antiga, mas ainda muito utilizada via romana proveniente de Olisipo, cabendo aqui a reconstrução do castelo de Soure e duas outras fortificações: a pequena estrutura defensiva de Ega e o castelo de Pombal (1159). A entrega deste território à Ordem do Templo coaduna-se também com o facto de esses freires cavaleiros possuírem experiência e conhecimentos de índole militar, sendo considerados guerreiros especializados e mestres de arquitectura militar, factos que serviam os objectivos estratégicos de defesa e de expansão do território».Estará aqui a razão do nascimento da alcunha Freire, fidelizada em apelido na região, e no concelho e Ansião massiva para em determinada altura se apresentar conjunta com outro apelido para se distinguirem as famílias- Freire da Paz; Freire Leal; Freire dos Santos, Freire Valente etc, ainda existe muita descendência.
Da quelha da Atafona, hoje Rua do Ribeiro da Vide em Ansião
O apelido do pai dela seria Martinho do Vale Mosteiro, ainda em investigação se fidelizou em Murtinho com irmãos Mortinho, erro crasso de quem fazia os registos, percebia mal o linguarejar do povo. Desconheço o apelido do marido que já não conheci, fui encontrar uma colega em Pombal, chamada Júlia, neta paterna desta avó de Ansião, cujo pai se casou em Soure para onde levou a arte de fazer pão, a Júlia deslumbrante a reivindicar genes fenícios vestida de cabelos asa de corvo, ao jus da beleza da rainha da Pérsia Farah Diba Pahlavi ...Talvez tenha sido o mote inspirador para querer perceber de onde viemos por o meu lado paterno ser semelhante e se apresentar com indivíduos de alta silhueta, pele muito branca, os mesmos cabelos negros e olhar escuro mortiço e o olhar da Júlia expressivo e dominante, em diferenciar a existência de vários clãs de judeus fixados na região- uns de cariz mais reservado e calculista, no costume se diz - a fazem pela calada, sem a certeza de serem descendentes de judeus Fariseus? Em prol de outros, amigos de folia, da festa, de folclore - Galileus ? Assim os diferenciava a minha bisavó materna Brízida Ferreira da Mouta Redonda, Pousaflores que o transmitiu ao seu neto Alberto Afonso Lucas que deixou esta memória imortalizada na Crónica Histórica de Pousaflores.
Houveram várias Diásporas vindas do médio oriente, que se fixaram na Europa oriental e central. Hoje, chamam-se Judeus Ashkenazi os que se fixaram na Europa central com predominância na Alemanha com indivíduos de alta silhueta, tronco entroncado e olhos azuis, e dos países mais a oriente das estepes russas e Afeganistão a descendência de gente de pele branca, cabelos louros oiro e olhos verdes.
Judeus Sefarditas ou ocidentais, os que se fixaram na Península Ibérica na Galiza, em Finisterra onde a terra acaba e começa o mar chegaram mercadores da Fenícia e Grécia, os Filisteus.
Ainda hoje existem casas de madeira no litoral com origem desse tempo remoto .
Apresento-me autodidata, além das minhas memórias, investiguei três dissertações em Mestrado sobre o concelho de Soure e um Livro sobre a Confraria de Nossa Senhora da Paz, Constantina, Ansião de 1996 do Dr Manuel Augusto Dias, para mais se entender a correlacionar tradições, usos e costumes de parentes próximos, a meu ver se interligam desde a Comenda de Soure e se mantém até ao presente com Ansião.
Terá a tradição do pinhão relação com a batalha de Ourique?
Pese nos anais da história com palco celebrizado no Alentejo a dividir ainda autores noutros possíveis locais, existe a grande probabilidade ter acontecido em terras da que foi a Comenda de Soure ou ao limite nascente na Ateanha na várzea de Aljazede a Chão de Ourique, pela presença da Imagem barroca de S Martinho de Tours , em pedra , sem classificação, aventa ser do Mestre Pêro de Coimbra (?) na capela da Ateanha . Por haver autores que defendem Chão de Ourique em Penela no limite com Ansião.
D Afonso Henriques antes nunca combatera em terras tão planas.
