Desde miúda às quintas feiras quando me deslocava ao cemitério
com a minha tia Maria do Bairro para enfeitar as campas dos familiares extasiava no jazigo de garboso rendilhado em pedra, a imitar crochet,
sem conseguir decifrar a letra, e o porquê do Dom - tão pouco nenhum
dos apelidos me ser familiar em Ansião, anos mais tarde em Almada descobri que o donatário nobre da Quinta da Torre, no Monte de Caparica foi o Conde dos Arcos com os mesmos apelidos que vim a associar a origem num ramo familiar na quinta do Engenho, no Espinhal, aqui aportados de Espanha com a corte do rei D Filipe I de Portugal, e hoje com descendência de Professores Doutores em História, Arqueologia e ainda da nobre que viveu em Vale da Couda, sepultada no cemitério de Almoster, num jazigo capela.
Agradeço a gentil partilha do Representante Conde dos Arcos
« A Quinta da Torre foi objecto de expropriação (Diário do Governo, II série, nº 231, 3/10/1974). De referir que não foi aceite a petição dos proprietários de não fazer incluir na expropriação os prédios urbanos e a Ermida de São Tomás d’Aquino, o que é estranho e inexplicável atendendo ao facto de que a Quinta da Torre esteve na Família quase seis séculos!
A expropriação foi efectuada pelo então Fundo de Fomento de Habitação, pelo que os terrenos que não ficaram afectos à Universidade deverão ser propriedade do actual Instituto de Gestão e Alienação do Património Habitacional do Estado»
Graças ao meu peculiar e curioso olhar sobre o passado, valores sempre em mim a despertar fascinação sobre tudo o que me desperta para correlacionar a terra que amo- Ansião com Almada, onde vivo em permanência há mais de 40 anos, na feliz coincidência de mais descobertas das Coisas que mais Gosto! Bem hajam também os meus pais por me terem proporcionado televisão em 1960 e viagens nas terras circundantes no Maciço de Sicó em festas e romarias, a que juntei o gosto de falar da história e do património para me deixar a questionar, procurar mais e meter conversa com muita gente, pese as vezes sentir o encolho de ombros no errado julgamento o que interessa falar de mortos...A partir de 2009 neste Blog dei inicio a este gosto a falar do património, viagens, pessoas e afectos. Sem mais ajuda, a ouvir coisas que também não gosto, sem jamais perder a vontade depois de ninguém me saber explicar em Ansião quem tinha sido o jazigo da família de Dom João de Mascarenhas Velasquez Sarmento e de Alarcão para em idade madura tanta memória arquivada se fundir em correlação de mais saber com ajuda fulcral de leituras das Memórias Paroquiais Setecentistas, onde muito consegui deslindar e correlacionar, talento desconhecido aqui exaltado em colocar determinada informação nos espaços que foram o seu palco, e antes jamais alguém o fez no mesmo propósito, embora em história o resulto final quase sempre incompleto, sem medo de sair da base de conforto e de partilhar o que me parece verossímil afirmar, para neste caso à posterior a sorte de ter tido informações de dois descendentes - um apenas se identifica "Alarcão" o outro Representante Conde dos Arcos - ao lerem as minhas crónicas sobre a sua família foi achega de mais valia a partilha de informação e sem vergonha alterar o que foi a história das gentes que fizeram parte do passado de Ansião e Almada na giza "Remexer no passado adormecido, é um dos deveres de quem está vivo" segundo o meu grande amigo e mentor Rhodes Sérgio.
Agradeço a gentil partilha do Representante Conde dos Arcos
« A Quinta da Torre foi objecto de expropriação (Diário do Governo, II série, nº 231, 3/10/1974). De referir que não foi aceite a petição dos proprietários de não fazer incluir na expropriação os prédios urbanos e a Ermida de São Tomás d’Aquino, o que é estranho e inexplicável atendendo ao facto de que a Quinta da Torre esteve na Família quase seis séculos!
