sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

AMI e o turismo solidário

O conceito de turismo solidário é a antítese do chamado turismo tradicional.
  • Nesta viagem, não há agências de turismo. Não há pacotes promocionais.Não há imagens de praias paradisíacas, nem hotéis de luxo.Há, sobretudo, um resultado final que fará toda a diferença na localidade visitada.
O tema sobre o turismo solidário, exige uma reflexão sobre a prática do conceito, muito apelativo para quem sinta uma predisposição para desafios e para quem tenha capacidade para enfrentar realidades difíceis, em terrenos hostis.A AMI pretende desenvolver missões de apoio a populações locais em ambientes desfavorecidos.
A missão Aventura Solidária torna sustentáveis pequenos projectos através do apoio financeiro dos aventureiros solidários.

Porque cada missão tem um objectivo concreto e uma tarefa definida a cumprir.
Nos dias que correm, o prazer de umas férias pode ser um descanso diferente: o de contactar com uma realidade distinta, estando dentro dela.
  • Por isso se chama aventura.
Realizar uma viagem de turismo impregnada no espírito Aventura Solidária, ajuda a financiar projectos locais gerando uma panóplia de oportunidades como:
Oportunidade de avaliar localmente a aplicação concreta do seu donativo.Oportunidade de fazer parte de um trabalho de voluntariado que visa melhorar a saúde e a educação de outro povo.Promoção da sustentabilidade dos projectos locais ajudando a criação de empregos e fixação da população local.A ser genuíno, ter espírito humanitário, gostar do trabalho de equipa e muita boa disposição, porque não é fácil.Ganhar uma riqueza cultural incalculável, preenchida por crenças, fé e rituais ancestrais desses povos.Todas as Missões seguras e apoiadas por parceiros locais de confiança.Os interessados têm de obedecer a alguns critérios de selecção, como serem maiores de 18 anos e reunir condições físicas e psicológicas para partir numa missão aventura.As pessoas que voluntariamente se candidatam às missões Aventura Solidária da AMI, têm de revelar um carácter genuíno de interajuda no trabalho em equipa, espírito humanitário, muito sacrifício e boa disposição.Detentoras de um carácter forte e lutador para uma entrega total a causas humanitárias, em Países de 3º Mundo, tudo pela aventura de dar apoio solidário na melhoria da saúde, educação, criação de empregos e de fixação de populações.Não é a ambição nem a busca de riqueza material ou notoriedade que os move.São empurrados pela vontade de ajudar, pela procura de riqueza emocional e pela certeza de poderem dar um contributo para a construção de um futuro diferente e melhor e, assim, fazer a diferença.São voluntários… em detrimento da sua família, de viver no seu País de construir uma vida normal como a maioria dos cidadãos.Com o objectivo na promoção, empenhamento e oportunidade de ajudar humanitariamente povos que necessitem dum gesto solidário, que não tiveram a sorte de nascer em Países onde a cultura e o progresso rapidamente se globalizaram, estes voluntários merecem todo o respeito pela coragem que enfrentam em realizar as missões com sucesso.
A organização da AMI, é para mim a melhor da panóplia das existentes.

O papel do voluntariado é um gesto de amor pelo outro que sofre, que está só, numa cama de hospital muitas vezes sem visitas, e lamentavelmente com vários filhos, esquecido num lar, vagueando pela rua ou abandonado em casa. Hoje em dia está bastante dinamizado.
Logo na Faculdade a minha filha filiou-se na Liga contra a Sida de cariz humanitário, para enriquecer experiências da sua vida futura e também de curriculum.
Semanalmente visitava doentes afectos ao pavilhão de infecto contagiosos no Hospital Curry Cabral.Tinha de usar máscara,os doentes viviam em quartos pequenos com dupla porta para evitar contágios.Na altura consegui um donativo de 2.500 € para arranjos das molas das portas e dos televisores avariados, único entretenimento dos pacientes.
Muitos reformados também optam pelo voluntariado para colmatar tempos mortos com novas vivências, e afectos partilhados não só aos doentes como aos acompanhantes.
Uma palavra de afecto para as Associações dos Amigos voluntários da defesa dos animais, e das crianças desfavorecidas.O gesto de transmitir solidariedade a quem está doente, ou mergulhado na solidão, é um desafio de magia que chega sem avisar mas perdura após a saída.Muitos artistas colaboram em campanhas de solidariedade para estas causas, conseguindo com estes gestos, uma empatia com aqueles que sofrem.

Enquanto funcionária no activo consegui angariar um donativo para a construção de uma igreja no valor de 750 contos, e anualmente pelo Natal conseguia também um donativo de 50 € para distribuírem pelos mais desfavorecidos da paróquia. Quantos sorrisos e lágrimas de emoção, desabafos e amarguras recalcadas são mais fáceis de exteriorizar por se estar na presença de um voluntário.O voluntariado é uma atitude de solidariedade diferente, em prestar ajuda, ser útil a pessoas ou animais que necessitam da nossa presença, de um sorriso, de uma palavra amiga… de apenas somente ouvir…
Digam-me que estou enganada!

Estereótipos sobre racismo e xenofobia

Estereótipo é a imagem preconcebida de determinada pessoa, coisa ou situação.
Termos usados principalmente para definir e limitar pessoas ou grupo de pessoas na sociedade.
A sua aceitação é ampla e culturalmente difundida no ocidente, sendo um grande motivador de preconceito e discriminação.
O estereótipo também é muito usado em Humorismo como manifestação de racismo, homofobia, xenofobia, machismo e intolerância religiosa. É muito mais aceite quando manifestado desta forma, possuindo salvo-conduto e presunção de inocência para atingir o seu objectivo.

Decidi debruçar-me sobre um excerto de um programa televisivo, emitido na RTP 2 em 15.09.2008
Documentários para desconstruir estereótipos sobre racismo e xenofobia.
Uma série de dez documentários centrada nas histórias de vida de habitantes de bairros problemáticos de todo o país e que pretende desconstruir estereótipos. Escolha de pessoas que conseguiram suplantar uma série de adversidades e fazer um percurso, independentemente do sítio onde vivem.
Gente que não se deixa derrotar pela existência de estereótipos, explicou à agência Lusa a jornalista Fernanda Câncio, co-autora dos documentários.

