Em 12.01.2015 percorri o trajeto do Monte de Caparica à Torre, coisa pouca, uns 200 metros(?) . Por o tema ser abrangente decidi retira-lo da crónica onde estava englobado, porque merece ter honra própria. Voltei a semana passada, óbvio que me deparando com a justa dúvida visível na foto que compreende o estacionamento em terra batida em paralelo com a Avª Timor Lorosae e a estrada quem vêem do Monte para a Torre, tendo a nascente como confrontação paredes escuras à esquerda, junto do carro
estacionado, se acaso teriam sido pertença da mesma quinta -, o terreno descampado transformado em estacionamento arbitrário e celeiro?
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| Saída do Monte na direção à Torre |
Na mesma continuidade o terreno para poente no limite da estrada de ligação Monte à Torre, onde haviam restos do muro com um alçado de janela como a foto retrata , acaso também faziam parte integrante desta atual referida Quinta da Torre, onde
funciona a Escola Profissional?
O pilar com um suporte em ferro parece que faria parte da entrada da quinta?
Foto retirada https://www.facebook.com/pg/AMO-TE-CAPARICA
O pilar com um suporte em ferro parece que faria parte da entrada da quinta?
Foto retirada https://www.facebook.com/pg/AMO-TE-CAPARICA
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| Seria a entrada da quinta?A foto mostra um pilar? |
Recordo ainda o referido muro esventrado ainda assim com apontamento romântico que foi
destruído, e a meu ver deveria ter sido preservado e revitalizado, só engrandecia o Monte de Caparica, pela riqueza bucólica do seu património. Lamentavelmente não foi essa a aposta, sendo que havia espaço bastante a desbravar do outro lado, para alargamento da nova e estranha acessibilidade à avenida Timor
Lorosae, que se mostra afunilada no terminal, de parco ou nenhum enquadramento estético e urbanístico (?). Continuando a descida, avistam-se restos desse suposto
mural que devia ter sido de beleza imponente, com pedras levantadas ao alto para sustentar
uma latada, apenas resta desse mural antigo, o que se vê na foto abaixo...
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| Prumo do que resta da latada? |
Notória na região a imagem deprimente de casinhas e anexos que no tempo após o abandono dos seus donos se foram
acoplando de paredes meias com as casas solarengas das quintas, ou se mostram
perfiladas na mesma propriedade na beira da estrada. Após a travessia da via de ligação da estrada à avenida, se avista aqui amálgama de casario e anexos de paredes meias com o tardoz de pavilhões pré fabricados que fazem parte da
Escola Profissional, pela frente os muros foram preservados e revestidos a cimento que se mostram de branco pintados. A latada acompanharia o muro de frontaria para a estrada, logo a seguir ainda é bem visível a sua continuidade.
Quinta da Torre atual com o painel de azulejos que pertencia à quinta da Torre primitiva (?)de caras para a Junta de Freguesia... Até me atrevo a imaginar (desculpem a franqueza) que seja a faixa de azulejos simples, supostamente retirada do muro da quinta original (?).
A teoria plausível é
que esta quinta da Torre atual, se trate de fato da quinta que comecei a falar no inicio da crónica, que a meu ver se alongava de sul para norte onde depois da avenida ainda se encontra a ruína de um moinho (?).
Quinta cujo nome primitivo desconheço, analisando um mapa que mostro abaixo seria a suposta quinta Neiva? Supostamente a ser esta ou outra de valia
histórica parca (?), que em determinada época os herdeiros adotaram o nome da vizinha quinta da Torre, por ser mais
antiga, com história, e por se encontrar em total abandono, por isso a ousadia em retratar esse nome num painel azulejar de belo remate em azul dentro de portas.
Foto retirada de http://almada-virtual-museum.blogspot.pt/2014/09/torre-e-fonte-santa.html
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| Antigamente |
Portanto esta quinta exibe dentro de portas um painel azulejar, e no muro de fora para a estrada outro painel, seria o primitivo da outra quinta da Torre(?). Na verdade se mostra estranho a atual quinta da Torre ostentar dois painéis identificativos que se mostram bem diferentes. Mas
sou eu a alvitrar...Até pode transparecer ao mais incauto que a casa que ostenta hoje o nome da atual Quinta da Torre, podia ter
sido no passado pertença da quinta primitiva em ruínas e em herança, se desse a divisão!

