O Bairro do Pombal foi construido nos anos 40 do séc. XX, para o proletariado, numa parte da Quinta do Pombal de Baixo, englobando o solar de uma das amantes do Marquês de Pombal. Reza a história que ele aqui se deslocava para a visitar . Tinha ao limite sul a propriedade, um grande portão em ferro forjado para a Cova da Piedade que dizem estar guardado nos Capuchos (?).
Daqui saiu a escultura em pedra Nepturno que se encontra na Quinta da Cerca, na frontaria da casa com vista para o Tejo e Lisboa, também o painel de madeira pintado que se encontra no teto da capela da mesma quinta. O que revela que em termos de heranças, os bens transitam desde sempre de umas casas para outras.Antes assim do que se perderem para sempre e até saírem para o estrangeiro.
Os cavalos saciavam a sede no grande tanque , julgo tinha por cima um brasão que foi retirado, ficou o buraco, em tempos vi alguns no chão algures junto ao Tejo há espera de melhor oportunidade.,
A água vem de uma mina cuja abertura em estilo gótico tem uma cruz muito interessante que já vi num prato em faiança ! era a Cuz de Malta?
| Vista do solar e do recinto onde se encontra a mina d'água |
A água vem de uma mina cuja abertura em estilo gótico tem uma cruz muito interessante que já vi num prato em faiança ! era a Cuz de Malta?
| Mina d'água da Quinta do Pombal de Cima e de Baixo |
| Cruz feita aos gomos |
| onde está a avenca seca esteve o brasão, até se nota a aureola oval em branco que o contornava |
- As casinhas do Bairro do Pombal foram na maioria compradas por marinheiros ou outros com ordenado bastante para suportar a capacidade de endividamento exigida.Os meus sogros tentaram, os ordenados deles não comportavam.
Uma das muitas caraterísticas do Bairro são o nome das ruas de terras além mar conquistadas, hoje perdidas, resta a sua lembrança.
Outra, são as pedras no remate das casas. Telhados inclinados.Janelas pequenas.Chaminés grandes .
Pinturas a ocre e azul a lembrar o Alentejo.Gradeamentos dos jardins. Ruas estreitas sem estacionamento, os carros entopem os passeios, no pior temos de caminhar pela estrada.
Vivendas geminadas, outras autónomas, com gente muito idosa. Há medida que vão morrendo as casas tem sido vendidas caríssimas, tão pequeninas, que os novos vizinhos remodelam e ocupam!
Não falta a igreja , escola primária, creche, jardim público, blocos de prédios económicos e um Lar.
- Hoje pela tardinha fui dar uma volta pela Rua das Terras dos Cortes Reais; 3 irmãos que exploraram terras para ocidente, a terra do bacalhau. Eram oriundos dos Açores, filhos de pai natural de Tavira.
- Haveria de ficar deslumbrada com as flores dos pequenos jardins.
Descubram a hortinha de couves galegas, bróculos, alfaces, hortelã, e...
Descubram as nêsperas amarelinhas...
Descubram os MAMÕES...ADORO MAMÃO... lindos verdes da cor do meu Sporting!
Os cães de guarda pachorrentos...não me incomodaram,não tossiram nem mugiram!
Caro Paulo Oliveira. O Bairro foi criado na década de 50 quando lhe foi atribuída toponímia. Antes julgo, era conhecida pela quinta do Pombal de Cima.
ResponderExcluirEu nasci na rua do rio da prata n 16Dany
ResponderExcluirVocê conta meias verdades e meias mentiras, nota-se que segue uma falsa narrativa. Eu já não sou do tempo da quinta flores de baixo, mas sou do tempo da mesma de cima, onde ainda se encontra a casa solarenga. Depois fique sabendo que estive ligado a um dos proprietários, arquiteto Teotónio Pereira e conheço toda a história. Tem razão quando diz que a maioria das casas pertenciam a funcionários do Alfeite. Mas eram alugadas, só só a compraram em 1976 ( registos de Almada). Esse lugar foi vendido pelos Teotónio Pereira.
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ExcluirCaro anónimo, agradeço a crítica, declino, contudo" meias verdades e meias mentiras", maneira azeda de partilhar informação, de uma crónica com fotos lindas. Comprei casa na quinta do Pombal de Cima, assim reza a escritura , cuja casa da quinta está inserida no perímetro da escola Anselmo de Andrade e a casa da quinta do Pombal de Baixo , a que foi referida. Nunca ouvi falar da quinta das Flores de cima, nem da quinta das flores de baixo, nem sei que casa solarenga se refere. Sobre o Bairro do Pombal, inserido na antiga quinta do Pombal de baixo, agradeço saber que até 1976 teve regime de aluguer, e só depois vendidas. Não sendo a crónica uma monografia, contudo importante. Só conheci na minha profissão um pouco da sua história em escrituras de venda que participei há uns 25 /30 anos. Pelo que transparece conheceu bem o local, e não ficou feliz por uma vizinha escrever emoções desse local, temos pena! Se todos tivéssemos o dom de partilhar, gratuitamente, informação, a mesma não se perdia, em Almada. já tanto se perdeu!
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