«Nasceu no lugar e freguesia de Degracias a 14 de julho de 1827.Foi Administrador do concelho de Soure.Era filho de Manuel Cardoso de Albergaria Vale, proprietário, sargento-mor de Ordenanças da vila do Rabaçal, onde exerceu os cargos de almotacem e de vereador do concelho, e de sua mulher, D. Tomásia Augusta Amado da Cunha e Vasconcelos.
O visconde de Degracias casou na capela da quinta de Orão, freguesia da Redinha, a 12 de junho de 1850, com D. Maria da Glória de Abreu Amorim Pessoa, filha de Francisco António de Abreu de Amorim Pessoa, proprietário e capitão de Ordenanças, e de sua mulher, D. Maurícia da Câmara Monteiro Lobo Corte Real. O título foi concedido por decreto de 23 de julho de 1879 e o brasão de armas por alvará de 2 de fevereiro de 1769, a seu avô Leonardo Cardoso de Azevedo e Vale, capitão-mor de Ordenanças, e bacharel formado na Universidade de Coimbra, nas faculdades de cânones e de filosofia.»
O visconde de Degracias casou na capela da quinta de Orão, freguesia da Redinha, a 12 de junho de 1850, com D. Maria da Glória de Abreu Amorim Pessoa, filha de Francisco António de Abreu de Amorim Pessoa, proprietário e capitão de Ordenanças, e de sua mulher, D. Maurícia da Câmara Monteiro Lobo Corte Real. O título foi concedido por decreto de 23 de julho de 1879 e o brasão de armas por alvará de 2 de fevereiro de 1769, a seu avô Leonardo Cardoso de Azevedo e Vale, capitão-mor de Ordenanças, e bacharel formado na Universidade de Coimbra, nas faculdades de cânones e de filosofia.»
Do excerto retiram-se os apelidos sonantes que possivelmente já não existem em Degracias (?).
Degracias em pleno Maciço de Sicó
Casario de traça antiga com uma bela escadaria restaurada com gosto
Esta casa teve acrescento de maior varanda ...tirou-lhe a graça antiga
A igreja matrizRelógio de sol
Encastrado na torre sineira a sul. O primeiro que conheço em triângulo. Com a hora certa!
Não sei se a pedra redonda onde encaixa a Cruz é original, há outras na região, ou se foi uma reutilização de pedras de fuso de lagares (?).
Serão símbolos cristãos I P Cruz I S dentro da moldura e em baixo um cálice
O certo é o espolio da igreja estar devidamente inventariado, fotografado e em segurança.
A Imagem de Nossa Senhora em pedra é muito antiga, a merecer estudo e inventariação. Muito semelhante à escultura de João de Ruão de Coimbra
O arco da capela baptismal data dos finais do
século XVI com imagens relevadas de caras de anjo e florais, de rara beleza.
Não encontrei na investigação sobre as Degracias nada da sua igreja catalogado e inventariado, e o devia.Este arco esculpido com anjos é prova da sua antiguidade, encontram-se na pia batismal da matriz de Ansião, capela do Pereiro e da Venda do Negro em Pousaflores, na pia de água benta da igreja do rabaçal e na da Aguda.
Esta igreja a Imagem em pedra deve ser primitiva.
A pia de água benta é nova, o que teriam feito à primitiva?
A capela do batisterio com chão lajeado Fonte
Em redor o que resta de casario ancestral com vestígios visigóticos com o tradicional "V" acima da porta e os bancos em pedra no exterior
Bancos e a pedra pial para a sardinheira
Muros de pedra seca e cancelas uma realidade ainda viva em Sicó
Falei com um morador a quem perguntei se a fonte antes dos
melhoramentos tinha sido um poço de chafurdo? Disse-me que não, a
água vinha do lado da igreja de uma mina. Mas ao fundo desta estrada
à direita há ainda um poço de chafurdo, mas se calhar não era capaz de
dar com ele ...
Muito perto daqui existe um lajeado antigo usado para fazer escorrer a água para armazenamento em poços.Digna de registo é um enorme lajedo nas proximidades da aldeia, construído pelo homem para recolha das águas pluviais que depois eram canalizadas para cisternas, filtradas e encaminhadas para abastecimento público através dos chafarizes da aldeia. Apesar de desactivada nos tempos actuais, esta obra de engenharia rural é, a par com as caleiras de recolha de chuvas nos telhados das casas e as cisternas individuais, o testemunho da luta secular travada pelas populações serranas pelo aprovisionamento de um dos bens mais escassos em território cársico: a água!
Extraordinária maneira em aproveitar o que tem, a pedra, e usa-la para tirar proveito da água da chuva,.

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