domingo, 7 de abril de 2019

Apelidos Macedo e Lemos em Ansião com origem em Góis?


Foto gentilmente cedida pelo meu primo Afonso Lucas de um postal da vila de Ansião na década limiar anos 20 dado pelo traje comprido das mulheres e dos lampiões a petróleo.
Hoje apenas abordar na esquerda o  solar mandado construir na vila de Ansião na Rua Direita por Pascoal José de Mello Freire dos Reis , por falecer cedo não o viu acabado, e o herdeiro seu sobrinho de Almofala de Cima, o vendeu ao pai de  José Júlio Macedo , este o acabou no intuito de ser a sua nova morada. A foto documenta para sul um belo jardim. Na década de 30 aqui viveu o  farmacêutico antecessor ao Dr Teixeira Botelho para em 1937 a  expropriação do jardim  para ser  construída a Praça do Peixe ladeada por duas transversais.
Os antepenúltimos arrendatários da parte norte foram da família "Sousa" com possível raízes em  Ansião,  onde viveu com duas filhas - a Céuzinha e Alicinha, sendo ele funcionário público nos Paços do Conselho. Naquele tempo as suas filhas conhecidas - "pelas Sousas" haviam daqui se mudar entre os finais de 1950 para o Quebra Costas em Coimbra, onde montaram uma pensão. Devoluta a parte norte do solar de novo alugada em 11.05.1951 à Fundação do Clube dos Caçadores de Ansião.O Dr. Travassos foi um dos sócios fundadores com o comerciante Adriano Carvalho (homem sem mérito reconhecido na toponímia e o devia na actual Rua da Fonte, onde morou) entre outros ansianenses.
O Dr Travassos mal acabado de chegar a Ansião como médico denotou interesse em participar no núcleo social e cultural da vila, sendo muito amigo do meu pai - Fernando Rodrigues Valente , durante anos o seu companheiro a fazer autopsias e na mesma cumplicidade o desporto da caça - o lema do clube , até ao belo dia ao pinhal do Carvalhal do Dr Faria, acontecer um triste episódio,  a arma do meu pai dispara para trás, atinge-lhe o dedo indicador da mão esquerda, que o decepa, valendo-lhe no momento o médico amigo a lhe estancar o sangue e no consultório o suturar...
Desde a sua fundação o Clube dos Caçadores passou por vicissitudes várias até perder em definitivo a real virtude do slogan - génese do espírito fundador -  Clube dos Caçadores .
No meu tempo de adolescência apenas servia de palco para alguns bailes no salão do 1º andar e no que restava do quintal a norte hoje transformado em  estacionamento. No salão do 2º num baile  vivi incidente com um  rapaz alto, bem parecido muito atrevido dos lados do Vale de Boi de Santiago da Guarda, sem nada o prever surpreende-me no roubo de um beijo no pescoço, lindo era o raças do rapaz, infelizmente naquele tempo havia o dever em defender a honra,  na rapidez a bofetada!
Também recordo nesses anos de aluguer por o dono não viver em Ansião ter sido construído uma pequena casa no tardoz pela " Ti Gracinda dos cachopos" na boca do povo, a casa tinha sido levantada de noite, ainda lá está...
Culturalmente realçar os infortúnios a que este solar foi vetado desde o seu nascer olhando à sua envergadura imponente, em dizer de quem o mandou edificar- Pascoal dos Reis teria intenção de voltar à sua terra natal para o destacar nesse mérito e louvar nessa vontade de regressar à terra que o viu nascer por se mostrar inédita noutros ansianenses  e não distinguir esta faceta em mais nenhum nem antes e no seu tempo, em que todos uma vez saídos de Ansião para estudar em Coimbra, bacharéis ou licenciados ficaram a exercer na cidade ou foram para outras terras onde o trabalho os levou e se fixaram, sem haver um a destacar na real intenção maior de voltar para ajudar ao progresso da sua terra, tão pouco nenhum a escrever o que sentia e do conhecimento que tinha da sua terra, suas tradições e emoções do que viveu e sentiu e ainda do seu povo, os nomes das famílias.Por isso me indigno em tristeza.

