sábado, 26 de novembro de 2016

Falar do perfil sagaz e ardiloso do Marquês de Pombal

Quadro do Museu Soares dos Reis, Porto
O Marquês de Pombal e a Sua Época no Livro de João Lúcio de Azevedo
"Nenhuma individualidade política do seu tempo foi tão discutida como a sua. Em todas as nações, em todas as línguas da Europa, vozes se levantaram a exaltar ou combater o Marquês de Pombal. Histórias, biografias, memórias, apologias, panfletos, pasquins, na sua vida e depois da sua morte, imenso é o número de tais escritos; mas, à primeira vista se reconhece que uns exaltam em demasia, e outros caluniam sem recato. Importa assim pôr de banda o que rescende controvérsia; consultar na origem os documentos; escutar testemunhas de presença. E primeira dessas testemunhas será o Marquês nos escritos íntimos, ou que deviam ficar no segredo dos arquivos."

Sinopse  - Agustina Bessa-Luís dele falou "Para homens destes, a glória é precária e sempre  ensombrada."

Citar Henrique Luiz
"Realmente sou fã incondicional do Marquês do Pombal, ele foi genial !"

Citar excertos do Autor José Eduardo Franco  http://recil.grupolusofona.pt
"Com efeito o primeiro Ministro de D.José I é uma das figuras politicas do nosso País sobre quem mais se escreveu , tanto em Portugal como no estrangeiro. Escreveu -se mais sobre o que se quis que a sua ação significasse e menos sobre o que ela significou de fato.Por isso muita da literatura produzida em torno do Marquês está minada ideologicamente, na medida em que este politico "déspota" e "iluminado" foi mitificado e usado com a bandeira e símbolo dos ideais revolucionários que, ao longo do século XIX e das primeiras décadas do século XX, os movimentos laicos, anticlericais e antilegitimistas quiseram implantar.
Ao lado de outros mitos que povoam o nosso imaginário coletivo, o mito do Marquês de Pombal é um dos mais fraturantes e menos estudado no ponto de vista da mitocrítica.Os seus êxitos e fracassos tiveram a total proteção e confirmação do Rei D.José I, ao delegar poderes extraordinários ao seu Primeiro-Ministro para agir, poderes até ai jamais cedidos a nenhum outro Ministro na Monarquia Portuguesa.
Sejam duas as correntes culturais, radicalmente antagónicas que avaliam a sua ação politica em gerar um "mito bipolar". O filopombalismo que fizeram do Marquês o "Prometeu" ou o "Hercules português" o herói do progresso e da iluminação de Portugal, inimigo visceral do obscurantismo da "hidra jesuíta" enquanto os antipombalismos teceram uma lenda negra deste Ministro fazendo dele o "Nero Português", uma tempestade que semeou apenas desgraças, desordem e impiedade que o crucificam no mito de bipolar.
O mito pessoal de face luminosa contrasta com uma outra face de matiz bem negro. O lado noturno da obra politica de Pombal atingiu o extremo de ser figurada como verdadeiro massacre provocando vários martírios, ou seja, como um terramoto sanguinário e desagregador, que se teria abatido na politica e no espírito identidário da nação portuguesa.Domou pelo chicote nobres, jesuítas e hierarquia eclesiástica, poder quase ilimitado que alcançou da mão do Rei D José I e nas suas hábeis mãos acabou por domar também o Rei numa marioneta.Não existem dados absolutamente conclusivos que comprovem a sua filiação à Maçonaria. No entanto o empenho tenaz de expulsão os Jesuítas e à limitação dos poderes eclesiásticos é comum a todas as correntes- antipombalinos, filojesuiticos e filopombalinos e ligados à Maçonaria."
Episódios perpetuados pelo Marquês de semear desgraças, desordem e impiedade
"Em 1757 instalou-se a revolta no Porto com o desejo governamental de constituir uma Companhia monopolista para gerir o Comércio do Vinho do Porto, chamando a si um negócio familiar até ai pertença de famílias de pequenos e médios produtores,  que o Marquês não hesitou  em enviar o exército para abafar o motim do povo, foram presos centenas de pessoas e deles 45 foram enforcados entre homens e mulheres  como réus de crime de alta traição e de lesa- majestade de primeira cabeça."

"Foi contra a liberdade de imprensa extinguiu o único periódico a "Gazeta de Lisboa".

"A propósito do massacre de nobres e de Jesuítas dizia"quando eu não tiver  homens que esmagar, estará concluída a minha missão"

"Queimou publicamente os livros das bibliotecas dos Jesuítas considerado por autores, sobretudo brasileiros com um massacre cultural." 

Citar Camilo Castelo Branco sobre o perfil do Marquês
"Mas o maior massacre aconteceu no seu último ano de governação que ficou conhecido com o o massacre da Trafaria, onde se tinham refugiado jovens que temeram o recrutamento militar ordenado pelo Marquês para uma guerra contra a Espanha, que ameaçava o País. Irado pela afronta à sua autoridade manda cercar a aldeia piscatória onde viviam 5.000 pessoas e apenas uma centena de intrusos, que não queriam ser recrutados. E, sem piedade, nem distinção de pessoas "resolveu queimá-los numa grande fogueira, que enroscou 5.000 vítimas, mulheres, velhos, crianças, enfermos, com as serpentes das suas labaredas". De fato a aldeia tinha sido cercada  por 300 soldados que de noite incendiaram a aldeia com archotes  " Despertaram aquelas cinco mil vidas na sufocação de fumaradas e no estalejar da madeira".
 
Nesta teimosia de analisar este facto, conhecendo a Trafaria e a sua vida à época, acredito que os cem jovens que para aqui vieram não teriam ficado na aldeia refugiados(?) e sim aqui aportaram para subir às quintas dos pais e de amigos destes, pois toda a região do Monte da Caparica era naquele tempo afamada de ricas quintas de veraneio pertença de gente rica, com palacetes em Lisboa, o que posa ditar que o massacre incendiário foi de grande malvadez a toda uma aldeia piscatória sem culpa alguma dos jovens aqui aportarem em fuga , de gente muito pobre, e se porventura deram abrigo e comida só poderia ser resulto de gente de cariz humanitário, que parte e reparte o pouco que tem, nada a condizer com o perfil maquiavélico do Marquês, que seria de ódios profundos, e aqui permitam-me outra comparação, apelando ao seu signo astrológico, sem ser vidente, nem lançar cartas, apenas partilho o mesmo signo Touro- sobre o qual ao longo da vida tentei comparar pessoas com quem trabalhei ou conheço bem,  e de fato nunca encontrei ninguém em tudo semelhante a mim em termos de "mente iluminada e assumir qualquer facto de pé, sem vacilar " seja ainda parente do perfil do Marquês (?), já quanto à ambição, ódio e poder, o encontrei em muitos e em mim afastado, nem sei bem do que se trata, apesar do tanto mal que me fizeram sofrer nesta vida, não nutro simpatia alguma pela vingança, nem rancor, apago simplesmente as pessoas... e ainda sou mulher de gosto em agraciar, e de partilha, jamais fico com trunfos na manga, porém em todos que encontrei no trabalho a única  idêntica seja a obstinação, dedicação e polivalência, sem igual em destaque nos demais, seja em paralelo a teimosia onde a vaidade nuns evidenciada, e noutros mais escondida, seja apanágio gritante.Atrevimento seja continuar a dizer olhando ao  tenaz  temperamento do seu signo Touro ter como ascendente Leão (?) se revela evidente no Marquês como pessoa de estrutura sólida, estável, equilibrada, persistente e consistente, não gosta de fazer nada de forma superficial, que se aprofunda e encara as coisas de uma forma muito séria na necessidade de realização enorme, atua lentamente em caráter de permanência. Tudo o que faz tem que ter cabeça tronco e membros. Muito centrado vive a vida no seu ritmo próprio, não permitindo a interferência dos outros na sua maneira de ser e de estar. Não são nada permeáveis a influências externas. Têm o seu certo e errado tão bem definidos que não adianta querer influenciá-los, vivendo dentro da sua verdade, coerência e da sua escala de valores. Denotam enorme dificuldade em fazer concessões, embora pacientes e presos às suas convições conservadoras, se propõem a conseguir o que quer que seja , acaso o destino seja a pé ir até a lua,  logo arranja maneira de construir uma estrada ...donos de um enorme auto-controle, visionários, terrivelmente ambiciosos, carateristicas passiveis  de não serem todas iguais noutros do mesmo signo, mas no Marquês nitidamente vincadas, teria sido  membro da Opus Dei (?), disso se fala a propósito do plano da construção do Terreiro do Paço (?),  apesar de não existirem provas contundentes, ao se atender que tendem  a exercer as profissões que abraçam de forma honesta onde procuram igualmente santificar o trabalho e a vida familiar, onde o valor da palavra dada e na honradez cristã da pessoa que se incorpora na Prelatura traz consigo um compromisso para toda a vida: lutar por ser santo, segundo o espírito do Opus Dei , o que me deixa a pensar se o querer ser santo espiritualmente valha o mesmo do querer ser rei na terra(?). Ouvi pela primeira vez este nome no final do século XX, a propósito dos supostos fundadores do Banco BCP, homens que olhavam os outros de cima, vestidos de colarinho teso e botões d'oiro, de ideias radicais, detestavam mulheres no trabalho a que rotulavam com negatividades, por isso não gostavam de as ter nas suas fileiras, embora tivessem que levar com algumas aquando das fusões de aquisição de outros bancos que absorveram, e disso vieram a "engolir sapos" ...e ainda a ambição desmedida de enriquecimento fácil à custa de medidas inovadoras, rompendo com os métodos conservadores, hábeis aduladores, desprezavam em desvalor quem não carregasse atrás do nome, um título, e nos casos em que as coisas corriam menos a alguns logo se afastavam mostravam a outra faceta, fria, desumana  aplicando dor sem piedade!