Alguns comentários sobre o programa televisivo:

Afinal esta senhora sempre conseguiu o programa, na TV!
"Desconstruir estereótipos", com uma personagem por bairro?
Deixa-me rir... ANJINHO | 19.09.2008 |
Infelizmente moro num desses bairros e já fui assaltado 19 vezes por esses tais estereótipos. GALEGO | 15.09.2008
Mas qual limpar a imagem???
É nestes bairros que trabalham as pessoas que fazem o que os preguiçosos dos portugueses não querem fazer.
Na zona de Lisboa principalmente são os imigrantes que vivem nestes bairros que trabalham, e os portugueses racistas que os exploram ainda se armam em espertos. Estes bairros vão crescer tanto que vão encher Portugal de cor e cultura para todos. Portugal sem fronteiras, Portugal sem lei, Portugal para toda a gente. ZÉ DO BLOKO | 15.09.2008 |
Lá começa a tentativa de limpar a imagem destes bairros, e o Zé-povinho lá vai atrás. J.ALMALUSA | 15.09.2008
Mais um programa apoiado pela esquerda para o branqueamento da criminalidade que é feito pelas minorias. Eu também já fui pobre, já tive que dividir uma lata de sardinhas com os meus irmãos.
Nunca segui o crime... tentam fazer os portugueses mais parvos com esses programas...depois admiram-se que as pessoas se cansam se sentem enganadas.
Branco ou preto!
Cadeia ou deportação... já que não sabem viver em sociedade que nós construímos. Portugal não é uns pais de costumes brandos. Promovem esse pensamento para os políticos e seus companheiros fazerem o que bem entendem. Isto é uma REDE complexa! Fuh! MORTO! | 16.09.2008
Na altura da quinta da Fonte assaltos, raptos e o resto da baderna estão caladitos agora a industria do multiculturalismo começa a mostrar as unhas, deve ser para mostrar que trabalham, a RTP a defender as politicas erradas de imigração a somar ao programa dos imigrantes onde mostram casos de sucesso que cada vez mais difíceis são de encontrar entre os imigrantes, a somar ao programa etnias onde falam de um convivência e fraternidade que nas ruas não se traduz agora chega a cereja em cima do bolo "destruir estereótipos" como se não houvesse relatórios das prisões das forças de segurança que até tiveram suspensões por referir a verdade sobre quem é que pratica a maioria dos crimes em Portugal GAFANHOTO E SEU AMIGO GENGIS KAN |
Uma vez fui fazer umas filmagens para os Terraços da Ponte e tive problemas!
Esta gente vai com a PSP atrás, só pode. JOSÉ | 15.09.2008 |
O Governo continua a demonstrar ser incapaz de dar resposta ao problema da crimi-nalidade violenta – depois de semanas em que a comunicação social fez alarido de mortes e roubos.
Nos últimos dias apenas se sentiu diferença na diminuição do número de casos noticiados mas, na verdade, nada mudou e nada foi feito em concreto para resolver eficazmente esse problema que alastra em todo o país.
As únicas medidas tomadas pelo Governo, além das disparatadas entrevistas do sinistro Rui Pereira, foram a nomeação de um mega-comissário político de controlo da investi-gação criminal – adivinha-se que os políticos dos partidos do sistema continuem a ficar de fora dessas supostas investigações.
Assistimos a meras operações 'stop', mas fortemente mediatizadas, para fiscalização de taxa de alcoolemia em que se aprovei-ta para revistar os condutores à procura de objectos proibidos. Caso sejam encontra-dos, estes servem unicamente para engrossar a estatística do – aparente mas falso – controle da proliferação de armas ilegais.
A propósito de Rui Pereira, quem tem explorado a sua deficiente prestação é Paulo Portas, usando e abusando de falsas e demagógicas alusões à imigração e segurança. Sabe-se que essas sugestões, e não promessas em concreto, são atiradas para o ar apenas porque o CDS é oposição, e sabe-se também que, mesmo que fossem propostas, estas nunca seriam cumpridas por um Governo CDS. Isso ficou demonstrado quando Paulo Portas fez – efectivamente – parte do Governo PSD/CDS, altura em que supostamente começou o aumento exponencial da criminalidade violenta, e quando o liberal-capitalista Portas exigiu uma quota maior de entrada de imigrantes no nosso país, maior ainda que a proposta do próprio PSD.
A propósito de imigração, ainda esta semana foi noticiado o caso de um imigrante que, tendo cadastro por homicídio no Brasil, circulava livremente pelas nossas ruas, cometendo roubos e homicídios, mesmo depois de já ter sido condenado anteriormente também em Portugal.
Como sempre, o Estado limitou-se a emitir um cordial pedido, por carta, onde se solicitava ao meliante que se ausentasse voluntariamente do nosso país. Acabou por ser detido por se descobrir que fora o autor de mais um homicídio de um comerciante português em Setúbal.
Com este tipo de política criminal, bem como com a actual Lei da Nacionalidade que promove a vinda de imigrantes para Portugal, não haverá esperança na resolução dos problemas mais graves do nosso país. Portugal precisa de políticas que defendam viver em segurança, que coloquem os interesses dos portugueses acima de interesses partidários ou pessoais, com coragem de tomar as medidas urgentes e necessárias para um harmonioso desenvolvimento do nosso país." J.ALMALUSA | 15.09.2008 |
A minha análise crítica sobre o tema focado, é de algum espanto em relação aos comen-tários, de escárnio e maldizer.
Por acaso vi alguns programas, os documentários tentaram mostrar a integração de pessoas de raças diferentes em Bairros Sociais, um pouco por todo o País.
A vivência em comunidade e fora dela e ainda as diversas actividades profissionais. Um dos aspectos referidos incidia sobre o casamento entre um homem de etnia cigana com uma mulher branca, da forma como a comunidade os acolheu e respeita, dos filhos e da educação que lhes pretendem dar, indo de encontro às expectativas de futuro que passam por uma boa qualidade de vida.
Evidenciou nesta etnia, uma abertura de mudança atendendo a que esta é uma comunidade muito fechada com tradições muito enraizadas, falando abertamente da forma como sobrevivem da venda ambulante e do desejo que os seus filhos estudem e tenham outras oportunidades de emprego.
As pessoas abriram as suas casas, foi possível observar que estavam arrumadas, mostraram ainda convívios de famílias em almoços nos jardins.
Falaram com muitos jovens das suas aspirações, na escola entrevistaram a primeira miúda de etnia cigana no 12º ano, um feito quase inédito.
Daqui se pode compreender que de forma inconsciente, os comentários ao programa, são de indivíduos que fomentam o fenómeno do estereótipo, em relação aos outros.
O que leva a concluir que os estereótipos fazem parte da condição humana e estão agrega-dos a qualquer sociedade, independentemente dos seus efeitos nefastos, como a indiferença, o preconceito, o racismo, e a homossexualidade para as minorias ou os excluídos, sendo comuns em qualquer uma delas.
Em jeito de conclusão, o conteúdo expresso no programa, evidencia as tradições da comunidade cigana e como esta, se vai integrando na sociedade, depois de décadas de se fechar nas suas tradições.
O documentário fez uma amostragem abrangente, com várias famílias. Gostei particularmente da atitude demonstrada perante as câmaras, da dicção, frases estruturadas diluídas num diálogo sereno e directo, que nada correspondem a suposições de quaisquer estereótipos na minha opinião.
Ao vivermos em sociedade, quer se queira, quer não, os estereótipos estão, e estarão sempre presentes, nas atitudes, nas diferenças.
Vale a pena lutar contra os estereótipos!