O que se sabe é que o 12º Conde dos Arcos-, D. José Alarcão, proprietário então da verdadeira e única Quinta da Torre, ao saber que uma quinta perto da sua que usou deliberadamente o nome da sua quinta, não satisfeito com a suposta desvirtuação, mandou apor na sua propriedade azulejos com a inscrição "Quinta da Torre, 1570".
Acrescenta ainda que a Quinta da Torre, "aquela
que se situava a sul do Largo da Torre, era totalmente limitada por
caminhos públicos que a separavam das vizinhas Quintas -, da Torrinha,
Outeiro, Possolos, e Formiga."Mas não o sendo o certo, no querer manter o mesmo nome, deveria chamar-se Quinta da Torre II (?).

O que se sabe é que o 12º Conde dos Arcos-, D. José Alarcão, proprietário então da verdadeira e única Quinta da Torre, ao saber que uma quinta perto da sua que usou deliberadamente o nome da sua quinta, não satisfeito com a suposta desvirtuação, mandou apor na sua propriedade azulejos com a inscrição "Quinta da Torre, 1570".
Mapa retirado de https://almada-virtual-museum.blogspot.pt/2014/09/torre-e-fonte-santa.html
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| Mapa de antanho |
Marco de pedra "EN 377" aos pés da quina do muro da atual quinta da Torre. No chão um fragmento de
azulejo, que só deslindei ao ver a foto...
Largo da Torre
Citar excerto de https://almada-virtual-museum.blogspot.pt/2014/09/torre-e-fonte-santa.html
"No reinado de D. João III foi donatário de uma propriedade chamada "Torre d'el Rei" o fidalgo D. João da Silva de Meneses. Admitimos que esta torre d'el Rei seja aquela que existiu no lugar dito da Torre ou sua proximidade imediata com vista para o Tejo. O topónimo TORRE terá origem medieval com uma torre na função de atalaia, que abateu após o terramoto de 1755 que foi pertença do Morgadio da família do Conde dos Arcos. E gravuras"
"No reinado de D. João III foi donatário de uma propriedade chamada "Torre d'el Rei" o fidalgo D. João da Silva de Meneses. Admitimos que esta torre d'el Rei seja aquela que existiu no lugar dito da Torre ou sua proximidade imediata com vista para o Tejo. O topónimo TORRE terá origem medieval com uma torre na função de atalaia, que abateu após o terramoto de 1755 que foi pertença do Morgadio da família do Conde dos Arcos. E gravuras"

Não se deslinda o primitivo local onde foi edificada a torre, pela gravura se mostra de muralha com duas torres (?), mas havia de ser próximo desta
quinta da Torre que lhe tomou o nome, e o mesmo da quinta da Torrinha que lhe fica logo a
poente, a meu ver deveria ter sido erigida logo a seguir ao casario da quinta
que se desenrolou sob o comprido na crista do terreno, de sul para
norte, no ponto mais alto da arriba depois do Largo da Torre do Conde (Arcos) rebatizado Bulhão Pato,
supostamente o
sítio da torre seria onde agora passa a linha do Metro, bem na frente
da estrada nova para Fonte Santa, que de lá se avista o Tejo e Lisboa, e
na mesma paisagem se avista a parcela que foi do pomar da quinta da
Torre, com a abertura da avenida ficou desirmanada da casa mãe, e do outro lado havia um grande tanque e amontoado de
pedras, que poderiam ter sido pertença da referida torre (?), nestes últimos meses o terreno foi limpo e o que havia construído foi destruído para cultivo, por afros (?). O que é lamentável é nos dias d'hoje se continuar a assistir à destruição de património edificado, por não estar acautelado com aviso.
Terreno desbravado e cultivado
A quinta da Torre primitiva
Cortesia de Carlos Estevão excerto de https://www.dropbox.com/
"Foi das mais importantes do reguengo de Caparica, quer pela produção agrícola, quer pela proximidade das "fontes santas" e pelas relações dos seus proprietários com a família real e nobreza de corte.