José Luís de Macedo
Livro Ilustres Ansianenses do Dr Manuel Dias «Escrivão da Administração do Concelho de Ansião, partidário do partido Regenerador, natural de Ansião, o seu pai de quem não sei o nome comprou o solar inacabado aproveitando as cantarias e o finalizou para viver com a família.O seu filho José Luís de Macedo deixou escrito sobre Pascoal José de Mello Freire (filho de Belchior Reis, sem menção deste apelido no seu nome) mandou construir em Ansião um bom edifício de vivenda que não chegou a ver concluído. Esse edifício, em estado de ruína, foi vendido por José de Melo Freire, de Almofala de Cima, filho de Bernardo Freire de Melo, capitão-mor das extintas ordenanças, um primeiro e outro segundo sobrinho do eminente jurisconsulto, ao pai de quem escreve estas linhas, José Luís de Macedo, que o fez reconstruir, aproveitando-lhe as paredes e a cantaria, e que do mesmo faz sua casa de habitação».
Segundo a lápide fúnebre no cemitério de Ansião nasceu por volta de 1810, para supor que o seu pai em finais da centúria de 700 já aqui devia viver-  o que fazia, de onde tinha vindo? Casou com senhora de apelido Lemos, outro apelido sem se saber a sua origem como aportou a Ansião, para o filho Júlio o ostentar no seu nome.Correlacionei informação de apelidos que se cruzaram  no concelho de Ansião num trabalho publicado na Academia EDU do investigador Miguel Portela sobre a família Temudo de Figueiró dos Vinhos, entronca nos apelidos - Sousa, Godinho, Lemos, Rodrigues, Vide, Ventura (...) Belchior Temudo Godinho  filho de  Manuel Filipe e Ana Ventura de Figueiró dos Vinhos.Casou com Paula de Lemos  filha de Silvestre Rodriguez e Maria da Vide, naturais e moradores e moradores em Maçans de Donna Maria. O seu irmão Francisco Temudo foi ordenado sacerdote em 9.5.1664 nas Ordens Menores em Coimbra, arquivo da Universidade de Coimbra, caixa 529. Os seus descendentes vieram a ocupar os principais cargos de administração concelhia em vários concelhos, em cargos militares, e nos quadros económicos, sociais e religiosos na vila de Figueiró dos Vinhos e nos concelhos vizinhos»  

Ansião 
Pertinente no séc XIX analisar o que escreveu o  pai de José Luiz de Macedo
«  já não vivia nenhum descendente de Pascoal de Mello Freire em Ansião, apenas em Almofala de Cima» no Livro Ilustres Ansianenses do Dr Manuel Dias, sem correlacionar esta nota a tomando como certa, deixou espaço para infelizmente o contradizer - no séc XXI em Ansião ainda vive descendência deste ilustre ansianense Pascoal dos Reis na vila e no concelho, investigação morosa na sua ligação de anos !
Para infelizmente constatar a toponímia em Ansião com o seu nome incompleto e não o devia!
É a segunda vez que alteram o nome da rua, o encurtando com a retirada de nomes. O mesmo erro no nome atribuído na Escola C+S  de Ansião. O tenha sido na herança PSD a deficiente atribuição da toponímia sem  conhecimento cultural necessário, por a falta do último apelido induzir em erro os seus descendentes de apelido"Reis" em Ansião e no Mundo, a não se identificarem com a sua linhagem e o deviam, no mesmo reparo já antes criticado por mim  na cidade de Lisboa que  também não o ostenta!
O certo? Rua Pascoal  Melo Freire Reis 
Cemitério de Ansião
Sepultura de José Luís Macedo  