"O termo latino "Opus Dei" significa "Obra de Deus" tem como finalidade participar da missão evangelizadora da Igreja. Concretamente, o Opus Dei procura difundir a vida cristã no mundo, no trabalho e na família, a chamada universal à santidade e o valor santificador do trabalho quotidiano".

Como disse  é doutrina que desconhecia porque vivi na província onde fui habituada a praticar a religião cristã, embora cedo me interroguei nesta dificil acreditação -, tive um professor padre que me confessou tinha 13 anos, em pânico mas firme respondi- não, não, não, a todas as perguntas cujo conteúdo desconhecia, mas entendia ser tabu, pecado(?) sexo, ao tempo palavra desconhecida, mas sabia o que era defender a minha honra, e ainda outro por mentir na homilia na missa, incitando o povo para se meterem nas suas vidas, não falando da vida dos outros nem levantar falsos boatos, para na semana seguinte fugir com uma paroquiana-, argumentos suficientes, a desconfiança e alerta aos apelos; sexuais e pedofilia, mentira, dúvidas, e à falta de verdade na igreja católica, não sendo alheia aos mais iluminados que enxergam a religião como monopólio de riquezas, pouco ou nada ajudam humanitáriamente os mais desfavorecidos, antes sobre eles sempre exerceram no passado imensa pressão, na sorte de serem analfabetos de parca cultura, sem piedade os usaram como difusores em defesa da fé católica, na obrigação em ser dela crente e assíduo cumpridor...a minha avó materna era uma devota beata, vivia com Deus na boca em todos os seus atos, em dias de férias que passei com ela ao deitar eram rezas e mais rezas por este, aquele, o vizinho, e todos os que já tinham partido, até que farta além de nunca ter aprendido as ladainhas a interrompia chamando à atenção- avozinha, já rezamos por esse e pelo outro...coitadinha se deixava a olhar para mim admirada com a minha grande devoção e atenção...e assim enganada sem o saber, fechava a oração fazendo fé na minha falsa intromissão dos meus altos 7 aninhos...sejam as dúvidas mais elementares na religião cristã que a todos os que "pensam" faz pensar, por ainda não terem sido nos séculos esclarecidas, e neste agora pleno século XXI, eu própria faço parte dum leque de fiéis à distancia...ainda assim católica! 

Juízo de Guerra Junqueiro
"O próprio Pombal é o Desejado? Não. Fez-se temer, não se fez amar. Cabeça de bronze, coração de pedra. Moralmente, ignóbil, rancoroso, ferino, alheio à graça, indiferente à dor. Inteligência vigorosa, material e mecânica, sem voo, sem asas. Um brutamontes raciocinando, claro. Falta-lhe o génio, o dom de sentir, nobreza heróica , vida profunda - humanidade em suma, máquina apenas...Só dura o que vive. Uma raiz esteia mais que um alicerce. Pombal em três dias num deserto, quis formar um bosque. Como? Plantando traves. Adubou-as com mortes e regou-as a sangue."

Túmulo do Marquês na Igreja da Memória na Ajuda em Lisboa
"O Marquês de Pombal  morreu aos 82  anos na sua quinta na noite de 11 de maio de 1782, o seu cadáver foi conduzido num coche puxado por três parelhas para a igreja do convento de Santo Antínio da vila de Pombal onde os seus restos mortais ficaram depositados. Com a passagem das invasões francesas a sua sepultura foi profanada pelos soldados do marechal André Massena. Em 1856/7, o Marechal Saldanha, seu neto por via materna, trasladou para Lisboa os restos mortais, que foram depositados na ermida das Mercês, onde o Marquês de Pombal fora batizado e, inclusive, pertencia à irmandade. Em 1923, passaram definitivamente os restos mortais para a Igreja da Memória, em Lisboa, onde se encontram até os dias de hoje."
Citar http://munho.blogspot.pt/2010/11/epitafio-memoria-do-marques-de-pombal.html
Epitáfio

Aqui jaz
 
Sebastião José de Carvalho e Melo
Marquez de Pombal
Ministro e Secretário de Estado
de D. José
Rei de Portugal;
O qual reedificou Lisboa,
Animou a Agricultura,
Estabeleceu as Fábricas,
Restaurou as Sciencias,
Estabeleceu as Leis,
Reprimiu o Vício,
Recompensou a Virtude,
Desterrou o Fanatismo,
Regulou o Thesouro Real,
Fez respeitada a Soberana Authoridade;
Cheio de Glória,
Coroado de louros,
Opprimido pela Calumnia,
Louvado pelas Nações Estrangeiras:
Como Richelieu
Sublime em projectos,
Igual a Sully na vida, e na morte:
Grande na prosperidade,
Superior na Adversidade,
Como Philosopho,
Como Heroe,
Como Christão,
Passou à Eternidade
No Anno de 1782,
Aos 83 da sua idade
E no 27 da sua Administração.

Acerca desta lápide escreveu-se: 
"Seu corpo jaz depositado em um celebre mausoléu que existe ao lado direito da capela mor dos frades capuchos da referida Vila (Pombal) aonde não aparece por se haver proibido o uso, e leitura de um Epitáfio feito para a sua sepultura"
Frei Francisco Martins (Capucho), confessor do Marquês a seu pedido e durante a agonia... escreveu assim o que deveria gravar-se na jazida do estadista:

Hic jacet Ille Minister
Qui conctictis notus in orbe fuit
Mortuus ecce silet sua verum facta loquntur
Isto majorem tempora nulla dabunt
.Tradução

 "Aqui jaz aquele ministro, que por todos conhecido, foi em todo o Mundo; e posto que aqui morto está calado, as suas obras porem perpetuamente estão falando, Ministro maior do que este foi, nem o presente século, nem finalmente os futuros hão-de produzir" 


Sebastião José de Carvalho e Melo
"Nasceu em Lisboa a 13 de maio de 1699, no seio de família nobre mas com pouco dinheiro. "

Não sei a razão da afirmação- oriundo de família nobre (?) . O arcebispo D. Paulo de Carvalho e Ataíde, era seu tio ,cujo brasão encimado por coroa ele viria a ostentar no palácio em Oeiras junto do seu com estrelas nitidamente evocativas do judaísmo.
O seu avô de Pombal de apelido "Carvalho e Mello", de ascendência judaica.
O Marques de Pombal pela boa silhueta e altivez  soube e bem enganar todos e auspiciar o cargo de ministro do rei D José.


