Desafiar o título o Ramo de Pinhões ao Espírito Santo, a Câmara de Soure, Depois, Vai-se a Ver e Nada, o sonho em o poder vir a contradizer quando for certificado em Terras de Sicó !
Curioso apego a projectar Soure na defesa em primazia o primeiro lugar a Ansião, o seja pela grandiosa festa com ritual ancestral a realizar-se sete semanas depois da Páscoa, este ano de 2019 - 7-8-9 e 10 Junho. Partilhem para atrair mais gente, investir na sua dinamização e ainda vir a suscitar real interesse em mais se aprofundar este costume por parte do Pelouro da Cultura da Autarquia de Soure, lamento dizer não vislumbrei amostragem em sites camarários, tão pouco menção do Lugar Assamassa, quando o devia ser difundido, denota profunda falta de conhecimento do passado, da história , suas gentes, tão pouco em valorizar e defender os valores herdados ainda tão vivos nos usos e costumes, no seu dever de serem enaltecidos em jubilo, não somente no concelho, envolver o País e o Mundo, atingindo o público alvo com raízes todos no mesmo orgulho em sentir este legado, em o ver dignificado, ritual único e inigualável, ousadia maior a de conquistar o lugar que bem merece - lanço aqui a luta pela sua classificação em Terras de Sicó, atendendo ao seu potencial patrimonial imaterial e panóplia de actividades; cultivo, apanha, tratamento e arte em trabalhar o pinhão, valorizando as pessoas envolvidas em manter vivo o ritual.Em paralelo trata-se de um produto endógeno da região de Sicó que abrange também Ansião com a sua Feira de Pinhões, este ano celebrou 322 anos, para que as duas autarquias dêem as mãos, se envolvem no projecto com ambição de maior engrandecimento para as suas terras , as credibilizando, ao fomentar ainda mais o plantio , comércio e o difundir ainda mais na doçaria, produto altamente rentável como alimento, pelos vistos até hoje a pouca , nenhuma atenção!Ontem já era tarde, tenha sido a falta de visão em tanta gente com canudo a ofuscar este grandioso projecto!
Curioso apego a projectar Soure na defesa em primazia o primeiro lugar a Ansião, o seja pela grandiosa festa com ritual ancestral a realizar-se sete semanas depois da Páscoa, este ano de 2019 - 7-8-9 e 10 Junho. Partilhem para atrair mais gente, investir na sua dinamização e ainda vir a suscitar real interesse em mais se aprofundar este costume por parte do Pelouro da Cultura da Autarquia de Soure, lamento dizer não vislumbrei amostragem em sites camarários, tão pouco menção do Lugar Assamassa, quando o devia ser difundido, denota profunda falta de conhecimento do passado, da história , suas gentes, tão pouco em valorizar e defender os valores herdados ainda tão vivos nos usos e costumes, no seu dever de serem enaltecidos em jubilo, não somente no concelho, envolver o País e o Mundo, atingindo o público alvo com raízes todos no mesmo orgulho em sentir este legado, em o ver dignificado, ritual único e inigualável, ousadia maior a de conquistar o lugar que bem merece - lanço aqui a luta pela sua classificação em Terras de Sicó, atendendo ao seu potencial patrimonial imaterial e panóplia de actividades; cultivo, apanha, tratamento e arte em trabalhar o pinhão, valorizando as pessoas envolvidas em manter vivo o ritual.Em paralelo trata-se de um produto endógeno da região de Sicó que abrange também Ansião com a sua Feira de Pinhões, este ano celebrou 322 anos, para que as duas autarquias dêem as mãos, se envolvem no projecto com ambição de maior engrandecimento para as suas terras , as credibilizando, ao fomentar ainda mais o plantio , comércio e o difundir ainda mais na doçaria, produto altamente rentável como alimento, pelos vistos até hoje a pouca , nenhuma atenção!Ontem já era tarde, tenha sido a falta de visão em tanta gente com canudo a ofuscar este grandioso projecto!
Na mesma ousadia projectar Ansião pela ligação a Soure desde os primórdios, parentes próximos ao emblemático vale cársico do Rabaçal, em mais de 50 anos sinto a paisagem de igual forma exasperante, um marasmo de chão inóspito, cru e de sequeiro, recortado por courelas, vinhedos e salpico de olival, por todo o lado semeado a calhaus onde emergem dois montes a imitar cones, sem imortalização na aguarela de Pier Baldi em 1669 na passagem da comitiva do Príncipe Cosme de Médicis de Ansião para a Fonte Coberta, apenas destaque“o trajo das pessoas da fonte, a arquitectura das casas, e a esterilidade dos montes”...Jamais me canso, de te olhar...
Fulminada e perdida em luxuria guardador de gratas emoções em tantas viagens !
Vale enigma, perdido em vastidão convida a desfrute e deleite pela tamanha riqueza dos fortes contrastes, ora a clamar deserto ora a clamar estepe russa aqui e ali emoldurado a idílicas dolinas cársicas, resquícios de esqueletos podres de moinhos, muros de pedra seca, lapiás e aldeias soalheiras, Casas Novas a primeira que conheci de casario de pedra concentrado e ruelas estreitas, Degracias onde gosto de almoçar, a sua igreja detém Imagem em pedra de Nossa Senhora, debalde o lajeado sepulcral numerado retirado do seu interior e reutilizado na escadaria e no cruzeiro...Evidente falta de cultura! Atroz medida tomada por gente sem capacidade em discernir o valor dos legados herdados em nítida rotura com falta de conhecimento e de sensibilidade cultural.Em verdade o bispado, proprietário de inestimável património de igrejas e capelas, jamais denotou capacidade para o manter como bem merece, olhando à descomunal ruína da igreja Finisterra em Vila Nova de Anços...Exercendo o meu direito de cidadania em crítica acutilante desafiar nesta hora o bispado em se articular com os padres das paróquias e estes com as respectivas entidades camarárias, no dever em vir a ser criado no Pelouro da Cultura uma segmentação para a protecção de todo e qualquer património concelhio, mobilizados em valorizar o novo conceito meritório do património religioso, em todas as suas vertentes, começando por o inventariar, fotografar, classificar, criar espaços museológicos e levantamentos e estudos com a população em âmbito sociológico dos rituais, tradições e costumes e ainda toda e qualquer requalificação sempre com a necessária ponderação do valor histórico do legado, em o manter inalterado e claro proteger, medidas que deviam ser agilizadas entre as partes para não mais se perder, e outro delapidado pelo amigo do alheio, pior é nascer e morrer gente sem o conhecer, guardado em reservas, ou ao Deus dará plantado pelos cantos de sacristias desativadas, à mão de qualquer um, na maioria apresenta-se mutilado , sem classificação, a merecer restauro para de novo aparecer à ribalta em brilho e resplendor, a função para que foram concebidas - Adoração!
Existem quatro tipos de Património CulturalPatrimónio Histórico, sobre o edificado e ruínas.
Património Imaterial, saberes,celebrações, festas, danças, músicas, costumes, lendas, rituais e outras.
Património Vivo, pessoas que detém conhecimento e técnica para a produção e preservação de aspectos da cultura popular e tradicional no respeito à sua ancestralidade, por carolice para não se perder e deixar de herança às gerações vindouras. O Ramo de pinhões ao Divino Espírito Santo é disso bom exemplo.
Património Natural, o próprio nome o indicia. Lajeado natural, no passado o homem tirou proveito no afunilamento em conduzir a água da chuva para poços e cisternas, e daqui para abastecimento público canalizado em condutas de pedra para o chafariz da aldeia. Os Baldios, em destaque o Covão das Favas, na encosta nascente avista-se a formação de lapiás, semeada com olival.
DegraciasLajeado para recolha de água pluvial

Mocifas da Nazaré, Vale Centeio, Cotas, Pombalinho na paragem obrigatória para compra de queijos... Ainda perdida em deslumbramento com as Alminhas em pedra, a pensar como seria o vale no passado ainda mais desértico e ter sido escolha para castros, habitat de romanos, hebreus e outros, restam testemunhos como reconhecer o talento para arrotear courelas semeadas de pedra debruadas a muros fechadas por frágeis cancelas de madeira, por todo o lado pequeninas almuinhas de oregãos e vistas desafogadas para o contraforte do Maciço de Sicó, de todos os ângulos se respira literalmente beleza incomum com casario de balcão e estelas funerárias depois de Alcalamouque , hoje resta julgo uma, sem no tempo alguém lhe ter deferido merecida atenção. Há anos o plantio de cedros em chão de argila empedernida a lembrar aqui já foi o fundo do mar, prova disso os fósseis em desatino a terra rossa a lembrar África, e por todo o lado aroma a erva de Santa Maria, travo característico do afamado queijo denominado Rabaçal, riqueza ímpar a sábia na mistura de leites, cabra e ovelha, e aqui outra chamada de atenção, a sua certificação só vai acontecer se os municípios se envolverem. Paraíso da natureza as Buracas de Casmilo para os amantes de caminhadas em trilhos, montanhismo e escalada . Fechar em coroa hoje com o pinhão. A sua origem de rei na Feira Franca da Constantina em Ansião, e em Soure mantém-se com a tradição do Ramo ao Divino Espírito Santo em Assamassa.
