A Reportagem Sexta às 9 da TVI veio abordar o desagrado de peregrinos nos Caminhos de Fátima ao se verem
confrontados nas imediações da Ribeira de Alcalamouque pela nova sinalética
segundo eles alguma incorrectamente mal colocada e outra sobreposta com a antiga dos Caminhos de Fátima, em virtude da marcação doutra
novíssima Rota, a das Carmelitas de Coimbra, protestando que os novos Caminhos são mais
longos numa extensão aproximada de centena e meia de quilómetros e que os Novos
Guias de roteiros de 2018 não a contemplam, entrevistado o Turismo de Portugal denotou
sobre esta temática nada saber…
Paisagem de Sicó com os lindos montes cónicos Germanelo a norte e Jerumelo a sul
Quando os admiro me interrogo como foi possivel Pier Baldi o aguarelista da comitiva do Príncipe Cosme de Médicis, na passagem em 1699 não os ter deixado retratados na aguarela da Fonte Coberta...

Paisagem de Sicó com os lindos montes cónicos Germanelo a norte e Jerumelo a sul
Quando os admiro me interrogo como foi possivel Pier Baldi o aguarelista da comitiva do Príncipe Cosme de Médicis, na passagem em 1699 não os ter deixado retratados na aguarela da Fonte Coberta...

Tive conhecimento desta nova Rota das
Carmelitas por volta de 1990 (?) na ligação do Carmelo de Santa Teresa, junto
ao Memorial Irmã Lúcia, ao local das Aparições então ser "apadrinhada" pelo presidente da
CCDRC o Dr. Alfredo Marques natural das Cavadas, para mais tarde se deslocar a Ansião
supostamente para assinatura do protocolo com apoios de fundos comunitários e do Feder com o anterior executivo PSD. Em Maio de 2010 a CCDRC assinava
um acordo de cooperação com as Dioceses de Coimbra e Leiria, Entidades
Regionais de Turismo, Santuário de Fátima e os referidos seis municípios no
percurso pelos concelhos de Penela, Condeixa, Ansião, Alvaiázere, Ourém e
Coimbra, a última a aprovar, há dias (2018) a assinatura do protocolo que
permitirá formalizar a obra...Dita à prior que a partir de Coimbra ainda
não há novas marcações nem sinalização em prol do concelho de Ansião onde já foi colocada no motivo do infortúnio desagrado e descontentação!
No Pinheiro, Ansião estranhei uma rua com marcação da rota Carmelita . Jamais esta rota teve aqui terreiro.
Fatal dizer quem a inventou e traçou em Ansião não terá arcaboiço cultural bastante tão pouco conhecimento do passado, tendo subjacente outros interesses e deslumbramento...A Vereadora da Cultura Cristina Bernardino na pagina Facebook de Ansião em novembro de 2019 respondeu A Rota Carmelita é, tão só, uma rota cultural. Sabemos bem que a Carmelita, Irmã Lúcia, nunca por aqui andou. Mas teria gostado...
No Pinheiro, Ansião estranhei uma rua com marcação da rota Carmelita . Jamais esta rota teve aqui terreiro.
Fatal dizer quem a inventou e traçou em Ansião não terá arcaboiço cultural bastante tão pouco conhecimento do passado, tendo subjacente outros interesses e deslumbramento...A Vereadora da Cultura Cristina Bernardino na pagina Facebook de Ansião em novembro de 2019 respondeu A Rota Carmelita é, tão só, uma rota cultural. Sabemos bem que a Carmelita, Irmã Lúcia, nunca por aqui andou. Mas teria gostado...
