Novembro de 2007 já estava prevista a visita do Prof Hermano Saraiva a Ansião.O Jornal Serras, anunciara o convite assim como o mote de exigências, nomeadamente a visita a dez locais de interesse no concelho. Aconteceu a uma 5ª feira no princípio do mês de Dezembro indo para o ar no dia 10. O programa poderia ter sido melhor a meu ver porque o Prof. demorou demasiado tempo com a polémica da ortografia do topónimo Ansião escrito antigamente com "C" e atualmente com "S" por decreto-lei e ainda aflorou outra versão junto à Ponte da Cal sobre a lenda da Rainha Santa Isabel quando aqui passou e se apeava da sua liteira para se refrescar dando esmola a um Ancião, (sendo ancião, um mendigo,velho). Não fiquei totalmente convencida ...o rio Nabão só corre no inverno no tempo dos nabos, esta ponte vim a descobrir que foi adjudicada em 1648. Ansião foi privilegiada com uma via romana que em época medieval se veio a chamar estrada real vinda de Santiago da Guarda não se sabe se entrava em Ansião pela Ponte Galiz ou um pouco mais a poente pela Mata da Mulher e outra via secundária (?) derivada da via para Tomar que algures nas Figueiras Podres passava pela Constantina, Netos e Lagoas onde se veio a bifurcar em duas variantes - uma na direção ao Vale Mosteiro a que foi privilegiada para o primitivo burgo, na minha perspectiva depois de 1593 com a alteração do burgo para nascente foi reactivada a antiga via romana na direção ao Nabão onde veio a ser construída mais tarde a Ponte da Cal seguindo para a vila. Precisamente nas Lameiras no local do nó do IC8 havia um fontanário em pedra - Fonte da Bica e na frente abria-se um grande tanque de chafurdo lajeado que conheci em miúda com a minha irmã na recordação o seu tamanho à semelhança de uma piscina, ornado a dois degraus que muito mais tarde num filme passado na Bretanha distingui um igual, a reivindicar no passado tenha sido um tanque romano? situado na beira da estrada real e na sua frente para poente havia uma casa antiga, talvez da quinta? O Nabão ficava-lhe a escassos metros para sul onde as carroças entravam na ribeira sem muro com muito cascalho e com água no meu tempo atravessava-se o Nabão por uma estreita ponte de pedra pedonal que dava acesso a um carreirinho também de pedra de encosto ao muro alto da propriedade confinante a sul que embocava numa casinha onde foi no século XIX o matadouro e no meu tempo canil municipal. Esta estrada real foi relegada para 2º plano pelo ministro Fontes Pereira de Melo quando a retraçou por Pombal - a nº 1, deixando Ansião mais pobre no traçado de acessibilidades principais.
Verossímil dizer no tempo da Rainha Santa Isabel a Ponte da Cal ainda não existia. O que existia era a passagem sem água e talvez tivesse havido uma ponte de madeira(?) até ser a actual construída. Quem vem de norte ainda verifica que o actual adro da capela se apresenta baixo e era nesse sentido que se fazia a passagem de pessoas e carroças em tempo de seca ou pouca água. Aqui neste local foi identificado um habitat romano, teorizo que a razão da ponte ter ficado debaixo dos arcos com tanques de chafurdo é porque ali já existia um tanque romano para banhos. No tempo da Rainha Santa Isabel a via romana aqui com traçado estava em declínio estando em actividade a outra das Lagoas , Lameiras e Vale Mosteiro, nesse pressuposto a Rainha Santa jamais ali se apeou para se refrescar e se alguma fez aconteceu o tenha sido no tanque de chafurdo com a fonte da Bica, mesmo na beira da estrada e com melhor acesso que a ribeira do Nabão . Julgo a Ponte Galiz não esteja catalogada para se saber quando foi construída, em verdade em tempo de inverno com chuva o Nabão é impossível de se passar pelo seu leito, uma possibilidade era contornar a nascente do Nabão e na derivação da estrada coimbrã pelas Figueiras Podres desciam pelo lombo da Fonte Galega ao Vale do Buyo onde se encontra desactivada uma capelinha de Alminhas, o caminho ainda lá está e se encaminhavam para poente para Ansião passando pelos Olhos d' Água. As lendas não passam de lendas com alguma raiz verdadeira misturada com a criatividade e crendice de um povo analfabeto beatizado que acreditava