Ao alto dos meus 62 anos de vida jamais assisti a alguém a partir pinhão em Ansião.Só me lembro de ouvir falar do roubo de pinhas...No Escampado da Costa onde fui com a minha irmã apanhar pinhas, trazidas às costas em saco de serapilheira, arreliadas com a resina pegajosa nas mãos e nas pernas a coceira com as estevas de folhagem igualmente pegajosa na descida do carreiro , mal chegadas a casa pusemos as pinhas verdes, pesadas, na boca do forno que o nosso pai nos tinha feito com barro saído do poço, ateámos fogueira com munha para as fazer abrir e saltarem os pinhões, teria sido seu ensinamento, as pinheiras eram do lavrado dos seus pais. A casca dos pinhões era partida com o martelo até se apanhar o jeito da batida para o miolo sair ileso sem se esmigalhar... Desse tempo havia uma ligação rodoviária de Ansião a Soure com placa toponímica - Soure, ao Fundo da Rua em Ansião e outra na ramal para o Alvorge, muita era a dificuldade naquele tempo em atravessar a estrada nº 1 para a festa de S. Mateus, das nozes e da cebola e da exposição de azulejos e mosaicos João Chula, apelido com origem no Minho, em Guimarães, a festa do Pinheiro onde os bombos brincam com os ritmos do folclore Chule , a incitar estudo da linhagem aqui aportada. A minha primeira vez na vila de Soure fiquei de boca aberta com o castelo implantado em chão plano ao invés de o ser em local altaneiro, deambulei pelas ruas e descobri solares- Freitas, Dr. Mourão de Paiva, dos Melos- apelidos igualmente vivos no concelho de Ansião e ainda os Sás, mais tarde a minha despedida de solteira aconteceu em Vila Nova de Anços onde enxerguei a extensa campesina de arrozais, introduzido pelos mouros, rasgada pelos rios Anços e Arrunca adornada por ulmeiros, salgueiros e freixos. Voltei a Soure a passeio em 1983, tinha a minha filha um ano, para lhe mostrar...
Igreja de Nossa Senhora de Finisterra em Vila Nova de Anços
« O tombo da visitação da Comenda de Soure de 1508 refere um pardieiro próximo da igreja de Finisterra que em época anterior a 1508 fora celeiro da Ordem »
Com a minha amiga Lurdes, colega em Pombal, vestida em traje de rancho em 1978
A Ti Júlia Peleira da quelha da Atafona, hoje Rua do Ribeiro da Vide em Ansião, o apelido do pai dela seria Martinho, se fidelizou em Murtinho com irmãos Mortinho, erro crasso de quem fazia os registos, percebia mal o linguarejar do povo. Desconheço o apelido do marido que já não conheci, fui encontrar uma colega em Pombal, chamada Júlia, neta paterna desta avó de Ansião, cujo pai se casou em Soure para onde levou a arte de fazer pão, a Júlia deslumbrante a reivindicar genes árabes vestida de cabelos asa de corvo, ao jus da beleza da rainha da Pérsia Farah Diba Pahlavi ...Talvez tenha sido o mote inspirador para querer perceber de onde viemos por o meu lado paterno se apresentar com indivíduos de alta silhueta, pele muito branca, os mesmos cabelos negros e olhar escuro mortiço e o olhar da Júlia expressivo e dominante, em diferenciar a existência de vários clãs de judeus fixados na região- uns de cariz mais reservado e calculista, no costume se diz - a fazem pela calada, sem a certeza de serem descendentes de judeus Fariseus? Em prol de outros, amigos de folia, da festa, de folclore - Galileus ? Assim os diferenciava a minha bisavó materna Brízida Ferreira da Mouta Redonda, Pousaflores que o transmitiu ao seu neto Alberto Afonso Lucas que deixou esta memória imortalizada na Crónica Histórica de Pousaflores. Houveram várias Diásporas vindas do médio oriente, de vários países, se tendo fixado na Europa. Hoje, chamam-se Judeus Ashkenazi os que se fixaram na Europa central com predominância na Alemanha com indivíduos de alta silhueta, tronco entroncado e olhos azuis, e dos países mais a oriente das estepes russas e Afeganistão a descendência de gente de pele branca, cabelos louros oiro e olhos verdes. Judeus Sefarditas ou ocidentais, os que se fixaram na Península Ibérica na Galiza, em Finisterra onde a terra acaba e começa o mar chegaram mercadores da Fenícia e Grécia, os Filisteus. Apresento-me autodidata, além das minhas memórias, investiguei três dissertações em Mestrado sobre o concelho de Soure e um Livro sobre a Confraria de Nossa Senhora da Paz, Constantina, Ansião de 1996 do Dr Manuel Augusto Dias, para mais se entender a correlacionar tradições, usos e costumes de parentes próximos, a meu ver se interligam desde a Comenda de Soure e se mantém até ao presente com Ansião.Apresento em itálico excertos dos trabalhos.
Dissertação de Doutoramento em História de Maria Isabel Rodrigues Ferreira - A Normativa das Ordens Militares Portuguesas ( sécs XII-XVI) Poderes, Sociedade, Espiritualidade .
Mestrado em: Ensino de Educação Musical no Ensino Básico - Em defesa do património tradicional do concelho de Soure de Maria de Fátima Marques Jorge Aires.
Origem do povo povoador nesta região de Sicó?
Até hoje sem merecer correlação adequada a mistura de povos aqui aportados entre outros visigodos, gregos, francos(alemão, belga, italiano) hebreus, mouros deixando herança de genes, tradições e rituais no campo místico-religioso, no meu entender. A grande migração de Espanha em 1492 da expulsão dos judeus determinou a sua massiva entrada pela raia espanhola, Belmonte, a comunidade mais conhecida, proliferando outras pelas Beiras. Nesta abordagem enfoque a Ansião e Soure. Da Galiza por mar aventurou-se gente que aportou em Buarcos, onde encontraram boa pescaria, fizeram casas de brunhos, olhando ao topónimo Mocifas da Nazaré , a reivindicar o mesmo (?) ou o nome da terra onde nasceu Jesus de Nazaré na Judeia? Verossímil quem não quis viver do mar se encaminhou nas terras da Gândara se fixando em Soure «existem diversas indicações toponímicas apostas a nome sugerindo deslocações/migrações que, em algum momento interagiram ou se fixaram neste espaço: Álvaro Pires de Buarcos, Foreiro de uma marinha de sal em Tavarede, termo de Soure. E outros vindos do estangeiro e de outras terras - Francisco de Azambuja, Gil de Gante; João o Moço de Azambuja; Diogo Afonso Tem Vinha em conjunto com João de Ansião Perto de Soure; João de Lisboa; Martim da Covilhã. Sugerem em dado momento, saíram da sua terra natal para se fixarem na região sourense.» E da Gândara o povo hebreu avançou para o Maciço de Sicó, se atendermos aos testemunhos na actividade moageira deixados no legado de pequenos e frágeis moinhos de vento caracteristicos em formato de triângulo irregular em madeira que rodam à força de um homem sobre eira de pedra, herança trazida do Afeganistão onde ainda hoje existem, como as azenhas ou moinhos de água, também abundantes nas Beiras, em Soure e Ansião.Ainda hoje existem casas de madeira no litoral desta região com origem nesse tempo remoto sendo verossímil que outros antes, igualmente vindos de norte pela estrada romana em tempo medieval a privilegiar Ansião tendo sido os primeiros estalajadeiros.
Curiosidades dissecadas nas teses de Mestrado a ligar Soure e Ansião
Herdade de Caramoa (hoje quinta da Madalena) em Samuel e em Ansião existe ainda na oralidade Escarramoa bifurcação de duas estradas para Lisboa.
Comuns topónimos : Ameixieira da Comenda de Soure no Termo de Penela , hoje de Condeixa , em Ansião também existe o Lugar e Serra da Ameixieira.
Chousa de Afonso Chamorro em Montemor o Velho( antes foi da Comenda de Soure), em Ansião, existe o termo Chousa em Pousaflores.
Caparota- Soure e na Sarzeda(Pousaflores) Carapota, com origem no Minho, sem se saber se em Soure se refere a capa rota ou se deturpou de Carapota na inversão "pa para ra"?
Vale de Paio em Soure e Vale de Paio em Ansião.
João Gonçalves de Alvorge Tem filhos Fora do termo da Comenda de Ega, limite com a de Soure em demonstrar a migração interna em que o apelido Gonçalves incita ser grego.
Nomes dados a terrenos de cultivo em Soure secos que foram uso em Ansião, alguns ainda perduram como : Almuinha (pequena horta) , cerrado, chão ( em Ansião também Chã), cortinhal, courelas, eira, folha, jeira, leira, lôngara, quintal, souto, talhos, terras , chousa, campo , quintã, jardim, relvas, valado, colada.
