segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Alhos Vedros quem acode ao seu património e ao valor dos seus artistas?

Neste último mês de setembro de regresso da festa da Moita, sugeri atalhar caminho por Alhos Vedros, motivada pela saudade de sentir um novo e renovado olhar...Vila que foi no passado de rico património, jaz adormecida em triste abandono esquartejada de ruelas e becos onde se  convive em paralelo com casario de cariz modesto-, baixinhas, todas iguais, de renda económica, feitas para os seus operários convivem pela frente esqueletos de antigas fábricas de cortiça e seus aglomerados. Ao longo dos tempos a poluição industrial e outros atropelos graves aqui foram sendo cometidos, resta a Igreja Matriz de orago a São Lourenço, o único Pelourinho manuelino completo do distrito de Setúbal, um  Poço Mourisco, provavelmente quinhentista, o Cais velho e o Moinho de Maré adoçado ao palacete onde esteve hospedado D. João V em 1415 para se resguardar da peste que grassava em Lisboa, viria a vitimar a sua esposa D.Filipa de Lencastre.
Vicissitudes várias sobretudo no último século de graves atropelos cometidos em Alhos Vedros, a maior parte dos traços arquitetónicos da antiguidade deste passado histórico têm vindo progressivamente a desaparecer, a meu ver supostamente por incúria de muito mandante, que se agravou após o 25 de abril, com dirigentes camarários de linha política comunista, não tenho nada contra, apenas a falta de visão cultural, precisamente no urbanismo provocaram graves e irremediáveis ataques ao património, não lhe sentindo valor estimativo no presente a gente vindoura , fatalmente o que sinto ao contemplar hoje esta grandiosa terra ribeirinha de encantos tamanhos  ter sido sem pejo, tão pouco qualquer golpe de fatalidade ainda assim acometida de tamanhas atrocidades com a implantação de fábricas e fabriquetas a esmo no meu do casario que depois se juntou o investimento imobiliário desordenado na zona ribeirinha drasticamente adulterada e maltratada com a implantação e proliferação de construção massiva de Bairros Sociais em cores berrantes...Sendo um local emblemático e idílico, quando pelas costas tinham terreno "a dar com um pau", diga-se a perder de vista, ainda as salinas, a maior parte entulhadas para fazer um parque, resta uma mão cheia de belo casario e chalets em agonia, e as vistas em redor dada pela abrangência magnífica de Lisboa e do esplendor Tejo em contraditório com paisagem de incultura em poisio há décadas...Choca o olhar e o coração!
Senti o mesmo que aconteceu em Almada, de costas viradas para o Tejo, onde na mesma foram construídos Bairros Sociais nos locais de maior beleza, alguns altaneiros a ver Lisboa, pelo que seja fácil aventar que a ideia foi do partido comunista que tem gerido estas Câmaras, e assim tenha ditado tão triste fim a marcar em desagravo a paisagem. No pressuposto de saber aproveitar a beleza imensurável sem a estragar não é coisa fácil-, os Bairros de casas económicas podem perfeitamente coexistir inseridas na comunidade, onde estão os empregos, os serviços, as escolas, e não afastados, seja esta a aposta importante em repensar este tipo de projeto de núcleos habitacionais de cariz social fora de portas, apostando no projevto obrigatoriedade da instalação de uma unidade fabril, fator primordial empregador para uma população carente de parco recurso no ganho da desmotivação ao enriquecimento fácil deixando de enveredar no vandalismo; posse ilegal de armas, roubo, negócios de droga e outros de natureza dúbia... Aposta fulcral  dos projetos devem ser imaginados e criados com senso comum, e protecção às pessoas. Há 30 anos o arquiteto criativo e com sensibilidade Álvaro Siza Vieira, também criou  Bairros Sociais no Porto, Haia, Berlim e Veneza, haja alguém que se atreva a falar negativamente e de modo depreciativo destes bairros sociais-, porque se apresentam limpos, sem grafites ou reduzidos, cuja arquitetura simbiótica não choca o visitante nem o ocupante, o mesmo não se pode dizer onde estão implantados em Portugal, que dá a sensação de faroeste...
Por aqui e arrabaldes já antes o rico património natural da abrangente zona ribeirinha vinha a ser destruído pelos efeitos da poluição industrial a que se seguiu o entulhar da maioria das antigas  salinas e viveiros piscícolas que existiam na zona de sapal, não satisfeitos teimaram em continuar a desprestigiar a frente ribeirinha, a transformando numa completa aberração de marasmo habitacional  pintado nas cores do partido e outras berrantes em choque com a bela paisagem apesar  do que resta das antigas indústrias corticeiras despojadas de fausto de outrora em morte lenta com os seus armazéns e terrenos onde ainda se distinguem chaminés inseridas em autentico labirinto de ruelas, caos a pedir misericórdia!
O Bairro Galego, antes da Moita, por onde passei antes, reparei que não existe asfaltamento de passeios, só erva nas bermas de areal,  lixo  e a visão inestética e descomunal de fios de telecomunicações, que me deixou petrificada por se mostrar cenário abismal pelo paradoxo de alguém de direito ter fechado olhos, com isso permitiu  que aqui se fizessem as coisas de qualquer maneira, e pelos vistos hoje continua a haver gente de direito que não se indigna, não vê, ou não quer ver, tão pouco se importa desta visão altamente horrível com os postes de madeira alternados com os de cimento da EDP, fios e mais fios em barriga como se fossem correntes suspensas em baloiço à altura quase do ser humano perfilhadas ao longo do casario na beira da estrada... Em abono da verdade a pertinente pergunta, será que alegadamente não afeta esta imagem deprimente ninguém do pelouro da Câmara (?), nem tão pouco os seus habitantes que não reclamam? Serão todos acometidos de cegueira sem sentido estético? Por certo não serão descendentes de gente "CARAMELA" nesta terra levou uma vida de árduo trabalho, alcunhada de pobretana, mas afinal visionários no seu analfabetismo cultural, sem medo saíram das suas terras à procura de ganhar o seu pão pela força do trabalho a receber magro salário, em detrimento de roubar ou viver de favores...Gente de fibra!
Antes da Moita após o viaduto por cima da linha de caminho de ferro na direita ainda me lembro da casa da quinta que não sei o nome que tinha uma grande palmeira, desmoronou-se a casa e a palmeira morreu, restam escombros de entulho e cavalos que se alimentam da escassa erva seca...
Faz-me pensar que supostamente faltou planeamento de infraestruturas de base na entrada da Moita e de Alhos Vedros, que as tem vindo a fazer a conta gotas, como a implantação de grandes superfícies, que assim vem  minimizar o impacto negativo inicial das urbanizações, cujos espaços verdes da sua envolvente não se encontram devidamente requalificados, ao longe distingui gente vinda a caminhar pelos passeios entre erva alta sem nada por perto na direção  da Moita,  de meter medo, a mim assusta apenas passar na estrada...
 Qual o significado etimológico de Alhos Vedros?
Citar excerto de http://alhosmoitavedros.blogspot.pt/2014/01/caramelos-na-freguesia-de-alhos-vedros.html