facilmente a tudo que não sabia explicar - Milagre, ao se banharem nas águas, se lavavam e livraram de pulgas piolhos e lendêas , sem saber o que era higiene e sendo estas águas com propriedades químicas que resultam boa prática para curas e males de pele que os fazia sentir melhor e nesse facilitismo lhe atribuírem poderes milagrosos, ritual que veio a originar o Banho Santo, mas antes tenha sido deixado pelos romanos que os judeus também fizeram uso até ser proibido por se mostrarem os corpos e induzir a pecado... Os banhos uma tradição judaica de purificar o corpo, mais tarde proibidos por induzir a liberdades que não eram bem vistas pela igreja tendo sido proibidos.Vou contar uma cura que é verdadeira, debaixo de cada arco da ponte existem tanques para homens e no outro arco para mulheres e neste um pequeno que atribuem erradamente à Rainha Santa, e não o foi como antes já expliquei, esta ponte foi construida em 1648, o pequeno tanque rectangular era para as crianças onde ao lado as mães delas tomarem conta, na minha opinião. Nos tanques de chafurdo todos se banhavam para se lavarem e tratarem de mazelas e eczemas de pele. A minha avó materna Maria da Luz Ferreira da Moita Redonda chegou aqui a deslocar-se com o filho Alberto Lucas à roda de mais de 80 anos que sofria de eczemas na pele nos braços e ficou curado da maleita. No meu entender os tanques de chafurdo foram inicialmente feitos para reterem água quando o rio começa a ficar seco, aliás existiam ao longo do leito tanto na margem esquerda como direita poços para regar os milheirais no verão, tive a sorte de nunca ter caído em nenhum, os meus pais eram donos de uma fazenda, a Lameira, extrema com a margem norte do Nabão, no verão quando o calor apertava aqui afluía com a minha irmã de bicicleta para tomarmos uma banhoca entre o manto de agriões floridos a fervilhar nos fios de água em jeito de regato, em Ansião o Nabão sempre se chamou somente ribeira! A primeira vez que vi este nome - Nabão foi numa minúscula tabuleta na ponte do Marquinho quando ali passava na camioneta para Pombal...
Verossímil dizer no tempo da Rainha Santa Isabel a Ponte da Cal ainda não existia. O que existia era a passagem sem água e talvez tivesse havido uma ponte de madeira(?) até ser a actual construída. Quem vem de norte ainda verifica que o actual adro da capela se apresenta baixo e era nesse sentido que se fazia a passagem de pessoas e carroças em tempo de seca ou pouca água. Aqui neste local foi identificado um habitat romano, teorizo que a razão da ponte ter ficado debaixo dos arcos com tanques de chafurdo é porque ali já existia um tanque romano para banhos. No tempo da Rainha Santa Isabel a via romana aqui com traçado estava em declínio estando em actividade a outra das Lagoas , Lameiras e Vale Mosteiro, nesse pressuposto a Rainha Santa jamais ali se apeou para se refrescar e se alguma fez aconteceu o tenha sido no tanque de chafurdo com a fonte da Bica, mesmo na beira da estrada e com melhor acesso que a ribeira do Nabão . Julgo a Ponte Galiz não esteja catalogada para se saber quando foi construída, em verdade em tempo de inverno com chuva o Nabão é impossível de se passar pelo seu leito, uma possibilidade era contornar a nascente do Nabão e na derivação da estrada coimbrã pelas Figueiras Podres desciam pelo lombo da Fonte Galega ao Vale do Buyo onde se encontra desactivada uma capelinha de Alminhas, o caminho ainda lá está e se encaminhavam para poente para Ansião passando pelos Olhos d' Água. As lendas não passam de lendas com alguma raiz verdadeira misturada com a criatividade e crendice de um povo analfabeto beatizado que acreditava facilmente a tudo que não sabia explicar - Milagre, ao se banharem nas águas, se lavavam e livraram de pulgas piolhos e lendêas , sem saber o que era higiene e sendo estas águas com propriedades químicas que resultam boa prática para curas e males de pele que os fazia sentir melhor e nesse facilitismo lhe atribuírem poderes milagrosos, ritual que veio a originar o Banho Santo, mas antes tenha sido deixado pelos romanos que os judeus também fizeram uso até ser proibido por se mostrarem os corpos e induzir a