Aviso
A utilização de imagens e saberes exarados nesta crónica quando utilizados devem fazer menção em Fonte, trata-se de investigação da minha autoria.Desde que me conheço no quintal dos meus pais ao Bairro de Santo António em Ansião a existência de um poço de formato estranho, sob o comprido, abaulado dos lados ( reportava para o formato de urna) com uma escadaria em pedra e bastantes degraus, muita vez a subi e desci para tirar água coberta de limos pequeninos para a rega do couval em agosto...Mas também serviu para andar de barco, numa câmara de ar de um pneu das camionetas Serras de Ansião, as limpavam ao Ribeiro da Vide, onde a deixaram e a minha irmã reutilizou dando um nó com uma corda ao meio para fazer dela um barco e navegou neste poço com remos, vassouras de piaçaba...
Poço de chafurdo
A foto apenas mostra a entrada com a escada, ao fundo a minha mãe mandou fazer uma parede prolongando-se o resto para outro quintal que ficou em partilhas para um familiar.
Demorei 50 anos para encontrar outro semelhante em Ansião. Sem ninguém nunca me souber explicar porque tinha aquele formato alongado com escadaria em relação aos demais poços todos em redondo.Foi a D. Maria José Nogueira que me disse ser um poço de mina. Há anos a minha mãe mandou limpar o poço e não lhe distinguimos nem mina, nem tesouro, acima do poço haviam paredes muito grossas a evidenciar naquele alto, o maior a sul depois da vila onde teria sido um habitat romano?Sendo que se encontra a escassos metros da estrada real, antes romana...Aclararia numa conversa com a Fernanda Freire das Lagoas ao me falar da existência de uma mina de água na quinta das Lagoas com data de 1771 onde fui há dois anos, propriedade camarária com terreno limpo, com a fonte envolta em silvedo não a pude observar devidamente, sendo certo aventa ser uma fonte de chafurdo com mina, porque dei conta que a água escorre por ribeiro até se extinguir mais à frente na propriedade. Necessita ser limpa para saber se ainda tem a data e porque é património público histórico a preservar.
Mina de chafurdo da fonte da Quinta das Lagoas
Mina de chafurdo da fonte da Quinta das Lagoas
Mais tarde a D Elvira André me confidenciou afinal a minha dúvida sobre o poço no quintal dos meus pais era um poço de chafurdo , que ela herdou uma propriedade também com um , logo parti para o descobrir, em formato redondo e a escada em pedras soltas sobrepostas ao longo do muro do poço .Infelizmente o seu proprietário atulhou-o de telhas.... O musgo não deixa na foto de ver a escada.
Ao lado do poço a mina em formato de fole ou cornucópia
Quinta do Lameirão no antigo caminhos dos Barreiros
Costado norte da margem do Nabão onde houve a Fonte da Bica com tanque de chafurdo
Ao lado do poço a mina em formato de fole ou cornucópia
Quinta do Lameirão no antigo caminhos dos Barreiros
Costado norte da margem do Nabão onde houve a Fonte da Bica com tanque de chafurdo
"O Padre José Eduardo Reis Coutinho no seu Livro de 1986 na pagina 78 em nota de rodapé menciona que dos antigos fontanários de "chafurdo" , é considerável o que existe no termo de Lagoas e à entrada da Sarzedela. Fica junto à estrada e, pela estrutura de alvernaria, parece um forno de cozer pão;sendo exemplar único no seu género, merece ser atentamente preservado, porque é património cultural. Outro existe na Bica, e data de 1783." Possivelmente o Padre Coutinho refere-se ao que se chama rio na Sarzedela, no termo de Lagoas,que não conheço, e este da Bica de 1783.
Na minha memória guardo ainda a Quinta ao Lameirão com um enorme tanque de chafurdo em lajeado e no canto o fontanário, a fonte da Bica, sita na beira da estrada coimbrã , hoje soterrado no nó do IC 8 em Ansião. De tanto (falar e bater...) tenha havido clarividência para na rotunda à imediação da sua primitiva localização ter sido recentemente colocado o enorme barril que serviu de ornato ao cortejo do Povo o ano passado do carro dos Netos, no tema alusivo à água e às fontes para aqui neste sítio ter sido colocado o barril, para mim não foi por acaso!
E obviamente me parece a atitude de louvar!
O barril encontra-se com o bucal para a vila

Motivo alegórico do carro de A.C Netos de 2016
Na minha memória guardo ainda a Quinta ao Lameirão com um enorme tanque de chafurdo em lajeado e no canto o fontanário, a fonte da Bica, sita na beira da estrada coimbrã , hoje soterrado no nó do IC 8 em Ansião. De tanto (falar e bater...) tenha havido clarividência para na rotunda à imediação da sua primitiva localização ter sido recentemente colocado o enorme barril que serviu de ornato ao cortejo do Povo o ano passado do carro dos Netos, no tema alusivo à água e às fontes para aqui neste sítio ter sido colocado o barril, para mim não foi por acaso!
E obviamente me parece a atitude de louvar!