Citar https://healsilu1947.wordpress.com/2013/05/10/marques-de-pombal/
"Com descendência numa trisavó de nacionalidade brasileira.
Em 1639 falecia em Lisboa o franciscano Frei Paulo de Santa Catarina, trisavô do Marques de Pombal.
Isto dito assim dá a entender que o fidalgo Sebastião José de Carvalho e Melo, Conde de Oeiras e Marquês de Pombal, o famoso político que enfrentou os Jesuítas e os expulsou de Portugal, e seus domínios, era sacrílego de sangue, descendente direto de frade. Nada disso. O Marquês de Pombal tinha ascendência legal e uma quota de sangue indígena de Pernambuco, em consequência do romance de Jerônimo de Albuquerque, o Torto, com a princesa tabajara Muirá-Ubi, filha do grande Arco-Verde. Esse frei Paulo de Santa Catarina, foi, antes de professar, D. Paulo de Moura, casado com a mameluca Isabel de Albuquerque, fruto dos amores de Jerônimo de Albuquerque, com sua salvadora, a princesa Arco-Verde.D. Paulo de Moura casou-se aqui com a pernambucana D. Brites de Melo e desse consórcio teve uma filha, nascida em Olinda e que tomou o nome de Maria.Quando em tenra idade, ficou órfã de mãe. D. Paulo, seu pai, levou-a para Portugal a fim de educar-se com os parentes paterno e, roído de saudades da mulher que perdera, resolveu tomar o hábito franciscano e afogar na penitência as mágoas. Viveu ainda 61 anos com o burel de São Francisco, que pela primeira vez vestira em 1632. Sua filha Maria casou com o fidalgo Francisco de Mendonça Furtado. Foram estes avós de Sebastião José de Carvalho e Melo, Conde de Oeiras e posteriormente Marquês de Pombal, uma das maiores figuras de Portugal do século XVIII. "

"Quem sabe se não teriam sido as gotas de sangue tabajara brasileiro que lhe fortaleceram o ânimo para enfrentar a mais poderosa organização de seu tempo, a Companhia de Jesus?"

"Com esta crónica de Mário Melo, secretário perpétuo do Instituto Histórico e Geográfico de Pernambuco e da Academia Pernambucana de Letras, mais firme , estou na apreciação do meu líder político; o Marquês de Pombal, aliás, para desespero de seus desafetos, Conde de Oeiras, Marques de Pombal e Príncipe Tabajara. "

"Alguns políticos mui canalhas de sua época debochavam a falta de sangue azul no Marquês, pobres coitados, antes dos demais títulos, já nascera Príncipe."
O Marquês não olhou a meios para atingir fins, na morte dos Távoras
Sitiada seja na contínua análise do seu perfil comportamental, e ao que dele fui lendo que só viria a corrobar ainda mais o que já sentia por esta figura da história de Portugal, pelo que sou adepta, acho  mesmo verossímil admitir da sua ambição maior  vir a governar Portugal, mas como se havia descendência ? Uma mulher, filha de mãe espanhola, hipoteticamente alvos fáceis a abater (?),  até porque seria a primeira vez que uma filha assumia o trono, pensaria ele mudar impor a Lei Sálica ?
O Marquês não foi homem de olhar a meios para atingir fins, ambicionava a concentração do poder absoluto muito centrado em nobres e no clero, por isso alvos a atacar, tinha de os isolar para poder atingir o que tinha em mente, ganhar terreno para a hipótese de ascender a ser Rei- assim armado de vontade desmedida e desenfreada no sonho do brilho real se valeu da sua mente inteligente e ardilosa para arquitetar planos a seu favor, começando por engendrar com engenho e arte anular os seus principais inimigos, os nobres mais ricos da Família Távora, friamente os viria a arrolar  numa intriga com consequências dramáticas juntamente com o clero, a Ordem Jesuíta, católica, com vários colégios, que viria a expulsar de Portugal e das Colónias. Ainda bafejado pela sorte que soprava a seu favor por viver um tempo de glória, um momento de graças, com a boa maré da reconstrução de Lisboa de vento em popa lhe ditou a má fortuna de adular o Rei a seu favor pelo incidente que este foi acometido ao sofrer um tiro de raspão num ombro quando regressava de uma fugida visita à sua amante Távora, mulher casada, cujo marido tinha recentemente regressado da Índia, teria ouvido zunzuns sobre esta ligação amorosa da sua mulher com o Rei.
Citar excerto das memórias de  Isabel Craven, Princesa de Berkrley
"Se os conspiradores, em vez de esperar que o rei passasse por eles, tivessem atirado quando este se aproximava, tê-lo-iam morto infalivelmente. Mas só foi ferido por uma bala que passou entre o corpo e o braço, e que lhe retirou uma porção de carne, sem fazer outros danos.
O duque de Aveiro e o marquês de Távora, para esconderem o seu crime após os acontecimentos, passaram diariamente pelos apartamentos do rei para indagar pela sua saúde, expressando a maior indignação contra a traição. Foram sempre admitidos à presença do rei e a corte manteve-se durante muito tempo ignorante da autoria da conspiração.
O marquês de Pombal, por algumas palavras ditas inadvertidamente pelo duque de Aveiro, foi levado a acreditar que ele fazia parte da conspiração, e por outras circunstâncias foi levado a pensar que o marquês de Távora e seus dois filhos estavam também implicados. Foram todos presos e levados a julgamento. O duque de Aveiro e os três últimos foram condenados e sentenciados a serem executados na roda. A marquesa velha, em consideração pela sua condição, foi sentenciada a ser decapitada. Subiu ao cadafalso com grande firmeza e elevação, digna de uma causa nobre.
As reuniões dos conspiradores tiveram lugar num pavilhão do jardim do marquês de Távora em Lisboa, e foram descobertas por uma mulher que era vítima da marquesa, cuja crueldade não conhecia limites quando se tratava de satisfazer as suas vinganças. Esta infeliz rapariga tinha ouvido parte da conversa. Era de origem nobre, mas viu-se reduzida à pobreza e forçada a entrar ao serviço da marquesa. Tinha sido atraída pelas luzes do pavilhão para se aproximar do local. A marquesa descobriu-a, e no dia seguinte encontraram o seu corpo numa rua de Lisboa, pouco tempo depois de morrer, enrolada num lençol ensanguentado com o corpo perfurado por vários golpes."

Pelo que imediatamente o Marquês se apressa a incriminar os seus inimigos Távora em os implicar no atentado, tendo sido persistente na argumentação engrandecendo conselhos negativos ao Rei, que seria homem de cintura política, um fraco (?), após o terramoto viveu em tendas, com medo de outro haver e morrer, e o Conde de Oeiras sabia como o manipular facilmente com engenho e arte, de perfil maquiavélico e demoníaco usou de forma ardilosa e não parou nem descansou enquanto não o convenceu ao desfecho judicial de culminar no trágico resulto com prévia tramóia arquitetada em conluio, digo eu, com o jurisconsulto Pascoal José de Mello Freire dos Reis, homem nascido em Ansião, sem medo nem receio bateu o martelo na triste sentença do morticínio dos nobres Távoras em 1759, e ainda o genro do Duque de Aveiro o Conde de Atouguia e o padre jesuíta Malagrida. Os Távoras mais novos foram encarcerados em conventos. Lamentavelmente este horror brindou de bandeja o Ministro, com o título de Marquês de Pombal, apesar de nunca ter ficado provado a intenção dos Távoras de matar o Rei, para serem governantes. Apetece-me pensar que teria sido bem provável que na sua deslocação para estudar em Coimbra, o Sebastião de Melo, na sua passagem pelo Paço Jesuíta, sediado na Granja em Santiago da Guarda, no concelho de Ansião, se deixou ali em momentos plantado em estupefacta admiração naquela charneca abrigada de norte pelos outeiros despidos e nus que o marcou pela beleza exótica e antes nunca vista, ao prosseguir caminho lhe ficou retida debaixo d'olho para mais tarde poder jogar numa contrapartida de favores, no caso em seduzir mais tarde o suposto jovem jurisconsulto Pascoal José dos Reis nascido em 1738,  39 anos mais novo que o Marquês, o filho que ele gostava de ter tido, supostamente, e assim matou dois coelhos numa única cajadada - matar os Távoras e expulsar os Jesuítas, com os seus bens a passarem para o Estado. Na verdade  conseguiu toda essa vingança premeditada com a ajuda do Rei, e do Pascoal dos Reis, o jurisconsulto a derrubar dois grandes pilares do poder para o Marquês subir a patamar cimeiro e assim ficar mais perto de ascender ao poder absoluto, só assim se compreende que bateu o martelo na sentença horrível aos Távoras, apenas com 21 anos de idade, Deus me livre de arquitetar, jovem homem do signo Carneiro, na mesma craveira de ambição do Marquês (?) sem pejo nem dúvidas ditou sentença desumana a pensar nas contrapartidas que este lhe oferecia -,o Paço dos Jesuítas (?) no seu concelho de Ansião, mais enriquecimento , sendo afinal ambos de ascendência judaica, o teria ameaçado e ainda da contenda do irmão meio cónego, no Cabido de Coimbra, Luiz de Mello,  não parou nem descansou enquanto não a ganhou na ascensão da hierarquia. Enfim tema que até hoje nenhum historiador se debateu em saber o que levaria um jovem a bater o martelo em tão grande e hediondo morticínio. Na verdade em Ansião, a sua terra natal jamais lhe foi erigida estatuária, embora seja ainda hoje considerado o ansianense mais ilustre...apenas atestado na toponímia e ainda assim pela metade e na Escola C+S.