pecado... Os banhos uma tradição judaica de purificar o corpo, mais tarde proibidos por induzir a liberdades que não eram bem vistas pela igreja tendo sido proibidos.Vou contar uma cura que é verdadeira, debaixo de cada arco da ponte existem tanques para homens e no outro arco para mulheres e neste um pequeno que atribuem erradamente à Rainha Santa, e não o foi como antes já expliquei, esta ponte foi construida em 1648, o pequeno tanque rectangular era para as crianças onde ao lado as mães delas tomarem conta, na minha opinião. Nos tanques de chafurdo todos se banhavam para se lavarem e tratarem de mazelas e eczemas de pele. A minha avó materna Maria da Luz Ferreira da Moita Redonda chegou aqui a deslocar-se com o filho Alberto Lucas à roda de mais de 80 anos que sofria de eczemas na pele nos braços e ficou curado da maleita. No meu entender os tanques de chafurdo foram inicialmente feitos para reterem água quando o rio começa a ficar seco, aliás existiam ao longo do leito tanto na margem esquerda como direita poços para regar os milheirais no verão, tive a sorte de nunca ter caído em nenhum, os meus pais eram donos de uma fazenda, a Lameira, extrema com a margem norte do Nabão, no verão quando o calor apertava aqui afluía com a minha irmã de bicicleta para tomarmos uma banhoca entre o manto de agriões floridos a fervilhar nos fios de água em jeito de regato, em Ansião o Nabão sempre se chamou somente ribeira! A primeira vez que vi este nome - Nabão foi numa minúscula tabuleta na ponte do Marquinho quando ali passava na camioneta para Pombal...
Recordo há muitos anos ter visto um programa de língua portuguesa da Dra Edite Estrela a dissecar a origem do nome " Ansião" em que alvitrou vinha do latim Ansianum o resto já não me recordo bem, para agora o Prof Hermano Saraiva vir dizer que o nome é de origem germânica...De facto a região foi pertença do Mosteiro de Sta Cruz de Coimbra onde teve a herdade de Ansian que mandou povoar por 30 povoadores e suas famílias, gente vinda da Galiza, povo franco e judeus cristianizados ainda existe descendência deles cruzada com mouros que por cá ficaram..
O ilustre Prof Hermano Saraiva falou da Torre de Santiago da Guarda, na sua teoria seria uma torre de vigia como haveriam outras que o tempo não perdoou, como a Torre de Vale Todos que hoje nem vestígios há da sua existência...falou das escavações romanas e da descoberta dos magníficos painéis de mosaicos cuja extensão, os maiores da Península, e do que fora uma das casas do Conde Castelo Melhor mais tarde reaproveitada no espaço, enquadrada com a torre. Deprimente, não culpa dele, mas de ouvir a verdade nua e crua ... "bom, o espaço era de particulares, foi comprado pela Câmara " , digo eu, supostamente se endividou até ao tutano, para hoje ser o único monumento nacional no concelho, menos mal, só por isso valeu a pena. Mas digo eu, o proprietário deveria ter o orgulho de o ter doado à sua terra porque em abono da verdade nunca dele usufruiu em rigor, entaipado, o que foi bom, falo das janelas e portas ao estilo manuelino atulhadas de pedras soltas deixando escapar ao olhar mais curioso o efeito da pedra trabalhada a lembrar lábios carnudos sem cordas, fatalmente o que recordo de infância, na frente já no meu tempo havia uma taberna e mercearia separadas deixando ao fundo do pátio antever o que restava do espólio monumental com a torre cheia de ervas a crescer por todas as frestas e ainda uma figueira em rematar à laia de pouca história não dizer ali foi um paço com brasão dos Condes Vasconcelos Ribeiros de Sousa e Prado de 1544, vendido ou perdido nos finais da década de 50...
Viva o Dr Adriano Rego que doou o espaço denominado Mata Municipal no coração da vila de Ansião, embora não fosse sua herança e sim da segunda esposa D Lidia Veiga.Todos sabem que está em falta a Câmara que ainda não mandou erguer estátua no referido local com a menção da data da escritura a ser desterrada pela sua filha Sra D. Maria Amélia.É o que faz sentido no mínimo se o pai tão tivesse sido benemérito hoje a referida senhora e a sua irmã poderiam vender o espaço por muito e bom dinheiro.Coisas para pensar com muito respeito!