O barril encontra-se com o bucal para a vila
Motivo alegórico do carro de A.C Netos de 2016
Fonte dos Netos
Antes teria sido com muita certeza um poço de chafurdo na beira da estrada romana, transformado em fonte na década de 60
Antes teria sido com muita certeza um poço de chafurdo na beira da estrada romana, transformado em fonte na década de 60
Fontes
Ainda se encontram no concelho datam de 1964 numa empreitada do Sr. Margarido de Santiago da Guarda e do pedreiro, o meu avô "Zé do Bairro" . Na maioria das vezes com a roda em ferro para fazer emergir a água, em Ansião; Netos, Fonte da Costa , Salgueiro, Granja e Carvalhal em Santiago da Guarda, Lagoa do Pito, Aljazede, Ribeirinho em Chão de Couce nesta Páscoa a roda da fonte foi retirada...
Fonte da Costa
Tudo aventa antes da intervenção 1964 pelo meu avô,seria um poço com tanque de chafurdo, é muito provável, pela dimensão do espaço na beira da estrada na ligação à Igreja Velha para Albarrol e aos munhos que houveram no Escampado da Costa.
Nas imediações haviam poço de chafurdo no quintal do Ti Parolo, eram dois, na beira da estrada real.
Fonte da Costa
Fonte da Granja em Santiago da Guarda na beira da estrada que foi romana.
Poço e Fonte do Carvalhal a intervenção alterou supostamente a fonte que seria também com tanque de chafurdo do tempo romano.A metros de uma brutal cisterna romana.
Fonte de Chafurdo de Almoster
Lucília do Carmo - "Havia uma fonte de chafurdo junto ao Casal da Raínha, perto de Almoster, deixou de ser porque me lembro de o meu Pai como estava na Junta de Freguesia, de terem feito as ditas obras, isto por volta de 1949/50 não sei ao certo !"De novo alterada em 1982, perdeu-se o valor da história que encerrava, na beira da estrada para o Vale da Couda.
Sendo certo que em toda a região cársica a única que encontro com água no verão, apesar deste ano com seca que outra igual não se deslinda nos últimos 100 anos, se encontra a nascente de Almoster num grande poço ao cimo da encosta cuja estrada de terra atestada na toponímia .
Poço que abastece a Ribeira de Almoster
E um outro veio de água abastecia as azenhas a poente, no passado aqui se chamava Chão d'águas, hoje não sei. Senti um deslumbre de fresquidão e não tem sido aproveitado e o merecia, para usufruto da população e viandantes em peregrinação a caminho de Fátima e de Santiago de Compostela.Que outro espaço assim nasceu o ano passado na Freixianda também com um ribeira, que o visitei, se mostra fresco, florido e muito agradável para se passar um dia em família com fornos, churrascos, parque infantil e outras estruturas, para pensar a câmara de Alvaiázere em distinguir Almoster apesar de estar de costas tem mérito e o merece e bem em ser engrandecida!
Ribeira de Almoster
Ponte restaurada nos ombrais laterais, cujo lameiro tenha sido este ano limpo, já crescem silvas e as árvores na moldura da ribeira estão muito grandes
Azenhas de Almoster
Na lateral apesar da interrupção da variante de Almoster para o Arneiro a norte se encontram as azenhas onde ainda corre a água.
Costado a nascente da serra de Nexebra
Minas escavadas no xisto, sempre aventei ser herança dos romanos na prospecção de ouro.Existe ainda o nome Cascalheira ou Seixaleira, pedras que ficaram da sua exploração.
Os primeiros povoadores talvez na centúria de 700 as reutilizou para captar a água. No meu tempo de criança a água era dividida por dias, ou horas pelos moradores, consoante a mina estivesse em terreno do dono, este teria o quinhão maior. Nas férias em casa da minha avó materna Maria da Luz apreciava as levadas de água a correr de mansinho, imagem que até hoje guardo que a beleza da água a deslizar pelo rego debruado a verde da erva em misto de bucólico e silêncios só era interrompido pelo chilreio dos piscos, do cuco ou da coruja à noite, a minha música, porque a minha avó não tinha rádio. Havia também minas férreas, na sua volta tudo era ocre que o povo aproveitava para cozer a hortaliça, ficava verdinha. Para lavar a roupa era usada a mina a norte da Mouta Redonda, nas Calhas, nome que lhe ficou pelas calhas em pinho que traziam a água da mina do alto da encosta até um baixio onde fizeram um tanque e as mulheres a lavavam, correndo a demasia para um grande poço que ainda existe e dele se regavavam as hortas ao Furadouro. No meu tempo de criança, anos 60 na Mouta Redonda, por ter aparecido a novidade, o plástico, o povo canalizou a água das minas para as suas casas com canos finos, duros em preto, ainda se encontram facilmente pela serra. O meu avô José Lucas fez a ligação à sua mina da Cavada, descia pela força da gravidade para encher um grande tanque em pedra que ainda existe ao cimo do quintal, herança da minha mãe, cujo bocal, uma pedra esculpida com formato de rego muito trabalho me deu a mim e à minha irmã trazer para recordação, a água chegava à torneira presa ao postalete de madeira, nada mais que um tronco de árvore meio torto a servir de pilar ao telheiro da casa de chão em terra rossa a imitar África pela cor forte em contraste com a bacia grande em plástico azul bebé que os tios "Paredes e Rosária", na sua primeira vez de férias após a sua emigração para Luanda haviam de comprar, porque a casa já tinha luz elétrica oferecida pelo Comendador Alberto Rosa de Lisboinha, muita novidade que noutras aldeias ainda nada disto havia. No entanto o ribeiro que lhe corre pela frente do caminho do Vale uns metros acima da casa que foi da Ti Rosa da quelha, na passagem à mina do Vale o ribeiro estrangula-se onde haviam duas ou três pedras brancas para lavar roupa trazidas da serra da Ovelha no dorso do burro do Ti Mateus, o sitio onde gostava de tomar banho junto de figueiras enfezadas que acabaram por morrer...Nesta Páscoa apesar do caminho da quelha ter sido fechado para a serra há uns anos, indevidamente, nas imediações o seu dono por ter roçado as silvas teimei nele voltar a passar, foi difícil, mas consegui para ficar fascinada ao reparar que as figueiras rebentaram, pequenas, mas bonitas...Por toda a Nexebra existe ainda o rasto de antigas minas, na maioria secas pela forte eucaliptização. A sul a mina do Gavião que foi do avô do meu marido com tanque, era uma mina de chafurdo como era a de S. João do Outeiro do Cuco e outras por certo.