Com o epitáfio 
Recordação dos seus filhos
Atendendo aos líquenes na pedra em pressa sem reparar com o devido cuidado se algum dos filhos aqui também está sepultadoSupõe-se nascido em 1810- assim reza a lápide. Lamentavelmente a realçar nítida falta de registo da sua descendência, em gente com estudos faz pensar...
Sepultura do juiz de direito João Batista Martins Jorge falecido em 1910
Maria do Carmo Macedo Martins
Jorge Vieira Carvalho Macedo Martins
Adelaide Júlia Martins
Dr Júlio de Lemos Macedo
Ilustre Ansianense encontra-se retratado em livro do autor Dr Manuel Dias« natural de Ansião, tendo concluído o Curso de Direito em Coimbra em 1855  (...)  na sua pretensão de ser representante do Ministério Público, num desses Tribunais Administrativos das novas Comarcas e não o conseguindo desiludido, saiu de Ansião, em 1887, e foi advogar para Famalicão  a que se seguiram outras terras como Procurador Régio »
«Antes em Ansião apenas foi Notário, após a implantação da República mantinha os seus ideais monárquicos de sempre, esteve preso várias vezes até que embarcou para o Rio de Janeiro em 1912 e anos depois perdeu-se-lhe o rasto deste conterrâneo.»


A origem do apelido Macedo em Portugal ?
Da Galiza .
Na Wikipédia - Maceda termo interligado a sitio de macieiras e maças.No tempo antigo se chamava Mazanedo e se corrompeu em Macedo.
Tomo VI  I 450  Lelo de Moncorvo « (...) D Joana Gomes de Macedo, filha de Rui Gomes de Mascarenhas, comendador  de S. Miguel de Abambres cuja igreja edificou...casou com Jacome Luiz Sarmento (...) Em Macedo de Cavaleiros todas as casas nobres da cidade e noutras províncias são de Macedos -  João de Macedo desta cidade, alcaide mor de Outeiro descendem os Condes de S. Miguel e mais nobreza - Figueiredo Sarmento- Moraes Soares. Ainda se conserva o Morgado instituído em 1353 por Rui Fernandes de Macedo  filho de Fernão Esteves de Macedo com descendência - Aires Fernandes de Macedo, Gonçalves Fernandes de Macedo, pai de Martim Gonçalves de Macedo que livrou o rei D João I , na batalha de Aljubarrota (14.08.1385) em que socorreu o rei D. João I, matando Álvaro Gonçalves de Sandoval, cavaleiro castelhano que desarmava o rei. »