Em
1570 foi instituído por Tomás de Noronha, antepassado dos Condes dos
Arcos que possuíram esta propriedade até finais do século XX, um morgado
de capela,cuja principal propriedade é a quinta da Torre no Monte de
Caparica."Grande parte da quinta da Torre primitiva viria a ser vendida para se instalar em 85, a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Lisboa. As parcelas sobrantes; casario e anexos, poço com tanque, pomar, e a outra com a ermida, não sei a quem pertencem.
Foto da década de 40 com a casa e frontaria ao lado do portão o painel azulejar com o nome da quinta da Torre e a data de 1570.
Foto da quinta da Torre retirada da brochura do Monte de Caparica cedida pela JFM
Visível na foto acima e na de baixo o contraste onde ocorreu a alteração do muro.Não se entende a razão da substituição do muro por fileiras de tijolo corrido, teriam sido vendidos os pilares de pedra do portão?
Na primeira visita ao local procurei pelo painel azulejar que não deslindei no complexo ruinal da primitiva quinta da Torre.Nem podia! O sítio encontra-se rodeado de silvedo e canavial, fotografei a quinta com o casario pela frente para o Largo, a norte e a poente, sendo que não fui a sul onde ainda resta uma parede com janelas abertas. Foi graças a Carlos Estêvão que morou na Fonte Santa, há anos em França ao ler a crónica inicial gentilmente me enviou alguma documentação e fotos, esta nomeadamente, muito interessante pela mostra como era a frontaria da antiga quinta da Torre com a faixa azulejar na frente do muro.
Insurge-se a pergunta em saber a razão porque foram retirados os pilares do portão da quinta, e o muro com o painel azulejar, sendo que foi refeito inteiriço em tijolo , cuja culpa não devia morrer solteira, porque não sabendo quem fez a obra, muito menos quem a orientou, o que sinto é que o património azulejar e os pilares de pedra, não foi acautelado, voltando ao local foi fácil constatar que o painel azulejar com o nome da quinta se encontra encastrado no muro da atual quinta chamada quinta da Torre, com muita certeza trata-se do primitivo painel "surripiado" da primitiva (?).
O que resta da casa da quinta da torre hoje
Visível na foto acima e na de baixo o contraste onde ocorreu a alteração do muro.Não se entende a razão da substituição do muro por fileiras de tijolo corrido, teriam sido vendidos os pilares de pedra do portão?
Na primeira visita ao local procurei pelo painel azulejar que não deslindei no complexo ruinal da primitiva quinta da Torre.Nem podia! O sítio encontra-se rodeado de silvedo e canavial, fotografei a quinta com o casario pela frente para o Largo, a norte e a poente, sendo que não fui a sul onde ainda resta uma parede com janelas abertas. Foi graças a Carlos Estêvão que morou na Fonte Santa, há anos em França ao ler a crónica inicial gentilmente me enviou alguma documentação e fotos, esta nomeadamente, muito interessante pela mostra como era a frontaria da antiga quinta da Torre com a faixa azulejar na frente do muro.
Insurge-se a pergunta em saber a razão porque foram retirados os pilares do portão da quinta, e o muro com o painel azulejar, sendo que foi refeito inteiriço em tijolo , cuja culpa não devia morrer solteira, porque não sabendo quem fez a obra, muito menos quem a orientou, o que sinto é que o património azulejar e os pilares de pedra, não foi acautelado, voltando ao local foi fácil constatar que o painel azulejar com o nome da quinta se encontra encastrado no muro da atual quinta chamada quinta da Torre, com muita certeza trata-se do primitivo painel "surripiado" da primitiva (?).
O que resta da casa da quinta da torre hoje
Ao Largo da Torre passava o caminho inicial de ligação entre o Monte de Caparica e o Porto Brandão que contornava a
quinta da Torre, onde funciona a Escola Profissional. A estrada delimitava as duas
quintas da Torre, (a primitiva e a atual) , na
foto abaixo o muro de gaveto pertença da primitiva quinta da Torre e na frente a outra quinta , entre muros
passava a estrada na direção à Fonte Santa e Porto Brandão.
E a nascente o caminho para Casas Velhas e o Lazarim. Mas no longo dos tempos para norte ao Largo foram rasgadas mais duas variantes.
