domingo, 22 de fevereiro de 2026

Fonte Santa na arriba da Azinhaga dos Formosinhos

Metro até á ultima paragem da Universidade do Monte de Caparica, seguindo pela rua para norte na antiga rota da procissão ad Fonte Santa para Murfacém.

                                             
Vistas sobre Lisboa e o Tejo


Na direita miradouro pertença da Universidade, aberto ao publico.

O painel azulejar gasto pela erosão da chuva e do vento

Moinho que se avista defronte na Azinhaga  dos Formosinhos

                   

Azinhaga da Fonte Santa

Casario típico da Fonte Santa
A fonte de 1815


Acabou o passeio com um aviso dos bombeiros que não podíamos passar, quando os carros passavam uns a seguir aos outros. Óbvio  tínhamos autorização do agente  da Psp  que estava na entrada. Desfasamento de poderes na proteção civil...


Tivemos de vir para tras,  havemos mais tarde de voltar

Seguimos para nascente pela Granja

 Onde apanhamos o Metro. 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Historiografia dos poços de chafurdo de Soucide , Ansião

Publicação em janeiro de 2026 no Jornal Serras de Ansião

Crónica dedicada ao périplo de três amantes  do concelho de Ansião; o Dr. Leonel Morgado o primeiro que partilhou culturalmente  nas redes sociais, um belo exemplar de um poço de chafurdo em Soucide. 

Sobre Soucide, diz o Dr. Salvador Dias Arnaut, em rodapé, pág.122, no seu livro Ladeia, Ladera:  Graças à solicitude do meu querido amigo Dr. Vitor Faveiro, de Ansião – A povoação de Soucide é insignificante, fica a cerca de um Km a noroeste das ruínas de Façalamir, que já identificara.

E assim andou o nosso passado mal estudado. O topónimo Soucide, aventa ter vindo com o povo franco da atual França La Soucide, em Loupia. Pela abundância de água nos dois poços de chafurdo, eleitos no corredor secundário romano na rota do Caminho de Santiago de Compostela .  

                                       
À Sónia Barros, de Santiago da Guarda, participante de caminhadas, sôfrega em angariar cultura concelhia,  a cortesia em facultar as coordenadas para descobrir o poço, pelos tópicos; lagar velho, bois no pasto e tractores com depósitos a encher água. 

Feliz localização na minha primeira vez em chão desconhecido onde encontrei o Sr. César de Soucide, homem de silhueta alta, seco de carnes, e doces olhos azuis, nos preparativos para se ir embora já  com o depósito cheio no seu trator, ãli se mostrou anfitrião a orgulho das gentes da sua terra, na tabelada conversa, à fascinação da alta cota de água, num verão seco,  e da bonita escadaria.
                  
                  

A esbarrar na adulteração do interior do poço com manilhas... 
                  
Nato humilde sedutor confessou que não passou da 2ª classe, até disse o nome da Professora de Ansião...deixou a escola aos 14 anos, como bem o compreendi... revelou cabal potencial no discurso  assertivo e generoso em querer partilhar mais informação cultural, sobre outro poço que se encontra mais acima a uns 200 metros. Respondi havia de voltar mais tarde com mais tempo, quando eis que eficaz me presenteia ao se mostrar livre para o poder ir mostrar. Não tinha como aceitar tamanha simpatia e lá partimos a caminhar com paragem ao gaveto do talho da sua horta onde enalteceu a formosa couve galega para o aferventado, e andantes na pequena ladeira acima a saborear roubados galhos de uva moscatel... Chegados ao alto , tamanha fascinação da brutal alteração panorâmica de mudança radical da paisagem, salva do último incêndio, que ali se abre a beleza ímpar infinita a contrastes verdes e mil sombras, a  esbarrar no telhado de chapa novo no tanque de lavar roupa, que destoa, sem análise ao enquadramento histórico do local, que merecia telha tradicional, perante a minha indignação remata o Sr. César...obra para fazer vista na campanha eleitoral... 