A expropriação foi efectuada pelo então Fundo de Fomento de Habitação, pelo que os terrenos que não ficaram afectos à Universidade deverão ser propriedade do actual Instituto de Gestão e Alienação do Património Habitacional do Estado»
Graças ao meu peculiar e curioso olhar sobre o passado, valores sempre em mim a despertar fascinação sobre tudo o que me desperta para correlacionar a terra que amo- Ansião com Almada, onde vivo em permanência há mais de 40 anos, na feliz coincidência de mais descobertas das Coisas que mais Gosto! Bem hajam também os meus pais por me terem proporcionado televisão em 1960 e viagens nas terras circundantes no Maciço de Sicó em festas e romarias, a que juntei o gosto de falar da história e do património para me deixar a questionar, procurar mais e meter conversa com muita gente, pese as vezes sentir o encolho de ombros no errado julgamento o que interessa falar de mortos...A partir de 2009 neste Blog dei inicio a este gosto a falar do património, viagens, pessoas e afectos. Sem mais ajuda, a ouvir coisas que também não gosto, sem jamais perder a vontade depois de ninguém me saber explicar em Ansião quem tinha sido o jazigo da família de Dom João de Mascarenhas Velasquez Sarmento e de Alarcão para em idade madura tanta memória arquivada se fundir em correlação de mais saber com ajuda fulcral de leituras das Memórias Paroquiais Setecentistas, onde muito consegui deslindar e correlacionar, talento desconhecido aqui exaltado em colocar determinada informação nos espaços que foram o seu palco, e antes jamais alguém o fez no mesmo propósito, embora em história o resulto final quase sempre incompleto, sem medo de sair da base de conforto e de partilhar o que me parece verossímil afirmar, para neste caso à posterior a sorte de ter tido informações de dois descendentes - um apenas se identifica "Alarcão" o outro Representante Conde dos Arcos - ao lerem as minhas crónicas sobre a sua família foi achega de mais valia a partilha de informação e sem vergonha alterar o que foi a história das gentes que fizeram parte do passado de Ansião e Almada na giza "Remexer no passado adormecido, é um dos deveres de quem está vivo" segundo o meu grande amigo e mentor Rhodes Sérgio.
Quinta da Torre, no Monte de Caparica da família Alarcão
A Quinta do Neiva a nascente do terreiro da Quinta da Torre tomou a designação da antiga e histórica Quinta da Torre.«Quem também não gostou do suposto e abusivo roubo do nome verdadeiro da Quinta da Torre foi o 12º Conde dos Arcos, D. José de Alarcão, que escreveu ser o proprietário da verdadeira e única Quinta da Torre, e mandou apor nesta uns azulejos com a inscrição "Quinta da Tôrre, 1570". O relato das minhas crónicas:
http://quintaisisa.blogspot.pt/2016/04/quinta-da-torre-sua-ermida-casa-dos.html e noutra
http://quintaisisa.blogspot.pt/2016/04/quinta-da-torre-sua-ermida-casa-dos.html
Depois da expropriação, há décadas em marasmo a perder-se urge tempo de encetar conversações com a Câmara de Almada para não se perder o que devia ser preservado e dele ainda há memória.Igual atitude em Ansião tem sido a perda de tanto património e do conhecimento cultural das famílias nobres que viveram e quase nada se sabe, e a crónica pretende mais aclarar!
Foto da Quinta da Torre retirada do livro Homens e Mulheres vinculados às terras de Almada
Origem da família Alarcão do Espinhal
De Toledo, Espanha , acompanhou a corte do rei Filipe I de Portugal, recebendo honras com terras no Espinhal, excerto (...) D. P.° Velasques Sarmento filho 3.° de D. Thomas Velasques Sarmento n. 2. Sucedeo a seu pae na Comenda de S. Eufemia de Penella na ordem de Aviz a qual teve cõ o habito de Christo. Casou em Penella cõ D. Anna Mascarenhas filha de Gaspar Coelho E de sua m." Leonor Maz. e teve 4 D. Thomaz Velasqs. Sarmento 4 D. João (A) Velasques Sarmento 4 D. P.° Velasques Sarmento 4 D. M.*1 Velasques Sarmento (X) — Casou no concelho de Unhão cõ D. I.* f.*(X) — Casou no concelho de Unhão cõ D. I.* f.* de Chrlstovào da Maya Coimbra E de sua m." D. Mag.n*.»