Nesta foto a estrada avista-se a estrada que passava mesmo rente ao gradeamento da quinta onde funciona a Escola Profissional, para onde os alunos se dirigem, fechada pelo muro de pedra de suporte à avenida.
Jovens vindos do café moderno na saída para as Casas Velhas e Lazarim parece nada terem haver com a emblemática e antiga quinta da Torre...Não registei fotos por se mostrarem de fachadas ultra modernas que choca o local carregado com séculos de história com estórias ainda por contar...
Escola profissional ainda me lembro da casa antiga
Quando foi rasgada a nova variante para a Fonte Santa foi aberta uma nova entrada no Largo da Torre, a segunda, que passava a nascente da primitiva quinta da Torre
"Alminhas" fariam parte integrante da quinta da Torre primitiva, por estar encustrada no muro de ligação à casa com a horta onde se encontra um poço e um tanque, aqui havia outro portão de acesso ao pomar e à ermida, julgo até que a estrada atual da Fonte Santa aproveitou o rasgo deste caminho que já existia na quinta (?). As "Alminhas" ficaram preservadas ao meio entre o rasgo da segunda e da terceira entrada para o Largo.
A terceira abertura de estrada para o Largo da Torre-, a atual, fica encravada entre a Avª Timor Lorosae reforçada por forte muro de pedra e uma parcela de terreno com o poço retangular ladeado por duas colunas manuelinas .
No tardoz do oratório das "Alminhas" há vestígios de um caminho de águas, o que se pode aventar ser reminiscências do talvegue que aqui existia, porque é zona de muita água de nascentes a que no caminho se juntavam as Fontes Santas.
Fotos registadas em janeiro de 2015 do poço com as colunas manuelinas, onde se distingue a abertura do portão da quinta da Torre de acesso ao pomar e à ermida.O contentor que aqui se encontra fica a meu ver desenquadrado, pelo que deveria ser escolhido outro local.
Contrates do ano passado e agora
O ano passado só distingui um poço coberto em forma retangular e duas colunas manuelinas, pela forma como terminam em forma de encaixe deveriam ser suporte de algo (?).
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| O terminal das colunas supostamente foram "roubadas"... |
Notei substancial diferença após um ano com a limpeza da horta que pôs a descoberto
azulejos em verde e branco, julgo revestem o exterior de um tanque?
O que seria? Património que deveria ser preservado já!
Nas obras da avenida eram evidentes os terminais de encaixe nas colunas, foram desviadas (?)
Além das duas quintas com o mesmo nome - Torre, hoje o Largo chama-se "Bulhão Pato" .
Este grande vulto das Letras, o último escritor romântico viveu no prédio corrido em branco ao fundo em frente da bifurcação da primeira estrada de ligação à Trafaria com a do Lazareto.
Ao fundo a casa onde viveu e morreu Bulhão Pato
Tomando a avª Timor Lorosae na última rotunda em frente da quinta da Torrinha
A tabuleta com o aviso está onde começa a descida a norte, debaixo desaguam duas condutas de grande dimensão para escoamento de águas pluviais, que vão abastecer no baixio uma bacia de retenção a céu aberto, um lago artificial, sem o ser ( antigas cisternas árabes?) sem manutenção, invadido por canavial propicio a terrenos alagadiços, de parca proteção, que se mostra perigoso para gente, despistes, e infestação de mosquitos. Situação que me deixou perplexa, pois a rotunda propícia abertura de acessibilidade de nova variante para o Porto Brandão, o que seria ótimo, pois a atual estrada se mostra de paredes meias com o muro da ermida de S. Tomás de Aquino -, que num bom plano urbanístico bem poderia nesta parte ser desativada de carros, se fizessem a nova variante, remodelando o lago, aumentando-o para lazer, alargando a parcela do pomar da quinta da Torre, criando uma zona verde, com vista privilegiada e deslumbrante sobre o Tejo e Lisboa, estando a ermida a escassos metros, restaurada na sustentabilidade de paredes e do telhado em falta e claro da porta, seria o palco ideal para ter o brilho de antanho e do fausto aqui vivido que poderá ser desfrutado por outros hoje no mesmo sentido para festas, casamentos e afins.