Bonita e graciosa lagoa cársica debruada a paus de madeira tratados a ladear o Caminho de Santiago de Compostela, defronte do ancestral poço de chafurdo, requalificado em fonte com roda de ferro nos anos 60, do séc. XX. 

                   
Envolvente junto da fonte alindada com terraplanagem pelo tardoz e ribanceira a sul ao frondoso carvalho cerquinho e da  mesa de piquenique. Junto ao rebordo norte da fonte abre-se um buraco onde deslindei à mistura cantarias, alvitra sejam dos degraus cimeiros da escadaria do poço de chafurdo. 
Em nota negativa revela a instância que mandou fazer as obras, total desconhecimento cultural à arquitetura da água, património cultural ancestral herança do territorial Ladeia, vindo da proto-história, jamais elencado e aqui aforado em bibliografia inédita, que deve vir a merecer ser despertado e valorado. No direito de cidadania deve a Junta de Freguesia avaliar o cenário exposto e proceder à remoção das manilhas do primeiro poço identificado , e a sugestão, em ação de mãos dadas com a missão autárquica, encetar obras de beneficiação naquele local ao investir na aquisição das hortas em pousio a seu redor, dotando o espaço com infraestruturas para continuar a servir a população na falta de água de verão, como de poder abraçar uma piscina pública, dada a cabal fartura de água como acesso rápido ao IC8. Privilegiando um local esplêndido, aprazível, desembargado para parques de estacionamento, de merendas, de roulotes, para crianças brincarem , e para os ansianenses, e os de fora, em franca companhia poderem confraternizar, descansar em deleite, desfrutando da sua beleza idílica e das águas, um luxo em terra cársica, que não pode ser negligenciado !

Clama ainda, a via romana XVI, militar ou de Antonino, no seu corredor vindo de norte, de Conímbriga, na derivação na Fonte Coberta, para o Alvorge, com corredor por Carvalhal e Santiago da Guarda, não continuava pela Estrada ( um troço medieval), e sim por Soucide para o Vale de Boi e Ansião. Prova cabal são os dois poços referidos, a merecer aposta camarária de voltarem ao seu estado primitivo, por se tratar de património ex-libris, em aposta turística a honrar o passado da proto- história interligado com os povos adventícios aportados do mundo  nas rotas peregrinas pagãs no litoral português, a caminho do  Levante e vice versa. Cujos genes permanecem em todos nós pelo menos uma costela,  pela sua passagem e fixação na terra cársica da Ladeia, de parca água no verão, eleita com pontos de água em poços de chafurdo e fontes de mergulho e de torres e atalaias, na sua defesa e proteção. Num tempo que o litoral tinha outros domínios como os portos de mar abrigados da Lagoa de Alfeizerão e da Pederneira e a norte Tavarede, ainda os portos na foz do rio Mondego de Santa Olaia, e de Montemor o Velho, que Conímbriga, pelas argolas de ferro cravadas na sua falésia poente, quiçá foi um ancoradouro, mais dirão as novas investigações em curso. 
Rotas peregrinas que nos séculos se foram alterando para a nova fé cristã, de que o Caminho de Santiago de Compostela premiou o concelho de Ansião, no coração da Ladeia, e não Sicó, a serra que se fina aos Ramalhais no concelho de Pombal.

A crer, rota iniciada antes da nacionalidade, iniciada por cavaleiros germânicos fundadores dos pioneiros hospitais peregrinos, à laia o que existiu no vulgo mosteiro, em Ansião, implantado num complexo ruinal romano, classificado em 2010. Cuja ação misericordial  se afirme é a sustentação da fidelização do topónimo de Ansião, mas,  hoje, muitos abonam erradamente à Rainha Santa Isabel.

Enaltecer a Câmara de Ferreira do Zêzere como a de Alvaiázere, o esmero dedicado à  preservação da traça ancestral de várias fontes de mergulho.

Ansião esclarecida por mim há anos, debalde nada fez, sem jamais valorar nem premiar a investigação, porque sou autodidata!

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