Modelos diferenciais no mercado de empresas e o comércio justo

Hoje o tema é falar de empresas, enquanto modelos diferenciais no mercado, aleatoriamente apetece-me espicaçar a minha memória sobre o que fui ouvindo : 
  • Delta cafés
  • Empresas asiáticas que exploram a mão de obra em série mui barata
  • Comércio Justo
  • Empresa que se dedica à construção de casas ecológicas, as minhas preferidas depois das de pedra.
A Delta cafés está sediada em Portugal sendo uma das empresas de grande dimensão e expansão quer a nível nacional quer no estrangeiro.Iniciou a atividade como empresa familiar de cariz tradicional, implantada em pleno Alentejo, em Campo Maior,  na terra do seu fundador e presidente o Sr Rui Nabeiro -  pelos grandes contributos dados à sua terra e ao País, foi agraciado com a insígnia de Comendador.Rapidamente a empresa cresceu, dando emprego à população local, e não só apostando na expansão, e no desenvolvimento atendendo à escassez de empregos naquela terra. Atualmente a empresa explora novos mercados com outros produtos entre os quais o vinho tendo à frente da nova empresa a bisneta do fundador da empresa mãe.O museu do café, obra de orgulho e de conhecimento para todos aqueles que o visitam, onde se podem apreciar os utensílios usados primitivamente para a torrefacção do café entre outros. Outra área de negócios é a distribuição, com a diversificação de novos produtos. 
Felizmente existem mais três ou quatro empresários em Portugal do mesmo gabarito: Sousa Cintra, Belmiro de Azevedo, Américo Amorim.
Apostam no desenvolvimento e tecnologia, empregam muita mão-de-obra, estando à frente de empresas altamente rentáveis que contribuem para o PIB.
Em conclusão são empresas saudáveis para os seus colaboradores, muito estáveis oferecendo muita segurança, respeitando os direitos sociais.
Em contraponto deste estar o oposto nas empresas no Vietname e Filipinas, onde há exploração de mão de-obra barata sem oferta de quaisquer regalias aos trabalhadores. Onde os direitos sociais não existem, os salários são muito baixos, as condições de trabalho são precárias e desumanas. As regras são drásticas e implacáveis. É o chamado terceiro mundo, onde se usa e abusa das condições de miséria da população e onde a agressão aos direitos humanos é uma constante na pressão exercida sobre os trabalhadores.
Analisando este péssimo estar em pleno século XXI, com o cumprimento das Normas da Comunidade Europeia, e o fenómeno da globalização, já era tempo que alguma coisa mudasse, na maioria de empresas a nível mundial. Se os empresários não alterarem as condições de trabalho dos seus empregados, então deveriam ser supostamente os seus grandes clientes como a Adidas, Nike e outras, os primeiros a exigir que, se não fossem revistas as condições dos direitos humanos e sociais dos trabalhadores, deixariam de importar os seus produtos. Esta a minha análise, de uma forma crítica e objectiva, sobre os tipos de organizações empresariais focadas no texto. Por analogia, são evidenciadas substanciais diferenças relativas aos direitos humanos e laborais.
Quanto a mim, o consumidor pode e deve condicionar a facturação das empresas, optando por escolher as que evidenciam responsabilidade social. Hoje em dia existe uma diversidade de oferta na relação preço qualidade, e o consumidor mais atento deve proceder à escolha não adquirindo produtos de marcas de Países que não respeitem os direitos laborais e humanos. Dessa forma se todos nós tomássemos posição em relação às empresas padronizadas no âmbito dos direitos laborais e humanos, aumentaria o número de vendas. Ao invés, empresas que não respeitam os trabalhadores nem as suas condições sociais laborais, as vendas forçosamente baixariam. Estas empresas teriam de tomar medidas cautelares privilegiando regalias aos trabalhadores para não verem os seus lucros baixarem, sob pena com possíveis falências.

Falar de Comércio justo (Fair- Trade em inglês) que é um dos pilares da sustentabilidade económica e ecológica.Trata-se de um movimento social e uma modalidade de comércio internacional que procura o estabelecimento de preços justos, bem como de padrões sociais e ambientais equilibrados, nas cadeias produtivas.
A ideia de um comércio justo surgiu nos anos 1960 e ganhou corpo em 1967, quando foi criada, na Holanda, a Fair Trade Organisatie. Dois anos depois, foi inaugurada a primeira loja de comércio justo. O café foi o primeiro produto a seguir o padrão de certificação desse tipo de comércio, em 1988. A experiência espalhou-se pela Europa e, no ano seguinte, foi criada a Internacional Fair Trade Association, que reúne atualmente cerca de 300 organizações em 60 países. O movimento dá especial atenção às exportações de países em desenvolvimento para países desenvolvidos, como artesanato e produtos agrícolas. Em poucas palavras, é o comércio onde o produtor recebe remuneração justa pelo seu trabalho. Alguns países têm consumidores preocupados com a sustentabilidade e que optam por comprar produtos vendidos através do comércio justo. Esta opção ética tem permitido aos pequenos produtores de países tropicais viver de forma digna ao fazerem a opção pela agro ecologia, como agricultura orgânica. O comércio justo não é mais do que uma parceria entre produtores, vendedores e distribuidores que trabalham para ultrapassar as dificuldades enfrentadas pelos primeiros, para aumentar o seu acesso ao mercado e para promover o processo de desenvolvimento sustentável. O comércio justo procura criar os meios e oportunidades para melhorar as condições de vida e de trabalho dos produtores, especialmente os pequenos produtores desfavorecidos. A sua missão é promover a equidade social, a protecção do ambiente e a segurança económica através do comércio e da promoção de campanhas de consciencialização.
Escolhi falar da empresa Arestal Rústicos
Fundada em 2003, por Miguel Costa que já se encontrava ligado ao sector da madeira há 27 anos e localiza-se em Sever do Vouga.
Dedica-se exclusivamente ao fabrico e comércio de móveis rústicos, uma escolha que não foi feita ao acaso. Trata-se de um nicho de mercado, sendo a empresa constituída por capitais europeus. Dotada de uma equipa jovem e dinâmica, rapidamente a empresa se implantou no mercado. Iniciou a sua actividade com produção, importação e exportação de mobiliário, tendo como principais mercados Portugal, Espanha e Angola, mas rapidamente alargou as suas áreas de negócio. Agora, para além de mobiliário, a empresa produz e edifica casas e estruturas em madeira; Produz e comercializa madeiras destinadas sobretudo à construção civil, indústria de paletes e embalagens, indústria de mobiliário e de celulose. Baseada numa simbiose de qualidade e durabilidade dos seus produtos, a empresa proporciona aos seus clientes as melhores soluções e tem alargado a sua área de actuação.
Os seus produtos já se encontram nos continentes Europeu, Africano, Americano e no Médio Oriente. Por diversas vezes destacada em algumas das principais publicações do sector a nível internacional, tem sido definida como sendo uma empresa dinâmica e organizada no seu funcionamento. Participou nas principais feiras Europeias do sector, ampliando o seu mercado até à Europa de leste, América do Norte e Emirados Árabes Unidos (Dubai). Durante a apresentação dos seus móveis ao mundo, apostou no contacto com arquitectos e decoradores, responsáveis por projectos turísticos, que ficaram fascinados com a linha rústica produzida pela empresa. Fruto desses contactos, a empresa mobilou inúmeras casas de Agro-turismo e Turismo Rural, Aldeias Turísticas, Herdades em Portugal, Açores e na Galiza. Tendo como objectivo aumentar a sua competitividade no mercado mundial, a empresa passou a produzir a sua gama de móveis em kit no Brasil. Para além dos seus modelos, a empresa produz outros modelos para vários distribuidores Europeus e Norte Americanos. Com o conhecimento do mercado brasileiro, a empresa ampliou a gama de produtos, tendo iniciado a produção, comercialização e edificação de casas em madeira exótica (proveniente de abate legal e controlado). Dado que em vários projectos a utilização de madeira exótica não é permitida, a empresa começou a construir com madeira de pinho. A empresa criou condições para fornecimento de madeiras exóticas de qualquer espécie (sempre provenientes de abate legal e controlado), tanto em bruto, como transformada (soalhos, decks, lambrim, etc.).
Para além de madeiras tropicais, a empresa fornece madeiras provenientes de reflorestação (pinho e Eucalipto), em bruto, transformada, e tratada.
O conforto, a qualidade de vida e o retorno à natureza são preocupações importantes na escolha de uma nova casa; se a isto aliarmos o facto destas construções serem substancialmente mais baratas e de construção rápida, hoje em dia são uma opção credível. A ecologia e o respeito pelo meio ambiente preocupam a maioria dos cidadãos.
Entre todos os materiais de construção, a madeira é natural e renovável.
O processo de transformação da madeira para a sua utilização em construções é bem rápido, e necessita de pouca energia quando comparado com os métodos de obtenção de outros materiais.
Uma casa Arestal Rústicos é uma casa que respira.
A madeira absorve e expulsa a humidade, e desta forma ajuda a regularizar a humidade no interior. Com isto, contribui na prevenção de doenças de reumatismo e problemas respiratórios, filtragem e purificação do ar. Além disso, o campo bioelectrico natural da madeira proporciona um estado de equilíbrio no corpo humano.As propriedades acústicas das casas são óptimas. A madeira absorve as ondas que recebe, criando um ambiente silencioso, o que contribui para reduzir o stress dos seus moradores. A organização estrutural do tecido da madeira retém pequenos volumes de ar no seu interior, impedindo a transmissão de ondas de calor, ou frio. Desta forma, a madeira apresenta-se como um isolante térmico e acústico natural. Contrariamente ao que muitos pensam, a madeira é um excelente material de construção, apresenta uma relação resistência/peso mais favorável que o aço ou betão.Também se pensa que as estruturas de madeira duram poucas décadas!
Nada disso!A sua elevada resistência proporciona construções com uma esperança de vida superior a 300 anos.(Na Finlândia pode-se encontrar igrejas de XVII e em Espanha edifícios do século XIII).

