sexta-feira, 29 de maio de 2015

Domingas Freire estela na matriz de Ansião na genealogia Freire Paz

Surpresa a mensagem do meu bom amigo Renato Paz , filho do conterrâneo Ilídio Freire da Paz , homem nascido no centro histórico da vila de Ansião com atitude de aristocrata da sua ascendência de cristão novo na comunidade judaica que se refugiou e viveu em Ansião e limítrofes.Graças a ele que encetei investigações para a cada dia mais se saber do passado de Ansião.
"Eu espero que a minha cara amiga Maria Isabel não se tenha aborrecido de eu mostrar a pedra que fotografou neste espaço. E desejei que tenha feito referencia no seu Blog , que respeito. 
No fundo é um pouco mais de História de Ansião que me permitiu, e a si estou devedor nesse aspecto."
Estela de uma sua descendente
Tradução:
"Tem esta Santa Confraria (DVA S M D...) obrigação para sempre pela alma de Domingas Freire" 
A troca de mensagens com pedido de autorização para publicar, passo a transcrever.
"Cara Isabel. 
Hoje entre o buscar e rebuscar do velho Mosteiro de Ansião, ligado a Santa Cruz de Coimbra, e à antiga igreja de Ansião, desenhada por Baldi na comitiva de Cosmo III de Médices à passagem por terras de Ansião em 1669, creio ter encontrado uma jóia da minha família." 
Pesquisei que a comitiva ficou hospedada na estalagem de Fonte Coberta no dia 22 de Fevereiro de 1699, assim documentada no século XVII, que já não existe como estalagem, embora o edifício persista de frontaria para a rua onde se encontra um painel em azulejo assinalando a sua existência no passado. 
Pier Maria Baldi o pintor que integrava a comitiva do duque Cosme III na peregrinação a Santiago de Compostela deixou uma pintura no livro escrito pelo companheiro de viagem e relator oficial, Lorenzo Magalloti na viagem 1668-1669. 
A Fonte Coberta ( que na linha com a Póvoa de Pegas, e o pequeno vale fértil que se estende até à povoação do Poço das Casas, são atravessados pelo medieval e central caminho português para Santiago de Compostela). Não sei se partiram no dia seguinte, o que sei depois de passarem por Ansião se hospedaram noutra estalagem a sul de Ansião, seria no Bairro de Santo António?. 
Ao tempo estas estalagens acolhiam além de peregrinos, também pobres, almocreves e viajantes."

Caro Renato interessante seria conhecer os escritos da passagem por Ansião, a comitiva veio de Tomar pernoitaram na Estalagem da Gaita em Almoster, para no dia seguinte chegarem pela tardinha a Ansião, com entrada a sul  na Cabeça do Bairro onde estava sediado o poder político na altura, para daqui sair depois de 1875 pela mão do Conselheiro António José da Silva.
Interrogo-me como foi possível o Príncipe Cosme de Médicis se referir sobre Ansião com a desabonatória frase "infelice burgo"...Se o segundo burgo de Ansião tinha sido construído a partir de 1593 atendendo à verga da porta da Igreja atual ter esculpida essa data, como se explica o grau de "velhice" ao falar do seu casario num intervalo de 76 anos? No meu opinar a aguarela é que se mostra Infeliz! De tanto enxergar o que distingo da vista panorâmica do burgo de Ansião em 1699 é que Pier Baldi se baldou ao chegar pela tardinha do dia 21 de fevereiro em pleno inverno, optou por fazer uma aguarela tipo "chapa 5"! Perdoem a minha impetuosidade, na minha teoria a aguarela retrata não um burgo, mas
Quatro núcleos: Cabeça do Bairro, Mosteiro, Adro velho e Burgo Novo da vila de Ansião
O Largo do Bairro actual, antiga Cabeça do Bairro
Chegou aos dias d'hoje com a mesma disposição arquitetonica, apesar das substanciais alterações .
Ao fundo do Largo do Bairro à direita a casa de sobrado com janela de avental que assim  conheci, tinha pela frente duas grossas colunas ladeadas por dois degraus em redor, cujo telheiro do átrio já não existia.Foi a primeira Casa da Câmara de Ansião em 1679 cuja data a vi em miúda esculpida no lintel da porta a nascente, hoje entaipada. A casa mostra-se cega para poente com franco corredor para o tardoz para as cavalariças, ao lado outra casa quadrada, com dois arcos, reconstruida nos anos 60, tinha um banco tosco em pedra pela frente, recentemente descobri o seu primitivo lintel com a data de 1680. Ao lado outra casa pequena, a conheci de sobrado, delgada, de arquitetura  semelhante à  Casa da Câmara, por a ter conhecido com uma pequena janela e uma porta  na frontaria, reporta à Casa da Roda (?). No seu tardoz era a casa onde se fazia o pão. A nascente do Largo houveram duas prisões e a primitiva estalagem, mais tarde a poente nasceu a estalagem que chegou aos meados do séc. XX. A poente ainda lhe corre a estrada real por onde a comitiva passou a caminho do Vale do Mosteiro no dia seguinte em que o Príncipe Cosme proferiu "infelice burgo" ao contemplar a ruína e abandono que tinha sido votado por volta de 1577, quando o Bispo D.Manuel de Menezes fez publicar uma sentença que extinguiu a vigaria da Igreja de Ansião, relatado nas Memórias Paroquiais. O que indicia ter ficado desativado quando a comitiva passou em 1699, num intervalo de 122 anos, pelo que encontrou abandono e  ruína. Para o terceiro local focado na aguarela seja o burgo que existiu no actual cemitério com a igreja sita algures entre o novo cemitério e a margem do ribeiro (Vide) virada a nascente tendo sido retratada o tardoz com óculo a poente e por último o  4ª local será o burgo novo da actual vila por onde passaram para deixar Ansião a caminho da Ponte da Cal que seria nova. A hospedagem ou foi na estalagem na Cabeça do Bairro ou na Albergaria da Misericórdia na vila que era mais recente de 1671.