A transposição dos obstáculos fluviais na referência a pontes“Ponte da Azenha”, “Ponte Nova”, “Ponte Pedrinha”, “Ponte da Milhariça” e “Ponte da Cal”, em Ansião, existe também a Ponte da Cal, obra adjudicada em 1648 a um mestre de obras João de Fala, que se tenha influenciado ou dela também foi autor /(?).
«As azenhas e os moinhos trabalhavam sempre no inverno e a maior parte dos «moleiros» eram homens do campo que complementavam esta actividade com o trabalho agrícola para melhor assegurar a subsistência da sua família.» distinguimos as referências hidrográficas de origem natural, das que resultaram da intervenção da mão humana, com o objectivo de quantificar o esforço encetado pelas populações no aproveitamento deste recurso natural, concluindo que o labor no encaminhamento, acondicionamento é mais notório em Soure prenunciando aí uma maior dinâmica económica. Soure possuía abundância de água, identificando-se diversos rios, ribeiras, valas e particularmente à comenda de Soure a presença de canais e levadas». Actividade viva também no passado em Ansião pese a parca água das ribeiras e ribeiros, hoje ainda se observam ribeiros artificiais abertos à força de mãos, o valongueiro, servia para elevar a água de açudes para os moinhos. A captação de água das minas nos costados para regar os leirões na Moita Redonda, Pousaflores dava-se o nome de regadas soltas, sempre abertas para usufruto de quem tinha direito a ter uso da água; meio dia, um dia, horas.
Interligação de parentes próximos, apelidos e na toponímia em atestar esse passado judaico na origem dos povoadores- Soure -Casal dos Galegos, Gabrielos, Gabriéis, Samuel , Simões, Lourenços, Pinheiro, Leonel, Brunhós e,... e em Ansião- Vale Judeu, Casal do Galego (hoje Pinhal), Galegas, Chã Galega, Fonte Galega, Serzedas (hoje Sarzeda) Escampado dos Calados (hoje em ruínas sem habitantes) etc.
Topónimo Tapéus «Com o mesmo orago ao Espírito Santo que constitui a terceira pessoa da Santíssima Trindade cristã (Pai, Filho e Espírito Santo). Segundo a teologia católica, foi-nos dado por Deus para ser o elo de ligação entre o ser humano e o próprio Deus. É Ele que mantém viva a fé dos fiéis católicos e lhes dá o discernimento para os manter no caminho do Senhor. É Deus em nós, unindo-nos a Deus. Na Bíblia, encontra-mo-lo sob diversas formas, aquando das suas manifestações: pomba, vento, água, fogo. Em hebraico, o seu nome era “Ruah”, que significa vento, sopro, hálito. Seria beijada por este hálito de Deus que Maria conceberia Jesus, conforme anunciação do anjo. No Novo Testamento, o Espírito Santo surge directamente ligado ao Messias e às suas acções — de facto, foi Cristo quem O revelou como entidade divina e a terceira pessoa da Trindade.» Em Ansião, os romanos chamaram ás suas serras "Tapeius".
Lugar de Simões em Soure, onde se teriam fixado os primeiros indivíduos de apelido Simões? Em Soure ou Ansião? Em Ansião na aldeia dos Matos, hoje aldeia desertificada pela falta de água com ruínas de casario de sobrado pintada com faixas laterais e barra a ocre- a cor dos judeus. Por casamento partiram pessoas para sul - Outeiro do Forno no Pessegueiro e Barreira, paneiros em rotas sazonais ao Alentejo, cada um tinha a sua zona, hoje ainda vive em Arraiolos descendência, outros vieram-se a estabelecer no comércio de venda de fazenda na vila de Ansião, dois irmãos com este apelido até década de 30 e outros se seguiram, também houve um padre na família, todos a contribuir para o progresso da vila em detrimento de outro qualquer do concelho. A falta de oportunidades abriu caminho no final do século XIX a meados do XX para o Brasil, uns voltaram outros não.
Festa da Tradição ao Ramo ao Divino Espírito Santo em Assamassa , Soure na Página Facebook
«A Nossa Tradição Merecia Mais Importância perante as Nossas Patentes Do Concelho e Distrito, em breve já não há quem dê continuidade a esta Tradição , é uma pena ver desprezado e só se lembrarem do Ramo no dia da Festa, mas vamos à Luta»
Revi na Página a luta encetada em missão colectiva em transmitir a herança dos usos e costumes das suas gentes, publicitar o evento, atrair gente, e sobretudo sensibilizar a autarquia para o ritual vir a ser credenciado do seu valor, em Terras de Sicó .Organizei a crónica com investigação, informação, alguns comentários e fotos disponíveis no google e retiradas desta página onde deixei lançado o pedido. Espera-se alguém de coragem endereça o site desta crónica via email ao Sr. Presidente Mário Jorge da Costa Rodrigues Nunes. Melhor sorte sinto da autarquia de Ansião do Sr Presidente e alguns vereadores, todos na fineza e delicadeza de me homenagear com leitura do blog e dizer tem aprendido comigo, se a edilidade é PS a mesma de Soure, é de ficar pasma pela tamanha desigualdade de atitudes, assim fala o povo, não tenho razão para desconfiar em que saber Mudar é sintoma de CRESCER!
Nasce este desafio em lançar despique aos Pelouros da Cultura para acordar na Ambição maior em Classificar o Ramo ao Divino Espírito Santo em Assamassa e a Feira dos Pinhões em Ansião como Património Imaterial em Terras de Sicó, na categoria Mística-Religiosa, que ambos foram concebidos.
Grande laboro este ritual do Ramo
Obra tremendamente grandiosa de excelso trabalho a merecer comentários na pagina do Facebook a todos os envolvidos em denotar carinho nesta tradição.
«Obrigada pelo Interesse da Nossa Tradição, dá Gosto ver as Nossas Tradições continuarem Vivas, a Nossa Região do Sicó tem Boa União Camarário, Mas a Nossa Tradição ficou de Fora do contexto, Mas vamos em Frente.....Obrigada pela Ajuda da Partilha e a Divulgação da Nossa Tradição Merecia Mais Importância perante as Nossas Patentes Do Concelho e Distrito, em breve já não há quem dê continuidade a esta Tradição , é uma pena ver desprezado e só se lembrarem do Ramo no dia da Festa, mas vamos à Luta»
«Amigos , Partilhem a Nossa Pagina com os vossos Amigos, Vamos Crescer e Mostrar a Nossa Tradição a Todos»
«um misto de trabalho, carinho e dedicação!!!!»
«É único simplesmente maravilhoso»
«E MUITO BONITO»
«Uma Arte , Uma Tradição , Uma Fé, Um Convívio , Um Bom Estar da Nossa População, Uma Imagem, Um Incone De Soure ........Vamos Respeitar tão Antiga Tradição, Única.»
«Parabéns a todas as pessoas que participaram neste belíssimo trabalho e que não baixam braços para manter esta tradição.»
«é uma verdadeira obra, e única em portugal, parabéns ao pessoal que participam!um abraço a todos!e uma boa festa,que o tempo o permita!!!!!»
Especular como começou a tradição
«Obrigada pelo Interesse da Nossa Tradição, dá Gosto ver as Nossas Tradições continuarem Vivas, a Nossa Região do Sicó tem Boa União Camarário, Mas a Nossa Tradição ficou de Fora do contexto, Mas vamos em Frente.....Obrigada pela Ajuda da Partilha e a Divulgação da Nossa Tradição Merecia Mais Importância perante as Nossas Patentes Do Concelho e Distrito, em breve já não há quem dê continuidade a esta Tradição , é uma pena ver desprezado e só se lembrarem do Ramo no dia da Festa, mas vamos à Luta»
«Amigos , Partilhem a Nossa Pagina com os vossos Amigos, Vamos Crescer e Mostrar a Nossa Tradição a Todos»
«um misto de trabalho, carinho e dedicação!!!!»
«É único simplesmente maravilhoso»
«E MUITO BONITO»
«Uma Arte , Uma Tradição , Uma Fé, Um Convívio , Um Bom Estar da Nossa População, Uma Imagem, Um Incone De Soure ........Vamos Respeitar tão Antiga Tradição, Única.»
«Parabéns a todas as pessoas que participaram neste belíssimo trabalho e que não baixam braços para manter esta tradição.»
«é uma verdadeira obra, e única em portugal, parabéns ao pessoal que participam!um abraço a todos!e uma boa festa,que o tempo o permita!!!!!»
Especular como começou a tradição
Invocar a sua afirmação na religião cristã a que foram os povos obrigados a professar , sobretudo os judeus, e a meu ver na recriação do conceito do bodo aos pobres com a distribuição dos pinhões no final da festa por todos os envolvidos e hoje pela equipa que a organiza.
Terá esta tradição relacionada com a batalha de Ourique?