Arquivo Nacional da Torre do Tombo da Casa dos Condes de Sortelha e Senhores de Góis  1527 - 1617« D. Aniara da Estrada, natural das Astúrias, veio para Portugal com o conde D. Henrique. Em Agosto de 1142, o infante D. Afonso e a sua mãe, D. Teresa, doaram-lhe a vila e senhorio de Góis, tornando-se no primeiro senhor da Casa de Góis de que descendem os condes de Sortelha - Fernão Gomes de Lemos ou de Góis, do conselho do rei, senhor de Góis, foi casado com D. Leonor da Cunha, e foi pai de D. Beatriz de Góis.
Nuno Martins da Silveira, cavaleiro, rico homem, do conselho e escrivão da puridade do senhor Infante depois rei D. Duarte, coudel mor do reino, vedor mor das obras nas comarcas da Estremadura, de Entre Tejo e Odiana (Alentejo) e do Algarve. Sobrinho de Leonor Gonçalves da Silveira. Casou com Leonor Gonçalves de Abreu, rica dona. Foi pai de Diogo da Silveira e de Fernão da Silveira. Instituíram a capela cantada no mosteiro de São Domingos de Évora, nomeando como administrador, seu filho mais velho, Gonçalo da Silveira - Diogo da Silveira, do conselho régio, escrivão da puridade do rei, foi veador das obras. Foi irmão de Fernão da Silveira, coudel mor de D. Afonso IV, e de Vasco Martins da Cunha. Foi casado com D. Beatriz da Cunha ou de Góis (filha de D. Leonor da Cunha e de Fernão Gomes de Lemos) - Nuno Martins da Silveira, senhor de Góis, mordomo-mor da rainha, do conselho do rei, foi veador das obras e provedor-mor dos hospitais, capelas e resíduos. Era irmão de Henrique da Silveira. Foi casado com D. Filipa de Vilhena, e seu testamenteiro. Foi pai de D. Luís da Silveira - D. Luís da Silveira (ca. 1481-1534), senhor de Góis, primeiro conde de Sortelha, foi casado com D. Beatriz de Noronha. Teve os ofícios de guarda-mor e de vedor mor das obras, e o de chanceler-mor que o rei lhe tirou. Recebeu do rei a alcaidaria-mor do castelo de Évora e comprou as dos castelos de Alenquer e de Sortelha. Foi tutor de D. Guiomar Coutinha, sua cunhada, por falecimento da mãe, e testamenteiro de sua mulher, e de Marta de Melo, escrava de sua sogra e depois tornada forra. Poeta palaciano e valido de D. João III. - D. Diogo da Silveira (ca. 1520-1586), filho mais velho de D. Luís da Silveira, foi o segundo conde de Sortelha e seu alcaide-mor, por nomeação paterna. Foi do Conselho de Estado, guarda-mor e capitão dos cavaleiros da Guarda do Rei, durante os reinados de D. João III, D. Sebastião e do cardeal D. Henrique. Casou com D. Maria de Meneses.
(...) Após o casamento de D. Diogo da Silveira (1420)com a herdeira do morgadio de Góis, D. Beatriz Lemos de Goes (ou da Cunha), os Silveiras passaram, no século XIV, a ser senhores de Góis. Esta família tornou-se numa das mais importantes da nobreza do reino, criando alianças matrimoniais que consolidaram essa posição. Os seus membros desempenharam importantes cargos na Corte régia. Veja-se o exemplo de D. Diogo que foi escrivão da puridade do rei D. Afonso V e fez parte do conselho régio. O seu pai, Nuno Martins da Silveira, já havia sido escrivão da puridade dos reis D. João I e D. Duarte; o seu filho, Nuno da Silveira, foi de D. Afonso V e de D. João II.
O elevado estatuto da família, graças ao seu património e às relações de parentesco e de Corte, contribuíram para que fosse atribuído o título de 1.º conde de Sortelha a D. Luís da Silveira (c.1483-c.1533) por carta de 22 de junho de 1527. Este senhor casou-se com D. Beatriz de Noronha e foi guarda-mor do rei D. João III, vedor das obras do Reino, chanceler-mor, embaixador a Castela, além de ter desempenhado um importante papel na gestão do património material e simbólico da sua Casa e na construção de infraestruturas e outros melhoramentos na vila de Góis.
Os seus descendentes continuaram a assegurar o estatuto da Casa. Sucedeu-lhe o filho D. Diogo da Silveira, 2.º conde de Sortelha, que se casou com Maria de Meneses, e depois o bisneto, D. Luís da Silveira (1578-1617), terceiro e último conde de Sortelha.»
Apelidos sublinhados a negro que existiram no concelho de Ansião, a evidenciar ligação.

A Estrutura Administrativa de Penela nos séc XVII/I de Cristóvão Mata 
« (...) António Correia de Macedo tabelião e judicial de notas da vila de Penela em 1690
O  excerto revela-nos apelidos ainda a perdurar no concelho de Ansião e Cinco Vilas - Abreu, Martins, Silveira com outros aqui com raízes - Noronha e Lemos.

(...) com ascendência em António de Macedo (século XVI), vários membros desta família serviram na praça de Mazagão, no Norte de África, até ao seu abandono em 1769 por ordem do Marquês de Pombal. Mais recentemente, deve referir-se João Maria Ferreira do Amaral, assassinado pelos chineses em 1849, sendo governador de Macau.
O apelido composto - Ferreira do Amaral e outro irmão Francisco Joaquim Ferreira do Amaral (1844-1923), governador de Moçâmedes, de São Tomé, de Angola e da Índia interligados a Campelo a desenvolver noutra crónica.


