Distingue-se no postal o Memorial do Padrão ao Senhor de Ansião Luís de Menezes isolado na frente do muro da quinta que lhe corria pelo tardoz, na certeza ter sido levantado depois da construção da Ponte da Cal em 1648 com a reativação da via romana, chamada Rua Direita.
A foto do inicio do século XX evidencia o muro muito velho e descarrilado de pedras que foi construído para resguardar a quinta a nascente, dela desconheço o seu nome primitivo, ainda hoje há quem lhe chame quinta Veiga, por no seu chão ainda viver descendência.
A foto do inicio do século XX evidencia o muro muito velho e descarrilado de pedras que foi construído para resguardar a quinta a nascente, dela desconheço o seu nome primitivo, ainda hoje há quem lhe chame quinta Veiga, por no seu chão ainda viver descendência.
A razão do Senado de Ansião em 1686 aqui o mandar edificar?
O Padrão foi colocado isolado a nascente da beira da Rua Direita bem evidenciado acima na foto antiga dos princípios do séc. XX a preto e branco apesar da folhagem da mimosa.
A razão esteja ligada à entrada da vila a norte, então a mais importante em dar a conhecer a quem entrasse o seu real testemunho.
O Padrão foi colocado isolado a nascente da beira da Rua Direita bem evidenciado acima na foto antiga dos princípios do séc. XX a preto e branco apesar da folhagem da mimosa.
A razão esteja ligada à entrada da vila a norte, então a mais importante em dar a conhecer a quem entrasse o seu real testemunho.
Senhor de Ansião Dom Luís de Menezes
O pequeno solar que mandou erigir em Ansião tenha ficado adoçado à ermida de NSConceição, na pretensa utilidade ao status naquele tempo de se possuir uma Capela privada, porque a frontaria da ermida era a poente na ligação ao jardim do solar que ainda o conheci, mas já não existe, e assim poupou nos gastos. Não se sabe se alguma vez veio a Ansião. Por sofrer de melancolia suicidou-se em 1690 em Lisboa. A construção da Capela da Misericórdia terminada em 1702 com frontaria para nascente e de costas para a ermida tenha provavelmente acontecido depois da construção do solar, o que faz sentido dizer.Por isso se mostra a ligação mal conseguida arquitectónicamente.
O solar nunca teve brasão, este foi colocado no Pelourinho que foi colocado no terreiro em frente.
Em 1902 foi mudado o Pelourinho para a bifurcação da praceta com a nova Rua Combatentes da Grande Guerra, que tinha sido aberta.
Desconhece-se o que fizeram ao Pelourinho Manuelino de 1514...
As armas do brasão dos Menezes
No Pelourinho está gravada a seguinte inscrição:
MERCEDE COPARATA MERITIS OB INCLITA BELLO ET PACE GESTA AD LVDVVICO MENESIO COMITE ERICÆIRÆ I686
Segundo a tradução do Padre Manuel Ventura Pinho
«Mercê concedida a Luís Meneses conde da Ericeira, pelos méritos alcançados em façanhas ímpares tanto na guerra como na paz. 1686». Quem esculpiu este Pelourinho foi na mesma cantaria que fez o portal da Capela da Misericórdia. O desenho em losango encontra-se também nela.
Depois de 1875 o Padre Conselheiro António José da Silva veio a Ansião a pedido de alguns patrícios para instaurar a Comarca da vila neste solar onde ainda se encontra dando fim à Vintena na Cabeça do Bairro onde foi sediada a Casa da Câmara, Cadeias e Casa dos almocatés, que correlacionei conhecendo os locais e interpretando as Memórias Paroquiais.
O pequeno solar que mandou erigir em Ansião tenha ficado adoçado à ermida de NSConceição, na pretensa utilidade ao status naquele tempo de se possuir uma Capela privada, porque a frontaria da ermida era a poente na ligação ao jardim do solar que ainda o conheci, mas já não existe, e assim poupou nos gastos. Não se sabe se alguma vez veio a Ansião. Por sofrer de melancolia suicidou-se em 1690 em Lisboa. A construção da Capela da Misericórdia terminada em 1702 com frontaria para nascente e de costas para a ermida tenha provavelmente acontecido depois da construção do solar, o que faz sentido dizer.Por isso se mostra a ligação mal conseguida arquitectónicamente.
O solar nunca teve brasão, este foi colocado no Pelourinho que foi colocado no terreiro em frente.
Em 1902 foi mudado o Pelourinho para a bifurcação da praceta com a nova Rua Combatentes da Grande Guerra, que tinha sido aberta.
