A crónica surge em conversa com o Henrique Dias sobre as Coisas que Gostamos no tocável à divulgação do património histórico das Cinco Vilas e Ansião em total abandono, dando conhecimento para não mais se perder pela carga e real valor que encerra, afinal quase desconhecido, sem dignificação por parte dos seus donos e das entidades camarárias que o tempo acrescentou incauto e desleixo na sua protecção se implora reivindicar com tomada implacável em se acautelar tamanha herança cultural pública e particular na região, dever de todos se preservar na traça antiga para se deixar em legado às gerações vindouras, em ser cartaz de excelência para se manter na politica.
Diz-me o Henrique « estive em Ansião nas "IV Jornadas da Serra de Sicó" onde estava o Presidente da CM, e lembrei-me de si, estava tão empolgado com a descoberta que tinha acabado de fazer que se tivesse oportunidade (apesar de nunca ter falado com ele) ter-lhe-ia mostrado as fotos que tirei para o sensibilizar para o assunto. Mas acontece que tive de sair antes de acabar (pois tinha outro compromisso), mas foi então que me lembrei de si, pois seria a pessoa indicada para lhe lançar o apelo para salvarem este edifício emblemático da história do Concelho. Esta quinta é dos primórdios da nossa nacionalidade, e julgo ser anterior à Quinta de Cima. Há várias referências a esta quinta na Torre do Tombo. Já agora, porque não endereçar uma das sua Crónicas a esta Quinta? Pense nisso, o Facebook também não é o melhor suporte para estas coisas. Nesse aspecto o Blog é melhor, pois fica a informação mais encadeada.»
Caro primo Henrique muito obrigado pela iniciativa lançada de cabal importância temática que ambos, entre outros, igualmente lideres, a motivar e sensibilizar a população neste meritório despertar de âmbito cultural nas páginas criadas na internet ao jus de chamadas de atenção, aos de casa e a todos ausentes pelo mundo em causar impacto com a notícia sobre a crucial realidade do que nos resta de testemunhos do rico passado, em paralelo lançar apelo desenfreado para lhe acrescentar memórias. Estar atento e preocupado dos que se tem chegado à frente na defesa do que resta do património das Cinco Vilas e Ansião, pese carolice o parco tempo livre com horas de enorme esforço humano a investigar, procurar mais saber e fotografar com objectivo maior divulgar e projectar a região, iniciativa inédita de um punhado de gente a marcar a personalidade, identidade e cunho denotado de substancial interesse, a crescer a cada dia, de excesso valor por se tratar de autodidactas, sem o querer acabam por ditar cartas a investigadores credenciados pela denotada dificuldade em saírem da base de conforto, parca sensibilidade e ainda desconhecimento do terreno, em prol deste novo acordar movido pela paixão que toda a investigação nos tem merecido jamais assim aclarada a correlacionar com sugestões e críticas, a levantar a história adormecida deixada nos anais dos livros, pela metade. Mérito por acordar mentalidades no público em geral, e sobretudo alertar o Pelouro da Cultura da Autarquia e suas Juntas de Freguesia para se reflectir o que representa um legado histórico, a sua valia e o dever de o proteger criando medida radical em atacar o problema pela raiz com necessidade urgente de inventariação do particular e público e sua cautela com refinado decreto para novas requalificações e vendas a estrangeiros desconhecedores da sua real identidade e história em obrigar a preservação da traça original sem se desvirtuar o edificado moderno onde o velho e o novo colidam em harmonia, pese existir há anos mas sem grande fiscalização, recordo a fachada rude dos finais da centúria de 500 para manter na vila de Ansião contemplada no projecto, numa noite ruir... e noutras requalificações depois da vistoria desaparece a parte antiga, sem se saber se houve luvas...Precisa-se de eficácia e aplicação de coimas!
Falar do primo Henrique Dias homem de cariz atento, perspicaz, mente inteligente e gosto pela partilha, ao invés de muitos que ficam com os trunfos nas mangas, com raízes em Ariques, Almoster e Maças de D. Maria, vive e trabalha na grande Lisboa, sem jamais desapego à terra dos seus antepassados onde se desloca assiduamente denotando liderança em iniciativas com as Palestras sobre o Património de Maças de D. Maria, conheci-o primeiramente em sites de genealogia onde muitos procuram entroncar os seus avoengos nas Cinco Vilas e Ansião, o nosso elo com encontro na Mouta Redonda, pelo meu lado materno - mote inspirador à palavra Mouta ( aparece mal escrita em mapas como Moita) o topónimo antigo é de facto Mouta a despertar a terra que nos une outrora Prazo de donatários da Aguda, cujo termo existe na toponímia, para hoje abordar a seu pedido a Quinta da Mouta da Bela, em que Bela, se tenha fidelizado na excelsa e rara beleza da proprietária Ribeirinha, apelativa aos seus genes celtas galegos, coroada de belos cabelos ruivos de seu nome Maria Pais de Ribeira, perpetuando até hoje o apelido Pais na região. O topónimo Bela do nome da quinta prevaleceu no tempo para o correlacionar num registo de batismo « Mariana Teixeira de Castro, batizada em 28.5.1711 , na igreja de Nª Sª da Consolação, Chão de Couçe, Leiria filha de Miguel Teixeira de Castro e de Joana Bella.» A grafia no nome da Quinta manteve-se até ao século XIX - Bella. Tomei conhecimento da existência desta Quinta da Mouta de Bela há anos num post na Página das Cinco Vilas do Henrique Dia, por infortúnio meu, não a conheço por se localizar algures nas imediações a nascente da Serrada da Mata pese a vista desafogada para o nascente da Aguda em local pouco familiar para desbravar deixando-me guiar pelas fotos gentilmente disponibilizadas onde verifico o grande progresso visionário no olhar a pormenores , instinto que me é mui pessoal, ajudam a mais se saber e especular do seu rico passado.
Falar do primo Henrique Dias homem de cariz atento, perspicaz, mente inteligente e gosto pela partilha, ao invés de muitos que ficam com os trunfos nas mangas, com raízes em Ariques, Almoster e Maças de D. Maria, vive e trabalha na grande Lisboa, sem jamais desapego à terra dos seus antepassados onde se desloca assiduamente denotando liderança em iniciativas com as Palestras sobre o Património de Maças de D. Maria, conheci-o primeiramente em sites de genealogia onde muitos procuram entroncar os seus avoengos nas Cinco Vilas e Ansião, o nosso elo com encontro na Mouta Redonda, pelo meu lado materno - mote inspirador à palavra Mouta ( aparece mal escrita em mapas como Moita) o topónimo antigo é de facto Mouta a despertar a terra que nos une outrora Prazo de donatários da Aguda, cujo termo existe na toponímia, para hoje abordar a seu pedido a Quinta da Mouta da Bela, em que Bela, se tenha fidelizado na excelsa e rara beleza da proprietária Ribeirinha, apelativa aos seus genes celtas galegos, coroada de belos cabelos ruivos de seu nome Maria Pais de Ribeira, perpetuando até hoje o apelido Pais na região. O topónimo Bela do nome da quinta prevaleceu no tempo para o correlacionar num registo de batismo « Mariana Teixeira de Castro, batizada em 28.5.1711 , na igreja de Nª Sª da Consolação, Chão de Couçe, Leiria filha de Miguel Teixeira de Castro e de Joana Bella.» A grafia no nome da Quinta manteve-se até ao século XIX - Bella. Tomei conhecimento da existência desta Quinta da Mouta de Bela há anos num post na Página das Cinco Vilas do Henrique Dia, por infortúnio meu, não a conheço por se localizar algures nas imediações a nascente da Serrada da Mata pese a vista desafogada para o nascente da Aguda em local pouco familiar para desbravar deixando-me guiar pelas fotos gentilmente disponibilizadas onde verifico o grande progresso visionário no olhar a pormenores , instinto que me é mui pessoal, ajudam a mais se saber e especular do seu rico passado.
Primeira referencia à herdade de Couce
(...) na centúria de 200 começam a aparecer referências documentais a propriedades e lugares da região a Chão de Couce. Uma das primeiras tem data de 1236, ano que o Mosteiro de S Jorge de Coimbra, arrenda a 10 famílias a sua » «hereditate de Canaue et de Cocci et de Campores et de Coenhosa» (1)
Herdade de Caneve hoje de Penela, Couce, Camporês e Coelhosa, esta na Lagarteira, todas no concelho de Ansião.
Herdade de Caneve hoje de Penela, Couce, Camporês e Coelhosa, esta na Lagarteira, todas no concelho de Ansião.
«em 1258 é a doação efectuada por D Afonso III, a D. Constança Gil da herdade do «Couze in termino de Penella» (2).
Posteriormente conhecida como Quinta de Cima.
Posteriormente conhecida como Quinta de Cima.
«A 7 de abril de 1364, D Pedro I doou a D. João Afonso Telo de Menezes, 4º conde de Barcelos, seu mordomo-mor «todo o direito real e djreito e e foro» que tinha «na qujntaa da de bella com suas herdades e aldea de canaue e em seu termo» e vinhas e perteenças», nos casais da Ameixieira com todas as suas herdades.Situavam-se os ditos lugares no "Chão do Couce e termo em Penela» (3).