A minha resposta- Cara Vereadora do Pelouro da Cultura de Ansião, apraz-me acrescentar sobre o que afirma sobre a conduta da irmã Lúcia ter gostado destas paragens, tenho sérias dúvidas...após o milagre, então com 10 anos, analfabeta, sem saber ler nem escrever, foi o bispo de Leiria para a proteger dos peregrinos que a meteu num colégio de Doroteias no Porto, andou depois por Tui, para em 46 se fixar nas Carmelitas em Coimbra. Pertinente perguntar o que conheceu do Mundo globalizado? Teve espaço para aperfeiçoar a sua sensibilidade?Freira, a viver em clausura, onde as boas emoções que tenha sentido o foram apenas para Deus e suas rezas. Pois falo do que conheci, estudei um ano num colégio religioso...Tive conhecimento desta nova Rota das Carmelitas por volta de 1990 (?) na ligação do Carmelo de Santa Teresa, junto ao Memorial Irmã Lúcia, ao local das Aparições a ser "apadrinhada" pelo presidente da CCDRC o Dr. Alfredo Marques natural das Cavadas, Ansião.Em 2018 passou na televisão uma reportagem com peregrinos descontentes por falta de sinalética e outra sobreposta com novos troços a partir da Ribeira de Alcalamouque e desagrado por se mostrar mais longa que a tradicional para Fátima.De facto este novo traçado pode ser enquadrado em rota cultural sim, mas não no âmbito de rota religiosa, são coisas diferentes. Fica notório foram os muitos anos de espera da chegada de apoios financeiros, para a rota se vir a credibilizar a meu ver desvirtuada da sua essência religiosa, a se-lo devia manter o trajecto que as freiras faziam, o certo, e não o sendo, determina aposta em privilegiar pontos e locais com panóplia de interesses turísticos, por isso lhe chama e bem rota cultural, ainda assim, a sê-lo se mostra incompleta, sem respeitar o traçado romano depois de Vales, o que distingui na intercessão na estrada do Lousal, o caminho de calçada romana cheio de ervas, por limpar, com sinalização da rota na nova estrada roteada depois do 25 de abril, entre outras aberrações já distinguidas noutros locais, a denotar enfoque de substanciais interesses e deficiente investigação de quem traçou os trajectos em Ansião, e se lamenta profundamente distinguir essa herança de um passado recente para em nova era PS, os concidadãos que pagam impostos em Ansião, no seu Direito à Cidadania, esperar do actual executivo sapiência, humildade e obra digna em melhorar e rectificar erros culturais praticados em Ansião para fechar com evocação à ilustre ansianense, a Senhora D Amélia Rego que esclarecia dúvidas clamando - uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Ao jus assim neste contexto a retratar - Uma Coisa é uma Rota Religiosa fidelizada pelos peregrinos e Outra Coisa é uma nova Rota Cultural concelhia, o que seja plausível acontecer em pleno século XXI.
O que existe a passar no concelho de Ansião é o Caminho de Santiago de Compostela com séculos e o Caminho de Fátima com um século! O que pode haver é rotas culturais!
Fulcral tenham sidos supostos
interesses na Região de Sicó que abarca Coimbra e se estende a Ourém em fazer nascer uma Rota nova de nome sonante - Rota das Carmelitas, sem pejo em deliberar arbitrariamente a tradição do caminho e ainda subestimar traçados ancestrais, alterando alguns troços por outros em chão
que nunca foi de Rota nenhuma com aposta em novos de fusão das duas Rotas no claro objetivo de maior centralidade de algumas terras e nestas o nascer de novos núcleos turísticos como na Granja em Santiago da Guarda, até há anos praticamente desconhecida, embora seja rota do Caminho e Santiago, se não o era é porque foi mal marcado há 20 anos...
Há mais de um ano encontrei em Ansião um peregrino solitário perdido ao Ribeiro da Vide vindo da Igreja velha que me pediu ajuda, minutos de conversa em que lhe expliquei a nova Rota e a antiga, tendo optado pela antiga para na despedida me deixar muda "pessoas com dom e destreza a falar sobre tantos assuntos como a senhora deviam fazer parte das câmaras"...
Mais tarde numa caminhada alguém que me disse que as Rotas tinham sido objecto de remarcação.
A Rota dos Caminhos de Fátima com 100 anos com os peregrinos a prestigiar as terras de onde partem para entroncar nos Caminhos de maior expressão no sentido do Santuário de Fátima. De certeza que o Caminho que a minha avó Maria da Luz percorreu na sua peregrinação a Fátima não foi o mesmo que eu fiz, no tempo dela não havia estradas que mais tarde foram abertas. No meu tempo de criança via chegar grupos de pessoas com paragem certa ao Ribeiro da Vide onde degustavam o farnel junto da fonte descansado no escadatório da capela, alguns ficavam todos os anos na casa da eira do "Ti Zé André" para dormirem, quantos via pela manhã seguir caminho ou já a vir de volta, para no ano passado constatar admirada com as substanciais alterações que esta Rota sofreu agora com passagem na rua da casa da minha mãe (ainda não mereceu placa toponímica) contorna o Largo do Bairro para descer uns metros e cortar à esquerda na direção do quelho do Vale Mosteiro nada preservado pela JFA, apenas cortaram as pontas das silvas de uma propriedade confinante, porque o chão em terra sem bermas mostra-se uma lástima lamacenta em tempo de chuva, pior do que isso jamais foi caminho de Fátima!