Não apreciei o facto do Prof tivesse falado do " Santiago" sem raiz histórica ao nome do Lugar - a origem do topónimo Santiago da Guarda advêm da existência da Quintã da Guarda que vem da centúria de 400 e da sua Feira da Moita Santa . Antes teve nome árabe Almoçam ou parecido (?), a quintã da Guarda veio a juntar o nome Santiago alusivo ao apóstolo cuja peregrinação do seu Caminho de sul para Santiago de Compostela aqui ter rota de passagem por Alvaiázere, Venda do Negro, Gramatinha, Barreira, Escarramoa, Ansião, Ponte Galiz, Vale de Boi, Estradinha, Santiago da Guarda, Granja, Junqueira, Rabaçal, Fonte Coberta, Conimbriga etc...
Continuando a falar do orador seguiu para a Torre Vale Todos onde mostrou as Imagens antigas da igreja, a mais importante da escola de Coimbra de João de Ruão e uma Imagem do Santíssimo do séc XV.Não mostrou mais nada porque se tinha levantado uma imensa névoa, acabando o programa no posto de turismo, a mostrar o queijo do Rabaçal a falar do aferventado...O que ficou por dizer ? Nada falou de Dom Luís de Menezes o Senhor de Ansião, onde foi o seu solar, hoje os Paços do Concelho, ampliado em 1937 quando sofreu um incêndio.Não falou da Igreja da Misericórdia sobretudo do vestígio no tardoz da sua porta gótica e do túmulo que ali jaz que se encontra o letreiro fracturado dos Condes de Vila Nova (de Portimão) e Sabugal. Nem da Igreja Matriz. Imperdoável foi mesmo não ter ido ao Avelar mostrar a sua Igreja, a rivalizar a beleza dos dourados com a Igreja da Torre de Vale de Todos e da Aguda, tão pouco do forno da Nossa Senhora da Guia, da tradição do Bodo aos pobres instaurada pela Rainha Santa Isabel e na região centro tão enraizada, Soure, Abiul, Pombal, Ansião, Aguda, Tomar e do que foi a indústria têxtil no Avelar trazida por galegos judeus. Tão pouco falou da Igreja de Chão de Couce e do seu retábulo pintado pelo Mestre Malhoa num período da sua vida viveu em Figueiró dos Vinhos com a mãe da Beatriz Costa onde conheceu um brigadeiro amante do teatro que lhe fez despertar essa arte maior, trazendo-a para Lisboa onde acabou por abraçar a vida artística. O Mestre Malhoa muito amigo da família da Quinta de Cima passava o mês de Setembro em Chão de Couce, ainda hoje mantêm o seu quarto e contam-se histórias recheadas de humor sarcástico, quando num faustoso repasto se consolava com uma perna de leitão assado esta lhe escapou para a carpete, sorrateiramente a levanta com o sapato e a esconde...O programa televisivo tem uma duração pequena, de fato não pode tudo ser abordado.
Mas também é verdade que poderia ter uma visão diferente, já sei que o dia não estava bom para a filmagem mas convenhamos, quando estava ao pé da Ponte da Cal podia ter dito, olhem, aqui corre o rio Nabão para uma maioria do público fatal desconhecimento, há gente que acha que nasce no Agroal, outros em Tomar, mas de fato nasce no Algar da serra da Ameixieira rebentando na gruta chamada Olhos de Água, a escassos 500 metros do local onde ele estava. Não mencionou a casa que lhe estava mesmo defronte que fora do Dr Vítor Duarte Faveiro que foi Diretor das Contribuições e Impostos no tempo de Salazar o mentor do nº de contribuinte.Nem tão pouco falou do considerado mais ilustre ansianense Pascoal José de Melo Freire dos Reis nome de rua em Lisboa e em Ansião, faltando-lhe o apelido "Reis" e por isso a ligação a descendentes por desconhecimento, aos 19 anos foi o juridisconsulto decisivo no julgamento dos Távoras, ao bater o martelo na terrível sentença para mim armadilhada pelo Marquês de Pombal, seja por isso em Ansião nunca lhe foi erigida nenhuma estátua (?) numa terra de pedra e de canteiros. Admirei-me do Prof não ter ido à Constantina, o seu povo é vaidoso com a sua capela de 1623 com alpendre desproporcionado dizem os críticos de arte onde se guarda religiosamente um manuscrito na Confraria do rei Filipe II.Na Fonte Santa foram encontrados vestígios da pré história descobertos em 1786: duas sepulturas e facas em sílex e mais não sei quê.... para me lembrar dos machados de pedra do Neolítico descobertos na Gramatinha sem se saber onde estão!