Naturalmente houve uma casa na quinta nos primórdios para outra se levantar em finais da centúria de 600, com adega, pelas grandes vinhas, o que seja pertinente dizer.
Naturalmente houve uma casa na quinta nos primórdios para outra se levantar em finais da centúria de 600, com adega, pelas grandes vinhas, o que seja pertinente dizer.
Quem foi Dom João Afonso Teles de Menezes?
De origem galega, mordomo-mor de D Pedro I que lhe doa a Quinta da Mouta de Bela em 1364 e outras terras na região, mais tarde recebe o Condado de Ourém pelo Rei D Fernando I.
Dada a sua função profissional de excelência com D Pedro I nunca teria habitado estas terras as deixando de herança sucessiva a seus herdeiros ."O herdeiro dos bens e direitos do pai foi o 2º filho também chamado D. João Afonso Telo, 1º Conde de Viana do Alentejo. Verossímil que a doação incluía além da propriedade das terras os povoadores já fixados que a arrotearam e produziam riqueza como foreiros, preceito em uso à época para outros aportarem pelo chamamento da noticia que corria pela estrada mais importante na ligação do norte ao sul a privilegiar estas terras, a estrada coimbrã, nesse pressuposto incita a dizer um individuo de apelido "Afonso" parente galego pelo costado ao seu apelido aqui aportar no final da centúria de 500, em correlacionar relato das Memórias Paroquiais três irmãos de apelido Afonso escreveram ao Papa a solicitar a separação da Paróquia da Aguda e fundar a do Avelar, à época o seriam letrados com ascendência judaica traziam por certo a herdade do Avelar e Almofala a Foro, por isso a pretensa de a engrandecer (?).«A hipótese de Fernão de Abreu, progenitor dos Abreus das Cinco Vilas, ser filho de um dos dois clérigos filhos de Leonel de Abreu, fidalgo da Casa do 3º Marquês de Vila Real D. Pedro de Menezes em 1529, adquiriu o Senhorio da Herdade de Almofala e da Herdade do Avelar em virtude de a deter a juro cuja venda destas terras à Casa de Vila Real terá sido licenciada por alvará Régio de D. João III, de 14 Outubro de 1528 .»
A crise na monarquia na sucessão em 1381/85 Segundo a Wikipédia « D. João Afonso Teles de Menezes por ser galego manteve-se ao lado dos partidários de D. João I, de Castela, e por isso foi assassinado em 1384 por aldeões de Penela, vila de que fora nomeado alcaide pelo próprio monarca castelhano.
Após a sua morte o seu herdeiro foi D. Pedro de Menezes, 2º Conde de Viana do Alentejo e 1º Conde de Vila Real. Veio a ser o primeiro capitão de Ceuta. Tentou reaver os bens patrimoniais e os poderes senhoriais de seu avô, que D. Duarte lhe confirmou a 7 de abril de 1434. (...) "O Conde de Viana, D. Pedro de Menezes teve duas filhas, D. Brites, casou com o Conde de Vila Real Dom Fernando de Noronha. A outra filha D. Leonor, fez partilhas das terras, bens, e cousas que do dito conde seu pai ficarão, nas quais alem do dote que tinha a irmã de 25 mil dobras de ouro mouriscas lhe aconteseo a quinta de Chão de Couce com todas as suas propriedades, rendas, pertenças, e direitos, e o julgado de Palhais, que assim se chamava o lugar de Couce, a Rapoula , Moinhos, Rascoia e todo o julgado da villa da Guda, e seu termo, e o julgado de Maçans e o Auellar e o julgado de Pousaflores e seu termo com todo o acentamento das quintas, a quinta da Meixieira, e os padroado da Guda e Pousafloes , e os casais da Begoaria, e todas as mais cousas que o dito conde de Viana tinha e possuia nas ditas quintas e julgados, e com os moinhos, coutadas varias e empresamentos que com as ditas quintas, e terras andarão, com outras mais cousas declaradas na carta de partilha feita entre estas duas irmãs, confirmada pelo Rei Dom Afonso o Quinto.Por bem desta confirmação possui o Conde Dom Fernando de Noronha com a Condessa sua mulher as terras, rendas atrás declaradas, e por seu falecimento a sucessão e nova doação concedida ao 2º Conde de Vila Real Dom Pedro de Menezes, seu filho a quinta de Chão de Couce, Pousaflores com o seu padroado, Maças de D. Maria, a quinta da Mouta Bela, os casais da Meixieira, a Aguda com o seu padroado, a Rapoula e o Avelar...»
A família dos Afonso Teles de Menezes vão passar tribulações
«A ligação familiar de D. João Afonso Telo de Menezes, tio de D. Leonor Teles , pese casada com o rei D. Fernando antes já tinha sido casada , na ligação que esta teve com o amante fidalgo, também galego, o Conde João Fernandes Andeiro, descrito pelo cronista Fernão Lopes (...) e algumas vezes se saía el-rei depois que dormia, e ficava a rainha só, e falavam no que lhe era mais aprazível, sabendo-o porém el-rei, e não havendo nenhuma suspeita, como homem de são coração; e por tais falas e estadas amiúde, houve João Fernandes com ela tal afeição, que alguns que disso parte sabiam cuidavam deles não boa suspeita, e cada um se calava no que presumia, vendo que de tais pessoas e em tal coisa não cumpria a nenhum falar; e foi esta afeição de ambos tão grande, que tudo o que se depois seguiu, que adiante ouvireis, de aqui houve seu primeiro começo (...) Mantiveram o romance quando o rei português já se encontrava muito doente e se começava a colocar o grave problema da sucessão em que a Rainha viria a apoiar o lado Castelhano e a sua filha, D. Beatriz, ficando D. Leonor Teles como Regente do Reino, depois da morte de D. Fernando I, perdeu todo o decoro e o seu procedimento tornou-se ao máximo escandaloso até pondo em dúvida se a filha era do rei ou do amante. D. Leonor Teles na fuga com o Conde Andeiro depois de Santarém estiveram na Quinta de Cima em terras da família. O Mestre de Avis, chefiava uma das facções na sucessão ao trono, pouco após a morte do Rei, fora nomeado Fronteiro de Entre-Tejo e Guadiana ou do Alentejo, mas a breve trecho regressou e, a pretexto de certos negócios, foi ao Paço, falou com a Rainha e depois com o Conde Andeiro, e aí o assassinou. »
O que se retira dos excertos ?
Predominância de galegos na região com títulos de nobreza donatários de quintas com costado familiar à Rainha D. Leonor Teles na Quinta de Cima onde esteve com o Rei D. Fernando e mais tarde com o amante, o Conde Andeiro.
Em 1384 os aldeões de Penela mataram sem piedade o donatário galego, D. João Afonso Teles de Menezes por este pender para Espanha em desprimor de ser a favor da monarquia portuguesa.
Quem seriam estes aldeões que o mataram? De onde provinham? Verossímil os primitivos povoadores tiveram origem em homiziados do concelho de Germanelo, a que se juntaram hebreus sefarditas da Galiza e hebreus Asquenazes enraizados no povo franco, no que veio a ser a França, Bélgica, Áustria, Alemanha, Itália etc, defendendo a Coroa Portuguesa e ainda mais depois que Espanha se formou como país com a expulsão de judeus em 1492.
Quem seriam estes aldeões que o mataram? De onde provinham? Verossímil os primitivos povoadores tiveram origem em homiziados do concelho de Germanelo, a que se juntaram hebreus sefarditas da Galiza e hebreus Asquenazes enraizados no povo franco, no que veio a ser a França, Bélgica, Áustria, Alemanha, Itália etc, defendendo a Coroa Portuguesa e ainda mais depois que Espanha se formou como país com a expulsão de judeus em 1492.
Em 1431 é instituído o vinculo de Morgadio dos Condes de Vila Real em Ceuta «Aguda tinha 38 Km2 e 160 pessoas , Avelar 11 Km2 e 440 pessoas; Chão de Couce 25 Km2 e 95 pessoas; Maças de D. Maria 22 Km2 e 520 pessoas...» Verossímil que em 1431 houve criadagem da região que acompanhou os condes para os cargos que tiveram em Ceuta.
O galego Rui Freire de Andrada após ter assassinado um homem na Galiza foge para Portugal fixando-se em Pedrogão Grande, de onde irradia descendência que se estende ao Alto Alentejo.