Diz-me o meu bom amigo Renato Paz
"Então não é que dei no seu blog Coysas e Loysas com a pedra antiquíssima, em português arcaico, incrustada na Matriz da vila de Ansião..."
Esta senhora casou a 11. 11. 1665 com João Rodrigues avô materno de Laureana Freire da Paz minha nonavó, no ramo dos Freires da Paz. Esta senhora teve por filha também outra Domingas Freire, minha decavó, a mãe da Laureana que teve uma vida pouco feliz, vivendo apenas até à idade dos 30 anos(de acordo c. a certidão de óbito). Só pode ser uma destas Domingas Freire, que lhe falo e que pede para rezarmos pela sua alma. Evidentemente que pode ter havido mais Domingas, mas nunca encontrei nas minhas pesquisas que foram bastante exaustivas outras Domingas Freire. 
Pela forma da escrita vai parar àquelas datas."

Com o apelido PAZ existem várias famílias no concelho de Ansião -, mas Freire da Paz, o meu nome de família, é que não. Foi muito lá para traz que veio da Constantina e arredores, por exemplo dos Netos.
- E aqui me interrogo se o apelido PAZ não teve origem na Confraria de Nossa Senhora da Paz, Imagem da Capela da Constantina, que foi encontrada nos escombros da primeira Igreja Velha, que o povo levou em 1623 e passou a venerar com muita devoção.

Citar excerto http://quintaisisa.blogspot.pt/2015/01/osumio-e-o-esmoliadouro-na.html
"Algumas pessoas mais devotas de Nossa Senhora, lembraram-se de colocar no nicho da Fonte Santa uma imagem da Virgem e encontrando uma nas ruínas da antiga igreja paroquial de Ansião, em S. Lourenço, mandaram-na pintar e no meio de grandiosos festejos para lá a conduziram e ali se conservou até `a construção da capela da Constantina, onde hoje se venera o milagrosa imagem, sob a invocação de Nossa Senhora da Paz."

O que chama a atenção? A data da inscrição na fonte ser a mesma data inscrita no portal da capela da Constantina. A imagem do orago da Capela da Constantina - Nossa Senhora da Paz, não foi encontrada nas ruínas da Igreja Velha. Esta Imagem da Nossa Senhora da Paz fez parte da primeira igreja de Ansião, quando ficou desativada, esta Imagem transitou para a actual igreja tal como a Imagem da Senhora d'Ó, lindíssima, a necessitar de restauro guardada na matriz e, outras...Segundo uma crónica de Severim Faria em 1625 por não haver uma Imagem digna da nova Capela da Constantina  e do conhecimento das Imagens existentes na sacristia da matriz em Ansião, numa noite para os Ansos não se darem conta, porque eram muito chegadas àquela Senhora a levaram, estava sem vestes (possível incêndio na primitiva igreja) a pintaram e vestiram"  . Com a Imagem ficaram até hoje...