Ficou por abordar o episódio do campo da célebre Batalha de Ourique celebrizada em Ourique no Alentejo ou se travado na várzea entre a Atenha, Aljazede e Chãos de Ourique em que num seu programa o Prof nesta temática a atribui na possibilidade de aqui ter sido travada não negligenciando outros locais além destes descritos; Chã de Ourique no Cartaxo e Campo de Ourique em Lisboa.
O Professor não falou no Alvorge vila com tanto património e capelinha datada de 15.., recentemente recuperada a fonte e tanque de chafurdo romana ao vale junto da estrada medieval vinda da Fonte Coberta onde me recordo há mais de 40 anos lá ter ido num dia da festa de táxi, descemos o costado com o meu pai para nos mostrar um solar já abandonado com brasão dos Carneiro Figueiredo da Guerra. Anos mais tarde fui conhecer a nascente da Ribeira de Alquelamouque, é visível onde rebenta a água com lajes de pedra em forma de triângulo invertido a evidenciar origem romana/visigótica, embora entaipada de pedras com canal de água desviado onde ainda distingui o que resta das antigas casas de pedra pela ribanceira acima entremeadas pelos rebanhos, cujo leite de mistura de cabra e ovelha faz nascer um queijo de paladar delicioso atribuído à erva de Sta Maria, assim chamado o tomilho por estas redondezas em todo o maciço de Sicó, e ao cimo do outeiro existe uma capelinha de 16.. com alpendre pequeno e pedras de avental a fazer de muro, muitas casas restauradas à traça antiga de gente abastada que vive na cidade , e aqui tem o seu refúgio de fim de semana. O Prof falou que Ansião não era terra de palacetes nem quintas, era uma terra pobre que fora dada às pessoas para nela viverem, daí o número exorbitante de aldeias julgo 180 (?) em todo o concelho. Mas afinal existem casas importantes, ora vejamos o rol:
Paço do Conde Castelo Melhor foi um paço.O solar do Alvorge que acabei de falar. Ruínas do paço jesuíta na Granja em Santiago, e junto à Estradinha era da família do marido da filha do Sr José da Silva, a Palmira. Uma casa solarenga nos Netos , em Além da Ponte, no Moinho das Moitas, na vila e,...
Quintas? As que me lembro, em Santiago, a do Dr Mota, Várzea e,...
No Alvorge a Quinta do Sobral e a da família do Dr Rui Lopes que fundou o colégio Nuno Alvares em Tomar onde o Professor estudou e o meu pai.A Quinta das Lagoas na Sarzedela, a quinta de Além da Ponte, a quinta do Moinho das Moitas, e as que se perdeu o seu nome no tempo.Na vila de Ansião temos a quinta com casa solarenga forrada a azulejo comprada pelo Sr Moisés por detrás da biblioteca, antes fez parte da quinta do solar onde viveu o Sr Zé Piloto e a família da D. Alda Gaspar, a quinta Veiga onde viveu o Dr Adriano Rego, a quinta do Dr Faria confina com o mercado ainda visível o enorme cedro do Líbano e as ruínas da casa tipicamente portuguesa com janelas de avental e pedras para os vasos ladeando as janelas e,...Em Chão de Couce a famosa Quinta de Cima dos primórdios da nacionalidade da família de D Leonor Teles onde esteve com o rei D Fernando, e mais tade se refugiou com o conde Andeiro, o seu amante, a Quinta de Baixo, a Quinta da Rosa e,...Avelar na Rascoia a Quinta de Sto Amaro de 17..inscrição na frontaria da capela.Peço desculpa, sei que existem mais, mas não fiz nenhum estudo prévio, tudo é de improviso neste roteiro a falar de história com história!