Quinta do Engenho no Espinhal
Em venda, foto retirada do Google
Em venda, foto retirada do Google
Jazigo da Família no cemitério de Ansião
De Dom João de Mascarenhas Sarmento e de Alarcão
Na entrada do cemitério à direita, encontra-se um belo jazigo da
família de Dom João de Mascarenhas Sarmento e de Alarcão , juiz de Direito, natural da freguesia e Comarca de Ancião.Na lateral apresenta placa de perpétuo, não pode ser trasladado.
Olhando através da cortina de renda distinguem-se gavetões fechados tendo pela frente uma prateleira com fotos.
Segundo comentário de um descendente de apelido "Alarcão" a quem agradeço a partilha
«A senhora Dona Maria Mascarenhas Sarmento Velasquez de Alarcão, única filha de Dom João Alarcão, viria a receber em testamento além deste jazigo de Ansião, o de Almoster e outro em Penela, propriedades, e a casa de família da Quinta do Arinto no Espinhal e outra em Penela, à sua morte sem filhos, a herança foi repartida pelos seus sobrinhos.»
O pináculo floral da direita partiu-se, encontra-se actualmente em cima de um cepo de um cedro cortado junto ao muro...
Depois do pináculo ter estado anos na frente da porta do jazigo, que denunciei, alguém o deslocou para o canto junto ao muro...
Tardoz do jazigoPequena portada com dois puxadores
O despertar graças a um registo vincular da família
http://www.uc.pt/auc/fundos/ficheiros/GCC_RegistoVincularDistritoCoimbra num «Pedido
de Registo Vincular nº 17 Dom José Casimiro de Mascarenhas Velasques
Sarmento de Alarcão da Quinta de Além da Ponte, concelho de Ansião para
três capelas e três morgados de que é o actual administrador, senhor e
possuidor, em 21 de Fevereiro de 1863.
Filho de: Dom João Casimiro Mascarenhas Velasques de Alarcão Sarmento. Este vínculo é constituído por três morgados e três capelas, todos no concelho de Penela.
Morgados:
a) o instituído por Gaspar Coelho Mascarenhas, em 17 de Junho de 1691;
b) o instituído pelo reverendo padre Dom Pedro Coelho Sarmento Mascarenhas, por escritura de 3 de Fevereiro de 1692
c) o instituído por Dom Manuel Velasques Sarmento, em 7 de Setembro de 1713.
II Capelas
a) a instituída por Pedro Fernandes de Pontes, em 3 de Abril de 1607;
b) a instituída por Dona Margarida Simões, em 14 de Março de 1641;
c) a instituída por Dona Isabel de Mascarenhas, em 2 de Fevereiro de 1676."
Filho de: Dom João Casimiro Mascarenhas Velasques de Alarcão Sarmento. Este vínculo é constituído por três morgados e três capelas, todos no concelho de Penela.
Morgados:
a) o instituído por Gaspar Coelho Mascarenhas, em 17 de Junho de 1691;
b) o instituído pelo reverendo padre Dom Pedro Coelho Sarmento Mascarenhas, por escritura de 3 de Fevereiro de 1692
c) o instituído por Dom Manuel Velasques Sarmento, em 7 de Setembro de 1713.
II Capelas
a) a instituída por Pedro Fernandes de Pontes, em 3 de Abril de 1607;
b) a instituída por Dona Margarida Simões, em 14 de Março de 1641;
c) a instituída por Dona Isabel de Mascarenhas, em 2 de Fevereiro de 1676."