A devoção a Nossa Senhora da Paz começou no ano de 1085 no século XI em Toledo, Espanha. O nome "PAZ" advêm dos confrontos entre cristãos e muçulmanos expulsos, com o povo orando à Santa para a catedral, a casa de Deus, não voltar a ser profanada pelos infiéis, por terem almejado o sucesso pretendido, a partir daí consagraram o fato à devoção da imagem de Nossa Senhora da Paz.
Muito interessante a imagem com o título "PAZ"-, teria a Igreja Velha sido ocupada também pelos infiéis muçulmanos? E na sua saída apressada das terras de Ansião em fúria a destruíram ?

De volta ao tema inicial escreve o Renato Paz 
"Quando fiz a investigação genealógica do ramo Freire da Paz, eu já sabia que havia esta tradição oral na família, a de vir de muito longe o apelido Freire da Paz.
Constatei que efectivamente vinha desde a Laureana Freire da Paz, minha nonavó, filha de Domingas Freire e neta de Domingas Freire.
Aqui surgiu-me um problema.De onde teria vindo o apelido Paz se não o encontrava no marido que foi Diogo Dias, nem no pai nem nos avós!?
Coloquei várias hipóteses. Uma delas do padrinho, mas não encontrei nenhum padrinho com esse apelido. Havia a Confraria Nossa Senhora da Paz na Constantina, nada mais me levou ao Paz.
Mas verifiquei que havia outros, muito poucos Paz desta data e o Paz escrevia-se por vezes em latim Pax e estava associado a pessoas de elevada classe social, pela descrição dos livros de registo paroquiais, seja a nível de baptismo, do casamento ou de óbito.
O Dr. Manuel da Paz, testemunho de casamento da Domingas Freire minha ascendente, tinha uma Quinta em Ansião, ou arredores, com o nome de Quinta da Segonheira, referenciada num outro registo paroquial que possuo.Este Dr. Manuel Paz casado com a Isabel proprietários da quinta da Segonheira, foram a minha pista e hoje de manhã surgiu-me uma hipótese plausível: Por causa da lápide em pedra da Domingas Freire e das preces em favor da Domingas Freire inscritas nela. Não se pede preces sem qualquer motivo e nem todos tinham o prestígio e dinheiro para tal.
Manuel foi a pista que me surgiu. Eu lembrava-me que havia um Manuel Freire da Paz. Não se escolhe um nome à toa. Há sempre um motivo e é lembrando-nos de outro familiar querido da família que o colocamos. Quis ver se estaria próximo da Domingas Freire e fui ao meu dossier. Lá estava. Foi o neto da Domingas filha. A filha da Domingas colocou o nome de Manuel no seu filho. A malograda Laureana que só durou até aos 30 anos. Provavelmente a Laureana (a ser verdade aquilo que coloquei por hipótese esta manhã) soube depois da sua mãe lhe decidir contar, que o Dr. Manuel da Pax Freire era seu pai.
Quem me diz a mim que a Domingas Freire não foi criada do Dr. na quinta da Segonheira?
Outra pista - Ele, o Dr. e seu irmão, o António de S. Bento Freire, que tinha um filho vigário em Alvorge, foram testemunhos no assento de casamento da Domingas Freire. 
Muitas tribulações deve ter tido a Domingas Freire e o segredo deve ter ficado em poucas pessoas, senão apenas na Domingas e na Laureana. 
Quem me diz a mim que a sua morte tão prematura não foi motivada por isso?
Os médicos à altura eram quase todos judeus. A inquisição foi terrível.  As crianças tinham de ser escondidas com o aval por vezes de casais.
Esta é a minha pista do Paz que se juntou ao Freire na Laureana.
Seria interessante ter acesso aos livros das Confrarias de Ansião, tentar descobrir quanto foi deixado O Testemunho para perpetuar as missas, e quem sabe mais sobre a família Freire Paz? Interessante seria descobrir algo sobre esta Quinta Segonheira que existia no séc. XVII em Ansião?
Caríssimo Renato, o que eu descobri!