Hábitos de Vida e Tempos de Lazer “Verdes”

A frase é inspiradora a uma reflexão sobre o tema.Os nossos hábitos de vida, têm-se degradado nos últimos anos. Privilegiou-se, nas últimas décadas, a vida nas cidades cosmopolitas do litoral, em detrimento da vida no campo e nas vilas pequenas. A vivência nos grandes centros urbanos, oferece em alternativa, à população grandes espaços fechados, cuja topomia nem sempre é a mesma. São, no entanto, a preferência da maioria das várias faixas etárias, hoje em dia. No verão desfrutam das praias.
No entanto, noto um aumento crescente de vida ao ar livre, as famílias optam por fazer piqueniques. Para tal, as Câmaras têm criado espaços apropriados.
Falo do que sei porque, na verdade, os conheço quase todos, nas várias zonas do País. Também tem crescido o interesse nas caminhadas, por grupos organizados, uma forma descontraída de exercício físico e de conhecer e apreciar toda a zona pedonal percorrida. O Guia vai explicando os motivos de interesse, sejam eles os vários tipos de ervas aromáticas, o tipo de rochas, que pela erosão tomaram formas dignas de serem apreciadas. Falo dos calcários, nomeadamente os lapiaz, e a cor dos xistos, magnânimo, surreal as sombras, o horizonte, as planuras dos vales encastrados nos montes, os moinhos, as azenhas, os ribeiros e o chilrear dos pássaros…tudo na natureza é belo, leva-nos a sonhar, sonhar, e a não querer acordar.
Desfrutar de um dia diferente a saborear o cheiro campestre, relaxar num relvado sob a sombra frondosa de um qualquer carvalho, ou sobreiro, apreciar a luz do sol reflectida sobre a folhagem, é soberbo. E depois, são momentos descontraídos, onde há sempre crianças a brincar.
Os espaços verdes são sinónimo de ar puro, liberdade, descontracção. Neles podemos viver momentos de lazer idílicos, porque não! Devemos por isso preservá-los, mantendo-os limpos. O lixo põe-se no lixo!
Com o Programa Polis hoje temos, em todo o País, verdadeiros Parques Verdes, tais como: o Parque verde Mondego, em Coimbra, Parque da Paz, em Almada, Parque Zeca Afonso, na Baixa da Banheira, zonas ribeirinhas de Lisboa, Porto, Costa da Caparica, Abrantes, Constância, Figueira da Foz, Viana do Castelo, e tantas outras pelo nosso Portugal.
É só partir à redescoberta e constatar como mudou tanta coisa mudou de “ cara”...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Reflexão final entregue no curso Efa

O dia do juízo final -, há tanto por mim ansiado está prestes a chegar, sinto-me pronta. Apesar de reconhecer que o curso EFA Total teve altos e baixos, não criando em mim nenhuma perspectiva aliciante para no momento desejar continuar, o que lamento, espero que venha a ser aliciante para outros que pretendo cativar a aderir. 
  • Direi sem magoar que veio acrescentar muito pouco à minha vida. 
Considero que o desempenho mais positivo ao longo de todo o processo foi a minha coragem e determinação em participar nele onde conheci novas pessoas, fiz amigos de alta estirpe como nunca tive, apesar de todos os contratempos e provações, considero que foi uma grande aventura no conseguir acumular novas rotinas e tanta mudança na tramitação do curso, na minha idade.
  • O que ganhei? Algumas realidades!
Sinto que melhorei a escrita, porque não a exercia há muito na forma de texto corrido. Habituada durante anos a emanar pareceres de crédito, e-mails, Messeger, chats e blog, a grafia têm evoluído com o aparecimento das novas tecnologias, nascendo uma nova nomenclatura de escrita que se está a enraizar, sobretudo nas faixas mais jovens. Também substanciais melhorias nos textos, na expressão e clareza de ideias dos temas apresentados como na sistematização de conceitos abordados. 
  • Voltei a dar continuidade ao blog que tinha desde 2006 -, onde vou escrevendo os meus delírios de viagens, memórias e coisas da minha terra de adopção Ansião e de outras onde passei qundo acompanhei a minha mãe que trabalhava nos CTT, poemas e tudo o que me afligir no momento...
  • A forma de estrebuchar, andar para a frente é escrever para aliviar a raiva deste País tão mal governado!
Aprendi no domínio informático com o pro-grama de Power Point a criar cartazes e folhetos com os quais tenho surpreendido a minha família e amigos no natal e seus aniversários.