Pese nos anais da história com palco celebrizado no Alentejo, a dividir ainda autores noutros possíveis locais, existe a grande probabilidade ter acontecido em terras da que foi a Comenda de Soure ou ao limite de Ateanha em Chão de Ourique, pela Imagem barroca de S Martinho, sem classificação e pode ser do Mestre Pêro de Coimbra(?). D Afonso Henriques antes nunca combatera em terras tão planas. Despertei o ano passado no ensaio do Prof Jorge Alarcão «mostrar, contra a tendência maioritária, que talvez a batalha se não tenha travado no Baixo Alentejo, considerando que, tendo em conta “a situação político-militar de cristãos e muçulmanos em 1139», lhe parece «mais verosímil» que o cenário do confronto se deva localizar «na região de Leiria» - entre Campo de Ourique em Leiria e Vala de Ourique Soure, onde tenha sido ordenado cavaleiro templário D. Gauldim Pais, o fundador do castelo de Pombal »
«Em meados da centúria de Quatrocentos (1451) a Segunda Crónica Breve de Santa Cruz de Coimbra « realçou a relação entre a aparição de Cristo e a monarquia lusitana vocacionada para levar a humanidade a aceitar o futuro império do Espírito Santo. (...)E sempre com a ajuda dos templários, habilmente transformados pelo Rei Trovador em cavaleiros da Ordem de Jesus Cristo, os sucessores de D. Afonso Henriques haviam de levar a nação portuguesa a todos os destinos do mundo milagrosa vitória de Ourique, protagonizada por D. Afonso Henriques, protegido por Jesus Cristo, iluminado pelo Espírito Santo e guiado por Sant’Iago Maior »
Outros autores defendem Chão de Ourique em Penela no limite com Ansião.
«Alexandre Herculano argumentou no século XIX «A grande religiosidade da Idade Média foi um dos factores para o desenvolvimento do carácter místico atribuído à batalha de Ourique – na crença que havia na existência de milagres interventivos na vida dos povos e neste caso colocando Portugal como país amparado pela vontade de Deus.» A teoria de Alexandre Herculano é de facto o que aconteceu, na centúria de 600 se inflamou em crescimento com o fenómeno Milagre noutra vertente, não o patriotismo pela Pátria e sim para angariar riqueza, dando passos largos para o que veio a ser o conceito de Banca em Portugal.
O Culto ao Divino Espírito Santo
"O culto ao Divino Espírito Santo de origem portuguesa, tradição remonta às celebrações religiosas realizadas em Portugal a partir do século XIV, nas quais a terceira pessoa da Santíssima Trindade era festejada com banquetes coletivos designados de Bodo aos Pobres com distribuição de comida e esmolas.Há referências históricas que indicam que foi inicialmente instituída, em 1321, pelo convento franciscano de Alenquer sob proteção da Rainha Santa Isabel de Portugal e Aragão onde esteve encarcerada pelo rei D. Dinis por a Rainha D. Isabel, não se conformar com o confronto entre pai e filho legítimo na herança pelo trono, sendo desejo do Rei D. Dinis, que a coroa portuguesa passasse, após a sua morte, para o seu filho bastardo, Afonso Sanches. Este conflito deu origem que a Rainha Santa Isabel passasse a suplicar ao Divino Espírito Santo pela paz entre o seu esposo e o seu filho."
Excerto https://books.google.pt "
(...) 15 de junho de 1426 do Papa Martinho V, dirigidas ao deão da Sé de Viseu, a ordenar-lhe que investigue junto da prioresa e freiras do mosteiro do Espírito Santo de Toro, da Diocese de Zamora, sobre se a venda por elas feita a D. Pedro de Meneses Conde de Vila Real, propriedades suas em terras portuguesas redundou em utilidade do dito mosteiro e, neste caso,a confirme e sane quaisquer defeitos..." A invocação ao Divino Espírito Santo oriunda do Mosteiro Santo de Toro de Espanha, detinha terras de Rapoula no julgado da Aguda (hoje do concelho de Figueiró dos Vinhos) compradas pelo Conde de Vila Real antes de 1426.» A proximidade de Aguda com Soure, o culto em oragos de igrejas na região de Sicó, e em Abiul a Festa do Bodo, com o forno de cozer o bolo para se distribuir pelos peregrinos e pobres no tempo dos Duques de Aveiro, seus Senhores e também da vila de Penela, limite da vila do Avelar no concelho de Ansião, onde outro forno, monumental, se ergueu após a desanexação da paróquia da Aguda com transferência do seu orago ao Divino Espírito Santo... No Avelar, o culto do bodo aos pobres com o bolo acabou proibido pelo bispo de Coimbra , diz-se ainda que o foi por falta de peregrinos em Fátima...
Em Ansião o Milagre da Fonte Santa em 1622 deu origem ao culto a NS da Paz em 1623, no mesmo ano aconteceu a instituição da Confraria. Em 1697 outorga do alvará da Feira Franca dos Pinhões na Constantina, contudo o pinhão já era comercializado em 1675. A Confraria de Nossa Senhora da Paz na Constantina está documentada com 149 confrades de Minde e 54 de Mira d'Aire, terras de proximidade da que veio ser consagrado o Santuário de Fátima, a inspirar historiadores para a fragilidade da origem dos Milagres..."Há historiadores que tem opinião que os cristãos-novos eram judeus recém-batizados, nem sempre convictos e sinceros". Acrescento, gente com talentos de malícia em profanar a religião cristã para dela tirar proveito de riqueza à custa de gente de fraco raciocínio e indolente! Lamento a minha frontalidade nua e crua - na dificuldade em acreditar em milagres, uma coisa é ser católica dentro de certas regras, porque não aceito todas, e outra coisa é haver gente a professar intensamente e na prática em nada corresponder com a fé que diz professar...para mim não passam de falsários, hipócritas, intrujas, invejosos só planeiam prejudicar o próximo de lhe passar a perna e disso tirar proveito!
Quem tem pinhão tem tudo, o pinhão é uma riqueza!
As pinhas levam três anos a amadurecer e mais uma até libertar as sementes - os pinhões surgem de quatro em quatro anos. Desconheço se a mancha de pinheiro manso em Assamassa é particular ou de baldios. O Tombo de 1508 de Soure não refere a existência da pinheira, nesse pressuposto e pela falta de Tombos de Ansião, plausível afirmar o cultivo tenha surgido nos finais da centúria de 500 (?) introduzido a sua sementeira pelos povos vindos de oriente, gregos e hebreus. A pinheira, árvore mediterrânica implantada desde a Turquia à Península Ibérica, em Portugal abundante a sul do Tejo no distrito de Setúbal, em especial em Alcácer do Sal onde existe a maior concentração, para se explicar na região abordada entre Soure e Ansião a mancha florestal de pinheiro manso em terrenos de consolidação dunal, ácidos e pobres onde também se dão os abrunheiros, espécie de ameixeiro para produção de aguardente .
As minhas memórias da década de 60/70 em Ansião
No meu tempo recordo as mulheres vendedeiras de enfiadas de pinhões presas nas mãos na Feira dos Pinhões em Ansião de 24 de Janeiro, usavam um tradicional chapelinho na cabeça em veludo preto ornado com pena, seriam da região de Soure? Da gândara?
Nos finais da década de 50 surgiu em Coruche uma nova forma de tornar o processo mais rentável, deste produto endógeno, ao serem criadas algumas máquinas para estar menos dependente da mão-de-obra humana. Uma medida que bem podia vir a existir na região centro para acolher a pinha que se encontra dispersa além de fomentar a cultura, potenciar o negócio, sabendo o valor monetário do quilo do pinhão.Falo do meu lavrado com o chão disseminado de pinhões a não ser aproveitados...
Mulheres da gândara de Aveiro
Não encontrei nenhuma foto das mulheres com trajes antigos de Soure

Pinheiras altivas em Ansião da Mata Municipal
O porte das pinheiras mostra-se diferente em Soure, de cúpula maior a rondar o chão
Património Imaterial
Os três trabalhos de Mestrado de maior importância para melhor conhecimento do concelho de Soure. O primeiro aborda o levantamento da Comenda de Soure com o Tombo de 1508. Estranhei não abordar a existência de mancha de pinheiro manso, nem bravo, tão pouco do fruto o pinhão nem da nogueira, sendo tão antiga a feira de S Mateus, menção ao sobreiro, árvores frutícolas, ameixeiras, chousos, seiçais, figueiras, marmeleiros, olivais e pereiras e árvores típicas de águas como freixos, choupos, amieiros e vimieiros .Não sei se existe outro Tombo posterior para mais se saber e ainda identificar apelidos de quem aqui viveu e teria feito parte deste ritual em o engrandecer.