A necessidade da concessão de um cargo de juiz dos Orfãos nas Cinco Vilas incita dizer estes senhores nobres tinham filhos bastardos, seriam tantos a marcar a necessidade de ser criado o cargo « carta régia de D. João III de 3 de novembro de 1529 Dom Joham etc. A quantos esta mynha carta vinremfaço saber que o marques de Villa Rreall meu myito precado prymo me disse que nas suas Vylas e concelhos de palhaes macas de dona marya aguda e o avelar e pousa froles que todas são no chão do couce avya pasante de quatrocentos vezinhos e partião huas com outras sem se meterem no meyo teras outras jurdições» (4)
«Durante os séculos XV/I/II, Chão de Couce andou Senhoriada pelos Condes, Marqueses e Duques de Vila Real até pouco mais da revolução de 1640.» (5)
"Descoberta a rebelião foram presos todos os fidalgos que nela tomaram parte, tendo à frente o arcebispo-primaz D. Sebastião de Matos Noronha. De nada serviram as súplicas para que fosse perdoado o 9º conde e 7º Marquês de Vila Real D. Miguel Luís de Noronha e Meneses e 2.º Duque de Caminha. O Marquês e seu pai, acusados de traição, caiem em desgraça pelo envolvimento na conjura contra Dom João IV, foram sentenciados à morte, sobrevivendo-lhe a esposa mas sem descendentes. Morreram como os outros conjurados, no dia 29 de Agosto de 1641, degolados num cadafalso erguido no Rossio de Lisboa, depois de terem estado presos em São Vicente de Belém. Por terem sido traidores à Pátria foi extinta a Casa dos Marqueses e Duques de Vila Real, a quem pertencia a vila da Aguda e outras terras. Após serem confiscados todos os seus bens, direitos e jurisdições foram incorporados na Casa do Infantado, por doação de 11 de agosto de 1654(6)
Por ausência de descendência directa do último Marquês, o título foi extinto, sendo sua representante a Marquesa de Vagos, Maria Mafalda da Silva de Noronha Wagner. A Casa do Infantado foi criada pelo rei D. João IV em 1654-1655 foi um conjunto de bens materiais, propriedades e rendimentos, de vasto património senhorial, em sua maioria confiscados aos apoiantes de Espanha durante o período da Restauração da Independência. Tendo sido extinta em 1834.»
Estes nobres tiveram ligação a Ordens Religiosas e Militares com cargos de servidão ao Rei e nas vilas, sem ainda se saber quem na região foi almoxarife e outros cargos criados, para se ter uma dimensão na altura desta família dos Menezes e dos Castro, veja-se o excerto de Nobreza e Ordens Militares Relações Sociais e de Poder de António Maria Falcão Pestana de Vasconcelos Séculos XIV A XVI 2012 (...) «A linhagem dos Menezes pertencente à alta nobreza da corte, detentora de vários títulos nobiliárquicos – dos quais salientamos o condado de Barcelos, de Ourém, de Viana do Alentejo, de Neiva, de Vila Real, de Viana do Minho, de Valença, de Loulé, de Tarouca, de Cantanhede, e nesta região terras com uniões matrimoniais com as Casas dos duques de Bragança, os conde de Monsanto, os condes de Marialva, os condes de Abrantes, e os condes de Borba. Linhagem titulada desde meados do séc. XIII, desde cedo procurou marcar presença junto do poder instituído, procurando alicerçar a sua influência por via do exercício de cargos e funções de relevo e de proximidade ao poder. Não é pois de estranhar, que muitos dos seus elementos surjam ligados a cargos e funções palatinas, a cargos de natureza administrativa, a cargos de natureza militar, não só no reino, como também no Norte de África e no Oriente, bem como funções de relevo no seio da hierarquia da Igreja. Com presença ao lado do de D. Afonso V, na batalha de Alfarrobeira, e a sua participação na conjura nobiliárquica contra D. João II. Presenças que podem ser entendidas como uma estratégia assumida por parte da linhagem, a qual, em ambos os momentos, procurava salvaguardar o seu estatuto e a manutenção dos seus privilégios e prerrogativas.O grande poder e influência desta linhagem, aliado ao facto de ser uma das linhagens com mais títulos nobiliárquicos no reino, terá contribuído para que a sua presença nas Ordens Militares só se fizesse notar entre os anos de 1450 e 1495, período onde nos foi possível identificar quatro elementos, um pertencente à Ordem de Cristo e três à Ordem de Santiago. Dos referidos como membros da Milícia santiaguista, dois faziam parte do elemento feminino desta Milícia, ligados ao convento de Santos. Por sua vez, para o período entre 1495 e 1521, a atitude desta linhagem face a estas instituições irá evidenciar uma evolução, tendo em conta o elevado número de indivíduos que nelas vieram a ingressar. Na realidade, este interesse torna-se evidente uma vez que se constata que, o número de indivíduos nas Ordens quadruplicou relativamente ao período precedente. Neste contexto, dos dezassete indivíduos que nos foi possível identificar, onze optaram por ingressar na Ordem de Cristo, um na Ordem de Avis, e quatro na Ordem de Santiago, sendo ainda de realçar uma transferência na Ordem de Santiago para a Ordem do Hospital.O elevado número de elementos desta linhagem que entre 1385 e 1521, optaram por ingressar nestas instituições – 21. Destes, mais precisamente 33% optaram por ingressar na Ordem de Santiago, 5% optaram pela Ordem de Avis e a grande maioria, 57% escolheram a Ordem de Cristo, representando assim esta Milícia, aquela que, estrategicamente, foi eleita como a Ordem de Família. As primeiras referências a personalidades desta linhagem presentes nas Ordens Militares surgem-nos em 1373, logo num período anterior aquele por nós assumido para o âmbito deste estudo. No entanto, pensamos ser de todo o interesse realçar esta presença, uma vez que, para além de representar a primeira experiência desta linhagem nas Ordens, esta também ocorreu por via do seu elemento feminino. Assim, refira-se Joana de Menezes , meia-irmã de João Afonso Telo, conde de Barcelos, de Gonçalo Telo, conde de Neiva e de D. Leonor Teles, futura rainha, a qual após enviuvar de João Afonso Pimentel, veio a ingressar na Ordem de Santiago, tendo assumido a dignidade de comendadeira de Santos em 1373.
Dos filhos de D. Duarte de Meneses, conde de Viana e do seu segundo casamento com Isabel de Castro, interessam-nos particularmente, João de Meneses I e Fernando de Meneses-o-Narizes. Destes iremos começar por nos referir a João de Meneses I, comendador de Sesimbra na Ordem de Santiago. Desde cedo este comendador irá marcar a sua presença no Norte de África, tendo aí exercido as funções de capitão e regedor de Arzila e de Tânger, bem como a de almirante. Veio a ser nomeado mordomo-mor da Casa de D. João II, em 1491, demonstrando desta forma a grande confiança que este monarca tinha nesta linhagem e na sua pessoa. A sua presença junto da corte régia, manteve- -se no reinado de D. Manuel, como se pode comprovar pela sua presença junto deste em duas viagens, a primeira em Novembro de 1497, de Castelo de Vide até Valença de Alcântara, para ir buscar a futura rainha a infanta D. Isabel, e a segunda em Março do ano seguinte, na viagem a Castela, a convite do Reis Católicos, Fernando e Isabel.
No cômputo da hierarquia nobiliárquica os Castro surgem-nos como uma das principais linhagens do reino. Detentores de alguns títulos nobiliárquicos – condado de Trastâmara; condado de Arraiolos, de Viana do Minho e de Caminha; condado de Monsanto – são facilmente identificados como pertencentes à alta nobreza de corte. A ligação por via feminina e bastarda desta linhagem com a Família Real, levou ao surgimento de um outro ramo – os Eça, com o qual os Castro se irão unir, nomeadamente através do casamento de Dom Álvaro de Castro, conde de Monsanto com D. Isabel da Cunha. Todos os ramos desta linhagem irão apresentar no decorrer do período em estudo (1385 – 1521), uma grande influência sócio/política e um grande poder militar, traduzidos nos sucessivos cargos palatinos e funções militares exercidas pelos seus membros. Neste contexto não é de estranhar que, em momentos particularmente difíceis para o rei, para reino e para a própria nobreza, como foi o confronto de Alfarrobeira, os Castro como representantes da mais alta nobreza do reino, tivessem participado activamente ao lado do monarca, o principal garante do seu bem estar, contra o Infante D. Pedro.»
Árvore Genealógica
Miguel Teixeira Castro e Maria Bela da Maia, da Quinta de Amieira teriam vivido na quinta da Mouta de Bela, a que deram o nome da esposa (?).Tiveram uma filha Mariana Teixeira de Castro, b. 28.5.1711 , Nª Sª da Consolação, Chão de Couçe, Leiria.
António Luis Teixeira de Araújo e Castro, Senhor da Quinta de Mouta Bela, freguesia de Almofala, termo das Cinco Vilas casou em Pias, com D. Maria Benvinda de Sá e Mendonça, chefe da Casa dos Sá e Mendonça das Pias, herdeiro da Morgadio das Pias e descendente e representante de Estevão de Sá e Mendonça, armigerado.
Quando surge o primeiro individuo com apelido Abreu na Aguda?
Teria sido Fernão de Abreu o primeiro a vir para Aguda ?
D. Manuel I doou em 1510 o Senhorio de Valadares aos Noronha-Menezes (Vila Real) fazendo-os mais tarde Condes de Valadares.Coincidência de nomes e de patrimónios dos Duques de Vila Real com muito património Abreu (das Cinco Vilas e Regalados) foram parar à Casa de Vila Real, que como é sabido cai em desgraça no tempo de D. João IV por conspiração de lesa majestade, perdendo todos os títulos e terras.
Valadares foi senhorio dos Abreus de Regalados desde que Gomes Lourenço de Abreu casou com Guiomar Lourenço de Valadares, no tempo de D. Afonso III, de cuja Casa era fidalgo.
Aliás, Diogo Gomes de Abreu, Senhor do Couto de Abreu, Valadares, Regalados, etc., era o pai de D. João Gomes de Abreu, Bispo de Viseu, que o foi depois de ter tido um filho - Pedro Gomes de Abreu - de Dª Beatriz d' Eça.