R
No pomar da antiga quinta da Torre, no século XVI, foi erguida a ermida de orago a S. Tomás de Aquino, supostamente sob ruínas dum morabito árabe (?).A ermida arruinada pelo terramoto de 1755 ficou ao abandono chamada no tempo que Bulhão Pato morou na Torre pela "Casa das bruxas (?).
A Ermida de São Tomás de Aquino foi classificada de interesse concelhio em 1996. O pedido de classificação datava de 1982, mas atravessara um confuso processo burocrático, que não ata nem desata e se demoram mais tempo acabará por se perder!
Atualmente a ermida encontra-se em zona de difícil acesso por estar de novo envolta em canavial e silvedo...Descobri-a o ano passado a custo, perguntei a uma mulher que subia a estrada, nada sabia e aqui vive há mais de 40 anos...Fui à Junta de Freguesia onde outra mulher que esperava para pagar a água me fala dela dizendo " tem um buraquinho..." e assim parti desalmadamente à procura da ermida, apenas vi parte do telhado em chapa e percebi as obras aqui ocorridas em 80... e do buraco nada via, voltei atrás e de fato distingui algo por detrás de silvas secas que removi, para meu espanto descobri a fresta da parede a nascente , uma foto dentro dela distingui metade do arco da entrada...A ermida encontra-se em total abandono e não devia. E afinal facílimo de resolver, mas para isso houvesse vontade, engenho e arte! Definha a olhos vistos, e com isso se perde indefinidamente um belo exemplar de arquitetura, com arcos ao estilo Manuelino, únicos exemplares no concelho, em prol de engrandecer a Caparica, as suas gentes e chamar o turismo.
A Ermida de São Tomás de Aquino foi classificada de interesse concelhio em 1996. O pedido de classificação datava de 1982, mas atravessara um confuso processo burocrático, que não ata nem desata e se demoram mais tempo acabará por se perder!
Atualmente a ermida encontra-se em zona de difícil acesso por estar de novo envolta em canavial e silvedo...Descobri-a o ano passado a custo, perguntei a uma mulher que subia a estrada, nada sabia e aqui vive há mais de 40 anos...Fui à Junta de Freguesia onde outra mulher que esperava para pagar a água me fala dela dizendo " tem um buraquinho..." e assim parti desalmadamente à procura da ermida, apenas vi parte do telhado em chapa e percebi as obras aqui ocorridas em 80... e do buraco nada via, voltei atrás e de fato distingui algo por detrás de silvas secas que removi, para meu espanto descobri a fresta da parede a nascente , uma foto dentro dela distingui metade do arco da entrada...A ermida encontra-se em total abandono e não devia. E afinal facílimo de resolver, mas para isso houvesse vontade, engenho e arte! Definha a olhos vistos, e com isso se perde indefinidamente um belo exemplar de arquitetura, com arcos ao estilo Manuelino, únicos exemplares no concelho, em prol de engrandecer a Caparica, as suas gentes e chamar o turismo.
Citar Carlos Estevão cortesia vinda de terras de França que fala deste local
"Foi para mim um grande prazer de descobrir o seu blog, estou-lhe muito agradecido pelos momentos de emoção que me proporcionou . Estive em Portugal em 2012 e tal como a Sra, constatei o grande abandono em que se encontram pedaços do nosso património e não só, também as antigas habitações da Fonte Santa e da Torre nos arredores. Quando aí vivia tinha uma vaga ideia da importância histórica dessa zona, mas eu não tinha possibilidades, nem os conhecimentos que tenho hoje. Felizmente que a ciência histórica muito se desenvolveu nestes últimos anos e que a Internet me permite ir descobrindo o valor do passado do sítio onde vivi até aos 19 anos (1949 a 1967) , nós os
rapazes da Fonte entravamos pelo "buraquinho", a capela estava cheia de
terra até à altura dessa janela.O muro da estrada já existia, era a
estrada nova, ninguém a chamava 5 de outubro. Eu e o meu amigo Firmino,
do Monte de Caparica, cavamos o interior até alcançar a parte superior
da porta por volta de 1961(?). Penso que a Sra conhece os Arquivos Municipais de Almada, editam um caderno gratuito muito interessante."