Ainda se encontram no concelho datam de 1964 numa empreitada do Sr. Margarido de Santiago da Guarda e do pedreiro, o meu avô "Zé do Bairro" . Na maioria das vezes com a roda em ferro para fazer emergir a água, em Ansião; Netos, Fonte da Costa , Salgueiro, Granja e Carvalhal em Santiago da Guarda, Lagoa do Pito, Aljazede, Ribeirinho em Chão de Couce nesta Páscoa a roda da fonte foi retirada...
Fonte da Costa
Tudo aventa antes da intervenção 1964 pelo meu avô,seria um poço com tanque de chafurdo, é muito provável, pela dimensão do espaço na beira da estrada na ligação à Igreja Velha para Albarrol e aos munhos que houveram no Escampado da Costa.
Nas imediações haviam poço de chafurdo no quintal do Ti Parolo, eram dois, na beira da estrada real.
Fonte da Costa
Fonte da Granja em Santiago da Guarda na beira da estrada que foi romana.
Poço e Fonte do Carvalhal a intervenção alterou supostamente a fonte que seria também com tanque de chafurdo do tempo romano.A metros de uma brutal cisterna romana.
Fonte de Chafurdo de Almoster
Lucília do Carmo - "Havia uma fonte de chafurdo junto ao Casal da Raínha, perto de Almoster, deixou de ser porque me lembro de o meu Pai como estava na Junta de Freguesia, de terem feito as ditas obras, isto por volta de 1949/50 não sei ao certo !"De novo alterada em 1982, perdeu-se o valor da história que encerrava, na beira da estrada para o Vale da Couda.
Estive no local e distingui a fonte, aventa tenha sido de facto uma fonte com tanque de chafurdo.
A água é um bem essencial para a vida, os nossos antepassados na região sempre tiveram escassez de água por ser um chão cársico com muitas fendas e a água se entranhar pelos algares que dão vida de inverno a vários rios, (Nabão, Dueça, Anços, Rio dos Mouros, Rio do Olho do Tordo, Fontinha em Almoster , ribeiras e ressurgência d'àgua perto de Formigais.Sendo certo que em toda a região cársica a única que encontro com água no verão, apesar deste ano com seca que outra igual não se deslinda nos últimos 100 anos, se encontra a nascente de Almoster num grande poço ao cimo da encosta cuja estrada de terra atestada na toponímia .
Poço que abastece a Ribeira de Almoster
E um outro veio de água abastecia as azenhas a poente, no passado aqui se chamava Chão d'águas, hoje não sei. Senti um deslumbre de fresquidão e não tem sido aproveitado e o merecia, para usufruto da população e viandantes em peregrinação a caminho de Fátima e de Santiago de Compostela.Que outro espaço assim nasceu o ano passado na Freixianda também com um ribeira, que o visitei, se mostra fresco, florido e muito agradável para se passar um dia em família com fornos, churrascos, parque infantil e outras estruturas, para pensar a câmara de Alvaiázere em distinguir Almoster apesar de estar de costas tem mérito e o merece e bem em ser engrandecida!
Ribeira de Almoster
Ponte restaurada nos ombrais laterais, cujo lameiro tenha sido este ano limpo, já crescem silvas e as árvores na moldura da ribeira estão muito grandes
Azenhas de Almoster
Na lateral apesar da interrupção da variante de Almoster para o Arneiro a norte se encontram as azenhas onde ainda corre a água.
Costado a nascente da serra de Nexebra
Minas escavadas no xisto, sempre aventei ser herança dos romanos na prospecção de ouro.Existe ainda o nome Cascalheira ou Seixaleira, pedras que ficaram da sua exploração.