O 4º Marquês de Vila Real foi governador em Ceuta.
O 5.º Marquês D. Manuel de Meneses de Noronha recebeu o título de Duque de Vila Real. Foi governador de Ceuta por duas vezes.
O 6º Marquês D. Miguel Luís de Menezes casou-se duas vezes e não teve de nenhum filhos.Foi o 1º Duque de Caminha, cujo título passou para o irmão.
O 7.º Marquês de Vila Real – D. Miguel Luís de Meneses, 2.º Duque de Caminha foi capitão de Tanger e de Ceuta. Por ter entrado numa conjura contra D. João IV por ter ascendência galega nessa sequência aquando da Restauração da Independência em 1640, os Marqueses de Vila Real ao abraçar a causa da união com Espanha, enfurecerá Dom João IV, então Rei de Portugal, que ordenará a inversão da espada no símbolo de armas da cidade, a espada exibirá a ponta para baixo marcando assim a desonra. Só em 1941 voltará à sua posição inicial depois de um requerimento da Câmara Municipal ao Ministro do Interior."(7)
Sem perceber de heráldica suposto dizer que o escudo dos Duques de Vila Real que existe encastrado na parede do tardoz da igreja da Aguda e também a sul, se apresenta liso, virado para baixo, tenha haver com o atrás mencionado (?).
Indicia a requalificação da igreja foi inadvertidamente por falta de conhecimento pintado no tardoz o bico e não devia, acima a espada mais pequena ou está lá ou desapareceu? A merecer mais estudo.
Diz ainda o Dr Pedro França «Faz sentido. Aquela ponta virada para baixo tem jeito de ser a de uma espada e, por cima do óculo está um escudo heráldico entre aletas laterais mas liso, parece que foi raspado»
Apelido Abreu em Ansião
Correlacionar dados das Memórias Paroquiais «Em 1513 Francisco Abreu criado de Gonçalo da Silva, fidalgo Casa Real foi escrivão de Sisas em Ansião» Em Ansião viveu na Quinta da Boa Vista ao Senhor do Bonfim, uma família de apelido Abreu em 1697 . Coutinho, faz referencia no seu livro de 1986 casa do malfeitor Rui Mendes de Abreu morto no cadafalso em Lisboa. Correlacionei na leitura das Memórias Paroquiais o nome do pai e uma irmã com ligação ao Casal dos Netos, hoje fidelizado apenas em Netos. Desconheço se hoje o apelido Abreu ainda persiste no concelho de Ansião (?).»
O excerto dá-nos ainda nota que Francisco Abreu foi criado de Gonçalo da Silva. Nas minhas investigações concluo que foi Senhor da vila de Abiul e Almoster .
No cômputo da hierarquia nobiliárquica os Castro surgem-nos como uma das principais linhagens do reino. Detentores de alguns títulos nobiliárquicos – condado de Trastâmara; condado de Arraiolos, de Viana do Minho e de Caminha; condado de Monsanto – são facilmente identificados como pertencentes à alta nobreza de corte. A ligação por via feminina e bastarda desta linhagem com a Família Real, levou ao surgimento de um outro ramo – os Eça, com o qual os Castro se irão unir, nomeadamente através do casamento de Dom Álvaro de Castro, conde de Monsanto com D. Isabel da Cunha. Todos os ramos desta linhagem irão apresentar no decorrer do período em estudo (1385 – 1521), uma grande influência sócio/política e um grande poder militar, traduzidos nos sucessivos cargos palatinos e funções militares exercidas pelos seus membros. Neste contexto não é de estranhar que, em momentos particularmente difíceis para o rei, para reino e para a própria nobreza, como foi o confronto de Alfarrobeira, os Castro como representantes da mais alta nobreza do reino, tivessem participado activamente ao lado do monarca, o principal garante do seu bem estar, contra o Infante D. Pedro.»
Árvore Genealógica
Miguel Teixeira Castro e Maria Bela da Maia, da Quinta de Amieira teriam vivido na quinta da Mouta de Bela, a que deram o nome da esposa (?).Tiveram uma filha Mariana Teixeira de Castro, b. 28.5.1711 , Nª Sª da Consolação, Chão de Couçe, Leiria.
António Luis Teixeira de Araújo e Castro, Senhor da Quinta de Mouta Bela, freguesia de Almofala, termo das Cinco Vilas casou em Pias, com D. Maria Benvinda de Sá e Mendonça, chefe da Casa dos Sá e Mendonça das Pias, herdeiro da Morgadio das Pias e descendente e representante de Estevão de Sá e Mendonça, armigerado.
Quando surge o primeiro individuo com apelido Abreu na Aguda?
Teria sido Fernão de Abreu o primeiro a vir para Aguda ?
D. Manuel I doou em 1510 o Senhorio de Valadares aos Noronha-Menezes (Vila Real) fazendo-os mais tarde Condes de Valadares.Coincidência de nomes e de patrimónios dos Duques de Vila Real com muito património Abreu (das Cinco Vilas e Regalados) foram parar à Casa de Vila Real, que como é sabido cai em desgraça no tempo de D. João IV por conspiração de lesa majestade, perdendo todos os títulos e terras.
Valadares foi senhorio dos Abreus de Regalados desde que Gomes Lourenço de Abreu casou com Guiomar Lourenço de Valadares, no tempo de D. Afonso III, de cuja Casa era fidalgo.
Aliás, Diogo Gomes de Abreu, Senhor do Couto de Abreu, Valadares, Regalados, etc., era o pai de D. João Gomes de Abreu, Bispo de Viseu, que o foi depois de ter tido um filho - Pedro Gomes de Abreu - de Dª Beatriz d' Eça.
O 4º Marquês de Vila Real foi governador em Ceuta.
O 5.º Marquês D. Manuel de Meneses de Noronha recebeu o título de Duque de Vila Real. Foi governador de Ceuta por duas vezes.
O 6º Marquês D. Miguel Luís de Menezes casou-se duas vezes e não teve de nenhum filhos.Foi o 1º Duque de Caminha, cujo título passou para o irmão.
O 7.º Marquês de Vila Real – D. Miguel Luís de Meneses, 2.º Duque de Caminha foi capitão de Tanger e de Ceuta. Por ter entrado numa conjura contra D. João IV por ter ascendência galega nessa sequência aquando da Restauração da Independência em 1640, os Marqueses de Vila Real ao abraçar a causa da união com Espanha, enfurecerá Dom João IV, então Rei de Portugal, que ordenará a inversão da espada no símbolo de armas da cidade, a espada exibirá a ponta para baixo marcando assim a desonra. Só em 1941 voltará à sua posição inicial depois de um requerimento da Câmara Municipal ao Ministro do Interior."(7)
Tardoz da igreja da Aguda
O paço dos Duques de Vila Real com frontaria para o tardoz da igreja da Aguda Sem perceber de heráldica suposto dizer que o escudo dos Duques de Vila Real que existe encastrado na parede do tardoz da igreja da Aguda e também a sul, se apresenta liso, virado para baixo, tenha haver com o atrás mencionado (?).
Seria interessante alguém que soubesse interpretar o mesmo e a simbologia religiosa que se encontra acima dele.
Henrique Dias colocou em discussão na Página do Facebook -A ARTE DA HERÁLDICA DE FAMÍLIA EM PORTUGAL, segundo o Dr Pedro França
«Deus Pai em cima e em baixo os símbolos da Paixão de Cristo: a coroa de espinhos e os três cravos»
Lado sul da igreja da Aguda Indicia a requalificação da igreja foi inadvertidamente por falta de conhecimento pintado no tardoz o bico e não devia, acima a espada mais pequena ou está lá ou desapareceu? A merecer mais estudo.
Diz ainda o Dr Pedro França «Faz sentido. Aquela ponta virada para baixo tem jeito de ser a de uma espada e, por cima do óculo está um escudo heráldico entre aletas laterais mas liso, parece que foi raspado»
Apelido Abreu em Ansião
Correlacionar dados das Memórias Paroquiais «Em 1513 Francisco Abreu criado de Gonçalo da Silva, fidalgo Casa Real foi escrivão de Sisas em Ansião» Em Ansião viveu na Quinta da Boa Vista ao Senhor do Bonfim, uma família de apelido Abreu em 1697 . Coutinho, faz referencia no seu livro de 1986 casa do malfeitor Rui Mendes de Abreu morto no cadafalso em Lisboa. Correlacionei na leitura das Memórias Paroquiais o nome do pai e uma irmã com ligação ao Casal dos Netos, hoje fidelizado apenas em Netos. Desconheço se hoje o apelido Abreu ainda persiste no concelho de Ansião (?).»
O excerto dá-nos ainda nota que Francisco Abreu foi criado de Gonçalo da Silva. Nas minhas investigações concluo que foi Senhor da vila de Abiul e Almoster .