O 3º trabalho a autora não aborda a temática da Tradição do Ramo de Pinhões da Festa do Divino Espírito Santo (Soure) apenas em Anexos « a aluna Rita Alexandra Ramos Santos do 5º E Nº 15 EB 1/2 Soure aborda a festa do Espírito Santo -Soure é uma tradição da capelinha muito antiga, já existe há mais de 200 anos, onde é feito um andor, com cerca de 350.000 pinhões. Este andor sai à Rua na Procissão, no dia de Pentecostes. A tradição mobiliza algumas dezenas de pessoas , que se disponibilizam para ajudar a comissão das festas». Pese o trabalho ter enfoque o Folclore e Etnografia enquanto Património Imaterial, sem referir o ritual antigo místico religioso do Ramo de pinhões ao Espírito Santo em ser igualmente enquadrado olhando ao que a autora escreveu «Numa perspetiva correlacional entre a aquisição de conhecimento e as vivências naturais do dia-a-dia, este estudo foi desenvolvido com vista a estabelecer pontes entre a sala de aula e as práticas comunitárias. Impôs-se, por isso, em primeiro lugar, fazer uma pesquisa da prática musical, dos usos e costumes locais, tal é a nossa convicção de que a compreensão do passado leva a uma melhor compreensão de si próprio e da realidade. O trabalho tem ainda por base a caraterização do contexto educativo, do ponto de vista histórico e social e procura compreender a relevância da função docente no ensino da Educação Musical, à luz das orientações curriculares e de conceituadas teorias pedagógicas. A par da descrição teórica do tema, o trabalho apresenta um estudo de cariz empírico que pretende entender e, de certa forma, evidenciar que a salvaguarda do património tradicional local pode passar pela intervenção da Escola, através da estruturação do currículo e sua regionalização, de molde a transformar o currículo fechado em currículo aberto, podendo contemplar interesses e motivações dos diferentes atores da comunidade educativa.» Não encontrei referencia sobre esta tradição secular do pinhão enraizada na comunidade de Soure debalde pese os tópicos« salvaguarda do património tradicional » e « aquisição deste tipo de conhecimento e analisar um conjunto de dados essenciais a uma melhor compreensão acerca da possibilidade de implicar a comunidade escolar, e mais concretamente, os alunos no processo de recolha, salvaguarda e divulgação das tradições da região onde se integram.» em merecer menção, apenas o Folclore e a Etnografia com uma nota breve sobre as romarias (...)Na sua essência a romaria comporta um conjunto de costumes e tradições religiosas. Todavia, outras características lhe estão associadas, nomeadamente o carácter supersticioso, económico, psicológico e cultural (...)Associado à cerimónia religiosa levada a cabo com o fim de unir homem e mulher pelos laços do matrimónio, estava o ritual do «casamento»21 que, atualmente, ou já não se verifica ou nos casos em que ainda acontece, é feito tendo em conta as mudanças nas mentalidades e por conseguinte, na sociedade moderna. Tudo começava duas ou três semanas antes da cerimónia com a distribuição do arroz-doce e o pão de trigo aos convidados. No dia do casamento tudo obedecia a uma organização, desde a ementa própria para os vários momentos, a deslocação para a igreja, etc. até terminar o dia, com o regresso dos noivos ao novo lar, que muitas vezes era a casa dos pais da noiva.»Em definir o PATRIMÓNIO TRADICIONAL « O conceito Estudar as questões do património pode ser uma tarefa complexa dada a diversidade de significados associados ao conceito. Tendo em conta os objetivos e a especificidade do estudo limitámos a pesquisa ao estritamente necessário por forma a contextualizar o nosso trabalho. Assim, considerámos importante averiguar a raiz etimológica da palavra património – raiz latina (pater), designa algo que possui valor e que é herdado ou comprado e tradição – raiz latina (traditio, tradere), transmissão oral de fatos, lendas, dogmas, etc; de geração em geração. Vivian Mendonça – apoiando-se em Hannah Arendt (1906-1975), (Filósofa, política alemã, de origem judaica)e na obra intitulada Entre o Passado e o Futuro refere que: Antes dos romanos, desconhecia-se algo que fosse comparável à tradição; com eles [os romanos] ela veio, e após eles permaneceu o fio condutor através do passado e a cadeia à qual cada nova geração, intencionalmente ou não, liga-se em sua compreensão do mundo e em sua própria experiência. (Mendonça, 2008, p.41) No âmbito específico do nosso estudo, o conceito pode ainda identificar-se de património cultural imaterial, que se traduz por, herança de gerações anteriores que abrange «tradições orais, os costumes, a música, os bailes, os rituais, as festas, a medicina tradicional e farmacêutica, as artes culinárias e todas as habilidades especiais relacionadas com os aspetos materiais da cultura, tais como as ferramentas e o habitat».Pode, então, dizer-se que Património tradicional entronca em outros dois conceitos, «folclore» e «etnografia» Teria sido igualmente bom motivo abordar a tradição místico-religiosa do Ramo ao Divino Espírito Santo em Assamassa para conhecimento em fomentar interesse aos alunos nas escolas a englobando, apresentando não duas áreas de património e sim três áreas na transmissão e conhecimento das tradições usos e costumes para não se perderem, o que apraz dizer, desculpem a frontalidade. Segundo a aluna que deixou o testemunho deste ritual em Assamassa com o andor engalanado de pinhões tem mais de 200 anos, em se questionar neste tempo de 1814/19 vendedores de Soure na feira franca da Constantina, em Ansião, explicar o nascimento do ritual em Soure? No mesmo fim atrair romeiros para deixarem esmolas, como assim viam na Constantina no mesmo preceito a instituição de Mordomes para o ano seguinte?
A centúria de 800 com sourenses vendedores na feira Franca dos pinhões na Constantina
Segundo registos da Confraria «A Confraria cobrava o terrádego aos feirantes e alugava tábuas, alpendres e ainda disponibilizava duas casas.Existem alguns aforamentos entre 1815/8 de vendedores que se deslocavam de longe desde Tomar, chegavam de antevéspera ou véspera para arranjar melhores locais. Aforão nove lugares de Vala (de Ourique)- o autor não conseguiu decifrar , o que se depreende (?) Jozé da Cruz Marto; Manoel Marquez Loirenço e da outra banda Joze Marquez Loirenço; aforão José Pedro de Condeixa, em 1815 dois lugares pegados à capella; aforô Manoel António Roriz Guimaes o lugar pegado à loja de baetas de João Batista de Soire da parte de tras em 24 de janeiro de 1817; aforô Sr Joze Caetano de Soire hum alpender o de cima o Lugar do meio - 1.000 por cada um , 23 de janeiro de 1815»
A casca grossa das pinheiras rica em taninos foi usada para curtir couros, veio a florescer em Pernes, mas a sua origem tenha sido Guimarães em explicar a migração interna de gente de norte para sul e sua concentração no centro e daqui para a região de Torres Novas e ainda do apelido - Guimarães, em Ansião foi vivo até meados do século XX . Por fim jamais foi entrave a serra das Degracias a casamento, vendedores na feira da Constantina e a trabalho. A riqueza do pinhão originou os topónimos - Pinhal e Pinheiro em Ansião e em Soure, Pinheiro, também uso em apelidos na região.
Há necessidade em aprofundar as raízes, se o Ramo não foi inicialmente ligado ao ritual do Ramadão só se alimentam depois do pôr o sol, no tempo do pinhão os da casa , grandes e pequenos, ocupavam-se todos em redor da fogueira munidos de pedra nas mãos a partir a casca do pinhão, os esmigalhados matavam a fome e os sãos para venda na feira. Não sei quando surgiu a arte de trabalhar o pinhão e do chamamento - Ramo, em vez de altar, na interligação a legado de gregos na região, ainda visível os genes de aspecto e de sobrancelhas grossas e resquícios no estilo em engalanar o andor com cordões de pinhões e enfeites ao gosto dos Mordomes - Cruzes, S revirados, flores com pétalas a jus de corações, a ligação aos afectos, resplendores, pombas, roscas estreladas, espirais ao jus de cornucópia a imitar folhos para deambular em graça com a oscilação do andor - a cornucópia simbólica da fertilidade, riqueza e abundância.Na mitologia greco-romana era representada por um vaso em forma de chifre, com uma abundância de frutas e flores irradiando do mesmo, em simbolizar a agricultura como alimento rico e o comércio.
O topónimo Assamassa não é referido em nenhum trabalho, será mais recente do que as épocas abordadas (?) se repete em Pombal com a Ponte de Assamassa e em Tomar - facilmente interligo a terras também foram da Ordem. Tão pouco a origem da sua etimologia? Sem ser especialista tomando o prefixo Assam - nome de um estado na Índia situado no nordeste do país, na fronteira com o Butão, interligado a uma das Diásporas do povo de Israel o tenha trazido, ou então de uma pequena tribo descendentes desse povo encontrada por viajantes russos próximo de Crasnoiarsque, a oeste da Sibéria, para na continuada caminhada para ocidente aportarem em Finisterra para daqui da Galiza se deslocar para povoar e cultivar a região entre Soure, Pombal e Tomar onde ainda permanece atestado na toponímia - Assamassa , ou tenha origem no nome de um homem chamado Assam que fazia o pão e o assava, hoje diz-se cozer, a merecer estudo.Ou então?
Capela de Assamassa em honra do Divino Espírito Santo
Apelidos e alcunhas do mesmo povo comum em Soure e Ansião
GALEGO
«João Afonso Galego e João Galego, detentores da mesma alcunha, cujo significado faz referência a trabalhos pesados, prenunciando que ambos teriam a cargo de forma frequente este género de trabalhos; o apodo pode também reportar a origem do indivíduo (Galiza)»Por certo esta a opção certa que não não feita correlação com Finisterra- o orago da igreja de Vila Nova de Anços, em desvendar que tenha sido antes um templo romano pelo pórtico reutilizado pelos visigodos pelas duas pedras encontradas a servir a um sarcófago e depois os galegos a transformaram em igreja alusiva à terra de onde vieram - Finistera (?).
