O comando da sua investigação
Tomado conhecimento da viagem do príncipe Cosme III de Médicis, na peregrinação do Caminho de Santiago de Compostela, que imortalizou Ansião numa aguarela cuja gravura em tamanho pequeno, a séptia aparece o livro de 1986, do Padre Coutinho, como único elemento perceptível a torre da igreja, que foi interpretada como sendo da actual e não é.
O despertar à sua investigação nasceu com a ampliação da aguarela retratada no motivo alegórico do cortejo do povo em 2014, da associação ALN, dos Netos. No penhorado agradecimento à sua equipa de amigos pela escolha do seu motivo alegórico a permitir enxergar clareza.
Pese o estatuto de amadora, sem formação académica, foi possível diferenciar núcleos diversos, graças à entrega de corpo e alma, olhar peculiar a pormenores, em muitas horas dedicadas, por isso o dever de se valorizar esta apetência nata que muita terra do mesmo modo gostaria de ter gente!
Sem medo de sair da base de conforto dando crédito à minha teoria em manifesto de liberdade e mérito em cinco anos a investigar cumulativamente o sítio do vulgo mosteiro, chão do cemitério , a Cabeça do Bairro , graças ao abençoado espírito curioso e guardador de memórias do seu passado a ouvir falar do Tribunal, a casa da câmara com duas valências, como da atual vila, para balizar história, e grandes descobertas. Atroz lacuna, em glória a se mostrar pela primeira vez aclarada, pese ainda longe de acabada!
Porque a aguarela deve merecer análise por especialista, debalde se apresente tarefa árdua e muito difícil, mais facilitada a quem conhece o chão de palcos primitivos de Ansião.
Credível que Pier Maria Baldi há noite, nas estalagens acabava os esboços das aguarelas destacados a traço escorreiro no seu molinski.
A aguarela não retrata uma visão panorâmica e sim retratos; a chegada na Cabeça do Bairro, a destaque em moldura à Casa da Câmara e da estalagem onde pernoitaram para acreditar tenham sido bem acolhidos por isso a sua menção na frente, onde tiveram conhecimento que a vila ainda não tinha sido entregue a Dom Luís de Menezes. O que se deparou difícil foi perceber por onde a comitiva saiu do Bairro. Pela morosidade em descodificar, pela falta de tombos, e demais documentação, a razão da Vintena de Ansião estar sediada na Cabeça do Bairro em detrimento da vila . A menção ao seu palco de bibliografia inédita.
A aguarela não retrata uma visão panorâmica e sim retratos; a chegada na Cabeça do Bairro, a destaque em moldura à Casa da Câmara e da estalagem onde pernoitaram para acreditar tenham sido bem acolhidos por isso a sua menção na frente, onde tiveram conhecimento que a vila ainda não tinha sido entregue a Dom Luís de Menezes. O que se deparou difícil foi perceber por onde a comitiva saiu do Bairro. Pela morosidade em descodificar, pela falta de tombos, e demais documentação, a razão da Vintena de Ansião estar sediada na Cabeça do Bairro em detrimento da vila . A menção ao seu palco de bibliografia inédita.
No dia seguinte comitiva deixou a Cabeça do Bairro. Tinha duas alternativas. Uma pelo corredor a poente da estrada real, que era a rota do Caminho de Santiago de Compostela pelo Vale do Mosteiro. Porém, querendo a comitiva ouvir Missa, seguiram para o baldio do Ribeiro da Vide, Rua de João de Deus, início do Cimo da Rua, e igreja. Depois seguiram pela atual Travessa da Misericórdia, sendo retratando o complexo com o hospital, a casa e a ermida de Nossa Senhora da Conceição, Rua de S. Lourenço, onde avistaram a ruína do primitivo burgo religioso , exaltada na aguarela com palavras de indignação. Tomaram a estrada real pela Ponte Galiz, porque em fevereiro, o caudal do Nabão, no atual parque Verde devia transbordar .