No ano passado pelo Santo António numa caminhada reparei que a Rota dos Caminhos de Fátima passou a integrar Albarrol, tamanha surpresa por jamais ter feito parte, para depois constatar numa das últimas vezes em Ansião a podar arbustos no quintal da minha mãe vinha um grupo de ciclistas em forte alarido a subir a rua para depois os ouvir na descida aos gritos em que os apressados seguiram em frente e os atrasados a dar conta da sinalização ...Se era intenção de tirar os peregrinos da estrada de Alvaiázere por não ter bermas e pelo transito, o certo depois do Ribeiro da Vide ao subirem ao Largo do Bairro em chão da antiga estrada medieval ( sem sinalética que ateste essa história) os peregrinos seguiam para sul ao Carvalhal , Casal Galego (Pinhal), Barranco, Chã da Galega e na Escarramoa havia uma bifurcação tomando esta rota o caminho para a esquerda e outra variante medieval quinta de Sarzedas, Macieira, Almoster, Pulga, S Jorge e por aí adiante. Com a alteração das Rotas não foi por acaso a inauguração do parque de merendas inaugurado nas Cavadas. Quem remarcou esta Rota não sei se alguma vez fez a peregrinação a Fátima e se conhece de facto todos os caminhos do concelho que tem sido os percursos da Rota que se devem manter com bermas, limpos de vegetação e devidamente sinalizados, sendo certo que hoje os peregrinos munidos de GPS tem ao momento as coordenadas dos pontos para comer, dormir e carregar bateria dos telemóveis. A minha tia Maria foi durante anos ao 13 de maio a Fátima, tanta promessa aquela mulher cumpriu, cujo seu quintal com entrada pelo Largo do Bairro e nunca o usou, sempre passava pelo adro da capela de Santo António para seguir pela estrada de Alvaiázere, essa sim a rota dos Caminhos de Fátima, num tempo de poucos quase nenhum carro, com muitos atalhos em Rota com um século de altos fluxos para vir a decair e voltar a renascer a fé nos últimos anos com peregrinações de grupos que trazem apoio de carrinhas para alimentação e até dormida, foi mote de um filme produzido o ano passado "Fátima" de João Canijo, cuja parte final filmada no concelho de Ansião; Lagarteira, recinto do mercado onde a roulotte sediou a base, pavilhão dos chineses onde uma foi comprar roupa e por fim o Ribeiro da Vide no apoio de enfermagem aos peregrinos, por incrível que pareça não tinha menção no final à Câmara Municipal de Ansião, e pelo menos o stand montou ao Ribeiro da Vide…Em criança fiz uma promessa de ir a Fátima a pé para em idade tardia a ter cumprido, estávamos em outubro de 2000 apesar da chuva copiosa de madrugada ouvia os peregrinos na sua caminhada de grande sacrifício e devoção, a força que precisei para convencer a minha mãe e o meu marido...Armados de chapéu de chuva sempre aberto muito para lá de Almoster no chão da estrada real sem bermas com os carros e camiões sem pedir licença escandalosamente nos molharam ficando os ténis a fazer chiadinhos, onde de facto constatei a falta de sítios onde se comer mas que hoje já não bem assim, passámos por duas estalagem doutros tempos, uma com de 17.. de porta fechada, o que nos valeu foi o parco farnel levado de casa e a custo chegámos a Caxarias onde a minha mãe cansada depois de comer uma sandes decide saciar a sede numa fonte onde logo se sente muito mal, o meu marido queixava-se de uma íngua na brilha e eu com os ossos dos pés descadeirados outro remédio não tive para me socorrer em telefonar à minha irmã , gentilmente nos foi salvar …Em maio a decisão de acabar a Rota deixando o carro em Caxarias sem ter encontrado gente afável para nos dar indicação de atalhos, tão pouco sinaléctica, o certo foi seguir o sentido de orientação antes experimentado a caminho do Fárrio, evitando a Freixianda e de novo evitar Ourém seguindo por uma estrada acabada de rotear ao