Ensaio do Prof Jorge Alarcão
«mostrar, contra a tendência maioritária, que talvez a batalha se não tenha travado no Baixo Alentejo, considerando que, tendo em conta “a situação político-militar de cristãos e muçulmanos em 1139», lhe parece «mais verosímil» que o cenário do confronto se deva localizar «na região de Leiria» - entre Campo de Ourique em Leiria e Vala de Ourique Soure, onde tenha sido ordenado cavaleiro templário D. Gauldim Pais, o fundador do castelo de Pombal »
D Afonso Henriques antes nunca combatera em terras tão planas.
Ensaio do Prof Jorge Alarcão
«mostrar, contra a tendência maioritária, que talvez a batalha se não tenha travado no Baixo Alentejo, considerando que, tendo em conta “a situação político-militar de cristãos e muçulmanos em 1139», lhe parece «mais verosímil» que o cenário do confronto se deva localizar «na região de Leiria» - entre Campo de Ourique em Leiria e Vala de Ourique Soure, onde tenha sido ordenado cavaleiro templário D. Gauldim Pais, o fundador do castelo de Pombal »
«Em meados da centúria de Quatrocentos (1451) a Segunda Crónica Breve de Santa Cruz de Coimbra « realçou a relação entre a aparição de Cristo e a monarquia lusitana vocacionada para levar a humanidade a aceitar o futuro império do Espírito Santo. (...)E sempre com a ajuda dos templários, habilmente transformados pelo Rei Trovador em cavaleiros da Ordem de Jesus Cristo, os sucessores de D. Afonso Henriques haviam de levar a nação portuguesa a todos os destinos do mundo milagrosa vitória de Ourique, protagonizada por D. Afonso Henriques, protegido por Jesus Cristo, iluminado pelo Espírito Santo e guiado por Sant’Iago Maior »
Alexandre Herculano«Argumentou no século XIX que a grande religiosidade da Idade Média foi um dos factores para o desenvolvimento do carácter místico atribuído à batalha de Ourique – na crença que havia na existência de milagres interventivos na vida dos povos e neste caso colocando Portugal como país amparado pela vontade de Deus.»
A teoria de Alexandre Herculano vem credenciar o que aconteceu em Ansião e se estendeu a Soure na centúria de 600 com o fenómeno do pinhão a nascer na minha teoria no Pinheiro em Ansião, e com o Milagre da Fonte Santa em 11 de agosto de 1623 no nascimento de uma fonte em arnado, chão empedernido, explicada hoje por estar implantada a norte do vale aquífero do Nabão, para o povo com genes judaicos, de cariz interesseiro e com talento para enriquecer foi hábil em profanar o sagrado com o pagão a seu contento para fazer acreditar o milagre que logo correu na vantagem das estradas medievais real e coimbrã a privilegiar Ansião com peregrinos no Caminho de Santiago de Compostela e outros que logo acorreram ao chamamento de curas milagrosas nas águas da Fonte Santa a que acresceu o novo culto nascido a Nossa Senhora da Paz com ampliação da pequena ermida na capela actual, maior com alpendre, para acolher os peregrinos a que se seguiu a Feira Franca dos Pinhões que atraia gente para escoamento do produto endógeno e a transação de outros .
A minha teoria
O Milagre da Fonte Santa foi o pilar exponencial na Constantina tendo produção de pinhão para escoar a sua comercialização ao patrocinar Feiras Francas, pela chegada de peregrinos e das esmolas deixadas tudo em prol de fortalecer a Festa ao culto de Nossa Senhora da Paz, na visão patrocinada por judeus e gregos, a conclusão a que cheguei sobre a pequena comunidade que ali se fixou Vinham vendedores de Soure e da Vala de Ourique às feiras da Constantina, teriam e bem pensado levar semente do pinhão para Assamassa, a pensar em ter a sua própria riqueza que souberam engrandecer com o Ramo ao Divino Espírito Santo, com musica de raiz celta trazida por povoadores da Galiza. No mesmo vendedores de curtumes de Oliveira do Conde, hoje Carregal do Sal, igualmente levaram na mesma altura a semente.https://books.google.pt/ encontrei referencia a «donzela Espírito Santo» - Donzela a Mãe da Sabedoria e Espírito Santo venerado como Figura feminina na oração eucaristica nos Actos A S Tomé surge quando este liberta uma bela mulher de um demónio impudico que a atormentava durante anos.O hino tem o significado terapêutico da transformação de uma obsessão sexual num reconhecimento das qualidades positivas do espírito feminino..