Lembrei-me dos moinhos de vento nesta zona são de madeira e rodam consoante o vento. Herança trazida na minha opinião pelos judeus na sua Diáspora vindos do Afeganistão aqui aportados vindos do litoral a caminho do maciço de Sicó , onde ainda existem, considerados únicos no mundo, igual só os distingui em Porto Santo em que as rodas de pedra deslizam sobres círculos chamados eiras, também de pedra , o moinho com dois lados iguais e um diferente...Felizmente foram repostos na serra da Portela , Outeiro, Melriça e os havia na Costa ao Escampado pelo menos um dos morros feitos para um moinho foi visto por mim há muitos anos na extrema de uma propriedade minha e da minha irmã com vista deslumbrante sobre a vila de Ansião.
Da gastronomia ficou por dizer além do aferventado, o requentado que a minha avó Maria da Luz Ferreira dizia fertungado, a Cachola que a minha TITI fazia muitíssimo bem, o cabrito assado no forno acompanhado com grelos, a chanfana de cabra velha, o rechelo também conhecido por borrego, a lebre guisada, a galinha na púcara com couves, galo de cabidela, leitão assado, perdiz de escabeche, bacalhau com colorau.....isto e muito mais era a cozinha da minha avó Maria da Luz Ferreira na aldeia de Moita Redonda freguesia de Pousaflores. Era hábito a família fazer grandes piqueniques na serra da Nexebra quando a mesma era despida de eucaliptos coberta de flores salpicada por castanheiros e pinheiros nórdicos nos outeiros e na Quinta de Cima. Sempre a subir os outeiros de cabazes à cabeça as mulheres chamadas de criadas resmungavam pelas costeiras acima, os homens esses conversavam e fumavam - o D João, o médico de Chão de Couce era um dos convidados além do padre Melo.Fica sempre algo por dizer, por mim não terminava nunca a falar de Ansião e do seu concelho, nunca me basta, porque gosto de Ansião, apesar de não ser a minha terra de nascença, é com certeza a minha terra de adopção eleita pelo meu coração.
Viva o Dr Adriano Rego que doou o espaço denominado Mata Municipal no coração da vila de Ansião, embora não fosse sua herança e sim da segunda esposa D Lidia Veiga.Todos sabem que está em falta a Câmara que ainda não mandou erguer estátua no referido local com a menção da data da escritura a ser desterrada pela sua filha Sra D. Maria Amélia.É o que faz sentido no mínimo se o pai tão tivesse sido benemérito hoje a referida senhora e a sua irmã poderiam vender o espaço por muito e bom dinheiro.Coisas para pensar com muito respeito!
Não apreciei o facto do Prof tivesse falado do " Santiago" sem raiz histórica ao nome do Lugar - a origem do topónimo Santiago da Guarda advêm da existência da Quintã da Guarda que vem da centúria de 400 e da sua Feira da Moita Santa . Antes teve nome árabe Almoçam ou parecido (?), a quintã da Guarda veio a juntar o nome Santiago alusivo ao apóstolo cuja peregrinação do seu Caminho de sul para Santiago de Compostela aqui ter rota de passagem por Alvaiázere, Venda do Negro, Gramatinha, Barreira, Escarramoa, Ansião, Ponte Galiz, Vale de Boi, Estradinha, Santiago da Guarda, Granja, Junqueira, Rabaçal, Fonte Coberta, Conimbriga etc...