entroncamento para a Memória sempre a medo por atalhos com sentido de orientação para chegar a bom porto na saída de Ourém onde paramos na esplanada de um café para logo levantar e seguir o rasto de um grupo que tomou uma estrada oposta à habitual para Fátima, alcançado o costado da serra para no alto encontrar casario novo salpicado de pedra crua com jardins a transbordar para a rua onde deliberadamente fui roubando rosas que deixei aos pés de Nossa Senhora em Fátima. O que senti? A rota é desgastante e ainda com gente no santuário de joelhos a cumprir promessas duras. Pior foi perceber finalmente que o motivo da minha promessa em criança ali se mostrou no cumprimento sem sentido, o motivo não merecia tanto esforço, apenas valeu pelo conhecimento e pela caminhada de poder dizer que também tinha sido peregrina, e se a minha avó Maria da Luz da Moita Redonda fosse viva gostaria de saber, uma fervorosa devota de Nossa Senhora de Fátima tal como a minha mãe e irmã, e sim por todas elas valeu a pena ter feito o sacrifício.
Actores no filme Fátima
Também nas vezes que me desloco à Biblioteca me tenho cruzado com peregrinos na Rota do Caminho de Santiago, deixando-me a questionar, mas aqui nunca o foi, esta estrada só foi roteada depois da construção da Ponte da Cal na centúria de 700!
Graças ao testemunho de peregrinos estrangeiros ao deixar memorias escritas,da simbologia existente e de registos nas Memórias Paroquiais as estradas medievais por onde passava a Rota do Caminho de Santiago vindo de sul de Alvaiázere, Venda do Negro, Gramatinhas, Barreira, Escarramoa (Cavadas) Barranco, Casal Galego (Pinhal), Bairro de Santo António (Ansião), Vale Boi, Santiago da Guarda e, ...
Hoje depois da Venda do Negro a Rota foi retraçada na direção a Casais Maduros, Casal Viegas, Vale Perrim para entrar na Garriaza, sem placa de toponímia para se fazer chegar à vila pelo Cimo da Rua.
O Caminho de Santiago é maioritariamente percorrido por gente solitária, quando os encontro e os percebo trocamos dois dedos de conversa, a ultima vez foi na Fonte Coberta (Rabaçal) dizia-me o espanhol com a gaita de foles às costas quando o interpelei sobre a dificuldade - um passeiozito de 700 km...
Um comentário de Elisabete Lopes na página do facebook há anos sobre o Paço dos Jesuítas na Granja que passo a citar "Pena estar esquecido... brinquei lá muita vez, era pequena, mas lembro-me bem da minha bisavó contar que os peregrinos a caminho de Santiago de Compostela, pernoitavam na "casa dos bispos" (era assim que era conhecida) e ela dava-lhes sempre um caldo quente. Sempre me lembro de passarem os peregrinos na Várzea vindos de Santiago da Guarda e indo em direção a Granja. Quase todos os dias passavam. Até a cavalo chegaram a passar. Só há meia dúzia de anos é que deixaram de passar. Foi desde que andaram a marcar os novos caminhos de Santiago de Compostela que marcaram por outros lados. Mas pelo que eu tenho ouvido dos mais antigos o Caminho de Santiago passava em Santiago da Guarda em direção a Granja. No Complexo da Casa Conde Castelo Melhor existe a vieira esculpida na pardieira, muito antiga, que indica o caminho de Santiago, por isso não consigo entender como marcaram os caminhos sem seguir as vieiras, um dos símbolos do peregrino. No entanto ainda há alguns que passam aqui por Santiago da Guarda."
Há mais de um ano encontrei em Ansião um peregrino solitário perdido ao Ribeiro da Vide vindo da Igreja velha que me pediu ajuda, minutos de conversa em que lhe expliquei a nova Rota e a antiga, tendo optado pela antiga para na despedida me deixar muda "pessoas com dom e destreza a falar sobre tantos assuntos como a senhora deviam fazer parte das câmaras"...
Mais tarde numa caminhada alguém que me disse que as Rotas tinham sido objecto de remarcação.