«Em maio de 1695 data do requerimento à Diocese de Coimbra para a fundação de uma Capela na Quinta da Mouta Bela, pelos donos António Abreu Corte Real e sua esposa D. Teresa de Mendonça, na paroquia de Chão de Couce». Retiro do excerto a ligação que houve no passado do Senhorio de Abiul dos Gomes/Silva, Silva/Coutinhos e por último de Telo Menezes com Ansião, jamais algum historiador o referenciou. Dissequei as memorias paroquiais, revisitei Abiul, pesquisei mais do seu passado e de Almoster para saber a origem do apelido Coutinho, será do Couto de Alvaiázere? Do apelido Noronha da Quinta das Lagoas em Ansião e Menezes do último Senhor de Ansião .
Administração das Cinco Vilas após a perda dos bens dos duques de Vila Real Segundo as Memórias Paroquiais (...) «até finais do século XVII ou inícios do século XVIII a administração das Cinco Vilas ficou a cargo da Junta da Casa de Bragança em que o ouvidor de Ourém acumulava também as funções das Cinco Vilas formaram uma ouvidoria tendo a sua cabeça em Chão de Couce, aparece designada Comarca de Chão de Couce ou Comarca das Cinco Vilas.»
«Depois de extinta a Casa do Infantado foram vendidos os bens.» Existe um hiato da conspiração de 1641 relativo à perda dos bens a 1695(a data mais antiga encontrada do pedido de instituição de uma capela na Quinta da Mouta de Bela) com 54 anos, a única referencia encontrada na Monografia de Chão de Couce do Dr Manuel Augusto Dias de 2001 ao pedido de instituição de capela por António de Abreu Corte Real e D. Teresa de Mendonça formulada ao bispado (8).
Fizeram escritura para a fábrica da capela do referido lote. Houve deferimento em 1697, mas nunca chegou a ser construída. A chegaram a preparar como pressuposto na recomendação do bispado em anexo à casa, sem nunca o ser, o teria sido apenas oratório (?).
Capitão Alexandre Manoel de Sousa da sua Quinta da Mouta Bela
E Maria Angélica Vieira da Silva, (mulher ?) da Venda Nova, Aguda, aparecem na condição de padrinhos de baptismo em 1747.Filho de Martim Borges de Azevedo,cavaleiro do rei D João IV.
Depreendo da visita do Padre Negrão em 1752 - os novos donos da Quinta, Manuel de Sousa e sua mulher Úrsula Teresa Vieira da Silva fizeram novo requerimento (...) tem servido de visitas, sem ter o ter sido destinada a capela , o parece...»
Em 1752 esta quinta pertencia ainda à Casa do Infantado, demorou 82 anos para ser extinta, em 1834. Verossímil depois dos bens terem passado para a Casa do Infantado em 1654 teria continuado com o mesmo foreiro antecessor a António Abreu Corte Real (?). Este apelido Corte Real com parentes próximos a Francisco António d' Ábreu Amorim Pessoa e Gouveia casado com Mauricia Câmara Lôbo Corte Real pais de José Augusto d' Ábreu Amorim Pessoa, casado com Clotilde Deolinda Pereira da Silva que foram da Quinta de Orão, freguesia de Redinha, Pombal que se estenderam à Figueira da Foz. Na família João Lobo de Santiago Gouveia foi o 1º Conde de Verride, nascido em 1859. A investigação que conduzo há anos sobre Ansião leva-me sem ser especialista em genealogia a entroncar famílias nos concelhos limítrofes - Maurícia Câmara de Lobo Corte Real na ligação ao brasão dos Câmara de Lobos na capela do Paço dos Condes Castelo Melhor de Santiago da Guarda, em Ansião e ao apelido Abreu na Aguda, no seu cemitério existem apelidos alusivos à ilha da Madeira - Pestana etc que identifiquei.
O apelido Teixeira da quinta da Mouta do Lobo ou da Amieira
«A filiação de Cristóvão de Abreu Vieira (apenas mencionado como Cristóvão de Abreu) encontra-a na obra "Famílias da Beira Baixa - Raízes e Ramos" da autoria do Confrade Manuel da Silva Rolão, no Volume III, na pág. 31, Tít.
Miguel Teixeira de Castro, nascido em 1699 na Quinta da Amieira, Chao de Couce, Ansiao, cc Maria Josefa das Neves e filho de Miguel Teixeira de Castro e de Maria Bela da Maia.
Segundo Paulo Alcobia Os Teixeira de Castro da Quinta de Mouta Bella, em Chão de Couce são antepassados da família Sá Caldeira de Ferreira do Zêzere através de António Luís Teixeira de Castro de Sousa Ferraz que casou com D. Maria Benvinda de Sá Godolfim e Mendonça (prima direita do Marquês de Sá da Bandeira).
«Teixeiras de Cernache do Bonjardim» bastante pormenorizado pois trata precisamente da família do autor do livro. Começa no bisavô Manuel Teixeira, de Figueiras Podres, Cumieira», hoje pertence a Penela. Era uma família de artistas entalhadores e tinha por isso grande mobilidade, com casamentos nas terras onde procediam a trabalhos de talha nas igrejas.» Na Aguda houve grande marceneiros »(9)
«Dr. Manuel Rodrigues Teixeira - Tesoureiro-mor da Sé de Coimbra, por procração passada ao Capitão- mor das 5 vilas de Chão de Couce José António Álvares Pimentel Teixeira»
Transcrição de excertos das Informações Paroquais de 1758 de Chão de Couce
«(...) a villa com o seu Pelourinho, Caza de Camara, e mais tres Lugares ou Aldeias que são Villa Pouca, que te, dez vizinhos,Relvas que tem outo, Cabecinho, que tem doze», contendo ainda « em sy quatro Quintas, como são a do Sereníssimo Senhor Infante, a da Amieyra, a chamada Mouta do Lobo, e a de Mouta Bélla.»
José de Abreu Bacelar Chicorro juiz da Estremadura « (...) Embora de pequena dimensão, o território de Chão de Couce agora autónomo, era assaz complexo, descrito pelo juiz demarcante da província da Estremadura José de Abreu Bacelar Chicorro em 1797« o termo da Villa de Chão de Couce he hum dos mais irregulares desta Província, por conter pedaços de terrenos desmembrados, e islados( deriva de isla em espanhol, ilha, enclave por ter parcelas separadas ), e muitas povoações cortadas pela linha da sua divisão, em que muitas moradas de casas são formadas nas duas jurisdições» Sendo esta irregularidade prejudicial à administração da justiça, este juiz propôs-se a « regular os seus limites, indemnizando, quanto» lhe«fosse possível os termos desta villa e da de Penella, com quem confronta, por hum corte, que sendo assignado por hum ponto,ou marco natural sempre existente, desfizesse as encravações»que havia em ambos os termos.«por este modo extintas as irregularidades accusadas»ficariam«divididos e regulados os dois termos, compensasandose mutuamente, sem differença que»pudesse«entender-se sensível ou no terreno, ou na povoação».
O passado de quintas do concelho de Ansião
Pertença da Coroa foram sendo doados por Reis propriedades que vieram a ser pertença das Cinco Vilas de Chão de Couce. Com a extinção da Casa dos Duques de Vila Real, os bens passaram para a Casa do Infantado criada pelo rei D. João IV em 1654-1655, em sua maioria confiscados aos apoiantes de Espanha durante o período da Restauração da Independência.A Casa do Infantado foi extinta em 1834 com venda em haste pública a particulares.
No Livro Carlos Lopes-Poema de uma vida Flores de eterno viço de 2005 (...) D . Benvinda de Sá Sousa Graces (Gracez) revelando um espírito administrativo na época invulgar para uma senhora comprar à Fazenda Nacional várias propriedades outrora pertencentes à extinta Casa do Infantado. Numa época de homens a comandar poder aclamar uma empreendedora nas Cinco Vilas - Quem foi esta senhora? Segundo o relato do livro «Ela era de linhagem aristocrática: Dona Maria Augusta de Sá e Castro, nascida no Salgueiral em 1833.Filha de António Luís da Silva Araújo e Castro e de D Benvinda de Sá Sousa Graces (10). O marido abastado proprietário agrícola natural da Quinta da Mata, Beco, Ferreira do Zêzere, assinava-se António Augusto Soares de Magalhães, filho de Jacinto Soares e de Maria do Ó. Aqueles haviam-se consorciado a 20 de fevereiro de 1873, tendo a noiva 40 anos e o noivo 23.» Evoca origem em Espanha, em Dornes o apelido Garcez exibe-se na fachada da Escola Primária.
Cedência de excertos do Livro por Henrique Dias
Foi-me emprestado, tirei algumas fotocópias, julgo que nem a Biblioteca de Ansião o terá, o que é uma pena... Leitura bibliográfica do poeta de Chão de Couce, Carlos Lopes.
Transcrição do livro «Carlos Lopes nasceu na Lomba em Chão de Couce em 1876, era habitual vê-lo à luz do petróleo debruçado sobre aquela rica escrivaninha de pau-santo vinda da quinta da Mouta de Bela, dando volteios e volteios à pena...quando esteve preso em Leiria a mocidade lhe reconheceu talento...
Pais de Carlos Lopes
Filho segundo de António Lopes de Casal Novo, Maças de D Maria e a mãe Teodora da Anunciação da Lomba, Chão de Couce.
Os padrinhos de batismo de Carlos Lopes a 28 de fevereiro 1876 em Chão de Couce foram um casal muito chegado ao pai dele que vivia num solar na plurissecular Quinta da Mouta de Bela, que em primeira instância havia sido doada por D. Pedro I a D. João Afonso, Conde de Barcelos, em 1362.»