O Príncipe Cosme III de Médicis de Ansião
iagem que fora patrocinada pelo seu pai, o Grão-Duque da
Toscana, inconformado com a
tristeza do filho pelo abandono da esposa Margarida Luísa de Orleães, que o preteriu a favor da Corte do seu primo, Luís XIV de Versalhes. O objetivo
além do consolo, era o de conhecer parte da Europa, no Caminho de Santiago
de Compostela. Com oferta de grande comitiva; dois cronistas; Lorenzo Magalotti e Filippo Corsini e Pier
Maria Baldi, o pintor florentino que eternizou trinta e
quatro aguarelas, com três da região: Estalagem da Venda da Gaita, hoje
Santa Cruz em Almoster, em Alvaiázere, Fonte Coberta no Rabaçal, em Penela, e a panorâmica de Ansião, a
mais complexa de interpretar e jamais conseguida.
O relato do viajante estrangeiro descrito no Livro de 1986 do Padre Coutinho (...) entrou de sul com numerosa comitiva na tardinha de 21 de fevereiro de 1669. Aqui pernoitou e, no dia seguinte, 22, depois de ouvirem missa na igreja paroquial, partiram para Coimbra, passando por vales de montes estéreis e estradas irregulares e montuosas; tudo bem diferente das paisagens da bela Itália! (...) nas palavras de Lorenzo Magalotti, comportava 60 ou 70 casas, pouco concentrado, maioritariamente térreas a maior parte arruinadas, tanto quanto nos diz Filippo Corsini com uma só paróquia, diocese do bispo de Coimbra; alude a doação feita a Dom Luís de Menezes e, curiosamente, o autor afirma não saber por que contradições a posse da doação não tinha sido efectuada (...) a dar a imagem da vila setecentista, reunida junto à igreja de eminente torre encimada por uma elevadíssima pirâmide- o padre Coutinho diz que tal facto se deve à frequente queda de neve, ou era exigência estética?
Portanto a comitiva vinda de sul de Almoster, entrou na Cabeça do Bairro, onde estava sediada a Vintena de Ansião, onde tomaram conhecimento que o Senhorio da vila ainda não tinha sido entregue a D. Luís
de Menezes, só o foi efetivo em 1674.
Deslindada a torre da primitiva igreja que fora sediada no atual cemitério, de cariz pontiagudo, fruto dos povos aqui aportados de origem germânica, e de outros como italianos, cujas tendências de cúpulas em bico reportam a países mais frios e com neve de onde vieram. O corpo da igreja com óculo de iluminação para nascente, cuja frontaria foi para poente, como era preceito naquele tempo medieval.
A aguarela de Ansião na minha perspectiva representa núcleos na chegada da comitiva à Cabeça do Bairro como na saída no adeus a Ansião.
Graças às memórias de mais de 50 anos e do passado de Ansião.
Clarificação de corredores romanos que foram medievais e um deles pelo Vale Mosteiro, denominado estrada real.
Antes da nacionalidade a chegada à terra de Ansião, de indivíduos germânicos que se fixaram em complexos ruinais romanos no vulgo mosteiro e cemitério, classificados em 2010, que reutilizaram.
No vulgo mosteiro instalaram um hospital peregrino para apoio caritativo à pobreza peregrina, no Caminho de Santiago de Compostela. Onde depois foi sediado o primeiro burgo social de Ansião com a primeira cadeia, de que resta a grade forte na janela. A crer foi desterrado o Pelourinho Manuelino de 1514, onde conheci junto a um muro uma coluna de pedra facetada sobreposta com a outra parte. Quiçá fez parte do Pelourinho Manuelino, embora incompleto sem o fuste, pedras perdidas em 2019 num registo em foto evidenciada Nas comemorações dos seus 500 anos, sem merecer investigação aos locais prováveis onde tenha sido erigido...
A chegada de clãs judaicos depois de 1492, inflamou a conjectura de interesses de quem estava a roubo de oportunidades de negócio, em famílias com titãs empreendedores, para a mudança efetiva dos burgos dispersos; social e religioso de Ansião,de poente para nascente, com edificação de uma nova matriz em 1593. Seguida da fundação da Misericórdia, e primeiramente da ponte da Cal em 1648 na ligação direta à vila e da nova estalagem de Santo Agostinho que "roubou" negocio aos estalajadeiros entre o vulgo mosteiro e o Bairro de Santo António. Visão negocial mais tarde alterada por outro estalajadeiro do Bairro de Santo António, ao rotear uma nova acessibilidade da vila para o largo do Bairro ao baldio do Ribeiro da Vide onde no promontório erigiu uma capela orago a Santo António, o patrono dos viandantes, indicia que a estalagem naquele tempo era por si explorada .