Ermida de S.Tomás de Aquino na Torre
Ermida de S.Tomás de Aquino na Torre
Citar excerto de www.m-almada.pt/
" Em 1980, altura em que foram tomadas algumas medidas para a sua preservação com a remoção de entulhos, consolidação de paredes e colocação de uma cobertura a folha de flandres...Alguns elementos decorativos (fechos de abóbada, azulejos do altar-mor) conservaram-se nas instalações do Centro de Arqueologia de Almada e Museu Municipal de Almada. É possível identificar algumas cantarias manuelinas integradas no muro próximo. Apesar das dimensões peculiares reveste-se de interesse, uma vez que mantém fidelidade à construção inicial."
" Em 1980, altura em que foram tomadas algumas medidas para a sua preservação com a remoção de entulhos, consolidação de paredes e colocação de uma cobertura a folha de flandres...Alguns elementos decorativos (fechos de abóbada, azulejos do altar-mor) conservaram-se nas instalações do Centro de Arqueologia de Almada e Museu Municipal de Almada. É possível identificar algumas cantarias manuelinas integradas no muro próximo. Apesar das dimensões peculiares reveste-se de interesse, uma vez que mantém fidelidade à construção inicial."
Foto retiradahttps://almada-virtual-museum.blogspot.pt/2014/09/torre-e-fonte-santa.html
em 1970
em 1970
Foto retirada de SIPA Em 1980 sem telhado, mostra os arcos e o óculo
| Fresta de abertura para nascente |
Fotos possíveis pela abertura da janela. Fatalmente senti-me bem aqui neste lugar onde no século XVIII foi celebrado matrimónio em grande pompa e circunstancia-, casamento de filhos dos Condes com quintas na Caparica-, Conde S. Miguel da Caparica e do Conde dos Arcos, onde compareceu parte da corte de D. João V e muita nobreza.
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| Portal para a ermida |
Citar excerto de www.m-almada.pt
"Quando se pôs a descoberto a fachada da ermida e se escavou o adro fronteiro nos anos 80, das cisternas libertou-se água em grande abundância sendo necessário encaminha-la por uma vala para um esgoto de águas pluviais."
A existência das cisternas aponta para silos árabes (?) sendo que se sabe que habitaram esta região, e a ermida poderia ter sido um morabito como existe o de Murfacém.
Também logo acima entre a Quinta da Torrinha e a Quinta de Santo António, foi localizada uma necrópole romana, de diversas sepulturas de inumação, com caixa e cobertura em tijoleira, sem qualquer espólio, quando se fazia o estudo de impato ambiental para a construção do Metro de superfície, a existência de vestígios de ocupação romana, quer como villae, quer como necrópole, nos terrenos atualmente ocupados pela Universidade Nova de Lisboa no Monte de Caparica . Para mim a opção foi de possível recolha de objetos e tapar (?) supostamente pelo embaraço da despesa pública, sendo que na verdade o casario existente sem qualquer enquadramento onde supostamente vivem amontoados em casas e casebres divididos por corredores ínfimos, e sim deveriam ter apostado em escavar a vila romana, e quanto ao comboio, seria a linha desviada para nascente, porque espaço é coisa que não falta no local para norte. O certo seria prever o futuro com olhos de gente, realojar as pessoas para que a arqueologia fizesse o seu trabalho, porque Almada merecia ter um terrado de chão romano para mostrar!
Lamentavelmente já em Cacilhas, nos tanques de salga, as cetárias na decisão de serem fechadas, embora estejam salvaguardadas. Porque uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa!
"Quando se pôs a descoberto a fachada da ermida e se escavou o adro fronteiro nos anos 80, das cisternas libertou-se água em grande abundância sendo necessário encaminha-la por uma vala para um esgoto de águas pluviais."
A existência das cisternas aponta para silos árabes (?) sendo que se sabe que habitaram esta região, e a ermida poderia ter sido um morabito como existe o de Murfacém.