"Vedros» deriva da palavra latina «Vetus» que evoluindo através dos séculos, deu origem ao nosso vocábulo «Velho» e «Vedros». Assim, «Velhos» ou «Vedros», o significado é idêntico. Até aqui não há dúvidas!
As dificuldades surgem com a palavra «Alhos». Querem os entendidos, que tenham vindo de «Alius», também palavra latina, que significa «outro» (de muitos) em Português. Porquê então «Alius Vetus», nome dado a esta povoação?
Os historiadores têm discutido o assunto, sem contudo terem chegado a uma conclusão, por todos aceite. Seja como for, Alhos Vedros «sabe» a latim. Foi sem dúvida povoação a que os romanos deram o nome e de certo até fundada por eles, provavelmente no séc. I a.C. A sua actividade principal teria sido a exploração do sal, que faziam transportar para Roma ou utilizada na salga do peixe.(…)” (ALVES, Carlos F. Póvoa, Subsídios para a História de Alhos Vedros. Edição do autor, 1992.)
Uma certa vez em que visitámos o Professor Agostinho da Silva, que como sabemos dominava várias línguas, entre elas o latim, (também traduzia do grego e do chinês, por exemplo) e tinha formação superior em Filologia, disse-nos que o significado etimológico de Alhos Vedros é Homens Velhos…"
Citar excerto de http://iglamour.blogspot.pt/2006/03/origem-dos-nomes-de-terras-c-da-zona.html  
Onde encontrei uma explicação irónica com muito humor sobre a origem do nome da vila

"No local onde hoje existe a vila de Alhos Vedros existia uma pequena aldeola de nome desconhecido. Não há aldeola sem uma mercearia. O merceeiro chamava-se Vedros e era surdo que nem um pneu!!! Sempre que o pessoal lá ia às compras e pedia alhos ele dizia: “O quê? Não percebi. Disse alhos ou bugalhos?”. Ao que lhe respondiam: “Alhos, Vedros! Eu disse alhos!"