Pardieira da porta do Paço Jesuíta da Granja
 Paço Jesuíta  na Granja da Companhia Inácio de Loyola

O Marquês foi um privilegiado ao nascer em pleno século XVIII, período marcado pelo iluminismo.Durante o reinado de D.João V entre 1738 e 1749 foi Embaixador representando Portugal em Londres, Viena (Áustria) e outras missões diplomáticas em vários países europeus e ao papa. Por morte de D.João V e a subida ao trono de D.José I foi chamado a voltar ao reino para ser o seu Ministro. Aboliu a escravatura em 1761,  mas só por decreto em 1854, é que foram os primeiros escravos libertados, traduz na realidade que aboliu, mas não libertou,  indicia apesar de ter tomado a medida não exigiu a tornar efetiva, se revela estranho ao não punir os que continuavam a ter escravos é porque não lhe convinha,  fatalmente dizer em seu juízo afirmar. No seu trabalho como Ministro,  iniciou várias reformas administrativas, económicas e sociais, que agradaram a alguns, mas na altura desagradaram a muitos por ser um defensor do absolutismo-, ideia de que todos os poderes devem estar nas mãos do Rei. Foi por isso que tomou uma série de medidas para lhe dar mais poder e retirá-lo a classes sociais, seja aos nobres mais ricos e ao clero.Com esse objetivo, protegeu o comércio português, criou companhias monopolistas, reformou a Universidade de Coimbra e reorganizou o exército.Tudo isto para dar mais poder ao Rei, mas era ele, o Marquês, que tinha esse poder nas mãos.Foi  o Rei  D.José I que lhe deu os títulos,  do 1º Conde de Oeiras em 1759 e, depois, o de Marquês de Pombal, em 1769.

O que veio a marcar administração ao Marquês  foram duas contrariedades célebres
A morte dos Távoras  e o Terramoto de Lisboa de 1755

"Atribui-se a Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, a célebre frase que serviu de mote à reconstrução de Lisboa após o terrível terramoto de 1755: "Sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos."
"Na verdade, a frase foi a resposta do Marquês de Alorna, D. Pedro de Almeida, à pergunta do rei D. José sobre o que fazer perante a catástrofe. Menos controverso é o papel do Marquês de Pombal ao ser indigitado na reconstrução da cidade lisboeta numa extensão de 23,5 hectares, como responsável político. Poucas semanas depois do terramoto, o engenheiro-mor do Reino, Manuel da Maia, apresentou cinco planos de reconstrução. Pombal optou pelo dos arquitectos Eugénio da Maia e Carlos Mardel, que desenharam uma nova Lisboa, de ruas largas e simétricas e prédios que usavam o sistema da gaiola. Criou-se uma nova cidade, hoje conhecida como Baixa Pombalina, cujas fundações em estacaria de pinho estão mergulhadas no lençol freático da Baixa, em virtude desta região estar situada sobre um antigo braço do Tejo, que se estendia até ao Rossio, de terreno de natureza aluvionar, ou sedimentar, razão pela qual esta parte da cidade foi a mais afetada pelo sismo de 1755. E ainda duas ribeiras subterrâneas que confluem no Tejo.A cidade medieval deu lugar a ruas largas de dois passeios, com a primeira rede de saneamento público do País. Os novos edifícios apresentam melhorias técnicas significativas, como as paredes corta-fogo, perpendiculares às fachadas, com 0,5 metros de espessura e sem qualquer abertura, que dividem os edifícios desde o rés-do-chão até saírem acima dos telhados. Estas paredes tinham como principal função impedir a propagação de incêndios entre prédios vizinhos. Enquanto a gaiola pombalina é uma técnica de construção anti-sísmica inovadora a nível mundial. Baseada nos métodos de construção naval, a gaiola consiste numa estrutura de madeira tridimensional revestida por paredes de alvenaria, que permite dissipar a energia transmitida por um sismo, sem provocar estragos consideráveis no edifício. A estrutura interior de madeira está ligada às paredes exteriores através de peças metálicas. A autoria da gaiola é atribuída ao arquiteto Carlos Mardel que, segundo a tradição oral, terá realizado um ensaio sísmico da estrutura no Terreiro do Paço, colocando um modelo sobre um estrado e sujeitando-o à marcha de um destacamento militar, de modo a reproduzir os efeitos de um sismo."
Cais na Moita  com alicerces em pedra e madeira
Supostamente não foi ideia do Marquês de Pombal, nem do seu arquiteto Carlos Mardel (?) como se alvitra a introdução do sistema "gaiola". Na Moita do Ribatejo esta arte já existia desde 1722, por isso o Cais não se desmoronou com o terramoto, os seus  alicerces com estacas e troncos de madeira se aguentaram com o terramoto após 33 anos, ter sido usada na Moita foi usada como sendo primária em Lisboa, e não o foi, o que deixa transparecer?
A técnica do uso de madeira de pinho usada no Cais da Moita foi plagiada (?) em Lisboa.
Ao tempo a Moita com o seu Cais importante na atracagem do vaivém de fragatas e outras embarcações com cargas e descargas para Lisboa, após o terramoto o correr das notícias  perante a estupefação que não se desmoronou, alguém se apressou a explicar a técnica milagrosa da sua construção, que logo se apressaram copiar(?) para a reconstrução de Lisboa.
Na Moita, o Cais em maré baixa é perfeitamente visível identificando o tronco de pinho que faz parte do alicerce do escadatório.Fatalmente ficaram os homens inventores da estacaria de pinho verde do Cais da Moita de glória ofuscada e plagiada, quiçá por serem da outra banda... no meu opinar!
Foto que tirei em maré baixa onde é notório o tronco junto do escadatório


O certo teria sido a baixa de Lisboa não ter ficado na história conhecida como "baixa pombalina" e sim "com menção aos nomes dos dois arquitetos Carlos Mardel e Eugénio da Maia ", porque na realidade foram estes arquitetos que a delinearam, reinventaram aplicando novas técnicas de construção, ao delinear um traço inovador chamado a técnica do quadrado, rasgado por ruas paralelas e na perpendicular, que viria a deixar marca importante na reconstrução da nova cidade, que o Marquês apenas teve papel histórico de renovador arquitectónico da cidade, que em abono da verdade lhe corria de feição a olhos vistos e que nem hesitou puxar louros para si, que teimou colocar o seu medalhão na estátua do D.José ( retirado após a sua demissão) e mais tarde os liberalistas quiseram repor, mas sem sucesso, julgo foi o povo que o retirou e dele deu sumiço...
Para apreciar a técnica de construção pombalina, bem como os vários estratos de ocupação humana da cidade, desde a pré-história, pode visitar o Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros, nº 9, do BCP.
Construção gaiola em madeira de pinho verde de uma escada  de um prédio em Cacilhas.  
"construção gaiola" usada para prevenir mais terramotos
 Ruína de uma casa na zona histórica do castelo de Almada
Citar a Wikipédia, a mente maquiavélica , hábil e iluminada do Marquês
"Após a expulsão dos Jesuítas de Portugal e todos os seus territórios de Além-mar, o Marquês de Pombal foi excomungado pelo Papa que governava a igreja naquele tempo, e mandou a Portugal um cardeal, seu embaixador, para entregar a bula de excomunhão, caso o Marquês não voltasse atrás em sua decisão.
Avisado da presença de tão ilustre príncipe da igreja, o Marquês de Pombal marcou a entrevista na Torre de Belém, símbolo do poderio marítimo e político do reino. Ao recebe-lo, o Marquês de Pombal fê-lo na parte superior da Torre, com plena vista para o majestoso Rio Tejo. Mandou chamar o comandante militar da Torre e ordenou-lhe que apontasse todos os canhões para Roma. O oficial, mui respeitosamente, disse que o faria em seguida porém pedia permissão para dar uma informação. Autorizado, disse: Senhor Primeiro Ministro, as balas de nossos canhões não passarão da outra margem do Tejo.Com esta informação, o Marquês de Pombal virou-se para o cardeal-mensageiro e disse-lhe: olhe cardeal, se as balas dos canhões portugueses não chegam ao Vaticano, a excomunhão do Papa não chega a Portugal, volte para casa." 