CALADO
«Alcunha enunciada em dois indivíduos, já falecidos em 1508 e que deixaram bens aos seus herdeiros; este onomato não possui sentido verdadeiramente malicioso, indicando alguém reservado ou parco em palavras, sendo um dos casos que se supõe ter passado a apelido com facilidade. »
A conclusão a que chego sobre esta alcunha em Ansião que existiu o Escampado de Calados onde se refugiaram mais do que uma família de judeus - Varzes e Roriz, apelidos espanhóis, descendentes judaicos, de carácter muito reservado, de alcunha (Bicho) para não suscitar atenção sobretudo com a Inquisição.
VINAGRE
«Nos arredores de Soure em vale de Flores existiu um indivíduo conhecido unicamente por Vinagre, detentor de terra nesse local. A alcunha na nossa perspectiva estará relacionada com o “azedume” da pessoa; este apodo foi também utilizado como apelido na região de Lisboa. Acerca da actividade de alguns indivíduos mencionados no tombo da visitação de Soure encontrámos outras referências em documentação diversa, que nos permitem conhecer melhor aspectos da sua acção e do meio em que se inseriam e com o qual necessariamente se relacionavam.» Esta alcunha não sei se fidelizada em apelido existiu na Sarzedela, Ansião.
GRANDE
«João Grande foi nome de um porto nos arredores de Soure, subsistindo a dúvida acerca da existência de um indivíduo de nome João Grande, o significado da alcunha é de teor físico, fazendo referência ao tamanho da pessoa.» Em Ansião também existiu, ainda conheci o João Grande, homem descomunal em grandeza chamado pejorativamente João Pequeno, descendente de hebreus que vieram da Alemanha pelo corpanzil da mãe e dele(?).
FRANCO
«Álvaro Franco , já falecido em 1508, foi em nossa opinião detentor da alcunha “embrião” posteriormente adoptada como apelido. O apodo o tenha sido relativo ao cariz franco (?)». Existiu e existe em Ansião.
FREIRE
«Caracterizamos como alcunha o apodo Freire, justificando que o onomato surge a seguir ao nome próprio, sendo que para referir a pertença a uma ordem religiosa seria mais comum a utilização do título de Frade. Assim os casos de: Álvaro Freire, foreiro do casal da Maia no lugar de Cadaval, Comenda de Ega, Gonçalo Freire, casado e irmão de João Freire , João Freire, filho de Tomé Gonçalves, João Freire identificado no Freixial e João Freire pai de Álvaro Eanes, terão possuído a alcunha freire por motivos extra-religiosos, como por exemplo, o facto dos seus progenitores masculinos terem exercido nos ofícios da fé Cristã.»
« (...) confirmada a doação em 1129 ou 1130, do castelo de Soure e arredores, à Ordem dos Templários, englobando nesta concessão Ega, Pombal e Redinha. A intenção inseria-se no estabelecimento de uma linha defensiva que assentava sobre a antiga, mas ainda muito utilizada via romana proveniente de Olisipo, cabendo aqui a reconstrução do castelo de Soure e duas outras fortificações: a pequena estrutura defensiva de Ega e o castelo de Pombal (1159). A entrega deste território à Ordem do Templo coaduna-se também com o facto de esses freires cavaleiros possuírem experiência e conhecimentos de índole militar, sendo considerados guerreiros especializados e mestres de arquitectura militar, factos que serviam os objectivos estratégicos de defesa e de expansão do território».Estará aqui a razão do nascimento da alcunha Freire, fidelizada em apelido na região, e no concelho e Ansião foi massiva para em determinada altura se apresentar conjunta com outro apelido para se distinguirem as famílias- Freire da Paz; Freire Leal; Freire dos Santos etc, ainda existe muita descendência.
Escolha o de 1990
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A ARTE DE TRABALHAR O PINHÃO
A coroa e a pomba os símbolos do Espírito Santo
Realidade secular, muito trabalhosa só possível com a união das suas gentes em manter a tradição .
A coroa e a pomba os símbolos do Espírito Santo
Realidade secular, muito trabalhosa só possível com a união das suas gentes em manter a tradição .
Grande Laboro e Empenho das gentes
Não se conhece a mesma tradição noutra terra.
Como tudo começa...
Https://sites.google.com/site/tradicaodoramodepinhoes/«São necessários três toneladas de pinhas, cerca de 300 mil pinhões, para enfeitar o andor que sai à rua na festa do Espírito Santo. Uma iniciativa antiga que a população se esforça por não deixar morrer. É que, se isso acontecer, o ramo é enterrado e nunca mais volta a ser enfeitado. A tradição é antiga e mobiliza dezenas de pessoas da freguesia que, durante meses, andam numa verdadeira azáfama a apanhar pinhas e a juntar muitos, muitos pinhões. Tantos que têm de chegar para enfeitar o andor que sai à rua nas festas do Espírito Santo, uma aldeia na freguesia de Soure. Com efeito, a comissão de festas, composta por cinco casais, e grande parte da população, junta-se, ao domingo à tarde, para preparar os pinhões que vão enfeitar o andor, ou “ramo” como lhe chamam. Um processo que requer muita paciência e «dá muito trabalho». Em Novembro as pinhas são apanhadas e ficam a secar até Janeiro, altura em que começa o trabalho de recolha dos pinhões. As pinhas são queimadas e abertas para se retirarem os pinhões que são partidos, escolhidos e limpos e enfiados em linha de um metro cada. São necessários cerca de 300 mil pinhões e 1200 metros de fio com um metro de comprimento para começar todo o trabalho de enrolar os fios de pinhões no "ramo" em estrutura singular com criatividade, enfeitado ainda com duas pombas (uma delas também em pinhão) sai à rua durante a procissão, «representando o Espírito Santo». No último dia da festa são eleitos os mordomos do próximo ano, a quem é entregue o “ramo” que é desmanchado e oferecido à população. Distribui-se as fiadas de pinhões e uma fatia de bolo por todas as pessoas que contribuíram para a realização da festa. »
«É uma festa muito antiga e muito pouco conhecida. Pelo que investiguei existe, pelo menos, há 350 anos», afirma a comissão de festas. Mas certo será, pelo menos, que a tradição se tem cumprido ano após ano. Até porque, «diz-se que quando não houver ninguém para agarrar no “ramo” ele enterra-se no cemitério e acaba», até hoje, isso nunca aconteceu.»
Atear com munha ou caruma as pinhas
Pelos vídeos é um trabalho em linha contínua com as pinhas dispostas em cima de munha ou caruma ateadas e com o calor amaciar na abertura, são mexidas com ajuda de forquilhas e retiradas uma a uma sendo postas em cima de um cepo para outro homem armado de marreta lhe infringir valente pancada para as abrir mais e saltarem os pinhões.
Bela Tarde de Convívio com homens a partir pinhão
Alpendre aberto na tradição do passado para apoio do ritual do Ramo ao Espírito Santo de Amassada
Laboro colectivo na execução com técnica do cascabulhar os pinhões na banca onde cada um em trabalho de linha de produção o parte com sábia pancada a martelo e deixa cair em recipiente abaixo da banca até terminar a tarefa em tirar a casca dura ao pinhão sem o molestar- muito difícil, por isso o seu miolo é muito caro em merecer ser dignificada, admirada e preservada na memória de Soure, da região e do Mundo, no dever em ser valorizada porque não é qualquer mão que a executa com arte.
Gente boa, disposta a colaborar para manter viva uma tradição secular pese terem amores futebolísticos diferenciados nada os impede de trabalharam em equipa na alegre tarefa colectica sem qualquer rivalidade- é de aplaudir!Porque o Futebol não é tudo prefaciando Bruno Lage- em concluir o suposto autor e todos os participantes, onde também me incluo com costado judaico de parentes próximos pelo mesmo apego, obstinação, eficácia e resultado no sucesso do trabalho!


Mulheres na enfia de pinhões em linhas
Enfiadas de pinhões prontas a secar para serem trabalhadas no Ramo
Montagem do Ramo, um andor ao Divino Espírito Santo
A representação de um ano de trabalho que o povo chora de emoção na entrega do testemunho aos novos Mordomos, e claro no dia da festa, no ponto alto da procissão e adoração ao Divino Espírito Santo.Nada mais nada menos que entre 60 a 70 alqueires de miolo de pinhão que enfeita o andor levado em ombros por quatro rapazes solteiros e se ouvem cânticos de gaiteiros com o bombo e a gaita de foles em alusão à tradição celta cultura onde estará enraizado o culto(?) e também ouvi num video um cântico semelhante ao gregoriano, outra nobre sonoridade em agradar a todos- populares e mais eruditos .Depois da festa o andor volta à capela onde é desmanchado o ramo e dividido pelos intervenientes na sua concessão. Ainda enfeitado de bolos de azeite em forma de ferradura, laranjas, as novidades da época, como o foi preceito no passado.
2019 A Preparação do Ramo
Arte a merecer prémio da autarquia com merecido destaque na cultura devendo ser patrocinada e imortalizada no âmbito das tradições, usos e costumes como património imaterial místico-religioso a englobar as terras do Maciço de Sicó.