Não se sabe com certezas a origem do nome Alhos Vedros
A minha versão ditada a quente a pensar na linda Imagem de S.Sebastião da sua igreja, que foi soldado romano, possa ditar a sua fundação, não me choca merecido tal sentido perdido nos séculos, haveria outro nome lhe advir pela quantidade abismal de alhos porros no sapal crivado a esmo, sob abrigo de tapumes de canas, alvitre homem mouro forçado ao abandono deste paraíso em tórrido verão que em glória exclama, Alhos Vedros, ao jus do adjetivo vedro-,significa velho, ressequido pelo calor..
Património histórico de Alhos Vedros
Portal alusivo à Indústria Corticeira . Foto retirada de  http://losnadosanto.blogspot.pt/
Citar excerto de http://av500anos.blogspot.pt/2010/05/alhos-vedros-uma-vila-com-historia.html

"Contributos para um levantamento e classificação do património histórico de Alhos Vedros. Os textos que em baixo reproduzimos foram sendo publicados ao longo do tempo no blogue “Estórias de Alhos.
Uma Confraria da Liberdade”
A que se pode aceder através do endereço http://estoriasdeoutrosvelhos.blogspot.com.
Conscientes que o património histórico é uma das grandes riquezas do nosso Concelho, tal como o têm revelado algumas iniciativas recentes do poder e do associativismo local, mas que em grande parte ainda se encontra em estado de semi-obscuridade, embora não sejamos especialistas na área, não queremos deixar de nos juntar aos esforços que vêm a ser desenvolvidos para lhe dar uma maior evidência."
 Pelourinho manuelino
Poço Mourisco 
Em laje de pedra com uma cabaça esculpida no bojo
Foto retirada http://alhosvedrosaopoder.blogspot.pt/2004/12/as-salinas-antes-do-parque.html
 Citar excerto de http://alhosvedrosaopoder.blogspot.pt/2005/03/cada-cavadela.html
"... não é cada minhoca mas cada descoberta com interesse arqueológico em Alhos Vedros.
Pois é ! Lá vem no Jornal da Moita (destaque de capa e página 3) a notícia da descoberta de um longo corredor subterrâneo na zona da rua 5 de Outubro que tem vindo a ser escavada por causa das obras de requalificação e, agora ao que parece, por causa de condutas de gás.
O que é engraçado é como estas "descobertas" são sempre surpreendentes, mesmo para os "especialistas".´
É o que faz ir-se perdendo a memória das histórias orais de outrora.
Desde pequeno que ouvi falar na existência de um túnel entre a zona da Igreja e o Cais, que ainda não era Velho; assim como a mais mítica história de um túnel até ao castelo de Palmela.
Claro que, como na Cadeia, se acharam vestígios arqueológicos, bem como a obra revela "alguma dignidade" nas palavras do arqueólogo de serviço. Ainda estou para descobrir o que isso significa em termos arqueológicos, mas isso é outra conversa.
Agora, não se esqueçam de fazer como na Cadeia. Como dá trabalho e leva algum tempo e dinheiro (mas esse nem é preciso muito, 1 a 2% do reperfilamento da Moita chegariam e sobrariam, se vontade houvesse), não se estuda, deita-se a abaixo e está a andar.
Depois, daqui por uns meses, deitam-se abaixo as casinhas ali perto do Coreto, abrem-se os caboucos de um bloco de apartamentos e lá se faz outra "descoberta surpreendente".
E assim vamos andando de surpresa em surpresa, até à ignorância final."
  Fotos de painéis azulejares da  autoria do artista Luís Guerreiro
 
Havia de marcar intensamente esta vila a faina no Tejo, o transporte para Lisboa de lenha, sal, peixe , cal e outros, e o trabalho rural de enxugar o terreno pantanoso fazendo valas para tornar as courelas das fazendas aráveis e ser praticável a lavoura no  infindável campo em planura, onde se semeava o trigo e nas zonas alagadiças o arroz, seja por isso que aqui arribavam ranchos de gente vinda do litoral  e das Beiras, haviam de ficar conhecidos como " caramelos" que depois das terras enxutas tinham trabalho na safra das ceifas e do arroz, sendo que muitos por aqui ficaram e formaram família, também contribuiu em paralelo coexistir trabalho na  grande indústria da cortiça e dos seus aglomerados.

Citar excerto de http://alhosmoitavedros.blogspot.pt/2014/01/caramelos-na-freguesia-de-alhos-vedros.html

"A grande obra realizada por esta população migratória que se chamou "caramela"consistiu em tornar habitável uma região que não passava de um pântano.Para se fixarem necessitaram de drenar toda a região, o que já era praticado em todo o litoral da Figueira a Aveiro, e que as populações que colonizaram a zona rural de Alhos Vedros já conheciam e com a qual estavam habituados a conviver. Este trabalho consistia em construir valas entre os talhões cultivados que eram encaminhadas para outras valas maiores, por vezes charcos, normalmente entre fazendas, que por sua vez desaguavam noutras maiores designadas valas Reais. Sem este trabalho nunca seria possível colonizar e agricultar esta região. "

"Só no século XX, em 1902 e depois em 1907, Manuel Marques Valente e Manuel dos Santos Gaiteiro assinam os próprios nomes, mostrando pela caligrafia serem pessoas com frequência escolar.
Também se pode afirmar que a pobreza era a caraterística principal desta população. Sabemos que assim era, tanto pelos isentos do pagamento de impostos e selos pelo casamento, batismo ou funeral, mas também pelas informações dos livros de despesas da Câmara onde são vários os pedidos de subsídios para pessoas que não conseguem criar os filhos."