  • Voltei a dar destaque à fotografia-, uma paixão .
  • Abri um outro blog sobre Velharias -, uma paixão também de sempre.
Não sei se transmiti algo de importante aos outros, digam-mo quem de direito? 
  • O que recebi foi tão pouco, não me senti valorizada, sinto que perdi demasiado tempo. Sinto que a condução processual foi demasiado lenta, acredito nas competências adquiridas ao longo da minha vida que se tivessem em tempo útil sido devidamente expurgadas da história de vida por mim apresentada, não passariam despercebidas ao técnico mais incauto, permitindo indícios de credibilidade para eu poder ter avançado noutro tipo de projecto há muito mais tempo, e assim já ter tido a equivalência ao 12º ano há mais de um ano.
O que quero transmitir é que na realidade os cursos têm de se adequar a cada aluno, cada um com a sua personalidade própria, com diferentes vidas e competências adquiridas, averiguados em triagem consistente e metódica da história de vida de cada um deles.
Ao ter estado tantos meses no mesmo patamar que os demais, sem ter recebido um feedback dos comentários que agora vi mencionados nos últimos trabalhos “óptimo”, “face à qualidade que alguns trabalhos estão a apresentar, estou a pensar em divulgar o vosso esforço e empenho, assim como valorizar os cursos EFA” (…) veio coroar o meu sentimento na excelsa perda de tempo para adquirir a certificação do 12º ano. 
  • Houve um tempo à posteriori quando abriu o Centro de RVCC na Escola, a equipa liderada pela Dra. Marta e Dr. Sérgio tiveram uma atenção e zelo para comigo, neste acordar para a verificação de tal injustiça, tentando remediar, mas inexplicavelmente alguém superior não permitiu que se concretizasse tal transferência. O que lamentei profundamente.
Na minha modesta opinião fui apanhada na fase inicial do Projecto Novas Oportunidades, e como tudo o que é novo, tem percalços. 
Há por isso que tirar ilações, para ter a vontade e frontalidade de ser diferente e apresentar nas reuniões a que estão sujeitos, vontades em alterar para melhor, sempre em prol do sucesso escolar, sendo a meta do país, e também de cada adulto que aproveita esta oportunidade.

Senti uma falta organizacional na orientação do curso, pensando ser necessário incrementar uma maior humanização no encaminhamento pessoal de cada adulto, bem como envolver todos no mesmo espírito da orgânica de trabalho no despertar do gosto na aprendizagem de novos conhecimentos. 
Deveria ser aposta a selecção de equipas de trabalho, com adequadas qualificações, dispostas a abraçar o projecto, criando laços de empatia que se vão estreitando no tempo.

  • Ainda na minha análise concordo com as temáticas abordadas, no entanto há uma lacuna abismal em não contemplar a língua estrangeira mais falada no mundo, o inglês.
Quando decidi abraçar o projecto das Novas Oportunidades em Almada, foi por mera curiosidade, reparei nos slogans publicitários, tipo “clichés”…afixados nas faixas da vedação da Escola. Espantada quis ir ver para acreditar!
  • Infelizmente a vida prega-nos partidas e temos de reagir.
 Era tempo de voltar à Escola, acabar o que enquanto estive na actividade profissional achava não precisar. O facto de apenas possuir o 9º ano não foi impeditivo de ter progredido, atingi a gerência de uma sucursal bancária pelos dotes de liderança, comunicação, polivalência , método e poder organizacional.

No entanto tal como referi acima, o enquadramento do projecto não conseguiu criar em mim nenhuma expectativa aliciante, nem cativar nenhuma motivação, o que eu própria lamento. 
  • Apesar de tudo, devo enaltecer a hombridade de alguns Professores sempre presentes em momentos críticos para a minha continuidade e também da excelsa benevolência em me terem permitido participar em simultâneo na formação para Mediação de Seguros, o que consegui conciliar em tempo útil com a sua ajuda e consenso, demonstrando uma extrema qualidade humana e profissional.
Tenho ainda a salientar que não obstante as adversidades e falta de motivação encontradas durante o processo, nunca desisti dado não gostar de deixar nada inacabado!

A persistência é que nos conduz à vitória e não apenas o entusiasmo!
Por último: o que vou fazer na sequência deste projecto?
Vou relaxar!
  • Quem sabe despertar para um curso superior on-lin!
Esta sim, entreguei!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Critica ao programa sobre Ansião do Prof Hermano Saraiva

Falar de Ansião  na visão do Prof Hermano Saraiva em novembro de 2007.O Jornal Serras, anunciara o convite, assim como o mote de exigências, nomeadamente a visita a dez locais de interesse no concelho. Aconteceu a uma 5ª feira no princípio do mês de Dezembro indo para o ar no dia 10. O programa poderia ter sido melhor a meu ver porque o Prof. demorou demasiado tempo com a polémica da ortografia do topónimo Ansião escrito antigamente com "C" e atualmente com "S" por decreto-lei.  Ainda aflorou outra versão junto à Ponte da Cal sobre a lenda da Rainha Santa Isabel quando aqui passou e se apeava da sua liteira para se refrescar dando esmola a um Ancião, (sendo ancião, um mendigo,velho). Quem pode dizer que a Rainha Santa Isabel por aqui passou, por Soure, fartou-se de passar e por Penela a caminho de Dornes, reguengo que foi donataria. Agora por Ansião, é dificil, até porque não há fonte documental que o ateste, na certeza do seu cortejo funnebre vindo de Estremoz ter pasasdo o Zezere e tomado a estrada romana/medieval por Areias, Cabaços, Pontão, Togeira e Coimbra.
No tempo da Rainha Santa Isabel a Ponte da Cal ainda não existia. Talve o rio tivesse tido uma ponte de madeira. Quem vem de norte ainda verifica que o actual adro da capela de S. Pedro se apresenta baixo e era nesse sentido que se fazia a passagem de pessoas e carroças em tempo de seca ou pouca água. Aqui neste local foi identificado um habitat romano em 2010. Os tanques de chafurdo debaixo do arco a norte não serão da edificação da ponte, mas dos finais do séc. XIX, quando a ponte foi apetrechada de guardas laterais e bancos e ainad de um coreto, para acontecer a festa popular a S. Pedro. 
Correlacionei a construção da ponte  da Cal adjudicada em 1648, a um Mestre de obras de Fala, Coimbra . A previligiar um velho troço romano, desativado, agora teve ponte? Podia ter tido de pau, como se dizi à época. Porém, o 1º burgo de Ansião, sito a poente, este troço estava desativado e continuou até o burgo se mudar para nascente , para o local onde se encontra. 
A via que previligiou Ansião teve derivação na via de Antonino na várzea de Aljazede e nas Lagoas, ao alto das Lameiras no local do nó do IC8 havia à Fonte da Bica( resta a nascente que alimenta canavial) , abria-se pela frente um grande tanque de chafurdo lajeado que conheci em miúda com a minha irmã, guardo o seu tamanho à semelhança de uma piscina, ornado a dois degraus, que muito mais tarde num filme passado na Bretanha, distingui um igual, a reivindicar no passado tenha sido um tanque romano? A  Rainha Santa se alguma vez passou por Ansião e se apeou para se refrescar foi aqui neste tanque de chafurdo com a fonte da Bica, na beira da estrada então real .A poente do fontanário havia uma casa antiga, quiça foi a saboaria que laborou em 1630 e por reclamação dos forreiros foi descontinuada. O Nabão , a escassos metros, onde as carroças e os cavalos entravam na ribeira por pequena ribanceira a conheci com muito calhau rolado de varios tamanhos, atravessava-se o Nabão com água por uma estreita ponte de pedra pedonal, só para uma pessoa dando acesso a um carreirinho também de pedra de encosto ao muro alto da propriedade confinante a sul que embocava numa casinha onde foi no século XIX, o matadouro e no meu tempo canil municipal. Na verdade edificações anteriores por volta dos anos 30 do séc. XX, mostrando-se desencontrada a entrada e a saida do Nabão no meu tempo  longe uma da outra. Mas, no passado pode ter sido diferente, ao ter sido absorvido a parte inicial da derivação da via para nascente que dava para uma ponte de pau. A não ter havido ali ponte , de inverno por correr muita água no Nabão, sendo impossível de se passar pelo seu leito, sem ponte. A única possibilidade de o contornar era pela sua nascente que dista um escasso quilometro pela derivação na Ribeira do Açor pelo lombo da Fonte Galega, ao Vale do Buyo, onde se encontra desactivada uma capelinha de Alminhas, cujo caminho pasas na sua lateral  para os Olhos d' Água. A via seguia depois do Nabão,  Vale Mosteiro, Bairro, Carvalhal, Escarramoa Almoster .Depois de 1593, a data da atual igreja matriz, que foi edificada sob ruina de outro templo, coligi a sua reconstrução nos Mestres do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra. Na centúria seguinte  é que foi aposta a construção da ponte em alvernaria e reativado o troço da antiga via romana a passar pela vila, a chamada Rua Direita, Cimo da Rua, Impiados, Casais Maduros, Venda do Negro, Bouxinhas, Alvaiázere. 