Como o burgo religioso foi sediado no atual cemitério, com a igreja primitiva, casario do padre, sacristão, serviçais e almocatés, aferidores dos pesos e medidas, e o celeiro, o procurador do Mosteiro, e era o padre em exercício na vigaria. Recebia os foros que eram levados para o Mosteiro de Coimbra. Em 1359, já era viva a atividade moenga, atestada com contenda arquivada na Torre do Tombo.
Pier Baldi teimou em imortalizar a colossal ruína ...já os montes carismáticos do Rabaçal, não imortalizou ...Nunca se sabe o que uma alma de artista pensa em detrimento do que exprime no traço escorreito...no entanto imortalizou o paço jesuíta da Granja, em enclave, na aguarela .
Ansião , apenas deve exaltar o Padre José Coutinho como pioneiro ao passado de Ansião. Porém, como autodidata e mulher, mais prática, de boa memoria e agilidade em correlacionar, dissecar e presumir lacunas, a facilidade de mais avançar, abrindo caminhos a uma história diferente dos parâmetros normais, mais conservadora e apenas baseada em fontes coevas, quando sabemos o que ficou escrito tem erros e interesses políticos e religiosos. Nesse pressuposto a historia do passado de Ansião é muito mais vasto e é longínquo, da proto-historia, que premiou Ansião, na Ladeia, nas rotas peregrinas pagãs.
Mas, quem valoriza um autodidata? Bom, temos o Alexandre Herculano.
O pelouro da cultura de Ansião é deficitário, sempre foi, e continua, sem apostar que deve aprender, para fazer melhor e valorizar as nossas raízes!
Réplicas da aguarela de Pier Maria Baldi pela ALN dos Netos
Aguarela sectorizada a cores por Fernando Mendes da Torre, a meu pedido para melhor clareza aos vários palcos distinguidos

A aguarela imortaliza em tom rosa
A Estalagem de Santo António na Quinta do Bairro, do estalajadeiro João Freire o Novo, quem mandou erigir a capela em 1647, ao patrono dos viandantes no morro do Ribeiro da Vide, que fora instituída pelo seu pai em 1603. O negócio estalajadeiro tinha sido desviado da sua rota ancestral pelo Vale do Mosteiro a favorecer o estalajadeiro na vila, cujos viandantes seguiam para sul pelos Empiados, caminho muito pedregoso. Impulsionou o estalajadeiro no Bairro de abrir uma nova variante ao início do Cimo da Rua pelos baldio do Ribeiro da Vide e Bairro de Santo António , onde os viandantes podiam aceder ao velho trajeto da estrada real, mais favorável .
A estalagem confrontava na extrema limite nascente a entestar o Largo do Bairro de Santo António. Onde seguramente pernoitou a comitiva, defronte da Casa da Câmara. Dado o privilégio de a pintar na frente, alvitra que a comitiva fora bem recebida.
O complexo de casario dessa antiga estalagem foi requalificada a parte da cavalariça com a casa do carcereiro que ostenta a norte um lintel encerrado em moldura referente ao ano de 1777, adoçada a sul da cadeia feminina, de que resta a grade na janela e a porta com lintel reutilizado onde depois de muitas tentativas foi possível deslindar o mesmo ano de 1777. O carcereiro tinha a seu cargo duas prisões com presos para alimentar.
No séc. XX, a sul, ainda existia a cozinha; sobrou a porta e um contraforte a nascente.
Sabemos que antes de 1777 as mulheres cometiam crimes roubando os viandantes, como houve mortes, e havendo apenas uma cadeia, seria difícil a convivência entre homens e mulheres, o que forçou a necessidade de separação, abrindo uma prisão feminina.