A Rota dos Caminhos de Fátima com 100 anos com os peregrinos a prestigiar as terras de onde partem para entroncar nos Caminhos de maior expressão no sentido do Santuário de Fátima. De certeza que o Caminho que a minha avó Maria da Luz percorreu na sua peregrinação a Fátima não foi o mesmo que eu fiz, no tempo dela não havia estradas que mais tarde foram abertas. No meu tempo de criança via chegar grupos de pessoas com paragem certa ao Ribeiro da Vide onde degustavam o farnel junto da fonte descansado no escadatório da capela, alguns ficavam todos os anos na casa da eira do "Ti Zé André" para dormirem, quantos via pela manhã seguir caminho ou já a vir de volta, para no ano passado constatar admirada com as substanciais alterações que esta Rota sofreu agora com passagem na rua da casa da minha mãe (ainda não mereceu placa toponímica) contorna o Largo do Bairro para descer uns metros e cortar à esquerda na direção do quelho do Vale Mosteiro nada preservado pela JFA, apenas cortaram as pontas das silvas de uma propriedade confinante, porque o chão em terra sem bermas mostra-se uma lástima lamacenta em tempo de chuva, pior do que isso jamais foi caminho de Fátima!
No ano passado pelo Santo António numa caminhada reparei que a Rota dos Caminhos de Fátima passou a integrar Albarrol, tamanha surpresa por jamais ter feito parte, para depois constatar numa das últimas vezes em Ansião a podar arbustos no quintal da minha mãe vinha um grupo de ciclistas em forte alarido a subir a rua para depois os ouvir na descida aos gritos em que os apressados seguiram em frente e os atrasados a dar conta da sinalização ...Se era intenção de tirar os peregrinos da estrada de Alvaiázere por não ter bermas e pelo transito, o certo depois do Ribeiro da Vide ao subirem ao Largo do Bairro em chão da antiga estrada medieval ( sem sinalética que ateste essa história) os peregrinos seguiam para sul ao Carvalhal , Casal Galego (Pinhal), Barranco, Chã da Galega e na Escarramoa havia uma bifurcação tomando esta rota o caminho para a esquerda e outra variante medieval quinta de Sarzedas, Macieira, Almoster, Pulga, S Jorge e por aí adiante. Com a alteração das Rotas não foi por acaso a inauguração do parque de merendas inaugurado nas Cavadas. Quem remarcou esta Rota não sei se alguma vez fez a peregrinação a Fátima e se conhece de facto todos os caminhos do concelho que tem sido os percursos da Rota que se devem manter com bermas, limpos de vegetação e devidamente sinalizados, sendo certo que hoje os peregrinos munidos de GPS tem ao momento as coordenadas dos pontos para comer, dormir e carregar bateria dos telemóveis. A minha tia Maria foi durante anos ao 13 de maio a Fátima, tanta promessa aquela mulher cumpriu, cujo seu quintal com entrada pelo Largo do Bairro e nunca o usou, sempre passava pelo adro da capela de Santo António para seguir pela estrada de Alvaiázere, essa sim a rota dos Caminhos de Fátima, num tempo de poucos quase nenhum carro, com muitos atalhos em Rota com um século de altos fluxos para vir a decair e voltar a renascer a fé nos últimos anos com peregrinações de grupos que trazem apoio de carrinhas para alimentação e até dormida, foi mote de um filme produzido o ano passado "Fátima" de João Canijo, cuja parte final filmada no concelho de Ansião; Lagarteira, recinto do mercado onde a roulotte sediou a base, pavilhão dos chineses onde uma foi comprar roupa e por fim o Ribeiro da Vide no apoio de enfermagem aos peregrinos, por incrível que pareça não tinha menção no final à Câmara Municipal de Ansião, e pelo menos o stand montou ao Ribeiro da Vide…Em criança fiz uma promessa de ir a Fátima a pé para em idade tardia a ter cumprido, estávamos em outubro de 2000 apesar da chuva copiosa de madrugada ouvia os peregrinos na sua caminhada de grande sacrifício e devoção, a força que precisei para convencer a minha mãe e o meu marido...Armados de chapéu de chuva sempre aberto muito para lá de Almoster no chão da estrada real sem bermas com os carros e camiões sem pedir licença escandalosamente nos molharam ficando os ténis a fazer chiadinhos, onde de facto constatei a falta de sítios onde se comer