Continuando a falar do orador seguiu para a Torre Vale Todos onde mostrou as Imagens antigas da igreja, a mais importante da escola de Coimbra de João de Ruão e uma Imagem do Santíssimo do séc XV.Não mostrou mais nada porque se tinha levantado uma imensa névoa, acabando o programa no posto de turismo, a mostrar o queijo do Rabaçal a falar do aferventado...O que ficou por dizer ? Nada falou de Dom Luís de Menezes o Senhor de Ansião, onde foi o seu solar, hoje os Paços do Concelho, ampliado em 1937 quando sofreu um incêndio.Não falou da Igreja da Misericórdia sobretudo do vestígio no tardoz da sua porta gótica e do túmulo que ali jaz que se encontra o letreiro fracturado dos Condes de Vila Nova (de Portimão) e Sabugal. Nem da Igreja Matriz. Imperdoável foi mesmo não ter ido ao Avelar mostrar a sua Igreja, a rivalizar a beleza dos dourados com a Igreja da Torre de Vale de Todos e da Aguda, tão pouco do forno da Nossa Senhora da Guia, da tradição do Bodo aos pobres instaurada pela Rainha Santa Isabel e na região centro tão enraizada, Soure, Abiul, Pombal, Ansião, Aguda, Tomar e do que foi a indústria têxtil no Avelar trazida por galegos judeus. Tão pouco falou da Igreja de Chão de Couce e do seu retábulo pintado pelo Mestre Malhoa num período da sua vida viveu em Figueiró dos Vinhos com a mãe da Beatriz Costa onde conheceu um brigadeiro amante do teatro que lhe fez despertar essa arte maior, trazendo-a para Lisboa onde acabou por abraçar a vida artística. O Mestre Malhoa muito amigo da família da Quinta de Cima passava o mês de Setembro em Chão de Couce, ainda hoje mantêm o seu quarto e contam-se histórias recheadas de humor sarcástico, quando num faustoso repasto se consolava com uma perna de leitão assado esta lhe escapou para a carpete, sorrateiramente a levanta com o sapato e a esconde...O programa televisivo tem uma duração pequena, de fato não pode tudo ser abordado.
Mas também é verdade que poderia ter uma visão diferente, já sei que o dia não estava bom para a filmagem mas convenhamos, quando estava ao pé da Ponte da Cal podia ter dito, olhem, aqui corre o rio Nabão para uma maioria do público fatal desconhecimento, há gente que acha que nasce no Agroal, outros em Tomar, mas de fato nasce no Algar da serra da Ameixieira rebentando na gruta chamada Olhos de Água, a escassos 500 metros do local onde ele estava. Não mencionou a casa que lhe estava mesmo defronte que fora do Dr Vítor Duarte Faveiro que foi Diretor das Contribuições e Impostos no tempo de Salazar o mentor do nº de contribuinte.Nem tão pouco falou do considerado mais ilustre ansianense Pascoal José de Melo Freire dos Reis nome de rua em Lisboa e em Ansião, faltando-lhe o apelido "Reis" e por isso a ligação a descendentes por desconhecimento, aos 19 anos foi o juridisconsulto decisivo no julgamento dos Távoras, ao bater o martelo na terrível sentença para mim armadilhada pelo Marquês de Pombal, seja por isso em Ansião nunca lhe foi erigida nenhuma estátua (?) numa terra de pedra e de canteiros. Admirei-me do Prof não ter ido à Constantina, o seu povo é vaidoso com a sua capela de 1623 com alpendre desproporcionado dizem os críticos de arte onde se guarda religiosamente um manuscrito na Confraria do rei Filipe II.Na Fonte Santa foram encontrados vestígios da pré história descobertos em 1786: duas sepulturas e facas em sílex e mais não sei quê.... para me lembrar dos machados de pedra do Neolítico descobertos na Gramatinha sem se saber onde estão!
Ficou por abordar o episódio do campo da célebre Batalha de Ourique celebrizada em Ourique no Alentejo ou se travado na várzea entre a Atenha, Aljazede e Chãos de Ourique em que num seu programa o Prof nesta temática a atribui na possibilidade de aqui ter sido travada não negligenciando outros locais além destes descritos; Chã de Ourique no Cartaxo e Campo de Ourique em Lisboa.
O Professor não falou no Alvorge vila com tanto património e capelinha datada de 15.., recentemente recuperada a fonte e tanque de chafurdo romana ao vale junto da estrada medieval vinda da Fonte Coberta onde me recordo há mais de 40 anos lá ter ido num dia da festa de táxi, descemos o costado com o meu pai para nos mostrar um solar já abandonado com brasão dos Carneiro Figueiredo da Guerra. Anos mais tarde fui conhecer a nascente da Ribeira de Alquelamouque, é visível onde rebenta a água com lajes de pedra em forma de triângulo invertido a evidenciar origem romana/visigótica, embora entaipada de pedras com canal de água desviado onde ainda distingui o que resta das antigas casas de pedra pela ribanceira acima entremeadas pelos rebanhos, cujo leite de mistura de cabra e ovelha faz nascer um queijo de paladar delicioso atribuído à erva de Sta Maria, assim chamado o tomilho por estas redondezas em todo o maciço de Sicó, e ao cimo do outeiro existe uma capelinha de 16.. com alpendre pequeno e pedras de avental a fazer de muro, muitas casas restauradas à traça antiga de gente abastada que vive na cidade , e aqui tem o seu refúgio de fim de semana. O Prof falou que Ansião não era terra de palacetes nem quintas, era uma terra pobre que fora dada às pessoas para nela viverem, daí o número exorbitante de aldeias julgo 180 (?) em todo o concelho. Mas afinal existem casas importantes, ora vejamos o rol:
Paço do Conde Castelo Melhor foi um paço.O solar do Alvorge que acabei de falar. Ruínas do paço jesuíta na Granja em Santiago, e junto à Estradinha era da família do marido da filha do Sr José da Silva, a Palmira. Uma casa solarenga nos Netos , em Além da Ponte, no Moinho das Moitas, na vila e,...