Em amarelo
A Casa da Câmara, na oralidade quando era criança ouvia dizer que fora o Tribunal – e sim, teve as duas valências a casa de sobrado com janela de avental, e na frente um largo portal, cujo teto abatera sobre um átrio lajeado debruado a dois degraus e na frente duas grossas colunas quadradas de pedra miúda, e a nascente porta cega para o curral do concelho, com lintel julgo de 1679 ? A poente casa baixa, quadrada, com lintel de 1680, que está . Foi a Casa da Administração do Concelho.
Seguida de outra casa pequena fechada em moldura, veio a ser mais tarde a terceira estalagem neste Largo, onde no seu tardoz se cozia pão e faziam bolos de noiva. A poente o corredor da estrada real teve uma oficina de ferrador, de meus avoengos aportados de Tornado, Alvaiázere, com ligações ao estalajadeiro de Vendas de Maria.
Em verde
O primeiro burgo religioso sito no atual cemitério, ao alto do cerrado da Senhora da Lapa, a primitiva igreja de Ansião foi sita à junção do muro velho com o novo do cemitério.
O povo "roubou"o topónimo Igreja Velha , que era somente o sítio do cemitério, desviado para o casario que se fez a norte , na vez da criação de um novo.
Em amarelo-torrado
O Hospital, a Casa da Misericórdia e a Ermida de Nossa Senhora da Conceição.
Em azul
A Granja, em Santiago da Guarda com o Paço Jesuíta, a Casa da Câmara e a da Roda - estratégico enclave, a comitiva deixou Ansião pela ponte Galiz, perante a monumentalidade do paço Pier Baldi não deixou de imortalizar ao lado da Igreja Velha ( que vira as suas ruínas)!
Perspetiva do caminho no dia 22 de fevereiro de 1669
A comitiva não seguiu pela estrada real pelo Vale Mosteiro, e com isso não avistou o Esmoliadouro,nem o Pelourinho de 1514, que acredito foi desterrado no burgo social no vulgo mosteiro com hospital peregrino com oratóro a S. Lourenço, estalagem e prisão. Porque a comitiva queria ouvir Missa, pelo que seguiu de manhã da estalagem do Bairro, pela nova Rua roteada a caminho da vila, para a nova matriz. Aberração a atribuição na toponímia no ano transato a esta rua a designação de Travessa do Bairro – nítido atentado, para haver uma travessa tinha de haver uma rua e não a havendo o nome é indigno, porque efetivamente trata-se de uma rua aberta na centúria de 600, não ontem, o certo devia eternizar o Conde Cosme de Médicis, pela valia histórica, à primeira imagem icónica de Ansião de 1669. A falta de cultura e do conhecimento do nosso passado é gritante!
A comitiva ouviu Missa na nova matriz, na vila, onde na saída no adro, sito em ligeiro alto, avista a poente a colossal ruína do primeiro burgo religioso de Ansião, no atual cemitério, que os instiga a conhecer, em detrimento de seguirem pela ponte da Cal. Tomam o caminho da atual Travessa da Misericórdia( o mesmo erro na toponímia, devia ser rua da Misericórdia, onde fora sediada, seguindo pela rua de S. Lourenço, esbarram com a ruína em abandono jus agouro à laia de protesto Pier
Maria Baldi que o perpetua, em detrimento de exaltar a nova matriz reconstruida sob um templo antigo houvera 76 anos! Perante a indignação das palavras de Lorenzo Magalott “infelice borgo”… O que nos remete para a sua monumentalidade, preterida a favor de um burgo novo a nascente, por titãs de olho visionário. Seguindo pela ponte Galiz para Vale de Boi, Soucide, Carvalhal, Alvorge para a estalagem da Fonte Coberta.
O simbolismo ao valor do pinhão que Pier Baldi enaltece com
a pinheira, rainha exaltada!
Pintura em 2013 de Jorge Estrela
Em 2013 o amigo Renato Freire da Paz falou-me que os originais dos desenhos tinham estado expostos na Fundação Mário Soares nas Cortes, em Leiria. Foi seu Comissário o pintor Jorge Estrela quem lhes incutiu uma nova interpretação ao relacionar os relatos da viagem com a sua palete cromática, criando nova pespectiva de interesse na História da Arte topográfica. 