mas que hoje já não bem assim, passámos por duas estalagem doutros tempos, uma com de 17.. de porta fechada, o que nos valeu foi o parco farnel levado de casa e a custo chegámos a Caxarias onde a minha mãe cansada depois de comer uma sandes decide saciar a sede numa fonte onde logo se sente muito mal, o meu marido queixava-se de uma íngua na brilha e eu com os ossos dos pés descadeirados outro remédio não tive para me socorrer em telefonar à minha irmã , gentilmente nos foi salvar …Em maio a decisão de acabar a Rota deixando o carro em Caxarias sem ter encontrado gente afável para nos dar indicação de atalhos, tão pouco sinaléctica, o certo foi seguir o sentido de orientação antes experimentado a caminho do Fárrio, evitando a Freixianda e de novo evitar Ourém seguindo por uma estrada acabada de rotear ao entroncamento para a Memória sempre a medo por atalhos com sentido de orientação para chegar a bom porto na saída de Ourém onde paramos na esplanada de um café para logo levantar e seguir o rasto de um grupo que tomou uma estrada oposta à habitual para Fátima, alcançado o costado da serra para no alto encontrar casario novo salpicado de pedra crua com jardins a transbordar para a rua onde deliberadamente fui roubando rosas que deixei aos pés de Nossa Senhora em Fátima. O que senti? A rota é desgastante e ainda com gente no santuário de joelhos a cumprir promessas duras. Pior foi perceber finalmente que o motivo da minha promessa em criança ali se mostrou no cumprimento sem sentido, o motivo não merecia tanto esforço, apenas valeu pelo conhecimento e pela caminhada de poder dizer que também tinha sido peregrina, e se a minha avó Maria da Luz da Moita Redonda fosse viva gostaria de saber, uma fervorosa devota de Nossa Senhora de Fátima tal como a minha mãe e irmã, e sim por todas elas valeu a pena ter feito o sacrifício.
Actores no filme Fátima
Também nas vezes que me desloco à Biblioteca me tenho cruzado com peregrinos na Rota do Caminho de Santiago, deixando-me a questionar, mas aqui nunca o foi, esta estrada só foi roteada depois da construção da Ponte da Cal na centúria de 700!
Graças ao testemunho de peregrinos estrangeiros ao deixar memorias escritas,da simbologia existente e de registos nas Memórias Paroquiais as estradas medievais por onde passava a Rota do Caminho de Santiago vindo de sul de Alvaiázere, Venda do Negro, Gramatinhas, Barreira, Escarramoa (Cavadas) Barranco, Casal Galego (Pinhal), Bairro de Santo António (Ansião), Vale Boi, Santiago da Guarda e, ...
Hoje depois da Venda do Negro a Rota foi retraçada na direção a Casais Maduros, Casal Viegas, Vale Perrim para entrar na Garriaza, sem placa de toponímia para se fazer chegar à vila pelo Cimo da Rua.
O Caminho de Santiago é maioritariamente percorrido por gente solitária, quando os encontro e os percebo trocamos dois dedos de conversa, a ultima vez foi na Fonte Coberta (Rabaçal) dizia-me o espanhol com a gaita de foles às costas quando o interpelei sobre a dificuldade - um passeiozito de 700 km...
Um comentário de Elisabete Lopes na página do facebook há anos sobre o Paço dos Jesuítas na Granja que passo a citar "Pena estar esquecido... brinquei lá muita vez, era pequena, mas lembro-me bem da minha bisavó contar que os peregrinos a caminho de Santiago de Compostela, pernoitavam na "casa dos bispos" (era assim que era conhecida) e ela dava-lhes sempre um caldo quente. Sempre me lembro de passarem os peregrinos na Várzea vindos de Santiago da Guarda e indo em direção a Granja. Quase todos os dias passavam. Até a cavalo chegaram a passar. Só há meia dúzia de anos é que deixaram de passar. Foi desde que andaram a marcar os novos caminhos de Santiago de Compostela que marcaram por outros lados. Mas pelo que eu tenho ouvido dos mais antigos o Caminho de Santiago passava em Santiago da Guarda em direção a Granja. No Complexo da Casa Conde Castelo Melhor existe a vieira esculpida na pardieira, muito antiga, que indica o caminho de Santiago, por isso não consigo entender como marcaram os caminhos sem seguir as vieiras, um dos símbolos do peregrino. No entanto ainda há alguns que passam aqui por Santiago da Guarda."