Interessante constatar um homem de apelido "Valente" igual ao meu por parte paterna, de Ansião, no distrito de Leiria, onde é abundante quiçá do tempo que por lá foi travada a batalha de Ourique, que os anais da historia celebrizam o seu palco no Alentejo, mas a probabilidade de ter sido ali é grande porque D.Afonso Henriques estava sediado em Coimbra...
Mas a crónica tem o mérito no destaque de um conterrâneo de Alhos Vedros, artista na arte da azulejar  Luís Guerreiro.
"Desde 2006 que primeiro o PPART e agora o CEARTE, reconhecem a Azulejaria Artística Guerreiro, certificando com a Carta de Unidade Produtiva Artesanal e o Cartão de Artesão Reconhecido a Luís Cruz Guerreiro.Essas certificações têm a ver com a qualidade e autenticidade dos trabalhos realizados pelo artesão, Luís Cruz Guerreiro e pela Unidade Produtiva Artesanal, situada em Alhos Vedros.Em 3-2-2016 o CEARTE, agora responsável pela certificação dos Artesãos e das Unidades Produtivas Artesanais, renovou a certificação até 2021. 
"A Azulejaria Artística Guerreiro, está a comemorar este ano de 2016 os seus 25 anos, desde a sua fundação em 1989. A Qualidade vai manter-se inalterável e a AAG continua apenas a fazer vidragem e pintura manual."

Interessante é que eu travei conhecimento com este artista em 89 (?)...e não tive qualquer receio de fazer logo grande encomenda!
A escolha do motivo foi o da minha terra natal Coimbra em gravuras e litografias antigas reproduzidas em postais, não tenho comigo o postal que ditou a escolha, debalde também não o encontro na net... apenas encontrei dois que fizeram parte dessa escolha
 Gravura de Badi quando passou por Portugal em 1669
Vistas do painel onde agora se encontra
Interessante ressaltar que a foto com a luz faz sobressair um azulejo na esquerda a brilhar- em que se nota como foi feito de maneira artesanal quase relevado, que hoje os seus painéis são em azulejo liso, pelo menos essa a nítida sensação...fica por isso o trabalho mais em conta.
Foi o acaso ao deixar a Moita e a teima em passar por Alhos Vedros, para me voltar a  lembrar deste artista Luís Guerreiro, tal ensejo ditou o mote mayor de falar desta lembrança e do seu percurso artístico, que descobri divulgado na net, sem saber da efeméride das suas bodas de prata que se afirmou artista.
O artista Luís Guerreiro, está praticamente na mesma, apenas enformou de  carnes...
Nesta pesquisa também encontrei  outros testemunhos que menciono-, destaco um Blog de que gostei francamente de ler, aliás sem o ter lido o meu sentir de tristeza era exatamente a mesma angústia a que esta terra foi votada, e ao que parece ninguém lhe quer acudir ...
Citar excerto de http://alhosvedrosaopoder.blogspot.pt/2005/01/desnimos.html
" E, digamo-lo com frontalidade como o outro, Alhos Vedros tem vindo a ficar cada vez menos atractiva, vindo a deixar-se desfear até ao ponto do desânimo.Aqueles que são os dois eixos fundamentais que restam do que agora chamam "centro histórico" (Rua 5 de Outubro e Cândido dos Reis) são mantas de retalhos em que quase tudo o que é antigo caiu ou está a cair e o que é novo é feio e incongruente. Excepção feita à teimosia do Pelourinho e da Capela da Misericórdia com suas laranjeiras fronteiras, tudo o mais, ao olhar cru de uma tarde solarenga de Inverno, afigura-se-nos tristonho, sombrio, incoerente e revelador de tremenda falta de visão política, de competência técnica e de capacidade de intervenção dos alhos vedrenses na defesa do que é seu.O abandono a que Alhos Vedros foi votada na ditadura deu lugar à incúria e ao desleixo durante a democracia. O património histórico foi deixado sem defesa e à mercê da lei do tempo e da ignorância, enquanto as zonas residenciais tradicionais se foram gradualmente desertificando perante o envelhecimento da população e o desinvestimento na sua preservação. Nos anos 70, Alhos Vedros era já uma terra atrasada, mas ainda vivia com uma identidade própria. Entretanto definhou e agora não sei no que se está a tornar. Antes era um misto de testemunhos de um passado histórico ignorado por muitos com um presente de industrialização terceiro-mundista, tudo envolto em zonas residenciais de matriz humilde, à excepção de uma mão-cheia de vivendas das grandes famílias proprietárias da terra, mas ainda não se adivinhava dormitório, sem jeito.Hoje, para não falar das carcaças das fábricas corticeiras e têxteis, as velhas ruas de fileiras de casas chãs (Rua da Bemfadada, a própria Cândido dos Reis e a do Mercado, parte da Vasco da Gama e da Duarte Pacheco, algumas transversais da Bela Rosa, como as ruas de Dadrá, Afonso de Albuquerque, etc) estão corroídas e os novos quarteirões de blocos de apartamentos são desenhados sem qualquer coerência, gosto ou harmonia urbanística ou equipamentos de apoio, apenas ao sabor das concordatas entre empreiteiros e CMM, acumulando-se os remendos sem nexo sempre que vai (ou deitam) abaixo qualquer edifício mais degradado.Andem pela Rua Cândido dos Reis abaixo com olhos de ver, desde a Junta de Freguesia até à esquina final, onde se vê o estaleiro das obras agora em curso na Praça da República/Largo do Coreto; olhem com atenção a antiga zona residencial que envolve este Largo; admirem o patchwork que são os quarteirões de prédios para nascente da Avenida Bela Rosa, da esquina do antigo Cinema até às morçoas, passando pelas Ruas Cabo António Correia ou António Hipólito da Costa; admirem o sortido tutti frutti na antiga “Largada”; verifiquem o transformismo da Rua Vasco da Gama, com os barracões da Helly-Hansen a taparem as casinhas do outro lado, seguindo-se um (des)alinhamento constante até ao seu final perto da velha Vala Real; desvendem o sentido oculto da Rua Tristão da Cunha, sem saída para qualquer dos seus lados; desfrutem do enquadramento paisagístico do Largo da Praça, com o bunker creme do topo nascente, com toda a sua zona comercial da cave por ocupar (grande visão a de quem pensou que alguém iria ali montar negócios) e as ruínas das antigas corticeiras em redor. Enfim, deslumbrem-se com as ruínas das antigas quintarolas, para não falar do ferro-velho/lixeira a céu aberto de toda a zona ribeirinha das antigas salinas a caminho do Cais Novo.Depois (e nem falei do Campo da Forca, da Vinha das Pedras e das Arroteias, igualmente à mercê do binómio interesses privados mesquinhos/desinteresses públicos néscios) não me venham dizer que aqui só se diz mal por dizer.Se não percebem a tristeza que nos invade a alma é porque nem gostavam da antiga Alhos Vedros nem têm uma ideia para o seu futuro, porque do presente estamos falados. " 