Também logo acima entre a Quinta da Torrinha e a Quinta de Santo António, foi localizada uma necrópole romana, de diversas sepulturas de inumação, com caixa e cobertura em tijoleira, sem qualquer espólio, quando se fazia o estudo de impato ambiental para a construção do Metro de superfície, a existência de vestígios de ocupação romana, quer como villae, quer como necrópole, nos terrenos atualmente ocupados pela Universidade Nova de Lisboa no Monte de Caparica . Para mim a opção foi de possível recolha de objetos e tapar (?) supostamente pelo embaraço da despesa pública, sendo que na verdade o casario existente sem qualquer enquadramento onde supostamente vivem amontoados em casas e casebres divididos por corredores ínfimos, e sim deveriam ter apostado em escavar a vila romana, e quanto ao comboio, seria a linha desviada para nascente, porque espaço é coisa que não falta no local para norte. O certo seria prever o futuro com olhos de gente, realojar as pessoas para que a arqueologia fizesse o seu trabalho, porque Almada merecia ter um terrado de chão romano para mostrar!
Lamentavelmente já em Cacilhas, nos tanques de salga, as cetárias na decisão de serem fechadas, embora estejam salvaguardadas. Porque uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa!
| Corredor |
O meu estar em duas visitas distintas com diferença de um ano
Património a preservar antes que seja tarde . Torre, local que poderia ser idílico se alguém o quisesse revitalizar dando-lhe o mérito que merece.A crónica outro mérito não terá que mostrar algumas das riquezas do Monte de Caparica, nomeadamente da Torre, também alertar na importância em se prevalecer o que ainda resta do património, sobretudo valorizar em prol da cultura o que resta das ruínas da primitiva quinta da Torre, e que haja alguém "que tenha os ditos cujos no lugar e tenha força para levar avante o que é preciso fazer" seja na recuperação do património ainda existente, seja em fazer repor o nome nas quintas, como o foram no passado, e acabar com arbitrariedades e falsas identidades. E por favor não destruam mais nada, apelem ao bom senso, antes de intervir no quer que seja, desculpem a franqueza, anda muita gente cansada de tanta aberração!
Há necessidade de preservar urgentemente património edificado que os afros supostamente destroem para cultivo da terra , os azulejos exteriores do tanque junto do poço com as colunas manuelinas deveriam ser preservados , porque o tanque defronte na outra parcela no caminho velho para a Fonte Santa já foi destruído neste últimos meses (?).
Citar Gil Vicente, Pranto de Maria Parda, 1522
"E porque gran gloria senta lancem-me muita água
E porque gran gloria senta lancem-me muita água benta nas vinhas de Caparica.."
Citar Filipa Vacondeus
Infelizmente já não estar entre nós, quando os pais foram morar
para a Costa de Caparica, na década de finais de 30,
início de 40, por aqui se passeou de cavalo a caminho de Cacilhas, para
apanhar o vapor para Lisboa, quando estudava nas Amoreiras, o cavalo
ficava no picadeiro que ai existia. Pois viveu por certo esta beleza
imensurável do buliço das quintas, muitas ainda em atividade, deliciando-se com o burburinho das águas que as noras traziam nos alcatruzes , de ver a roda dos moinhos de vento a serpentear o horizonte, das gentes a cortar cearas loiras, dos moinhos com velas de pano a rodar ao vento, da azáfama das vindimas, do cheiro do mosto, de gentes viandantes sempre calcorreando caminhos de argila amarela...
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| Deliciosa vista |
Ao caminhar pela estrada velha para a Fonte Santa senti aromas florais
de abril e mui chilreio de rouxinóis na crista dos galhos dos ulmeiros, de cabeça no ar tropecei em águas fartas do poço que foi do pomar a
correr pela berma esventrada ...felizmente que a Junta cortou as canas das valetas...
FONTES
Uma foto de https://www.facebook.com/pg/AMO-TE-CAPARICA-186509761426925/photos/
http://almada-virtual-museum.blogspot.pt/2014/09/torre-e-fonte-santa.html
http://www.academia.edu/
http://urbansketchers-portugal.blogspot.pt/2015/07/quinta-do-conde-dos-arcos.html
http://almada-virtual-museum.blogspot.pt/2015/01/casa-do-monte.html
https://www.researchgate.net/publication/234053683_A_necropole_romana_da_Quinta_da_TorrinhaQuinta_de_Santo_Antonio_-_Monte_da_Caparica_
https://dre.tretas.org/dre/2510321/
www.m-almada.pt
Cortesia de ficheiros e memórias de Carlos Estevão
