Mais tarde esta estrada foi denominada Estrada real,  a ligar Coimbra a Lisboa. Foi relegada para 2º plano pelo ministro Fontes Pereira de Melo quando a retraçou por Pombal - a nº 1, deixando Ansião mais pobre no traçado de acessibilidades principais.

As lendas não passam de lendas com alguma raiz verdadeira misturada com a criatividade e crendice de um povo  analfabeto beatizado, ao acreditar facilmente em tudo que não sabia explicar a rotulo de Milagre. Ao se banharem nas águas, se livravam de pulgas, piolhos e lendêas , sem saber o que era higiene, tendo estas águas propriedades químicas que resultam em boa prática para curas e males de pele, logo  os fazia sentir melhor, e nesse facilitismo lhe atribuírem poderes milagrosos. Ritual que veio a originar o Banho Santo, mas antes tenha sido deixado pelos romanos que os judeus também fizeram uso até ser proibido por se mostrarem os corpos desnudados a referscar induzir a pecado... Os banhos uma tradição judaica de purificar o corpo, mais tarde proibidos por induzir a liberdades que não eram bem vistas pela igreja tendo sido proibidos.
Para colmatar essa proibição os tanques de chafurdo para homens e outro para mulheres, foram fechados por tabuado de madeira que se encaixava em furos no rebate dos tanques. No tanque das mulheres existe uma pia  pequena que atribuem erradamente à  Rainha Santa, era para as crianças, onde as mães no chafurdo delas tomavam conta, na minha opinião. 
Nos tanques de chafurdo o banho santo tratava de  mazelas e eczemas de pele. Vou contar uma cura que é verdadeira, a minha avó materna Maria da Luz Ferreira da Mouta Redonda chegou aqui a deslocar-se com o filho Alberto Lucas à roda de mais de 80 anos por sofrer de eczemas na pele nos braços ficando curado da maleita. No meu entender os tanques de chafurdo foram inicialmente feitos para reterem água quando o rio começa a ficar seco, aliás existiam ao longo do leito tanto na margem esquerda como direita poços para regar os milheirais no verão, tive a sorte de nunca ter caído em nenhum, os meus pais eram donos de uma fazenda, a Lameira, extrema com a margem norte do Nabão, no verão quando o calor apertava aqui afluía com a minha irmã de bicicleta para tomarmos uma banhoca entre o manto de agriões floridos a fervilhar nos fios de água em jeito de regato,  em Ansião o Nabão sempre se chamou somente ribeira! A primeira vez que distingui este nome - Nabão foi numa minúscula tabuleta na ponte do Marquinho quando ali passava na camioneta para Pombal...

Recordo há muitos anos ter visto um programa de língua portuguesa da Dra Edite Estrela a dissecar a origem do nome " Ansião" alvitrou vinha do latim Ansianum o resto já não me recordo bem, para agora o Prof Hermano Saraiva vir dizer que o nome é de origem germânica...De facto a região foi pertença do Mosteiro de Sta Cruz de Coimbra onde teve a herdade de Ansian que mandou povoar por 30 povoadores e suas famílias com povoadores da Galiza , povo franco, hebreus e judeus cristianizados ainda existe descendência cruzada com mouros e berberes .

A doação do espaço denominado Mata Municipal no coração da vila de Ansião, pela familia Veiga. Embora ficasse na memoria o nome do Dr. Adriano Rego, que foi presidente da camara nos anos 40, do séc. XX. Sendo de Chão de Couce, em Ansião os bens eram da esposa, e depois de viuvo casou com a cunhada , elas é que tinham bens recebidos da herança Veiga. Não é por acaso que a mata, na altura sem estradas, ter sido doada, a condão da familia ficar glorificada na memoria do povo abafando o nefasto do passado, do sogro o Dr. Domigos Botelho de Queiroz. Arrebanhou a  quinta da Mesericordia da vila ao Bonfim, com ajuda do Visconde de Santiago ad Guarda, então administrador do concelho, como da propriedade ao Fundo da Rua , onde vivia a familia, aforada  a um Veiga vindo de Góis. Nos finais do sec.XIX, precipita-se a extinção de muita Misericordia, a de Ansião,  mal gerida , na pratica nunca foi extinta a sua função assistencial pela continuidade do hospital. Precepita dizer,  sem rei nem roque, os foreiros arrebanharam para seu nome os bens aforados; casas e terrenos. E sendo devedores da coisa publica, que devia ser por  todos respeitado, deixando na penuria a Mesericordia de Ansião, foi a doação da mata, uma bondade ao povo, pela pratica desabonatoria no passado, que deu grande vantagem à familia e, nas decadas seguintes a vendas de lotes ,  o que se extraia das entrelinhas.

O ilustre Prof Hermano Saraiva falou das escavações romanas e da descoberta dos magníficos painéis de mosaicos cuja extensão, os maiores da Península, e do que fora uma das casas do Conde Castelo Melhor, mais tarde reaproveitada no espaço, enquadrada com a torre. 
Deprimente, não culpa dele, mas de ouvir a verdade nua e crua ... "bom, o espaço era de particulares, foi comprado pela Câmara "  digo eu, supostamente se endividou até ao tutano, para hoje ser o único monumento nacional no concelho, menos mal, só por isso valeu a pena. Mas digo eu, o proprietário deveria ter o orgulho de o ter doado à sua terra porque em abono da verdade nunca dele usufruiu em rigor, entaipado, o que foi bom, falo das janelas e portas ao estilo manuelino atulhadas de pedras soltas deixando escapar ao olhar mais curioso o efeito da pedra trabalhada a lembrar lábios carnudos, fatalmente o que recordo de infância, na frente já no meu tempo havia uma taberna e mercearia separadas, e entre elas ao fundo do pátio se antevia o que restava do espólio monumental , com a torre cheia de ervas a crescer por todas as frestas e ainda uma figueira a rematar à laia de pouca história não dizer ali foi um paço com brasão dos  Condes Vasconcelos Ribeiros de Sousa e Prado de 1544, vendido ou perdido depois de 1955, pois nesta data fotografado por Gustavo Sequeira.