A transmissão do Senhorio de Ansião não operou os trespasses dos direitos senhoriais que aqui possuíam os Duques de Aveiro , herdados do segundo duque de Coimbra, Dom Jorge Lencastre. Dom Luís de Menezes, depois de notáveis prestações nas guerras da restauração, casa-se em 1666 com a sua sobrinha D. Joana Josefa de Menezes, de quem recebe o titulo da Casa da Ericeira , do qual foi o 3 conde.O Senhorio de Ansião, foi concedido depois de vários percalços em 1674, cinco anos depois da comitiva de Cosme de Médicis ter passado em Ansião. Contudo, a aposta na réplica da aguarela de 1669 foi extraordinariamente bem exaltada, debalde o Pelourinho deveria ter sido exaltado o Manuelino de 1514 e não o atual de 1686, porque ainda não existia!
Desencantar os palcos
Na foto abaixo no lado esquerdo depois do Largo do Bairro o seguimento do que foi a estrada real onde se encontra um portão preto, foi o sitio da primeira prisão da Vintena da Cabeça do Bairro de Ansião. A prisão tinha uma janela com grade que mal me recordo dela onde seria suposto os presos suplicar esmolas aos viandantes . A cavalariça da estalagem, a parede em pedra que ainda se distingue na ligação dos entestantes.
Estalagem térrea sob o comprido e para norte de sobrado com o celeiro, palheiro
Chegou ao Século XX por herança nos anos 60 do séc. XX. A entrada larga foi colocado um lintel em cimento e um portão, em 2019 de novo requalificado, ao lado porta que ainda existe. No tardoz existe um contraforte. A cozinha resistiu até há poucos anos.Estas estalagens acolhiam além de peregrinos, também pobres, almocreves e viajantes de todas as estirpes. E muitos por falta de enxerga e de dinheiro, dormiam no palheiro.
Até 2019 o que restava da primitiva estalagem da Quinta do Bairro
Desse tempo resta apenas a porta
No tardoz o único contraforte a nascente de sustentação da parede
Perspectiva do palco no século XX
A estalagem estendia-se para norte com casarão de sobrado - celeiro, palheiro e a cozinha e copa.O testemunho de José Maria Marques dos Reis
Com mais de 80 anos confidenciou -me que em novo ali vinha cavar vinha onde fazia a comida no que foi a cozinha da estalagem tendo numa parede de pedra entalada o resto de uma panela, ficando curioso do seu significado, por isso jamais se esqueceu e até o impressionou onde se guardaria dinheiro...Julgo que a função ao que chamou ser panela pelo formato redondo o seria em cerâmica para guardar alimentos frescos, mais tarde vim a descobrir não longe dali noutra casa a poente onde também se possa aventar existiu outra estalagem uma parede com duas buracas onde meti a mão e senti fresquidão, por serem em cerâmica, de facto são púcaras que outra função não teriam senão guardar alimentos.Desde a pré história o homem arranjou forma de preservar alimentos, em Trás os Montes distingui talhas escavadas no subsolo argiloso dos terraços fluviais no rio Sabor e mais tarde os árabes as fizeram escavando a pedra no morro de Almada velha.
A estalagem ficou desativada, por outra nova surgir defronte a chegar até aos meados do século XX .
A casa de gaveto a norte apresenta na porta envidraçada a sul lintel de 1777. O foi tardio da requalificação de parte da estalagem na casa do carcereiro e a mesma data, menos perceptível ainda existe na cadeia feminina, no seu seguimento de que resta a grade na janela.


Perspectiva na aguarela em 1669 o seguimento da estalagem para a esquerda

A estalagem ficou desativada, por outra nova surgir defronte a chegar até aos meados do século XX .
Na aguarela ao ficar retratada uma abertura franca direita sem arco a evidenciar tenha sido esta a estalagem mais antiga que houve no Bairro porque outra existiu no século XVIII com um arco de volta perfeita para entrada dos cavalos defronte desta a poente do largo do Bairro a chegar aos meados do séc. XX da Ti Maria da Torre que os mais velhos se lembram bem, e dela ainda resta uma parte onde eram os cómodos.