Os primeiros povoadores talvez na centúria de 700 as reutilizou para captar a água. No meu tempo de criança a água era dividida por dias, ou horas pelos moradores, consoante a mina estivesse em terreno do dono, este teria o quinhão maior. Nas férias em casa da minha avó materna Maria da Luz apreciava as levadas de água a correr de mansinho, imagem que até hoje guardo que a beleza da água a deslizar pelo rego debruado a verde da erva em misto de bucólico e silêncios só era interrompido pelo chilreio dos piscos, do cuco ou da coruja à noite, a minha música, porque a minha avó não tinha rádio. Havia também minas férreas, na sua volta tudo era ocre que o povo aproveitava para cozer a hortaliça, ficava verdinha. Para lavar a roupa era usada a mina a norte da Mouta Redonda, nas Calhas, nome que lhe ficou pelas calhas em pinho que traziam a água da mina do alto da encosta até um baixio onde fizeram um tanque e as mulheres a lavavam, correndo a demasia para um grande poço que ainda existe e dele se regavavam as hortas ao Furadouro. No meu tempo de criança, anos 60 na Mouta Redonda, por ter aparecido a novidade, o plástico, o povo canalizou a água das minas para as suas casas com canos finos, duros em preto, ainda se encontram facilmente pela serra. O meu avô José Lucas fez a ligação à sua mina da Cavada, descia pela força da gravidade para encher um grande tanque em pedra que ainda existe ao cimo do quintal, herança da minha mãe, cujo bocal, uma pedra esculpida com formato de rego muito trabalho me deu a mim e à minha irmã trazer para recordação, a água chegava à torneira presa ao postalete de madeira, nada mais que um tronco de árvore meio torto a servir de pilar ao telheiro da casa de chão em terra rossa a imitar África pela cor forte em contraste com a bacia grande em plástico azul bebé que os tios "Paredes e Rosária", na sua primeira vez de férias após a sua emigração para Luanda haviam de comprar, porque a casa já tinha luz elétrica oferecida pelo Comendador Alberto Rosa de Lisboinha, muita novidade que noutras aldeias ainda nada disto havia. No entanto o ribeiro que lhe corre pela frente do caminho do Vale uns metros acima da casa que foi da Ti Rosa da quelha, na passagem à mina do Vale o ribeiro estrangula-se onde haviam duas ou três pedras brancas para lavar roupa trazidas da serra da Ovelha no dorso do burro do Ti Mateus, o sitio onde gostava de tomar banho junto de figueiras enfezadas que acabaram por morrer...Nesta Páscoa apesar do caminho da quelha ter sido fechado para a serra há uns anos, indevidamente, nas imediações o seu dono por ter roçado as silvas teimei nele voltar a passar, foi difícil, mas consegui para ficar fascinada ao reparar que as figueiras rebentaram, pequenas, mas bonitas...Por toda a Nexebra existe ainda o rasto de antigas minas, na maioria secas pela forte eucaliptização. A sul a mina do Gavião que foi do avô do meu marido com tanque, era uma mina de chafurdo como era a de S. João do Outeiro do Cuco e outras por certo.
Mina da Cova da Raposa na Nexebra, atualmente seca e visível pelo fogo...
Mina férrea na estrada do Pinhal do Índio de Pousaflores para o Furadouro
Mina de S. João do Outeiro do Cuco na Nexebra
Antes e agora intervencionada pela JFP em setembro de 2016
Antes e agora intervencionada pela JFP em setembro de 2016
A JFP ao fazer a ligação da Mina de S. João à fonte pública se devia ter acautelado, a mina esteve durante anos com pouca ou quase nenhuma saída de
água, quando toda uma vida esteve a correr dia e noite em tempo sagrada, para agora ter sido
deixada de porta aberta se mostra sujeita a vandalismos (?), sendo que
supostamente a água não foi sujeita a análise (?) estando a fonte sem
qualquer aviso, sendo inevitável que quem dela se abeire seja levado a
beber água. Foi o que fiz pela saudade de outros tempos ao encher 3
garrafas, para mim, o meu marido e a minha mãe, imagine-se foi um Deus nos acuda de vómitos, disenteria,
ficando o corpo sem forças, três dias e tivemos muita sorte porque disso logo dei conta !
O que não foi feito aqui devidamente? O
lavadouro foi requalificado e abastecido de água.
Ligação da água da Mina pela JFP sem se saber se procedeu à análise das águas que deveria estar afixado o seu relatório na fonte.
A JFP deveria
ter procedido ao fecho da Mina com porta de ferro por precaução de
vandalismo com fonte na sua frontaria para quem passar pela serra se
saciar.
Em cúmulo a fonte não apresenta qualquer aviso sobre a qualidade da água e no passado apesar de seca tinha aviso, ainda identificável nesta foto.Foi reposta depois de reclamação que lhes enderecei o ano passado.
Primitiva fonte e lavadouro ao Vale, na Mouta Redonda
Alguém o mandou
construir na década de 60, disso não tem qualquer menção, porque era
pessoa sem vaidade, mas que hoje dá a falsa sensação que foi a JFP em
2016 que o fez, e isso não é verdade.
Por não haver placa sobre a qualidade da água leva qualquer pessoa a saciar a sede, ainda mais porque o espaço foi requalificado há pouco tempo.
Esta água contaminou pelo menos 3 pessoas-, a mim, à minha mãe e ao meu marido.
A
JFP deveria ser mais cautelosa ao executar tarefas que envolvem
terceiros, tomando cautela de prós e contras, porque com a saúde pública
não se brinca!Requalificação da fonte ao Vale na Mouta Redonda
Sendo uma aldeia antiga, o telhado deveria ter sido privilegiado em telha vã, que ainda existe em muita ruína.A mangueira ainda ligada para salvar as casas do incêndio...e o continuou para rega de quintais...
Em Ansião além das fontes públicas as pessoas em geral tinham nos
quintais poços para abastecimento das casas, minas, ou fontes de
chafurdo onde mergulhavam os cântaros para retirarem a água.Sem
saber os riscos que corriam, porque as águas não eram analisadas, e
todos os dejectos domésticos eram despejados na estrumeira e claro com
risco de contaminação. Mas também me lembro de ver gente a limpar poços,
tinham essa preocupação, embora não os tapassem para encher com a
chuva, mais tarde a água era encaminhada dos beirados por calhas direcionadas para encher
os poços que não tinham nascente, em geral era cimentado para não perder a água. Conheci alguns assim.