Dom João de Mascarenhas Velasquez Sarmento e de Alarcão
Percurso académico retirado de http://pesquisa.auc.uc.pt/details?id=221500
João de Mascarenhas Alarcão Velasques Sarmento (D.)
Datas de produção
1860-10-03 a 1865-07-14
ProdutorUniversidade de Coimbra
História administrativa/biográfica/familiar
Filiação: José Casimiro de Mascarenhas Alarcão Veslasques Sarmento (D.)
Naturalidade: Ansião
Faculdade: Direito
Matrícula(s): 03.10.1860
Exames: 3.º 17.06.1863 Aprovado Nemine Discrepante, Atos n.º 23, fl. 51v.
4.º e grau de Bacharel 09.07.1864 Aprovado Nemine Discrepante, Atos n.º 24, fl. 108
Formatura 14.07.1865 Aprovado Nemine Discrepante, Atos n.º 24, fl. 192Depois de formado voltou a Ansião onde foi confrade da Irmandade do Santíssimo Sacramento de Ansião em 1866- Lamentável ao tempo o registo feito pela mão do próprio com dificuldade na leitura, no caso o nome deste confrade mostra-se bem perceptível, por ser licenciado, ainda solteiro .
João de Mascarenhas Alarcão Velasques Sarmento (D.)
Datas de produção
1860-10-03 a 1865-07-14
ProdutorUniversidade de Coimbra
História administrativa/biográfica/familiar
Filiação: José Casimiro de Mascarenhas Alarcão Veslasques Sarmento (D.)
Naturalidade: Ansião
Faculdade: Direito
Matrícula(s): 03.10.1860
Exames: 3.º 17.06.1863 Aprovado Nemine Discrepante, Atos n.º 23, fl. 51v.
4.º e grau de Bacharel 09.07.1864 Aprovado Nemine Discrepante, Atos n.º 24, fl. 108
Formatura 14.07.1865 Aprovado Nemine Discrepante, Atos n.º 24, fl. 192Depois de formado voltou a Ansião onde foi confrade da Irmandade do Santíssimo Sacramento de Ansião em 1866- Lamentável ao tempo o registo feito pela mão do próprio com dificuldade na leitura, no caso o nome deste confrade mostra-se bem perceptível, por ser licenciado, ainda solteiro .
Árvore genealógica enviada por Henrique Dias
O juiz teve uma única filha Dona Maria Mascarenhas Sarmento Velasquez e de Alarcão, não teve filhos, aquando da sua morte em testamento deixou os três jazigos aos sobrinhos (Ansião, Penela e Almoster).O certo seria a toponímia na rua actual de S Pedro ?
Vir a ser atestada Rua Juiz D João de Mascarenhas Vellasques Sarmento e de Alarcão
No gaveto da rua detectei esta ruína atrás de um muro com uma janela de avental e pedras a ladear a mesma. De quem teria sido esta casa?
Foi aqui que viveu a família Alarcão?Ou...
A Quinta de Além da Ponte, em Ansião
Ganhou este nome depois da construção da Ponte da Cal sobre o Nabão em 1648, data que correlacionei da sua adjudicação a um mestre de obras de Fala, Coimbra.Esta quinta tenha nascido da desmembração da quinta das Lagoas dos Menezes e Noronha que entroncaram com esta família.
As Memórias Paroquiais Setecentistas do juiz, Manuel Rodrigues em 1721 fazem referência a uma
"Capela que instituiu Joana Baustista do Moinho d'Além da Ponte termo desta vila a dita instituição aos 13 de setembro de 1696 annos; he possuidor e administrador della Manoel Matheus do mesmo termo; manda dizer quatro missas cad'hum anno."