Quinta de Maceda
Atestada na  toponímia no Alvorge para poente na saída do actual Lar .
A indiciar aqui viveu gente vinda de norte.

Origem do apelido Lemos interligado ao Senhorio de Góis
http://www.soveral.info/casadatrofa/trofa2.htm
Origem galega com ascendência da Casa da Trofa se documenta com este nome é Giral ou Geraldo Martins de Lemos, escudeiro, alvazil do cível de Lisboa (1383-4), referido por Fernão Lopes como um dos cidadãos e escudeiros de Lisboa que apoiaram o mestre de Avis, que nasceu cerca de 1325 e faleceu antes de 1396(...) nos séculos XV para o XVI, o aparecimento de indivíduos com o nome Lemos que são certamente cristãos-novos que o adoptaram com a conversão forçada de 1497, ou livre conversão anterior, como são os casos, por exemplo, de Diogo de Lemos, mercador com loja de mercadoria pública, que foi ouvidor na ilha de Angra, por nomeação do respectivo donatário, tendo D. João III a 6.12.1527 mandado que o corregedor da ilha Terceira o informe sobre essa nomeação. Ou da Guiomar de Lemos, mulher de Lopo Fernandes, moradores em Estremoz (...) 

Corografia Portuguesa (1706), do Padre António Carvalho da Costa
Chama D. Afonso Lopes de Lemos ao D. Afonso Pires de Lemos referido pelo conde D. Pedro. E di-lo casado com D. Maior de Naboa y Menezes, da Casa de Maceda, que só pode ser uma versão setecentista da D. Mor Anes, filha de João Pires de Nóvoa, referida pelo conde D. Pedro como mulher do antedito D. Afonso Pires...»

Sem a veleidade em aprofundar a genealogia  que os excertos incitam sobre os apelidos que se entroncam  em ligações nobiliárquicas a  Ansião, Cinco Vilas e concelhos limítrofes
Senhorio de Vagos Gomes/Silvas, Silvas/Coutinho e Telos/Menezes e senhorio de Abiul
Senhores de Pedrogão Grande - Leitão Freire d'Andrada
Condes de Figueiró dos Vinhos D Francisco de Vasconcelos
Condes de Redondo D Vasco Coutinho
Condes Castelo Melhor D Rui Mendes de Vasconcelos
Marqueses de Vila Real D Pedro de Menezes
Duques de Aveiro D João de Lencastre
Senhor de Ansião Luís de Menezes
Visconde da Várzea Alfredo César Lopes Vieira
Alvorge  José António Figueiredo da Guerra 
Rabaçal (Duque do Cadaval) D Nuno Álvares Pereira de Melo
Pombalinho Senhorio dos Almadas e dos Abranches
Barão de Alvaiázere D Manuel Vieira da Silva
Conde de Penela D João de Menezes de Vasconcelos
Visconde de Podentes Jerónimo Dias de Azevedo Vasques de Almeida e Vasconcelos
Conde de Condeixa D Francisco de Lemos Ramalho Pereira de Azeredo Coutinho
Visconde de Condeixa João Maria Colaço de Magalhães Velasques Sarmento
Conde de Soure D. João da Costa
Visconde de Degracias António Augusto Cardoso Amado de Albergaria Vale
Senhor da Arega Martim Afonso de Melo
Viscondessa do Espinhal D Maria da Piedade de Melo Sampaio Salazar
Viscondessa de Canas de Arganil D Maria Isabel de Melo Freire de Bulhões,
Condes da Lousa D. João de Lancastre
Visconde de Sousel
 António José de Miranda Henriques da Silveira e Albuquerque Mexia Leitão Pina e Melo
Conde de Ourém D. João Afonso Telo de Menezes
Pombal vila do Marquês de Pombal