Em 1939 foi um ano de grande seca, a maioria do milho secou por falta de água, havendo pouca ou nenhuma safra. Outras secas se seguiram em 1944 a 1946 por todo o País, além dos efeitos secundários da grande guerra faltava milho para fazer a broa. Nesta altura houve uma epidemia de tifo, que vitimou muita gente. No Pereiro morreu o pai da minha querida tia Emília e a irmã mais nova por terem bebido água que estaria inquinada de um poço.
Em tempo de parca cultura em povo fortemente beatizado via em Deus a sua salvação para em tempos de aflição em anos de seca era costume fazerem novenas ou procissão aos campos com preces de rezas com pedido a Nosso Senhor que mandasse a chuva...Então não me lembro da minha avó Maria da Luz quando se ia a Chão de Couce ou a Pousaflores levava todo o santo caminho a rezar, " este pinhal que foi do Ti Columbano avé maria e padre nosso e este que foi do sicrano e aquele do beltrano...Um tempo de tanta reza para hoje a minha se mostrar mui reduzida, que ainda a faço diariamente...
No inicio do séc. XX procedeu-se ao abastecimento de Fontes na rede pública na vila de Ansião com água da Mina da Garriaza, elevada ao Castelinho do Cimo da Rua, que tem pela frente um pedestal, que ainda existe com esculturas interessantes, já deviam estar limpas, que delas dei a conhecer em setembro de 2015, sabendo que já andaram em sua roda ...
O pedestal era encimado por uma Cruz alta, por isso se chamava Cruzeiro.
Em 1939 foi um ano de grande seca, a maioria do milho secou por falta de água, havendo pouca ou nenhuma safra. Outras secas se seguiram em 1944 a 1946 por todo o País, além dos efeitos secundários da grande guerra faltava milho para fazer a broa. Nesta altura houve uma epidemia de tifo, que vitimou muita gente. No Pereiro morreu o pai da minha querida tia Emília e a irmã mais nova por terem bebido água que estaria inquinada de um poço.
Em tempo de parca cultura em povo fortemente beatizado via em Deus a sua salvação para em tempos de aflição em anos de seca era costume fazerem novenas ou procissão aos campos com preces de rezas com pedido a Nosso Senhor que mandasse a chuva...Então não me lembro da minha avó Maria da Luz quando se ia a Chão de Couce ou a Pousaflores levava todo o santo caminho a rezar, " este pinhal que foi do Ti Columbano avé maria e padre nosso e este que foi do sicrano e aquele do beltrano...Um tempo de tanta reza para hoje a minha se mostrar mui reduzida, que ainda a faço diariamente...
No inicio do séc. XX procedeu-se ao abastecimento de Fontes na rede pública na vila de Ansião com água da Mina da Garriaza, elevada ao Castelinho do Cimo da Rua, que tem pela frente um pedestal, que ainda existe com esculturas interessantes, já deviam estar limpas, que delas dei a conhecer em setembro de 2015, sabendo que já andaram em sua roda ...
O pedestal era encimado por uma Cruz alta, por isso se chamava Cruzeiro.
Toponímia incompleta em Ansião - Rua da Mina
O certo ser Rua da Mina do Carrascoso
O certo ser Rua da Mina do Carrascoso
Obra da Câmara municipal datada de 1902
Com muita certeza realizada pelo meu bisavô Francisco Rodrigues Valente, pedreiro durante anos limpava o canal de areias para a água se manter limpa.
Porque razão de se chamar castelinho à casinha com paredes encimada por ameias?As ameias ditam aqui ter havido qualquer
construção antiga de defesa do tempo romano, a estrada é via romana para sul para em época medieval ter sido capela, alguém ainda se lembrava de ali ver um sino, pese não haver qualquer registo, podia ter sido particular para no inicio do século XX ter sido transformada em castelinho, o que faz sentido dizer (?).
Castelinho, ao Cimo da Rua em Ansião
Fiquei de boca aberta ao reparar como foi possível o arquitecto da Câmara ter permitido que a casa no seu tardoz lhe ficasse tão "entalada"...
A estrada da vila bifurcava-se aqui uma seguia pela Garriaza na direção do Carrascoso e Empiados, Venda do Negro, Alvaíazere. No Carrascoso nasceu a ligação ao Casal d' Afonso Pera com dois moradores na centúria de 500.
O Cimo da Rua apresenta ainda algum casario de traça bem antiga com janelas de avental que alguns aventam a data de 1735, num lintel apesar de seguro por uma tira em ferro o que deslindo é 1 3 1 4 (?).O enigma estará apenas no 2º algarismo a ser um "8", e deveria ser apurado, porque faz toda a diferença sobre o passado de Ansião.Entretanto com a requalificação- desapareceu!
O Cimo da Rua apresenta ainda algum casario de traça bem antiga com janelas de avental que alguns aventam a data de 1735, num lintel apesar de seguro por uma tira em ferro o que deslindo é 1 3 1 4 (?).O enigma estará apenas no 2º algarismo a ser um "8", e deveria ser apurado, porque faz toda a diferença sobre o passado de Ansião.Entretanto com a requalificação- desapareceu!
Rua Jerónimo Soares Barbosa
A Fonte já não existe, apenas o estreito edifício do depósito de água que daqui descia para a vila.
Fontanário em ferro no Largo Adolfo Figueiredo na vilaA Fonte já não existe, apenas o estreito edifício do depósito de água que daqui descia para a vila.