Pais de Carlos Lopes
Filho segundo de António Lopes de Casal Novo, Maças de D Maria e a mãe Teodora da Anunciação da Lomba, Chão de Couce.
Os padrinhos de batismo de Carlos Lopes a 28 de fevereiro 1876 em Chão de Couce foram um casal muito chegado ao pai dele que vivia num solar na plurissecular Quinta da Mouta de Bela, que em primeira instância havia sido doada por D. Pedro I a D. João Afonso, Conde de Barcelos, em 1362.»
«Carlos Lopes desejava instruir-se, procurou o Professor primário Manuel Fernandes Sousa Ribeiro padrinho da sua irmã.
Viúvo, o padrinho de Carlos Lopes da Quinta da Mouta de Bela, veio a casar em 2ªs núpcias com a irmã mais velha do poeta, Augusta d'Assunção sendo moradores no solar da Quinta de Mouta de Bela. Numa visita à sua irmã por quem nutria carinho dando com ela banhada em lágrimas e sinais de ter sido agredida.Sem mais foi ter com o seu cunhado que estava na vinha da quinta e desferindo-lhe um golpe o prostrou na terra pela grande a diferença de idades. O cunhado e padrinho era o Juiz da Paz de Chão de Couce nessa altura, sendo presente a tribunal por agressão do padrinho e cunhado Soares de Magalhães foi condenado a prisão em Leiria onde deu entrada a 8 de novembro de 1899.
Viúvo, o padrinho de Carlos Lopes da Quinta da Mouta de Bela, veio a casar em 2ªs núpcias com a irmã mais velha do poeta, Augusta d'Assunção sendo moradores no solar da Quinta de Mouta de Bela. Numa visita à sua irmã por quem nutria carinho dando com ela banhada em lágrimas e sinais de ter sido agredida.Sem mais foi ter com o seu cunhado que estava na vinha da quinta e desferindo-lhe um golpe o prostrou na terra pela grande a diferença de idades. O cunhado e padrinho era o Juiz da Paz de Chão de Couce nessa altura, sendo presente a tribunal por agressão do padrinho e cunhado Soares de Magalhães foi condenado a prisão em Leiria onde deu entrada a 8 de novembro de 1899.
O poema depois da sentença
E no dia destinado
Em que eu fui responder,
Quando ouvi a sentença
Mais me valia morrer...
Na prisão fazia versos para vender aos colegas que os enviavam às namoradas como se fossem deles...
Quem foi o último morador da Quinta de Mouta de Bela?«Descendência de Maria Augusta de Sá e Castro últimos moradores da Quinta da Mouta de Bela
Segundo o Henrique Dias foi a Dona Maria Augusta de Sá e Castro (julgo que) a última proprietária da Quinta da Mouta de Bela, neta paterna do Capitão Luís António Teixeira de Araújo e Castro (tabela da Família 3.1). Ambos moradores na Quinta da Mouta de Bela.
Segundo o Paulo Alcobia Neves « Maria Augusta foi casada com António Augusto Soares de Magalhães tendo o casamento sido celebrado na Igreja de Nossa Senhora da Consolação de Chão de Couce a 20 de fevereiro de 1873. Era irmã de António, Augusto e João, todos casados no Concelho de Ferreira do Zêzere e com descendentes até aos nossos dias.»
- Henrique Dias «o que sei é em parte graças a si. Mas só conheço a descendência do irmão João, e desconheço, inclusive, se ela teve descendência, pois casou já com 40 anos.»(10)
Como aparece o apelido Castro na Quinta da Mouta de Bela?
«Mariana Teixeira de Castro, b. 28.5.1711 , Nª Sª da Consolação, Chão de Couçe, Leiria.
Pai: Miguel Teixeira de Castro
Mãe: Joana Bella
Maria Fernandes Teixeira, b. 29.11.1765 , Nª Sª da Consolação, Chão de Couçe, Leiria.
Pai: Manuel Fernandes Teixeira
Mãe: Maria Gaspar
Maria Teixeira de Castro, b. 10.9.1769 , Nª Sª da Consolação, Chão de Couçe, Leiria.
Pai: Miguel Teixeira de Castro
Mãe: Maria Mendes.
Nas quintas de Chão de Couce aportou um ramo vindo de Moncorvo (?) com costado em D. Álvaro Fernandes da Maia apelido que consta da família de todos os filhos apenas um ramo usa o apelido Castro, julgo na ligação a Inês de Castro . Foram Condes de Oleiros, Proença a velha, Ega , Galveias e Arraiolos e ainda ligação à família dos Mascarenhas Sarmento Velasquez e Alarcão do Espinhal e Quinta da Torre na Caparica, e ainda aos Condes de Lemos - sem saber se ainda é vivo na nossa região, foram Senhores de Cadaval, ligados a Alvaiázere e Rabaçal, etc .
D. Álvaro Pires de Castro foi grande senhor no tempo de D. Pedro I a quem serviu, tendo sido Conde de Arraiolos e 1.º Condestável de Portugal, foi senhor do Cadaval, Peral, Ferreira de Aves e Alcaide-mor de Lisboa. Casou com D. Maria Ponce de Leão, filha de D. Pedro Ponce de Leão.A família Ponce Leão entronca com o Senhorio de Abiul e mais tarde uma descendente casa-se na Quinta de Serzeda, em Pousaflores, com correlação da minha autoria.
Pai: Miguel Teixeira de Castro
Mãe: Joana Bella
Maria Fernandes Teixeira, b. 29.11.1765 , Nª Sª da Consolação, Chão de Couçe, Leiria.
Pai: Manuel Fernandes Teixeira
Mãe: Maria Gaspar
Maria Teixeira de Castro, b. 10.9.1769 , Nª Sª da Consolação, Chão de Couçe, Leiria.
Pai: Miguel Teixeira de Castro
Mãe: Maria Mendes.
Nas quintas de Chão de Couce aportou um ramo vindo de Moncorvo (?) com costado em D. Álvaro Fernandes da Maia apelido que consta da família de todos os filhos apenas um ramo usa o apelido Castro, julgo na ligação a Inês de Castro . Foram Condes de Oleiros, Proença a velha, Ega , Galveias e Arraiolos e ainda ligação à família dos Mascarenhas Sarmento Velasquez e Alarcão do Espinhal e Quinta da Torre na Caparica, e ainda aos Condes de Lemos - sem saber se ainda é vivo na nossa região, foram Senhores de Cadaval, ligados a Alvaiázere e Rabaçal, etc .
D. Álvaro Pires de Castro foi grande senhor no tempo de D. Pedro I a quem serviu, tendo sido Conde de Arraiolos e 1.º Condestável de Portugal, foi senhor do Cadaval, Peral, Ferreira de Aves e Alcaide-mor de Lisboa. Casou com D. Maria Ponce de Leão, filha de D. Pedro Ponce de Leão.A família Ponce Leão entronca com o Senhorio de Abiul e mais tarde uma descendente casa-se na Quinta de Serzeda, em Pousaflores, com correlação da minha autoria.
Em 1791 era almoxarife na Sertã, Cláudio de Meneses e Castro.
Livro de baptismos da paróquia de Chão de Couce de 1747
Folhas : 109 vº e 110 ANTÓNIO (...) Nos dezassete dias do mês de Junho de mil setecentos e quarenta e sete anos baptizei e solenemente e puz os Santos Óleos a António, que nasceu em os oito dias do mesmo mês de Junho, filho legítimo de Miguel Teixeira de Castro e de Maria das Neves, da Amieira, neto paterno de Miguel Teixeira de Castro natural da Amieira, e de Maria da Maya natural da freguesia de Vila Verde de Areias Pedreira de Tomar, ambos moradores que foram na dita quinta da Amieira. E materna de Manuel Lourenço natural desta vila e de Isabel das Neves natural de Venda Nova, freguesia da Aguda, e ambos moradores nesta vila. Foram padrinhos o Capitão Alexandre Manuel de Sousa da sua Quinta da Mouta Bela e Luíza Angélica Vieira da Silva, filha do Capitão Manuel Vieira de Freitas morador na quinta de Baixo, tocou por ela o padre Rodrigo de Sousa tudo desta freguesia. O Padre Rodrigo de Sousa José Vieira Pinto .O Vigário António Botelho Negrão »
Falta certificar - António, do registo de baptismo acima se é António Luís Teixeira de Araújo e Castro, Senhor da Quinta de Mouta Bela, freguesia de Almofala, Termo as Cinco Vilas que casou em Pias com D. Maria Benvinda de Sá e Mendonça, chefe da casa dos Sá e Mendonça de Pias, herdeiro do Morgadio de Pias e descendente e representante de Estevão de Sá e Mendonça, armigerado? (10)
Lamento se ao transcrever excertos de genealogia não segui o rasto correcto aos referenciados.
Mapas de genealogia
Autoria do Dr Paulo Alcobia Neves
Lamento se ao transcrever excertos de genealogia não segui o rasto correcto aos referenciados.