Este excerto revela em 1696 Manoel Matheus era possuidor e administrador da capela mandada instituir por Joana Baustista. Não tenho dados se os focados eram marido e mulher. Podiam ter sido, na possibilidade dele ter ficado viúvo ficou dono e administrador da capela, o que explica a data do lintel da casa virado a sul de 1676 (?), ser a data da institualização da capela pela mulher. Hipótese a investigar se é verdade, que me parece verossímil de afirmar!
A quinta nasce na margem norte da ribeira do Nabão, seria do Mosteiro, aforada com a actividade da moenga do moinho de água, servida pelo caminho para na Constantina.
A família Alarcão tenha vivido na Quinta de Além da Ponte neste solar do Moinho, outro ramo familiar teve uma casa e moinho, aos Moinhos no Espinhal com brasão, aqui também deveria ter, mas não existe, outra eventualidade teria sido na "Quinta conhecida D Fernanda 29", requalificada durante o século XX.
A casa antiga junto do Moinho d'Além da Ponte em requalificação
| 1676? |
Segundo um registo em Memórias Paroquiais
"(...) de 1792 sobre a nova circunscrição ansianense o corpo da vila tinha 61 fogos, o Bairro de Santo António 10 e Além da Ponte 2".
Não se sabe quando aqui se instalou a família Alarcão. Se em 1792 em Além da Ponte, apenas viviam duas pessoas, instiga a dizer seria um casal , ainda sem filhos.
Nos Moinhos, Espinhal, existe uma casa brasonada de outro ramo desta família, instiga a dizer que se foram fixando com a actividade de moengas, moinhos de água.
No solar conhecido pela "Quinta da D Fernanda 29", pese ter sido requalificado, no entanto a parte da adega ostenta uma cantaria numa janela muito semelhante ao padrão do Fundo da Rua que foi erigido em 1686 , teria tido capela ou oratório de orago a S. Pedro. A venda da Quinta no final do séc XIX o novo proprietário a tenha demolido. Plausível a família tinha brasão e se perdeu.
A Quinta de Além da Ponte foi uma das quintas do Mosteiro de Santa Cruz, verosímil em meados da centúria de 600 quando o Dr António dos Santos Coutinho veio a Ansião para construir uma nova capela para a Misericórdia e instituir em seu nome um Morgadio, no termo de Ansião, o vim a correlacionar na margem norte da ribeira do Nabão, a poente da estrada de Além da Ponte e do outro lado da estrada o palco doutro Morgadio, que se aborda nesta crónica da quinta de Além da Ponte. A extinção dos Morgadios por D. Luís e a guerra liberal ditou a muitos nobres tomaram partido de D. Miguel, este saindo perdedor do trono de Portugal para o seu irmão veio a precipitar a venda de património e a fuga de nobres, sendo perseguidos e alguns mortos. Na verdade ao que parece aporta a Ansião em finais do século XIX um conterrâneo da família Alarcão dos lados de Miranda do Corvo, chamado Abel Falcão, regressado de Moçâmedes, rico, comprou a Quinta de Além da Ponte onde se instalou com afilhados mulatos, suposto serem filhos, tenha sido para calar o cliché do povo a sua iniciativa em mandar erguer na margem da ribeira uma capelinha para o povo, por isso pequenina, doando as Imagens de S Pedro da capela ou oratório da sua quinta e o S. João da capela do moinho, que se destacam na capela em relação à Imagem da Rainha Santa Isabel, moderna, segundo informação oral a Rainha Santa Isabel vinha dentro de um oratório, sem se saber de que casa.
Na verdade a capelinha deAlém da Ponte nada indicia do seu passado setecentista, nem estela, apenas viva na tradição oral dos familiares do Padre José Eduardo Reis Coutinho, seu descendente. O que se destaca é uma construção ao género das Alminhas, espalhadas pelo concelho do séc XX . Em meados deste século a quinta de Além da Ponte seria desmembrada em duas, uma parte foi vendida ao comerciante da vila "29" e a outra parte do moinho , segundo a Carmita, filha, do Sr Pires da Sarzedela, a quinta era de uma senhora da Granja que a vendeu ao seu pai. O moinho ou munho, como também era conhecido ainda laborou no meu tempo. Ainda na penumbra as transacções desta quinta, instiga a pensar se a senhora que vendeu era da Granja, aconselharam-me a falar com a Ti Celeste da Constantina.