Como não apreciei o facto do Prof tivesse falado do " Santiago", sem raiz histórica  ao nome do Lugar. A origem do topónimo Santiago ( Guarda ) advêm da Quintã da Guarda referida na centúria de 400 e da sua Feira da Mouta Santa . Antes teve  nome árabe  Almoçam ou parecido (?). A quintã da Guarda veio a juntar o nome Santiago, alusivo ao apóstolo cuja peregrinação do seu Caminho para  Santiago de Compostela, seguia para sul por Ansião, Garreaza, Empiados, Casal Soeiro, Venda do Negro etc.

Continuando a falar o orador seguiu para a Torre Vale Todos, na sua teoria seria uma torre de vigia como haveriam outras que no tempo se perderam , hoje nem vestígios há da sua existência...mostrou as Imagens antigas da igreja, a mais importante da escola de Coimbra, de João de Ruão, e uma Imagem do Santíssimo do séc XV.Não mostrou mais nada porque se tinha levantado uma imensa névoa, acabando o programa no posto de turismo, a mostrar o queijo do Rabaçal  e a falar do  aferventado...
O que ficou por dizer ? Nada falou de Dom Luís de Menezes o Senhor de Ansião, onde foi o seu solar, hoje os Paços do Concelho, ampliado em 1937, quando sofreu um incêndio.Não falou da Igreja da Misericórdia sobretudo do vestígio no tardoz da sua porta gótica, e do túmulo que ali jaz que se encontra o letreiro fracturado de um capelão de Gois. Nem da Igreja Matriz. Imperdoável foi mesmo não ter ido ao Avelar mostrar a sua Igreja, a rivalizar a beleza dos dourados com a Igreja da Torre de Vale de Todos e da Aguda, tão pouco falou do forno da Nossa Senhora da Guia, da tradição do Bodo aos pobres instaurada pela Rainha Santa Isabel e na região centro tão enraizada em  Soure, Abiul, Pombal, Ansião, Aguda, Tomar. Como da indústria têxtil no Avelar trazida por galegos judeus. Tão pouco falou da Igreja de Chão de Couce e do seu retábulo pintado pelo Mestre Malhoa  durante 50 anos viveu sazonalmente em Figueiró dos Vinhos, com a mãe da Beatriz Costa onde veio a conhecer um brigadeiro amante do teatro que lhe fez despertar essa arte maior, trazendo-a para Lisboa onde acabou por abraçar a vida artística. O Mestre Malhoa  muito amigo da família da Quinta de Cima  passava o mês de Setembro em Chão de Couce, ainda hoje mantêm o seu quarto e contam-se histórias recheadas de humor sarcástico, quando num faustoso repasto se consolava com uma perna de leitão assado esta lhe escapou para a carpete, sorrateiramente a levanta com o sapato e a esconde...O programa televisivo tem uma duração pequena, de fato não pode tudo ser abordado.
Mas também é verdade que poderia ter uma visão diferente, já sei que o dia não estava bom para a filmagem mas convenhamos, quando estava ao pé da Ponte da Cal podia ter dito, olhem, aqui corre o rio Nabão para uma maioria do público ainda o fatal desconhecimento, há gente que acha que nasce no Agroal, outros em Tomar, mas de fato nasce num grande algara entre o Bate Água e a serra da Ameixieira,  rebentando em dois olhos d'água, assim referidos nas memorias paroquiais . Nos anos 60 do séc XX, esteve por cá uma equipa de Guimaraes que fez a cimento um pequeno poço onde rebenta o Nabão quando a cota do algar alcança o maximo ficando a chamada eira que era onde rebentava  atulhada de pedras. O outro poço de argila acima da estrada foi usado para captação de água para abasteciemento publico. 
Como não mencionou a casa que defronte da Ponte da Cal, que fora do Dr Vítor Duarte Faveiro, homem da sua geração que foi Diretor das Contribuições e Impostos no tempo de Salazar o mentor do nº de contribuinte.Nem tão pouco falou do considerado mais ilustre  ansianense Pascoal José de Melo Freire dos Reis, com  nome de Rua em Lisboa e em Ansião, faltando-lhe o apelido "Reis" e por isso a falta de ligação dos seus descendentes por desconhecimento. Aos 19 anos foi o juridisconsulto decisivo no julgamento dos Távoras, bateu o martelo na terrível sentença para mim armadilhada pelo Marquês de Pombal, seja por isso que em Ansião nunca lhe foi erigida nenhuma estátua , em terra de pedra e de canteiros. Para mim de longe o mayor Ilustre ansianense é o Conselheiro, o Padre António José da Silva pela obra que deixou a Ansião, a institucionalização da Comarca, e os seus limites actuais.Admirei-me do Prof  não ter ido à Constantina, o seu povo é vaidoso com a sua capela de 1623, alpendrada. Na Fonte Santa foram encontrados vestígios da pré história descobertos em 1786: duas sepulturas e facas em sílex e,  a anta que o Padre Coutinho identificou? E os machados de pedra do Neolítico descobertos na Gramatinha , onde estão?
Ficou por abordar o episódio do campo da célebre Batalha de Ourique, celebrizada em Ourique, no Alentejo, que noutro programa aventou ter sido entre outros sitios: Chã de Ourique no Cartaxo e Campo de Ourique em Lisboa, apontou a várzea entre a Atenha, Aljazede e Chão de Ourique (Penela). 
O Professor não falou no Alvorge, vila com tanto património e capelinha datada de 15.., recentemente recuperada a fonte e tanque de chafurdo romano na Ladeia junto da estrada romana/ medieval vinda da Fonte Coberta onde me recordo há mais de 40 anos lá ter ido num dia da festa de táxi, descemos o costado com o meu pai para nos mostrar um solar já abandonado com brasão dos Carneiro Figueiredo da Guerra. Anos mais tarde fui conhecer a nascente da Ribeira de Alquelamouque, é visível onde rebenta a água, as lajes de pedra em forma de triângulo invertido a evidenciar origem romana/visigótica, embora entaipada de pedras  com canal de água desviado onde ainda distingui o que resta das antigas casas de pedra pela ribanceira acima entremeadas pelos rebanhos, cujo leite de mistura de cabra e ovelha, dita um queijo de paladar delicioso atribuído à erva de Sta Maria, assim chamado o tomilho por estas redondezas em todo o maciço de Sicó. Ao cimo do outeiro existe uma capelinha de 16.. com alpendre pequeno e pedras de avental no muro, muitas casas restauradas à traça antiga de gente abastada que vive na cidade , e aqui tem o seu refúgio de fim de semana. O Prof falou que Ansião não era terra de palacetes nem quintas, era uma terra pobre que fora dada às pessoas para nela viverem, daí o número exorbitante de aldeias julgo 180 (?) em todo o concelho. Mas afinal existem casas importantes, ora vejamos o rol: Paço do Conde Castelo Melhor,  a quinta da Guarda e a capela da Mouta Santa.Ruínas do paço jesuíta na Granja em Santiago, junto à Estradinha havia um grande casario da família do marido da filha do Sr. José da Silva do Fundo da Rua, da D. Palmira. No Alvorge a quinta da família do Dr Rui Lopes que fundou o colégio Nuno Alvares em Tomar onde o Professor estudou e o meu pai, o solar dos Carneiro Figueiredo da Guerra, a quinta do Sobral, a Quinta de Maceda. Netos, uma casa solarenga de 17...no Maxial a quinta de ...na vila a  quinta de Além da Ponte e o seu Moinho com capela de 1697, o Morgadio do padre António dos Santos Coutinho e outro no Moinho das Moutas, e a ruína de uma casa de traça judaica, a quinta de S. Lourenço, conhecida por quinat do Dr. Faria, a quinta do Bairro, a Quinta das Lagoas, o Morgadio da Sarzedela, quintas na Lagarteira com solares da nobreza rural com varandas de grade em pedra, o Couto do Bispado da Torre,  o solar de 1852 onde viveu o Dr Domingos Botelho de Queiroz, o solar na vila dos Soares Barbosa, onde viveu o Sr. Zé Piloto e a família da D. Alda Gaspar, o solar mandado construir pelo Pascoal dos Reis, hoje parte do Clube dos Caçadores e da familia Mouco... e as que se perdeu o seu nome no tempo.
Na vila de Ansião temos ainda a quinta com casa solarenga forrada a azulejo Viuva Lamego dos finais do séc. XIX comprada pelo Sr. Moisés por detrás da biblioteca. Em Chão de Couce a famosa Quinta de Cima dos primórdios da nacionalidade da família de  D. Leonor Teles onde esteve com o rei D. Fernando, e mais tarde se refugiou com o conde Andeiro, o seu amante, a Quinta de Baixo, a Quinta da Rosa, a Quinta da Mouta de Bela e,...No Avelar, na Rascoia a Quinta de Sto Amaro de 17..inscrição na frontaria da capela.Peço desculpa, sei que existem mais, mas não fiz nenhum estudo prévio, tudo é de improviso neste roteiro a falar de estória com história!
Lembrei-me dos moinhos de vento, os mais recentes, em  madeira e rodam consoante o vento. Herança trazida na minha opinião pelos judeus na sua Diáspora vindos do médio oriente trazendo a herança do Afeganistão. Aqui  aportados vindos do litoral da Galiza em deslocação à Gandara e daqui para o Maciço de Sicó, considerados exemplares únicos no mundo. Como distingui  em Porto Santo, as rodas de pedra deslizam sobres círculos chamados eiras, também de pedra. Tradicional moinho com dois lados iguais e um diferente, rodam à força de um só homem. Já os moinhos de água, mais antigos, já existiam em 1359, por existir uma contenda arquivada na Torre do Tombo que os testemunha, julgo apenas existem um ou dois exemplares a laborar, de particulares, os demais que vou compilando estão em ruina e sem plano a catalogação. Os moinhos de vento foram repostos na serra da Portela , Outeiro, Melriça. Na Costa ao Escampado também existiram dois munhos de vento , descobri um dos morros há muitos anos na extrema de uma propriedade minha e da minha irmã com vista deslumbrante sobre a vila de Ansião, como noutros locais resta a toponomia.
Da gastronomia ficou por dizer além do aferventado, o requentado que a minha avó Maria da Luz Ferreira dizia fertungado. A Cachola que a minha TITI fazia muitíssimo bem, o cabrito assado no forno acompanhado com grelos, a chanfana de cabra velha, o rechelo também conhecido por borrego, o verde, a lebre guisada, a galinha na púcara com couves, galo de cabidela, leitão assado, perdiz de escabeche, bacalhau com colorau.....isto e muito mais era a cozinha da minha avó Maria da Luz Ferreira na aldeia de Mouta Redonda freguesia de Pousaflores. Era hábito a família fazer grandes piqueniques na serra da Nexebra quando a mesma era despida de eucaliptos coberta de flores salpicada por castanheiros e pinheiros nórdicos nos outeiros e na Quinta de Cima. Sempre a subir os outeiros de cabazes à cabeça as mulheres chamadas de criadas resmungavam pelas costeiras acima, os homens esses conversavam e fumavam - o Dom João, o médico de Chão de Couce, era um dos convidados além do padre Melo.
Fica sempre algo por dizer, por mim não terminava nunca a falar de Ansião e do seu concelho, nunca me basta, porque gosto de Ansião, apesar de não ser a minha terra de nascença, é com certeza a minha terra de adopção eleita pelo meu coração.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Dor da AnaC com os enfeites na testa - os "cornos"