Ainda mais feitos do grau de suprema inteligência do Marquês
Num recente tratamento de fisioterapia, em ambiente do ginásio falava-se do Marquês de Pombal, a D. Idalina, uma vida costureira, havia de denotar em vários contextos uma cultura  geral e destreza em passar a mensagem, sobre o Marquês disse que ao ser expulso pela rainha D. Maria I o desterrou para a sua terra de Pombal, sendo proibido de  voltar a pisar terra de Lisboa. Em pouco tempo engendrou vir tratar de assuntos do seu interesse  a Lisboa pelo que decidiu trazer na carruagem terra da sua quinta em Pombal , ao ser interpelado da proibição em pisar Lisboa, a que estava sujeito respondeu - estou pisando terra de Pombal, que entretanto tinha despejado na carruagem e no chão...
História semelhante encontrei relatada http://ataijadecima.blogspot.pt/2016/02/a-minha-avo-e-o-marques-de-pombal.html
Citar https://healsilu1947.wordpress.com/2013/05/10/marques-de-pombal/
"Apesar de  proibido de "pisar terras de Lisboa", pelos juízes com medo das penas do Inferno.Certo dia, precisando de tratar assuntos em Lisboa, mandou encher um carroção com terras de sua Quinta e abalou rumo à capital do V império. Quando chegou foi ameaçado de prisão. O Marquês, dirigindo-se enfaticamente à autoridade que o intimava respondeu-lhe: oiça lá, a sentença impede-me de pisar terras de Lisboa, a terra em piso é minha; é de Pombal !
Dito isto prosseguiu viagem, tratou dos assuntos que urgiam ..."

Ainda outra
" como o Marquês tinha enganado o Embaixador espanhol ao levá-lo, perante as ameaças de invasão, para a varanda dos Paços do Concelho de Lisboa, na pequena e fechada Praça do Município, a fim de assistirem a uma parada militar. Sendo os efectivos do exército português diminutos, o astuto Marquês pôs os militares a andar em círculo e a mudar de fardamentos quando se encontravam nas traseiras dos edifícios. Depois de três ou quatro passagens, estando o Embaixador já intimamente convencido de que seria perigosa aventura enfrentar tão grande exército, o Marquês colocou-lhe paternalmente a mão sobre o ombro e segredou-lhe ao ouvido:
E saiba mais Vossa Excelência que, cada um em sua casa pode tanto que, mesmo depois de morto, são preciso quatro para o tirarem de lá!". Lendo um pouco de história de Portugal, se percebe como a estória tem fundamento nas movimentações diplomáticas que antecederam a chamada Guerra Fantástica]. Leitores interessados poderão procurar na internet por este interessantíssimo episódio das sempre atribuladas relações luso-espanholas."

Na fisioterapia a dita senhora ainda aflorou outra ardil mentira perpetuada por ele a propósito da presença dos ingleses na Ilha da Madeira onde adquiriram alta importância desmesurada  nos negócios. Dizia ela que ele tinha vendido a Ilha da Madeira aos ingleses, dizendo que o que vendeu foi a madeira da ilha...
  
O José Quitério do blog acima referido,  fala das estórias com história da sua avó de Ataíja de Cima, a minha mãe conta do seu pai José Lucas da Moita Redonda no concelho de Ansião, no inicio da década de 50 ao olhar a política fascista e  a pobreza do povo dizia em tom de desabafo" Oh Marquês vem cá abaixo e mata-os outra vez..."
 Sem dúvida foi homem inspirador de muitos, mas também odiado por tantos!
Falar da bisavó  da Duquesa de Palmela
Isabel Juliana de Sousa Coutinho Monteiro Paim ficou na História de Portugal conhecida pelo "O Bichinho de Conta"
"O relato da descendência do Duque de Palmela, um dos que foi para Itália com receio de represálias do Marquês de Pombal. Como nos contos de fadas, Alexandre ainda solteiro, herdeiro de uma fortuna e de um título (Marquês de Isnardi, conde de Sanfrè) corre para junto da sua amada, que ainda vai visitar atrás das grades do Convento de Évora. Casam em Julho de 1779. Foi um verdadeiro casamento de amor. Isabel e Alexandre foram os pais de D. Pedro de Sousa Holstein, primeiro Duque de Palmela, que nasceu em Turim a 8 de Maio de 1781. Alcançando então a liberdade, pôde ligar-se ao homem que amava, e a quem dera provas tão notáveis de constância. O seu casamento com D. Alexandre de Sousa Holstein realizou-se a 27 de junho de 1779, e o filho primogénito dessa união foi o grande estadista duque de Palmela. D. Isabel Coutinho Paim veio a ser a bisavó da Sr.ª, duquesa de Palmela há pouco falecida.
Sobre este fato histórico escreveu o Sr. Marcelino de Mesquita um drama em quatro atos e sete quadros, intitulado Sempre-Noiva, que se representou no teatro de D. Maria II em 1900, sendo publicado nesse mesmo ano.
" Isabel Juliana era amiga, desde pequena, de Alexandre de Sousa Holstein com quem sempre brincara na Quinta do Calhariz. Com o passar dos tempos, eram mais do que amigos e nunca duvidaram, que seriam, um dia, marido e mulher. Isabel perdera a mãe ainda criança e o pai passava a vida em Paris, gozando a sua viuvez, dado aos prazeres da vida, que aproveitava, na sua condição de Embaixador de Portugal em França.Mas na corte do rei D. José I o Conde de Oeiras, sabendo que Isabel Paim era herdeira de uma grande fortuna e de um ainda mais honroso nome de família, que entroncava em Tomás Paim, fidalgo inglês que viera no séquito de D. Filipa de Lencastre, como secretário da futura rainha de Portugal, tratou de combinar o casamento daquela menina de quinze anos com o seu segundo filho, José Francisco, que contava catorze. O pai da noiva, Vicente Paim não viu qualquer inconveniente no casamento e combina-se o enlace. Só que ninguém pensou que Isabel podia ter opinião contrária. Uma menina daquela idade "não tem querer" dizia-se. Obedecia ao pai e mais nada. Mas Isabel opôs-se obstinadamente: "Que nunca casaria com outro que não o seu amigo de infância Alexandre."
Mas o pai e o Marquês obrigaram-na a casar numa cerimónia  íntima, no oratório da casa onde residia a avó da noiva, D. Maria Antónia, enlace a 11 de Abril de 1768 .D. Isabel vê-se violentada a casar com um rapaz que detestava, não só por ser filho de quem era, mas porque o seu marido só podia ser o seu Alexandre, que entretanto fora com a mãe viver para o Piemonte (Itália), não fosse Sebastião José de Carvalho e Melo, o Conde de Oeiras, tomar alguma das suas despóticas atitudes
Mas sem força para resistir à vontade paterna, pronunciou o sim sacramental, mas nunca considerou seu marido, antes pelo contrário afastou constantemente de si o homem a quem a tinham ligado, nunca tendo sido consumado, porque a noiva não permitiu que o noivo lhe tocasse. Aquela menina de cabelos negros aos canudos, de cara magra e nariz fino, tinha um queixo voluntarioso e iria fazer frente ao noivo, ao pai, às tias e ao aterrador Conde de Oeiras, que, de início pensou tratar-se de um capricho de uma menina rica, mas que com o passar dos meses percebeu que o assunto era sério. Foram baldados todos os esforços, principalmente a avó e uma tia da noiva, D Leonor de Portugal, empregaram para que D. Isabel aceitasse a posição o casamento, mas ela a tudo resistiu,  que afinal todos se convenceram, de que era inútil continuar nessas diligencias. "