Abel Falcão
Irmão do militante do Partido Republicano Francisco Fernandes Rosa Falcão, veio a ser Presidente da Câmara de Ansião, havia de merecer honras na toponímia ao Fundo da Rua para Além da Ponte. Sem ter lido a acta da Assembleia camarária de atribuição, fica lançada a dúvida, se designa o que foi o dono da Quinta de Além da Ponte - Abel Falcão ou o irmão - Francisco, o que foi Presidente da edilidade e Governador Civil, atestado na toponímia em Avelar por Dr. Rosa Falcão.
Na verdade a capelinha deAlém da Ponte nada indicia do seu passado setecentista, nem estela, apenas viva na tradição oral dos familiares do Padre José Eduardo Reis Coutinho, seu descendente. O que se destaca é uma construção ao género das Alminhas, espalhadas pelo concelho do séc XX . Em meados deste século a quinta de Além da Ponte seria desmembrada em duas, uma parte foi vendida ao comerciante da vila "29" e a outra parte do moinho , segundo a Carmita, filha, do Sr Pires da Sarzedela, a quinta era de uma senhora da Granja que a vendeu ao seu pai. O moinho ou munho, como também era conhecido ainda laborou no meu tempo. Ainda na penumbra as transacções desta quinta, instiga a pensar se a senhora que vendeu era da Granja, aconselharam-me a falar com a Ti Celeste da Constantina.
Abel Falcão
Irmão do militante do Partido Republicano Francisco Fernandes Rosa Falcão, veio a ser Presidente da Câmara de Ansião, havia de merecer honras na toponímia ao Fundo da Rua para Além da Ponte. Sem ter lido a acta da Assembleia camarária de atribuição, fica lançada a dúvida, se designa o que foi o dono da Quinta de Além da Ponte - Abel Falcão ou o irmão - Francisco, o que foi Presidente da edilidade e Governador Civil, atestado na toponímia em Avelar por Dr. Rosa Falcão.
Capelinha de Além da Ponte
O Padre José Eduardo Coutinho escreveu no seu Livro sobre Ansião
« Segundo uma tradição oral familiar o seu ascendente Doutor António dos Santos Coutinho foi quem mandou erigir a Capelinha em Além da Ponte.»
A foto mostra a Capelinha seguida da casa do Dr. Vitor Faveiro adoçada na casa que foi dos avós paternos do Padre Coutinho, seguida de casario de outros familiares. O Dr António dos Santos Coutinho veio a Ansião construir a capela da Misericórdia e lhe anexar uma albergaria que terminou em 1702. Nessa altura instituiu um Morgadio cujo chão desde a margem norte da ribeira do Nabão até à imediação do Rabaçal, o que correlacionei nas Memórias Paroquiais, onde teria erigido duas capelas em memória da Rainha Santa Isabel- uma capela ao inicio, junto da Ponte e outra na Junqueira.Porém em 1706 um forte vendaval destruiu a capela da Misericórdia, se olharmos ao enfiamento com a capela de Além da Ponte que era da Rainha Santa Isabel dizer também se tenha destruído.A capela da Misericórdia esteve inoperacional até ser de novo requalificada na centúria dos meados de 800. Na passagem dos desertores franceses do Buçaco não há registo de incidentes com esta capela de Além da Ponte, e na Misericórdia há marcas de duas fogueiras no seu lajeado onde estiveram com os cavalos.
A Capelinha de Além da Ponte de evocação a S. Pedro já existia antes de 1903
Atestada por Alberto Pimentel no seu Livro Estremadura Portuguesa.