Segundo um excerto do Livro Notícias e Memorias Paroquiais Setecentistas 
" A capela de Santo António em Ansião (Ribeiro da Vide) dela era devoto o Padre António Freyre  de Sam Bento, e seu irmão o licenciado Manoel Freyre Coutinho desta vila e hum a S.João no lugar da Sarzedela na Capela de Santa Luzia..."
Houve um Padre Domingos Alvres da Paz que era muito rico nas Lagoas com capela, de mau feitio, seria familiar dos anteriores ou irmão, não aprofundei as datas de nascimento (?).
Indicia que a Capela de Santo António ao Ribeiro da Vide tenha sido instituída por João Freire em 1603, parte dela possui Luisa Freire da vila e outra parte Domingos Freire também da vila. Interessante a mesma Capela estar na posse de três familiares, todos com o mesmo apelido, contudo a incongruência da data, porque a actual Capela de Santo António ao Ribeiro da Vide, ostenta uma laje encastrada na entrada da sacristia com data de 1647 , um hiato de 44 anos !
Possivelmente seria mais pequena, e quando foi acrescentada a sacristia lhe puseram a data mesmo no sitio da porta, para a Capela, sem saber que chão teve, porque o actual em cimento, com data de 1929 feito pelo meu bisavô Francisco Rodrigues Valente. A estar escrito que   eram seus devotos, um padre e um irmão licenciado, era gente importante na vila e ainda falar da Capela a Santa Luzia, que já não existe na Sarzedela, teria feito parte da quinta que foi de do padre Domingos Alvres da Paz, homem de feitio especial irmão ou familiar dos citados, rico e viveria na quinta da Segonheira, depois de falecer seria a quinta desmembrada nas que se conhecem ;quinta das Lagoas e parte na quinta da Bica, cujas penúltimas donas eram duas irmãs conhecidas por "Meninas da Bica" que morreram sem descendência. Tenho que lá ir para falar com a pessoa a quem doaram a quinta e a casa para mais saber. Seja claro que noutro tempo se chamava quinta  da Segonheira, por na região ser habitual as dolinas cársicas, que o povo chama  lagoas, e seria exatamente às Lagoas junto do rio que no inverno se enche o chão de água e as cegonhas parariam no inverno para descansar e se alimentar dos restolhos do milho e bichos para de novo partirem para outras paragens.
- Sim quem sabe. Deu-me uma boa orientação. Há cegonhas onde há água abundante e locais com caça.
"No Vale Mosteiro sei que o meu tio Artur Paz, falecido, tinha um terreno no local do Mosteiro, onde me levou lá uma vez e disse-me que havia um túnel (dentro de um poço) onde tinha andado em garoto. O dito terreno sito no Vale Mosteiro ainda é de toda a família. Os meus descendentes, neste caso o meu avô, era onde cultivava a sua belíssima horta, onde tinha um poço com picota e legumes sempre fresquinhos, com uma pequenina casa em pedra onde passava uma conduta também de pedra para correr as águas que ainda lá está-, confronta com a CUF e para sul está tudo cheio de silvas e mato .
- Seria um poço de chafurdo com escadaria e mina, o túnel onde o seu tio de verão por não ter água se escondia, os meus pais tem um no quintal no Bairro, demorei 50 anos a perceber a razão de ser alongado em detrimento dos outros poços de formato redondo. Julgo já não exista porque será onde está o Intermaché (?).
"Que lembranças Maria Isabel! Eram os meus olhos de criança e o pitoresco das vivências."
-Contaram-me que havia um túnel a ligar o Mosteiro ao Escampado, à capela de Santa Marta, o que não acho verossímil (?) por o trajeto se mostrar longe e sempre a subir, apesar de que junto da mesma existiu casario de traça muito antiga sendo o Lugar, já importante tendo sido doado ao Senhor de Ansião Luís de Menezes, juntamente com a vila, e não apenas esta como supostamente muitos julgam.Para hoje ser claro que houve uma comunidade judaica que se refugiou no Escampado dos Calados e dali para outros locais de Ansião e limítrofes. Soube que junto da igreja do Mosteiro que conheci ruínas, a cachopada mais velha do que eu chegou a brincar num buraco a poente da mesma, nele se criaram coelhos, de uma vizinha que tinha parte do imóvel a quem chamavam "Miguela" por o marido se chamar Miguel , venderam e emigraram para o Brasil  donde julgo nunca mais voltou . O que parece fácil idealizar a hipotética entrada para um túnel  a ligar esta Capela de S.Lourenço do Mosteiro ao burgo sediado no actual cemitério na distancia aproximada de 200 metros, que o terramoto de 1755 poderia ter abatido? E por isso no século XX, se mostrava apenas um enorme buraco ?
Faz muito sentido atestar a veracidade da existência do túnel que o Renato Paz partilhou , do que lhe foi transmitido pelo seu saudoso tio Artur Paz.Falta saber a finalidade do túnel-, se para o local do cemitério, ou mais abaixo no burgo da Igreja Velha. Se bem quando comecei com estas considerações há anos, sempre achei estranho num espaço restrito se aventarem tantos lugares de culto, no caso três-, Capela do Senhor do Bonfim da quinta da Boa Vista, Igreja Velha de orago a Santa Maria no primitivo burgo, algures no cemitério e mercado e Capela de S. Lourenço no Mosteiro.Já mostrei numa crónica uma ombreira numa casa em ruínas na Igreja Velha com uma pequena Cruz, como há semelhantes noutras casas de serviçais na Granja, em Santiago da Guarda, pertença no solar do Bispado de Coimbra, que tinham além de outros afazeres o de receber rendas.
Mas o que ainda temos de investigar é se foi a sua família, os seus ascendentes, quem instituiu o poder politico na Cabeça do Bairro em 1679!
- Apanho-me de surpresa, isso não sabia, conte-me mais...
Ainda não posso, estou a investigar, preciso da árvore genealógica da sua família "Freire da Paz" para mais tarde falamos.
Espólio do avô do Renato Paz de 1902 em dia da Padroeira de Ansião
 
