terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Descobrir a falésia do Cristo Rei

Caminhada da Boca do Vento à Quinta de Arialva  até ao Ginjal.
No enclave, a escadaria em pedra de acesso ao miradouro da Boca do Vento com moderna marisqueira, e acessos ao elevador .
O pôr do sol é soberbo ao miradouro do castelo de Almada


No miradouro da Boca do vento

Sentada no muro de acesso ao elevador no aniversário da minha mãe 2010





Escadinhas que partem do miradouro da Boca do Vento ao cais onde estão restaurantes Ponto Final e outro.

Foto 2010
Camas para relaxar a ver o Tejo...

                                                                                         O elevador

Estrada que serve a quinta de Arialva e o estaleiro desativado de Olho de Boi e o seu bairro operário, praias, museus e Fonte da Pipa a Almada velha.

Acesso à beira rio do Ginjal ao jardim do elevador

No jardim à beira Tejo relvado, local aprazível, pendo de tonelada desprendido da encosta


A fonte da Pipa onde na época dos descobrimentos as naus enchiam as pipas de água potável, servindo a população até ao século XIX.



O museu naval convida a uma visita gratuita
A meio caminho a casa da guarda-fiscal, devoluta, mas com o quintal amanhado defronte ao rio, e de costas para o antigo bairro dos operários e instalações fabris do estaleiro Olho-de-Boi, um largo, a praia onde num ano trágico morreu um aluno do colégio Frei Luís de Sousa.
Fácil dar de caras com um portão escancarado em ferro forjado, na parede lápide em pedra a anunciar a Quinta de Arialva.

Espaço belo, majestoso a lembrar tempos de vida fausta, varanda coberta com painéis e bancos em azulejo, num convite, espreitar o rio, num vislumbre sem igual, sobre Lisboa. Aposta no domínio cultural nas artes e turismo de excepção, sendo que o património arqueológico existente é um dos motores do projeto, dada a sua importância. Meio escondido na arriba, escapou por enquanto ao vandalismo o Lagar de varas com grandes tanques em pedra em excelente estado de conservação, a merecer uma rápida intervenção, sob pena de se perder para sempre com um incêndio, como o que aconteceu com o palácio.
Subindo a arriba a caminho do Cristo Rei ainda se podem ver vestígios de cepas que sobreviveram à filoxera que determinou o declínio do comércio vinícola que durante décadas sustentou as marcas Arialva” e “Benfica”, rótulos que guardo junto a tantas outras pequenas coisas na minha vitrina de memórias. Será que alguém se preocupou em guardar para mais tarde mostrar a todos aqueles que se interessam por esta simbologia?

No meu olhar de zeladora num portelo do que resta dos armazéns da quinta de Arialva sinto que Almada finalmente tem vindo a demonstrar esforço unânime das forças políticas para começar um novo projeto de integração, de forma equilibrada e fundamentada, com diversas vertentes (cultural, económica e até social) no espaço compreendido desde o Ginjal à Quinta do Arialva. 
Projecto de requalificação conhecido há muito. É interesse da edilidade revitalizar o espaço abandonado e todo o património ao longo do rio, a cair aos a “olhos vistos”. Problemas com ocupações deliberadas nesse património por desocupados, vendedores ambulantes, sem abrigo e toxicodependentes que, num ímpeto de loucura ou por acidente, têm incendiado alguns locais. Persistem ao fundo, dois pólos de restauração, atrativos, óptimo para germinarem mais.
Cais do Ginjal
1 de maio 2011

  • E nas remodelações de casas , nesta se deveria ter deixado à vista esta estrutura de madeira envernizada

No entanto, Cacilhas demora em denotar interesse na requalificação de um espaço enigmático, o morro altaneiro de esplêndida vista deslumbrante e avassaladora de mais de 240 graus sobre a Arrábida, Seixal, Barreiro, Montijo, Alcochete, mar da Palha, Lisboa desde a ponte Vasco da Gama até para lá de Oeiras e arriba fóssil. Desfrutar daquele lugar num dia de sol e brisa amena, com o seu moinho de pedra e cal a lembrar tempos idos, ambiente de cariz romântico, faz sonhar, abalar corações, ver chegar e partir paquetes, todo o movimento de vaivém que se cruza no rio. Má sorte, convertido em parque de estacionamento, pombais em madeira de cores berrantes e leiras de monoculturas separadas com persianas a imitar muros. Tanto espaço para um restaurante circular, pista de helicóptero, jardins circundantes e elevador panorâmico. Para pensar!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Falésia do Cristo Rei à Quinta de Arilva

O querer conhecer fez desencadear na aventura com a vontade de ir descobrir em caminhada com o meu marido ...Seguimos a estrada esburacada e pedregosa a poente do Santuário do Cristo Rei a 22 de abril de 2012, para depois mais em baixo encontrar alcatrão-, julgo seja propositado para não ser visita de gente que não interessa encontrar, como vi um casal a tirar fotografias, estando ela nua dentro do carro a servir de modelo, amantes , pescadores, gente a fazer rali de velocidade, despejos de entulhos, ainda doidos como eu no intuito apenas de desfrutar da paisagem e conhecer.
Descida abrupta com ligação  por estrada privada  que desemboca depois do garrafão na ponte 



Na estrada o corte à direita em descida por entre floresta abundante que vai sendo cortada pelos pescadores amadores, até ao rio, debaixo da ponte o antigo vale da Rocha Brilha, alusiva ao ouro (?) que aqui os fenícios exploraram.

Ao fundo da falésia na encosta do Cristo Rei ainda se encontram vestígios de cepas de vinha que dão gavinhas e cachinhos...
Depois uma brutal descida de mais de 60º de inclinação que vai dar ao jardim da quinta de Arialva  ainda com colunas de pedra do parreiral onde agora se juntam pescadores.
Visto do rio com os alzerozes de pedra
Vistas do jardim de dentro
Vistas de janela do miradouro alpendrado da quinta de Arialva
O meu marido na saída ao portão da quinta de Arialva
Azulejo com o nome da quinta na frontaria
A paria no Tejo na frente  do Bairro operário do Olho de Boi
A destruição dá dó a qualquer coração sensível!
Ainda assim na ruína consegui deslumbrar o BELO!

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