Santiago da Guarda contempla parte de vários troços da via romana, um deles catalogado ao Vale de Boi, sem qualquer
identificação sendo de lamentar o PSD depois do 25 de abril ao rotear uma nova
estrada destruiu parte da calçada romana no Vale do Boi tendo sido deixado um
troço que ainda o conheci, muito a custo catalogado pelo Professor universitário de alunos do concelho, então estudantes em Coimbra, e que até hoje não mereceu sinalização tão pouco
manutenção, tendo caído no esquecimento com o agravo da JFSG ter ao seu
limite um terreno julgo baldio e sem cerimónia colocou manilhas em cima da
calçada para fazer uma passagem…
Os caminhos de Santiago intensificaram-se no século XII dando azo ao aparecimento
de povoados uns maiores que outros onde não faltavam os símbolos
religiosos como as Igrejas, mosteiros e estalagens, vivendo em seu redor o povo. A pobreza e precariedade que se vivia naquele tempo foi o mote que levou a Rainha D. Leonor a fundar a
Misericórdia de Lisboa em 1498 para rapidamente outras se fundarem pelo
país, em que as terras por onde passava a Rota dos caminhos de Santiago
criaram parcos hospitais para apoio aos viandantes enfermos, levantaram
capelas para devoção dos peregrinos na sua passagem e ainda albergarias
para pernoitarem com mudança de cavalgaduras .No concelho foi o caso do Alvorge e de Ansião com Capelas, albergaria e hospital. Em Ansião além destes houve a Casa da Misericórdia que
remonta a 1671 segundo as Memórias Paroquiais.A peregrinação do Caminho de Santiago acabou por vir a perder significado nos séculos seguintes para no século XIV ter mesmo decaído pelos saques,
guerras, epidemias e catástrofes naturais. Por isso no meu tempo não me recordo de se falar nesta Rota. Em Portugal havia de ser reinventado no norte do pais em 1992, para depois nos anos seguintes outras associações jacobeias nascerem fazendo uso de trajetos
antigos, das vias romanas e medievais que cruzam matas, campos agrícolas, aldeias, vilas e cidades
históricas, atravessam rios com pontes, algumas
deixadas pela ocupação romana com a miscelânea de paisagens marcadas pela diversidade de capelas,
igrejas, conventos, alminhas e cruzeiros, nos quais não falta a imagem
do Apóstolo Santiago com a sua concha, cajado e grande chapéu. Na torre medieval de Santiago da Guarda encontra-se esculpida sobre uma porta uma concha conotando a passagem indubitável desta Rota dos caminhos de Santiago e ainda a Imagem do Apóstolo quinhentista em pedra que foi retirada da antiga matriz da Orada para a actual matriz de Santiago da Guarda no século XVI juntamente com a Imagem da Senhora da Graça e suas respectivas pienhas também em pedra, delas há referencia nas Memorias Paroquiais como pertença do espólio da Igreja da Orada .Terra rica desta Rota ancestral ainda conserva em reservas bem guardadas parte de uma Imagem do Apóstolo que teria sido pertença de Alminhas (?).
O Caminho de Santiago é também uma
oportunidade de descobrir a hospitalidade das gentes de
Portugal e da Galiza, povo irmão, o único da panóplia espanhola mais parecido connosco na ligação e forte intercâmbio que desde sempre existiu até aos dias de hoje com o êxodo de galegos para Portugal para se estabeleceram sobretudo na restauração. Conheci alguns. A que se junta a vastidão e diversidade do património arquitetónico pelas mais variantes paisagens ora frondosas, verdejantes em forte contraste da aridez, graníticas e de calcário, de lameiros com águas e de secura todas de seculares tradições culturais a que se junta a riquíssima gastronomia e os vinhos, factores dominantes do atractivo da Rota pela panóplia cultural que oferece nos seus itinerários ancestrais no respeito aos milhares de peregrinos que neles já durante séculos convergiram em peregrinação no intuito do comungar o espírito religioso, por isso Caminhos que devem ser preservados por respeitarem os primitivos da Rota, ou pelo menos
os que se conhecem e não inventar alternativas, só porque foi alvitrado por um grupo iluminado a pensar no hipotético progresso de massificar as Rotas com nova rotulagem, quando o certo seria a aposta na
redescoberta de troços que se tenham perdido no tempo, isso sim o que deviam
patrocinar como outras autarquias estão a investir no Alentejo. Os peregrinos devem ser respeitados no retiro da sua espiritualidade e ainda promovidos na sua passagem de caminheiros pelas nossas terras que tanto engrandecem, e ao que parece a novíssima Rota das Carmelitas não seja bem o que acontece, que os confunde e desagrada!