Sinto-me radiante...no entanto as insónias atormentaram-me o sono.
Aprovada no exame  de Mediação de Seguros com 88%, pior 4 colegas chumbaram.
A tristeza foi tal... o combinado jantar debalde não aconteceu. Não havia carisma.
Senti uma mágoa com as Anas...tão novinhas!
A mais velha, mal chegou desabafou comigo o problema grave que a tinha acometido no último dia de formação. Era o que suspeitava...muito sofrida, cheia de dúvidas, insegura, terrivelmente mergulhada em ciúmes! 
Depois da loucura de "roubar o marido" com 17 anos, ainda menor da casa dos pais, passados 7 anos, sentiu na pele a dor fria da traição... mulher adúltera quarentona, mãe de 4 filhos...tamanha tortura de se sentir trocada, do despeito, do desengano...desenganada, enraivecida, tirou férias, isolou-se na Castanheira, não estudou.Sei que sofrer de amor é violento, desgastante!
Não se conforma...pergunta-se o porquê?  e diz em tom lacónico "não lhe falta nada em casa, até têm demais..".
Mote para me fazer recordar de outro desabafo ouvido há anos da boca de um homem que utilizou a mesma frase a propósito de a mulher o ter enganado com o seu melhor amigo...
O que deixa a pensar qualquer um...não vasta viver juntos, exercitar o sexo em infinitas variantes, é preciso dar espaço, dialogar, manter a chama acesa, seduzir todos os dias, encantar com um simples olhar, toque, mordicar de orelha, acariciar os cabelos, deleitar-se num segundo de prazer...aguçar o apetite para mais tarde degustar.
O segredo em manter um homem fiel...
Incrivelmente ser má, e sorrir mel...
Ser atrevida e mui recatada,companheira e atenta aos sinais
Amiga pragmática, amante e mui descarada
Mulher, esposa, mãe...
Adorável, sentir em todos os momentos, aquele...como o da primeira vez!
Capaz de sentir essa vibração é surreal!
Mantê-la é divinal...

De regresso, triste, amargurada, queria tanto que tivessem passado. A princesa, eternamente doce, quicá no papel de rivalizar com a "Gioconda" o modelo famoso de Miguel Ângelo, adorável, sedutora, enigmática, formas a perder de vista, sinais que descem,invadem o decote, mergulham...linda a princesa!Não merecia! Só desculpável se estiver apaixonada, e não teve tempo de estudar.Mas dia 20, tem de ser!
O Jorge, furioso, descartava-se, visivelmente chateado.
O João morreu na "praia", por 2 míseros pontos, alterou uma resposta que tinha certa.
Aberta desta feita mais uma nova etapa nesta minha vida desocupada.
Agora tenho de arrancar, começar pelo início, apesar de ir ouvir muitos "nãos"...nesta vida fecham-se portas, outras se abrem - estar alerta é preciso, não deixar escapar oportunidades!Tento -, quero conseguir, o tempo o dirá. Não me falta vontade quanto mais não seja para não desencantar os novos amigos que entretanto ganhei e que apostam em mim - têm sido determinantes na atitude, força, no querer...por eles vale a pena não esmorecer, tão pouco desmerecer tamanha amizade...
Isso jamais!

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