Citar excerto de  http://alhosvedroscity.blogspot.pt/2006/07/praia-da-gorda_15.html
Foto da praia
Já não posso precisar o ano que mandei executar o painel azulejar, mas se mudei de casa em 1993, e a encomenda ocorreu uns anos antes, pois ainda o tive exposto na casa do Feijó, não o tendo trazido para a nova casa de Almada, por a construção ser mais moderna com tetos mais baixos e o painel a meu ver nela se revelar abafado...o que aventa na sua aquisição ter acontecido em finais de 80, supostamente 89 aconteceu o encontro na feira de turismo na antiga FIL em Lisboa com o jovem pintor de azulejaria, que além de se chamar Luís-, o mesmo nome do meu marido, fatal seja pensar que todos os homens com este nome são de cariz tímido, carater reservado e de veia artística, sendo que alguns não se conseguem revelar... fascinada pela técnica e manufatura do azulejo, muito semelhante à do século XVII, irregular na textura, ao invés do tradicional simplesmente plano, sobre o qual deixa traço de exímia pintura que confere ao painel um cunho particular dando a sensação de antiguidade, e não de reprodução. O fascínio foi imensurável seja pelo seu trabalho, pela juventude, e pela vontade em se revelar diferente, artista humilde, de curso recente e estágio julgo nas Caldas da Rainha, não só lhe comprámos dois azulejos com a caravela portuguesa de velas pintadas com a Cruz de Cristo, como lhe fizemos a encomenda de um grande painel de Coimbra antiga de 1786 (?) retirado de um postal com vista de sul depois da Cruz de Moroços, do alto quando se avista Coimbra, no meu tempo de criança na carreira do Pereira Marques a minha mãe aqui sempre me advertia " se fugires de mim, se te perderes, a ponte cai no Mondego"...recuando à época do postal retrata o caminho de floresta onde vão viandantes com trouxas à cabeça com os seus burros, ao olhar do pastor de chapéu de aba larga para não crestar as carnes, ao redor dos seus dois cães, ao longe se avista o Mondego e a antiga ponte e o núcleo Coimbrão  com a "torre da cabra" que  não era como hoje que se apresenta com o relógio e um varandim em ferro. 
Obra cara pela qualidade do azulejo, da qual já não recordo o valor, apenas lembro para sair mais económico que o friso de acabamento do silhar retangular não foi escolhida bordadura de azulejos recortados que lhe conferiam outra sobriedade, tendo sido escolhido um enfeite pequeno encadeado incluído no desenho do último azulejo. Os azulejos estão todos numerados foram colados sob cartão que em qualquer altura pode ser desmontado e colado diretamente numa parede.  Quando fui à sua casa, típica de gente operária,  igual a tantas outras de paredes meias perfilhadas ao longo das ruas compridas com frente para as antigas fábricas, enquadrada na zona histórica, apreciei o seu forno de cozer os azulejos e algumas fotos de trabalhos num álbum. Supostamente pelo tamanho, o meu painel  foi dos primeiros que fez (?).
 Citar excerto de http://sai-tedaqui.blogspot.pt/2007_05_01_archive.html
            Forno da Cal de Alhos Vedros
"Antes que desapareça de todo, levada por uma nova média superfície que já se anuncia e que fica em frente a outra e esta ao lado de outra sem se saber para o que vai servir a estrutura que também está a nascer por entre estas duas ... etc. etc.
Esta é a frente que se observa da estrada. No medalhão em cimento, já de muito difícil leitura (espera-se que com outra luz e de manhã se chegue lá...), pode entender-se ainda:

FABRICA DE CAL
_______________________ ?
E
PROVÍNCIAS ULTRAMARINAS
_______________________ ?
____________ALHOS VEDROS

marcando-se com _ o que ainda se não conseguiu ler. Será feita nova tentativa, claro. Note-se o guincho manual existente no topo, para a elevação de cargas a partir da estrada.
O portão lateral. Sobre este é possível ler FABRICA DE CAL A MATO."
"Vista lateral do lado Norte. Note-se a estrutura frontal com o guincho, o portão da vista anterior e o forte e alto muro que, deste lado, correndo de nascente a poente, delimitava os fornos (o muro paralelo do lado sul desapareceu já). As fotos mostram o estado destes restos de indústria no dia anterior à data da presente postagem."
Citar  outro artista plástico na foto retirada de http://losnadosanto.blogspot.pt/
Levava em mente a vontade de rever o Moinho de Maré, entrei numa rua com deficiente sinalética e acabei por sair por entre casario em total abandono, imagem de faroeste aterrador até que ao longe enxergo uma frontaria de fábrica que quis fotografar o seu cimeiro painel azulejar. O meu marido apesar da estrada estreita acedeu e parou junto a  uma casa de porta aberta onde estava resguardada do sol uma mulher de idade sentada numa cadeira com a mão na sua bengala, dirigi-me a ela em cumprimento, apelando para não ter receio algum, explicando ao que vinha-, confidenciou que no tempo de laboração desta fábrica todos os caminhos se mostram num mar de gente que se chegava ao toque da sirene, deu trabalho a muita gente, homens e mulheres, uma pena ter fechado. Mora sozinha com mais de 90 anos, contou-me que tinha caído no quintal tendo ficado 18 horas sem que dessem com ela,  não se conseguindo levantar. Perguntei se não tinha filhos, logo me respondeu que tinha dois, mas era como se não tivesse nenhum, explicando as suas sentidas e tristes razões em grande lamento, agora tem de pagar a uma mulher para a vir deitar e de manhã a levantar. Sugeri-lhe para entrar em contato com a Junta de Freguesia, por certo a iriam apoiar em parceria com a Santa Casa da Misericórdia no apoio domiciliário, explicando como funciona, para de novo se lastimar que a reforma era pequena, ainda lhe perguntei se a casa não era sua, a que respondeu que sim e ainda tem outra e uma garagem que o filho lhe tirou... perante este cenário reforcei que não se deixasse isolar e não tivesse orgulho em pedir auxilio, se não pudesse deslocar-se por falta de forças que a pedisse por telefone.Sem favor algum fiz com agrado o meu trabalho de  cidadania, ao parar troquei conversa com alguém que ali estava a ver passar o tempo com quem quase ninguém troca com ela duas palavras, e ainda o facto de lhe dar esperança para um um resto de vida melhor, atendendo ao seu muito bom aspeto, ninguém lhe dá a idade que diz ter, sendo o seu premente desejo o de morrer que o disse assim descarada  " que seja já hoje que alivie o meu corpo de tanto sofrer"...será por certo imensamente triste alguém com tanta pujança seja de orientação, raciocínio e boa memória assim linguarejar, levada pela tristeza dos filhos a vetaram a mágoas, mau trato e abandono há anos...coisa que nenhuma mãe o merecia!
Fábrica de Cortiça Silcork
Citar excerto de http://www.cm-barreiro.pt