Em 1903 Alberto de Pimental na sua viagem pela Extremadura
Esteve em Ansião tendo-se referido à existência de uma fonte - um marco fontanário no terreiro da Praça do Município, supostamente foi retirado por volta de 1937, devido ao incêndio nos Paços do Concelho que depois foi ampliado e na mesma altura foi executada a primeira calçada e a placa com bancos pelo Manuel Murtinho, cuja data se encontrava emoldurada em calçada 37/9 ? , não sei se preservaram para um dia mostrar no Museu que tarda nesta terra abrir!
Fontanário ao Fundo da Rua 1937
Esteve em Ansião tendo-se referido à existência de uma fonte - um marco fontanário no terreiro da Praça do Município, supostamente foi retirado por volta de 1937, devido ao incêndio nos Paços do Concelho que depois foi ampliado e na mesma altura foi executada a primeira calçada e a placa com bancos pelo Manuel Murtinho, cuja data se encontrava emoldurada em calçada 37/9 ? , não sei se preservaram para um dia mostrar no Museu que tarda nesta terra abrir!
Fontanário ao Fundo da Rua 1937
Com duas pias em pedra para os animais saciarem a sede
Fonte do Ribeiro da Vide de 1897
A abertura da nova estrada Ansião Barreira permitiu a construção da fonte que abastecia no meu tempo a população do Ribeiro da Vide e caminhantes. A nascente encontra-se a sul a escassos metros no jardim, que foi indevidamente tapado o poço que é lajeado com tiras em ferro como a fonte.
A vila foi dotada de abastecimento de água em 1972.
A abertura da nova estrada Ansião Barreira permitiu a construção da fonte que abastecia no meu tempo a população do Ribeiro da Vide e caminhantes. A nascente encontra-se a sul a escassos metros no jardim, que foi indevidamente tapado o poço que é lajeado com tiras em ferro como a fonte.
A vila foi dotada de abastecimento de água em 1972.
As pedras na frente serviam para lavar roupa, a cheguei aqui a lavar
Outro poço ao Ribeiro da Vide
No meu tempo já existia ao Ribeiro da Vide este grande poço público onde os bombeiros enchiam o autotanque, também servia para encher os tanques do lavadouro público ligando o motor elétrico. Desconheço se este poço é artificial ou natural e foi intervencionado entre 55/57 como outros em ambiente cársico para prospecção de águas, sempre o conheci já fechado com um lavadouro público a metros a poente, entretanto demolido na primeira requalificação do Jardim do Ribeiro da Vide tendo sido outro feito agora junto do poço.
Fonte de Chão de Couce
A água vinha da serra da Nexebra de uma mina
Dolina cársica
Lagoa da Ameixieira
Outro poço ao Ribeiro da Vide
No meu tempo já existia ao Ribeiro da Vide este grande poço público onde os bombeiros enchiam o autotanque, também servia para encher os tanques do lavadouro público ligando o motor elétrico. Desconheço se este poço é artificial ou natural e foi intervencionado entre 55/57 como outros em ambiente cársico para prospecção de águas, sempre o conheci já fechado com um lavadouro público a metros a poente, entretanto demolido na primeira requalificação do Jardim do Ribeiro da Vide tendo sido outro feito agora junto do poço.
Fonte de Chão de Couce
A água vinha da serra da Nexebra de uma mina
Dolina cársica
Lagoa da Ameixieira
A seu redor a nascente alguns poços para rega das hortas de onde trouxe boa alface e couve galega para aferventar. Um dos poços é de chafurdo disse-me o meu compadre.
A horta tem um ombral em pedra no portelinho , parece ter inscrição, irreconhecível pelos líquenes, pode ser um marco antigo?
Na minha infância o meu pai em Ansião mandou fazer um poço novo no quintal e um
tanque no sótão, porque a casa foi a primeira na terra a ter placa com
cimento em 57, a água era puxada por um motor eléctrico que ainda existe com canalização debaixo da terra, só possível porque naquele tempo a electricidade
tinha puxada para o Hospital que estava na altura desativado, depois do Ribeiro da Vide só a nossa casa e a da tia Maria a tinham até ao 25 de abril.
Tanques de chafurdo debaixo de um dos arcos da Ponte da Cal
Na minha teoria a ponte não precisava de ter sido feita com dois arcos, apenas um chegava para abraçar a ribeira, a ter sido feita com dois tendo debaixo do arco norte dois tanques de chafurdo, o tenha sido porque aqui antes foi um habitat romano onde ainda haveria o tanque de banhos, dando o mote ao Mestre de obras para a sua feitura, depois dos romanos os judeus deram continuidade aos banhos até serem proibidos por incitar a más praticas sexuais, desinibição e falta de pudor fruto da forte beatização. No final do século XIX o tempo áureo do Banho Santo até meados de 30 do século XX...Na verdade as pessoas chafurdavam dentro dos tanques, porque são muito baixos, e as águas as achavam e reconheciam ter poderes milagrosos, de facto as água tem carateristicas medicinais, sobretudo para males de pele. Já no Agroal um afluente do Nabão com água todo o ano com as mesmas carateristicas químicas onde assisti durante anos muitos a tomar efetivamente banho com sabão azul e branco, junto da roda dos alcatruzes, hoje não existe, ensaboavam o corpo, deles se ouvia o reparo "olha-me para aquele mastunso ensaboado acarvar-se na água até ao pescoço..."