Interessante relação de todos com interligação e interesses a Ansião e antigas Cinco Vilas a se estender ao alto Alentejo e à ilha da Madeira pelo brasão dos Câmara de Lobos na capela da Casa Senhorial dos Condes de Castelo Melhor em Santiago da Guarda e na Aguda onde prevaleceram apelidos - Câmara e Pestana que identifiquei em lápides no seu cemitério a invocar a mesma descendência.Ainda ligação ao Paço na Granja dos Jesuítas de Évora com esta cidade. Ao Senhorio de Vagos com Abiul, terras no alto Alentejo e Algarve, bispos em Portalegre, Lamego e Algarve.
Até meados do século XX ainda vivia em Ansião gente de apelido "Macedo"  julgo ainda exista no concelho. Verossímil o apelido Lemos e Macedo se deslocalizaram por casamento da região de Góis e Arganil para  Figueiró dos Vinhos e daqui para Ansião, a evidenciar o mesmo de outros apelidos  Fonseca, Nogueira e o Freire de Pedrogão Grande.

Sobre o apelido Macedo quando se fixou em Ansião o tenha sido para desempenho de um cargo oficial na Vintena na Cabeça do Bairro, casou com uma senhora de apelido Lemos, desconhecendo-se os seus nomes.
Em 1770 era escrivão da Câmara de Coimbra Dionísio de Macedo consta no Catálogo do Arquivo Histórico Municipal de Coimbra.
Arquivo Nacional da Torre do Tombo convento de Nossa Senhora da Consolação de Figueiró dos Vinhos  1736  1739 provisão aos oficiais da câmara de Figueiró dos Vinhos para dar uma hora de água  às Madres do Mosteiro de Santa Clara dessa vila em que um dos juízes ordinário era Luís Temudo de Lemos. 
Na mesma data Francisco Xavier de Lemos Lobo  escrivão da Câmara e almoçataria de Figueiró dos Vinhos. 
No Livro de António Augusto da Costa Simões encontrei referência a dois Capitães
- Manuel António da Costa Lemos, de Melgaz, freguesia de Maças de D. Maria com casa e capela particular de orago  a Santo António.
- João António da Costa Lemos, da Carreira, freguesia da Arega, morreu a 22 de julho de 1856,  onde teve casa com capela  particular de orago a S. Caetano sem saber se lá se encontra sepultado.

Para um deles com descendência no mesmo cargo  em Ansião, ao jus do comentário de  Aurora Silveiro (alguém que trabalhou na casa da foto era capitão).  
A minha mãe lembra-se vagamente de alguém de apelido Macedo que trabalhou nas finanças e morava no Moinho das Moitas, faleceu sem saber se a esposa cá ficou ou não.


Apelidos a perdurarem no tempo e a se perder, o apelido Macedo julgo ainda persista, e o Lemos talvez não. Façam-se anunciar!

Prefaciando as bonitas palavras do grande amigo das Cinco Vilas, fervoroso amante na Genealogia, Henrique Dias
Façam-se anunciar 
Sem Passado não há Futuro
Sem História não há Cidadania!  