Desconhece-se o que fizeram ao Pelourinho Manuelino de 1514...
As armas do brasão dos Menezes
No Pelourinho está gravada a seguinte inscrição:
MERCEDE COPARATA MERITIS OB INCLITA BELLO ET PACE GESTA AD LVDVVICO MENESIO COMITE ERICÆIRÆ I686
Segundo a tradução do Padre Manuel Ventura Pinho
«Mercê concedida a Luís Meneses conde da Ericeira, pelos méritos alcançados em façanhas ímpares tanto na guerra como na paz. 1686». Quem esculpiu este Pelourinho foi na mesma cantaria que fez o portal da Capela da Misericórdia. O desenho em losango encontra-se também nela.
Depois de 1875 o Padre Conselheiro António José da Silva veio a Ansião a pedido de alguns patrícios para instaurar a Comarca da vila neste solar onde ainda se encontra dando fim à Vintena na Cabeça do Bairro onde foi sediada a Casa da Câmara, Cadeias e Casa dos almocatés, que correlacionei conhecendo os locais e interpretando as Memórias Paroquiais.
Fundo da Rua
Conheci o Padrão "entalado" conforme a foto abaixo pouco explicita evidencia do lado direito onde se encontra uma carrinha estacionada no sitio da paragem da camioneta, correndo-lhe debaixo um ribeiro encanado coberto por lajeado largo. Durante anos o Padrão passou despercebido do seu valor patrimonial ao ter sido tabelado em alto muro quando depois de feito o rasgo da estrada Pombal/Figueiró dos Vinhos no principio do século XX os lotes de gaveto com o cruzamento foram vendidos na década de 30 e nos finais do século XX o rasgo da nova variante Rua de Erbach com a construção de um prédio mais recuado sem estética na linha do passado histórico que se esperava para este local ainda assim na benesse em destacar o Padrão como bem o merece e finalmente voltar ao brilho que lhe foi retirado durante anos. Diz o Padre Coutinho que o Padrão sofreu umas valentes sacudidelas com uma camioneta, a intenção era muda-lo para a Mata...Mas alguém lúcido falou alto para ser deixado ficar no seu local.
O que a 1º foto mostra em relação à 2ª?
O muro da quinta a nascente em desmoronamento da 1º foto encontra-se mais recuado em relação ao que vem de sul ao pontal de remate, evidente nesta foto nos prédios de gaveto dos irmãos Júlio e José Silva.
O que a 1º foto mostra em relação à 2ª?
O muro da quinta a nascente em desmoronamento da 1º foto encontra-se mais recuado em relação ao que vem de sul ao pontal de remate, evidente nesta foto nos prédios de gaveto dos irmãos Júlio e José Silva.
O padrão depois de voltar a ser liberto
Em 2018 com uma vida de 332 anos nem sempre pacifica foi alvo de atrocidades que as pedras disso nos falam. Ainda há poucos anos por altura da festa do S Pedro foi derrubado um pináculo que demorou muito tempo a ser reposto. Denunciei essa grave falta à preservação do património publico.
Em 2018 com uma vida de 332 anos nem sempre pacifica foi alvo de atrocidades que as pedras disso nos falam. Ainda há poucos anos por altura da festa do S Pedro foi derrubado um pináculo que demorou muito tempo a ser reposto. Denunciei essa grave falta à preservação do património publico.
O Padrão como se encontra actualmente
Teria o pedestal no passado sido em baixo enriquecido com painel de azulejos?O Padre Coutinho afirma que sim, pese não haver qualquer indício azulejar. Ficaria bem o nome Ancião a azul e branco.
No pé notam-se as pedras laterais quando foi deliberadamente entalado no muro no ganho de uns centímetros de terreno...
A Criação do Concelho de Ansião
A Criação do Concelho de Ansião
«Até 12 de julho de 1674, Ansião pertenceu, para efeitos administrativos e judiciais, ao concelho de Coimbra. Para recompensar D. Luís de Meneses pelos seus sucessos na guerra da Restauração contra Espanha, D. Afonso VI decidiu dar-lhe o senhorio de Ansião.
Consultada a Câmara de Coimbra, que deu um parecer positivo, a vila de Ansião passou a ser governada por um corpo de oficiais: um juiz ordinário, que era simultaneamente juiz dos órfãos, um procurador do concelho, vereadores, escrivão da câmara, tabelião e alcaide, aos quais acrescia um capitão mor com uma companhia da ordenança - os guardas campestres.