"Ainda outro enigma ...Estou fato de tentar saber quem é o senhor do casacão (na última foto que postei) com a mão sobre o ombro do irmão da minha avó Maria da Conceição, casou na Sarzedela e veio do Brasil já defunto, muito novo com apenas 34 anos. Se eu descobrisse a lista dos governadores do Conselho era mais fácil...Sei que essa família seria da elite pela forma da escrita muito especial do pároco e por vezes escreviam Paz com Pax. É aí que eu julgo haver um entroncamento com judeus. o nariz, o semitismo etc etc"
Caro Renato as semelhanças ditam se poder tratar do médico o Dr. Domingos Botelho de Queiroz, nesta altura estava em alta a tomar as rédeas do novo Hospital da Misericórdia ao Ribeiro da Vide, casou com uma Veiga, moraram num solar ao Fundo da Rua.
Foto retirada da net

"Vou tentar digitalizar-lhe uma das descrições. mas vai ver que é muito difícil decifrar a língua. 
Eu quase fiquei profissionalizado na interpretação de abreviaturas e letras difíceis de interpretar. quanto mais para trás mais difícil. Cheguei a 1500. Com André Freire.
O início dos registos paroquiais.
Agora aí vai um registo antigo. Tente decifrá-lo"

Vou mandar-lhe a interpretação.

-Inicialmente, noutro registo tinha interpretado quinta da Segundeira. neste é claro Segonheira. Apesar de terem escrito cegonha com s. Talvez fosse assim na altura. Como sabe Ansião já foi Ancião com c. Aqui está segonheyra (3ª linha a contar do fim) com y. nesta altura Freire era Freyre com y.

Renato ninguém até hoje atesta a existência do Mosteiro no Vale Mosteiro.Porque ainda nada se encontrou de prova fatual! Serei apenas eu? Mulher curiosa, autodidata, sem qualquer formação histórica nem arqueológica, apenas feeling, cultura geral e paixão pelo património de Ansião, sempre em mirabolante procura neste meu estar carateristico de estratega e pratica na análise das coisas, lendas e ditos da tradição de boca em boca e ainda porque com 8 anos estive no que foi a sua Capela.
Arco de volta perfeita seria da adega dos frades
Reutilização de elementos em pedra do que foi o mosteiro numa casa de habitação
Neste momento encontra-se à venda na Remax de Pombal por 30.000€ , o imóvel restante do Mosteiro, supostamente o que foi a sua adega que seria agregada à Capela onde um dia entrei e nela se fez uma vivenda.Lamentavelmente, as proprietárias em devido tempo não se aperceberam do fecho da serventia a norte que dava entrava ao vale agrícola e a parte da sua propriedade, sendo que existe na sua parede um largo portão e uma janela com grade de ferro, para neste agora o portão não tem serventia para o dito caminho , o que torna o imóvel quase "cego"...
O anúncio na Remax foi beber informação ao meu post
 http://quintaisisa.blogspot.pt/2011/02/o-mosteiro-no-vale-mosteiro-em-ansiao.html
"Arquitetura: Pial e um suporte de varandim do antigo "Mosteiro. Dois arcos de volta perfeita, que resistiram ao terramoto de 1755, um deles envolto hoje em eras, como se vê na imagem.Pedra no tardoz, supostamente de Lagar.Casa de muitas histórias e lendas.