Na verdade as propriedades químicas das águas lhes advêm das profundezas dos algares , de facto fazem bem a problemas de pele, mas não saõ milagrosas, esse dito foi ditado pela beatização!
Na verdade as propriedades químicas das águas lhes advêm das profundezas dos algares , de facto fazem bem a problemas de pele, mas não saõ milagrosas, esse dito foi ditado pela beatização!
A pia rectangular e estreita, na tradição popular dita ter sido onde a Rainha Santa Isabel se banhava inserida dentro do tanque das mulheres, indicia ter sido feita com o propósito para uso das crianças para não se afogarem, até porque a Rainha Santa Isabel jamais por aqui passou por a ponte ser bem mais recente de 1648, data que correlacionei na adjudicação da obra ao Mestre de Obras de Fala, Coimbra. Contudo aqui passou uma via romana que se bifurcava nas Lagoas e outra pelas Lameiras, para o primitivo burgo de Ansião, ao meio do costado havia a fonte da Bica com um grande tanque de chafurdo, aqui sim o sitio mais confortável na beira da estrada cujo tanque com dois degraus a toda a volta, a ribalizar um tanque de termas romanos, o palco ideal para a Rainha Santa Isabel alguma vez se ter apeado para saciar a sede e refrescar os pés.Mais abaixo fazia-se a entrada na ribeira de norte para sul estrangulada para entrada de carroças. Quando o burgo foi desativado depois de 1593 para nascente foi reativado o troço de Lagoas com passagem pelo Nabão na que veio a ser a ponte da Cal, também com a margem estrangulada de norte para sul a poente antes da construção da ponte e que ainda hoje isso evidencia, pese as obras.
Pia das crianças e não onde se diz se banhou a Rainha Santa Isabel...
Na requalificação da envolvente do Nabão
Os poços das propriedades confinantes que ficaram no espaço foram reconvertidos na traça antiga.
Poço desprotegido nas Lameiras em Além da Ponte
A guarda em tijolo em derrocada
Contudo tenho apreciado muito poço coberto por grade em ferro e outros com vedação em rede
Poço totalmente desprotegido na Mouta Redonda
Ribeirinho
Poço de chafurdo conhecido por poço da Ameixeira
Não se encontra classificado. Em 1747 o padre Serra diz o povo falava que estes poços de nascentes eram fábrica de mouros- admito que sejam mais antigos, herança romana, por a fonte do Alvorge, igualmente foi no passado um poço de chafurdo em ambiente cársico que os romanos protegiam na beira da estrada romana com uma torre, ditou o nome do Alvorge - pequena torre.
Um grande poço em redondo com o canal de acesso por escadaria em pedra ao género da entrada para a câmara usual numa anta
Nesta Páscoa cheio de água até quase ao primeiro degrau.Canal de entrada pedonal para a escadaria que lhe dita o nome de poço de chafurdo.
Fonte do Ribeirinho feita em 64 pelo meu avô "Zé do Bairro"
Um poço artificial da lista de outros feitos entre 55/57 em ambiente cársico para captação de água. Foi-lhe retirada a roda de ferro para fazer emergir a água...
A foto que registei a todos os que fizeram o favor de me acompanhar nesta caminhada
Bem hajam pelo carinho, disponibilidade e prontidão de me aturarem nas minhas divagações.
Herança deixada pelos mouros... com outros nomes; picota, cegonha e,...
Lagoa cársica do Ribeirinho
O que dela resta, mostra-se afunilada pelo caminho , apresenta-se ao género de um barranco, está neste estado atulhado de vegetação...sem qualquer atenção tão pouco manutenção ao património natural, desprezado pelas Juntas de Freguesia, por pura falta de conhecimento cultural!
Se em Ansião os tanques da Ponte da Cal estão no estado que mostrei , aqui a JFCC não se mostra de melhor eficácia. Algo é necessário se fazer e rapidamente para não se perder a identidade do nosso passado. As lagoas da Ameixieira e do Ribeirinho devem ser limpas, para ser motivo de atração turística, ao se mostrarem em total abandono, o tenham sido até aqui de visão curta!
Uma achega para campanha nas próximas eleições!
Chão de Couce
Na primitiva Quinta da Cerca
Resiste o poço de chafurdo com escada de pedra sobre pedra seca , a casa foi arrasada, o poço ainda existe...
Poço de chafurdo conhecido por Poço dos mouros na Ateanha
A escadaria se desmembrou no muro que havia atrás de mim, segundo a mãe do Costa, vizinho da minha mãe com 94 anos, me confidenciou
Poço e fonte de chafurdo na Torre da Ladeia no Alvorge na beira da que foi estrada romana
Quinta do Dr.Faria
Antes foi da Maria Francisca sempre me falaram da existência de um tanque que encontrei agora em junho de 2017, em formato retangular fechado por vedação em rede. Por estar com água e limos, tem de ter nascente, mas como não se encontra devidamente limpo, fica a dúvida se é um poço de chafurdo com tanque (?) .
Antes foi da Maria Francisca sempre me falaram da existência de um tanque que encontrei agora em junho de 2017, em formato retangular fechado por vedação em rede. Por estar com água e limos, tem de ter nascente, mas como não se encontra devidamente limpo, fica a dúvida se é um poço de chafurdo com tanque (?) .