Como facilmente se pode deduzir, para um concelho apenas formado por Ansião, que na altura tinha 64 fogos, era difícil arranjar quem servisse em tantos cargos, para além da dificuldade de arranjar dinheiro para lhes pagar. Por isso foi pedido ao rei que lhe anexasse outros lugares da paróquia. Ao que o monarca anuiu que se lhe juntassem os Escampados, na altura com 44 fogos, e o Casal das Pêras com 2. Entretanto o Senado do Concelho de Ansião, mandou erigir um Padrão em memória do acontecimento e também para mostrar a gratidão a D. Luís de Meneses.
O texto em latim
«IN PERPETVAM REI MEMORIAM/D LUDOVICO MENESIO COMITI ERICEIRÆ RE-/GIS PETRI II A CONSILIO SATVS ET FISCO/PRÆPOSITO IN TRASTAGANA PROVINCIA/MAXIMO TORMENTORVM PRÆFECTO IN/TRANSMONTANA PRÆTORI PRO VICTO CA-/NALENSI PRÆLIO IOANNE AVSTRIACO EBO/RAQ RECCVPERATA HOC ILLI OPPIDVM CVM IV-/RISDITIONE CONCESSV AVCTVSQ FVIT ALIIS/PRÆMIJS ET HONORIBVS QVOD XVIII ANNOS/BELLO IMPENDIT QVINQ PRÆLIJS ET PLVRI-/MIS VRBIVM OBSEDIONIBVS INTERFVIT AD-/EPTVSQ EST GLORIAM MILITAREM ET/POSTQVAM FVIT PACE MVTATVM MAXI/MA EJVS MVNIA CVM LAVDE EXERCVIT/IDEO ANSIANENSIS SENATVS HOC ERI-/GI MVNVMENTVM CVRAVIT/ANNO DOMINI MDCLXXXVI»
A tradução do memorial em latim, do Padre José Eduardo Coutinho, perito nestas coisas da história de Ansião: « Para Perpétua Memória/A D Luís de Meneses Conde da Ericeira d'El-/Rei PedroII Conselheiro de Estado e do Fisco/Intendente Na Província do Alentejo/Supremo General de Artilharia/Governador da Província de Trás-os-Montes/em vez de João de Áustria/vencido na batalha do Canal/E após a recuperação da cidade de Évora/esta pela jurisdição/que lhe foi concedida o cumulou de tais/prémios e honras por durante 18 anos/se haver dedicado à guerra por ter travado/cinco batalhas e ter participado em tantos/cercos à cidade obtendo glória militar e/alcançada a paz exerceu os maiores/cargos com louvor Por isso o Senado/de Ansião tratou de lhe mandar erigir/este monumento/No ano do Senhor de 1686»
O Padrão de arquitectura Civil foi classificado como Imóvel de Interesse Publico em 1980
Não sabemos quem foi o seu escultor. Tão pouco sabemos se o Mestre de Obras José da Fonseca natural de Ansião que construiu a Ponte da Fonte Coberta no Rabaçal em 1637, se foi o seu autor. Tentei visualizar os registos de óbitos e casamentos na centúria de 600 para o encontrar debalde não o localizei.Em pedra calcária da região, seja certo que foi aqui nalguma pedreira que foi feito o seu traço e rasgo.
Excerto http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt Nota Histórico-Artística (Rosário Carvalho)
«A contribuição decisiva do Conde da Ericeira para a vitória portuguesa na Batalha do Ameixial, uma das etapas mais importantes das Guerras da Restauração, foi muito celebrada em Ansião, pois D. Luís de Menezes recebeu o senhorio desta vila como recompensa pelos serviços prestados ao reino e, em particular, pelo seu papel de destaque na referida batalha, que teve lugar em Junho de 1663.
Em frente da sua casa, ergue-se um pelourinho com uma lápide comemorativa deste acontecimento. Na ponte à entrada da vila, o senado da vila mandou erigir, em 1686, o padrão que perpetua a memória do Conde da Ericeira e dos seus feitos. Aí se refere, em latim, que D. Luís de Menezes foi conselheiro de Estado do Rei D. Pedro II, Intendente do fisco, supremo General de artilharia da província do Alentejo, governador da província de Trás-os-Montes, que durante dezoito anos se dedicou à guerra.
O padrão seiscentista, de secção rectangular, é formado por uma base que se divide em três registos. O primeiro separa-se do seguinte por um friso, e em ambos os cunhais exibem pilastras, sendo que as superiores são rematadas por capitel e entablamento, sobre o qual se erguem pináculos. Remata o conjunto uma pirâmide sobre base de secção quadrangular. A inscrição latina já referida, encontra-se numa das faces. »




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