Quando a vontade derruba montanhas 
"Isabel Monteiro Paim mandou fazer um saco com dois lençóis, atados bem junto ao pescoço, onde dormia, para que o noivo nem tivesse a pretensão de tentar tocar-lhe. E por isso o Marquês( já usava o título recente dado ao pai), era motivo de troça do Paço. Furioso, terá mesmo dito, referindo-se àquela que se recusava ser sua nora: "É um bichinho de conta que me quer deter os passos". Passam-se três anos e, o noivo, José Francisco de Carvalho Daum queixa-se ao pai (Marquês de Pombal) de que o casamento ainda se não consumara, isto é que os noivos ainda não tinham tido intimidades de casal. Era altura de se tomar uma atitude drástica. Pediu a anulação do casamento, para depois o casar, sem lhe importar quanto havia de escandaloso neste proceder, com uma senhora da família dos Távoras. É tão curiosa a petição do marquês de Pombal que, apesar de muito extensa, a transcrevemos: 
Ex.mo e Rev.mo Sr.
Dizem os marqueses de Pombal que, havendo-se celebrado o matrimónio de seu filho José Francisco de Carvalho e Daun com a senhora D. Isabel Juliana de Sousa no dia 11 de abril de 1768, em cujo dia o dito esposo contava catorze anos e dez dias de idade, e a dita esposa mais um ano, por haverem os suplicantes crido com boa fé, que a mesma esposa deliberadamente e de boa vontade casava com o filho dos mesmos suplicantes com o mesmo contentamento, com que seu pai o senhor D. Vicente de Sousa Coutinho, sua avó a senhora D. Maria Antónia de S. Boaventura e Menezes, sua tia a senhora D. Leonor de Portugal, e todos os mais senhores seus próximos parentes concorreram para o contrato e celebração do referido matrimónio, sem que aos mesmos suplicantes passasse pela imaginação, que no sexo e nos tenros anos da dita senhora esposa coubesse o fingimento de uma vontade que não tinha de contrair o sobredito matrimónio. Vieram depois da celebração dele a ser informados muito a seu pesar de factos tais e tão inopinados, como são os seguintes:
Primeiro fato: - Que a dita senhora esposa logo que foi ajustado o referido matrimónio, mostrou a ele uma tal repugnância, que sendo sucessivamente instada pelas ditas senhoras sua avó e tia, ao fim de alcançarem dela o seu consentimento, e chegando a desenganar-se no tempo mais próximo ao dito matrimónio, de que todas as suas instâncias tinham sido e seriam inúteis para vencerem a repugnância da mesma senhora sua neta e sobrinha se auxiliara então para a reduzirem dos bons ofícios do padre Fr. Manuel de S. Boaventura, religioso carmelita descalço; o qual ficou sucessivamente trabalhando em tal forma, que até à véspera, até à mesma manhã, e até à mesma hora da celebração do dito matrimónio esteve o dito religioso incessantemente ponderando à dita senhora esposa as graves consequências que lhe resultariam de manifestar em público a sua dita repugnância, na mesma hora do recebimento com pesar de todos os parentes que se achavam já naquela hora juntos, para assistirem ao acto da celebração do mesmo matrimónio, e com uma escandalosa desobediência às ordens de seu pai e da dita senhora sua avó.
Segundo fato: - Que havendo a dita senhora esposa mostrado naquele aperto, em que a puseram, que prestava o seu consentimento ao matrimónio por ela celebrado na mesma interior obstinação da sobredita repugnância, não só passou esta a manifestar-se desde o mesmo dia das bênçãos nupciais cada hora mais descobertamente, mas veio também a converter-se no mortal, e implacável ódio contra a pessoa do seu referido esposo, que foi presenciado por todas as pessoas de família da casa, e pelas que nela costumavam ter entrada; vendo a dita senhora esposa tratar o dito seu esposo com desabrimentos os mais estranhos, e vendo-a sempre fugir da sua companhia e de todos os actos daquela união ainda exterior, que o vínculo matrimonial faz mais indispensáveis.
Terceiro fato: - Que aqueles estranhos desabrimentos, aqueles actos externos de aversão, e aqueles desvios da dita senhora esposa passaram do escândalo particular dos parentes, dos familiares, e dos conhecidos da sua casa, a constituírem um escândalo público em toda a corte e cidade de Lisboa.
Quarto fato: - Que pelo espaço de três anos e quatro meses que decorreram desde 11 de abril de 1768 em que a dita senhora se recebeu até 15 de agosto de 1771 em que foi recolhida no mosteiro de Santa Joana havendo sido sucessivamente persuadida e admoestada com as razões mais cristãs e mais prudentes, por seu próprio pai, pela dita senhora, próximos parentes de ambas as famílias, todas estas diligências foram inúteis porque não produziram outros efeitos que não fossem, primeiro: mostrar a dita senhora cada dia mais rebelde e mais obstinada a inflexibilidade do referido ódio; segundo: excogitar novos pretextos para apartar de si o dito seu esposo, de sorte que não pudesse com ele juntar-se, chegando a dizer que seria muito útil, que antes disso fosse viajar alguns anos pelos países estrangeiros; terceiro: chegar a alienar-se até aos excessos de se dizer que cosia os lençóis da cama e punha barreiras entre o seu lugar e o do seu referido esposo para que a ela não pudesse chegar.
Quinto fato: - Que nas referidas circunstâncias vendo-se o dito esposo em anos tão juvenis e verdes, provocado com tantos e tão inauditos insultos contrários a todos os direitos, e vendo-se oprimido ao mesmo tempo pelo respeito dos suplicantes para não poder tomar dos mesmos insultos a satisfação que se devia a si mesmo, não pôde deixar de conceber contra a dita senhora sua esposa outra versão correspectiva do ódio que ela lhe tinha, para lhe ser muito penoso o seu malogrado consórcio e para aborrecer a sua companhia, de sorte que até buscava pretextos para não ir só com ela na mesma carruagem, quando à noite costumavam sair da casa dos suplicantes seus pais.
Sexto fato: - Que com todas as sobreditas causas foi e é constante entre os próximos parentes, entre os domésticos e entre as pessoas, que têm conhecimento da casa dos sobreditos esposos que o dito matrimónio, que entre eles se celebrou, nem foi até agora consumado, nem há esperança alguma prudente do que o venha a ser.
Nestes tão desagradáveis e tão urgentes termos não podia permitir nem a religião, nem a decência dos suplicantes, que deixassem de precaver (enquanto neles estava) os perigos espirituais e corporais, que em tais casos se costumam seguir dos matrimónios ratos e não consumados, ainda quando são verdadeiros matrimónios celebrados com o livre consentimento que no caso presente se vê que não houve da parte da dita senhora esposa: porque além de estar esta fingindo e simulando um tão sagrado sacramento, são bem conhecidos os gravíssimos perigos, que se costumam seguir assim de se conservarem semelhantes cônjuges desesperados por ódio na mesma casa entre tão implacáveis discórdias, como de viverem em um consórcio que só é aparente sem que o referido ódio recíproco os deixe usar do matrimónio. Com estes urgentes motivos tornaram pois os mesmos suplicantes o expediente de fazerem separar os sobreditos seu filho e nora até buscarem recurso competente, mandando interinamente debaixo de pretextos decorosos o primeiro para a Universidade de Coimbra e a segunda para o convento de Santa Joana de Lisboa. E porque os suplicantes para o fim de impetrarem da sede apostólica a declaração da nulidade do dito matrimónio necessitam de justificar os seis factos acima deduzidos, procedendo V. Ex.ª às perguntas dos referidos cônjuges sobre a consumação ou não consumação do referido matrimónio entre eles fingido, passando a inquerir sobre os seus factos as testemunhas que deles tem melhor informação e expedindo-se-lhe de tudo instrumento em forma autêntica a provante. 
 Pedem a V. Ex.ª lhes faça mercê deferir-lhes na forma que requerem. E. R. M. - Marquês de Pombal – Marquesa de Pombal.
Despachada favoravelmente esta petição, foram ouvidas muitas testemunhas e os dois cônjuges, contando-se entre aquelas grande número de criados e familiares e ao mesmo tempo pessoas de posição elevada e que exerciam cargos importantes na corte.
D. Isabel quando foi interrogada disse:
"que nunca teve vontade de casar com o Ex.mo José Francisco de Carvalho e Daun, e esta repugnância a manifestou sempre constantemente até do ponto da celebração do matrimónio, a todos os seus parentes e familiares principalmente a sua avó, a Ex.ma D. Maria Antónia de S. Boaventura, e a sua tia, a Ex.ma D. Leonor de Portugal, e também a significou a seu mesmo pai dela depoente em uma carta sue lhe escreveu a França, onde se acha residente como embaixador de S. M. F., os quais todos trataram sempre de a persuadirem e reduzirem a que quisesse casar com o dito seu esposo, representando-lhe umas vezes os grandes interesses que se lhe seguiam deste casamento, e outras os grandes inconvenientes que resultariam se nele não consentisse; de tal sorte que vindo eles a conhecer pela experiência do tempo que eram inúteis a escusadas todas as diligencias porquanto ela estava firme na sua vontade de não casar com o dito seu esposo, se valeram da indústria do padre Fr. Manuel de S. Boaventura, religioso carmelita descalço, para que a convencesse e reduzisse ao que a dita sua avó e tia tanto desejavam que era o tal casamento, o qual religioso por muitas vezes instou com várias razões a que desse o seu consentimento, principalmente na véspera do dia em que se haviam de celebrar as núpcias e ainda no mesmo dia a hora em que estavam já, juntos todos os parentes de uma e outra parte, vendo-a chorar muito e que estava na resolução de negar o seu consentimento se esforçou muito em convencer que se o não prestasse, se lançava a perder e haveria grandes desgostos. Pelo que ela muito aflita e cheia de temor se não atreveu a declarar no acto da celebração do dito matrimónio que não consentia nele; mas depois desse acto mostrou sempre constantemente a todos os seus parentes e familiares a sua repugnância, a qual foi sempre bem conhecida de todos e que aquele consentimento que dera não fora livre e voluntário, mas muito violento e coarcto, vingada do temor e medo em que a tinham posto os ditos seus parentes das razões com que a pretendera convencer o dito religioso, as quais ela não sabia responder pela sua idade e fragilidade do seu sexo."
Foi assim que D. Isabel respondeu enquanto ao primeiro facto, e para que se conheça bem como foi realizado esse casamento, transcreveremos também o que sobre este ponto depôs o filho do marquês de Pombal. Disse ele que:
"logo nas primeiras vezes que a visitou e falou com ela conheceu a sua pouca satisfação do referido casamento, por não experimentar nele aquelas demonstrações de amor que esperava a que costuma haver entre esposos, o, que então atribuiu a pejo e cobardia e a sua tenra idade, mas continuando depois por longo espaço de tempo, que mediou até que se receberam, a experimentar na dita sua esposa um grande desagrado e aversão, ele depoente se desgostou muito do mesmo casamento, mas pelo grande respeito que tem aos Ex.mos suplicantes seus pais, e também pela esperança de que ela havia depois de recebidos mudar a má vontade que mostrava, e que lhe teria aquele amor que é natural entre casados, não se atreveu a contradizer ou opor-se ao dito casamento."
José Francisco quando casou tinha feito poucos dias antes catorze anos, como fala pois no longo espaço de tempo em que reconheceu antes da celebração do matrimónio que a futura noiva lhe não tinha amor algum ou segundo as próprias palavras dele tinha pouca satisfação desse casamento? É impossível não ver que essa união não passava de um calculo interesseiro do grande estadista, que cego talvez pelo amor de pai fechava os olhos para não ver as consequências desastrosas de um enlace forçado, e em que a noiva se na hora solene e diante do altar não declarou, terminantemente, que estava ali violentada, foi porque sabia até onde chegava a omnipotência do valido de D. José, omnipotência que a avó, a tia e o padre carmelita não deixaram até ao ultimo momento de lhe pôr diante dos olhos. Concluído o processo solicitou o Marquês de Pombal da cúria a anulação do casamento, e tendo o pontífice nomeado o cardeal patriarca Saldanha, o cardeal Cosme da Cunha e o núncio para serem juízes neste litígio, proferiram eles a 16 de julho de 1772 a sentença declarando nulo o casamento do filho de Sebastião José de Carvalho com D. Isabel Paim.
Não sem primeiro mandar a teimosa menina para o Convento de Santa Joana, onde a abadessa era a irmã do futuro Marquês de Pombal. Como era de esperar a jovem Isabel foi tratada quase como presidiária...
A família de Isabel Monteiro Paim não lhe deu qualquer apoio, talvez por que temesse as represálias do Marquês de Pombal. Daí não se opor a que a jovem fosse depois desterrada para o Convento do Calvário, em Évora, onde era absolutamente proibido contatar fosse com quem fosse. 
Não se contentou a avó de D. Isabel com o suplício que lhe havia imposto, e irritada, por ver que não tinha podido vencer a neta, dirigiu a el-rei o seguinte requerimento:

" Senhor.Diz D. Maria Antónia de S. Boaventura e Meneses que, tendo seu filho D. Vicente de Sousa Coutinho a certa e infeliz notícia que se tratava de anular o matrimónio que havia contraído sua filha D. Isabel Juliana de Sousa com José Francisco de Carvalho e Daun, filho dos Marqueses de Pombal, e reconhecendo que a nulidade do dito matrimónio foi originada pelo perverso ânimo da dita sua filha: ordenou à suplicante em carta de 22 de junho do presente ano que, declarado nulo o dito matrimónio suplicasse de V. M. a graça de mandar recolher a dita sua indigna filha a neta da suplicante em um convento por toda a vida com proibição de falar a pessoa alguma de fora do mesmo convento. E porque se acha efectivamente declarado nulo o dito matrimónio por sentença dos juízes apostólicos para esse efeito nomeados pelo Santo Padre com inconsolável e perpétuo desgosto da suplicante e de seu filho: Recorre a mesma suplicante em seu nome e do dito seu filho a V. M. para que, por sua sensata piedade, se digne ordenar que a dita sua indigna neta seja logo transportada do convento de Santa Joana, onde interinamente foi recolhida, para um remoto convento de apertadíssima reclusão qual a V. M. parecer a que aí fique por toda a vida inclusa com proibição de falar ou comunicar com pessoa alguma externa verbalmente ou por escrito, e que assim se lhe intime e à prelada do mesmo convento para que lhe não permita comunicação alguma sob pena de incorrer no real desagrado de V. M. Pede a V. M. se digne por sua real piedade remediar a triste situação da suplicante e seu filho com a providência que imploram, que ainda é diminuto castigo ao que merece a perversa índole da dita sua indigna neta e limitada satisfação ao pesar com que a suplicante e o dito seu filho vêem desfeita uma aliança em que tanto interessavam para o maior esplendor da sua descendência. Assina a suplicante reverentemente a presente suplica. E. R. M.
- D. Maria Antónia de S. Boaventura e Menezes."
O despacho, como era natural, não se fez esperar, a em 18 de julho ordenava D. José, ou o marquês de Pombal, que D. Isabel fosse removida para o convento do Calvário de Évora, e que nele ficasse reclusa até que o pai dispusesse dela, com proibição de falar ou comunicar com pessoa alguma externa verbalmente ou por escrito na forma que requerera a veneranda avó. Terminava o decreto mandando guardar na Torre do Tombo todos os documentos que se referiam à anulação do casamento de D. Isabel.
A nobre dama foi efectivamente levada para o citado convento, onde se conservou encerrada até à morte de el-rei D. José em 1777. Aclamada Rainha de Portugal, D.Maria I subiu ao trono como a primeira rainha que por si só governou e empunhou o ceptro, por não haver príncipe varão. Avizinham-se novos tempos para os que sofreram a oposição de Sebastião José de Carvalho e Melo.À vista a queda do marquês de Pombal, finalmente se virou o feitiço contra o feiticeiro, que logo se apercebe que triunfaram os seus inimigos, bastaram apenas oito dias para o demitir tendo-lhe sido ordenado que se recolhesse à sua casa de Pombal. Em seguida abriram-se as portas dos cárceres aos numerosos presos que a política severa do Marquês ali encerrara, entre os quais os descendentes dos Távoras. Começaram as perseguições contra os parentes e os afeiçoados do Marquês; arrancou-se o seu medalhão do monumento do Terreiro do Paço, e com pretextos frívolos promoveu-se um processo, indo a Pombal dois desembargadores para o sujeitar a um opressivo e impertinente interrogatório ao velho estadista...havia depois voltar a Lisboa  não sei com que intuito, levava na carruagem terra de Pombal , ao chegar espalhou pelo chão e ao ser escorraçado exclamava altivo- piso terra de Pombal!
Só a grande esperança da  chegada do dia em que os seus desejos se cumprissem, faziam ter vontade de viver à jovem Isabel Paim. E esse dia chegou!".
Atribui-se a Sebastião José de Carvalho e Melo, o marquês de Pombal, a célebre frase que serviu de mote à reconstrução de Lisboa após o terrível terramoto de 1755: "Sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos." Na verdade, a frase foi a resposta do marquês de Alorna, D. Pedro de Almeida, à pergunta do rei D. José sobre o que fazer perante a catástrofe. Menos controverso é o papel do marquês de Pombal na reconstrução da cidade. Poucas semanas depois do terramoto, o engenheiro-mor do Reino, Manuel da Maia, apresentou cinco planos de reconstrução. Pombal optou pelo dos arquitectos Eugénio da Maia e Carlos Mardel, que desenharam uma nova Lisboa, de ruas largas e simétricas e prédios que usavam o sistema da gaiola. Assim nasceu a Baixa Pombalina.