O Ramo ou andor engalanado com fitas de seda
Desde criança recordo em Ansião assim se enfeitarem os Santos, em especial o Santo António ao Ribeiro da Vide, capela instituída por João Freire em 1603, desde sempre paixão que copio para engalanar as minhas Imagens dos meus oratórios com minúsculas fitas em seda , igualmente belas.
MASTRO 2015
Ao entardecer ao som dos fantásticos Ronca e Rasga e de tantos outros onde não falta o som da incomparável Gaita de Foles, a lembrar a cultura celta na união de todos em levantar o Mastro da Bandeira, será de pinho ? Com ajuda de cordas e de escadas ao som de foguetes.
O arraial
O franco convívio. Em Ansião paralelo com a Confraria da Senhora da Paz na Constantina
Poemas da Senhora D. Maria de Lurdes Lucas
«Muito Obrigado Sr.Maria Pelos Bonitos Poemas sobre a Nossa Festa do Espírito Santo»


Até os doces tradicionais são os mesmos aos de Ansião
Pão de Ló, biscoitos de azeite, arroz doce e queijo dito Rabaçal da serra de Degracias e das serras de Ansião.
Biscoitos de azeite
AnsiãoO Pão de Ló assim com papel no tacho de barro vi pela Páscoa e esqueci-me de registar foto na casa da minha amiga D Helena Silva da Lagoa da Ameixeira em Ansião , que é húmido e delicioso.
Biscoitos de laranja da minha amiga Maria da Luz Simões
Foto retirada da página do facebook em que a semelhança do formato em que estes parecem mais fofos por serem de laranja, uma nova variante.
Arroz doce sem ovos
Acabadinho de o fazer foi típico de Ansião num tempo que as mulheres vendiam os ovos à semana para ajuda na mercearia na compra do petróleo, café, açúcar , massa ,arroz , bacalhau ou raia seca.
Em concluir
O pinhão em Soure Rei na tradição ancestral mística-religiosa e em Ansião ainda viva a Feira dos Pinhões em janeiro , este ano celebrou 322 anos, havendo registo de se realizar já antes. Sem se saber onde começou.Reconheço a necessidade de se aprofundar os meandros da sua origem a desafiar antropólogos e historiadores, para o projecto da sua classificação em Terras de Sicó em consagrar e imortalizar este património imaterial no desígnio maior atrair os media e o turismo de massas. Deixei as minhas impressões, mais se esclarecerá se houver alguém com talento, natural de Soure ou com raízes, com disponibilidade e interesse em percorrer o concelho com dom para olhar as suas gentes, lhes distinguir genes dos povos ancestrais, detectar pormenores e correlacionar dados, enfim reacender e acrescentar história que esta temática pretende encerrar. Atributos necessários para mais se alcançar, os investigadores limitam-se a transcrever documentação, jamais saem da base de conforto, sem especular e teorizar, fica a história pela metade!
No meu opinar, envolvem as duas tradições o fenómeno do Milagre e do espectáculo - o Ramo, no mesmo fim o conceito em atrair romaria e esmolas. Ansião na centúria de 600 com o Milagre da Fonte Santa deu azo à festa de Nossa Senhora da Paz na Constantina, patrocinada por judeus e gregos, a conclusão a que cheguei da pequena comunidade que ali se fixou e mais tarde foi em Soure engrandecida com o Ramo ao Divino Espírito Santo com musica de raiz celta trazida por povoadores vindos da Galiza. No século XIX encontrei referencia a «donzela Espírito Santo», sem saber o significado e quando teve origem, não deixa de ser estimulante o seu estudo.
A contínua organização desta tradição em Assamassa impera no espírito de grupo essencial para se manter até aos dias d'hoje fiel ao seu passado com forte adesão da população em fazer obra com talento magnânimo. Todo o processo se mostra moroso feita em linha de montagem envolvendo a população masculina na primeira fase e as mulheres na segunda no enfiamento do pinhão e depois os que tem agilidade criativa e talento em traduzir essa ancestralidade da arte popular a invocar a fertilidade, a invocar os genes gregos. Desconheço se em Assamassa houve ou ainda há Confraria, olhando à existência de Mordomes, antevê que houve (?). Falta investigação em dissecar as Memórias Paroquiais em mais se saber sobre a data da Igreja, do seu orago - Divino Espírito Santo e mais saber deste rico e interessante ritual.
Nesse pressuposto por serem parentes próximos os de Soure com os de Ansião e vice versa, ambas as terras no dever se orgulhar para as manter vivas e se envolver no compromisso em as dinamizar para não se perderem as tradições e do que encerram, a sua história!
O pinhão em Soure Rei na tradição ancestral mística-religiosa e em Ansião ainda viva a Feira dos Pinhões em janeiro , este ano celebrou 322 anos, havendo registo de se realizar já antes. Sem se saber onde começou.Reconheço a necessidade de se aprofundar os meandros da sua origem a desafiar antropólogos e historiadores, para o projecto da sua classificação em Terras de Sicó em consagrar e imortalizar este património imaterial no desígnio maior atrair os media e o turismo de massas. Deixei as minhas impressões, mais se esclarecerá se houver alguém com talento, natural de Soure ou com raízes, com disponibilidade e interesse em percorrer o concelho com dom para olhar as suas gentes, lhes distinguir genes dos povos ancestrais, detectar pormenores e correlacionar dados, enfim reacender e acrescentar história que esta temática pretende encerrar. Atributos necessários para mais se alcançar, os investigadores limitam-se a transcrever documentação, jamais saem da base de conforto, sem especular e teorizar, fica a história pela metade!
No meu opinar, envolvem as duas tradições o fenómeno do Milagre e do espectáculo - o Ramo, no mesmo fim o conceito em atrair romaria e esmolas. Ansião na centúria de 600 com o Milagre da Fonte Santa deu azo à festa de Nossa Senhora da Paz na Constantina, patrocinada por judeus e gregos, a conclusão a que cheguei da pequena comunidade que ali se fixou e mais tarde foi em Soure engrandecida com o Ramo ao Divino Espírito Santo com musica de raiz celta trazida por povoadores vindos da Galiza. No século XIX encontrei referencia a «donzela Espírito Santo», sem saber o significado e quando teve origem, não deixa de ser estimulante o seu estudo.
A contínua organização desta tradição em Assamassa impera no espírito de grupo essencial para se manter até aos dias d'hoje fiel ao seu passado com forte adesão da população em fazer obra com talento magnânimo. Todo o processo se mostra moroso feita em linha de montagem envolvendo a população masculina na primeira fase e as mulheres na segunda no enfiamento do pinhão e depois os que tem agilidade criativa e talento em traduzir essa ancestralidade da arte popular a invocar a fertilidade, a invocar os genes gregos. Desconheço se em Assamassa houve ou ainda há Confraria, olhando à existência de Mordomes, antevê que houve (?). Falta investigação em dissecar as Memórias Paroquiais em mais se saber sobre a data da Igreja, do seu orago - Divino Espírito Santo e mais saber deste rico e interessante ritual.
Nesse pressuposto por serem parentes próximos os de Soure com os de Ansião e vice versa, ambas as terras no dever se orgulhar para as manter vivas e se envolver no compromisso em as dinamizar para não se perderem as tradições e do que encerram, a sua história!
De todas algumas Imagens na procissão de 2019
Menino Jesus de Praga(?), Imagem habitual na comunidade judaica.
Mártir S. Sebastião
Das mais belas esculturas que tenho visto deste Santo- rosto angélico de olhar que se prospectiva claro, grande e lânguido ao jus de semelhança a algum individuo que o seu santeiro copiou e fez muito bem, a enaltecer a beleza que também existiu no passado com genes ainda hoje.
