domingo, 31 de maio de 2015

Passeio na quinta feira de Ascenção pela Mouraria

Praça da Figueira a caminho do Martim Moniz logo pela manhã reparei no telhado novo, onde se esqueceram do beirado tradicional português, que ficou o velho cheio de lixo e ervas...
 Estampado na montra do banco o retrato do prédio
 Praça do Martim Moniz
 Dragão, a lembrar que por aqui há muito chinês
Havia uma escultura gigante com um galo a papel de jornal, o vento e a chuva deram cabo dela, na véspera ainda fotografei o que dela restava, no dia seguinte nada havia...
Perdidos a olhar fiadas de pombos empoleirados nos fios
A Capela de Nossa Senhora da Saúde está situada no Bairro da Mouraria, na Rua Martim Moniz, um local antigamente situado fora de portas da cidade de Lisboa. Portal do século XVIII sendo o resto da fachada reconstruída após o terramoto.
Tinha ocorrido a procissão dias antes, o andor ainda estava enfeitado, de lado estavam flores para se trazer, cada uma simbolizava um Santo, a açucena o Santo António, o cravo a Santa Ana e,...no dia da espiga, trouxe uma mão cheia.
Edifício"Amparo" onde funcionou o antigo Colégio dos Meninos Órfãos com belo portal manuelino.
No r/c funcionou a esquadra da PSP  que foi transferida para o Palácio Folgosa, na Rua da Palma.
O primeiro e segundo pisos estão ocupados com um centro de dia da Santa Casa da Misericórdia.
No 4º andar funciona uma sala para idosos de atividades culturais do Inatel. 
A porta principal leva a um pátio que dá acesso à escadaria interior, onde surge “um dos mais importantes conjuntos de painéis de azulejos com iconografia do Antigo e Novo Testamento”.
As centenas de azulejos azuis e brancos em estilo rococó que forram as escadas largas e pouco iluminadas são, segundo Heitor Pato, atribuídas ao pintor Domingos de Almeida e datados de 1761. Contêm representações bíblicas que ajudavam ao ensino da doutrina aos meninos órfãos católicos, antes de partirem em missão para a Índia.À primeira vista os 41 painéis parecem ainda em bom estado de conservação (apesar de alguns azulejos rachados), mas o mesmo não se pode dizer do espaço envolvente. Desde o rés-do-chão até ao quarto andar, há um rasto de abandono: nas paredes dos lances de escadas, sobretudo nos primeiros andares, há reboco e tinta a cair, sujidade no chão. “Não tem havido nenhuma conservação daquele património riquíssimo”, lamenta Maria Inês Andrade, presidente da associação Renovar a Mouraria. 
Qual o futuro do património azulejar existente no interior do prédio? Apesar do movimento durante o dia (à noite a porta está fechada) é fácil entrar e passar despercebido.O que aumenta o risco de furto dos azulejos!
O prédio pertence à Direcção Geral do Tesouro e Finanças, que não diz se irá fazer obras de conservação ou se tem algum projecto para salvaguardar os painéis de azulejos.
Heitor Pato defende que no espaço que foi ocupado pela PSP seja instalado um centro de interpretação do imóvel, aliado a um posto de informação turística, uma ideia partilhada pela associação Renovar a Mouraria. “Fechar o espaço é impensável, o interessante é mostrá-lo”, afirma o investigador, lamentando que não exista qualquer sinalização exterior que chame a atenção dos turistas.
A Mouraria e o Fado
Varandas de madeira supostamente da era medieval, existem noutra prédio no Largo do Chafariz de Fora antes de Santa Apolónia e em Coimbra  catalogadas desse tempo
Julgo a minha primeira vez que entrei na Rua do Capelão para logo dar de caras com esta rua que me fez lembrar um conterrâneo da Moita Redonda, assim era conhecido.
Nas paredes fotografias de fadistas
Prédios degradados...
Toponímia, seriam engenhos de quê?
Lamentável as placas identificativas serem vandalizadas
A Mariza chegou a viver aqui na Travessa dos Lagares
A primeira Casa dos Jesuítas no Mundo
Vila que cresceu no tardoz da igreja do convento dos Jesuítas, supostamente após a expulsão, ainda restam dos lados as paredes de pedra do primitivo portão
                                   Antigo Coleginho - Colégio de Santo Antão
Nossa Senhora do Socorro
Muito sol, as fotos possíveis do claustro manuelino
O corredor de acesso à sacristia e ao claustro, no banco pertences das senhoras que andavam nas limpezas
Um altar no corredor
Belos painéis azulejares em policromia
vista do confessionário no corredor para a igreja
Corredores
Sacristia  monumental e dependências  foram remodeladas pelos Agostinhos nos Séc. XVII e XVIII.

Mala/cofre
"Mandado construir pelo Rei D. Manuel I no local onde antes existiu a mesquita maior da Mouraria, extinta em 1496, o Mosteiro de Nossa Senhora da Anunciada corre o risco de degradação total se entretanto não for intervencionado e dada uma utilização consentânea com as suas caraterísticas.
Situado fora da cerca fernandina que defendia a cidade medieval, o Mosteiro de Nossa Senhora da Anunciada foi inicialmente criado para as religiosas da Terceira Ordem da Regra de São Francisco mas acabou por ser entregue à Ordem dos Pregadores, tendo nele entrado em 1519 as freiras da Ordem de S. Domingos. Em 1542, o Mosteiro foi pelo Rei D. João III entregue à Companhia de Jesus que aí instalou um colégio, o qual se manteve até 1593, altura em que se transferiram para o Convento de Santo Antão-o-Novo onde atualmente se encontra o Hospital de São José.
O Mosteiro de Nossa Senhora da Anunciada passou a partir de então a ser designado por Mosteiro de Santo Antão-o-Velho e por “Coleginho”, tendo sido posteriormente vendido aos frades da Ordem dos Ermitas de Santo Agostinho que nele também instalaram um colégio."
As senhoras na bonita idade dos 80 anos que limpavam a igreja quando as interroguei sobre o total abandono do claustro, disseram-me que o Dr Santana Lopes da Santa Casa vai tomar conta do edifício e restaura-lo.

Chegados a casa, as flores, o nosso raminho da quinta feira de Ascenção, o possível, trazido da capela de Nossa Senhora da Saúde

Fontes
http://www.publico.pt/
Fotos http://www.monumentos.pt/
http://bloguedelisboa.blogs.sapo.pt/
https://ofsplendourinthegrass.wordpress.com

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