Ler mais em: http://www.cmjornal.pt/mais-cm/domingo/detalhe/a-historia-pouco-verdadeira
Atribui-se a Sebastião José de Carvalho e Melo, o marquês de Pombal, a célebre frase que serviu de mote à reconstrução de Lisboa após o terrível terramoto de 1755: "Sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos." Na verdade, a frase foi a resposta do marquês de Alorna, D. Pedro de Almeida, à pergunta do rei D. José sobre o que fazer perante a catástrofe. Menos controverso é o papel do marquês de Pombal na reconstrução da cidade. Poucas semanas depois do terramoto, o engenheiro-mor do Reino, Manuel da Maia, apresentou cinco planos de reconstrução. Pombal optou pelo dos arquitectos Eugénio da Maia e Carlos Mardel, que desenharam uma nova Lisboa, de ruas largas e simétricas e prédios que usavam o sistema da gaiola. Assim nasceu a Baixa Pombalina.

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Atribui-se a Sebastião José de Carvalho e Melo, o marquês de Pombal, a célebre frase que serviu de mote à reconstrução de Lisboa após o terrível terramoto de 1755: "Sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos." Na verdade, a frase foi a resposta do marquês de Alorna, D. Pedro de Almeida, à pergunta do rei D. José sobre o que fazer perante a catástrofe. Menos controverso é o papel do marquês de Pombal na reconstrução da cidade. Poucas semanas depois do terramoto, o engenheiro-mor do Reino, Manuel da Maia, apresentou cinco planos de reconstrução. Pombal optou pelo dos arquitectos Eugénio da Maia e Carlos Mardel, que desenharam uma nova Lisboa, de ruas largas e simétricas e prédios que usavam o sistema da gaiola. Assim nasceu a Baixa Pombalina.

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Atribui-se a Sebastião José de Carvalho e Melo, o marquês de Pombal, a célebre frase que serviu de mote à reconstrução de Lisboa após o terrível terramoto de 1755: "Sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos." Na verdade, a frase foi a resposta do marquês de Alorna, D. Pedro de Almeida, à pergunta do rei D. José sobre o que fazer perante a catástrofe. Menos controverso é o papel do marquês de Pombal na reconstrução da cidade. Poucas semanas depois do terramoto, o engenheiro-mor do Reino, Manuel da Maia, apresentou cinco planos de reconstrução. Pombal optou pelo dos arquitectos Eugénio da Maia e Carlos Mardel, que desenharam uma nova Lisboa, de ruas largas e simétricas e prédios que usavam o sistema da gaiola. Assim nasceu a Baixa Pombalina.

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Atribui-se a Sebastião José de Carvalho e Melo, o marquês de Pombal, a célebre frase que serviu de mote à reconstrução de Lisboa após o terrível terramoto de 1755: "Sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos." Na verdade, a frase foi a resposta do marquês de Alorna, D. Pedro de Almeida, à pergunta do rei D. José sobre o que fazer perante a catástrofe. Menos controverso é o papel do marquês de Pombal na reconstrução da cidade. Poucas semanas depois do terramoto, o engenheiro-mor do Reino, Manuel da Maia, apresentou cinco planos de reconstrução. Pombal optou pelo dos arquitectos Eugénio da Maia e Carlos Mardel, que desenharam uma nova Lisboa, de ruas largas e simétricas e prédios que usavam o sistema da gaiola. Assim nasceu a Baixa Pombalina.

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Citar excerto das memórias de Isabel Craven, Princesa de Berkeley

"Maria Francisca Isabel, rainha de Portugal, era a mais velha das três filhas de D. José, rei de Portugal. Este monarca não tendo tido herdeiro filho varão, casaram a filha mais velha, com dispensa papal, com o seu tio D. Pedro III, irmão do rei, para evitar que a coroa caísse noutra família. A rainha subiu ao trono com a morte de seu pai, em 24 de Fevereiro de 1777. Um dos primeiros actos do seu reinado foi a demissão do marquês de Pombal, um acontecimento que parece ter provocado grande alegria no reino, por causa de medidas arbitrárias e opressivas que marcaram a sua administração.
A principal característica do carácter de Maria, rainha de Portugal, foi a superstição, provocada provavelmente pela impressão que lhe havia causado a morte trágica do duque de Aveiro e dos seus companheiros, pensando que o seu destino não tinha sido merecido. Às suas reflexões sobre estas horríveis execuções e às críticas do seu confessor, podem-se atribuir a loucura de que sofreu posteriormente. A inocência desses infelizes já foi claramente estabelecida."

Poucas as pessoas que marcam a história pelo bem e pelo mal, movidos pelo coração ou pela mente ardil.
O símbolo de poder do Marquês com que  teimou perpetuar Lisboa foi a ousadia de colocar o seu medalhão, na estátua do Rei D.José I no Terreiro do Paço, debalde mal foi demitido, o povo o arrancou e lhe deu sumiço! 

Praça do Marquês de Pombal, também conhecida por Rotunda do Marquês de Pombal
Importante praça da cidade de Lisboa situada entre a Avenida da Liberdade e o Parque Eduardo VII.cAo centro ergue-se o monumento a Marquês de Pombal, inaugurado em 1934, na homenagem a Sebastião José de Carvalho e Melo, estadista, por ter conduzido o país para a era do iluminismo entre 1750-77. A sua imagem inserida no alto do pedestal, com a mão pousada num leão (símbolo de poder), com os olhos virados para a Baixa, o centro da cidade de Lisboa que reconstruiu depois do Terramoto de 1755.

O Marquês de Pombal abençoado de cariz antagónico na grandeza e na maldade, gene demoniaco que alguns judeus denotavam com a sede do poder em estar acima dos demais, apesar dos grandes talentos de visionário e obras, egoísta, achava-se que era supra dotado e aos poucos que lhes achava talento de algum modo os intimidou para acederem aos seus intentos, um homem calculista e dominador.
Fatalmente não agradou gregos nem troianos!


FONTES

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sebasti%C3%A3o_Jos%C3%A9_de_Carvalho_e_Melo
http://www.pavconhecimento.pt/roteiro1_vagueando/pt/baixa.html
http://www.cmjornal.pt/mais-cm/domingo/detalhe/a-historia-pouco-verdadeira
http://www.arqnet.pt/dicionario/paimisabel.html
http://munho.blogspot.pt/2010/11/epitafio-memoria-do-marques-de-pombal.html
http://bonitocleek.webnode.pt/news/marques-de-pombal/
http://www.arqnet.pt/portal/pessoais/craven_1791.html

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