Vem, sabedora dos eleitos ,
Vem, tu que participas de todas as lutas do nobre lutador...
Vem, paz (silencio),
Que anuncias os grandes actos da Grandeza toda;
Vem, tu que descortinas o oculto,
E os segredos revelas;
Vem pomba sagrada,
Que geras os gémeos;
Vem mãe oculta
A contínua organização desta tradição em Assamassa impera no espírito de grupo essencial para se manter até aos dias d'hoje fiel ao seu passado com forte adesão da população em fazer obra com talento magnânimo. Todo o processo se mostra moroso feita em linha de montagem envolvendo a população masculina na primeira fase a partir a casca e as mulheres na segunda no seu enfiamento e com agilidade criativa fazem renascer a ancestralidade da arte popular a invocar a fertilidade da herança grega. O ritual a sua afirmação na religião cristã a que foram os povos obrigados a professar , judeus, berberes e árabes, a meu ver com a recriação do conceito do Bodo aos Pobres com a distribuição dos pinhões no final da festa por todos os envolvidos e hoje pelos Mordomos.O Bodo aos pobres https://quintaisisa.blogspot.com/2019/06/ramo-de-pinhoes-ao-espirito-santo.html
"Há historiadores que tem opinião que os cristãos-novos eram judeus recém-batizados, nem sempre convictos e sinceros". Na minha perspectiva gente com talentos e malícia em profanar a religião cristã para dela tirar proveito de riqueza à custa de gente de fraco raciocínio !
Falta dissecar as Memórias Paroquiais de Soure para mais se saber do seu orago -Divino Espírito Santo de Assamassa e se existe informação sobre a tradição .
A casca grossa das pinheiras, rica em taninos foi usada para curtir couros. De Oliveira do Conde, hoje Carregal do Sal, vinham à feira curtidores de peles. Também de Guimarães viriam compradores de peles curtidas para a industria chapeleira, e algum tenha ficado em Ansião. O apelido Gameiro, julgo desaparecido referenciado no Escampado nas Memórias Paroquiais tendo uma capela com administrador por ter ido para Torres Novas, apelido que continua na família de curtumes em Pernes. O apelido - Guimarães, em Ansião foi vivo com um exposto na Roda de Guimarães - António José Bastos Guimarães, meu ascendente, foi vivo até meados do século XX , um registo da Confraria menciona em 1815 um vendedor Manoel António Roriz Guimaes - o autor não relacionou o apelido como o local de origem como o fez nos outros, dando azo na minha investigação encetado há muito sobre este apelido em Ansião hoje desaparecido e à pouco tempo na cortesia de Henrique Dias saber que faz parte da minha árvore genealógica paterna se mostrar claro que Manoel António Roriz de Guimaes teve um filho ilegítimo de mãe em Ansião, nas suas vindas às feiras francas que chamou António José Bastos Guimarães, com apelido da terra do progenitor que levou para a Roda em Guimarães, onde ele era morador, sendo privilegiado com estudos para mais tarde aparecer em Ansião a trabalhar na Casa da Câmara na Cabeça do Bairro, no Tribunal, onde se casa e constitui família.
No meu tempo havia uma ligação rodoviária de Ansião a Soure com placa toponímica - Soure, ao Fundo da Rua em Ansião e outra na ramal para o Alvorge, muita era a dificuldade naquele tempo em atravessar a estrada nº 1 para a festa de S. Mateus, das nozes e da cebola e da exposição de azulejos e mosaicos João Chula, apelido com origem no Minho, em Guimarães, a Festa do Pinheiro onde os bombos brincam com os ritmos do folclore Chule , a incitar estudo da linhagem aqui aportada. A minha primeira vez na vila de Soure fiquei de boca aberta com o castelo implantado em chão plano ao invés de o ser em local altaneiro, deambulei pelas ruas e descobri solares- Freitas, Dr. Mourão de Paiva, dos Melos- apelidos igualmente vivos no concelho de Ansião e ainda os Sás, mais tarde a minha despedida de solteira aconteceu em Vila Nova de Anços onde enxerguei a extensa campesina de arrozais, introduzido pelos mouros, rasgada pelos rios Anços e Arrunca adornada por ulmeiros, salgueiros e freixos.
Jamais foi entrave a serra das Degracias a casamento, vendedores na feira da Constantina e a trabalho.