quarta-feira, 27 de março de 2019

Visita guiada ao nascente da Caparica à presidente da câmara de Almada

Hoje o rumo da minha caminhada pelo nascente da Caparica em roteiro mudo a recordar belas quintas d'outrora na maioria perdidas, adormecidas, em ruínas com hectares de terra a perder de vista, jazem em agonia há décadas, sem haver fulcral interesse e visão em lhes acudir na mira de atrair turismo de massas na máxima em rivalizar as encostas do Douro, aqui com a capital em pano de fundo, nas costas a Arrábida, a nascente o emblemático Mar da Palha e a poente a Costa de Caparica com as dunas, as Matas até ao  Santuário do Cabo Espichel. Parti da que foi a quinta do Marquês (Pombal) de uma sua amante, atravessei a quinta da Horta e a quinta de S.Pedro, expropriada para abertura da acessibilidade à ponte onde depois do viaduto à rotunda antes do Hospital Garcia de Orta na quinta do Bacelinho, com a colina com espaço para se abrir uma variante de acesso rápido ao hospital em prol de voltas e voltinhas de conomainstreet
( há anos que não fazia uso desta expressão por mim inventada) porque Almada mostra-se deficitária de acessos, e aqui bem podia nascer um mais direto para a cidade.
Vista do viaduto com a colina a poente
Em que a Direção de Estradas de Portugal dona do chão em parceria com a câmara na abertura de uma nova acessibilidade mais directa para Almada e seu hospital com alargamento do atual caminho pedonal na ligação à rotunda.
Quantas quintas retalhadas com cantos e recantos de onde outrora seria regalo contemplar as vistas de delas se alcançavam  sem os magotes de canavial a perder de vista d'hoje ...
Antes do alcatrão o chão de azinhagas e da estrada principal do Casquilho em argila amarela  a sobressair na pedra dos muros altos aqui e ali interrompidos por janelas com grades para o viandante desfrutar e derreter olhar dos campos cultivados em contrastes do belo, do bucólico com poços, tanques e fontes de água santa a irromper fresquidão com aroma dos pomares, do viçoso das hortas, das vinhas a despontar em gavinhas, das cearas loiras em oiro e dos moinhos de velas brancas a rodar ao vento para hoje em antítese o brutal paradigma do grotesto, do horrível, da loucura dum passado sem sapiência nem norte e desnorteados no desatino de urbanidade mal conseguida, em local de excelência, sem estética, rigor nem ordenamento do casario, alguns a lembrar guetos, descalabro  amontoados de lixo e vandalismo, sem marcação as ruas com estacionamentos em cima de passeios por todo o lado de gente que usa o comboio onde se verifica a nítida  falta de pessoal diário de limpeza e de manutenção dos espaços verdes, bermas e  poda de árvores como o deve ser de copa redonda e não crescer para o céu,  e policiamento, uma lástima.
A quinta do Olho de Vidro que lhe chamam Bairro do Matadouro por ali ter sido instalado em local privilegiado de belas vistas para Lisboa, Arrábida e Mar da Palha , aos pés a quinta da Bela Vista cujo chão é hoje um parque de estacionamento ao jus de baldio e na frente do gradeamento da escola belos arbustos floridos a crescer sem fim a tapar as vistas aos alunos...
 Bermas com canavial e oliveiras sem poda de copa frondosa a tirar visibilidade
 Hoje apenas vi duas abertas...
 Poste com peças em porcelana jaz hirto a desafiar o horizonte
Quinta emblemática de S.Miguel com o seu belo espelho de água e o seu moinho de vento em lata  em forte contraste ao muro na frente de pedras fossilizadas a desmoronar envolto em denso silvedo...
Vista sobre o Mar da Palha

Estrada do Casquilho
Outrora a única via de ligação de Cacilhas à Trafaria, por aqui passaram reis, nobres e da família Alarcão do Espinhal, com a sua quinta da Torre onde em parte funciona a Universidade.
Ao longo do caminho o doce aroma do funcho com salpico a figueiras de S. João  semi nuas de folhas com os  figos gordos, porém ainda verdes...

 Quinta de S Miguel na esquerda e na frente Quinta de Santa Rita
 Canaviais a perder de vista...
 Quinta de S.Miguel
 Oliveiras encerradas entre muros sem poda...
 Mirante da quinta de Santa Rita cujo telhado ao jus de pagode chinês já caiu...
Estrada do Casquilho ladeada por altos muros das antigas quintas
 Voltei a mirar o recanto do jardim ao limite nascente da quinta S Francisco de Borja, em total abandono, o ex livris de qualquer quinta a excelência de um retiro fechado ou aberto com banquinhos para os seus donos se sentarem , apreciarem o vaivém da estrada, tomar chá ou simplesmente descansar em recanto bucólico. Aqui era aberto em chão de laje cerâmica...
O cruzamento da estrada de Casquilho e a avenida na ligação do Pragal ao Tejo
Sem passadeira nem qualquer marcação onde passam diariamente dezenas de camions...
 Quinta de S Francisco de Borja
                 