Com a abolição das Ordens Religiosas a quinta e o que restava do mosteiro foi vendido acredito depois de 1875. O que foi um pequeno Mosteiro foi retalhado por particulares, atendendo o parco espaço ter chegado aos dias d'hoje pertença de vários donos e a herdade ficou dividida em grandes extensões na mão de outros, os ricos da vila de Ansião.
Acredito que o local do pequeno mosteiro ou convento teve escolha privilegiada, na beira da estrada medieval, real ou Coimbrã, onde se perspetiva com alguma fidelidade a hipótese de alguma vez aqui ter pernoitado a Rainha Santa, a caminho de Ourém, Leiria, Coimbra...ruína de traça ainda com beleza misturada em amálgama de novas arquiteturas de cores nada tradicionais, num sítio maravilhoso que bem merecia ter tido melhor desfecho arquitectónico.Não me foi pedida autorização para usar a minha crónica, o que se acha atitude deselegante por parte da Mediadora, espero vir a receber comissão, se for vendida!
O certo e o correto seria a Câmara de Ansião apostar na aquisição do que resta do Mosteiro por preço simpático, atendendo ao atrás exposto, do fecho da serventia a norte, sendo que no presente o imóvel só tem uma entrada sem saída, e sendo camarário, teria esta o poder de reverter a situação da serventia entretanto fechada a norte, a contento de todos os co-proprietários. 
Na mesma linha de pensamento também a aquisição do terreno da família Freire da Paz onde se encontra o poço com ligação ao túnel -, espero não melindrar o dono (a) com esta suposição, se ainda existir.
Para se proceder a escavações com uma equipa de arqueólogos!
Supostamente a Câmara não tem no momento uma situação financeira estável (?), contudo há individualidade (s) na vila, de bolsos abarrotar milhões... Há que encontrar rápido Mecenas!
- Em remate há outras referências de cariz histórico, que poucos conhecem. 
Entre Ansião e a Constantina há uma calçada romana. O meu tio Artur Paz levou-me lá um dia, mas eu já não consigo lá chegar ao momento... "
Vamos ter de a descobrir!

"Bem haja cara amiga e preciosa Isabel Coimbra, obrigado pela sua bela investigação, também pela ligação especial à família Freire"

Caríssimo Renato Paz, eu é que agradeço incondicionalmente a cortesia na leitura das minhas crónicas sobre Ansião, também dos elogios, sobretudo da sua partilha gratuita de saberes e assim se chegar a mais conhecimento da mesma terra que amamos!
Muito obrigado bom amigo de Ancião!

5 comentários:

  1. Joao freire filho de joao rodrigues cc domingas freire casaram em 1665 ansiao.

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  2. Caro Filipe Rosado bem haja pela cortesia da visita e pelo testemunho, que aclara masi sobre Ansião e as suas gentes. Por acaso não tem a antes deles a ascendência? para se perceber quando juntaram o apelido "Paz" ao ramo Freire?

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  3. Procuro Meus descendentes en Ansiao familia Freire Lopes e os chamavao fidalgos










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  4. Cara Maria Almeida, obrigada pela cortesia da visita. Tenho em mãos uma cronica sobre vários "FREIRES" do concelho de Ansião. O seu ramo pelo que percebi será "Freire Lopes" tem que me ajudar dizendo mais do que sabe, como a origem dos seus avós e bisavós, o nome da aldeia onde viveram. A particularidade de lhe chamarem "fidalgos" à prior na minha teoria tenha origem em fidalgo de apelido "Abreu" (?)que ao tempo era dono da Aguda, Chão de Couce e Ameixieira.Outros tempos que usavam e abusavam das mulheres, pelo que tenha engravidado uma sem ter perfilhado o seu filho, mas esta abençoada de inteligência ao registá-lo dá-lhe o apelido de "Fidalgo" para ele mais tarde saber quem era o seu pai.Houve gente com este apelido na Aguda e Ameixieira. Aguardo mais noticias. Cumpts

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