" António Camarão caraterizou o Concelho do Barreiro com “condicionalismos geográficos importantes”. 
É uma península inserida na Península de Setúbal, e rodeado pelos rios Tejo e Coina e pelo esteiro da Moita. 
Em 1816, a sul, existiam muitas quintas. Nessa altura, o Barreiro tinha caraterísticas agrícolas e piscatórias. No entanto, os rios não eram condicionantes, mas sim “vias importantes de comunicação”.
Da investigação que realizou às fábricas de cortiça no Concelho, resultou o seguinte inventário:
De 1865 e 1900 - “Herold e Companhia” – a grande fábrica com um número elevado de funcionários; “Lane e Santos” e “Herdeiros e Reynolds” (Sociedade Nacional de Cortiça)".
"Em jeito de conclusão, o técnico ressalvou a importância da indústria corticeira no Concelho, com “forte peso na economia da época, que beneficiou da proximidade do caminho-de-ferro.
Perante o avanço do urbanismo, a partir dos anos 30 passa a existir uma pressão enorme para que as fábricas deixem o Barreiro Velho e comecem a deslocar-se para a zona da Verderena e mais tarde para a zona sul do Concelho, até que acabaram por se extinguir”.
Deste modo, o concelho da Moita veio a beneficiar com esta situação, da deslocalização das fábricas para Alhos Vedros."
"Vitor Mendes apresentou o filme “A Última Fábrica de Cortiça em Alhos Vedros”
" Um registo biográfico, em síntese, da fábrica “Correia Branco e Nunes”, fundada em 1926.
A cortiça começou por ser transportada, via fluvial, pelas fragatas para Lisboa.
Atualmente, nesta unidade, com oito trabalhadores, a matéria-prima é cozida e preparada em prancha para ser enviada para outras fábricas do norte de Portugal.
Ao longo do filme, João Correia Nunes, neto do fundador, refere-se aos fatores de instalação das fábricas, ao desenvolvimento da indústria e ao seu declínio já nos anos 80, do século XX.
“A cortiça tem o seu lugar e não vai perder. A rolha é quase a nossa razão de existir, no entanto hoje também se fazem malas e guarda-chuvas. O Design dá uma imagem internacional da cortiça”, referiu."

Citar excerto de  http://www.aiola.pt/estudoslocais

"Cadernos da autoria de João Augusto Aldeia a origem da instalação da indústria corticeira em Alhos Vedros teria acontecido em 1897 com a Hakon Sigvart Larsen a que outras se seguiram pela mão de portugueses .
A  minha pesquisa centrou-se no apelido do artista "Guerreiro" por certo de ascendência nalgum industrial de cortiça:
"1928 Nascimento  Guerreiro Lda
1928 M.P.Guerreiro  Guerreiro Lda
1929 Pedro José Guerreiro
1929 José Martins Guerreiro  Irmão
1933  Joaquim Pedro Coelho Guerreiro
Em 1936 foi vendido ao industrial  António Anastácio Guerreiro e outros, foi vendido um  lote de terreno a confrontar a norte com a estrada da Moita  e a sul com a rua dos vendedores e a vedação da estação do caminho de ferro, para em 1948 este requer à câmara autorização para urbanização para construir um bairro de casas de carater económico e rendas baratas."
  • Contudo não encontrei referência à Fábrica de Cortiça Silcork, mas também não isso o que interessa aqui referenciar!
Painéis azulejares de Trípticos de Alhos Vedros do artista azulejar Luís Guerreiro
Moinho de Maré
Painel azulejar dos Varinos a sair de Alhos Vedros o painel tem o friso de remate igual ao meu painel
A minha foto tirada em andamento da estrada

 Porta de água da caldeira do Moinho de Maré
A minha foto de maré vazia com os barcos atolados na lama e o regato em meandros...
As minhas fotos do Moinho de maré no Cais  Descarregador com o leito do rio em lodo e perdas negras...


Painel azulejar do Cais velho de Alhos Vedros
Painel azulejar do Moinho Novo
Painel azulejar do Relógio do Cais velho de Alhos Vedros

 Painel azulejar de galeras no Cais
Painel azulejar do Cais velho
Palacete adoçado ao Moinho de Maré novo no Cais do Descarregador
Citar excerto de http://av500anos.blogspot.pt/2010/05/alhos-vedros-uma-vila-com-historia.html

"Mesmo ao lado do Moinho de Maré adoçado o palacete do Cais Velho, se assim o podemos chamar, imóvel adquirido em boa hora pela Autarquia, decerto com a intenção da sua recuperação que, esperamos, não demore muito tempo, porque o estado de degradação já vai avançado e será uma boa oportunidade para dar vida ao património inerte e, assim, ampliar o testemunho do nobre passado histórico que temos entre mãos e que por boas razões urge preservar.
O Moinho de Maré foi revitalizado e inaugurado no dia 25 de Abril passado, de forma a torná-lo um espaço didáctico, sobretudo para as novas gerações, dando a conhecer a importância que tais Moinhos terão tido na economia da região em tempos idos, para lá das outras valências de dinamização cultural e artística que também possui.
Sobre o dito palacete e a sua breve recuperação, constou-nos que pretende a autarquia desenvolver, finalmente, o tal espaço museológico que há tanto tempo ouvimos falar e que nos parece ter agora o espaço ideal para se instalar. Assim sendo, ficaremos então com um belo espaço alargado naquele lugar que, naturalmente, em muito enriquecerá os equipamentos públicos do Concelho e potenciará o enriquecimento cultural da população."
Fotos do palacete e da fabrica(?) de gaveto
 Um carro antigo estrangeiro...
Fábrica de Cortiça(?)
Placa toponímica do Cais do Descarregador e painel azulejar alusivo ao mesmo
Painel azulejar de Flamingos no Estuário do Tejo
Painel azulejar da Santa Casa da Misericórdia de Alhos Vedros