A capela nasceu para evocação à Rainha Santa Isabel em Além da Ponte, no inicio do Morgadio do Mestre Dr António dos Santos Coutinho, de quem era ferveroso devoto para não se perderem as memórias da sua passagem por Ansião, a tenha mandado erigir mais acima do local onde hoje se encontra, por causa das cheias .Debalde perdeu-se em parte a evocação à Rainha Santa Isabel nesta Capelinha de Além da Ponte passando a ser venerada em segundo plano, sendo o orago S. Pedro, evidencia que a nova Capelinha pretendeu invocar não a Rainha Santa Isabel, o seu primitivo orago e sim o S Pedro, a Imagem que veio da capela do solar da quinta de Além da Ponte.
O Padre José Eduardo Coutinho escreveu no seu Livro sobre Ansião
« Segundo uma tradição oral familiar o seu ascendente Doutor António dos Santos Coutinho foi quem mandou erigir a Capelinha em Além da Ponte.»
A foto mostra a Capelinha seguida da casa do Dr. Vitor Faveiro adoçada na casa que foi dos avós paternos do Padre Coutinho, seguida de casario de outros familiares. O Dr António dos Santos Coutinho veio a Ansião construir a capela da Misericórdia e lhe anexar uma albergaria que terminou em 1702. Nessa altura instituiu um Morgadio cujo chão desde a margem norte da ribeira do Nabão até à imediação do Rabaçal, o que correlacionei nas Memórias Paroquiais, onde teria erigido duas capelas em memória da Rainha Santa Isabel- uma capela ao inicio, junto da Ponte e outra na Junqueira.Porém em 1706 um forte vendaval destruiu a capela da Misericórdia, se olharmos ao enfiamento com a capela de Além da Ponte que era da Rainha Santa Isabel dizer também se tenha destruído.A capela da Misericórdia esteve inoperacional até ser de novo requalificada na centúria dos meados de 800. Na passagem dos desertores franceses do Buçaco não há registo de incidentes com esta capela de Além da Ponte, e na Misericórdia há marcas de duas fogueiras no seu lajeado onde estiveram com os cavalos.
A Capelinha de Além da Ponte de evocação a S. Pedro já existia antes de 1903
Atestada por Alberto Pimentel no seu Livro Estremadura Portuguesa.
A capela nasceu para evocação à Rainha Santa Isabel em Além da Ponte, no inicio do Morgadio do Mestre Dr António dos Santos Coutinho, de quem era ferveroso devoto para não se perderem as memórias da sua passagem por Ansião, a tenha mandado erigir mais acima do local onde hoje se encontra, por causa das cheias .Debalde perdeu-se em parte a evocação à Rainha Santa Isabel nesta Capelinha de Além da Ponte passando a ser venerada em segundo plano, sendo o orago S. Pedro, evidencia que a nova Capelinha pretendeu invocar não a Rainha Santa Isabel, o seu primitivo orago e sim o S Pedro, a Imagem que veio da capela do solar da quinta de Além da Ponte.
Euzinha sentada na Ponte da Cal a pensar no que foi este rico passado em Ansião
Fontes
http://www.uc.pt/auc/fundos/ficheiros/GCC_RegistoVincularDistritoCoimbra
https://almada-virtual-museum.blogspot.pt/2014/11/conde-dos-arcos.html
http://www.jf-espinhal.pt/historia.php
https://play.google.com
Livro das Memórias Paroquiais Setecentistas de Mário Rui Simões Rodrigues e Saul António Gomes
Livro de Ansiâo do Padre José Eduardo Reis Coutinho
Arquivo da Universidade de Coimbra RegistoVincular n 10
Alberto Pimentel no seu Livro Estremadura
Portuguesa.
https://www.vortexmag.net/talvez-tenha-origem-judaica-e-nao-saiba-lista-de-apelidos-judaicos-em-portugal-e-no-brasil/3/
Partilha de dois descendentes "Alarcão"





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