Quintas? As que me lembro, em Santiago, a do Dr Mota, Várzea e,...
No Alvorge a Quinta do Sobral e a da família do Dr Rui Lopes que fundou o colégio Nuno Alvares em Tomar onde o Professor estudou e o meu pai.A Quinta das Lagoas na Sarzedela, a quinta de Além da Ponte, a quinta do Moinho das Moitas, e as que se perdeu o seu nome no tempo.Na vila de Ansião temos a quinta com casa solarenga forrada a azulejo comprada pelo Sr Moisés por detrás da biblioteca, antes fez parte da quinta do solar onde viveu o Sr Zé Piloto e a família da D. Alda Gaspar, a quinta Veiga onde viveu o Dr Adriano Rego, a quinta do Dr Faria confina com o mercado ainda visível o enorme cedro do Líbano e as ruínas da casa tipicamente portuguesa com janelas de avental e pedras para os vasos ladeando as janelas e,...Em Chão de Couce a famosa Quinta de Cima dos primórdios da nacionalidade da família de D Leonor Teles onde esteve com o rei D Fernando, e mais tade se refugiou com o conde Andeiro, o seu amante, a Quinta de Baixo, a Quinta da Rosa e,...Avelar na Rascoia a Quinta de Sto Amaro de 17..inscrição na frontaria da capela.Peço desculpa, sei que existem mais, mas não fiz nenhum estudo prévio, tudo é de improviso neste roteiro a falar de história com história!
Lembrei-me dos moinhos de vento nesta zona são de madeira e rodam consoante o vento. Herança trazida na minha opinião pelos judeus na sua Diáspora vindos do Afeganistão aqui aportados vindos do litoral a caminho do maciço de Sicó , onde ainda existem, considerados únicos no mundo, igual só os distingui em Porto Santo em que as rodas de pedra deslizam sobres círculos chamados eiras, também de pedra , o moinho com dois lados iguais e um diferente...Felizmente foram repostos na serra da Portela , Outeiro, Melriça e os havia na Costa ao Escampado pelo menos um dos morros feitos para um moinho foi visto por mim há muitos anos na extrema de uma propriedade minha e da minha irmã com vista deslumbrante sobre a vila de Ansião.
Da gastronomia ficou por dizer além do aferventado, o requentado que a minha avó Maria da Luz Ferreira dizia fertungado, a Cachola que a minha TITI fazia muitíssimo bem, o cabrito assado no forno acompanhado com grelos, a chanfana de cabra velha, o rechelo também conhecido por borrego, a lebre guisada, a galinha na púcara com couves, galo de cabidela, leitão assado, perdiz de escabeche, bacalhau com colorau.....isto e muito mais era a cozinha da minha avó Maria da Luz Ferreira na aldeia de Moita Redonda freguesia de Pousaflores. Era hábito a família fazer grandes piqueniques na serra da Nexebra quando a mesma era despida de eucaliptos coberta de flores salpicada por castanheiros e pinheiros nórdicos nos outeiros e na Quinta de Cima. Sempre a subir os outeiros de cabazes à cabeça as mulheres chamadas de criadas resmungavam pelas costeiras acima, os homens esses conversavam e fumavam - o D João, o médico de Chão de Couce era um dos convidados além do padre Melo.Fica sempre algo por dizer, por mim não terminava nunca a falar de Ansião e do seu concelho, nunca me basta, porque gosto de Ansião, apesar de não ser a minha terra de nascença, é com certeza a minha terra de adopção eleita pelo meu coração.
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