O tardoz para sul
 Antigos poços que suportaram noras ao deus dará com oliveiras inseridas na urbanização sem poda...
Raro por aqui constactar uma varanda florida ...
O goivo fez-me lembrar um assim lindo que tive na minha casa rural e morreu...
Vista do palácio da Ajuda...
Canas e mais canas por todo o lado...
Expropriações deixaram  muros das quintas em derrocada para abertura de acessibilidades e urbanizações
Bairros sociais com vista de luxo para o Tejo e Lisboa...
Urbanizações viradas a norte quando o pudim ter sido na orientação nascente/poente...faltou rigor urbanístico, sentido estético, sem gente contratada para cuidar dos espaços envolventes diariamente, pior assemelha-se a um gueto, com gente que não sabe estar tão pouco agradecer ter uma casa mais barata em local idílico, de bons ares e vistas com infra estruturas de apoio como transportes, em não denotar saber preservar e cuidar, antes há muito vandalismo havendo muitos que deviam fazer aprendizado como não atirar baldes de água suja para a rua, como já vi e não me caiu em cima por um triz...
Ovelhas e cabras e um borreguito a pastar...
Muros de canas e esqueletos de ferro de colchões...
Terra lavrada com muros de canavial, o feijão já desponta...
Lixo, hoje havia pouco...
Muros de canas...
Ao longe o hospital Garcia de Orta
Vista sobre Lisboa da quinta de Penajoia
Ao fundo a casa que se diz de Fernão Mendes Pinto seguindo para norte o miradouro do Rangel
Oliveiras de frondosa copa sem poda...
Neste cenário de fortes contrastes fechei os olhos por momentos para deambular em sonho a reviver a beleza de antanho para me sentir em casa...
Apesar da mudança autárquica ao que parece tudo continua na mesma no que toca ao pelouro dos jardins e árvores em via pública, sem gente a saber da arte da poda, e já em tempo de primavera o caos de plátanos e outras espécies altas a crescer para o céu salpicada de oliveiras de copa frondosa a retirar visibilidade nas estradas, para em tempo da apanha sentir toneladas de azeitona a se perder desde o recinto do Cristo Rei e de todas que ficaram nas expropriações das quintas ao longo das estradas e nas encostas dos acessos à ponte e ainda no pousio das quintas, sem ninguém no concelho sem aparente enxergar dessa riqueza do passado que bem podia de novo ser revitalizada fomentando emprego com a laboração de um lagar que a peninsula de Setúbal se encontra deficitária!
Com oferta barata da prata da casa de origem cabo verdiana jamais aposta pela valia de gente que sabe trabalhar a terra agreste e sem água ainda assim a lavra, além do feijão também cultiva milho, um negocio de rua em assar maçarocas na estação do Pragal...
Mão de obra de excelência sem olheiros  em saber aproveitar, tão pouco as vistas sobre Lisboa que daqui se mostram em recantos brutais.
Em Grito ao passar pela quinta da Penajoia exclamar - Volta cá outra vez Fernão Mendes Pinto- homem que soube como ninguém tirar proveito de chão de cardos e funchos sediar 7 quintas...
Atalhei ao hospital na mira de encontrar um fóssil, debalde ao pressentirem a minha intenção se recolheram para a sesta, amofinada, virei-me para as flores apreciando as maias quase a florir com nêsperas já a pintar...

Na perspectiva olhando aos genes do apelido MEDEIROS herança vinda da Galiza e nas faldas da Lousã a olhar Pera se fixaram para os seus familiares se encaminharem para o Maciço de Sicó,  foram tecelões com visão e força no trabalho,  a minha deixa de obra a fazer de coisa que se veja hoje e amanhã,  em  Almada.

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