Poço com tanque de chafurdo (?) ao lado da escada de acesso à casa da Quinta do Dr.Faria
Cimo da Rua, Ansião
A "Bina piloto" leu a crónica e disse-me que no quintal do seu tio Jerónimo Coutinho no Cimo da Rua recentemente vendido à Celeste Neno também havia um poço de chafurdo com escada. A Celeste interessada envia-me mensagem a dizer que não é no quintal da casa que comprou, mas sim noutro que os pais do Zé Manel (electricista) cultivaram quando era miúdo.
A "Bina piloto" leu a crónica e disse-me que no quintal do seu tio Jerónimo Coutinho no Cimo da Rua recentemente vendido à Celeste Neno também havia um poço de chafurdo com escada. A Celeste interessada envia-me mensagem a dizer que não é no quintal da casa que comprou, mas sim noutro que os pais do Zé Manel (electricista) cultivaram quando era miúdo.
Carvalhal, Ansião
A minha amiga Helena do Carvalhal, também me disse que ia buscar água a um poço com estas carateristicas ao quintal do Ti Augusto Lopes, perguntei à Celeste se ainda existia, disse-me que o irmão o remodelou com manilhas tendo retirado a escadaria e na volta tinha um lajeado lindo.
Quinta da Fonte em Ansião
Que foi de Adriano Carvalho, cuja fonte veio a dar o nome à urbanização tenha sido também um poço de chafurdo (?) onde as mulheres se abasteciam de água.
Fonte Santa, Ansião
Nascente cársica que aflorou em agosto em 1623 em terra de saibro, por isso o povo aventou dizer era Milagre. Teria sido feito um tanque de chafurdo alterado em 1902/3 pelo meu bisavô, tal como a do Cimo da Rua, no castelinho, por certo todas seriam poços com fontes de chafurdo, o que faz sentido dizer e com as alterações do progresso se perderam essas caracteristicas.
A minha amiga Helena do Carvalhal, também me disse que ia buscar água a um poço com estas carateristicas ao quintal do Ti Augusto Lopes, perguntei à Celeste se ainda existia, disse-me que o irmão o remodelou com manilhas tendo retirado a escadaria e na volta tinha um lajeado lindo.
Vale Mosteiro onde hoje é o Intermaché
Em terreno do Sr.Artur Paz havia um poço de chafurdo com mina, que o mostrou ao sobrinho Renato Paz, fez o favor de partilhar comigo, dizia-lhe o tio " no verão o descia pela escada e se metia num túnel, seria a mina da água onde a água nascia..."
Na propriedade do Ti Parolo havia um poço de chafurdo.
Em terreno do Sr.Artur Paz havia um poço de chafurdo com mina, que o mostrou ao sobrinho Renato Paz, fez o favor de partilhar comigo, dizia-lhe o tio " no verão o descia pela escada e se metia num túnel, seria a mina da água onde a água nascia..."
Na propriedade do Ti Parolo havia um poço de chafurdo.
Várzea de Aljazede
Existe o poço do Carril com escadaria assinalado pelo Prof Salvador Dias Arnault que não o soube identificar, também na beira da estrada romana.
Existe o poço do Carril com escadaria assinalado pelo Prof Salvador Dias Arnault que não o soube identificar, também na beira da estrada romana.
Quinta da Fonte em Ansião
Que foi de Adriano Carvalho, cuja fonte veio a dar o nome à urbanização tenha sido também um poço de chafurdo (?) onde as mulheres se abasteciam de água.
Fonte Santa, Ansião
Nascente cársica que aflorou em agosto em 1623 em terra de saibro, por isso o povo aventou dizer era Milagre. Teria sido feito um tanque de chafurdo alterado em 1902/3 pelo meu bisavô, tal como a do Cimo da Rua, no castelinho, por certo todas seriam poços com fontes de chafurdo, o que faz sentido dizer e com as alterações do progresso se perderam essas caracteristicas.
Coluna de aqueduto com escada de pedra seca em Almoster
Casal da Rainha em Almoster
Muro com escada em pedra seca, registada em andamento...
Muro na Cabeça Redonda com escada de pedra seca
Na região de Sicó e Ansião haverão outros poços e fontes de chafurdo , partilhei o que conheço e conheci, sendo que jamais alguém se referiu sobre este tipo de poço ou fonte com este nome - CHAFURDO.
Lagoa cársica da Cabeça Redonda
Agosto de 2017, com pouca água...
Lagoa de Aljazede
Lagoa do Pito na Lagarteira em setembro de 2015
Mais uma achega aos vários tipos de captação de água; poços, fontes, tanques e lagoas para os animais beber tradicionais na região de Sicó inserido a sua maioria em trajeto romano/medieval .
A prospecção de águas para abastecimento ás populações é evidenciada desde o tempo romano na região com a Fonte do Alvorge, na Granja e Carvalhal em Santiago da Guarda, poço Minchinho na Fonte Carvalho, Poço do Sobral na Ribeira do Açor, Olhos d'Água. Entre os anos 55/57 houve uma intervenção em alguns poços cársicos nas nascentes de rios, novos poços foram feitos no Vale Aquífero do Nabão, sem se ter encontrado grandes lençóis freáticos. Mais tarde em 80 depois de esgotado o furo no poço dos Olhos d'Água a sul da estrada junto da Renaul houve um novo estudo num pinhal dos meus pais, na Vinha, onde existe um grande furo, debalde sem capacidade para abastecimento da vila, até se finarem as explorações em Ansião.


















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