Nossa Senhora, sem saber qual a sua evocação, teria ficado melhor com um botão de rosa na mão
Divino Espírito Santo, também nunca antes vi uma Imagem assim igual
Desmontagem do Ramo 2019
Meses de exímio laboro a dar voltas e mais voltas a trabalhar o pinhão em mil enfiadas para serem torneadas em feitios alusivos à herança visigótica com S revirados e à fertilidade na evocação a ritual aos deuses da Grécia, herança trazida pelos povoadores, na glória maior engalanar o Ramo ao Divino Espírito Santo de Assamasa, em Soure, com a sua altíssima festa e momento solene da procissão com o Ramo levado em ombros por homens solteiros. Acabada a festa o Ramo tem de ser desfeito no mesmo preceito exímio com cautela para não se estragar o produto rei-o pinhão. Só mesmo paixão pela tradição ancestral torna possível o sucesso deste grandioso costume nesta gente de excelso mérito nos devem merecer respeito e franca admiração - Mordomes com familiares e amigos, em franca união no trabalho, fenomenal e grande equipa, a dar bom exemplo, não só à região, como ao país e ao mundo, por terem discernimento em não deixar perder um testemunho desta natureza tão importante enraizado na cristandade que se traduz em património imaterial idealizado por filisteus, na minha teoria, aqueles que trouxeram a semente e a plantaram na Constantina, em Ansião, em meados da centúria de 500, onde vieram a instituir mais tarde por alvará régio a Feira Franca dos Pinhões, viria a mudar para a vila em finais do século XIX onde se mantém com mais de 300 anos, à Constantina vinham vendedores de pinhão de Soure na centúria de 800, segundo relatos nos manuscritos da Confraria . Verossímil que o sucesso da feira, do dinheiro que geria, tenha incentivado o cultivo da pinheira e do pinhão em Assamassa, para fazer nascer um costume cristão do Ramo de pinhões ao Divino Espírito Santo. Jamais algum historiador ou investigador juntou estas duas realidades que se unem pelos povos e pelo pinhão em concelhos limítrofes, a merecer estudo, se juntar o mérito dos colaboradores em manter a tradição do Ramo e ao meu como autodidata , todos em dar cartas à triste realidade que dei ao título da crónica Ramo de Pinhões ao Espírito Santo, a Câmara de Soure, Depois, Vai-se a Ver e Nada! No mínimo estes Mordomes mereciam ter sido recebidos na Câmara Municipal de Soure onde lhes devia ser entregue a medalha da vila e um troféu com o compromisso de virem a patrocinar esta tradição para ser certificada como Património Imaterial das Terras de Sicó, lamentavelmente as câmaras abrem-se somente para o desporto a erguer taças a merecer honras, em prol de uma ancestral tradição, devia ser orgulho de todos pelo brutal esforço e empenho, sem ganhar nada ao invés de outros a brincar ganham rios de milhões...a talhe de foice numa serie televisiva Norueguesa da vida de um clube de futebol no contexto o ganho do desafio com bola na mão, validado. Despertei na atitude do clube perdedor, os fãs na hábil estratégia da mentira conseguem estratagema para apanhar o jogador que tinha feito entrar a bola na baliza onde o vieram a meter obrigando a baixar os calções, e de cu ao léu aguentou chuto de bola de todos os raivosos- digno de ser visto, depois de caído ainda a sofrer com bolada contínua ... para aprender que não se ganha com falsidade! Genes eslavos também desceram à Galiza e também existem em alguns, debalde se perdem com a mistura de raças que na Noruega ainda são mais virgens...
A Constituição de 1946 contempla no seu texto a proteção do património dizendo no seu artigo 175: "As obras, monumentos e documentos de valor histórico e artístico, bem como os monumentos naturais, as paisagens e os locais dotados de particular beleza ficam sob a proteção do Poder Público ou seja, são coisas que têm valor histórico ou sentimental para os habitantes de uma região por se referirem às origens e à forma que escolhemos para sermos lembrados e o Património Imaterial um bem de natureza intangível, a sua importância abrange valores ao reconhecimento das tradições orais e imateriais da cultura popular, nem mais como esta do Ramo de pinhões ao Divino Espírito Santo!
As várias fases de desmontagem
Praticamente o andor do Ramo desnudado de pinhões....
Fechar com Oração ao Espírito Santo
Menino Jesus de Praga(?), Imagem habitual na comunidade judaica.
Mártir S. Sebastião
Das mais belas esculturas que tenho visto deste Santo- rosto angélico de olhar que se prospectiva claro, grande e lânguido ao jus de semelhança a algum individuo que o seu santeiro copiou e fez muito bem, a enaltecer a beleza que também existiu no passado com genes ainda hoje.
Nossa Senhora, sem saber qual a sua evocação, teria ficado melhor com um botão de rosa na mão
Divino Espírito Santo, também nunca antes vi uma Imagem assim igual
Desmontagem do Ramo 2019
Meses de exímio laboro a dar voltas e mais voltas a trabalhar o pinhão em mil enfiadas para serem torneadas em feitios alusivos à herança visigótica com S revirados e à fertilidade na evocação a ritual aos deuses da Grécia, herança trazida pelos povoadores, na glória maior engalanar o Ramo ao Divino Espírito Santo de Assamasa, em Soure, com a sua altíssima festa e momento solene da procissão com o Ramo levado em ombros por homens solteiros. Acabada a festa o Ramo tem de ser desfeito no mesmo preceito exímio com cautela para não se estragar o produto rei-o pinhão. Só mesmo paixão pela tradição ancestral torna possível o sucesso deste grandioso costume nesta gente de excelso mérito nos devem merecer respeito e franca admiração - Mordomes com familiares e amigos, em franca união no trabalho, fenomenal e grande equipa, a dar bom exemplo, não só à região, como ao país e ao mundo, por terem discernimento em não deixar perder um testemunho desta natureza tão importante enraizado na cristandade que se traduz em património imaterial idealizado por filisteus, na minha teoria, aqueles que trouxeram a semente e a plantaram na Constantina, em Ansião, em meados da centúria de 500, onde vieram a instituir mais tarde por alvará régio a Feira Franca dos Pinhões, viria a mudar para a vila em finais do século XIX onde se mantém com mais de 300 anos, à Constantina vinham vendedores de pinhão de Soure na centúria de 800, segundo relatos nos manuscritos da Confraria . Verossímil que o sucesso da feira, do dinheiro que geria, tenha incentivado o cultivo da pinheira e do pinhão em Assamassa, para fazer nascer um costume cristão do Ramo de pinhões ao Divino Espírito Santo. Jamais algum historiador ou investigador juntou estas duas realidades que se unem pelos povos e pelo pinhão em concelhos limítrofes, a merecer estudo, se juntar o mérito dos colaboradores em manter a tradição do Ramo e ao meu como autodidata , todos em dar cartas à triste realidade que dei ao título da crónica Ramo de Pinhões ao Espírito Santo, a Câmara de Soure, Depois, Vai-se a Ver e Nada! No mínimo estes Mordomes mereciam ter sido recebidos na Câmara Municipal de Soure onde lhes devia ser entregue a medalha da vila e um troféu com o compromisso de virem a patrocinar esta tradição para ser certificada como Património Imaterial das Terras de Sicó, lamentavelmente as câmaras abrem-se somente para o desporto a erguer taças a merecer honras, em prol de uma ancestral tradição, devia ser orgulho de todos pelo brutal esforço e empenho, sem ganhar nada ao invés de outros a brincar ganham rios de milhões...a talhe de foice numa serie televisiva Norueguesa da vida de um clube de futebol no contexto o ganho do desafio com bola na mão, validado. Despertei na atitude do clube perdedor, os fãs na hábil estratégia da mentira conseguem estratagema para apanhar o jogador que tinha feito entrar a bola na baliza onde o vieram a meter obrigando a baixar os calções, e de cu ao léu aguentou chuto de bola de todos os raivosos- digno de ser visto, depois de caído ainda a sofrer com bolada contínua ... para aprender que não se ganha com falsidade! Genes eslavos também desceram à Galiza e também existem em alguns, debalde se perdem com a mistura de raças que na Noruega ainda são mais virgens...
A Constituição de 1946 contempla no seu texto a proteção do património dizendo no seu artigo 175: "As obras, monumentos e documentos de valor histórico e artístico, bem como os monumentos naturais, as paisagens e os locais dotados de particular beleza ficam sob a proteção do Poder Público ou seja, são coisas que têm valor histórico ou sentimental para os habitantes de uma região por se referirem às origens e à forma que escolhemos para sermos lembrados e o Património Imaterial um bem de natureza intangível, a sua importância abrange valores ao reconhecimento das tradições orais e imateriais da cultura popular, nem mais como esta do Ramo de pinhões ao Divino Espírito Santo!
As várias fases de desmontagem
Praticamente o andor do Ramo desnudado de pinhões....
Fechar com Oração ao Espírito Santo
«Querido Pai, preciso de Vós. Reconheço que ao procurar dirigir a minha vida tenho pecado contra Vós. Agradeço-vos pelo perdão dos meus pecados através da morte de Jesus na cruz e convido Cristo a tomar de novo a direcção da minha vida. Pai, peço-vos em nome de Jesus, enchei-me do Vosso Espírito, como prometestes na Palavra que faríeis, se pedisse com fé. Como expressão da minha fé, agradeço-vos a minha vida e a dádiva do Vosso Espírito Santo. Amém»
Fiz o meu melhor, se partilharem mais se aclara do passado destas terras unidas no mapa pela extrema e no coração das gentes pelos mesmos genes e tradições.
Obrigado ao mentor da Página Tradição do Ramo ao Espírito Santo pela oportunidade!
http://repositorio.ual.pt/bitstream/11144/3992/3/2018-09-03%20FINAL%20Gentes%20e%20Terras%20de%20Soure%20e%20Ega%20%281508%29%20Estudo%20de%20antrop
https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/10940/1/MARIA_AIRES.pdf
Livro da Confraria de Nossa Senhora da Paz da Constantina em Ansião da autoria do Dr Manuel Augusto Dias de 1996
Informação diversa e fotos da Página Tradição do Ramo ao Espírito Santo de Soure
















































































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