O sitio da estalagem da Ti Maria da Torre
Perspectiva da volumetria da primeira estalagem no séc. XX
Volumetria do palco da estalagem hoje
Cadeia feminina
Perspectiva na aguarela em 1669 o seguimento da estalagem para a esquerda
Para poente a Casa da Câmara na Cabeça do Bairro
Porém, o impacto forte da palete cromática, choca o meu olhar no jogo medieval gótico e naïf em prol da cor sépia do original, o meu favorito.
No meu tempo a casa da direita foi o palco da Casa da Câmara cega a poente e a norte . A conheci no sobrado com porta/janela de avental e na frente da porta de entrada havia ainda um átrio lajeado debruado a dois degraus com duas colunas quadradas grossas onde já tinha desaparecido o terraço. A poente entrada para acesso ao tardoz aos quintais do Bairro dos currais para os gados maninhos. Adoçados a poente da casa ainda existem barracões que desconheço a função que tiveram, podia ter sido a Almoçataria da Vintena . A seguir para poente a casa quadrada a conheci em ruína e depois reconstruida, tinha lintel de 1680 que se encontra guardado. A poente a aguarela apresenta casario térreo, que conheci de sobrado, estreito e em ruína. No tardoz onde se cozia o pão, ainda existe a maceira. E na frente no correr da estrada real a oficina de ferrador.Artes continuadas pelos meus avoengos de Tornado, Alvaiázere.
Panorâmica da vila, do novo burgo na réplica da ALN dos Netos
Não se evidencia nenhuma casa ao tipo senhorial.
Onde seria a casa onde nasceu António dos Santos Coutinho?
Não foi retratada a Igreja matriz edificada em 1593.A razão do pintor não a ter deixado imortalizada?
Na direita em moldura casa de sobrado do hospital, hoje CGD, seguida da Casa da Misericórdia e a ermida de NSConceição.
O paço jesuíta na Granja em Santiago da Guarda

Os investigadores do nº 9 dos Cadernos de Estudos Leirienses
Livro apresentado em Ansião a 17 de setembro de 2016 pese os elogios, em verdade apenas fizeram compilação de dados recolhidos em documentação diversa e pouco quase nada lhe acrescentarem de valia, a recalcar o que o Padre José Eduardo Reis Coutinho já mencionara no seu Livro de 1986, o primeiro a partilhar este conhecimento Acrescento de informação das Memórias Paroquiais,relativamente à Vintena de Ansião, sem correlação do seu palco. A aguarela foi apresentada em escala maior, debalde sem mais nada de novo lhe acrescentar além do conhecido
O conhecimento de valorizar o património de Ansião partilhado na página facebook da Al-Baiäz
Associação de Defesa do Património de Alvaiázere que promoveu a produção de dois painéis de azulejo para serem colocados na fachada do edifício da Junta de Freguesia de Ansião.Um dos painéis contém a reprodução do desenho, de cor sépia, que o artista italiano, Pier Maria Baldi, elaborou em 1669, quando passou em Ansião na comitiva de Cosme de Médicis, na sua peregrinação a Santiago de Compostela.
O outro painel reproduz o mesmo desenho, colorido pelo pintor leiriense Jorge Estrela, recentemente falecido.Foram inaugurados na Quinta-feira de Ascensão em 30 de Maio de 2019 em dia do feriado municipal de Ansião.Para permitir o exercício da cidadania e o envolvimento da população nesta iniciativa, os interessados poderão contribuir oferecendo um dos 66 azulejos que comporão os referidos painéis. A contribuição mecenática de quem quiser aderir a esta subscrição pública será de 10 euros, correspondente ao custo de cada azulejo. É uma forma simbólica, mas merecedora de enaltecimento, de os cidadãos, interessados na cultura, contribuírem para o enriquecimento patrimonial da vila de Ansião.
Contribui com o pagamento de um azulejo.
Os painéis azulejares a sépta e a cores, foram colocados a frontaria norte da Junta de Freguesia de Ansião .
FONTES
Livro do Padre José Eduardo Coutinho
No 9 dos Cadernos de Estudos Leirienses
Livro de Noticias e Memórias Paroquiais Setecentistas
http://arqueologia.patrimoniocultural.pt/
Fotos do carro alegórico dos Netos de 2014






