Foto panorâmica das aldeias de Galega, Chão de Ourique e Póvoa postada por Jorge Nunes retirada da página do Facebook.
Circulei na estrada que se identifica bem na foto com muita satisfação, mais uma vez , no dia de Ano Novo, na rota de passeio ao Espinhal, que igualmente também adorei.
- Na EN 110 ao entroncamento para as Taliscas, imagine-se que a placa na nacional há muito deixou de mencionar ANSIÃO!
Na encosta para as Taliscas, as Grutas de Talismã no Algarinho no concelho de Penela , situadas a sul da nascente do Rio Dueça ( um dos poucos rios que corre de sul para norte, desagua no Mondego) a escassos metros da EN 110, são consideradas das maiores no nosso país com 9 km2 de galerias conhecidas.
“Os processos de carsificação são responsáveis por uma paisagem sui generis, em que a rocha nua perfurada e lavrada em espetaculares campos de lapiás, as vertentes íngremes e pedregosas (…) são marcas bem características” na região por todo o Maciço de Sicó.
Entrada da gruta
Cores fantásticas, julgo seja o resultado de milhões de anos da dissolução da argila de cor intensa em vermelho forte em pingos, tinge as estalactites, estalagmites e colunas, que se vão formando nas galerias dando esta tonalidade.
"Ao percorrer as rochas calcárias do Jurássico na zona do Dueça, perto da Ateanha, as águas infiltradas ao longo das serras e sumidouros rasgam as cavernas de Taliscas.
São cavidades que podem alcançar um desenvolvimento linear de alguns quilómetros e se mostram ricamente ornamentadas com espeleotemas de rara beleza cénica (bolhas e tetraedos de calcite, vulcões, etc.) O rio subterrâneo que percorre uma das cavernas, a Gruta Talismã, reaparece a superfície na exsurgencia de Olhos de Água do Dueça."
“Para além das formas cársicas superficiais, há ainda a considerar as formas de dissolução profunda, as quais originam uma rede mais ou menos complexa de condutas e galerias subterrâneas…”
"Caos, do grego kháos, descreve um estado confuso de elementos, uma desordem, uma balbúrdia, uma confusão. Teoria do Caos, descreve a complexidade e a dinâmica de sistemas que, embora aparentemente imprevisíveis, são de facto, regidos por leis deterministas. Basta consultar qualquer dicionário e ler estas duas definições, para perceber que o nome dado a esta sala da gruta “Soprador do Carvalho”, se adequa duplamente!"
Na foto predomina a cor intensa a vermelho do barro entranhado nas fendas e blocos do calcário qual sangue derramado na rocha em fúria se partiu em blocos em autentica derrocada, um marasmo esta galeria!
Curiosidade: A escassos quilómetros desta gruta termina estrategicamente o calcário na serra da Ovelha,ou Anjo da Guarda, para irromper em fúria faixa de barro grosso, no tempo deu origem a Cerâmicas de tijolo e telha, no Pontão e Almofala, e noutros sítios aparece no formato de lajeado como na aldeia de Moita Redonda no concelho de Ansião, que delas usavam como se fossem adobes na construção das casas e muros.
Nas picotas para tirar água dos poços, em baixo uma em laje de barro e outra calcária da serra da Ovelha.
Também na mesma aldeia de Moita Redonda que dista das grutas coisa de 4 km em linha reta, existem imensos calhaus e, até pedras de alguma envergadura de calcite, desde brancos a rosa e dourados, e quartzitos xistosos na serra de Nexebra, também blocos de mármore na encosta que foram "vomitados" das entranhas e assim ficaram à toa semeados, a que o povo chama ao local Seixal.
O piso mostra-se plano em Chão de Ourique, ainda pertença a Penela -, como o palco provável neste planalto compreendido entre Aljazede, o morro natural da Ateanha e o Camporês ( terras do concelho de Ansião) aqui se travou uma batalha com Afonso Henriques contra os sarracenos-, alguns historiadores reivindicam outros locais prováveis além deste inserido no Maciço de Sicó, em paralelo com Ourique em Lisboa, Chã de Ourique no Cartaxo, e afinal até hoje nos anais da história, Ourique no Alentejo!
Fotos registadas com o carro em andamento, ainda assim evidenciam a beleza natural dos outeiros quase despidos, outros completamente nus, no contraste dos terrenos aráveis, semeados a calhaus e lapiaz , neste agora cobertos de flores , sendo dia 1 de janeiro .
Muito agradável esta região de contrastes e de belezas infindáveis para descobrir, há campos que as pedras, pedrinhas e cascalho é superior a terra arável, entre elas fosseis, que só geólogos sabem catalogar, encontrei umas fantásticas...- Calcário com pingos de outra rocha mais dura, arenito de cor vermelha, parecem dejetos de cão, até se notam os anéis como caíram e assim solidificaram, supostamente derivado da explosão no tempo dos dinossauros? Porque da erosão e do vento não acho probabilidade...mas sou eu a dizer.
Ao fundo dentro da pia uma pedra escura em cinza veio do sopé da Atenha, não é calhau rolado, antes de arestas de quina viva parece uma laranja, que se descasca aos gomos, e outras assim descobri por aqui.

Ao longe outeiro em forma de cone tão carateristicos nesta região compreendida até ao Rabaçal

- Dolina de Aljazede
Deveriam insistir em percursos pedestres para se conhecerem a história dos locais, as dolinas cársicas, outeiros, aldeias, porque o algar onde nasce o Dueça julgo de verão se pode visitar com autorização da câmara de Penela.Fontes:
https://cised.wordpress.com/page/3/
http://www.sitexplo.com/terras/index.php?obj=front&action=rub_aff&rub_id=163