Alegadamente houve supostos interesses
sem saber de quem partiu a ideia original em acordar na mesma sintonia
- fomentar o turismo na
região, em abono da verdade não me parece nada mal, mas existem outras
vertentes a explorar, sem a necessidade de ter sido criada uma
nova Rota porque altera os primitivos caminhos de Fátima e ainda
por a cruzar com o Caminho de Santiago e por isso uma grande "salganhada" o grande motivo de insatisfação dos peregrinos…
Na vez da Rota das Carmelitas o que podia ter sido feito era
uma Rota na região de Sicó para os peregrinos que queiram cumulativamente fazer
além do Caminho de Santiago também os Caminhos de Fátima. Isso sim seria o
correto!
Quando o dinheiro dos Fundos chegar ao fim como é que vai ficar esta Rota? Premeditada a criação de um produto turístico para dar maior ênfase a terras que não tinham nenhuma expressão ou pouca e noutras já a tendo se mostra agora mais engrandecida como Alvorge e Santiago da Guarda, esta além da Rota de Santiago já se mostra incluída no circuito da romanização!
E Avelar e Chão de Couce ficaram de fora? Não é justo!
Dizer que foi intenção de redireccionar os fluxos de peregrinos das vias de comunicação com tráfego para caminhos que ofereçam maior segurança é relativo, vale o que vale. A segurança mais eficaz é a das estradas, que há muito já deviam ter sido alvo de melhoramentos pela falta de bermas, praticamente não existem, isso sim é que devia ser gasto os dinheiros a fundo perdido e ainda a existência de albergues e de pontos de descanso. Foram os próprios peregrinos descontentes que não aceitam as escolhas com o cruzamento das duas Rotas numa nova, a das Carmelitas, ainda por cima mais extensa, que lhes desagrada substancialmente.
E Avelar e Chão de Couce ficaram de fora? Não é justo!
Dizer que foi intenção de redireccionar os fluxos de peregrinos das vias de comunicação com tráfego para caminhos que ofereçam maior segurança é relativo, vale o que vale. A segurança mais eficaz é a das estradas, que há muito já deviam ter sido alvo de melhoramentos pela falta de bermas, praticamente não existem, isso sim é que devia ser gasto os dinheiros a fundo perdido e ainda a existência de albergues e de pontos de descanso. Foram os próprios peregrinos descontentes que não aceitam as escolhas com o cruzamento das duas Rotas numa nova, a das Carmelitas, ainda por cima mais extensa, que lhes desagrada substancialmente.
Em abono da verdade tudo parece valer para mero
aproveitamento turístico no engrandecimento de algumas terras em lhes dar maior
visibilidade desvirtuando a essência do que é ser PEREGRINO!
A palavra peregrino aparece pela
primeira vez na língua espanhola nos poemas de Berceo, na primeira
metade do século XIII, para denominar aos cristãos que viajavam a Roma
ou à Palestina para visitar os lugares sagrados. O vocábulo originou-se do latim, mediante a contração de per- (através) e ager (terra, campo), que deu lugar ao adjetivo pereger (viajante) e ao advérbio peregre (no estrangeiro), o qual, por sua vez, deu origem a peregrinus (estrangeiro) e peregrinatio (viagem ao exterior). Incorporou-se ao português e ao espanhol como peregrino.
Fontes
Wikipédia
Livro do Padre José Eduardo Reis Coutinho
Livro de Memorias Paroquiais Setecentistas
Fontes
Wikipédia
Livro do Padre José Eduardo Reis Coutinho
Livro de Memorias Paroquiais Setecentistas



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