Mapas de genealogia
Autoria do Dr Paulo Alcobia Neves
Compilação de Henrique Dias

A total ruína da Quinta da Mouta de Bela tenha sido provocada a falta de descendência que deveria ter sido salvaguardada em testamento , isso é que tinha sido visão futurista do seu dono se olhasse pela continuidade da produtividade e riqueza para além da morte. Não se sabe quem é o actual seu dono, o que teria patrocinado a limpeza florestal que a invadiu ?Em pleno séc XXI na eminência de se perder este património histórico agora aclarado o seu passado rico onde se pretendeu especular a razão do total abandono, pretensa desta crónica avivar e sobretudo suscitar atenção de todos, Autarquia e Juntas de Freguesia, por no passado terem sido todos negligentes na proteção destes testemunhos de valor no dever em os deixar de herança às gerações vindouras. A talhe de foice há dias numa banca de velharias com bons objectos dos finais do séc XIX, curiosa questionei a sua proveniência, do seu bisavô regedor de Monsaraz, muito ricos com propriedades, num tempo que se morria mais cedo, bebia-se e jogava-se muito e se perdia a fortuna sem saber como- ao lado estava uma amiga de Évora da família dela disse o mesmo- ainda lhes perguntei os apelidos para os entroncar - não me parecem serem familiares na nossa região, para me lembrar em Ansião no meu tempo de aluna no Colégio ouvi dizer um individuo da família Veiga ter perdido tudo, até a mulher no casino na Figueira da Foz, mais tarde em Cernache do Bonjardim houve outro nobre de igual má sorte , no dia seguinte o novo dono apresenta-se na sua nova casa dizendo - é tudo meu até a senhora, mas dispenso-a... ouvi outras histórias como estas da perda dos bens em jogo com aposta da fortuna, que a perdiam num abrir e fechar de olhos, sem se dar conta, porque em verdade não a formaram, apenas herdaram e destruíram em demonstrar a fragilidade do vicio da bebida e do jogo em determinar amargamente em muita família desespero e ruína.
Concluir costados de ligação familiar cruzados com indivíduos da Quinta da Mouta do Lobo ou Amieira, Quinta do Salgueiral em Chão de Couce, Aguda, Redinha, Ferreira do Zêzere e,...
Solar da Quinta da Mouta de Bela em 2006
Foto de Henrique Dias -A primeira visita que fiz a esta Quinta, fui guiado pelo saudoso professor José Sá (descendente dos Teixeira de Castro que a habitaram). Foi em Agosto de 2006, aproveitando a visita do meu primo da Austrália António José Pimentel Teixeira Mendes, também ele descendente dos Teixeira de Castro de Chão de Couce e portanto também primo do extinto professor José Vaz Ferreira de Sá Costa Simões.
Na altura (2006) o melhor que se conseguia vislumbrar do edifício era esta fachada.

- As silvas e a hera, impediam por completo a nossa progressão...
Em 2006 foi este o cenário que encontramos
- A vegetação impedia-nos de ver a glória passada deste edifício, pese embora os esforços do nosso amigo José Sá em 2006.Em 2006 foi este o cenário que encontramos

Álbum de fotos da autoria do Henrique Dias publicado dia 25 de maio de 2019 com 26 fotos da Quinta da Mouta de Bela no Grupo que administra "As Cinco Vilas de Chão de Couce e terras circundantes" actualmente após limpeza florestal . Ao dono da quinta apresento desculpas pela exposição pública, contudo por se tratar de património histórico dos mais antigos urge obrigação de o dar a conhecer por esta ter sido nascida nos primórdios da história na região, de cabal importância e desconhecimento da grande maioria no concelho de Ansião, a que acresce a impossibilidade no momento de saber quem de facto é o seu dono, pese se ter lançado a pergunta ainda sem resposta, estando eu ausente há mais de 40 anos tal como o Henrique as assíduas deslocações à terra a outros afazeres, ainda assim ambos no mesmo mérito em mostrar e falar, pese as circunstâncias que a própria circunstancia se nos apresenta desfavorável, o nosso destino maior em o contrariar na boa fé e vontade nata a partilhar cultura, se mostra mais intensa e de futuro a sensibilizar as massas neste despertar, do potencial que encerra a sua recuperação na traça antiga e divulgação para atrai r interesses, sobretudo chamar o turismo de raiz histórica à região a que se deve juntar os Fornos de Cal, as serras, os trilhos e os cursos de água com seus moinhos, lagares e pisões, o sitio.
-Acontece à uns anos atrás levaram-me lá e só vislumbrei uma parede envolvida por vegetação, mas hoje fui dar com ela despida graças às operações de desmatação da zona envolvente, e fiquei admirado pelo que presenciei, pois pude verificar as reais dimensões do edifício, embora alguns anexos ainda se encontrem por desmatar.

-Anexo junto ao muro da cerca.Seria esta divisão que esteve por diversas vezes destinada para ser capela, mas que pelos vistos nunca chegou a ser?
Apesar das heras secas consigo distinguir a meia lua em cerâmica acima do lintel da porta.
O testemunho do padre Negrão em 1552 (...) achei que a casa que se pretende fazer a capela é asseada e limpa e feita a poucos metros, e só tem servido de visitas, e ainda que não o seja, o parece.»
Não vislumbrei nas fotos uma tirada de longe mais abrangente para se perceber onde ficava a capela inserida na malha do solar.
Não vislumbrei nas fotos uma tirada de longe mais abrangente para se perceber onde ficava a capela inserida na malha do solar.
Fachada julgo seja para sul, ao se confrontar a foto de 2006
No sobrado janela de avental, em baixo um janelo com o pormenor quinado da pedra cimeira
- Julgo que seja particular. A questão está em saber quem serão os actuais proprietários...
Localização privilegiada numa posição sobranceira à área envolvente:
Treze anos depois (graças ao esforço de desmatação para prevenção de incêndios), pude, finalmente, verificar com agrado a graciosidade e as verdadeiras dimensões deste Solar, secular e carregado de história.
-Anexo junto ao muro da cerca.Seria esta divisão que esteve por diversas vezes destinada para ser capela, mas que pelos vistos nunca chegou a ser?
-Muro da cerca e anexos cobertos com vegetação:
-Aberturas de arejamento e claridade
-Já tenho visto alguns com uma argola embutida para prenderem as cavalgaduras. Mas esta não tem nada disso.Quando fotografei esta pedra não vi nenhum orifício, aliás a pedra estava encravada na parede e pela frente teria havido outra que ruiu em que a pedra seria mais comprida, sem saber a sua servidão e teria sido cortada para ser reaproveitada (?
Há anos encontrei na antiga Casa da Câmara de Chão de Couce uma pedra assim igual que mostro na foto abaixo sem na altura perceber a razão de ali estar, para o que servia, se não tinha nenhum orifício.O ano passado o dono procedeu à requalificação do espaço, assim se perdeu o vestígio sem merecer estudo...
-Mistério
Se agora se descobriu outra na Quinta da Mouta de Bela se aclarar ambas tenham sido reutilização de pequenas colunas romanas, por se mostrarem estriadas que foram dum átrio de habittat romano, que existiu algures entre o Pontão e Cômoros segundo o Raul Manuel Coelho.
Este aclaramento dado por outra coluna que o Henrique fotografou que se mostra ao alto encostada a um muro com a parte superior em redondo aqui tenha sido usada como ombreira? Parece-me de muita semelhança, senão igual.Portanto já três colunas reutilizadas.
-Muro da cerca da Quinta, tendo na parte interior alguns anexos ainda envoltos em densa vegetação.
-Um pormenor curioso da parte inferior das janelas.
Estas lajes no exterior da parede, permitiam a solidez necessária para criar espaço no interior da parede para os célebres bancos de pedra
Escombros ...O que podem ainda esconder?
-Um pormenor curioso da parte inferior das janelas.
Estas lajes no exterior da parede, permitiam a solidez necessária para criar espaço no interior da parede para os célebres bancos de pedra
- Encontrei um desenho semelhante na antiga Quinta da Boavista em Maçãs de Dona Maria
-Achei curiosa a semelhança da decoração por baixo das janelas destes edifícios das Cinco Vilas, a fazer lembrar um cálice ou uma taça.Encontrei um paralelo com as da Capela Barroca da Praça de São Pedro de Rates na Póvoa de Varzim:
Caro Henrique Dias parabéns ao olhar peculiar a que acresce a correlação estética, a sua sensibilidade cultural está um primor! A semelhança que aponta é interessante, pode ter correlação familiar(?) premissa que tento deslindar com gente vinda do Minho e Trás os Montes, aqui se radicou por casamento ou a trabalho e vice versa e se estendeu aos concelhos limítrofes, alto Alentejo e Algarve .Quando fui a Torre de Moncorvo dei com os olhos no solar dos Pimentéis lembrei-me da mesma semelhança ao solar de Maças de D. Maria sem saber se são familiares(?).
Torre de Moncorvo
-Parte posterior da habitação da Quinta de Mouta de Bela
Torre de Moncorvo
- Pormenor do reboco
-Janela do piso superior, vista do interior.
-Repare-se nos tradicionais banquinhos de pedra junto à janela.
Os chamados bancos namoradeiros comuns nas janelas de avental, ainda restam poucos exemplares em Ansião.