Painel azulejar CRSCA Clube Recreativo Sport Chinquilho Arroteense 
Tradição julgo trazida pelos "caramelos", pois na região centro de onde eram oriundos ainda me lembro em criança de ver os homens jogar.
Painel azulejar de  Homenagem a Cristina dos Santos e ao povo Caramelo
Painel azulejar das Salinas de Alhos Vedros
 
Foto retirada  https://www.facebook.com/CampoDaForca/
Igreja 
 
A meu ver as novas acessibilidades de avenida larga que se estrangula junto das bombas de combustível para depois na zona histórica com ruas e ruelas  sem estrutura para na frente do adro da igreja estrangular a vila com viadutos e assim a despojar do seu carisma histórico com deficiente sinalética que me voltei a perder...Exaltar o adormecimento de Alhos Vedros no meu papel de cidadania, divulgando indignação, a julgar os erros urbanísticos que aqui acontecem cada vez mais sem ninguém de direito intervir, com bom senso!
Quem acode a Alhos Vedros?
O certo é haver estipulação de limites com ultimato aos proprietários que detém prédios devolutos há mais de 20 anos para os limparem e revitalizar, na deixa de não o fazerem no prazo estipulado os mesmos serem objeto de expropriação, para na frente ribeirinha ser feita uma via circulante e outra igual no sentido oposto da vila nos terrenos incultos, a desafogando de transito, apenas acessível aos habitantes, criando estacionamento, derrubando excedentes de ruínas, revitalizar o Forno de Cal, o casario com interesse arquitetonico, o palacete e outros testemunhos históricos, limpar e murar os esteiros, salvaguardar salinas, revitalizando-as, apelar e fomentar o turismo!
Do outro lado a Moita
Foto dá a sensação de ser graciosa, e o é desde que lhe tirem os viadutos...
Passei por uma grande casa  com uma esfinge egípcia - Dancing Kleopatra, de oca espantada diz-me o meu marido que colegas dele aqui vinham divertir-se... 
Foto retirada de http://alhosvedroscity.blogspot.pt/2005/07/kleo-patrimnio.html
Restauro no interior da igreja de Alhos Vedros pelo artista Luís Guerreiro
Foto em movimento bela casa em abandono, antes abastada de algum industrial de cortiça (?)
Bem pode ser aproveitada para Museu!

Deixei Alhos Vedros a caminho de Arroteias para de novo ver um marasmo desordenado de construção de várias arquiteturas, do mais pobre ao de qualidade com cruzamentos perigosos a caminho da Barra Cheia salpicada de extensos canaviais...

Parabéns ao artista Luís Guerreiro pelos 25 anos a executar pintura na azulejaria.Caricatamente, se este homem tivesse nascido em Palmela, teria tido uma mayor projeção até a nível mundial, onde nasceu "Fortuna" - fábrica de azulejos supostamente com apoios comunitários(?)durante anos as encomendas não pagavam IVA, acabado o prazo de isenção voltei  com uma amiga que encomendou um e já se teve de pagar...

Parabéns a todo aquele que se exalta com o mesmo adormecimento de Alhos Vedros, fazendo cada um o seu papel de cidadania, divulgando a sua indignação.
Parabéns aos seus artistas, sejam pintores de azulejo, aguarela e outros talentos...
Quando se vota antes devem refletir e ponderar, o voto é secreto, compete a cada um o dever de pensar por si, dar azo à sua inteligência, sentir-se Grande e não ser " Maria vai com as outras... "


FONTES
https://pt.wikipedia.org/wiki/Alhos_Vedros
http://azulejariaguerreiro.com/
Outras citações referidas no texto
Fotos google

4 comentários:

  1. Excelente!!! Bebi cada artigo, cada fotografia, cada verdade que foi escrita... embora Alentejana, uma daquelas que vieram em finais de 60 para melhorar de vida, tenho em Alhos Vedros a minha adolescência e juventude, e dói... dói ver a " decadência" desta Vila que já serviu de sustento a ela mesma e às zonas limítrofes...Parabéns!!! Grata pelos bons momentos de Leitura...

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  2. Cara Rosamar agradeço a cortesia da visita e do elogio.
    Cumprimentos

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  3. Só agora vi o seu Blogue. Obrigado pela referência. Muitas coisas novas foram feitas entretanto, visite: www.azulejariaguerreiro.com

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  4. Caro Luís Guerreiro bem haja pela cortesia da visita e pela partilha do seu site que apreciei, nomeadamente os Forais, achei um espanto.
    Cumprimentos
    Isabel

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