A riqueza do pinhão originou os topónimos - Pinhal e Pinheiro em Ansião e em Soure, Pinheiro, também uso em apelidos na região.
Há necessidade em aprofundar as raízes se o Ramo não foi inicialmente ligado ao ritual do Ramadão só se alimentam depois do pôr o sol, no tempo do pinhão os da casa , grandes e pequenos, ocupavam-se todos em redor da fogueira munidos de pedra nas mãos a partir a casca do pinhão, os esmigalhados matavam a fome e os sãos para venda na feira. Não sei quando surgiu a arte de trabalhar o pinhão e do chamamento - Ramo, em vez de altar, na interligação a legado de gregos na região, ainda visível os genes de aspecto e de sobrancelhas grossas e resquícios no estilo em engalanar o andor com cordões de pinhões e enfeites ao gosto dos Mordomes - Cruzes, S revirados, flores com pétalas a jus de corações, a ligação aos afectos, resplendores, pombas, roscas estreladas, espirais ao jus de cornucópia a imitar folhos para deambular em graça com a oscilação do andor - a cornucópia simbólica da fertilidade, riqueza e abundância.Na mitologia greco-romana era representada por um vaso em forma de chifre, com uma abundância de frutas e flores irradiando do mesmo, em simbolizar a agricultura como alimento rico e o comércio.
O topónimo Assamassa não é referido em nenhum trabalho de mestrado. O topónimo será mais recente do que as épocas abordadas e se repete em Pombal com a Ponte de Assamassa e em Tomar - facilmente interligo a terras também foram da Ordem. Tão pouco a origem da sua etimologia? Sem ser especialista tomando o prefixo Assam - nome de um estado na Índia situado no nordeste do país, na fronteira com o Butão, interligado a uma das Diásporas do povo de Israel o tenha trazido, ou então de uma pequena tribo descendentes desse povo encontrada por viajantes russos próximo de Crasnoiarsque, a oeste da Sibéria, para na continuada caminhada para ocidente aportarem em Finisterra para daqui da Galiza se deslocar para povoar e cultivar a região entre Soure, Pombal e Tomar onde ainda permanece atestado na toponímia - Assamassa, ou tenha origem no nome de um homem chamado Assam que fazia o pão e o assava, hoje diz-se cozer, a merecer estudo.
O sofisma do povo judaico incrementou o seu talento em economia e não o patriotismo pela Pátria, em angariar riqueza fácil, e com tanto dinheiro apurado concediam empréstimos a juro aos Irmãos da Confraria, dando passos largos para o que veio a ser o conceito da Banca em Portugal.Tendo sido bancária a fácil correlação a que se junta outros banqueiros famosos, da família Médicis em Italia, igualmente judeus, financiavam Reis. Para se entender o fenómeno alastra-se mais tarde a Soure na pretensa do mesmo conceito atrair romaria e esmolas para enriquecimento.No meu entender.
Reconheço a necessidade de mais se aprofundar os meandros das suas origens a desafiar antropólogos e historiadores no projecto da sua classificação em Terras de Sicó em consagrar e imortalizar este património imaterial no desígnio maior atrair os media e o turismo de massas.Deixei as minhas impressões, mais se esclarecerá se houver alguém com talento, natural de Ansião e de Soure ou com raízes, com disponibilidade e interesse em percorrer o concelho com dom para olhar as suas gentes, lhes distinguir genes dos povos ancestrais, detectar pormenores e correlacionar dados, enfim reacender e acrescentar história que esta temática pretende encerrar. Atributos necessários para mais se alcançar, e fazer história !
Ramo ao Divino Espírito Santo em Assamassa, Soure
Em 2004 no Cartório Notarial de Ansião na mesa para assinar a escritura da compra de metade da casa à minha irmã, a Dra notária pergunta a todos se sabem o que está a germinar no vaso ao centro da mesa- ninguém soube responder - Pinhões da Mata!
Qualquer partilha para algum trabalho deve mencionar a FONTE, no respeito à minha investigação e correlação.
Qualquer partilha para algum trabalho deve mencionar a FONTE, no respeito à minha investigação e correlação.
Não ao PLÁGIO!
Fontes
Livro da Confraria de Nossa Senhora da Paz da Constantina em Ansião da autoria do Dr Manuel Augusto Dias de 1996
Foto da Página Tradição do Ramo ao Espírito Santo de Soure