O musgo tapa a visão do que foram as duas pedras em L sobrepostas a indiciar uma porta? E a peça em madeira sobre a mesma que o Henrique possivelmente não reparou nela, ainda cravada com quatro ferros? O que teria sido?
Ombreiras com as marcas das trancas e fechaduras
Frontaria do solar com o lajeado em pedra do balcão
Elementos judaicos como o balcão e os quadradinhos minúsculos na horizontal na semi cave a indiciar arquitectura judaica, características que ainda existem na região.

Pormenor do portal

Pormenor do portal
Ansião
Solar na vila de Ansião recentemente requalificado
Solar na vila de Ansião recentemente requalificado
Comparação da escultura do portal a evidenciar cantaria igual, seria na região, mas aonde? Amostragem da requalificação onde se evidencia a traça do antiga em franco convívio com a nova edificação , sem colidir em nova vida.
O que pode perfeitamente vir a coexistir na Quinta da Mouta de Bela, na grande diferença, nesta sabe-se o seu passado em grande parte para na de Ansião, não se sabe o nome da quinta, tão pouco da família que o mandou construir, quase nada, apenas e somente alguma vivência no século XX...pior antes da requalificação devia ter sido mote de investigação arqueológica e julgo não o foi...
Quinta de Mouta de Bella ruínas de paredes possivelmente da casa primitiva?
DEFESA E PROTEÇÃO DO PATRIMÓNIO PÚBLICO E PRIVADO
Eis chegada a hora em querer destacar um Marco indelével na proteção do Património histórico de todos nós, público e particular, o que se pretende aflorar com esta Quinta da Mouta de Bela, testemunho dos mais antigos edificado no concelho de Ansião.
Deixo aqui uma chamada de atenção sobre a falta de sensibilidade ao património do concelho, público e sobretudo privado, que se tem vindo a perder e pelos visto continua aqui aflorada nesta crónica. Retirei a parte da minha teoria a incluir noutra crónica a publicar por estes dias com a concentração da maioria de património histórico particular em abandono no concelho. Bem sei que a Autarquia não tem capacidade financeira para acudir a todos os casos, veja-se a aquisição da Quinta das Lagoas em Ansião, o antigo executivo PSD celebrou a sua cedência em contrato ruinoso depois de grande investimento para hoje estar de novo ao abandono...
O que faz falta? Estabelecer parâmetros na venda a novos donos; nacionais ou estrangeiros, terem antes conhecimento sobre a história do bem que vão adquirir sabendo antecipadamente as condições a que vão ser obrigados na requalificação no compromisso de não poderem alterar a traça nem fazer desaparecer os testemunhos do passado, pese já existir regulamentação, o que faz falta é fiscalização, o que se assiste verificar depois da vistoria muita coisa é alterada a contento dos novos donos, e isto não devia ser permitido, aplicando coimas duras para todos saberem as regras e o dever de as cumprir. A crónica que irá condensar esta temática terá o título - O que falta em Ansião? Associação cultural na defesa do património de Ansião!
Grito *a Junta de Freguesia de Chão de Couce!
Alterar a toponímia actual Rua da Quinta da Moita Vela para Rua da Quinta de Mouta de Bela
FONTES
Fotos e informação de reconhecimento de Henrique Dias
Mapa de genealogia da autoria do Dr Paulo Alcobia Neves
Livro Informações e Memórias Paroquiais de Mário Rui Simões Rodrigues e Saul António Gomes
1- Maria José Diniz na sua Dissertação de Licenciatura em Ciências Histórico- Filosóficas da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra - O Mosteiro de S. Jorge. Subsídios para a sua história nos séculos XII/I
2-Chancelaria de D Afonso III transcrição de Leontina Ventura e António Resende de Oliveira- Livro i, vol. 1, Coimbra, Impressa da Universidade, 2006, pp.141-142
3-Chancelarias Portuguesas D Duarte, vol I,t.1,Lisboa.Centro de Estudos Históricos
4-Chancelaria de D João III, , Livro 48,fl.107 vº transcrita pelo padre Coutinho
5 - in Elucidário Nobiliártico, 1º Vol. nº X, Out 1928, pp. 305-319(Fonte Afonso Dornelas. Documentos Antigos»
Chancelaria de D João III, , Livro 48,fl.107 vº transcrita pelo padre Coutinho
6- Leonor Freire Costa e Mafalda Soares da Cunha, D João IV, Lisboa, Círculo de Leitores, 2006, pp.120-122 e 124
7 - https://geneall.net/pt/forum/146044/cinco-vilas-abreus-e-curados/
8 - Estudo Monográfico de Chão de Couce do Dr Manuel Augusto Dias de 2001
9 - https://geneall.net/pt/forum/2096/teixeira-de-castro-de-chao-de-couce/"Nogueiras » Encontra-se referido como "Cristóvão de Abreu Vieira" no Nobiliário de Famílias de Portugal, de Felgueiras Gayo, vol. IV-pg. 79 (Coutinhos), 146, N14.
Eis chegada a hora em querer destacar um Marco indelével na proteção do Património histórico de todos nós, público e particular, o que se pretende aflorar com esta Quinta da Mouta de Bela, testemunho dos mais antigos edificado no concelho de Ansião.
Deixo aqui uma chamada de atenção sobre a falta de sensibilidade ao património do concelho, público e sobretudo privado, que se tem vindo a perder e pelos visto continua aqui aflorada nesta crónica. Retirei a parte da minha teoria a incluir noutra crónica a publicar por estes dias com a concentração da maioria de património histórico particular em abandono no concelho. Bem sei que a Autarquia não tem capacidade financeira para acudir a todos os casos, veja-se a aquisição da Quinta das Lagoas em Ansião, o antigo executivo PSD celebrou a sua cedência em contrato ruinoso depois de grande investimento para hoje estar de novo ao abandono...
O que faz falta? Estabelecer parâmetros na venda a novos donos; nacionais ou estrangeiros, terem antes conhecimento sobre a história do bem que vão adquirir sabendo antecipadamente as condições a que vão ser obrigados na requalificação no compromisso de não poderem alterar a traça nem fazer desaparecer os testemunhos do passado, pese já existir regulamentação, o que faz falta é fiscalização, o que se assiste verificar depois da vistoria muita coisa é alterada a contento dos novos donos, e isto não devia ser permitido, aplicando coimas duras para todos saberem as regras e o dever de as cumprir. A crónica que irá condensar esta temática terá o título - O que falta em Ansião? Associação cultural na defesa do património de Ansião!
Grito *a Junta de Freguesia de Chão de Couce!
Alterar a toponímia actual Rua da Quinta da Moita Vela para Rua da Quinta de Mouta de Bela
FONTES
Fotos e informação de reconhecimento de Henrique Dias
Mapa de genealogia da autoria do Dr Paulo Alcobia Neves
Livro Informações e Memórias Paroquiais de Mário Rui Simões Rodrigues e Saul António Gomes
1- Maria José Diniz na sua Dissertação de Licenciatura em Ciências Histórico- Filosóficas da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra - O Mosteiro de S. Jorge. Subsídios para a sua história nos séculos XII/I
2-Chancelaria de D Afonso III transcrição de Leontina Ventura e António Resende de Oliveira- Livro i, vol. 1, Coimbra, Impressa da Universidade, 2006, pp.141-142
3-Chancelarias Portuguesas D Duarte, vol I,t.1,Lisboa.Centro de Estudos Históricos
4-Chancelaria de D João III, , Livro 48,fl.107 vº transcrita pelo padre Coutinho
5 - in Elucidário Nobiliártico, 1º Vol. nº X, Out 1928, pp. 305-319(Fonte Afonso Dornelas. Documentos Antigos»
Chancelaria de D João III, , Livro 48,fl.107 vº transcrita pelo padre Coutinho
6- Leonor Freire Costa e Mafalda Soares da Cunha, D João IV, Lisboa, Círculo de Leitores, 2006, pp.120-122 e 124
7 - https://geneall.net/pt/forum/146044/cinco-vilas-abreus-e-curados/
8 - Estudo Monográfico de Chão de Couce do Dr Manuel Augusto Dias de 2001
9 - https://geneall.net/pt/forum/2096/teixeira-de-castro-de-chao-de-couce/"Nogueiras » Encontra-se referido como "Cristóvão de Abreu Vieira" no Nobiliário de Famílias de Portugal, de Felgueiras Gayo, vol. IV-pg. 79 (Coutinhos), 146, N14.
https://geneall.net/pt/forum/164950/bernardo-d-abreu-amorim-pessoa-e-gouveia/
D António Caetano de Sousa, História, Genealógica da Casa Real Portuguesa, 2ª edição ed.,t.V,I Parte, Coimbra, 1942, pp.25-26.
D António Caetano de Sousa, História, Genealógica da Casa Real Portuguesa, 2ª edição ed.,t.V,I Parte, Coimbra, 1942, pp.25-26.
Livro - A Casa de Vila Real a conspiração de 1641 contra D. João IV
Edição Colibri 2007 de Mafalda Noronha Wagner.
file:///C:/Users/HP/Downloads/MOA%20%E2%80%94%2012.pdf
file:///C:/Users/HP/Downloads/MOA%20%E2%80%94%2012.pdf


















































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